sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017





PNPEPH - JUSTIÇA

Barragens. Governo Sócrates enfrenta suspeitas de corrupção

A associação ambientalista GEOTA apresentou esta manhã uma queixa-crime por suspeitas de corrupção e tráfico de influências nas decisões tomadas no âmbito do programa nacional de barragens.


A associação ambientalista GEOTA – Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente apresentou esta manhã uma queixa na Procuradoria-Geral da República por suspeitar que boa parte das decisões políticas tomadas no âmbito do Programa Nacional de Barragens (aprovado em 2007, no primeiro Governo de José Sócrates) tiveram na sua origem crimes de tráfico de influência e corrupção. “As decisões são tão más que não são explicadas pelos argumentos alegados, é demais para que se trate de voluntarismo político ou mera incompetência”, explica ao Observador João Joanaz de Melo, presidente da mesa da assembleia-geral da GEOTA e um dos elementos que formalizou a queixa.

Publicamente, a associação ambientalista não aponta nomes ou cargos políticos sobre os quais recaem as suas suspeitas – “não queremos difamar ninguém injustamente”, defende-se Joanaz de Melo. “Mas temos suspeitos concretos”, assegura o responsável da GEOTA. E nas situações em que há “evidências inequívocas” da existência de “más decisões” e dos respetivos autores, a associação aponta diretamente o dedo.
Certo é que os níveis de responsabilidade não se ficam por um ministro ou por um Governo. “Foram vários os órgãos da República portuguesa que tomaram decisões nestes dossiers, do Governo à Assembleia da República”, acrescenta Joanaz de Melo, recusando concretizar publicamente nomes ou cargos visados na queixa. “Estas situações têm um padrão sistemático durante uma década”, sublinha, no entanto, o dirigente, sugerindo que as suspeitas se alastram a membros do Governo liderado por Pedro Passos Coelho – as primeiras decisões sobre a barragem do Baixo Sabor remontam aos anos de 2004/2005, o que abre o leque de suspeitas até 2014, um ano antes de PSD/CDS deixarem o Governo.

A essa queixa que apresentou esta manhã na PGR, o grupo de ativistas ambientais juntou documentação que foi produzindo nos últimos dez anos, desde o nascimento do Programa Nacional de Barragens (contra o qual sempre se bateu) e notícias e reportagens que foram sendo publicadas em meios portugueses e estrangeiros. É o caso, por exemplo, de uma peça do jornal “O Globo” sobre o mega-escândalo de corrupção Lava Jato onde se dá conta de que houve dinheiro brasileiro distribuído em Portugal e que os reais (é na moeda brasileira que os registos constam de uma funcionária da empresa responsável por pagamentos sem registo oficial) se cruzaram com a construção da barragem hidroelétrica do Baixo Sabor. Os pagamentos chegariam a 750 mil euros.

Noutros casos, foram as próprias investigações do programa Sexta às 9, da RTP, a chegar à conclusão de que os decisores políticos que promoveram a construção da barragem do Foz do Tua acabaram por beneficiar, mais tarde, dessas obras, integrando as empresas envolvidas nos projetos quando deixaram de exercer funções públicas. “O encerramento da linha ferroviária do Tua, a aprovação do Aproveitamento Hidroelétrico de Foz Tua e o acompanhamento ambiental desta obra, que se encontra em fase de conclusão, são outras das decisões que a associação ambientalista pretende ver investigadas, bem como a criação do Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroelétrico, em 2007, e as posteriores avaliações que nunca analisaram o assunto na perspetiva dos custos para os cidadãos”, concretiza a associação no comunicado que enviou às redações.

“Nalguns casos [referidos pela GEOTA na queixa apresentada] percebe-se” quem ganhou diretamente com as decisões tomadas. Aquilo que a associação agora pede ao Ministério Público é que, perante as “evidências” que lhe são apresentadas, avance com uma investigação aos vários projetos que foram sendo desenvolvidos a partir do primeiro executivo liderado por José Sócrates. “Nós não temos meios para fazer essa investigação”, assume Joanaz de Melo, mas “a forma como os processos decorreram merece que as autoridades criminais competentes investiguem”, sublinha o responsável da GEOTA.

A queixa surge agora, uma década depois do início da contestação ao Programa Nacional de Barragens (PNB) porque os “outros mecanismos de recurso não têm funcionado”, justifica João Joanaz de Melo. Nomeadamente as tomadas públicas de posição e a interpelação direta aos responsáveis políticos, cujo único benefício destacado pelo dirigente da GEOTA foi a revisão do PNB, já pelo executivo de António Costa, no ano passado. “Estamos a fazer isto pelas pessoas, não é pelos passarinhos”, desabafa o dirigente da GEOTA.

O Observador tentou saber junto da PGR se alguma queixa tinha sido apresentada sobre o mesmo tema e se corria já alguma investigação aos projetos visados pela associação ambientalista, mas até ao momento não foi possível obter esclarecimentos.

Manuel Teles/LUSA, in Observador - 16 de Fevereiro de 2017

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017






PNBEPH - ENERGIA
Um gigante que produz quase nada

http://www.faroldeideias.com/tv.php?programa=Biosfera&id=1649

 Clicar na imagem para visualizar o programa
 
Quase uma década após o lançamento do Plano Nacional de Barragens, apenas três grandes projetos subsistem. O Governo reavaliou o Plano no início do ano e manteve Foz Tua, Fridão e o Sistema Eletroprodutor do Tâmega. Os três empreendimentos vão contribuir com 1,7% para o fornecimento de eletricidade.
Muito pouco, dizem os críticos, face à vaga de destruição que provocam.
 
Farol de Ideias, in Biosfera 522 (RTP) - 24 de Outubro de 2016

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017



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PNBEPH - TÂMEGA

Governo defende aspectos ambientais positivos das barragens no Tâmega


Apesar do impacto ambiental que as três centrais da Iberdrola vão ter, a energia renovável que vai ser produzida vai contribuir para a redução de emissões poluentes em Portugal, defende o Executivo.


O Governo defende que as três barragens da Iberdrola no rio Tâmega têm vantagens ambientais. A electricidade produzida a partir de fontes renováveis vai contribuir para a redução de emissões poluentes, aponta o Executivo. A água usada para produzir electricidade vai substituir o uso de combustíveis fósseis como o carvão, reduzindo as emissões.

"Nas questões ambientais, apesar de algumas dimensões menos boas, existem também aspectos que devemos enunciar como positivos. É esse equilíbrio entre aquilo que são as questões menos boas com as que são boas que estes projectos fazem sentido", começou por explicar o secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins (na foto ao centro).

"A mais-valia resultante de mais energia a partir de fontes renováveis é um contributo importante para a redução dos efeitos de gases estufa e é uma peça relevante para que possamos cumprir os compromissos assumidos em Paris", afirmou, referindo-se à cimeira de alterações climáticas que teve lugar na capital francesa em 2016, a COP21.

As declarações do governante tiveram lugar esta quinta-feira, 9 de Fevereiro, em Ribeira de Pena, Vila Real, onde a Iberdrola fez uma apresentação do projecto à imprensa e autoridades oficiais.

A eléctrica espanhola está a construir três centrais hidroeléctricas no valor total de 1.500 milhões de euros nesta região com uma capacidade instalada de 1.158 megawatts (MW). As obras tiveram início em 2014 e vão estar concluídas em 2023.

O projecto tem sido bastante criticado pelo grupo ambientalista Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente (GEOTA) que considera que as três barragens vão encarecer a factura da luz em 2% a 3%. "É uma fraude", disse o presidente da GEOTA em entrevista à SIC Notícias esta quinta-feira. João Joanaz de Melo defende que o projecto é irrelevante em termos de produção de energia eléctrica e que vai afectar a economia local do Tâmega.

O Governo também fez questão de assegurar que vai acompanhar o projecto de perto para assegurar que  as regras ambientais são cumpridas. "As autoridades do ambiente vão estar muito atentas ao cumprimento daquilo que são as medidas preconizadas na declaração de impacte ambiental porque isso é a garantia que estão salvaguardadas as principais questões ambientais", afirmou Carlos Martins.

André Cabrita-Mendes , in Jornal de Negócios - 9 de Fevereiro de 2017

PNBEPH - TÂMEGA: Rutura na futura barragem de Fridão pode inundar baixa de Amarante em 12 minutos








PNBEPH - TÂMEGA
Rutura na futura barragem de Fridão pode inundar baixa de Amarante em 12 minutos


Clicar na imagem para visualizar o depoimento

O professor de Engenharia do Ambiente e ativista do GEOTA, Joanaz de Melo, alertou esta segunda-feira que uma rutura na futura barragem de Fridão poderia inundar toda a baixa de Amarante em apenas 12 minutos.

in SIC Notícias - 13 de Fevereiro de 2017

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

CALIFÓRNIA (EUA) - BARRAGEM DE OROVILLE: All 23,000 California National Guard soldiers and airmen ordered to be on alert for Oroville






CALIFÓRNIA (EUA) - BARRAGEM DE OROVILLE
All 23,000 California National Guard soldiers and airmen ordered to be on alert for Oroville

The California National Guard is on standby and ready to assist with the Oroville Dam emergency, Adjutant General David Baldwin said during Sunday night's press conference.

The California National Guard put out an alert to all 23,000 of its soldiers and airmen telling them to be “ready to go if needed,” Baldwin said. The last time officials sent out such a broad notification was during the 1992 riots in Los Angeles, he said.

The California National Guard would deploy eight helicopters to assist with spillway reconstruction; military police would also be deployed to Yuba County, Baldwin said.

Matt Stevens, in Los Angeles Times - 13 de Fevereiro de 2017

CALIFÓRNIA (EUA) - BARRAGEM DE OROVILLE: Risco de colapso de barragem obriga à retirada de cerca de 200 mil pessoas






CALIFÓRNIA (EUA) - BARRAGEM DE OROVILLE
EUA: risco de colapso de barragem obriga à retirada de cerca de 200 mil pessoas


Cerca de 200 mil pessoas tiverem de sair das suas casas, esta manhã, no norte da Califórnia, nos Estados Unidos, devido ao risco de colapso da barragem de Oroville.

As autoridades ordenaram a evacuação das localidades de Oroville, Palermo, Gridley, Thermalito, South Oroville, Oroville Dam, Oroville East e Wyandotte.

A evacuação teve início depois de o Serviço Meteorológico Nacional ter emitido, na noite de domingo, um aviso de inundação pelo “potencial” colapso de uma secção da barragem de Oroville, situada a cerca de 250 quilómetros a nordeste de São Francisco.

“Se isto não for resolvido, se não tratarmos disto, se não mitigarmos isto adequadamente… Essencialmente, estamos a trabalhar ao lado de uma parede de 30 metros de água que está a sair do lago. Não estamos a falar de drenagem mas de uma parede de 30 metros de água. Por isso, tomámos as providências necessárias. O xerife implementou o processo de evacuação”, afirma o chefe do departamento de proteção civil, Kevin Lawson.

Segundo as autoridades, a barragem não está em perigo de colapso, mas há preocupações quanto à segurança da estrutura.

Desde a descoberta das fissuras, ao dique está a bombar quase 3 mil metros cúbicos de água por segundo para reduzir o volume de água do reservatório e com isso, diminuir a pressão na estrutura.

As equipas, no local, estão a tentar tapar o buraco com sacos de pedras.

in EuroNews - 13 de Fevereiro de 2017
 

Fissura em barragem na Califórnia obriga a retirar quase 200 mil pessoas









CALIFÓRNIA (EUA) - BARRAGEM DE OROVILLE

Fissura em barragem na Califórnia obriga a retirar quase 200 mil pessoas

Acidente ocorreu numa das mais altas barragens dos Estados Unidos, a cerca de 240 quilómetros a Norte de São Francisco. Houve risco de inundação, habitantes saíram à procura de segurança. Colapso nunca esteve em causa



Cerca de 188 mil pessoas foram retiradas das suas casas em Oroville, na Califórnia, devido à fissura em parte do sistema de descarregamento de água da mais alta barragem dos Estados Unidos, que corria o risco de provocar inundações nas cidades à volta. A fissura ocorreu num descarregador, o que gerou um enorme fluxo de água. 

O aviso de evacuação gerou a "corrida" de milhares de pessoas este domingo, algumas em pânico, noticia a Associated Press, e enormes filas de trânsito de quem estava a tentar escapar a um eventual derrame de água. Foi a primeira vez em 50 anos de existência da barragem que tal aconteceu.

A barragem fica a cerca de 240 quilómetros a Norte de São Francisco, sendo uma das mais largas e mais altas do país. Segundo o Washington Post, que diz que a situação está controlada, nunca houve o risco de colapso da barragem. O WP explica que um dos descarregadores - que são válvulas de segurança que controlam o fluxo de água - se partiu na terça-feira.

A previsão de que um segundo descarregador de emergência iria falhar foi feita na manhã de domingo, com o aviso de que não se tratava de "um furo" na barragem. A barragem continuava em bom estado e a erosão no descarregador não estava a avançar tão rapidamente quanto previsto, disse o Departamento de Reserva de Água. Mas segundo a Reuters a ordem de evacuação ainda se mantinha. 

in PÚBLICO - 13 de Fevereiro de 2017 

BARRAGEM DE OROVILLE (EUA - CALIFÓRNIA): Evacuations ordered over concerns at California dam system















BARRAGEM DE OROVILLE (EUA - CALIFÓRNIA)
EVACUATIONS ORDERED OVER CONCERNS AT CALIFORNIA DAM SYSTEM

(CNN) - At least 188,000 people have evacuated from several Northern California counties after damage to a spillway at the Oroville Dam.
The dam, which is the nation's tallest, remains intact. But the emergency spillway, which helps to ensure that the water does not rush over the top of the dam when the levels are high, was eroding Sunday.

The damage prompted a mandatory evacuation for cities and counties near Lake Oroville amid fears it could endanger communities living downstream.
Those orders remain in effect and Butte County Sheriff Kory Honea said he did not know when they would be lifted.
"I'm not going to lift the evacuation order until I have better idea of what that means and what risk that poses," he said in a press conference late Sunday night.

What led up to the Sunday emergency

This winter, heavy rainfall in Northern California has filled Lake Oroville to the verge of overflow. The lake also gets water from the northern Sierra Nevada mountain range which is experiencing one of its wettest seasons. This has triggered concerns over whether the water could overflow the dam and flood nearby communities.



The Oroville Dam provides flood control for the region and is located about 75 miles north of Sacramento.
The dam has two spillways -- the primary and the emergency spillway -- to prevent that from happening. These are channels to leak water out of the lake. And right now, both have major problems.


Last week, the primary spillway was "damaged by erosion," according to the California Department of Water Resources as photos showed a massive hole on the lower part of the structure.


Of the two, the emergency spillway is a last resort. At Oroville Dam, the emergency spillway is only used if water levels reach 901 feet in elevation. It hasn't needed to be used in its 48-year history -- until this weekend. 

Why evacuation order was made

A light flow of water began washing into the emergency spillway Saturday and the volume of water began to increase. Around 3 p.m. local time on Sunday, authorities learned that the dam's emergency spillway was eroding, Honea said.
The erosion of the emergency spillway is dangerous because "when you start to erode the ground, the dirt and everything else starts to roll off the hill," said Kevin Lawson, California Fire incident commander.
"It starts to undermine itself. If that is not addressed, if that's not mitigated properly, essentially what we're looking at, is approximately a 30-foot wall of water," he said.

Evacuation orders on Sunday sternly warned residents that the erosion could result in "large, uncontrolled releases of water from Lake Oroville."
Honea's office used the most urgent of language -- "This is NOT a drill" -- in imploring residents to evacuate ahead of an impending disaster. Residents were told that the emergency "spillway is close to failing." The evacuation order included "all Yuba County on the valley floor" and the city of Marysville, authorities said.
About 35,000 people from Butte County, 65,000 from Yuba County, 76,000 from Yuba City and 12,000 from Marysville City evacuated, according to California Fire.
Stores closed. Shelters opened. Local gas stations were swarmed with cars as residents tried to leave town. Evacuees waited in traffic trying to get out of low-lying areas.
Sean Dennis, who lives 30 miles south of Oroville, spoke to CNN from his car after spending 4.5 hours in bumper-to-bumper traffic.
"It was pretty scary, just because of how fast everything was developing," he said. "Me and my wife managed to throw as much of stuff as we could into garbage bags, whatever we could find. We got both of our cars loaded down pretty well. We're not taking any chances."
Police said that despite rumors, there were no reports of looting.

Watching the damage

After issuing the evacuation orders, authorities noted significant decreases in the water coming over the emergency spillway.
The flow of water on the emergency spillway eventually stopped Sunday night as the Department of Water Resource withdrew more water from the other spillway.
The primary spillway is releasing water at 100,000 cubic feet per second in an effort to reduce the amount of water traveling down the emergency spillway, authorities said. Normal flows down the main spillway are about 55,000 cubic feet per second.
"The goal is to get the lake to drop 50 feet. If we can continue to do that, that brings a little bit of calm to what we're trying to accomplish here," said Cal Fire's Lawson.
So far, there have been no repairs on the emergency spillway, because teams have been unable to reach the damaged area.
Teams will take a look and assess the situation Monday morning, Bill Croyle, the acting Director of Department of Water Resources said.
Authorities will have to act fast as more rain is in the forecast for Wednesday.

domingo, 12 de fevereiro de 2017

PNBEPH - TÂMEGA: Impasse na decisão da Construção da Barragem de Fridão está a “boicotar” desenvolvimento da região










PNBEPH - TÂMEGA 
IMPASSE NA DECISÃO DA CONSTRUÇÃO DA BARRAGEM DE FRIDÃO ESTÁ A "BOICOTAR" DESENVOLVIMENTO DA REGIÃO 

A falta de decisão relativamente barragem de Fridão da EDP e do Governo de Portugal levou à tomada de posição conjunta dos municípios de Celorico de Basto, Mondim de Basto, Cabeceiras de Basto, Ribeira de Pena e Amarante que, pela voz dos seus 5 presidentes de Câmara, em conferência de imprensa, demonstraram o cansaço sentido face ao Impasse no Aproveitamento Hidroelétrico da Barragem de Fridão. 

O autarca de Celorico, porta-voz na conferência de imprensa, salientou compreender a demora no desenvolvimento de uma proposta e uma decisão de investimento e aceitar também que possa demorar algum tempo entre o momento de uma decisão e a sua concretização. Não entendem porém “a falta de decisão clara e inequívoca da barragem de Fridão passados 7 anos de uma obra publicamente anunciada. Foram negociados protocolos, por vezes em vários episódios com cada Câmara Municipal sem que nada do que neles consta tenha sortido qualquer efeito, nem tenha havido qualquer contrapartida paga, seja para os municípios que investiram considerando a palavra dada pela EDP, seja para os que, ficando à espera de pagamento, perderam entretanto a oportunidade de realizar alguns dos investimentos, os quais consideravam apoios previstos no Quadro Comunitário de Apoio de 2007-2013”. 

O presidente da Câmara de Mondim, Humberto Cerqueira fez questão de salientar e reforçar o seu desagrado por tomar conhecimento da evolução do processo pela comunicação social. “Estamos abertos ao diálogo para resolver esta situação o mais célere possível. Vamos sabendo da evolução deste processo pela comunicação social, como a suspensão do PDM nos 5 municípios decida em concelho de ministros ou a hipótese de não construção da barragem.” 

Uma situação que prejudica a evolução dos concelhos ao nível do investimento público e privado como reforçou o presidente da Câmara de Amarante, José Gaspar. “Durante estes 7 anos o investimento público ficou congelado. E o investimento privado viu-se proibido de aproveitar os fundos comunitários do quadro comunitário que vigorou nesses 7 anos, um prejuízo imensurável.” 

Os autarcas exigiram em uníssono a resolução desta situação. “Precisamos que esta situação se resolva, não podemos gerir os municípios com este impasse. São os interesses das populações que estão em causa, e iremos lutar para os defender, independentemente da decisão de construir ou não construir. Precisamos é que sejam claros e objetivos numa tomada de decisão rápida, a partir desse momento atuaremos em conformidade pela via que acharmos mais adequada”, sublinhou Joaquim Mota e Silva. 

Ficou ainda claro o pedido de audiência aos altos responsáveis pelo andamento do processo refira-se ao Presidente do Conselho de Administração da EDP, António Mexia, o Ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia, João Moreira da Silva e, ainda Presidente da Comissão de Coordenação Regional do Norte. De quem “esperamos colaboração em obter o que desejamos, a tudo estando disponíveis, conjuntamente na defesa dos interesses daqueles que nos elegeram para defender os seus direitos e legítimos interesses”, disse. 

A falta de decisão relativamente barragem de Fridão da EDP e do Governo de Portugal levou à tomada de posição conjunta dos municípios de Celorico de Basto, Mondim de Basto, Cabeceiras de Basto, Ribeira de Pena e Amarante que, pela voz dos seus 5 presidentes de Câmara, em conferência de imprensa, demonstraram o cansaço sentido face ao Impasse no Aproveitamento Hidroelétrico da Barragem de Fridão. 

O autarca de Celorico, porta-voz na conferência de imprensa, salientou compreender a demora no desenvolvimento de uma proposta e uma decisão de investimento e aceitar também que possa demorar algum tempo entre o momento de uma decisão e a sua concretização. Não entendem porém “a falta de decisão clara e inequívoca da barragem de Fridão passados 7 anos de uma obra publicamente anunciada. Foram negociados protocolos, por vezes em vários episódios com cada Câmara Municipal sem que nada do que neles consta tenha sortido qualquer efeito, nem tenha havido qualquer contrapartida paga, seja para os municípios que investiram considerando a palavra dada pela EDP, seja para os que, ficando à espera de pagamento, perderam entretanto a oportunidade de realizar alguns dos investimentos, os quais consideravam apoios previstos no Quadro Comunitário de Apoio de 2007-2013”. 

O presidente da Câmara de Mondim, Humberto Cerqueira fez questão de salientar e reforçar o seu desagrado por tomar conhecimento da evolução do processo pela comunicação social. “Estamos abertos ao diálogo para resolver esta situação o mais célere possível. Vamos sabendo da evolução deste processo pela comunicação social, como a suspensão do PDM nos 5 municípios decida em concelho de ministros ou a hipótese de não construção da barragem.” 

Uma situação que prejudica a evolução dos concelhos ao nível do investimento público e privado como reforçou o presidente da Câmara de Amarante, José Gaspar. “Durante estes 7 anos o investimento público ficou congelado. E o investimento privado viu-se proibido de aproveitar os fundos comunitários do quadro comunitário que vigorou nesses 7 anos, um prejuízo imensurável.” 

Os autarcas exigiram em uníssono a resolução desta situação. “Precisamos que esta situação se resolva, não podemos gerir os municípios com este impasse. São os interesses das populações que estão em causa, e iremos lutar para os defender, independentemente da decisão de construir ou não construir. Precisamos é que sejam claros e objetivos numa tomada de decisão rápida, a partir desse momento atuaremos em conformidade pela via que acharmos mais adequada”, sublinhou Joaquim Mota e Silva. 

Ficou ainda claro o pedido de audiência aos altos responsáveis pelo andamento do processo refira-se ao Presidente do Conselho de Administração da EDP, António Mexia, o Ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia, João Moreira da Silva e, ainda Presidente da Comissão de Coordenação Regional do Norte. De quem “esperamos colaboração em obter o que desejamos, a tudo estando disponíveis, conjuntamente na defesa dos interesses daqueles que nos elegeram para defender os seus direitos e legítimos interesses”, disse.

in Celorico de Basto - 2 de Julho de 2015

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

PNBEPH - TÂMEGA: Barragens da Iberdrola são “uma fraude”, denuncia Joanaz de Melo




PNBEPH - TÂMEGA

Barragens da Iberdrola são “uma fraude”, denuncia Joanaz de Melo

Clicar na imagem para visualizar o depoimento

O professor de Engenharia do Ambiente, Joanaz de Melo, diz que a construção de três barragens pelos espanhóis da Iberdrola no norte do país "é uma fraude" que vai encarecer a fatura da luz entre 2% a 3%. Segundo o presidente do Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente (GEOTA), o empreendimento é irrelevante na produção de energia elétrica e vai afectar a economia local do Tâmega.

in SIC Notícias - 9 de Fevereiro de 2017

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

NOVA ZELÂNDIA - BARRAGEM: Jovem morre arrastada após abrirem fronteiras da barragem onde nadava







NOVA ZELÂNDIA - BARRAGEM

JOVEM MORRE ARRASTADA APÓS ABRIREM AS COMPORTAS DA BARRAGEM ONDE NADAVA

Central enviou alerta sonoro para avisar que portas da barragem seriam abertas, mas jovem não conseguiu salvar-se a tempo.


Rachael Louise De Jong

Uma jovem de 21 anos morreu enquanto nadava no rio Waikato, na Nova Zelândia, depois de terem sido abertos canais da barragem, sem que esta estivesse à espera.
Rachael De Jong seria uma das quatro jovens que estariam a nadar quando as águas do rio aumentaram. As restantes conseguiram, a tempo, salvar-se mas o corpo de Rachael foi arrastado pela força da corrente. O seu corpo foi recuperado na segunda-feira.
Segundo o Daily Mail, terá tocado durante cinco minutos o alarme que indica que as postas da barragem serão abertas. Durante esse período as jovens tentaram pôr-se a salvo em cima de uma rocha, onde estaria um homem a tentar ajudá-las.
“Não estou certa se ela também tentou saltar ou se a água já estava demasiado elevada, mas ela foi arrastada com uma rapidez impressionante antes de conseguir saltar para a rocha”, conta uma testemunha.
Rachel não sobreviveu ao incidente. Amigos recordam-na como uma jovem sempre de sorriso rasgado.
Já a empresa responsável pelo controlo das barreiras da barragem lembra que existem vários sinais de aviso na zona, que alertam para perigo que é nadar naquela zona do rio.

Andrea Pinto, in Notícias ao Minuto - 8 de Fevereiro de 2017

RIO TÂMEGA - INTERNACIONAL: AECT Chaves-Verín manifesta importância de valorizar o rio Tâmega para futura criação de uma reserva transfronteiriça






RIO TÂMEGA - INTERNACIONAL
AECT Chaves-Verín manifesta importância de valorizar o rio Tâmega para futura criação de uma reserva transfronteiriça

A Confederação Hidrográfica do Douro do Ministério de Agricultura e Pesca, Alimentação e Meio Ambiente, com a colaboração da Administração Hidrográfica do Norte de Portugal e o Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial – AECT Verín-Chaves, realizaram na quinta-feira passada, dia 2, uma jornada formativa e informativa centrada em aspetos de planificação relativos à gestão da água.  

No encontro, que se realizou na sede da Eurocidade Chaves-Verín, o presidente do AECT Chaves-Verín demonstrou interesse em valorizar o rio Tâmega como eixo  vertebrado deste território transfronteiriço.
António Cabeleira frisou “a importância da coordenação e da gestão conjunta  entre as administrações públicas de Portugal e Espanha” que na sua opinião se “torna fundamental e imprescindível”.

Por seu lado, Diego Lourenzo, vice-presidente do Concello de Verín, salientou os investimentos já realizados nesta área transfronteiriça, através do projeto “VALTAMEGA”, cujo investimento é de 450 mil euros, valor proveniente de verbas próprias e europeias, e que se destinam  à valorização do rio Tâmega. O projeto “VALTAMEGA” compreende várias ações tais como a construção da Ecovia, a criação de zonas eco saudáveis, de rotas de avifauna, de stands e locais de interpretação ambiental, englobando ainda ações de sensibilização, limpeza e análise das águas, a implementação de planos de combate a inundações, entre outras.

O nosso objetivo é bem claro”, explicou Diego Lourenzo: “Trabalhar para que o rio Tâmega seja distinguido, a médio prazo, como reserva da biosfera transfronteiriça. Para tal, precisamos do compromisso dos dois governos, o nosso já o têm”.

A jornada contou com a presença de Diego Lourenzo, vice-presidente do Concello de Verín, António Cabeleira, presidente da Assembleia da Eurocidade Chaves-Verín, Roberto Castro García, subdelegado do Governo em Orense, Juan Ignacio Diego Ruiz, presidente da Confederação Hidrográfica do Douro e Pimenta Machado, da Administração Hidrográfica do Norte.

Este encontro inseriu-se nas ações de informação e formação organizadas pela Confederação Hidrográfica do Douro sobre diferentes aspetos técnicos e legais relacionados com a gestão do Domínio Público Hidráulico. Estas ações decorrem no âmbito do programa “Escolas de Rios”, que pretende promover às administrações locais formação e assessoria em temas relativos à gestão da água (abastecimento, saneamento e depuração) e do território (urbanismo, prevenção de riscos por inundações e ferramentas de gestão educativas). A jornada foi dirigida aos municípios ribeirinhos do rio Tâmega, quer da parte espanhola, quer da parte portuguesa, tendo como referência territorial as cidades de Chaves e Verín.

in Diário Actual - 7 de Fevereiro de 2017

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

PNBEPH - RIO TÂMEGA: EDP negoceia compensações com os municípios pela barragem de Fridão









PNBEPH - RIO TÂMEGA
EDP NEGOCEIA COMPENSAÇÕES COM OS MUNICÍPIOS PELA BARRAGEM DE FRIDÃO

Governo garante que a empresa vai pagar contrapartidas às cinco autarquias da área da barragem e põe na mesa um valor de seis milhões.


A empresa liderada por António Mexia reuniu com os municípios em Janeiro no Ministério do Ambiente

A construção da barragem de Fridão, pela EDP, foi adiada no ano passado, na sequência da revisão do Plano Nacional de Barragens. A decisão sobre se este projecto no Tâmega alguma vez sairá do papel só é esperada em 2019, mas, até lá, o Governo espera que a empresa pague aos municípios da sua área de abrangência as contrapartidas que foram acordadas quando a construção ainda era uma certeza. 

“O contrato que adia o projecto e dá garantias a todas as partes de que nada se perde” foi assinado em Dezembro, entre o Estado e a EDP, revelou o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, ao PÚBLICO. O objectivo é que os compromissos que a empresa assumiu com as autarquias de Amarante, Ribeira de Pena, Mondim de Basto, Celorico de Basto e Cabeceiras de Basto “vão cumprir-se, independentemente de a barragem ser construída”, sublinhou o governante.

No caso de Girabolhos (Mondego), que foi definitivamente cancelada, a Endesa acordou no final do Verão com quatro municípios – Seia, Gouveia, Mangualde e Nelas – a atribuição de “um envelope de dois milhões de euros” a cada um, que já estão ser pagos, afirmou ao PÚBLICO o presidente da empresa, Nuno Ribeiro da Silva. 

Relativamente a Fridão, a primeira reunião que juntou no Ministério do Ambiente responsáveis da eléctrica e os vários presidentes de câmara só se realizou em Janeiro, quase nove meses depois de o ministro ter anunciado que o projecto ficava suspenso por três anos até nova avaliação. Nessa data, Matos Fernandes assegurou que as contrapartidas aos municípios seriam pagas em qualquer cenário e que esses dossiês seriam fiscalizados pelo seu gabinete.

A expectativa era a de que o valor das compensações da EDP se aproximasse dos seis milhões acordados entre a Endesa e os quatro autarcas dos distritos de Guarda e de Viseu para o cancelamento de Girabolhos. “As contrapartidas [para o Fridão] têm um valor superior, mas dentro destes três anos creio que rondarão esse valor”, de seis milhões, disse Matos Fernandes ao PÚBLICO, antes de a EDP iniciar contactos com os municípios.

A empresa não se compromete com quaisquer montantes. Questionada pelo PÚBLICO, a EDP assegurou que, “tal como previsto, decorrem as conversas com os municípios”. O objectivo, segundo fonte oficial da companhia, é a “identificação conjunta de projectos abrangidos nos protocolos já existentes, visando sua implementação faseada”.

“Não há valores acordados, nem as negociações estão fechadas”, adiantou o presidente da Câmara de Mondim de Basto (distrito de Vila Real). “O mais importante não é o montante financeiro”, frisou o autarca, Humberto Costa, que em Abril manifestou preocupação pelo facto de o adiamento do projecto poder comprometer a construção de uma via de ligação à vizinha Celorico de Basto (Braga), que ficou prometida em 2010, num protocolo assinado entre o município, a EDP e a antiga Estradas de Portugal.

E se em Cabeceiras de Basto (Braga) se espera “para breve a conclusão” das “negociações” tendo em vista “a execução dos protocolos” assinados com a EDP (como adiantou ao PÚBLICO fonte do gabinete do presidente, Francisco Alves), em Celorico de Basto “não existe nada de concreto” nem “nada no papel” que indique qual será o desfecho deste processo. É que os pressupostos mudaram, frisou o presidente da Câmara, Joaquim Monteiro e Silva: “Os protocolos foram assinados numa lógica de que a barragem iria ser construída” e agora não se sabe o que vai acontecer, adiantou o autarca, criticando o “arrastar de uma história” que há anos mantém a região em suspenso -- a EDP ganhou o concurso em 2008 e a central deveria ter entrado em operação em 2016.

Dizendo que “nunca ouviu falar de valores”, o autarca frisou que a indefinição faz com que se mantenha uma porção do território “condicionada”, que impede quaisquer “actuações ao nível do ordenamento do território”, sejam investimentos turísticos, sejam projectos de tratamento e saneamento de águas ou de planeamento urbanístico, exemplificou.

Incerteza definitivamente ultrapassada pelos quatro municípios que viram o projecto de Girabolhos cancelado e onde “nunca houve necessidade de pôr compromissos no papel”, segundo Nuno Ribeiro da Silva. “Não há compensações, mas sim um reconhecimento e respeito pelos quatro municípios”, disse o gestor, referindo que os seis milhões de euros estão a ser aplicados em “equipamentos sociais, estradas, projectos ambientais ou ligados a entidades desportivas”.

Ana Brito, in Público - 1 de Fevereiro de 2017

sábado, 21 de janeiro de 2017

UTAD (VILA REAL) - AULA ABERTA: APROPRIAÇÃO E MERCANTILIZAÇÃO DOS RECURSOS NATURAIS E SERVIÇOS DOS ECOSSISTEMAS: UMA (FALSA) SOLUÇÃO?


UTAD (VILA REAL) - AULA ABERTA
APROPRIAÇÃO E MERCANTILIZAÇÃO DOS RECURSOS NATURAIS E SERVIÇOS DOS ECOSSISTEMAS: UMA (FALSA) SOLUÇÃO?




Profª. Doutora Lívia Madureira, Curso de Doutoramento (3.º Ciclo) em Desenvolvimento, Sociedades e Territórios - 21 de Janeiro de 2017

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

BARRAGENS - EFEITO DE ESTUFA: Reservoirs play substantial role in global warming


BARRAGENS - EFEITO DE ESTUFA 
Reservoirs play substantial role in global warming

John Harrison
VANCOUVER, Wash. – Washington State University   researchers say the world’s reservoirs are an underappreciated source of greenhouse gases, producing the equivalent of roughly 1   gigaton of carbon dioxide a year, or 1.3 percent of all greenhouse gases produced by humans.

That’s more greenhouse gas production than all of Canada.
Writing in next week’s journal BioScience, the WSU researchers say reservoirs are a particularly important source of methane, a greenhouse gas that is 34 times more potent than carbon dioxide over the course of a century. Reservoir methane production is comparable to rice paddies or biomass burning, both of which are included in emission estimates of the Intergovernmental Panel on Climate Change, the leading international authority on the subject.


John Harrison, co-author and associate professor in the WSU Vancouver School of the Environment, last month attended a meeting in Minsk, Belarus, to discuss including reservoir emissions in a planned 2019 IPCC update of how countries report their greenhouse gas inventories.


Methane accounts for 80 percent

“We had a sense that methane might be pretty important but we were surprised that it was as important as it was,” said Bridget Deemer, WSU research associate and lead author. “It’s contributing right around 80 percent of the total global warming impact of all those gases from reservoirs. It’s a pretty important piece of the budget.”


The BioScience analysis, which drew on scores of other studies, is the largest and most comprehensive look to date at the link between reservoirs and greenhouse gases, Harrison said.


A recent photo of a reservoir on the Snake River in Washington.
(Photo by Shelly Hanks, WSU Photo Services)

“Not only does it incorporate the largest number of studies,” he said. “It also looks at more types of greenhouse gases than past studies.”

Acre per acre, reservoirs emit 25 percent more methane than previously thought, he said.

The researchers acknowledge that reservoirs provide important services like electrical power, flood control, navigation and water. But reservoirs have also altered the dynamics of river ecosystems, impacting fish and other life forms. Only lately have researchers started to look at reservoirs’ impact on greenhouse gases.

“While reservoirs are often thought of as ‘green’ or carbon neutral sources of energy, a growing body of work has documented their role as greenhouse gas sources,” Deemer, Harrison and their colleagues write.

Gases from decomposing organic matter

Unlike natural water bodies, reservoirs tend to have flooded large amounts of organic matter that produce carbon dioxide, methane and nitrous oxide as they decompose. Reservoirs also receive a lot of organic matter and “nutrients” like nitrogen and phosphorous from upstream rivers, which can further stimulate greenhouse gas production.

In 2000, BioScience published one of the first papers to assert that reservoir greenhouse gases contribute substantially to global warming. Since then, there has been a nine-fold increase in studies of reservoirs and greenhouse gases. Where earlier studies tended to be confined to reservoirs behind power stations, the newer studies also looked at reservoirs used for flood control, water storage, navigation and irrigation.

The WSU researchers are the first to consider methane bubbling in models of reservoir greenhouse gas emissions. Also, while previous papers have found that young, tropical reservoirs emit more methane than older, more northern systems, this study finds that the total global warming effect of a reservoir is best predicted by how biologically productive it is, with more algae and nutrient rich systems producing more methane.

The authors also report higher per-area rates of methane emission from reservoirs than have been reported previously. This means that acre-for-acre the net effect of new reservoirs on atmospheric greenhouse gases will be greater than previously thought. Reservoir construction around the globe is expected to proceed rapidly in coming decades.

Largest study of reservoir greenhouse gas emissions

“There’s been a growing sense in the literature that methane bubbles are a really important component of the total emissions from lake and reservoir ecosystems,” said Deemer. “This study revisited the literature to try and synthesize what we know about the magnitude and control on methane emissions and other greenhouse gases—carbon dioxide and nitrous oxide.”

The result is that, in addition to being the largest study of reservoir greenhouse gas emissions to date, it is the first to comprehensively look at the flow of all three major greenhouse gases—carbon dioxide, methane and nitrous oxide—from reservoirs to the atmosphere.

The work is in keeping with WSU’s Grand Challenges, a suite of research initiatives aimed at large societal issues. It is particularly relevant to the challenge of sustainable resources and its themes of supplying food, energy and water for future generations.

Funding sources include the U.S. Army Corps of Engineers Climate Preparedness and Resilience Programs, the National Science Foundation and the U.S. Environmental Protection Agency. None of the funders had a role in the design of the research or the interpretation of its results.
 
Contact:
John Harrison, WSU Vancouver School of the Environment, 360-546-9210, 
john_harrison@wsu.edu

Eric Sorensen (WSU science writer), in WSU News - September 28, 2016