Mostrar mensagens com a etiqueta EDP / PNBEPH - opinião VP. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta EDP / PNBEPH - opinião VP. Mostrar todas as mensagens

sábado, 17 de julho de 2010

Tâmega - Albufeira de Fridão: O Tâmega deles

Tâmega - Albufeira de Fridão
O Tâmega deles


Pelo que se pode ler, a Ministra do Ambiente, Dulce Pássaro, já legislou sobre barragens que não existem e ainda em processo de aprovação. E não é que a pretensa albufeira de Fridão terá o estatuto de "águas públicas de utilização protegida"?

Ora, neste
contexto legal, e ao contrário do que os senhores da EDP vieram vender aos autarcas e fiel auditório, no imenso lago de água choca estarão interditas - e se calhar ainda bem - quaisquer actividades, desde a pesca a qualquer outra actividade lúdica e recreativa, a que se soma uma faixa terrestre de pelo menos 100 metros de largura, com usufruto interdito ou altamente condicionado. Tal como disse Manuel João Vieira, «um misto de calhaus e lodo, com uma vedação de arame farpado toda à volta». Podem desde já cancelar a reserva do barquinho a motor.

Vítor Pimenta, in O Mal Maior - 16 de Julho de 2010
Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega (Arco de Baúlhe - Cabeceiras de Basto)

quarta-feira, 3 de março de 2010

PNBEPH - Terras de Basto: À atenção de arcoenses, vilanunenses, pedracences e demais 'enses'

PNBEPH - Terras de Basto
À atenção de arcoenses, vilanunenses, pedracenses e demais 'enses'



O texto de Alfredo Pinto Coelho, atesta um receio mondinense legítimo, que de resto foi um dos argumentos mais sólidos da Junta de Freguesia de Mondim na sua posição contra a Barragem do Fridão: os postes de muito alta-tensão que a EDP (ou a REN?) quer instalar.
Desconheço o percurso da coisa, de onde vem e para onde vai. Mas a acontecer, há sempre duas soluções alternativas: enterrar os cabos ou então dar-lhes a volta pela outra margem. Não sei se me faço entender.


Vítor Pimenta, in O Mal Maior - 2 de Março de 2010
Movimento Cidadania para o Deenvolvimento no Tâmega (Arco de Baúlhe - Cabeceiras de Basto)

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

PNBEPH - Alto e Baixo Tâmega: Torrentes de Mudança

PNBEPH - Alto e Baixo Tâmega
Torrentes de Mudança

A Assembleia de Freguesia Arco de Baúlhe já não é o único órgão autárquico com posição tomada contra a construção de Barragens no Rio Tâmega.
Na freguesia de Mondim de Basto, que conta com um dos mais dinâmicos presidentes de Junta da região, que aliás promoveu várias sessões sobre o tema, o executivo afirmou-se "incondicionalmente contra a Barragem de Fridão".

De lembrar que no início de Fevereiro deste ano, ainda que com algum cinismo, o executivo camarário de Amarante também votou uma moção contra a Barragem de Fridão.

Já mais a montante: Anelhe, Arcossó, Vilarinho das Paranheiras e Vilela do Tâmega tomaram uma posição conjunta "contra o aproveitamento hidroeléctrico do Alto Tâmega".


Bem hajam.

Vítor Pimenta, in O Mal Maior - 24 de Fevereiro de 2010

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

PNBEPH - Barragem de Fridão (Amarante): 3 em 1

PNBEPH - Barragem de Fridão (Amarante)
3 em 1

«“É pois intenção dos municípios, não se opondo cabalmente à construção do empreendimento hidroelétrico, assegurar que um bem nacional não se faça à custa do sacrifício das populações do interior”, sublinharam os presidentes.

Além da compensação financeira, que poderá chegar aos 2,5 milhões de euros anuais, os municípios exigem também a construção do troço da variante do Tâmega de Celorico até Arco de Baúlhe, contratualizada desde 1983, e a ligação desta via à vila de Mondim de Basto, cujo projeto se encontra em fase final de execução.» [Tâmega Online]

É tão inédita como irónica, quanto louvável, esta convergência de 3 autarcas da Região de Basto a uma só voz. Nada como uma barragem e dificuldades de tesouraria para lembrar uma responsabilidade e obrigação política de que se tinham arredado há anos.

Vítor Pimenta, in O Mal Maior - 18 de Fevereiro de 2010

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

PNBEPH - Rio Tâmega - Das Contrapartidas

PNBEPH - Rio Tâmega
Das Contrapartidas



O novo presidente de Câmara de Mondim de Basto acredita no potencial turístico de uma albufeira a rodear-lhe a urbe, além de que espera contrapartidas.

A Junta de Freguesia de Mondim, tão conformada quanto realista, discutiu o assunto no passado sábado. Não atendi ao evento mas abaixo estão duas boas contrapartidas que, com ou sem barragem, deviam mover os edis da região.

Se tivermos de gramar com o empreendimento, então, não há desculpas do dinheiro que não havia antes. Este já foi adiantado pela eléctrica e é aqui que, naturalmente, devia ser investido.

  1. Reabilitação da Linha do Tâmega: ~56 milhões €
  2. Via do Tâmega + Ponte (Mondim - Celorico - A. Baúlhe): ~80 milhões €

TOTAL: 136 milhões €

[Valor pago ao Estado pela EDP pela concessão do Fridão: 200 milhões €]

Vítor Pimenta, in MalMaior - 8 de Fevereiro de 2010

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

PNBEPH - Custos da interioridade e subserviência: Barragens e Desenvolvimento

PNBEPH - Custos da interioridade e subserviência
Barragens e Desenvolvimento

O sempre oportuno e plural Ecos de Basto, fez capa na sua edição de Natal (ainda indisponível online) com a entrevista a um responsável da EDP para quem "a Barragem do Fridão é uma oportunidade de desenvolvimento"(cito de memória).

Sim, talvez como tem sido a oportunidade de desenvolvimento para muitos concelhos com barragens, como se pode verificar, quando se junta o mapa das hídricas a norte e do índice de desenvolvimento humano de portugal em 2004.

Uma das conclusões é que os concelhos com mais barragens, têm na generalidade piores índices de desenvolvimento humano. Era desejo de levar com a uva passa, que um jornal como este deixasse de servir de conduta ao que é uma das maiores mentiras pregadas aos cabeceirenses no último ano.


Vítor Pimenta, in O Mal Maior - 27 de Dezembro de 2009

terça-feira, 30 de junho de 2009

Os Vendedores de Promessas

Os Vendedores de Promessas

Tâmega dos Céus
© zwigmar

Por razões de compromisso e logística, não assisti ao debate da passada quinta-feira, que não terá sido outra coisa que não mais uma sessão de deformação sobre o complexo de Barragens do Alto Tâmega, desta vez a cargo da Iberdrola. De outro modo, a "esperteza saloia" da organização ainda não quis perceber que não há informação se não houver contraditório em cima do palanque.

Pois assim não admira, como soube de fonte segura, somado da experiência que tive com os vendedores de banha de cobra da EDP, que nem com os grunhidos de Paulo Gonzo enganam um consumidor atento, o peixe também ele bem vendido pelo mercador anafado do Pina Moura, o derradeiro peixe graúdo do coorporatburo português, das camas que a carreira política faz e grão-embaixador dos seus próprios interesses. O odre genial, provavelmente em desgraça tão mau ou pior ministro que Pinho, lá se desbragou em largar umas barbaridades como a da "água, a energia renovável por excelência". Não falou de hidrogénio, certamente. Para tycoon articulado de uma empresa de Energia, e com meio mundo de olho no Sol e na auto-suficiência, Pina Moura demonstra que tem o raciocínio de quem lhe vira demasiado moleirinha.

Pior é que no meio de toda a lata, o público mais distraído e fiel abnegado esquece-se, por momentos, de todo o rol de falsas promessas, do problema do Torrão, da falsa ideia de desenvolvimento local trazido pelas grandes represas, da tragédia da poluição do Tâmega, dos km2 solos aráveis em risco de serem irremediavelmente alagados, das bombas de metano (20 vezes com mais efeitos de estufa que o CO2) que são as barragens, das alterações microclimáticas que vão afectar desgraçadamente o cultivo do vinho verde, quase todo ele virado aquele Rio. Isto, além da bestialidade que é tornar todo um leito de rio num enorme lago, sacrificando para sempre valores patrimoniais, culturais e ambientais - em tudo igual ao crime que se quer cometer no Tua. A esta gente, não há documentário, não há livro, não há evidência, não há História que lhes mude simplesmente a grosseria. O dinheiro e o imediatismo eleitoral fala mais alto que o bom-senso.

Como habitante da Região de Basto, Cabeceiras e Arco de Baúlhe, irrita-me o entorpecimento generalizado perante este abuso arrogante, intelectualmente desonesto e humilhante muitas vezes. A filosofia da EDP e Iberdrola cruzou agora na mestria retórica de Joaquim Barreto, autarca cabeceirense e líder da distrital socialista de Braga. Sua inteligência-mor aliás, não evitou, no seu estilo fanfarão e altaneiro, de ridicularizar os movimentos do “Contra” e outras pessoas que assim se dizem só porque, segundo o querido líder (João Gonçalves que me perdoe o plágio), ”leram uns panfletos”. O exímio de defensor dos “interesses da maioria” – fraco democrata só pela infeliz declaração – que nunca quis ouvir as outras partes na questão, limita-se, aparentemente, a sorver sem filtro tudo o que Pina Moura, Sócrates, socratistas e Mexias lhe introduzem na entrada USB. E razão para quê duvidar, se daquelas mentes vem toda a sabedoria e verdade do mundo?

Vítor Pimenta, in Avenida Central - 30 de Junho de 2009

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Presidente da Câmara de Montalegre: Como da Noite para o Dia

Como da Noite para o Dia

Barragem Queimadela
© BMarques

Depois do Presidente da Câmara de Montalegre ter sido convidado a um debate em Mondim de Basto sobre a Barragem de Fridão, onde não se frenou em envenar as atenções com o aceno das contrapartidas das Eléctricas, eis que de repente se lhe deu o curto-circuito.

O temporal, que arrasou a Feira de Fumeiro, deixou-lhe os enchidos dependurados às escuras mas abriu-lhe os olhos para o facto de que a EDP, com 5 Barragens naquele concelho do Barroso, presta maus serviços e limitou-se, todos estes anos, a sugar-lhe a energia pelas turbinas. Pior, porque foi graças ao sacrifício de hectares de terreno cultivável de onde Montalegre arranca os sabores da carne que vende. «BASTA!» diz o agora alumiado Eng.º Fernando Rodrigues, "A EDP vive à custa dos municípios pobres como o de Montalegre. Aqui, nas cinco barragens do concelho pode produzir cerca de 100 milhões de euros de energia por ano, mas a justa participação do município na riqueza produzida, como elementar princípio de solidariedade, mas de justiça, resume-se a uns miseráveis 65 mil euros por ano, com culpas para o governo que não faz justiça, e permite assim aquilo que se pode classificar de enriquecimento ilícito por parte da EDP". E pronto, fica isto à atenção de outros doutores e engenheiros...

Vítor Pimenta, in O Mal Maior e avenidacentral - 8 de Junho de 2009

terça-feira, 28 de abril de 2009

Que Boas Pessoas Que Eles São

Que Boas Pessoas Que Eles São

EDP campanha

A EDP já sente que o seus prepotentes e megalómanos projectos de Barragem, que o Governo vendeu barato pela pica propagandística, não acolhem simpatia e que geram uma forte oposição de muitos cidadãos que habitam os locais visados. Sinal disto é que não esperaram muito, nem olharam a gastos, para lavar a cara e mudar a maré das coisas, mesmo sabendo que a maré da comprometida maralha que nos governa de grosso modo, lhes leva a água ao moinho desde o início.

Sob o mote "Quando projectamos uma Barragem, projectamos um futuro melhor", contratou Paulo Gonzo para compor um hit tipo genérico de novela ranhosa, estreado num concerto a 300 e tal metros de profundidade, para musicar uma imensa campanha na Televisão, jornais e na internet, louvando o respeito de sacristia que têm pela Natureza. Isto, mesmo quando se quer acrescentar, artificial e insensivelmente, milhões de metros cúbicos de água a vales e a paisagens naturais.

Aliás, para a EDP - e foi visível num dos debates a que se sujeitaram, ainda que com a condição de oradores privilegiados, sem contraditório em palanque, e com a defesa acirrada do prestável edil local - todo o superafectado Vale do Tâmega, o mesmo que faz a fronteira leste do Minho, não passa de um emaranhado de riscos curvos num mapa cartográfico. A preocupação ambiental , essa, é um mero exercício de marketing, porque a realidade mostra que não passa, nem passará, da esfera burocrática e de externalização dos problemas para institutos públicos e câmaras municipais sem capacidade, nem vontade política de os resolver - que se amanhem.

Pouco lhes interessa, na verdade, a qualidade das águas ou se o impacto ambiental das imensas albufeiras vai ou não afectar duramente milhares de anos de equilíbrio entre a presença humana e a natureza, se vai ou não aniquilar ecossistemas e terrenos de cultivo. Nem se dignam, sequer, a baixar as tarifas que cobram às populações que resolveram incomodar. Por muito que se rodeiem em palavras bonitas, e delírios de Noé, nunca conseguíram, nem vão conseguir, compensar as perdas em lado nenhum. O mapa hidroeléctrico do País é e será, na sua grande parte, uma trágica reprodução do país desertificado, descaracterizado e sem perspectivas de desenvolvimento.

Vítor Pimenta, in Avenida Central - 27 de Abril de 2009
Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega (Cabeceiras de Basto)