terça-feira, 30 de junho de 2009

Os Vendedores de Promessas

Os Vendedores de Promessas

Tâmega dos Céus
© zwigmar

Por razões de compromisso e logística, não assisti ao debate da passada quinta-feira, que não terá sido outra coisa que não mais uma sessão de deformação sobre o complexo de Barragens do Alto Tâmega, desta vez a cargo da Iberdrola. De outro modo, a "esperteza saloia" da organização ainda não quis perceber que não há informação se não houver contraditório em cima do palanque.

Pois assim não admira, como soube de fonte segura, somado da experiência que tive com os vendedores de banha de cobra da EDP, que nem com os grunhidos de Paulo Gonzo enganam um consumidor atento, o peixe também ele bem vendido pelo mercador anafado do Pina Moura, o derradeiro peixe graúdo do coorporatburo português, das camas que a carreira política faz e grão-embaixador dos seus próprios interesses. O odre genial, provavelmente em desgraça tão mau ou pior ministro que Pinho, lá se desbragou em largar umas barbaridades como a da "água, a energia renovável por excelência". Não falou de hidrogénio, certamente. Para tycoon articulado de uma empresa de Energia, e com meio mundo de olho no Sol e na auto-suficiência, Pina Moura demonstra que tem o raciocínio de quem lhe vira demasiado moleirinha.

Pior é que no meio de toda a lata, o público mais distraído e fiel abnegado esquece-se, por momentos, de todo o rol de falsas promessas, do problema do Torrão, da falsa ideia de desenvolvimento local trazido pelas grandes represas, da tragédia da poluição do Tâmega, dos km2 solos aráveis em risco de serem irremediavelmente alagados, das bombas de metano (20 vezes com mais efeitos de estufa que o CO2) que são as barragens, das alterações microclimáticas que vão afectar desgraçadamente o cultivo do vinho verde, quase todo ele virado aquele Rio. Isto, além da bestialidade que é tornar todo um leito de rio num enorme lago, sacrificando para sempre valores patrimoniais, culturais e ambientais - em tudo igual ao crime que se quer cometer no Tua. A esta gente, não há documentário, não há livro, não há evidência, não há História que lhes mude simplesmente a grosseria. O dinheiro e o imediatismo eleitoral fala mais alto que o bom-senso.

Como habitante da Região de Basto, Cabeceiras e Arco de Baúlhe, irrita-me o entorpecimento generalizado perante este abuso arrogante, intelectualmente desonesto e humilhante muitas vezes. A filosofia da EDP e Iberdrola cruzou agora na mestria retórica de Joaquim Barreto, autarca cabeceirense e líder da distrital socialista de Braga. Sua inteligência-mor aliás, não evitou, no seu estilo fanfarão e altaneiro, de ridicularizar os movimentos do “Contra” e outras pessoas que assim se dizem só porque, segundo o querido líder (João Gonçalves que me perdoe o plágio), ”leram uns panfletos”. O exímio de defensor dos “interesses da maioria” – fraco democrata só pela infeliz declaração – que nunca quis ouvir as outras partes na questão, limita-se, aparentemente, a sorver sem filtro tudo o que Pina Moura, Sócrates, socratistas e Mexias lhe introduzem na entrada USB. E razão para quê duvidar, se daquelas mentes vem toda a sabedoria e verdade do mundo?

Vítor Pimenta, in Avenida Central - 30 de Junho de 2009

Vale do Tua: um crime lesa-património

Vale do Tua: um crime lesa-património

Alberto Aroso, in Público - 26 de Junho de 2009

RIOS DA NOSSA VIDA: TÂMEGA VERSUS BARRAGENS

RIOS DA NOSSA VIDA: TÂMEGA VERSUS BARRAGENS (SEM VÍRGULAS)

Ao que se julga tudo começou no mar. No início tudo era água e do seu seio emergiu vida. E de tal modo que em cada 100kgs de massa humana pelo menos 60 são peso de água. A partir de então tudo se foi processando a um ritmo para lá do humano paulatina e sabiamente ao longo de milhões e milhões de anos até que chegámos à Mesopotâmia estávamos no VI milénio a.c.

Numa faixa de terra entre os rios Tigre e o Eufrates (é também este o significado da palavra “Mesopotâmia” Entre-os-Rios), lembraram-se um belo dia de armazenar para anos de menos fartura agrícola o excedente da produção. Assim quando as colheitas fossem menos boas haveria para trocar ou melhor “vender”.

Estava dado o primeiro passo para o surgimento da moderna economia tal como a conhecemos hoje. Certamente menos sofisticada infinitamente mais transparente e justa que a dos nossos dias mas nos princípios fundamentais era a mesma.Com o decorrer dos tempos a troca directa de produtos deu lugar à moeda. Estava inventado o dinheiro…

Nasceram e morreram civilizações e os rios lá continuaram na sua tarefa paciente de moldar…. Terras pedras e gentes.

Há estudos a provarem que muitos homens e mulheres que em alguma altura das suas vidas tiveram um rio por perto são mais propensos a grandes coisas ou coisas grandes. Amarante por exemplo uma pequenina aldeia-cidade: Teixeira de Pascoaes Amadeo de Souza-Cardoso António Carneiro Acácio Lino António Cândido o próprio S. Gonçalo Agostina Bessa-Luís Alexandre Pinheiro Torres Eduardo Pinto Ricardo Carvalho Nuno Gomes António Pinto vários campeões mundiais na área da canoagem Ana Moura e perdoem-me os de quem não me consegui recordar. Todas estas personalidades… será ao Tâmega e aos seus nevoeiros que ficaram a dever parte do seu sucesso? Talvez sim talvez não…

Viver junto aos rios nem sempre foi seguro já que por lá abundavam os animais ferozes e outros perigos que espreitavam por detrás dos densos arvoredos. Por isso muitos foram os povos que em tempos recuados preferiram habitar os pontos mais altos das regiões numa clara atitude de auto-defesa.

Mas os rios cujas águas corriam lá em baixo ao longe não paravam de acicatar a curiosidade dos nossos antepassados: fosse porque engrossassem repentinamente os seus caudais umas vezes tornando-se ruidosos e agressivos arrastando consigo tudo o que se lhes opusesse: fosse porque outras vezes deslizassem pachorrentos transformados em imensos espelhos de água reflectindo o Sol e a Lua divindades por todos adoradas e temidas emprestando-lhes também a eles rios vida e misticismo próprios.

Quando os materiais utilizados no fabrico de armas se tornaram mais resistentes maneáveis e eficazes aqueles homens movidos pelo espírito de descoberta não levaram muito tempo a descer dos seus abrigos das alturas os “crastos” acabando por se fixar perto das margens num dia-a-dia bem mais generoso: havia caça materiais para a construção de abrigos conheceram os frutos descobriram a agricultura aprenderam a pesca construíram jangadas e depois barcos. Não mais pararam de subir e descer os vários cursos de água descobrindo trocando e misturando-se.

Não foi diferente com o rio Tâmega. Também ele foi idolatrado como um deus em determinadas épocas da sua existência. É sobre ele que quero escrever… para memória futura… agora que o vão amordaçar com a construção de quatro barragens.

Nasce na Serra de S. Mamede em Espanha correndo desde aí até ao Douro onde desagua em Entre-os-Rios numa extensão de cerca de cento e cinquenta quilómetros cento e trinta dos quais em território luso.

Não é um rio qualquer o Tâmega. De águas bravas rebelde e caprichoso corre por entre gargantas apertadas e encostas abruptas inacessível em muitos pontos do seu percurso. Mas quando se espraia como que a recuperar o fôlego faz a delícia de naturalistas pescadores amantes de desportos aquáticos campistas namorados e outros românticos pensadores.

Quem por aí se deixou envolver por ele não mais o esqueceu não mais o esquecerá.

Os reencontros sempre estarão carregados de emoções e recordações: o primeiro beijo os banhos retemperantes os momentos de meditação os silêncios os pássaros aquele barbo enorme os mabecos os javalis as rãs as noites mágicas da enguia a lua e as fogueiras que crepitavam até ao amanhecer.

Um dia tudo isto não será mais.

Restará apenas a memória de um passado submerso mas vivo. É a força dos Atlantes…

Jacinto Magalhães, in Amarante Jornal - 02 de Junho de 2009

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Ambiente: Estudo científico revela que a água do Alqueva é tóxica

Ambiente:
Estudo científico revela que a água do Alqueva é tóxica

Aveiro, 17 Jun (Lusa) -- A água do Alqueva está contaminada por insecticidas e pesticidas, cuja concentração pode perigar a saúde humana e ultrapassa os limites europeus, revela um estudo de um grupo de investigadores da Universidade de Aveiro.

De acordo com o estudo científico a que a Lusa teve acesso, foi detectada "a presença de níveis perigosos de insecticidas no Rio Guadiana e que podem representar perigo para a saúde humana".

O estudo foi levado a cabo por investigadores do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM) e do Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro, em colaboração com outros colegas portugueses, e destinava-se a determinar os efeitos sobre organismos aquáticos de pesticidas presentes na água do Rio Guadiana.

in Notícias Sapo - Lusa -17 de Junho de 2009

A campanha da EDP sobre barragens: «a mais hipócrita das ofensivas de propaganda do tempo recente»

Momentos felizes e ilusões

(...)
2) A campanha de «informação» da EDP sobre barragens e sobre a conservação da natureza é um primor de profissionalismo e eficácia. Revela também que sobejam para aqueles lados os recursos financeiros que a crise nega ao comum das empresas. E apresenta aquela que deve ser já a mais hipócrita das ofensivas de propaganda do tempo recente.
Antecipando-se à contestação certa, a EDP quase nos convence que as barragens que construirá — por exemplo o Baixo Sabor, entre outras — são indispensáveis à fauna e flora daqueles locais. Mas a Natureza, ali, não sabe nadar. As espécies que se podem contemplar nos anúncios da EDP, voando felizes, serão aquelas mais afectadas pela construção das barragens. As paisagens que constam nos painéis e anúncios de página… desaparecerão para todo o sempre. A campanha de informação… desinforma, vende ilusões, pura realidade virtual. Para defender a construção de barragens, usem-se outros argumentos, que os haverá talvez. Mas não nos encham os olhos com miragens, nem usem milhões para vender uma bem urdida ilusão, uma milionária mentira!
Bernardino Guimarães
Foto de Raízes.e.Asas
(Publicado no JN hoje, 9/5/09)
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Bernardino Guimarães, in Peregrino - 9 de Junho de 2009

terça-feira, 16 de junho de 2009

AMBIENTE - Rio Tâmega preocupa ambientalistas

AMBIENTE
Rio Tâmega preocupa ambientalistas

(...)
Na perspectiva de João Branco, o Tâmega poderá ser o rio com pior qualidade da região. O facto de atravessar um vasto percurso, cruzando várias povoações, sustenta a afirmação do ecologista. “O rio já vem de Espanha, percorre várias localidades, como Chaves e arredores, depois Vidago e Mondim. Nesse trajecto, apanha com muita matéria orgânica, essencialmente esgotos domésticos e também alguns efluentes de baterias e explorações animais.” Esta grande travessia feita pelas águas do Tâmega faz com que “por exemplo, na barragem do Torrão, aquilo fique completamente impraticável, morrem os peixes todos e a água é tóxica”, desabafou. Segundo João Branco, basta colocar no site do “Youtube” a expressão “rio Tâmega” e “os primeiros vídeos que aparecem são imagens da poluição existente nesse curso de água”.
(...)

Daniel Faiões, in Mensageiro Notícias - 8 de Outubro de 2008

Manifestação da Quercus na barragem de Belver (Abrantes)

Contra o Programa Nacional de Barragens e a campanha publicitária da EDP
Manifestação da Quercus na barragem de Belver

A Quercus manifestou-se no dia 13 de Junho, sábado, contra o Programa Nacional de Barragens e a campanha publicitária da EDP, com uma acção na Barragem de Belver, Abrantes. A acção, com início às 8.00 horas, constou de uma ocupação pacífica da referida barragem, com afixação de faixas alusivas à temática e descida do paredão em rapel por activistas com mensagens de protesto. Poderá visualizar a partir daqui a cobertura da acção feita pelos três canais televisivos portugueses.

RTP


SIC



TVI
http://www.tvi24.iol.pt/artmedia.html?id=1069647&pagina_actual=1&tipo=2

in QuercusTv - 15 de Junho de 2009

Quercus contra o Programa Nacional de Barragens e a campanha publicitária da EDP

Aplauso


«A Quercus manifestou-se ontem contra o Plano Nacional de Barragens e a campanha publicitária da EDP. O protesto pacífico levou os ambientalistas a fechar o paredão da barragem de Belver, em Mação."Pretende-se chamar a atenção para os enormes impactes ambientais negativos que decorrerão do avanço do Programa Nacional de Barragens, aprovado pelo Governo", explicou a Quercus em comunicado. A organização assegura que o mesmo "colocará em perigo diversos valores naturais".» [Correio da Manhã]

Vítor Pimenta, in O Mal Maior - 14 de Junho de 2009

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Não à Barragem de Fridão!

Não à Barragem de Fridão!

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Já tive a oportunidade de chamar a atenção para o escândalo que é a construção da Barragem do Tua, que vai destruir um vale único e uma das mais belas linhas férreas do mundo.
No dia em que a TSF, no seu «Terra a Terra», dedica mais uma emissão a branquear a acção e a hipocrisia da EDP na destruição do património ambiental português, é hora de dar voz a mais uma luta, neste caso a da população de Amarante contra a Barragem de Fridão. Por toda a cidade, pude confirmá-lo pessoalmente, abundam as referências à Barragem e aos apelos à continuidade da luta.
Com a construção da Barragem de Fridão, projectada para o limite das freguesias de Fridão e Codeçoso, a 6 km de Amarante, é a existência da própria cidade que está em causa. Planeada para atingir 110 metros de altura, irá interceptar o leito do Tâmega, desviar o leito do rio Olo e pôr em causa, de forma irreversível, o caudal ecológico do Tâmega em período de estiagem. Irá pôr em causa, ainda, a integridade e eficiência do sistema de abastecimento público de águas, em consequência da libertação das águas quimicamente alteradas depois de acumuladas na albufeira. Recursos endógenos únicos serão transformados num somatório de albufeiras articuladas entre si em cascata de águas mortas. O vale do rio Tâmega será definitivamente perdido para as albufeiras.
Amarante é o resultado único do percurso do rio Tâmega. Actualmente, já tem a jusante a Barragem do Torrão – Rio de Moinhos (Marco – Penafiel), e agora passará a ter a montante a Barragem de Fridão. Ou seja, ficará completamente à mercê da imprevisibilidade geodinâmica – «uma guilhotina colectiva suspensa sobre Amarante, exposta à imprevisibilidade comportamental da geodinâmica interna geradora de algum fenómeno ocasional de causas naturais, considerado à priori de ocorrência impossível ou de considerada escassa probabilidade estatística.»
Enquanto isso, a EDP evita a discussão pública e monta gigantescas campanhas publicitárias. Como se a cidade de Amarante não existisse e como se tudo fosse apenas radicalismos ambientalistas. Deve ser essa a imagem a transmitir pelo «Terra a Terra» de hoje: só maravilhas!
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r, in Aventar - 14 de Junho de 2009

sábado, 13 de junho de 2009

Chaves - Populações contra barragem à cota máxima

Chaves - Submersos os melhores terrenos agrícolas
Populações contra barragem à cota máxima

A primeira das quatro barragens que irão ser construídas no rio Tâmega já está a dar que falar. A população de Anelhe, Arcossó e Vilarinho das Paranheiras garante que a empresa que ganhou o concurso, a espanhola Iberdrola, está a estudar a hipótese de construir a albufeira à cota máxima ao contrário do que ficou definido no concurso de concessão.

Entre muitos outros “prejuízos”, a alteração deixaria submersos os melhores terrenos agrícolas das localidades. Solidária com a população, a Câmara de Chaves já decidiu enviar um documento à empresa e ao Governo onde se insurge contra a hipótese. Contactada pelo Semanário TRANSMONTANO, a Iberdrola garante que a cota definitiva só será definida pelo Estudo de Impacte Ambiental em curso.

Na passada terça-feira à noite, o presidente da Câmara Municipal de Chaves, João Batista, reuniu, em Vidago, com cerca de uma centena de pessoas das aldeias de Anelhe, Arcossó e Vilarinho. A população das três aldeias está seriamente preocupada com a construção do denominado empreendimento hidroeléctrico do Alto Tâmega, que abrange também áreas dos concelhos de Vila Pouca de Aguiar e de Boticas. Na sequência de contactos estabelecidos pela empresa que está a fazer o levantamento dos terrenos que será necessário expropriar para a construção da barragem, a população apercebeu-se que a espanhola Iberdrola, que venceu o concurso lançado pelo Governo para a construção e exploração de quatro barragens no Tâmega, está a pensar construir a albufeira à cota máxima (322). No concurso lançado, a cota base era a de 312. A alteração traz, segundo a população, muitos “prejuízos”. Segundo o presidente da Câmara de Chaves, a alteração vai abranger “quase mais 200 hectares do que o previsto. À cota que estava prevista, o concelho de Chaves praticamente não era atingido”, afirma o autarca, revelando que irá ser elaborado um documento para lembrar à empresa que “o direito que adquiriram por concurso foi à cota 312 e não à cota mais alta que agora querem construir. No texto que vai ser elaborado por um grupo de trabalho, vamos, aliás, propor uma cota inferior à que foi a concurso, sendo certo que a empresa tem o direito de não acatar”, informou ainda João Batista.

Em sintonia com a população, o autarca acredita que a construção da barragem à cota máxima trará “problemas”. “O maior problema é que a Reserva Agrícola desaparece”, argumenta Amílcar Salgado, um economista natural de Arcossó, que deverá integrar o grupo de trabalho que irá elaborar o documento a entregar à Empresa e ao Governo. Além disso, irá ficar submersa uma Estação de Águas Residuais recentemente construída. Custou cerca de um milhão de euros. Segundo Amílcar Salgado, que já foi administrador do Hospital de Chaves, à cota 322, em Vilarinho das Paranheiras, a água irá bater numa plataforma da A24. E, além disso, irá implicar com a zona de protecção das águas de Vidago, concessionadas à Unicer. E, para mais, “do ponto de vista do desenvolvimento regional, as barragens não vão ter impacto. O nosso turismo é de natureza, ora não acredito que alguém venha cá ver uma albufeira”, defende ainda Amílcar Salgado.

Confrontada pelo Semanário TRANSMONTANO com as preocupações da população e da autarquia, a Iberdrola referiu apenas que a cota definitiva será definida pela Declaração de Impacto Ambiental. “As cotas definitivas das barragens do Complexo Hidroeléctrico do Alto Tâmega serão as fixadas pela Declaração de Impacto Ambiental (DIA) que resultará do Estudo de Impacto Ambiental (EIA). O EIA está em elaboração e irá avaliar todos e quaisquer impactos”, explicou apenas Cândida Bernardo, da direcção de comunicação da Iberdrola em Portugal.

O Complexo Hidroeléctrico do Alto Tâmega, que inclui a construção de quatro barragens no rio Tâmega na área dos concelhos de Chaves, Boticas, Vila Pouca e Ribeira de Pena, foi apresentado no passado mês de Janeiro, numa cerimónia que contou com a presença de José Sócrates. De acordo com informações avançadas na altura, os empreendimentos deverão ficar concluídos até 2018 e deverão produzir energia para o consumo anual de um milhão de pessoas. A criação de cerca de 3.500 postos de empregos directos foi uma das mais valias apontadas para a defesa do investimento.

Margarida Luzio (Semanário Transmontano), in Diário de Trás-os-Montes - 24 de Maio de 2009

quarta-feira, 10 de junho de 2009

"Chegou o momento de travar a criminosa sanha barragista"

O Voto Inteligente

"(...) primeiro ministro cerrou os dentes e tocou a reunir o governo. Duvido que surta grande efeito. Espero até que o dito des-governo comece a ruir em breve. Para já, há que travar a fundo a sua alarve subserviência diante dos agarrados à mama dos grandes investimentos (Mota-Engil, Teixeira Duarte, Grupo BES, Soares da Costa, Grupo Lena e quejandos). Chegou o momento de despachar o inenarrável fumador de cachimbo Mário Lino para qualquer lugarejo perdido do Atlas. Chegou o momento de travar o bacoco líder da EDP, António Mexia, da sua criminosa sanha barragista."
(...)

António Cerveira Pinto, in O António Maria - 8 de Junho de 2009

Presidente da Câmara de Montalegre: Como da Noite para o Dia

Como da Noite para o Dia

Barragem Queimadela
© BMarques

Depois do Presidente da Câmara de Montalegre ter sido convidado a um debate em Mondim de Basto sobre a Barragem de Fridão, onde não se frenou em envenar as atenções com o aceno das contrapartidas das Eléctricas, eis que de repente se lhe deu o curto-circuito.

O temporal, que arrasou a Feira de Fumeiro, deixou-lhe os enchidos dependurados às escuras mas abriu-lhe os olhos para o facto de que a EDP, com 5 Barragens naquele concelho do Barroso, presta maus serviços e limitou-se, todos estes anos, a sugar-lhe a energia pelas turbinas. Pior, porque foi graças ao sacrifício de hectares de terreno cultivável de onde Montalegre arranca os sabores da carne que vende. «BASTA!» diz o agora alumiado Eng.º Fernando Rodrigues, "A EDP vive à custa dos municípios pobres como o de Montalegre. Aqui, nas cinco barragens do concelho pode produzir cerca de 100 milhões de euros de energia por ano, mas a justa participação do município na riqueza produzida, como elementar princípio de solidariedade, mas de justiça, resume-se a uns miseráveis 65 mil euros por ano, com culpas para o governo que não faz justiça, e permite assim aquilo que se pode classificar de enriquecimento ilícito por parte da EDP". E pronto, fica isto à atenção de outros doutores e engenheiros...

Vítor Pimenta, in O Mal Maior e avenidacentral - 8 de Junho de 2009

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Presidente da Câmara de Montalegre denuncia: Montalegre "Serviço da EDP é uma desgraça"

Presidente da Câmara de Montalegre denuncia
"Serviço da EDP é uma desgraça"


O Presidente da Câmara de Montalegre volta à carga com duras críticas ao serviço prestado pela EDP no concelho o qual o classifica como «desgraça». O desalento do autarca é tal que afirma: «A EDP vive à custa dos municípios pobres como o de Montalegre. Aqui, nas cinco barragens do concelho, pode produzir cerca de 100 milhões de euros de energia por ano, mas a justa participação do município na riqueza produzida, como elementar princípio de solidariedade, mas de justiça, resume-se a uns miseráveis 65 mil euros por ano, com culpas para o governo que não faz justiça, e permite assim aquilo que se pode classificar de enriquecimento ilícito por parte da EDP».
A paciência de Fernando Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Montalegre, para com a EDP está esgotada. O fraco serviço prestado no concelho de Montalegre tem provocado as maiores dores de cabeça quer a particulares quer a instituições públicas, onde os cortes de luz têm sido frequentes. O edil lembra que «há muito que a Câmara vem solicitando intervenções à EDP para melhorar o serviço de fornecimento de energia no concelho. Apesar de há anos ter havido uma fase de muitas intervenções, o certo é que continuamos a ser mal servidos, muito mal servidos! O serviço da EDP é mesmo classificado pelos barrosões como uma desgraça!».

FEIRA DO FUMEIRO PREJUDICADA

Os exemplos são mais que muitos. Fernando Rodrigues refere: «No domingo da Feira do Fumeiro, com milhares de pessoas dentro do pavilhão multiusos e o comércio da vila cheio de gente, ficamos sem luz durante mais de duas horas. Nessa ocasião, apesar dos graves prejuízos causados ao negócio da feira, pois o certame praticamente acabou porque a falha de luz mandou toda a gente embora, mesmo assim a minha consciência não permitiu fazer críticas à EDP porque foi violento o temporal desses dias, e muitas as avarias, e não havia meios técnicos nem humanos para acudir a tudo ao mesmo tempo. Mas a EDP não respondeu nessa altura, e responde tarde e mal noutras, quando responde».

AVARIAS FREQUENTES

Sem se deter, o presidente da Câmara Municipal de Montalegre declara: «continuam avarias por reparar, postes por levantar e linhas por arranjar. E as avarias sucedem-se. Ainda na última 4.ª feira uma zona do concelho esteve sem luz durante quatro horas! Mas anteriormente houve aldeias sem energia quatro dias. Quatro dias! Na sede do concelho, que se diz estar mais bem servida, a Câmara já teve dias em que registou doze cortes de energia. E isso acontece muitas vezes. Basta um sinal de trovoada ou mau tempo lá longe e já no concelho acontecem avarias. E há zonas do concelho que quando tem uma avaria na linha, passam vários dias à candeia, com todos os prejuízos que isso acarreta».

«BASTA!»

Inconformado, Fernando Rodrigues diz que chegou o momento de dizer «basta!», até porque, sublinha, «uma região que tem 65km2 dos melhores vales agrícolas inundados pelas barragens da EDP que produzem tanta energia eléctrica para o país, é tratada desta maneira! A EDP vive à custa dos municípios pobres como o de Montalegre. Aqui, nas cinco barragens do concelho pode produzir cerca de 100 milhões de euros de energia por ano, mas a justa participação do município na riqueza produzida, como elementar princípio de solidariedade, mas de justiça, resume-se a uns miseráveis 65 mil euros por ano, com culpas para o governo que não faz justiça, e permite assim aquilo que se pode classificar de enriquecimento ilícito por parte da EDP». Sempre no mesmo tom crítico, o edil garante: «nos serviços directos à autarquia quando, por exemplo, queremos fazer uma extensão de iluminação pública, a desgraça continua. A Câmara tem de pagar o serviço à cabeça, para aparecer feito seis, oito meses e até um ano depois. Que lei é esta? Quem permite à EDP fazer isto? Mas o mais grave é que às vezes a Câmara paga e o serviço não é feito, como já aconteceu com a Câmara de Montalegre. E outras vezes vamos ver e o poste ou o candeeiro está no sítio errado».

«NÃO PODE TRATAR MAL OS MAIS FRACOS!»

A revolta do autarca, face ao serviço prestado pela EDP no concelho de Montalegre, é justificada, para além do que já foi mencionado, por variados factos: «falta de alternativas de abastecimento, equipamentos gastos e ultrapassado, rede velha, com fios que batem uns nos outros com o vento e provocam avarias, candeeiros obsoletos, sem luz, virados ao contrário, postes a estorvar, avarias, avarias, avarias! É o que a EDP, obrigada a um serviço público, nos dá como único fornecedor deste produto... A EDP é uma grande empresa nacional, merece o orgulho dos portugueses, mas não nos pode tratar mal como trata. Não pode tratar mal os mais fracos!».

LUCROS COLOSSAIS

Refira-se que o lucro da EDP - Energias de Portugal, aumentou 20,3% para 1092 milhões de euros, em 2008, o maior resultado líquido alguma vez atingido por uma empresa cotada em Bolsa. Perante os resultados, António Mexia, presidente-executivo da energética, disse que irá propor um divindendo de 14 cêntimos por acção, acima dos 12,2 cêntimos relativos a 2007. A contribuir para aqueles lucros de 2008 estiveram os ganhos financeiros, no total de 481,7 milhões de euros, mais 83,5% do que em 2007. Desse ganho, a maior fatia (405 milhões de euros) resultou da diluição da participação da EDP na EDP Renováveis, no seguimento do IPO, a que acrescem ganhos nas vendas de participações na Turbogás, Portugen, REN e Edinfor. Sem os efeitos extraordinários, o lucro ajustado subiu 7% para 925 milhões de euros, o mais elevado de sempre na empresa. As vendas de electricidade subiram 25%. Já a dívida, aumentou 18,8% para 13,9 mil milhões de euros, reflexo, nomeadamente, do aumento de desvios e défices tarifários.

in Alto-Tâmega Tv - 11 de Março de 2009

Plano Nacional de Barragens é um grande erro

Plano Nacional de Barragens

A construção de mais 10 barragens em Portugal é um grande erro, pois os aumentos dos consumos de electricidade têm vindo constantemente a crescer, e o Governo português, ao construir estas 10 barragens parte do princípio que assim tem de continuar a ser.
Deste modo, não se está a apostar na melhor estratégia, que é mais eficiente, mais económica e que aposta na redução do consumo de electricidade com base no aumento da poupança e da eficiência energética.
Torna-se preocupante a falta de rigor na avaliação que é feita dos impactes ambientais, sociais, patrimoniais, e ambientais de cada empreendimento por si, assim como o efeito cumulativo das 10 barragens.

Barragem de Fridão:
A cota da barragem de Fridão, situada a cerca de 6km de Amarante é de 145, sendo a cota actual da Cidade no Mosteiro de S. Gonçalo de 62. Logo o desnível é de 83m.
Como é possível fazer propostas destas que, para além de destruir a beleza e a harmonia existente entre o património natural e o construído da cidade, são uma verdadeira ameaça à sua qualidade de vida, pelos perigos que representam para a saúde pública (má qualidade das águas) e uma ameaça permanente em termos de segurança pública.

P.S.- Façam "ouvir" a vossa opinião, deixando um comentário neste artigo

Enzo, in The Awesome Stuff - 20 de Dezembro de 2007

terça-feira, 2 de junho de 2009

Ainda a Barragem de Fridão

Ainda a Barragem de Fridão










Tâmega - S. Gonçalo - Amarante - Portugal
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Hoje volto à carga para reforçar a ideia de perda irreparável que se verificará em Amarante se tudo o que está previsto pela construção desta malfadada barragem se vier a concretizar. Perda irreparável para Amarante e perda irreparável para cada um de nós, amarantinos que amam a terra que os viu nascer.
Por isso postei as mesmas fotografias de ontem, desta vez sem cortes, e no maior tamanho em que é possível publicá-las aqui no blogue. Já o disse e repito. Não é um tamanho de fotografia que eu use muito. Porque gosto de postar o tamanho mais pequeno e deixar que as pessoas as ampliem investigando e absorvendo um ou outro pormenor que achem mais interessante. Mas, porque a hora é grave, aqui ficam as mesmíssimas fotografias que ilustraram o meu "post" de ontem no maior tamanho possível.
Para que as pessoas interiorizem o que corremos o risco de deixar afogar, e de perder, sem possível reparação futura.

E nós, amarantinos, não estamos já fartos de perder?

Anabela Magalhães, in Anabela Magalhães - 8 de Maio de 2008

Votação sobre a barragem de Fridão

Votação sobre a barragem de Fridão

Barragem de Fridão

Vantagens

Desvantagens

  • Produz grandes quantidades de energia;
  • Responde rapidamente a necessidades de pico de consumo;
  • Permite o desenvolvimento económico;
  • Benefícios para as zonas rurais, na área do turismo, indústrias e agricultura;
  • Destruição de importante património histórico e natural;
  • Em anos de seca a produção de energia baixa muito;
  • Degradação da água do rio Tâmega;
  • Esta construção irá criar enormes questões ao nível da segurança.

No dia 9 de Abril de 2008, organizámos uma votação acerca da Barragem de Fridão.
A mesma questão foi colocada a 111 membros da comunidade escolar (professores, funcionários e alunos) da Escola Secundária/3 de Amarante:

«Como sabe a construção da barragem de Fridão irá trazer benefícios para a nossa cidade, mas ao invés, traz inúmeros prejuízos a nível paisagístico, patrimonial e levantará inúmeras questões de segurança.

A pergunta que colocamos é a seguinte:

“Amarante deveria aceitar a construção da barragem de Fridão?”»

Resultados:



31 pessoas votaram "SIM" e 80 votaram "NÃO", o que permite concluir que a comunidade amarantina, na sua grande maioria é contra a construção da barragem de Fridão.

Enzo, in The Awesome Stuff - 6 de Maio de 2008

A EDP e os milagres do Dr. Mexia

A EDP e os milagres do Dr. Mexia

A EDP acaba de apresentar resultados fantásticos, com aumento da facturação em plena crise. O Dr. Mexia, que revela saber mexer-se como ninguém no meio deste caos, dissertou sobre o seu milagre à imprensa. De facto, uma empresa que não vende alimentos, mas energia, que move a economia, deveria estar em linha com a evolução do mercado que se encolheu mais de 10%.

Mas não, nem a época de maior crise económica desde a 2ª Guerra, faz decrescer os lucros desta empresa. Quem é que está a pagar o pato? São os portugueses e as empresas portuguesas que têm os meios de produção mais caros do mundo, para gáudio destes gestores gananciosos que fazem o que querem como marajás das arábias. Não contentes pavoneiam-se sem que a entidade reguladora tome qualquer medida. Pergunto o que fazem aquelas lesmas pardacentas que comem no orçamento do país?

Outro sinal de pouca seriedade é a campanha publicitária que a presidência desta companhia autorizou passar acerca das barragens que aí vêm. Começa por sugerir que fazem as barragens a pensar nas populações de morcegos, de pássaros, de peixes, nos sobreiros, etc.
Quem pretendem enganar? Porque não dizem a verdade, que é técnico-científica acerca das vantagens da hidroelectricidade, as reservas estratégicas de água, a complementaridade com a eólica, etc.

Eu tenho argumentos técnicos e científicos a favor destas infra-estruturas, mas nenhum é a favor de morcegos, nem de sobreiros. Esta falsidade mina a confiança que os pilares da nossa sociedade deveriam manifestar.

Portanto, duas questões que deveriam envergonhar o dr. Mexia: os lucros de uma exploração monopolista à custa da ruína dos portugueses e a mentira desbragada numa campanha mediática falsa de muitos milhões de euros.

Mário Russo, in Clube dos Pensadores - 8 de Maio de 2009

MAIS UMA...

MAIS UMA...

Desta vez foi no Brasil.
A desgraça abateu-se sobre a cidade que lhe ficava a jusante, levando a dor a algumas famílias e obrigando milhares a ser evacuados da zona inundada.
Certamente também os tinham convencido da improvabilidade de algum dia vir a acontecer um acidente como aquele!
Os técnicos estão quase sempre convencidos de que são infalíveis e que as novas tecnologias e materiais estão acima da possibilidade de qualquer surpresa!
E se nós tivermos as duas Barragens prometidas? E se um dia uma, por qualquer razão, decide pregar-nos uma partida?
ZAS (aqui não significa Zona de Auto Salvamento!), já foste...!
É que uma onda de inundação não demoraria mais de 20 minutos a chegar ao Centro da Cidade, com todo o seu poder destrutivo!
É tempo de acordar e fazer ver aos nossos governantes o grave erro que estão a cometer ao projectar a construção de 2 (DUAS !) barragens imediatamente a montante de Amarante.
Construir uma barragem de Tipo 1 a 6 Km da cidade, é uma ameaça que Amarante não merece!
A Beleza da região, a sua História e a sua riqueza patrimonial, merecem muito mais do que essa falta de respeito!

António Aires, in ForçaFridão - 29 de Maio de 2009

Tudo isto para dizer não à barragem de Fridão

Tudo isto para dizer não à barragem de Fridão


Lutar vale a pena…

Decorria o ano de 2003, quando na tentativa de devolver o respeito e credibilidade a uma instituição local.
Fui chacota de falsos ditos e contraditos.
Depois daquela luta vencida, a credibilidade e o respeito restabelecidos,
Descobri em mim energia e força para novas lutas, e até experiência para enfrentar outras batalhas, descobri também que o caminho trilhado em lutas e batalhas já mais será esquecido, que nem sempre a verdade sobe, que a justiça é cega, mas vê o que mais lhe agrada, que os recrutas correctos nunca chegam a generais, que os piratas nem sempre usam uma pala preta a tapar um olho, descobrimos que afinal os homens não são o que aparentam, que os zig… zag… de uns, são autênticas linhas rectas para outros, enfim descobrimos verdades e mentiras enterradas na mais superficial camada argilosa que até o vento a destapa, mas que pela camada de verniz superficial que a embeleza passa despercebida aos olhos do mais atento dos imortais…
Disse uma vez Napoleão:
Não acordem a China…
Dizia uma sabia aldeã:
-Quanto mais nos baixamos mais nos vem o traseiro
Como disse António Ribeiro:
- Estou arrependido de não ter chegado mais cedo.
Um progressista que morreu 7 meses depois de entrar em greve de fome no Brasil.

E porque não? Pegar em frases, tão históricas quanto reais bem portuguesas bem populares.

Eles falam, falam…
Quem tem…tem medo…
Os cães ladrão e a caravana passa…
Cão que ladra não morde…
Tretas tuas, trinta e duas…
Enfim, enfim tanto e tanto que podia ser dito.
Mas …
Tudo isto para dizer não à barragem de Fridão, já nos levaram tanta coisa que um dia destes comem-nos o caldo na cabeça e nos à semelhança de outras ocasiões, baseados do princípio da educação damos-lhes umas palmadinhas nas costas e agradecemos-lhes. Com um bem-haja e muito, muito obrigado.
Merda, está na hora de nos juntarmos e não acreditarmos mais nas pessoas que nos representam e dizer chega… ou vamos esperar como fizemos ate aqui?
E depois ouvimos o Senhor lá do alto da sua poltrona a dizer a culpa é nossa porque não usamos, os serviços…
Contra tudo e todos vamos mostrar a essa cambada que também mandamos e todos juntos vamos impedir a construção da barragem em Fridão.

Lutar vale a pena!

Rodrigo Oliveira, in Corrente Natural - 14 de Novembro de 2008

Os impactos ambientais provocados pela construção de uma barragem







Os impactos ambientais provocados pela construção de uma barragem

No programa “Energia da Água – Terra a Terra Especial” desta semana, debatemos uma das questões que provocam mais polémica quando se fala da produção de energia hidroeléctrica: os impactos ambientais provocados pela construção de uma barragem. O debate conta com a participação de Paula Chaínho (dirigente da Liga para a Protecção da Natureza), Domingos Patacho (dirigente da QUERCUS), Maria do Rosário Partidário (professora Instituto Superior Técnico e membro da Associação Portuguesa de Avaliação de Impactes), Pedro Beja (investigador do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos), Neves de Carvalho (director de sustentabilidade e ambiente da EDP) e de António Castro (administrador da EDP Produção). O debate realizou-se no auditório do Diário de Notícias, em Lisboa, e foi moderado pelo jornalista Manuel Acácio.

(clique aqui para ouvir o respectivo programa)

in TSF - 31 de Maio de 2009