
domingo, 28 de fevereiro de 2010
BBC - Documentário: Água - Como a Terra nos fez (Water - How the Earth Made Us)

BBC - Documentário
Água - Como a Terra nos fez (Water - How the Earth Made Us)
O Professor Iain Stewart conta a história épica de como a geologia, a geografia e o clima influenciaram a espécie humana.
PNBEPH - Alto Tâmega (Rio Tâmega): Quatro barragens afectam ecossistema
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Rio Tâmega (Amarante): As Cheias do Tâmega
As Cheias do Tâmega
São cíclicas!
O Tâmega, cansado das margens que o espartilham, cresce e alarga-se invadindo os campos que lhe são vizinhos!
"Lava-se nas matas ribeirinhas" purificando-se de toda a sorte de lixo que nele depositam!
É a sua pequena vingança... devolve o que não lhe interessa! E arrastando aqui, depositando acolá, vai-se renovando sem macular a sua singular beleza que desponta todas as primaveras!
Já nos habituamos às cheias e, orgulhosamente ostentamos nas paredes das nossas ruas, as placas dessas efemérides mais significativas, que mostramos aos turistas incrédulos e ávidos de informação.
Daí continuarmos a querer este rio milenar tão livre e selvagem, quanto livre e selvagem o legaram as gerações do passado.
Que o deus Tameobrigo continue a protegê-lo na sua cavalgada livre até ao Douro, que de braços abertos o recebe, para com ele recordar o seu próprio passado de rio indomado!
António Aires, in Força Fridão - 27 de Fevereiro de 2010
ALTO TÂMEGA - Barragem de Vidago: Imagens para memória futura e palavras para quem as lê
Imagens para memória futura e palavras para quem as lê
Já começou a contagem decrescente.
Para memória futura, aqui ficam três imagens que vão ser engolidas por uma barragem.
Mas não é só por Lisboa que os nossos interesses são defendidos. Por cá, os mesmos interesses, também se preocupam connosco.Para saber mais sobre o assunto, ver o post publicado em: Requiem para o Rio Tâmega
Alto-Tâmega (Anelhe - Chaves) - Programa Nacional de Barragens: «Toda a discussão gira à volta do medo, da apatia, do oportunismo e da ausência»
«Toda a discussão gira à volta do medo, da apatia, do oportunismo e da ausência»
Depois de ser testemunha de um uníssono "barragem não!", que por outro lado não me surpreendeu, pois ultimamente já ouço muito este grito de protesto, passei a ver a outra face deste refrão "... e se for que seja a mais pequena!".
Rapidamente veio à minha mente aquela imagem de novela, já muitas vezes representada em filmes e no teatro, em que os escravos estão a ser vendidos num leilão público: o vendedor mostra a força e o formidável estado de saúde da vítima de tão infame venda; o público plenamente satisfeito por tão saudável exibição começa a ofertar valores pela compra da humilde vítima,... 300, 312, 315, 320...!!; e, de repente, nesse ambiente de excitação oportunista o escravo exclama "…se tiver que ser, nunca por mais de 312!!".
Quando acabou a nossa calorosa reunião uma entrevistadora veio ter comigo e me fez algumas questões. Entre elas queria saber a razão pela qual todos os estudos do recurso natural dos concelhos do Tâmega tinham sido sistematicamente evitados, ou impedidos de os fazer.
- "A culpa é dos autarcas que passaram pelos governos das autarquias?", inquiriu incisiva. - "Não!", respondi categoricamente, "... se a culpa é de alguém será do povo, que foi quem escolheu e escolhe os autarcas", respondi eu.
Estamos a criar uma sociedade viciada na ausência. A ausência de quem fechando os olhos julga que resolverá os problemas que nos afligem. A ausência de quem, deixando cair as suas forças, vai permitindo que o rio do benefício rápido e efémero o leve na direcção das cascatas do abismo. Esta não é a sociedade que pessoas, como as que integram o vosso grupo e os outros que convosco lutam, pretendem criar. É por isso tempo de mostrar firmeza, consistência nas afirmações e pretensões. É, em definitivo, o vosso tempo!.
Esta luta é quiçá uma luta mais feroz, pois o inimigo é nós próprios. Toda a discussão do Programa Nacional de Barragens gira à volta do medo, da apatia, do oportunismo e da ausência. Do medo a uma crise económica crónica e à derrota política; da apatia daqueles que de longe vem, ouvem e não mostram interesse; do oportunismo dos que pensam que o lucro rápido será o que lhes fará viver melhor; e da ausência dos que se deixam ser arrastados pela força de uma corrente que mata e destrói o que a natureza nos deu para viver.
É preciso e urgente recolher todos os artigos, estudos e contribuições que, à volta deste assunto são publicados e divulgados nos vossos endereços da internet e fazê-los chegar à Europa e ao Mundo.
Acaso os espanhóis não pensam da mesma forma?
Acaso aceitariam que uma empresa com capital deles estivesse a destruir sem qualquer planeamento sustentável o recurso natural português?
Será que Bruxelas aceitaria que um membro da comunidade utilizasse este recurso, sem estudar com profundidade as repercussões que este processo arrastaria para o desenvolvimento económico da Europa?
Este processo está viciado, mas não sejamos nós também a viciá-lo. Exijamos seriedade e procuremos planos de desenvolvimento económico-sociais sustentáveis a médio e longo prazo. Não permitamos a venda de escravos, pois esses escravos devem também desfrutar do tesouro natural que temos. Só assim criaremos uma sociedade feliz e plena.
António Luis Crespí (Herbário, Jardim Botânico da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro) - 27 de Fevereiro de 2010
PNBEPH - TÂMEGA: APOIO À MANIFESTAÇÃO ANTI-BARRAGENS EM AMARANTE
PNBEPH - TÂMEGA (AMARANTE)
APOIO À MANIFESTAÇÃO ANTI-BARRAGENS EM AMARANTE
Perante o contexto absurdo, da absoluta desregulação hídrica programada para a Bacia do Tâmega há mais de meio século, criado em 2007 pelo XVII Governo com a passagem para a mão de privados dos recursos naturais-patrimoniais da Terra e da região, estratégicos para as nossas populações,
Uma matéria caríssima para o Tâmega – rio, bacia e região – e decisiva para toda a Vida que nele aqui se faz,
Nos concelhos do Tâmega – de Basto (Cabeceiras, Celorico e Mondim) a Amarante – as populações antevêm e sabem dos malefícios que advirão com a perda dos rios Tâmega e afluentes (Olo, Beça e Louredo):
· a implosão dos ecossistemas ribeirinhos;
· a artificialização dos regimes hídricos;
· a extinção de espaços naturais irreproduzíveis propensos ao turismo, desporto e lazer, suportes naturais de paisagens milenares;
· a submersão de peças classificadas da arquitectura civil;
· a degradação da qualidade das águas;
· a desestruturação da relação equilibrada, auto-sustentável, entre os vários factores integrantes do «sistema hidro-bio-geográfico», que ficarão a pender de modo ameaçador e insustentável sobre a cidade de Amarante a uma escala sobredimensionada;
· o incumprimento da Lei (1).
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Parlamento Europeu - PERGUNTA ESCRITA de Marisa Martins à Comissão: Acesso ao estudo técnico sobre a avaliação do Plano Nacional de Barragens (PNBEPH)

Parlamento Europeu - PERGUNTA ESCRITA de Marisa Matias à Comissão
Acesso ao estudo técnico sobre a avaliação do Plano Nacional de Barragens (Pnbeph)
Chegou ao nosso conhecimento a carta de 14/01/2010 da Comissão Europeia (ENV.A.1/MAS/mm/ ARES(2010)18579) informando as autoridades portuguesas, através da REPER, de que se opunha a que fosse divulgado pelas mesmas autoridades um estudo técnico sobre a avaliação do Plano Nacional de Barragens (Pnbeph) denominado «Technical assessment of the Portuguese National Programme for Dams with High Hydropower Potential (Arcadis/Atecma, Julho 2009)».
Esta oposição da Comissão surge após a Ministra do Ambiente e do Ordenamento do Território portuguesa ter autorizado a 3 de Dezembro de 2009 o acesso ao referido documento.
Face ao exposto e ao manifesto interesse público da informação contida no estudo em causa, dirijo-me à Comissão:
— Agradeço que o documento acima citado me seja disponibilizado o mais rapidamente possível.
Marisa Matias (GUE/NGL), in Parlamento Europeu - 26 de Fevereiro de 2010
Água e Rios em Portugal: Como a biodiversidade gosta das barragens
Como a biodiversidade gosta das barragens
in Salvar o Tâmega - Fevereiro de 2010
PNBEPH - Salvar o Tâmega: Manifestação em Amarante dia 13 de Março de 2010
Manifestação em Amarante dia 13 de Março de 2010
Tal tem sido vendido como um factor de desenvolvimento económico, social e até ambiental mas os factos evidenciam uma enorme destruição ambiental, a perda de muitas centenas de hectares de terrenos produtivos e/ou protegidos, a deterioração da qualidade da água e a perda irreversível de património cultural.
Estes e muitos outros prejuízos por um acréscimo de apenas 3% de produção de electricidade. Prejuízos que têm sido anunciados como indispensáveis muito embora sejam conhecidas alternativas que permitiriam atingir os mesmos objectivos: reforço de barragens já existentes, eficiência energética, outras energias renováveis, etc…
Assim, dia 13 de Março de 2010, na ponte de Amarante sobre o rio Tâmega, vamos reunir cidadãos, associações, comunicação social e movimentos vários numa grande manifestação de oposição a esta política errada.
Apareça por volta das 12h00 e junte-se ao movimento que vai parar estas barragens! E não se esqueça de divulgar esta mensagem por todos os seus contactos.
“Quem não faz parte da luta, faz parte da derrota…”
in Salvar o Tâmega, Peregrino - Fevereiro de 2010
Rio Tâmega - Amarante: Cheia no Tâmega
Cheia no Tâmega
Cheias no Tâmega. Alerta máximo para as próximas horas.
Jornal O Basto - Editorial: O que é mau para os amarantinos é bom para os cabeceirenses, celoricenses e mondinenses?
Jornal O Basto - Editorial
O que é mau para os amarantinos é bom para os cabeceirenses, celoricenses e mondinenses?
No dia 9 de Fevereiro do corrente ano a Câmara Municipal de Amarante declarou, oficialmente, estar contra a construção da barragem de Fridão. No texto do repúdio ao empreendimento estava presente a razão para esta posição: a construção da barragem de Fridão, e passo a citar, «é um sacrifício demasiado elevado para os munícipes» de Amarante. Portanto, por este empreendimento ser desastroso para o concelho o executivo camarário declarou ser a favor dos seus munícipes e ser contra os interesses da produtoras de electricidade, construtoras, presidente do INAG e o Governo. É uma atitude racional, tendendo aos factos que sustentam esta posição.
No dia 11 de Fevereiro, na mesma semana em que a CM de Amarante tornou pública a sua posição, fora noticiado que os executivos de Cabeceiras, Celorico e Mondim de Basto estavam a preparar uma posição comum e que esta incluía um «caderno de exigências» para compensar a hipotética construção da barragem de Fridão. O que traduz a seguinte sentença: as barragens são más (por isso é que pedem contrapartidas, então não são as barragens fontes, por si só, inequívocas de desenvolvimento?) mas estipulamos um "preço" para as aceitar.
Tal se verificou a 15 de Fevereiro. Neste dia os três autarcas de Basto oficializaram a sua posição e pediram certas contrapartidas. Agora, querem exigir o que já fora exigido noutras alturas e noutros momentos e querem uma parte de facturação da EDP proveniente da hipotética barragem de Fridão.
A posição comum destes três executivos não foi idêntica à posição que o executivo de Amarante tomou. Pelo contrário, foi uma posição bem diferente. Vejamos, a CM de Amarante recusa a construção da barragem de Fridão por ser «um sacrifício demasiado elevado para os munícipes», não impondo nenhum preço pela rendição, ou seja, nenhum «caderno de contrapartidas». Em paralelo, as CM de Cabeceiras, Celorico e Mondim de Basto pensam que o sacrifício dos seus munícipes é suportável mediante um preço, ou seja, um «caderno de exigências» mesmo tendo em conta que, ao contrário de Amarante que terá nos seus limites apenas duas (em que uma não está no plano inicial e é mais um atropelo à lei) barragens, a região de Basto terá QUATRO barragens nos seus limites. Será que há um preço justo pela hipoteca do nosso ambiente e qualidade de vida?
Assim se confia nestes executivos, na altura em que deveriam discutir o embuste que foi o Estudo de Impacte Ambiental (existem vários pareceres técnico-científicos sobre este estudo que concluíram que está errado e é imperativo refazer o EIA sobre a barragem de Fridão), prepararam sessões de "esclarecimento" com os administradores das empresas concessionárias das barragens e com o presidente do INAG (que tem uma posição idêntica à dos administradores atrás citados) que pareciam sessões de propaganda económica sem se ouvir um qualquer som contra ou desfavorável vindo do púlpito. Seria interessante perguntar a estes executivos porque nunca convidaram para palestrar os dois lados, ou seja, os "prós e contras" sobre as barragens. Fica a questão (mais uma).
Quando deveriam discutir o embuste que foi o Estudo de Impacte Ambiental, estavam a preparar um «caderno de exigências» que parecia uma finalidade invés de ser um recurso - a utilizar após a efectiva aprovação da construção da barragem. Dir-me-ão que é um acto preventivo, só para o caso de... mas eu chamar-lhe-ia outra coisa.
Enfim, esta situação mostra quão relativo pode ser um facto. O mesmo facto que levou a Câmara de Amarante a recusar a construção da barragem de Fridão é o mesmo que impulsiona as Câmaras de Cabeceiras, Celorico e Mondim de Basto a propor um "preço" para aceitar, sem recusas, este facto. Há quem classifique este «Programa Nacional de Barragens» como um acto mercenário e de mercenários. Não podia estar mais de acordo, palavra por palavra.
Há uns meses atrás a União Europeia alertou: o Programa Nacional de Barragens está mal feito, tem muitas imprecisões, irá violar leis nacionais e comunitárias, e, nas palavras do relatório europeu, não se percebe, tendo em conta as vantagens e desvantagens do programa de barragens e o incumprimento das leis, porque o Governo Português quer implementar este programa. Mas isto não ecoa nos Paços de Basto, que invés de lutar pelo património ambiental, social, económico e cultural das suas terras pretendem estipular um "preço" mísero para aquilo que irá determinar o fim de muito daquilo que conhecemos da nossa terra. Esta é uma triste situação.
post scriptum: para vermos o desenvolvimento (que não existe, mas fora prometido) e como a energia é realmente "verde" (por outras palavras, eutrófica) basta irmos à albufeira de Torrão em Amarante e, aí, tiraremos a nossas dúvidas, com exemplos bem visíveis daquilo que nos querem impingir.
Marco Gomes, in jornal O Basto (editorial) - Fevereiro de 2010
Programa Nacional de Barragens - Alto Tâmega: Munícipes querem reunir com ministra do Ambiente

Munícipes querem reunir com ministra do Ambiente
A Associação de Municípios do Alto Tâmega (AMAT) vai solicitar uma audiência à ministra do Ambiente e do Ordenamento do Território, Dulce Pássaro, para lhe apresentar os impactos negativos que a construção das quatro barragens vai provocar na região.
“Na nossa região as barragens não trazem desenvolvimento turístico nenhum, além do mais deixam terrenos agrícolas submersos, provocam alterações climáticas e são factor de desertificação é só impactos negativos”, afirmou o presidente da AMAT, Fernando Rodrigues.
Apesar de reconhecer que a construção da “cascata” do Alto Tâmega seria uma riqueza para o país e, sobretudo, num sector em que o país é deficitário, para além de trazer vantagens para a economia e finanças públicas, ficando Portugal menos dependente do estrangeiro, a verdade é “que todos os concelhos serão afectados pelas barragens, é um investimento que deixa marcas terríveis nas populações locais, por isso, tem de haver contrapartidas justas para quem sofre estas penalizações”, refere o presidente da AMAT.
A construção deste complexo hidroeléctrico (Gouvães, Padroselos, Alto Tâmega e Daivões) integra-se no Programa Nacional de Barragens lançado pelo Governo em finais de 2007, adjudicada à empresa espanhola Iberdrola, representa não um investimento de 1700 milhões de euros.
A Iberdrola pagou ao Estado um prémio de concessão no valor de 303 milhões de euros pela exploração das quatro barragens durante 65 anos.
Segundo Fernando Rodrigues, é injusto que o Governo tenha lançado o concurso e tenha arrecado ha volta de 300 milhões de euros pela concessão e que os municípios não recebam qualquer contrapartida por esta riqueza dada ao país. “A AMAT quer expressar o desagrado por esta medida e dizer-lhe que haverá oposição dos municípios se o Governo não aceitar encontrar soluções que sejam justas para os concelhos”, afiançou o autarca.
“Não temos uma posição marcada contra as barragens, mas sabemos que as barragens só têm servido para desertificar, enriquecer a EDP e criar situações de injustiça em regiões desfavorecidas”, termina Fernando Rodrigues.
Vila Pouca de Aguiar será a região mais afectada
O concelho de Vila Pouca de Aguiar será o mais prejudicado pela construção do empreendimento Hidroeléctrico do Alto Tâmega, já que vai ser atingido pela albufeira de três das quatro barragens previstas, prevendo-se mesmo a inundação completa dos terrenos agrícolas de duas povoações.
Através do Estudo de Impacte Ambiental, em fase de consulta pública até 14 de Abril, é já possível constatar que o principal problema se prende com a zona do Alvão e o cenário de poder criar um projecto alternativo ao de Padroselos, dada a descoberta de uma espécie de mexilhões raros, aumentando a potência prevista para a barragem de Gouvães, vem agravar ainda mais a situação.
“Os beneficios decorrentes da construção das barragens terão que ser claramente superiores aos malefícios”, afirmou o presidente de Vila Pouca de Aguiar, Domingos Dias.
Segundo o edil, este empreendimento vai trazer problemas complicados para o concelho, nomeadamente, a nível da “contaminação da água, inundação de solos agrícolas, alterações climáticas”, frisando ainda que esta barragem vai ser construída em plena Rede Natura 2000, abrangendo um dos principais habitats do lobo ibérico.
Suraia Ferreira, in A Voz de Chaves - 26 de Fevereiro de 2010
Alto Tâmega - Por causa das barragens a construir no Tâmega: Autarcas pedem audiência à ministra do Ambiente

Domingos Dias disse que “os benefícios para a população têm de ser claramente superiores aos malefícios” A euforia com que foi recebida a notícia da construção de quatro barragens ao longo do rio Tâmega pelos autarcas locais está agora a dar lugar a preocupação.
Em Maio do ano passado, a Câmara de Chaves viu-se confrontada com a eventualidade de a denominada barragem do Alto Tâmega (Vidago) ser construída à cota máxima, ao contrário do que estava previsto no concurso (cota inferior). A ser assim, iriam ser submersos os melhores terrenos agrícolas de Anelhe, Vilarinho das Paranheiras e Arcossó. Contactada pelo Semanário TRANSMONTANO, a Iberdrola, a empresa que ganhou o concurso, garantiu, no entanto, que a cota só seria definida pela Declaração de Impacte Ambiental. Agora, é o presidente da Câmara de Vila Pouca de Aguiar que está preocupado. O Estudo de Impacte Ambiental à barragem de Padroselos (que também abrange Boticas) propõe a não construção da albufeira por causa de uma colónia de mexilhões de rio, protegidos por Lei e em vias de extinção. Mas, em contrapartida, e para compensar a empresa vencedora do concurso pela não construção deste empreendimento, o estudo propõe que seja aumentada a potência da barragem de Gouvães. Situação que a verificar-se iria inundar muitos terrenos agrícolas em localidades do Alvão.
Face à situação, a Associação de Municípios do Alto Tâmega já anunciou que vai pedir uma audiência à ministra do Ambiente, no sentido de acautelar os interesses dos municípios. De qualquer forma, Domingos Dias já disse que “os benefícios para a população têm de ser claramente superiores aos malefícios”. “Além da eliminação de grande parte dos terrenos agrícolas de três localidades é preciso fazer uma avaliação de solos e de contaminação de águas, saber em que estado poderá ficar a Rede Natura e o habitat do lobo ibérico, bem como acautelar o património nacional e regional que poderá ficar submerso”, diz.
As barragens no rio Tâmega, a construir até 2018, fazem parte do Programa Nacional de Barragens e representam um investimento de 1.700 milhões de euros. Na altura em que os empreendimentos foram apresentados, em Chaves, numa cerimónia presidida pelo primeiro-ministro, José Sócrates, foi assumido que o investimento iria criar 3500 postos de trabalho directos e dez mil indirectos.
O EIA está acessível até 14 de Abril nas Câmaras de Vila Pouca de Aguiar, Ribeira de Pena, Boticas, Chaves e Cabeceiras de Basto, nas 26 juntas de freguesia abrangidas pelo empreendimento, na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN), no Porto, e na Agência Portuguesa do Ambiente, Lisboa
Margarida Luzio, in Semanário Transmontano - 26 de Fevereiro de 2010
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
PNBEPH - Barragem de Fridão (Amarante): Celorico de Basto aprova contrapartidas pelos impactes da barragem
A famigerada e demoníaca «Barragem de Fridão», enquanto projecto estranho aos concelhos do Tâmega e à região em ruptura com todas as linhas estratégicas de desenvolvimento local e regional, insustentável, chegou finalmente às instâncias políticas do município de Celorico de Basto.O aproveitamento hidroeléctrico na sub-bacia do rio Tâmega contempla a construção de cinco barragens com uma extensão de albufeira de cerca de 35 km e incidência nos concelhos de Amarante, Celorico de Basto, Mondim de Basto, Cabeceiras de Basto e Ribeira de Pena e ainda uma albufeira da barragem, prevista a jusante do escalão principal, com aproximadamente 4.2 km de extensão, e que abrange os concelhos de Amarante e Celorico de Basto.
O Plano Nacional de Barragens, ao contrário do que nos é apresentado pelo Sr. Primeiro-ministro, não é um investimento do Governo de Portugal.
A intervenção do Governo de Portugal incide unicamente na alienação de Recursos Públicos às empresas privadas que vão explorar os recursos hidrológicos.
Esta venda vai render ao Governo Central cerca de três mil milhões de euros, sendo que mil milhões de euros já foram entregues ao governo e serviram para fazer baixar o deficit de 2008.
Este investimento é feito por empresas privadas ou consórcios de empresas privadas que vão, conjuntamente com as empresas de energia Eólica, já instaladas, aproveitar estes recursos para maximizar o lucro de ambas.
Os Munícipes de Celorico de Basto vão sofrer grande impacto com a construção da Barragem de Fridão-Codeçoso, com forte impacto na paisagem, fauna, flora, no ecossistema, com alterações climáticas e a nível social.
Permitindo um grande beneficio para as empresas Hídricas e Eólicas e algum beneficio nacional, com enormes encargos locais e à custa da população de Celorico de Basto.
É urgente a definição de um programa exigente de medidas de compensação ambiental e socioeconómicas, por forma a compensar as populações de toda a região dos efeitos.
A população de Celorico de Basto tem que ser compensada por esse encargo que tantos benefícios vão proporcionar às empresas e consórcios.
Assim, propomos que se exijam as seguintes contrapartidas:
- Conclusão Ligação da via do Tâmega.
As medidas compensatórias devem, além das que estarão a ser negociadas com os Municípios, abranger directamente as populações.
Assim, o Grupo Parlamentar do CDS-PP, na Assembleia Municipal de Celorico de Basto, propõe a votação da presente Moção, por forma a que seja exigido pelo Município ao Governo de Portugal e às Empresas concessionárias, as supra elencadas medidas de compensação ambiental e medidas socioeconómicas, por forma a compensar as populações de toda a região dos efeitos nefastos do aproveitamento Hidroeléctrico na sub-bacia do rio Tâmega.
Celorico de Basto, 25 de Fevereiro de 2010
Rio Tâmega - Amarante: Fúria no Tâmega
Fúria no Tâmega
Hoje o meu Tâmega não parece um rio já represado e faz ouvir a sua voz alto e bom som.
Hoje o meu Tâmega sacode a merdaca do lombo. E os políticos politiqueiros também. E fá-lo furiosamente.
Anabela Magalhães, in Anabela Magalhães - 25 de Fevereiro de 2010
AGENDADA PARA SÁBADO DIA 13 DE MARÇO: MANIFESTAÇÃO SUBORDINADA AO TEMA “+ BARRAGENS? NÃO!”

AGENDADA PARA SÁBADO DIA 13 DE MARÇO
A ponte velha de Amarante será o local de encontro para a manifestação marcada para ter início ao meio-dia.Os diversos movimentos que se opõe às construções das diversas barragens para o rio Tâmega, decidiram em reunião conjunta, marcar uma grande manifestação contra as contruções previstas para a bacia do Tâmega, entre as quais a barragem de Fridão.
Do folheto da organização destacamos o seguinte texto:
…pretendem fazer 10 novas grandes barragens em Portugal, das quais 5 são no Tâmega?
…essas 10 novas barragens vão contribuir no máximo com mais 3% do consumo de electricidade do país?
…já existem mais de 165 grandes barragens em Portugal?
…a transformação de um rio de água corrente num lago artificial põe em risco a qualidade da água e muitas espécies de animais e plantas?
…só a barragem de Fridão vai destruir centenas de hectares de Reserva Agrícola e Reserva Ecológica Nacional, pontes antigas, praias fluviais, uma ETAR e muitas habitações?
…as barragens não criam empregos e que aliás a EDP tem várias barragens sem ninguém a trabalhar no local?
…é obrigatório fazer um estudo conjunto de todas as barragens no Tâmega e tal não foi feito?
…existem alternativas mais baratas e com menos prejuízo para o ambiente e para as populações?
Como o aumento de potência das barragens já existentes, a aposta na eficiência energética, a energia solar...
Saiba mais em http://salvarotamega.wordpress.com/
Apareça dia 13 de Março e junte-se ao movimento que vai parar estas barragens.
DC, in @marante.jornal - 25 de Fevereiro de 2010





























