domingo, 23 de abril de 2017

PNBEPH - NEGOCIATAS COM BARRAGENS: Portas e Cristas abriram caminho à Mota Engil no Vale do Tua









PNBEPH - NEGOCIATAS COM BARRAGENS

Portas e Cristas abriram caminho à Mota Engil no Vale do Tua

Paulo Portas e Assunção Cristas foram decisivos para que a polémica barragem do Tua avançasse e se tornasse hoje numa obra irreversível. Enquanto ministros do anterior governo, foram eles que colocaram o diplomata Seixas da Costa a negociar a aprovação da barragem junto da UNESCO. Meses depois da sua intervenção, a UNESCO rasgou o parecer negativo que tinha dado à obra e viabilizou o avanço das gruas da Mota Engil.

Logo que terminou esta negociação, Seixas da Costa foi contratado por esta empresa do norte e é hoje consultor da Mota Engil para África. Há três meses, o embaixador tornou-se também colaborador de uma das empresas da concessionária da barragem, a EDP Renováveis. Paulo Portas seguiu-lhe o exemplo e é agora consultor da Mota Engil para a América Latina.

As coincidências têm agora uma explicação. Um negócio de mais de 300 milhões de euros em que o Estado e os consumidores nada terão a ganhar.

A barragem que destruiu a paisagem do vale do Tua começou a encher esta semana, mesmo sem autorização da Agência Portuguesa do Ambiente.

O processo começa no tempo do primeiro governo Sócrates, com o aparecimento do Programa Nacional de Barragens de Elevado Potencial Hidroeléctrico. Ao todo, previam-se dez novos aproveitamentos em todo o país. Oito anos depois, só a Foz Tua está praticamente acabada.

Para ganhar a concessão, isto é, para garantir o direito de utilizar a água do rio Tua até 2090, a EDP pagou ao Estado, à cabeça, 63 milhões de euros. O total de mais de 600 milhões de euros recebidos das dez concessões das novas barragens será usado pelo governo para diminuir o défice de 2008.

A eléctrica e especialistas em energia contactados pelo Sexta às 9, um dos quais antigo governante, avisam ainda que as novas barragens vão também contribuir para que Portugal cumpra os objectivos fixados internacionalmente até 2020 para a redução de emissões de gases com efeito de estufa.

Mas é também por isso que a plataforma Salvar o Tua considera que vai haver um aumento do défice tarifário e um custo adicional que acabará por parar nos bolsos dos consumidores.

A contestação é tal, que chega aos ouvidos da UNESCO. A futura barragem terá vista directa para o Alto Douro Vinhateiro, Património da Humanidade. O grande paredão de cimento irá situar-se a poucos metros da linha de fronteira. O organismo das Nações Unidas constitui uma primeira missão de avaliação. Os peritos visitam Portugal no início de Abril. São recebidos pelo Ministério da Cultura de um governo socialista já demissionário. Mas o relatório só será conhecido depois das eleições que levam o PSD e o CDS ao poder.

Há três ministros pelos quais vai passar o dossier. Os centristas Paulo Portas, ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros; Assunção Cristas, então superministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento; intervirá também o ministro da Economia Álvaro Santos Pereira, um independente, indicado pelo PSD.

O relatório da missão da UNESCO chega às mãos do novo governo em final de Junho. A missão da UNESCO escreve, taxativamente que a barragem terá um "impacto irreversível" que ameaça o Património Mundial.

O dossier do Tua era tudo menos pacífico no seio do governo PSD/CDS. De um lado, o superministério do Ambiente de Assunção Cristas. Do outro, por razões diferentes, o Ministério da Economia de Álvaro Santos Pereira, e a Secretaria de Estado da Cultura, de Francisco José Viegas.

De facto, há muita coisa a passar-se em 2011. Por exemplo, a privatização da concessionária da barragem, a EDP, que passará para as mãos do grupo estatal chinês China Three Gorges. O governo escolhe um dos maiores escritórios de advogados portugueses para assessorar a operação. A Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva e Associados tinha já a EDP como cliente. E antes de ir para o governo, tinha Assunção Cristas como advogada.

Poucos dias depois, a ministra está perante a comissão parlamentar de ambiente, onde, a uma pergunta da deputada dos Verdes Heloisa Apolónia, presta falsas declarações sobre a barragem de Foz-Tua.

A ministra avança com o abate de mais de 5000 árvores no vale do Tua com base no "relevante interesse público, económico e social" da barragem. Trata-se de um despacho assinado em conjunto com o Ministério da Economia que permite, na prática, que as obras continuem, apesar do conhecimento que o governo já tinha, quanto às fortes reservas da UNESCO relativamente ao projecto.

Para um governo no qual a opção de construir a barragem ganha, o ano de 2012 começa com um problema. Além das obras que prosseguem apos a ordem de abate das árvores. É preciso trabalhar na frente internacional. Entra em acção, Paulo Portas.

Em finais de junho, Seixas da Costa consegue reverter o processo. Na UNESCO, a proposta que obrigava a parar as obras, é derrotada por unanimidade. Um mês depois, é enviada uma segunda missão ao Alto Douro Vinhateiro. De um ano para o outro a UNESCO passa a concluir que construção da barragem é afinal "compatível" com o Património Mundial.

"Se o Governo tivesse feito isso quem ficaria certamente feliz seria o proprietário da obra e suas sub-contratadas, porque além dos pagamentos previstos, ainda receberiam largas quantias a titulo de indemnização."

Luís Miguel Loureiro (RTP) - in RTP - Sexta às 9 - 24 de Junho de 2016

terça-feira, 28 de março de 2017

RIO TÂMEGA - WORKSHOP PARTICIPATIVO: SERVIÇOS DOS ECOSSISTEMAS PROVISIONADOS PELO RIO TÂMEGA E PRINCIPAIS AMEÇAS AO SEU EQUILÍBRIO NATURAL


RIO TÂMEGA - WORKSHOP PARTICIPATIVO
SERVIÇOS DOS ECOSSISTEMAS PROVISIONADOS PELO RIO TÂMEGA E PRINCIPAIS AMEÇAS AO SEU EQUILÍBRIO NATURAL



Para efeito de um estudo incidente sobre o rio Tâmega a decorrer no âmbito do curso de Mestrado em Gestão e Políticas Ambientais da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, pelas 10H00 do próximo dia 3 de Abril (segunda-feira), vai ser realizado na cidade de Amarante um workshop participativo com o objectivo de identificar os principais serviços dos ecossistemas provisionados pelo rio Tâmega e as principais ameaças ao seu equilíbrio natural, tem em vista, também, a formulação de soluções para a promover a sua conservação.

O estudo está a ser desenvolvido por Ana Catarina Miranda sobre o título "Percepção sobre os impactos da construção de barragens nos serviços dos ecossistemas - O caso de estudo do rio Tâmega", tendo os seguintes objectivos:
  • compreender a percepção do público sobre os impactos da construção de barragens;
  • alertar para o valor dos serviços prestados pelos ecossistemas da região;
  • reconhecer as ligações entre os efeitos desencadeados por alterações no ecossistema e o bem-estar humano e
  • identificar as principais ameaças associadas à construção de barragens nos ecossistemas do rio Tâmega através da interacção, envolvimento e participação das partes interessadas.
O envolvimento das populações potencialmente afectadas por processos de transformação induzidos ao território e ao ambiente surge, cada vez mais, como um requisito essencial na conciliação dos processos de gestão sustentável dos recursos naturais, em articulação com o almejado desenvolvimento das sociedades. 



BARRAGEM DE FRIDÃO - PDM DE AMARANTE: A CMA DEVE SER ÍNTEGRA E COERENTE COM AS DELIBERAÇÕES DOS ÓRGÃOS AUTÁRQUICOS

BARRAGEM DE FRIDÃO - PDM DE AMARANTE
A CMA DEVE SER ÍNTEGRA E COERENTE COM AS DELIBERAÇÕES DOS ÓRGÃOS AUTÁRQUICOS
 
O Aproveitamento Hidroeléctrico de Fridão (AHF), considerado nos estudos do PDM de Amarante agora em consulta pública, foi suspenso pelo Governo em Abril de 2016 para reavaliação da necessidade de construção até 2019.
 
Não obstante as intenções de vários governos na artificialização do rio Tâmega, conhecidas desde meados do século passado (anos de 1950), em diversos momentos da vida autárquica, os órgãos representativos do Município, Câmara e Assembleia Municipal, foram chamados a pronunciar-se e sempre deliberaram pelo «NÃO!» unânime e definitivo à eventual construção da Barragem de Fridão.
 
O AHF adjudicado à EDP, no Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico (PNBEPH) compreende a construção de uma grande barragem no rio Tâmega localizada cerca de 6 Km a montante da cidade de Amarante que a EDP por sua livre recreação reconverteu em duas grandes barragens. Prevendo-se a inundação de 869 hectares de terras na área do vale, a albufeira afectará os concelhos de Celorico de Basto, Mondim de Basto, Cabeceiras de Basto e Ribeira de Pena. Trata-se, pois, de um empreendimento nefasto, com graves implicações sociais e ambientais, condicionando profundamente o desenvolvimento futuro de Amarante e de todo o vale médio do Tâmega.
 
1. O PDM de Amarante, agora em revisão, é o documento orientador do modelo de desenvolvimento do concelho, que se pretende sustentável nas dimensões social, económica e ambiental. Este objectivo é incompatível com os conhecidos impactes ambientais negativos que o AHF causará: a retenção de nutrientes e sedimentos; a acumulação de matéria orgânica que facilmente conduz à eutrofização e alteração química da água da albufeira; a quebra do continuum natural do rio e da sua função de corredor ecológico; a destruição de habitats de espécies protegidas.
 
2. O Município de Amarante aderiu ao projecto ClimAda.Pt e tem na sua posse a ficha climática do concelho, que estima um aumento da temperatura e uma diminuição da precipitação, o que se traduz respectivamente num aumento de possibilidade de eutrofização da futura albufeira e numa menor disponibilidade de água em boas condições sanitárias.
 
3. O AHF coloca em causa a segurança das populações amarantinas, como é demonstrado no estudo de impacte ambiental e num parecer da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) dirigido à Agência Portuguesa do Ambiente (APA), a 18.02.2010. Os paredões do represamento das águas e respectivas albufeiras localizam-se em áreas classificadas e de susceptibilidade sísmica, demarcada na configuração de um vale estrutural cuja fragilidade sismo-tectónica é identificada no PDM de Amarante. Caso um acidente imprevisível aconteça, levando à ruptura da barragem, a onda de cheia chegará à cidade em 13 minutos, passando cerca de 20 metros acima do nível da plataforma da Ponte de São Gonçalo. Não há nenhum sistema de alerta eficaz num tal cenário, ficando o centro histórico de Amarante na zona de auto-salvamento.
 
4. Por sua vez, estes riscos colocam grandes condicionantes ao que se poderá ou não instalar na zona ribeirinha de Amarante, com evidentes prejuízos para a vida normal e o desenvolvimento da cidade. A experiência dos últimos sete anos é ilustrativa: o Município perdeu a oportunidade de aproveitar diversos fundos para investimentos.
 
Se a proposta de revisão de PDM em discussão pública for aprovada, as áreas de solo actualmente abrangidas pela suspensão parcial continuariam suspensas por prazo indeterminado, como se pode ler no regulamento proposto.
 
O AHF é uma ameaça para Amarante e a Câmara Municipal considera-o e acolhe-o nesta estruturante acção de planeamento para o desenvolvimento do concelho. No entanto, permitir a construção da barragem de Fridão será aceitar, irresponsavelmente, que o futuro do nosso concelho e do Vale do Tâmega fique condicionado por essas absurdas construções que deceparão o rio e alterarão, irreversivelmente, os seus regimes hídricos. Em matéria de competências e opções de desenvolvimento, o PDM só depende das decisões tomadas pelos órgãos do Município.
 
O PDM de Amarante deve ser usado no respeito pelas deliberações anteriormente tomadas no Município «CONTRA A BARRAGEM DE FRIDÃO!» e não revogadas, como ferramenta para impedir esta agressão da EDP ao território do concelho, ao contrário da configuração de rendição agora trazida a público.
 
Neste contexto, os cidadãos do Tâmega devem exigir à Câmara Municipal de Amarante a eliminação do PDM de todos os elementos que vêm permitir a construção das barragens em Fridão.
  
José Emanuel Queirós (Texto do GEOTA adaptado, in Rios Livres) - 28 de Março de 2017

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

PNBEPH - JUSTIÇA: Barragens. Governo Sócrates enfrenta suspeitas de corrupção





PNBEPH - JUSTIÇA

Barragens. Governo Sócrates enfrenta suspeitas de corrupção

A associação ambientalista GEOTA apresentou esta manhã uma queixa-crime por suspeitas de corrupção e tráfico de influências nas decisões tomadas no âmbito do programa nacional de barragens.


A associação ambientalista GEOTA – Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente apresentou esta manhã uma queixa na Procuradoria-Geral da República por suspeitar que boa parte das decisões políticas tomadas no âmbito do Programa Nacional de Barragens (aprovado em 2007, no primeiro Governo de José Sócrates) tiveram na sua origem crimes de tráfico de influência e corrupção. “As decisões são tão más que não são explicadas pelos argumentos alegados, é demais para que se trate de voluntarismo político ou mera incompetência”, explica ao Observador João Joanaz de Melo, presidente da mesa da assembleia-geral da GEOTA e um dos elementos que formalizou a queixa.

Publicamente, a associação ambientalista não aponta nomes ou cargos políticos sobre os quais recaem as suas suspeitas – “não queremos difamar ninguém injustamente”, defende-se Joanaz de Melo. “Mas temos suspeitos concretos”, assegura o responsável da GEOTA. E nas situações em que há “evidências inequívocas” da existência de “más decisões” e dos respetivos autores, a associação aponta diretamente o dedo.
Certo é que os níveis de responsabilidade não se ficam por um ministro ou por um Governo. “Foram vários os órgãos da República portuguesa que tomaram decisões nestes dossiers, do Governo à Assembleia da República”, acrescenta Joanaz de Melo, recusando concretizar publicamente nomes ou cargos visados na queixa. “Estas situações têm um padrão sistemático durante uma década”, sublinha, no entanto, o dirigente, sugerindo que as suspeitas se alastram a membros do Governo liderado por Pedro Passos Coelho – as primeiras decisões sobre a barragem do Baixo Sabor remontam aos anos de 2004/2005, o que abre o leque de suspeitas até 2014, um ano antes de PSD/CDS deixarem o Governo.

A essa queixa que apresentou esta manhã na PGR, o grupo de ativistas ambientais juntou documentação que foi produzindo nos últimos dez anos, desde o nascimento do Programa Nacional de Barragens (contra o qual sempre se bateu) e notícias e reportagens que foram sendo publicadas em meios portugueses e estrangeiros. É o caso, por exemplo, de uma peça do jornal “O Globo” sobre o mega-escândalo de corrupção Lava Jato onde se dá conta de que houve dinheiro brasileiro distribuído em Portugal e que os reais (é na moeda brasileira que os registos constam de uma funcionária da empresa responsável por pagamentos sem registo oficial) se cruzaram com a construção da barragem hidroelétrica do Baixo Sabor. Os pagamentos chegariam a 750 mil euros.

Noutros casos, foram as próprias investigações do programa Sexta às 9, da RTP, a chegar à conclusão de que os decisores políticos que promoveram a construção da barragem do Foz do Tua acabaram por beneficiar, mais tarde, dessas obras, integrando as empresas envolvidas nos projetos quando deixaram de exercer funções públicas. “O encerramento da linha ferroviária do Tua, a aprovação do Aproveitamento Hidroelétrico de Foz Tua e o acompanhamento ambiental desta obra, que se encontra em fase de conclusão, são outras das decisões que a associação ambientalista pretende ver investigadas, bem como a criação do Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroelétrico, em 2007, e as posteriores avaliações que nunca analisaram o assunto na perspetiva dos custos para os cidadãos”, concretiza a associação no comunicado que enviou às redações.

“Nalguns casos [referidos pela GEOTA na queixa apresentada] percebe-se” quem ganhou diretamente com as decisões tomadas. Aquilo que a associação agora pede ao Ministério Público é que, perante as “evidências” que lhe são apresentadas, avance com uma investigação aos vários projetos que foram sendo desenvolvidos a partir do primeiro executivo liderado por José Sócrates. “Nós não temos meios para fazer essa investigação”, assume Joanaz de Melo, mas “a forma como os processos decorreram merece que as autoridades criminais competentes investiguem”, sublinha o responsável da GEOTA.

A queixa surge agora, uma década depois do início da contestação ao Programa Nacional de Barragens (PNB) porque os “outros mecanismos de recurso não têm funcionado”, justifica João Joanaz de Melo. Nomeadamente as tomadas públicas de posição e a interpelação direta aos responsáveis políticos, cujo único benefício destacado pelo dirigente da GEOTA foi a revisão do PNB, já pelo executivo de António Costa, no ano passado. “Estamos a fazer isto pelas pessoas, não é pelos passarinhos”, desabafa o dirigente da GEOTA.

O Observador tentou saber junto da PGR se alguma queixa tinha sido apresentada sobre o mesmo tema e se corria já alguma investigação aos projetos visados pela associação ambientalista, mas até ao momento não foi possível obter esclarecimentos.

Manuel Teles/LUSA, in Observador - 16 de Fevereiro de 2017

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017






PNBEPH - ENERGIA
Um gigante que produz quase nada

http://www.faroldeideias.com/tv.php?programa=Biosfera&id=1649

 Clicar na imagem para visualizar o programa
 
Quase uma década após o lançamento do Plano Nacional de Barragens, apenas três grandes projetos subsistem. O Governo reavaliou o Plano no início do ano e manteve Foz Tua, Fridão e o Sistema Eletroprodutor do Tâmega. Os três empreendimentos vão contribuir com 1,7% para o fornecimento de eletricidade.
Muito pouco, dizem os críticos, face à vaga de destruição que provocam.
 
Farol de Ideias, in Biosfera 522 (RTP) - 24 de Outubro de 2016

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017



.
.
PNBEPH - TÂMEGA

Governo defende aspectos ambientais positivos das barragens no Tâmega


Apesar do impacto ambiental que as três centrais da Iberdrola vão ter, a energia renovável que vai ser produzida vai contribuir para a redução de emissões poluentes em Portugal, defende o Executivo.


O Governo defende que as três barragens da Iberdrola no rio Tâmega têm vantagens ambientais. A electricidade produzida a partir de fontes renováveis vai contribuir para a redução de emissões poluentes, aponta o Executivo. A água usada para produzir electricidade vai substituir o uso de combustíveis fósseis como o carvão, reduzindo as emissões.

"Nas questões ambientais, apesar de algumas dimensões menos boas, existem também aspectos que devemos enunciar como positivos. É esse equilíbrio entre aquilo que são as questões menos boas com as que são boas que estes projectos fazem sentido", começou por explicar o secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins (na foto ao centro).

"A mais-valia resultante de mais energia a partir de fontes renováveis é um contributo importante para a redução dos efeitos de gases estufa e é uma peça relevante para que possamos cumprir os compromissos assumidos em Paris", afirmou, referindo-se à cimeira de alterações climáticas que teve lugar na capital francesa em 2016, a COP21.

As declarações do governante tiveram lugar esta quinta-feira, 9 de Fevereiro, em Ribeira de Pena, Vila Real, onde a Iberdrola fez uma apresentação do projecto à imprensa e autoridades oficiais.

A eléctrica espanhola está a construir três centrais hidroeléctricas no valor total de 1.500 milhões de euros nesta região com uma capacidade instalada de 1.158 megawatts (MW). As obras tiveram início em 2014 e vão estar concluídas em 2023.

O projecto tem sido bastante criticado pelo grupo ambientalista Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente (GEOTA) que considera que as três barragens vão encarecer a factura da luz em 2% a 3%. "É uma fraude", disse o presidente da GEOTA em entrevista à SIC Notícias esta quinta-feira. João Joanaz de Melo defende que o projecto é irrelevante em termos de produção de energia eléctrica e que vai afectar a economia local do Tâmega.

O Governo também fez questão de assegurar que vai acompanhar o projecto de perto para assegurar que  as regras ambientais são cumpridas. "As autoridades do ambiente vão estar muito atentas ao cumprimento daquilo que são as medidas preconizadas na declaração de impacte ambiental porque isso é a garantia que estão salvaguardadas as principais questões ambientais", afirmou Carlos Martins.

André Cabrita-Mendes , in Jornal de Negócios - 9 de Fevereiro de 2017

PNBEPH - TÂMEGA: Rutura na futura barragem de Fridão pode inundar baixa de Amarante em 12 minutos








PNBEPH - TÂMEGA
Rutura na futura barragem de Fridão pode inundar baixa de Amarante em 12 minutos


Clicar na imagem para visualizar o depoimento

O professor de Engenharia do Ambiente e ativista do GEOTA, Joanaz de Melo, alertou esta segunda-feira que uma rutura na futura barragem de Fridão poderia inundar toda a baixa de Amarante em apenas 12 minutos.

in SIC Notícias - 13 de Fevereiro de 2017

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

CALIFÓRNIA (EUA) - BARRAGEM DE OROVILLE: All 23,000 California National Guard soldiers and airmen ordered to be on alert for Oroville






CALIFÓRNIA (EUA) - BARRAGEM DE OROVILLE
All 23,000 California National Guard soldiers and airmen ordered to be on alert for Oroville

The California National Guard is on standby and ready to assist with the Oroville Dam emergency, Adjutant General David Baldwin said during Sunday night's press conference.

The California National Guard put out an alert to all 23,000 of its soldiers and airmen telling them to be “ready to go if needed,” Baldwin said. The last time officials sent out such a broad notification was during the 1992 riots in Los Angeles, he said.

The California National Guard would deploy eight helicopters to assist with spillway reconstruction; military police would also be deployed to Yuba County, Baldwin said.

Matt Stevens, in Los Angeles Times - 13 de Fevereiro de 2017

CALIFÓRNIA (EUA) - BARRAGEM DE OROVILLE: Risco de colapso de barragem obriga à retirada de cerca de 200 mil pessoas






CALIFÓRNIA (EUA) - BARRAGEM DE OROVILLE
EUA: risco de colapso de barragem obriga à retirada de cerca de 200 mil pessoas


Cerca de 200 mil pessoas tiverem de sair das suas casas, esta manhã, no norte da Califórnia, nos Estados Unidos, devido ao risco de colapso da barragem de Oroville.

As autoridades ordenaram a evacuação das localidades de Oroville, Palermo, Gridley, Thermalito, South Oroville, Oroville Dam, Oroville East e Wyandotte.

A evacuação teve início depois de o Serviço Meteorológico Nacional ter emitido, na noite de domingo, um aviso de inundação pelo “potencial” colapso de uma secção da barragem de Oroville, situada a cerca de 250 quilómetros a nordeste de São Francisco.

“Se isto não for resolvido, se não tratarmos disto, se não mitigarmos isto adequadamente… Essencialmente, estamos a trabalhar ao lado de uma parede de 30 metros de água que está a sair do lago. Não estamos a falar de drenagem mas de uma parede de 30 metros de água. Por isso, tomámos as providências necessárias. O xerife implementou o processo de evacuação”, afirma o chefe do departamento de proteção civil, Kevin Lawson.

Segundo as autoridades, a barragem não está em perigo de colapso, mas há preocupações quanto à segurança da estrutura.

Desde a descoberta das fissuras, ao dique está a bombar quase 3 mil metros cúbicos de água por segundo para reduzir o volume de água do reservatório e com isso, diminuir a pressão na estrutura.

As equipas, no local, estão a tentar tapar o buraco com sacos de pedras.

in EuroNews - 13 de Fevereiro de 2017
 

Fissura em barragem na Califórnia obriga a retirar quase 200 mil pessoas









CALIFÓRNIA (EUA) - BARRAGEM DE OROVILLE

Fissura em barragem na Califórnia obriga a retirar quase 200 mil pessoas

Acidente ocorreu numa das mais altas barragens dos Estados Unidos, a cerca de 240 quilómetros a Norte de São Francisco. Houve risco de inundação, habitantes saíram à procura de segurança. Colapso nunca esteve em causa



Cerca de 188 mil pessoas foram retiradas das suas casas em Oroville, na Califórnia, devido à fissura em parte do sistema de descarregamento de água da mais alta barragem dos Estados Unidos, que corria o risco de provocar inundações nas cidades à volta. A fissura ocorreu num descarregador, o que gerou um enorme fluxo de água. 

O aviso de evacuação gerou a "corrida" de milhares de pessoas este domingo, algumas em pânico, noticia a Associated Press, e enormes filas de trânsito de quem estava a tentar escapar a um eventual derrame de água. Foi a primeira vez em 50 anos de existência da barragem que tal aconteceu.

A barragem fica a cerca de 240 quilómetros a Norte de São Francisco, sendo uma das mais largas e mais altas do país. Segundo o Washington Post, que diz que a situação está controlada, nunca houve o risco de colapso da barragem. O WP explica que um dos descarregadores - que são válvulas de segurança que controlam o fluxo de água - se partiu na terça-feira.

A previsão de que um segundo descarregador de emergência iria falhar foi feita na manhã de domingo, com o aviso de que não se tratava de "um furo" na barragem. A barragem continuava em bom estado e a erosão no descarregador não estava a avançar tão rapidamente quanto previsto, disse o Departamento de Reserva de Água. Mas segundo a Reuters a ordem de evacuação ainda se mantinha. 

in PÚBLICO - 13 de Fevereiro de 2017 

BARRAGEM DE OROVILLE (EUA - CALIFÓRNIA): Evacuations ordered over concerns at California dam system















BARRAGEM DE OROVILLE (EUA - CALIFÓRNIA)
EVACUATIONS ORDERED OVER CONCERNS AT CALIFORNIA DAM SYSTEM

(CNN) - At least 188,000 people have evacuated from several Northern California counties after damage to a spillway at the Oroville Dam.
The dam, which is the nation's tallest, remains intact. But the emergency spillway, which helps to ensure that the water does not rush over the top of the dam when the levels are high, was eroding Sunday.

The damage prompted a mandatory evacuation for cities and counties near Lake Oroville amid fears it could endanger communities living downstream.
Those orders remain in effect and Butte County Sheriff Kory Honea said he did not know when they would be lifted.
"I'm not going to lift the evacuation order until I have better idea of what that means and what risk that poses," he said in a press conference late Sunday night.

What led up to the Sunday emergency

This winter, heavy rainfall in Northern California has filled Lake Oroville to the verge of overflow. The lake also gets water from the northern Sierra Nevada mountain range which is experiencing one of its wettest seasons. This has triggered concerns over whether the water could overflow the dam and flood nearby communities.



The Oroville Dam provides flood control for the region and is located about 75 miles north of Sacramento.
The dam has two spillways -- the primary and the emergency spillway -- to prevent that from happening. These are channels to leak water out of the lake. And right now, both have major problems.


Last week, the primary spillway was "damaged by erosion," according to the California Department of Water Resources as photos showed a massive hole on the lower part of the structure.


Of the two, the emergency spillway is a last resort. At Oroville Dam, the emergency spillway is only used if water levels reach 901 feet in elevation. It hasn't needed to be used in its 48-year history -- until this weekend. 

Why evacuation order was made

A light flow of water began washing into the emergency spillway Saturday and the volume of water began to increase. Around 3 p.m. local time on Sunday, authorities learned that the dam's emergency spillway was eroding, Honea said.
The erosion of the emergency spillway is dangerous because "when you start to erode the ground, the dirt and everything else starts to roll off the hill," said Kevin Lawson, California Fire incident commander.
"It starts to undermine itself. If that is not addressed, if that's not mitigated properly, essentially what we're looking at, is approximately a 30-foot wall of water," he said.

Evacuation orders on Sunday sternly warned residents that the erosion could result in "large, uncontrolled releases of water from Lake Oroville."
Honea's office used the most urgent of language -- "This is NOT a drill" -- in imploring residents to evacuate ahead of an impending disaster. Residents were told that the emergency "spillway is close to failing." The evacuation order included "all Yuba County on the valley floor" and the city of Marysville, authorities said.
About 35,000 people from Butte County, 65,000 from Yuba County, 76,000 from Yuba City and 12,000 from Marysville City evacuated, according to California Fire.
Stores closed. Shelters opened. Local gas stations were swarmed with cars as residents tried to leave town. Evacuees waited in traffic trying to get out of low-lying areas.
Sean Dennis, who lives 30 miles south of Oroville, spoke to CNN from his car after spending 4.5 hours in bumper-to-bumper traffic.
"It was pretty scary, just because of how fast everything was developing," he said. "Me and my wife managed to throw as much of stuff as we could into garbage bags, whatever we could find. We got both of our cars loaded down pretty well. We're not taking any chances."
Police said that despite rumors, there were no reports of looting.

Watching the damage

After issuing the evacuation orders, authorities noted significant decreases in the water coming over the emergency spillway.
The flow of water on the emergency spillway eventually stopped Sunday night as the Department of Water Resource withdrew more water from the other spillway.
The primary spillway is releasing water at 100,000 cubic feet per second in an effort to reduce the amount of water traveling down the emergency spillway, authorities said. Normal flows down the main spillway are about 55,000 cubic feet per second.
"The goal is to get the lake to drop 50 feet. If we can continue to do that, that brings a little bit of calm to what we're trying to accomplish here," said Cal Fire's Lawson.
So far, there have been no repairs on the emergency spillway, because teams have been unable to reach the damaged area.
Teams will take a look and assess the situation Monday morning, Bill Croyle, the acting Director of Department of Water Resources said.
Authorities will have to act fast as more rain is in the forecast for Wednesday.

domingo, 12 de fevereiro de 2017

PNBEPH - TÂMEGA: Impasse na decisão da Construção da Barragem de Fridão está a “boicotar” desenvolvimento da região










PNBEPH - TÂMEGA 
IMPASSE NA DECISÃO DA CONSTRUÇÃO DA BARRAGEM DE FRIDÃO ESTÁ A "BOICOTAR" DESENVOLVIMENTO DA REGIÃO 

A falta de decisão relativamente barragem de Fridão da EDP e do Governo de Portugal levou à tomada de posição conjunta dos municípios de Celorico de Basto, Mondim de Basto, Cabeceiras de Basto, Ribeira de Pena e Amarante que, pela voz dos seus 5 presidentes de Câmara, em conferência de imprensa, demonstraram o cansaço sentido face ao Impasse no Aproveitamento Hidroelétrico da Barragem de Fridão. 

O autarca de Celorico, porta-voz na conferência de imprensa, salientou compreender a demora no desenvolvimento de uma proposta e uma decisão de investimento e aceitar também que possa demorar algum tempo entre o momento de uma decisão e a sua concretização. Não entendem porém “a falta de decisão clara e inequívoca da barragem de Fridão passados 7 anos de uma obra publicamente anunciada. Foram negociados protocolos, por vezes em vários episódios com cada Câmara Municipal sem que nada do que neles consta tenha sortido qualquer efeito, nem tenha havido qualquer contrapartida paga, seja para os municípios que investiram considerando a palavra dada pela EDP, seja para os que, ficando à espera de pagamento, perderam entretanto a oportunidade de realizar alguns dos investimentos, os quais consideravam apoios previstos no Quadro Comunitário de Apoio de 2007-2013”. 

O presidente da Câmara de Mondim, Humberto Cerqueira fez questão de salientar e reforçar o seu desagrado por tomar conhecimento da evolução do processo pela comunicação social. “Estamos abertos ao diálogo para resolver esta situação o mais célere possível. Vamos sabendo da evolução deste processo pela comunicação social, como a suspensão do PDM nos 5 municípios decida em concelho de ministros ou a hipótese de não construção da barragem.” 

Uma situação que prejudica a evolução dos concelhos ao nível do investimento público e privado como reforçou o presidente da Câmara de Amarante, José Gaspar. “Durante estes 7 anos o investimento público ficou congelado. E o investimento privado viu-se proibido de aproveitar os fundos comunitários do quadro comunitário que vigorou nesses 7 anos, um prejuízo imensurável.” 

Os autarcas exigiram em uníssono a resolução desta situação. “Precisamos que esta situação se resolva, não podemos gerir os municípios com este impasse. São os interesses das populações que estão em causa, e iremos lutar para os defender, independentemente da decisão de construir ou não construir. Precisamos é que sejam claros e objetivos numa tomada de decisão rápida, a partir desse momento atuaremos em conformidade pela via que acharmos mais adequada”, sublinhou Joaquim Mota e Silva. 

Ficou ainda claro o pedido de audiência aos altos responsáveis pelo andamento do processo refira-se ao Presidente do Conselho de Administração da EDP, António Mexia, o Ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia, João Moreira da Silva e, ainda Presidente da Comissão de Coordenação Regional do Norte. De quem “esperamos colaboração em obter o que desejamos, a tudo estando disponíveis, conjuntamente na defesa dos interesses daqueles que nos elegeram para defender os seus direitos e legítimos interesses”, disse. 

A falta de decisão relativamente barragem de Fridão da EDP e do Governo de Portugal levou à tomada de posição conjunta dos municípios de Celorico de Basto, Mondim de Basto, Cabeceiras de Basto, Ribeira de Pena e Amarante que, pela voz dos seus 5 presidentes de Câmara, em conferência de imprensa, demonstraram o cansaço sentido face ao Impasse no Aproveitamento Hidroelétrico da Barragem de Fridão. 

O autarca de Celorico, porta-voz na conferência de imprensa, salientou compreender a demora no desenvolvimento de uma proposta e uma decisão de investimento e aceitar também que possa demorar algum tempo entre o momento de uma decisão e a sua concretização. Não entendem porém “a falta de decisão clara e inequívoca da barragem de Fridão passados 7 anos de uma obra publicamente anunciada. Foram negociados protocolos, por vezes em vários episódios com cada Câmara Municipal sem que nada do que neles consta tenha sortido qualquer efeito, nem tenha havido qualquer contrapartida paga, seja para os municípios que investiram considerando a palavra dada pela EDP, seja para os que, ficando à espera de pagamento, perderam entretanto a oportunidade de realizar alguns dos investimentos, os quais consideravam apoios previstos no Quadro Comunitário de Apoio de 2007-2013”. 

O presidente da Câmara de Mondim, Humberto Cerqueira fez questão de salientar e reforçar o seu desagrado por tomar conhecimento da evolução do processo pela comunicação social. “Estamos abertos ao diálogo para resolver esta situação o mais célere possível. Vamos sabendo da evolução deste processo pela comunicação social, como a suspensão do PDM nos 5 municípios decida em concelho de ministros ou a hipótese de não construção da barragem.” 

Uma situação que prejudica a evolução dos concelhos ao nível do investimento público e privado como reforçou o presidente da Câmara de Amarante, José Gaspar. “Durante estes 7 anos o investimento público ficou congelado. E o investimento privado viu-se proibido de aproveitar os fundos comunitários do quadro comunitário que vigorou nesses 7 anos, um prejuízo imensurável.” 

Os autarcas exigiram em uníssono a resolução desta situação. “Precisamos que esta situação se resolva, não podemos gerir os municípios com este impasse. São os interesses das populações que estão em causa, e iremos lutar para os defender, independentemente da decisão de construir ou não construir. Precisamos é que sejam claros e objetivos numa tomada de decisão rápida, a partir desse momento atuaremos em conformidade pela via que acharmos mais adequada”, sublinhou Joaquim Mota e Silva. 

Ficou ainda claro o pedido de audiência aos altos responsáveis pelo andamento do processo refira-se ao Presidente do Conselho de Administração da EDP, António Mexia, o Ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia, João Moreira da Silva e, ainda Presidente da Comissão de Coordenação Regional do Norte. De quem “esperamos colaboração em obter o que desejamos, a tudo estando disponíveis, conjuntamente na defesa dos interesses daqueles que nos elegeram para defender os seus direitos e legítimos interesses”, disse.

in Celorico de Basto - 2 de Julho de 2015

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

PNBEPH - TÂMEGA: Barragens da Iberdrola são “uma fraude”, denuncia Joanaz de Melo




PNBEPH - TÂMEGA

Barragens da Iberdrola são “uma fraude”, denuncia Joanaz de Melo

Clicar na imagem para visualizar o depoimento

O professor de Engenharia do Ambiente, Joanaz de Melo, diz que a construção de três barragens pelos espanhóis da Iberdrola no norte do país "é uma fraude" que vai encarecer a fatura da luz entre 2% a 3%. Segundo o presidente do Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente (GEOTA), o empreendimento é irrelevante na produção de energia elétrica e vai afectar a economia local do Tâmega.

in SIC Notícias - 9 de Fevereiro de 2017

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

NOVA ZELÂNDIA - BARRAGEM: Jovem morre arrastada após abrirem fronteiras da barragem onde nadava







NOVA ZELÂNDIA - BARRAGEM

JOVEM MORRE ARRASTADA APÓS ABRIREM AS COMPORTAS DA BARRAGEM ONDE NADAVA

Central enviou alerta sonoro para avisar que portas da barragem seriam abertas, mas jovem não conseguiu salvar-se a tempo.


Rachael Louise De Jong

Uma jovem de 21 anos morreu enquanto nadava no rio Waikato, na Nova Zelândia, depois de terem sido abertos canais da barragem, sem que esta estivesse à espera.
Rachael De Jong seria uma das quatro jovens que estariam a nadar quando as águas do rio aumentaram. As restantes conseguiram, a tempo, salvar-se mas o corpo de Rachael foi arrastado pela força da corrente. O seu corpo foi recuperado na segunda-feira.
Segundo o Daily Mail, terá tocado durante cinco minutos o alarme que indica que as postas da barragem serão abertas. Durante esse período as jovens tentaram pôr-se a salvo em cima de uma rocha, onde estaria um homem a tentar ajudá-las.
“Não estou certa se ela também tentou saltar ou se a água já estava demasiado elevada, mas ela foi arrastada com uma rapidez impressionante antes de conseguir saltar para a rocha”, conta uma testemunha.
Rachel não sobreviveu ao incidente. Amigos recordam-na como uma jovem sempre de sorriso rasgado.
Já a empresa responsável pelo controlo das barreiras da barragem lembra que existem vários sinais de aviso na zona, que alertam para perigo que é nadar naquela zona do rio.

Andrea Pinto, in Notícias ao Minuto - 8 de Fevereiro de 2017

RIO TÂMEGA - INTERNACIONAL: AECT Chaves-Verín manifesta importância de valorizar o rio Tâmega para futura criação de uma reserva transfronteiriça






RIO TÂMEGA - INTERNACIONAL
AECT Chaves-Verín manifesta importância de valorizar o rio Tâmega para futura criação de uma reserva transfronteiriça

A Confederação Hidrográfica do Douro do Ministério de Agricultura e Pesca, Alimentação e Meio Ambiente, com a colaboração da Administração Hidrográfica do Norte de Portugal e o Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial – AECT Verín-Chaves, realizaram na quinta-feira passada, dia 2, uma jornada formativa e informativa centrada em aspetos de planificação relativos à gestão da água.  

No encontro, que se realizou na sede da Eurocidade Chaves-Verín, o presidente do AECT Chaves-Verín demonstrou interesse em valorizar o rio Tâmega como eixo  vertebrado deste território transfronteiriço.
António Cabeleira frisou “a importância da coordenação e da gestão conjunta  entre as administrações públicas de Portugal e Espanha” que na sua opinião se “torna fundamental e imprescindível”.

Por seu lado, Diego Lourenzo, vice-presidente do Concello de Verín, salientou os investimentos já realizados nesta área transfronteiriça, através do projeto “VALTAMEGA”, cujo investimento é de 450 mil euros, valor proveniente de verbas próprias e europeias, e que se destinam  à valorização do rio Tâmega. O projeto “VALTAMEGA” compreende várias ações tais como a construção da Ecovia, a criação de zonas eco saudáveis, de rotas de avifauna, de stands e locais de interpretação ambiental, englobando ainda ações de sensibilização, limpeza e análise das águas, a implementação de planos de combate a inundações, entre outras.

O nosso objetivo é bem claro”, explicou Diego Lourenzo: “Trabalhar para que o rio Tâmega seja distinguido, a médio prazo, como reserva da biosfera transfronteiriça. Para tal, precisamos do compromisso dos dois governos, o nosso já o têm”.

A jornada contou com a presença de Diego Lourenzo, vice-presidente do Concello de Verín, António Cabeleira, presidente da Assembleia da Eurocidade Chaves-Verín, Roberto Castro García, subdelegado do Governo em Orense, Juan Ignacio Diego Ruiz, presidente da Confederação Hidrográfica do Douro e Pimenta Machado, da Administração Hidrográfica do Norte.

Este encontro inseriu-se nas ações de informação e formação organizadas pela Confederação Hidrográfica do Douro sobre diferentes aspetos técnicos e legais relacionados com a gestão do Domínio Público Hidráulico. Estas ações decorrem no âmbito do programa “Escolas de Rios”, que pretende promover às administrações locais formação e assessoria em temas relativos à gestão da água (abastecimento, saneamento e depuração) e do território (urbanismo, prevenção de riscos por inundações e ferramentas de gestão educativas). A jornada foi dirigida aos municípios ribeirinhos do rio Tâmega, quer da parte espanhola, quer da parte portuguesa, tendo como referência territorial as cidades de Chaves e Verín.

in Diário Actual - 7 de Fevereiro de 2017