sábado, 26 de fevereiro de 2011

Assembleia da República - Sócrates e Heloísa: Primeiro-ministro e deputada dos Verdes numa «divertida» troca de palavras






Assembleia da República - Sócrates e Heloísa
Primeiro-ministro e deputada dos Verdes numa «divertida» troca de palavras



O debate quinzenal desta sexta-feira ficou ainda marcado pela troca de palavras entre José Sócrates e Heloísa Apolónia, dos Verdes, que decidiu levar a plenário a polémica da barragem do Tua.

A deputada encenou um diálogo entre Sócrates e António Mexia, o presidente da EDP. A resposta do primeiro-ministro teve direito a gargalhada geral.

«A senhora deputada demorou muito lá em casa a ensaiar?», disse com um sorriso aberto, acrescentando: «Não calculava que a senhora deputada andasse com fotografias minhas no bolso».

in TVI 24 - 25 de Fevereiro de 2011

Energias a vapor: O lobi desesperado da EDP






Energias a vapor
O lóbi desesperado da EDP

Camilo Lourenço: “Portugal precisa, rapidamente, de reduzir a dependência dos combustíveis fósseis.” Negócios online, 25-02-2011.

Inocentemente ou não, Camilo Lourenço está a fazer um frete mediático a António Mexia, por duas razões principais:


  1. porque a nossa principal dependência energética não é suprível pela energia eléctrica (as barragens assassinas de Sócrates-Mexia não substituem nem nunca substituirão de forma significativa o petróleo, nem o gás natural — mas aumentarão a eutrofização das albufeiras, afastarão os turistas dos vales do Douro, Tua, Sabor, e Côa, ameaçarão a segurança da cidade de Amarante e, antes de mais, custarão uma pipa de massa aos consumidores indefesos, precisamente, em barris de petróleo!)
  2. porque aquilo que o cabotino Mexia quer é aumentar, ainda que seja para accionista burro e investidor incauto verem, os activos de uma empresa sobre endividada, da qual faz parte uma famosa EDP Renováveis, em queda catastrófica, que acaba de anunciar que já não distribui os dividendos de 2010, e cuja acções caminham a todo o gás para o preço da bica!

Tudo isto é grave, sobretudo se tivermos presente que o objectivo dissimulado do cabotino Mexia já só pode ser um: evitar o desaparecimento da empresa antes de a mesma poder ser tomada de assalto por uma grande energética espanhola, francesa, alemã, brasileira, angolana ou chinesa. É a síndroma TAP que move o cabotino Mexia, e as suas antenas mediáticas!

NOTA

Para ajudar a compreender este problema, sobre o qual temos escrito frequentemente, transcrevo este elucidativo texto de João Joanaz de Melo.

Há século e meio que em Portugal as políticas de obras públicas megalómanas têm sido entendidas como paradigma de desenvolvimento.


Por João Joanaz de Melo, Professor de Engenharia do Ambiente na Universidade Nova de Lisboa.

No sector energético, apesar das belas intenções pela eficiência energética, o esforço é dirigido para os empreendimentos caros e de eficácia duvidosa: barragens, carro elétrico, micro-geração, TGV, com investimentos previstos na próxima década orçando em dezenas de milhar de milhões de euros – o investimento do Estado em eficiência energética mal chegará a 150 M€ no mesmo horizonte.

Os defensores do Programa Nacional de Barragens de Elevado Potencial Hidroeléctrico (PNBEPH) tentam adquirir uma patina de respeitabilidade invocando motivações ambientais. Alegadamente, estes empreendimentos agressivamente promovidos pelo Governo e pelas grandes empresas eléctricas (EDP, Iberdrola e, em menor escala, Endesa) destinam-se a reduzir a dependência energética, diminuir a emissão de gases de efeito de estufa e permitir armazenagem de energia eólica recorrendo à bombagem. Objectivos meritórios, mas infelizmente falsos.

As motivações ambientais seriam para rir se não fossem para chorar. As 9 grandes barragens recentemente aprovadas (7 do PNBEPH, mais Baixo Sabor e Ribeiradio) são verdadeiros crimes ambientais, preparando-se para destruir as paisagens maravilhosas e habitats raros dos últimos grandes rios selvagens de Portugal. Será também destruída a identidade, a cultura e os meios de desenvolvimento local, de que a condenada linha do Tua é um exemplo desolador. O emprego gerado nas grandes barragens é na ordem de 2 a 10 vezes inferior, por euro investido, a alternativas como o turismo rural, a requalificação urbana ou a eficiência energética.

Em termos energéticos, estas 9 barragens representarão apenas 1% do consumo de energia do País, gerando 2 TWh/ano de electricidade. O investimento requerido será oficialmente de 3 600 M€. Somando a isto os lucros das grandes eléctricas e os encargos financeiros, os cidadãos portugueses irão pagar pelo menos o dobro, durante décadas, na tarifa ou nos impostos – uma dívida brutal sobre os nossos filhos e netos (as concessões vão até 75 anos).

A mesma quantidade de energia poderia ser poupada com investimentos na ordem de 360 M€ (10 vezes menores), em medidas de eficiência energética com retorno até 3 anos, com enorme potencial de receitas para as famílias e para as pequenas empresas de gestão da energia e de requalificação urbana; e com muito mais eficácia na redução da dependência externa e de emissões de GEE.

Quanto à bombagem hidroeléctrica, o PNBEPH diz que precisamos idealmente de 2000 MW. Ora, entre os sistemas já funcionais e os projectos em curso, só em barragens já existentes, teremos a curto prazo 2507 MW instalados.

Não se vislumbram objectivos ambientais ou sociais para a febre das barragens: apenas o favorecimento das grandes empresas eléctricas e construtoras, e a captação de receitas extraordinárias para o Orçamento de Estado, atirando com os custos para as gerações futuras. Já passámos a fase de vender os anéis – agora querem mesmo cortar-nos os dedos.


António Cerveira Pinto, in O António Maria - 26 de Fevereiro de 2011

EDP - Eficiência energética: Como escrevemos e estava escrito nos astros...






EDP - Eficiência energética
Como escrevemos e estava escrito nos astros...


Os Trolleybus e os Eléctricos não precisam de toneladas de pilhas para andar 100Km!

EDP Renováveis - Pode a casa-mãe tirar a Renováveis da bolsa?
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Jorge González Sodornil, analista do Sabadell, diz: "não podemos descartar um potencial 'buyout' da EDP Renováveis [por parte da EDP]". A empresa portuguesa "está a negociar bem abaixo do valor dos seus activos, o que supõe que a EDP pode comprá-la abaixo do custo de investimento", refere ao Negócios.

Com a explosão da bolha das dívidas soberanas, a reconversão energética alimentada por impostos está condenada. O caminho já não é produzir mais, ainda que diferente, mas produzir menos, desperdiçar menos, e consumir racionalmente. É inevitável uma concentração europeia das empresas estratégicas, sob forte supervisão de Bruxelas. A EDP, tal como muitas outras empresas que viveram à sombra do endividamento bolsista especulativo e de subsídios governamentais oportunistas, está condenada. A propaganda e os road shows de António Mexia parecem-se cada vez mais com as deambulações frenéticas do peripatético Sócrates. Dois em um para despachar quanto antes!

E já agora sobre o carro eléctrico: já imaginaram uma bicha de carros junto dum desses carregadores de baterias com que o governo mitómano de Sócrates salpicou o país, para telejornal obediente ver?

Autocarro a baterias?! Esta gente desmiolada não sabe o que é um Trolleybus? Não se lembram deles no Porto e em Coimbra? E que tal por ou repor as linhas de Eléctrico e de Trolley nas principais urbes do país: Grande Lisboa, Grande Porto, Coimbra, Setúbal e Braga? E que tal criar corredores para bicicletas em todas estas cidades? E que tal criar uma linha de crédito para compra de bicicletas urbanas? As nossas universidades deixaram de pensar livremente, e pensam, pelos vistos, o que lhe pagam para "estudar" e "pensar"!

ÚLTIMA HORA


António Cerveira Pinto, in O António Maria - 24 de Fevereiro de 2011

CMVM: EDP Renováveis tem de esclarecer porque não paga dividendo





CMVM
EDP Renováveis tem de esclarecer porque não paga dividendo



A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CVMM) quer que a empresa de energias renováveis explique quando foi decidido não entregar a remuneração aos accionistas e porquê.

O regulador do mercado de capitais português pediu hoje esclarecimentos à EDP Renováveis sobre os motivos que a levaram a não distribuir dividendos, conforme previa o prospecto da operação pública de subscrição (OPS).

“A administração da EDP Renováveis terá que esclarecer que circunstâncias explicam a decisão de não atribuir dividendos”, afirmou ao Negócios fonte oficial da CMVM.

Na opinião do regulador, o texto do prospecto de colocação das acções em bolsa, em 2008, criou a expectativa de que seria distribuído um dividendo este ano.

No documento pode ler-se: “A partir de 2011, a EDP Renováveis espera declarar e pagar dividendos aos seus accionistas que representem, pelo menos, 20% dos lucros apurados no respectivo ano, começando a fazê-lo no que respeita ao ano fiscal que termina em 31 de Dezembro de 2010”.

A CMVM diz que o documento também prevê que o conselho de administração da EDP Renováveis pode ajustar aquela política de dividendos, caso seja necessário. Mas considera que a empresa tem de esclarecer que condições justificam a não distribuição da remuneração aos accionistas este ano.

O regulador quer também saber quando foi tomada a decisão de não distribuir o dividendo. “É uma matéria de extrema relevância pelo que dever ser comunicada ao mercado assim que haja uma decisão”, explicou a mesma fonte.

Numa declaração enviada ao Negócios, o CFO da EDP Renováveis, Rui Teixeira considera que "a EDP Renováveis não quebrou qualquer compromisso para com os seus accionistas, nem para com o mercado em geral, uma vez que na política de dividendos definida no IPO se refere que não pode ser dada qualquer garantia, que num determinado ano serão propostas e declarados dividendos".


André Veríssimo (averissimo@negocios.pt), in negócios online - 24 de Fevereiro de 2011

Energias Reniváveis a entrarem na carteira dos accionistas: EDP Renováveis quebra compromisso e não paga dividendos





Energias Renováveis a entrarem na carteira dos accionistas
EDP Renováveis quebra compromisso e não paga dividendos


A EDP Renováveis não vai pagar dividendos aos accionistas este ano, ao contrário do que foi assumido no IPO. E não se compromete com qualquer data para a distribuição de resultados.

Rui Teixeira, administrador financeiro da EDP Renováveis explicou que a empresa preferiu reter os ganhos de 2010 para reinvesti-los em novos projectos.

Questionado sobre se a empresa distribuirá dividendos, o CFO disse que a administração preferiu reter os ganhos de 2010 para reinvesti-los em novos projectos. Rui Teixeira não tem uma previsão para já de quando a EDP Renováveis poderá entregar dividendos aos accionistas.

Na oferta pública inicial (IPO), a EDP Renováveis tinha assumido o compromisso com os investidores sobre o pagamento de dividendos a partir de 2011, com base nos resultados obtidos em 2010.

“A nossa decisão é que não vamos distribuir dividendos para reinvestir os lucros nos novos projectos”, disse Rui Teixeira durante a apresentação de resultados. O administrador financeiro afirmou ao Negócios que, nesta fase, “a EDP Renováveis não pode competir com as grandes utilities em termos de ‘dividend yield’”, pelo que Rui Teixeira diz ser “natural que a empresa ainda não esteja numa fase de distribuição de dividendos”.

Para o mesmo responsável, como os parques eólicos normalmente tem resultados mais baixos nos primeiros anos de actividade, a EDP Renováveis só no futuro deverá gerar uma rentabilidade que lhe permita remunerar os accionistas sem comprometer o investimento no seu próprio crescimento.

Quanto a perspectivas para 2011, a empresa diz que a evolução dos resultados dependerá muito do desempenho da capacidade já instalada, nomeadamente por via da evolução da disponibilidade de vento nos mercados onde está.

Ao nível dos preços da electricidade produzida, a EDP Renováveis aponta para uma estabilidade dos valores de mercado, mas admite que países como a Polónia e a Roménia possam contribuir positivamente para o preço médio do ‘portfolio’ da EDP Renováveis.


Miguel Prado* (miguelprado@negocios.pt), in negócios online - 24 de Fevereiro de 2011

* jornalista viajou a Madrid, a convite da EDP Renováveis

Programa Nacional de Barragens: Um atentado às políticas energética, social e económica





Progama Nacional de Barragens
Um atentado às políticas energética, social e económica

Há século e meio que em Portugal as políticas de obras públicas megalómanas têm sido entendidas como paradigma de desenvolvimento. No sector energético, apesar das belas intenções pela eficiência energética, o esforço é dirigido para os empreendimentos caros e de eficácia duvidosa: barragens, carro eléctrico, micro-geração, TGV, com investimentos previstos na próxima década orçando em dezenas de milhar de milhões de euros – o investimento do Estado em eficiência energética mal chegará a 150 M€ no mesmo horizonte.

Os defensores do Programa Nacional de Barragens de Elevado Potencial Hidroeléctrico (PNBEPH) tentam adquirir uma patina de respeitabilidade invocando motivações ambientais.

Alegadamente, estes empreendimentos agressivamente promovidos pelo Governo e pelas grandes empresas eléctricas (EDP, Iberdrola e, em menor escala, Endesa) destinam-se a reduzir a dependência energética, diminuir a emissão de gases de efeito de estufa e permitir armazenagem de energia eólica recorrendo à bombagem. Objectivos meritórios, mas infelizmente falsos.

As motivações ambientais seriam para rir se não fossem para chorar. As 9 grandes barragens recentemente aprovadas (7 do PNBEPH mais Baixo Sabor e Ribeiradio) são verdadeiros crimes ambientais, preparando-se para destruir as paisagens maravilhosas e habitats raros dos últimos grandes rios selvagens de Portugal. Será também destruída a identidade, a cultura e os meios de desenvolvimento local, de que a condenada linha do Tua é um exemplo desolador. O emprego gerado nas grandes barragens é na ordem de 2 a 10 vezes inferior, por euro investido, a alternativas como o turismo rural, a requalificação urbana ou a eficiência energética.

Em termos energéticos, estas 9 barragens representarão apenas 1% do consumo de energia do país, gerando 2 TWh/ano de electricidade. O investimento requerido será oficialmente de 3 600 M€.

Somando a isto os lucros das grandes eléctricas e os encargos financeiros, os cidadãos portugueses irão pagar pelo menos o dobro, durante décadas, na tarifa ou nos impostos – uma dívida brutal sobre os nossos filhos e netos (as concessões vão até 75 anos).

A mesma quantidade de energia poderia ser poupada com investimentos na ordem de 360 M€ (10 vezes menores), em medidas de eficiência energética com retorno até 3 anos, com enorme potencial de receitas para as famílias e para as pequenas empresas de gestão da energia e de requalificação urbana; e com muito mais eficácia na redução da dependência externa e de emissões de GEE.

Quanto à bombagem hidroeléctrica, o PNBEPH diz que precisamos idealmente de 2000 MW. Ora, entre os sistemas já funcionais e os projectos em curso, só em barragens já existentes, teremos a curto prazo 2507 MW instalados.

Não se vislumbram objectivos ambientais ou sociais para a febre das barragens: apenas o favorecimento das grandes empresas eléctricas e construtoras, e a captação de receitas extraordinárias para o orçamento de Estado, atirando com os custos para as gerações futuras. Já passámos a fase de vender os anéis – agora querem mesmo cortar-nos os dedos.

João Joanaz de Melo, in Indústria e Ambiente, N.º 66 (p. 56) - Janeiro-Fevereiro 2011

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Assembleia da República - A Barragem de Foz Tua: Partido Ecologista "Os Verdes" classificou a obra de crime ambiental






Assembleia da República - A Barragem de Foz Tua
Partido Ecologista "Os Verdes" classificou a obra de crime ambiental



Um diálogo riquíssimo estabelecido entre José Sócrates (PM) e António Mexia (CEO da EDP) colhido no Tua por Jorge Pelicano para o documentário «Pare, Escute, Olhe», levado ao Parlamento pela deputada do Partido Ecologista "Os Verdes" Heloísa Apolónia, que o Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega (MCDT) já anotara aqui pela desfaçatez sem vergonha dos dois protagonistas, em Abril de 2010.

Heloísa Apolónia (PEV - Assembleia da República), in Sic - 25 de Fevereiro de 2011

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Tâmega: EDP a Sul








Tâmega
EDP a Sul

Construir barragens é uma atitude preocupada com o ambiente. É preciso que socialmente haja a mesma preocupação, o que não acontece no rio Tâmega.
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in Grande Porto, N.º 83, Ano II (p. 19) - 28 de Janeiro de 2011

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Barragem de Foz Tua: O Lucro é da EDP, a desgraça e TUA!








Barragem de Foz Tua
O Lucro é da EDP, a desgraça e TUA!


in Boco de Esquerda (Bragança) - Fevereiro de 2011

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Tâmega - A desfaçatez ilimitada do Primeiro-Ministro: Autarcas e empresários têm que aproveitar os investimentos públicos em Trás-os-Montes




Tâmega - A desfaçatez ilimitada do Primeiro-Ministro
Autarcas e empresários têm que aproveitar os investimentos públicos em Trás-os-Montes


(...)
O Governo Presente iniciou-se com a colocação da primeira pedra da Barragem de Foz Tua, tendo o PM referido a importância da aposta na energia hídrica, num investimento total de dois mil milhões de euros. «Neste momento, estão em construção em Trás-os-Montes quatro barragens, o reforço de potência de Picote e Bemposta, a nova barragem do Sabor e agora a barragem do Tua. Mas duas outras barragens vão ser arrancar ainda este ano, a de Fridão e a Cascata do Tâmega». A barragem de Fridão, junto a Amarante, começa a ser construída no último trimestre de 2011, e a Cascata do Tâmega (Gouvães, Daivões e Alto Tâmega) até Junho.
(...)

in Portal do Governo - 19 de Fevereiro de 2011

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Tâmega - Uma região a afundar com seus autarcas: O encerramento do SAP, a barragem de Fridão e Celorico de Basto (II)

Tâmega - Um região a afundar com seus autarcas
O encerramento do SAP, a barragem de Fridão e Celorico de Basto (II)


Ao contrário do que foi anunciado por vários meios noticiosos, a autarquia de Celorico de Basto não tomou qualquer posição contrária à construção do "projecto hidroeléctrico para Fridão". Apresentou, sim, as razões e medidas para minorar o encerramento do SAP, no período nocturno, de Celorico de Basto. A autarquia, usou o argumento, entre outros, que o Estado português recebeu cerca de "231,7 milhões de euros pela concessão da barragem de Fridão" e "não gastou um euro para compensar o concelho pelos fortes impactes ambientais", para dar força, razão outra coisa qualquer à sua legítima indignação. Porém, tenho algo a dizer sobre isto. Sem relativizar a importância da autarquia celoricense em combater esta medida nefasta da administração central, repreendo o "jogo político" que está a ser efectuado por este executivo camarário. Passo a esclarecer.
Por duas vezes, a autarquia celoricense avança, informalmente, está claro, que irá, através de um comunicado ou conferência de imprensa, declarar que está contra a construção da barragem de Fridão.
Primeiramente, o vereador do Turismo, Carlos Peixoto, declarou que "a confirmarem-se estas perspetivas lesivas das populações e do turismo, será natural que a sociedade civil e a Câmara tomem posição contra o avanço da barragem e tentem evitar que se torne irreversível". Joaquim Mota e Silva, o edil de Celorico de Basto, corroborou e acrescentou que iria, à altura da notícia, brevemente tomar uma posição pública. Isto aconteceu num período em que decorriam negociações entre a autarquia e a EDP. A posição pública, atrás anunciada e publicitada nos média, não aconteceu.
O segundo acontecimento ocorreu quando a autarquia recebeu a notícia que confirmava a intenção da ARS encerrar, durante o período nocturno, o SAP de Celorico de Basto. Por reflexo, "fontes da autarquia" disseram que o encerramento levaria a câmara local a opor-se à construção da barragem de Fridão. Esta notícia foi amplamente difundida nos meios de comunicação social. No entanto, no dia em que a conferência de imprensa (hoje) foi realizada soubemos que, quanto à posição oficial da autarquia sobre a construção da barragem de Fridão, nada sabemos. Mais uma vez, a autarquia usou a importância associada à questão da barragem de Fridão para fazer o seu "jogo político".

A autarquia de Celorico de Basto está a chantagear a EDP e o seu parceiro-mor (a administração central) com a intenção de se posicionar contra a construção da barragem de Fridão. Os objectivos são claros: contrapartidas favoráveis por parte da EDP e apoios para a manutenção de serviços por parte da administração central. O padrão está identificado: quando a autarquia celoricense está em processo de negociação (ora com a EDP ora com o Estado) usa, através de "fontes autárquicas", a comunicação social para executar esta estratégia política. Nem todos os meios justificam os fins. Principalmente, quando um dos meios deveria ser um fim: renegar a barragem de Fridão.

O que podemos concluir deste comportamento, digamos, mercenário é o seguinte: o executivo de Celorico de Basto (como os congéneres de Mondim e Cabeceiras de Basto) não está realmente contra a construção. Está, sim, a favor de contrapartidas económicas para, e agora é uma evidência difícil de contornar, pavonear-se com o que conseguir "extrair" do malogrado projecto da "barragem de Fridão".

Devemos "separar as águas". Lutar contra o encerramento durante o período nocturno do SAP é uma luta legítima e consequente. Chantagear, usando um assunto tão importante para o futuro desta terra, é vergonhoso. Se o executivo de Celorico de Basto quer seguir em conformidade com que já afirmou então terá que declarar-se frontalmente contra a barragem de Fridão. Caso contrário, a população terá que se revoltar contra estes políticos chantagistas. Desculpem, mas há situações em que o pudor e a sensatez tem de dar lugar a indignação. E esta é uma delas.

Marco Gomes, in Remisso - 16 de Fevereiro de 2011
Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega (Cabeceiras de Basto)

Tâmega - Uma região a afundar: O encerramento do SAP, a barragem de Fridão e Celorico de Basto

Tâmega - Uma região a afundar
O encerramento do SAP, a barragem de Fridão e Celorico de Basto


O programa de desertificação do interior português, gentil e oficialmente referido como "reforma dos cuidados primários", está na iminência de ser executado nos concelhos de Cabeceiras e Celorico de Basto. O encerramento dos Serviço de Atendimento Permanente (SAP), no período nocturno, de Cabeceiras e Celorico de Basto está praticamente decidido. As reacções não tardaram, face a esse (não tão) inesperado estímulo. O executivo de Celorico de Basto prepara-se, no momento em que escrevo, para declarar uma interessante reacção. Segundo recentes notícias, o executivo de Celorico de Basto irá oficializar uma posição contra a "Barragem de Fridão" (outro projecto de desertificação e destruição do interior).

O recente histórico de promessas não concretizadas entre a região de Basto e a administração central é um fundamento (mais do que suficiente) para alicerçar esta posição em relação ao projecto hidroeléctrico de Fridão. De facto, não só a "barragem de Fridão" deveria ser censurada. A criação da "Ciclo-Eco-Pista" do Tâmega, vilmente sobreposta a linha ferroviária do Tâmega, deveria provocar o mesmo tipo de reacção. Porém, generalizada a todos os concelhos da região de Basto e Amarante. Um dos protocolos que o executivo celoricense se fundamenta, data de há cerca de vinte anos e trata da construção da variante rodoviária do Tâmega. Esta "promessa contratualizada" ainda está por concluir e é uma das contrapartidas pelo fecho da linha ferroviária do Tâmega. A razão, para a censura a este projecto, é a mesma do que será invocada em relação à "barragem de Fridão". No entanto, a "Ciclo-Eco-Pista" possui o facto agravante de que o objecto em troca, a linha ferroviária, está perante um perigo "de morte" por uma quase crónica falta de "visão" estratégica dos autarcas de Basto e Amarante. São decisões políticas que estão em causa e, estas, só podem ser revertidas por decisões políticas porque os estudos, a razão e o senso-comum não conseguem "clarificar" e "ajuizar" a (quase) automática subserviência das instâncias governamentais perante os interesses económicos e partidários.

Anteriormente, e em relação ao projecto hidroeléctrico de Fridão, o executivo celoricense tinha demonstrado a intenção de oficializar uma posição contrária à realização do contraproducente projecto para Fridão. A intenção, naquele tempo, fora baseada na recepção das conclusões de um estudo de impacte ambiental -encomendada pela autarquia de Celorico de Basto. Este estudo concluíra que as -mais-que-evidentes- consequências negativas para o ambiente e para o turismo da região, provenientes da realização daquele projecto hidroeléctrico, se sobrepunham às consequências positivas. Num contexto racional, a escolha era óbvia: a imediata negação daquele projecto. Porém, a racionalidade não é uma capacidade que se encontre facilmente na "inteligência colectiva" das instâncias governamentais. O executivo de Celorico de Basto não concretizou a anunciada intenção. Ficou-se pela ameaça. A realidade é exímia em clarificar crenças falsas. Havia, suponho, a crença que após a ameaça, o processo de formulação de contrapartidas (a decorrer), entre a EDP e Celorico de Basto, seria profícuo e vantajoso. No entanto, neste equilíbrio entre factos e crenças, o parceiro-mor da EDP (a administração central) clarificou o que pretende para Celorico de Basto: desertificá-lo impiedosamente em função dos interesses económicos e partidários de muita, e muita, gente mediaticamente respeitável. Perante esta realidade assustadora, e ao iminente fecho de mais um serviço estatal, o executivo irá jogar o seu trunfo. Um trunfo, independentemente das razões, que, hipoteticamente, poderá fortalecer a contestação.

Marco Gomes, in Remisso - 16 de Fevereiro de 2011
Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega (Cabeceiras de Basto)

Barragem de Fridão - Moeda para a Saúde: SAP nocturno de Celorico de Basto fecha hoje





Barragem de Fridão - Moeda para a Saúde
SAP nocturno de Celorico de Basto fecha hoje

O Serviço de Atendimento Permanente (SAP) nocturno de Celorico de Basto vai encerrar esta terça-feira às 24h00, revelou à agência Lusa fonte autárquica.

A Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-N), contactada pela Lusa, não confirmou a decisão, mas a fonte autárquica insiste que a informação já foi transmitida pela tutela ao Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Baixo Tâmega.

O SAP nocturno de Celorico de Basto, que funciona no centro de saúde local, serve as populações deste concelho e do município vizinho de Mondim de Basto.

Face à decisão de encerramento, a alternativa mais próxima será a urgência básica do Hospital de Amarante.

Esta decisão, que apanhou de surpresa a Câmara liderada pelo social-democrata Joaquim Mota e Silva, vai levar a autarquia a opor-se à construção da barragem de Fridão, disse à Lusa fonte autárquica.

Quatro utentes por noite

A Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-N) disse que o SAP de Celorico de Basto atende apenas, em média, quatro utentes por noite.

Em comunicado, a ARS-N sublinha que para esta afluência é necessário mobilizar um médico, um enfermeiro, um assistente operacional e um segurança, cujos custos são, em geral, assegurados em horas extraordinárias.

«A agravar esta situação, nem sequer existe capacidade de manter o SAP aberto todos os dias, por ausência de recursos humanos disponíveis», acrescenta.


Redacção / CP, in TVI 24 - 15 de Fevereiro de 2011

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Gestão e Planeamento do Água - VII Congresso Ibérico: Do Minho ao Guadiana



Gestão e Planeamento da Água - VII Congresso Ibérico
Do Minho ao Guadiana

Pedro Brufao Curiel, in Jornal de Notícias, N.º 258, Ano 123 (p. 9) - 14 de Fevereiro de 2011

Barragem de Foz Tua: Primeiro-Ministro visita Trás-os-Montes no fim-de-semana




Barragem de Foz Tua
Primeiro-Ministro visita Trás-os-Montes no fim-de-semana
... e que leve consigo Passos Coelho e Paulo Portas!


O Primeiro-ministro José Sócrates vai deslocar-se ao distrito de Vila Real, numa visita que começa amanhã e decorre até sábado. Apesar do programa ainda não estar fechado, o nosso jornal sabe que o governante vai iniciar a visita em Alijó, com a colocação da primeira pedra na obra de construção da Barragem do Tua. Sócrates deverá ainda passar por Murça, Vidago, Vila Real e Bragança.

in A Voz de Trás-os-Montes - 16 de Fevereiro de 2011

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Mondim de Basto - Rio Tâmega versus Barragem de Fridão: Ponte do Cabril à morte pela cadei(r)a eléctrica




Mondim de Basto - Rio Tâmega versus Barragem de Fridão
Ponte do Cabril à morte pela cadei(r)a eléctrica


Do tempo em que as travessias dos rios se impunham como necessárias para a expansão e domínio dos territórios.

Do tempo em que se ia edificando património que marcou uma época - e que mais tarde veio a ser reconhecido.

Do tempo em que serviu populações para troca de bens e comércio.

Do tempo em que foi travessia nos caminhos de Santiago.

Do tempo em que, contemporaneamente, se classificou como sendo património de interesse nacional.

Do tempo em que foi fruto de vandalismo.

Do tempo em que foi esquecido o seu valor histórico e cultural.

Do tempo em que as pedras deitadas ao rio choraram e reclamaram a sua reposição.

Do tempo do acordar e da sua justa recuperação.

Do tempo em que, salva em cuidados intensivos, se vê no tempo da capitulação final - a cadei(r)a eléctrica - que está aí, a breve prazo, imposta por cima.

Não há pesar que não dê em fartura, para aqueles que livremente dizem: não, obrigado ! consideramos que não há futuro sustentável se abdicarmos daquilo que são os nossos principais valores ambientais, históricos e culturais.

Já não há quem chore os defuntos!

Nova vida, pois então!

A ponte será trasladada e reposta algures - para a humanidade ver.

Que as coisas se querem no seu lugar é crença antiga. Que foi construida naquele lugar, foi por alguma razão; que o rio - naquela parte - que ela atravessa vai morrer afogado pela água da albufeira de Fridão; que não mais será o mesmo atravessar e que museu de cadáveres já temos, obrigado! ... eu sei.

Rio, ponte, capela, moinhos, açudes,... são património dos filhos da terra. Neste jogo entre espadas e copas houve muita batota. E além disso, nem tudo tem preço - ou não devia ter.

Para o futuro vislumbro visitas guiadas ao novo monumento. Para as crianças filhas da terra, travessia com direito a t-shirt decorada com sorriso aberto, solidário e amigo.

Alfredo Pinto Coelho, in O Basto - 12 de Fevereiro de 2011
Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega (Mondim de Basto)

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Mondim de Basto - Barragem de Fridão: Freguesia de Mondim aconselha populações deixadas à deriva




Mondim de Basto - Barragem de Fridão
Freguesia de Mondim aconselha populações deixadas à deriva

A Junta de Freguesia de Mondim de Basto irá promover em conjunto com um jurista - com larga experiência no âmbito das expropriações - , no próximo dia 16 de Fevereiro, pelas 21h00 no auditório do Agrupamento de Escolas de Mondim, uma sessão de esclarecimento para auxiliar os proprietários afectados pela Barragem do Fridão, nas seguintes informações:

- Quais as etapas de um processo de expropriação;
- Quais as documentações necessárias;
- Como podem os proprietários reclamar os seus direitos no caso de expropriação.

Esta iniciativa tem como objectivo abordar o processo de expropriação, enumerar as suas etapas e clarificar junto dos futuros expropriados quais os direitos que têm neste mesmo processo.

Junta de Freguesia de Mondim de Basto - 09 de Fevereiro de 2011

Chaves: Requiem pelo Rio Tâmega - Mais um





Chaves
Requiem pelo Rio Tâmega - Mais um


Vila Meã - Onde o Tâmega entra em Portugal

Hoje vamos pelo nosso Rio Tâmega abaixo e sintamo-nos privilegiados por ainda o poder fazer.

Não sou radical como os ecologistas mais radicais que em questões de ambiente vêem em todos os nossos gestos o fim do mundo. Não o sou tanto mas também tenho as minhas preocupações ambientais e, custa-me ser obrigado a pertencer a uma geração e ter atravessado parte de dois séculos que na história futura vai ficar registada como não amiga do ambiente, principalmente em questões da água e da sua qualidade.

Não sei quantos milhões de anos tem este nosso Rio Tâmega, mas pela certa e tendo em conta que o nosso planeta tem cerca de 4,6 biliões de anos, o nosso Tâmega tem uns bons milhões de anos. Milhões de anos em que naturalmente, sem ninguém o molestar, foi escolhendo livremente o seu melhor caminho por entre serras e montanhas, tomando algum descanso nos vales até finalmente entrar triunfante no Rio Douro. Tive a honra de o conhecer assim, com uns bons milhões de anos em cima, mas ainda virgem na sua pureza e dignidade.


Açude de Vila Verde da Raia - Antiga Praia Flaviense

Infelizmente a nossa vida e a vida do Tâmega não faz parte de um filme onde um final feliz é ditado pelo argumentista. Assim, não sei qual irá ser o final do Rio Tâmega, mas sei que o homem na escrita do seu argumento começou a encaminhá-lo para um final pouco feliz, primeiro, com desculpas da modernidade e do avanço do progresso, começaram a esventrá-lo para dele tirar a matéria-prima das torres e mamarrachos das cidades, ou no nosso caso, da cidade de Chaves, decorriam os finais dos anos 70, continuou pelos anos 80 e 90 e só acabou já neste Século XXI. Curiosamente (penso não estar errado) foi com políticas ambientais do Ministro do Ambiente José Sócrates que se pôs fim à exploração clandestina de areias no Tâmega, a montante de Chaves. Em apenas 30 anos a virgindade e pureza de milhões de anos do Tâmega, apenas num instante da sua vida, via a sua dignidade violada. Acabaram-se os areais mas ficou a mazela e nunca mais o Tâmega foi igual, cristalino, puro, tanto mais que o “progresso” que ajudou a construir (torres e mamarrachos) esvaziaram as aldeias e encheram a cidade de novos inquilinos, um crescimento rápido para o qual a cidade não estava preparada em termos de infra-estruturas básicas, como o abastecimento de água e saneamento e é de novo o Rio Tâmega a ter de pagar a modernidade e o progresso, não só abastecendo de água a cidade ou melhor, emprestando água boa à cidade para lhe ser devolvida em forma de saneamento, problema que ainda hoje não está bem resolvido, pois basta passar pelo desaguar do Ribelas numa noite de verão para se testemunhar isso mesmo.

A partir daqui saiu muita torre e mamarracho - Mas ainda parou a tempo...

Graças a José Sócrates o rio começou a recompor-se. O Ministro do ambiente começa a marcar pontos de simpatia ambientais, ganhou até a confiança do Rio Tâmega, mal ele sabia que o mesmo José Sócrates, ganhando também a confiança dos portugueses, viria a ser Primeiro Ministro e depressa esqueceu as questões ambientais. O grande amigo do Tâmega, com poder, acabaria por tornar-se o seu anunciado carrasco ao permitir e incentivar a construção das barragens em cascata que (a serem construídas) começam praticamente na cidade de Chaves e só terminam em Amarante. Adeus rio Tâmega, pois de rio apenas restará um pequeno troço de cerca 30 quilómetro que vão desde a sua nascente até Vilela do Tâmega, pois a partir de aí passará a ser barragem, ou melhor – barragens.

Este ainda é o nosso Tâmega

Se José Sócrates é o principal carrasco do Rio Tâmega, na história não ficará registado como o único, pois todos os municípios ribeirinhos do Tâmega (leia-se políticos que estão à sua frente), os nossos representantes políticos (leia-se deputados e outros afins) também enfiam a carapuça do carrasco ao deixarem sacrificar um rio a troco de algum mísero lucro que possa dar para a região. Dinheiro envenenado que nem sequer chegará para sepultura do Tâmega. Mas também nós, todos nós, não estamos isentos de culpas ao ignorarmos e ficarmos indiferentes a morte de nosso rio, porque afinal Rio Tâmega não é do Sócrates, nem dos Câmaras os dos deputados, o rio é nosso, de todos nós, é da humanidade e já nem quero falar de outros que também o têm como seu. Enfim, mais um grande negócio entre quem manda e os políticos, com o povo a ajoelhar e a dizer ámen!

Ao passar por Chaves faz as delicias dos Flavienses e não só

Vamos acreditar nesta crise e esperar que ela traga alguns benefícios, pelo menos acreditar que vai poder adiar por uns tempos a morte do Tâmega e sonhar que talvez desperte consciências para continuarmos a poder ter um rio chamado Tâmega, tal como o tem sido durante milhões de anos. Não queria ter de dar razão aos ambientalistas radicais nem fazer parte de uma geração que iniciou o início do fim. Exija-se, pelo menos, que se digam com isenção quais os benefícios e malefícios de uma barragem ou de um conjunto de barragens, como é o caso. Ponham-se nos pratos da balança os anunciados prós e os eternos contras, veja-se para onde pende a balança. Exija-se sinceridade e não a habitual mentira política e de interesses, que neste caso, começou logo pela tomada de decisão de construção destas barragens e os estudos a ela associados, como o do Impacto Ambiental estar a cargo dos donos das barragens e não de uma entidade independente e isenta de interesses na obra.

Curalha - Aqui começa a correr apressado... quase parece suspeitar de uma morte anunciada

Já sei que de pouco valem estes meus escritos, mas pelo menos fica registado que não ajoelho em todas as procissões nem digo ámen a tudo que me querem impingir e tudo isto, como flaviense, pois costumo dizer por aqui que o nevoeiro de Chaves corre nas nossas veias, mas o Rio Tâmega faz parte da nossa alma e do nosso ser. Devemos-lhe o ser flaviense e até o cantamos em hino. Sejamos também os seus verdadeiros amantes, pois só estes é que se beijam…”Ó Chaves linda cidade pelo Tâmega beijada…” – Sejamos flavienses!

Por hoje ficam apenas imagens do Rio até Curalha. Mais oportunidades surgirão de trazer aqui o restante rio, aquele que vai ser assassinado caso as barragens sejam construídas, imagens para memória futura.

Fernando Ribeiro, in Chaves - Olhares sobre a cidade - 12 de Fevereiro de 2011

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Rio Tâmega (de Chaves a Marco de Canaveses)





Rio Tâmega (de Chaves a Marco de Canaveses)
Com Amarante e o Tâmega no coração de «Blogs & Companhia»

Obs.: divulgado em http://emapretoebrancoouacores.blogspot.com/2011/02/palavra-jose-emanuel-queiros.html.

Blogs e Companhia_PGM_07 from Rtv on Vimeo - 26 de Janeiro de 2011

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Página do Leitor - Carta: O "generoso" gesto da EDP para com os mais pobres...



Página do Leitor - Carta
O "generoso" gesto da EDP para com os mais pobres...

José Hélder, in Jornal de Notícias, N.º 221, Ano 123 (p. 46) - 8 de Janeiro de 2011

CEO da EDP: António Mexia a descer



CEO da EDP
António Mexia a descer

in Jornal de Notícias (negócios), N.º 199, Ano 123 (p. 2) - 17 de Dezembro de 2010

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Mexia - Um homem sem senso nem vergonha







Mexia - Um homem sem senso nem vergonha
"Os meus vencimentos estão abaixo do que se paga lá fora"


António Mexia recebeu mais de 3 milhões de euros em 2009.

António Mexia defende que é fundamental manter a capacidade de os lugares públicos atraírem as melhores pessoas.
Em entrevista ao DN e à TSF para o programa ‘Gente que Conta', António Mexia sublinha que o montante de 3,1 milhões que a EDP lhe pagou em 2009 "tem uma forte componente de três anos": salário de 2009, a remuneração variável de 2009 e o prémio de três anos.

O presidente executivo da EDP explica ainda que "resulta exclusivamente daquilo que foi a capacidade de a companhia exceder os seus objectivos, mas no mercado internacional", sublinhando que, se dependesse exclusivamente do mercado nacional, o bónus - o prémio - teria sido nulo".

Além disso, "está muito abaixo daquilo que se paga lá fora", notou.

António Mexia revela ainda que as regras de remuneração na empresa tornaram-se, entretanto, "mais exigentes", com uma componente multianual maior, escusando-se a avançar mais detalhes. "Só gostaria que as pessoas, quando virem o resultado deste ano, e o bónus, dessem tanto destaque à sua redução como deram no ano passado", frisou, referindo-se à grande polémica que o seu vencimento de 2009 deu a nível nacional.

No mesmo comentário Mexia sublinhou ainda que a decisão dos prémios é dos accionistas. "É preciso que as pessoas tenham esta noção: [os prémios] não têm absolutamente nada a ver com o preço da electricidade", disse.

Questionado sobre as iniciativas políticas que visam baixar os salários dos gestores públicos, o presidente executivo da eléctrica nacional defendeu que "é absolutamente fundamental manter a capacidade de os lugares públicos atraírem as melhores pessoas para conseguirem melhores resultados - para o accionista, para os utilizadores, para os consumidores", ressalvando que "EDP é uma empresa privada, portanto não estamos a falar do caso da EDP".


in Económico - 6 de Fevereiro de 2011

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Rio Ovelha: Por terras do Tâmega em defesa da natureza







Rio Ovelha
Por terras do Tâmega em defesa da natureza

in Ar Livre (uma publicação Campo Aberto), n.º 19 (pp. 20 e 21) - Outono-Inverno 2010-2011