sexta-feira, 30 de setembro de 2016

BARRAGENS - EFEITO DE ESTUFA: Reservoirs play substantial role in global warming


BARRAGENS - EFEITO DE ESTUFA 
Reservoirs play substantial role in global warming

John Harrison
VANCOUVER, Wash. – Washington State University   researchers say the world’s reservoirs are an underappreciated source of greenhouse gases, producing the equivalent of roughly 1   gigaton of carbon dioxide a year, or 1.3 percent of all greenhouse gases produced by humans.

That’s more greenhouse gas production than all of Canada.
Writing in next week’s journal BioScience, the WSU researchers say reservoirs are a particularly important source of methane, a greenhouse gas that is 34 times more potent than carbon dioxide over the course of a century. Reservoir methane production is comparable to rice paddies or biomass burning, both of which are included in emission estimates of the Intergovernmental Panel on Climate Change, the leading international authority on the subject.


John Harrison, co-author and associate professor in the WSU Vancouver School of the Environment, last month attended a meeting in Minsk, Belarus, to discuss including reservoir emissions in a planned 2019 IPCC update of how countries report their greenhouse gas inventories.


Methane accounts for 80 percent

“We had a sense that methane might be pretty important but we were surprised that it was as important as it was,” said Bridget Deemer, WSU research associate and lead author. “It’s contributing right around 80 percent of the total global warming impact of all those gases from reservoirs. It’s a pretty important piece of the budget.”


The BioScience analysis, which drew on scores of other studies, is the largest and most comprehensive look to date at the link between reservoirs and greenhouse gases, Harrison said.


A recent photo of a reservoir on the Snake River in Washington.
(Photo by Shelly Hanks, WSU Photo Services)

“Not only does it incorporate the largest number of studies,” he said. “It also looks at more types of greenhouse gases than past studies.”

Acre per acre, reservoirs emit 25 percent more methane than previously thought, he said.

The researchers acknowledge that reservoirs provide important services like electrical power, flood control, navigation and water. But reservoirs have also altered the dynamics of river ecosystems, impacting fish and other life forms. Only lately have researchers started to look at reservoirs’ impact on greenhouse gases.

“While reservoirs are often thought of as ‘green’ or carbon neutral sources of energy, a growing body of work has documented their role as greenhouse gas sources,” Deemer, Harrison and their colleagues write.

Gases from decomposing organic matter

Unlike natural water bodies, reservoirs tend to have flooded large amounts of organic matter that produce carbon dioxide, methane and nitrous oxide as they decompose. Reservoirs also receive a lot of organic matter and “nutrients” like nitrogen and phosphorous from upstream rivers, which can further stimulate greenhouse gas production.

In 2000, BioScience published one of the first papers to assert that reservoir greenhouse gases contribute substantially to global warming. Since then, there has been a nine-fold increase in studies of reservoirs and greenhouse gases. Where earlier studies tended to be confined to reservoirs behind power stations, the newer studies also looked at reservoirs used for flood control, water storage, navigation and irrigation.

The WSU researchers are the first to consider methane bubbling in models of reservoir greenhouse gas emissions. Also, while previous papers have found that young, tropical reservoirs emit more methane than older, more northern systems, this study finds that the total global warming effect of a reservoir is best predicted by how biologically productive it is, with more algae and nutrient rich systems producing more methane.

The authors also report higher per-area rates of methane emission from reservoirs than have been reported previously. This means that acre-for-acre the net effect of new reservoirs on atmospheric greenhouse gases will be greater than previously thought. Reservoir construction around the globe is expected to proceed rapidly in coming decades.

Largest study of reservoir greenhouse gas emissions

“There’s been a growing sense in the literature that methane bubbles are a really important component of the total emissions from lake and reservoir ecosystems,” said Deemer. “This study revisited the literature to try and synthesize what we know about the magnitude and control on methane emissions and other greenhouse gases—carbon dioxide and nitrous oxide.”

The result is that, in addition to being the largest study of reservoir greenhouse gas emissions to date, it is the first to comprehensively look at the flow of all three major greenhouse gases—carbon dioxide, methane and nitrous oxide—from reservoirs to the atmosphere.

The work is in keeping with WSU’s Grand Challenges, a suite of research initiatives aimed at large societal issues. It is particularly relevant to the challenge of sustainable resources and its themes of supplying food, energy and water for future generations.

Funding sources include the U.S. Army Corps of Engineers Climate Preparedness and Resilience Programs, the National Science Foundation and the U.S. Environmental Protection Agency. None of the funders had a role in the design of the research or the interpretation of its results.
 
Contact:
John Harrison, WSU Vancouver School of the Environment, 360-546-9210, 
john_harrison@wsu.edu

Eric Sorensen (WSU science writer), in WSU News - September 28, 2016


 

ENERGIAS RENOVÁVEIS - BARRAGENS: Há um novo culpado pela emissão de gases com efeito de estufa







ENERGIAS RENOVÁVEIS - BARRAGENS
HÁ UM NOVO CULPADO PELA EMISSÃO DE GASES COM EFEITO DE ESTUFA



Más notícias para o ambiente: os cientistas descobriram que as barragens e os reservatórios emitem dióxido de carbono (CO2), um dos principais gases com efeito de estufa que provoca o aquecimento global do planeta.

Barragens e reservatórios que são construídas para armazenar energia hidroelétrica "limpa" e regar as colheitas produzem afinal toneladas de gases com efeito de estufa todos os anos - 1,3% do total da pegada ecológica humana.

O estudo dos investigadores da Washington State University vai ser publicado na próxima semana na revista Bioscience.

Os gases com efeito de estufa - dióxido de carbono (CO2), metano (CH4), clorofluorcarbonetos (CFCs), ozono (O3) e óxido nitroso (N2O) - estão na origem do aquecimento global do planeta que está a atingir valores recorde.

Os maiores emissores são a China (20% do total) e os EUA (18%).

Portugal - que hoje ratificou o Acordo de Paris para as alterações climáticas - representa cerca de 0,12% das emissões mundiais, com 65 milhões de toneladas por ano, mas está integrado na União Europeia, responsável por cerca de 12% das emissões totais.


Terra pode ficar intoleravelmente quente com a atual concentração gases
A Terra pode ficar intoleravelmente quente, mesmo se os gases com efeito de estufa (GEE) na atmosfera permanecerem nos níveis atuais, segundo a primeira reconstituição das temperaturas terrestres ao longo de dois milhões de anos, divulgada hoje.

"A estabilização dos níveis atuais dos gases com efeito de estufa pode colocar a Terra numa trajetória de aquecimento de cinco graus Celsius (5ºC) no próximo milénio", concluíram os autores do estudo publicado na revista científica Nature.

Este é o valor médio do previsto intervalo de aquecimento, situado entre 3ºC e 7ºC.

Mesmo um aquecimento global de 3ºC, no longo prazo, pode desencadear um turbilhão de impactos das alterações climáticas, incluindo tempestades marítimas, reforçadas pela subida do nível das águas, ondas de calor mortíferas e inundações severas, especificou-se no estudo.

O Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) já avançou que as atuais concentrações do principal gás com efeito de estufa, o dióxido de carbono (CO2), na atmosfera, que já supera as 400 partes por milhão (ppm), vão forçar um aquecimento global médio da temperatura média entre 2ºC e 2,4ºC em relação ao nível pré-industrial.

As ppm referem-se à representação dos gases por milhão de moléculas.
O valor de referência para esta subida da temperatura considerado um limite para permitir alguma segurança à humanidade em muitas regiões é os 2ºC.

Mas uma recente intensificação de eventos climáticos extremos forçou os líderes mundiais a inscreverem um objetivo ainda mais exigente, incluindo a expressão "bem abaixo dos 2ºC" no Acordo de Paris, alcançado por 195 Estados, em dezembro.

O planeta já aqueceu 1ºC acima da temperatura de referência, a do período pré-industrial, e pode chegar aos 1,5ºC dentro de uma década, afirmaram cientistas, numa conferência em Oxford na semana passada.

Este novo estudo, da paleoclimatóloga Carolyn Snyder, do Programa Interdisciplinar em Ambiente e Recursos da Universidade de Stanford, no Estado norte-americano da Califórnia, é o primeiro a juntar um registo contínuo de médias de temperaturas terrestres desde há dois milhões de anos.

Catarina Solano de Almeida, in SIC Notícias - 30 de Setembro de 2016

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

ENERGIAS RENOVÁVEIS - BARRAGENS: Metano gerado nas barragens equivale ao das emissões de dióxido de carbono do Brasil





ENERGIAS RENOVÁVEIS - BARRAGENS
METANO GERADO NAS BARRAGENS EQUIVALE AO DAS EMISSÕES DE DIÓXIDO DE CARBONO DO BRASIL

O metano tem origem na decomposição da matéria orgânica que se acumula no fundo das barragens

O metano - um gás que gera 25 vezes mais efeito de estufa do que o dióxido de carbono - libertado nas barragens, pode equivaler a todas as emissões do Brasil, revela um estudo a publicar na BioScience.

O metano - um gás 25 vezes mais potente que o dióxido de carbono como indutor do efeito de estufa, responsável pelas alterações climáticas - pode ser encontrado em lagos e rios em grandes quantidades. Este gás liberta-se, maioritariamente, através de bolhas criadas no fundo da água, segundo um estudo que irá ser publicado na revista BioScience. A quantidade de gás libertado pelas barragens pode representar uma gigatonelada de dióxido de carbono, algo quase equivalente a todas as emissões do Brasil, o sétimo país do mundo que mais emite.

Os investigadores analisaram mais de 200 estudos para verificar a contribuição das barragens para a emissão de gases nocivos para a atmosfera. O que acontece é que a criação de imensos lagos artificiais onde a água fica represada para a produção de energia ou para irrigação acaba por criar as condições perfeitas para uma maior emissão de gases como o metano.

John Harrisson, um dos co-autores, disse à Popular Science, que é conhecido que os sistemas naturais produzem metano, "mas o que estes estudos demonstraram foi que os lagos artificiais produzem metano mais rapidamente que os outros sistemas". Esse investigador explica como é que isso sucede: quando o curso de um rio é interrompido por uma barragem para criar um lago, a matéria orgânica que fica no solo, a vegetação que fica submersa e ainda os organismos que continuam a ser transportados pelos rios e depois se depositam no fundo dos reservatórios acabam por ser convertidos pelos micro-organismos em metano e dióxido de carbono, gases que depois se libertam sob a forma de bolhas, por regra de muito pequena dimensão. Harrisson acrescenta que um dos factores que pode aumentar a emissão desses gases poluentes é o de, nas margens destas reservas de água, se utilizarem fertilizantes ricos em nitratos.

O cientista afirma que o metano é um gás menos solúvel, pelo que é possível detectar a sua libertação através das pequenas bolhas criadas nos fundos dos lagos e que depois sobem à superfície.

As emissões provocadas por essas águas paradas têm tendência para aumentar devido ao aumento da construção de lagos artificiais.

O estudo conclui ainda que as emissões de gases poluentes através das barragens e lagos são 25% mais elevadas do que aquilo que era estimado.

in Observador - 29 de Setembro de 2016

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

PNBEPH - RIO TÂMEGA: Universidade do Porto questiona impacto da Barragem do Alto Tâmega na extração de lítio


PNBEPH - RIO TÂMEGA

UNIVERSIDADE DO PORTO QUESTIONA IMPACTO DA BARRAGEM DE ALTO TÂMEGA NA EXTRACÇÃO DE LÍTIO

Investigadores da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto estão a estudar os impactos da construção da barragem do Alto Tâmega, no Norte do país, na extração do lítio necessário para as indústrias vidreiras, de cerâmica e químicas.

"O que está em causa é pôr em risco uma atividade que já existe na atualidade com quatro empresas (indústria cerâmica e vidreira) e matar à nascença uma que poderia ser de mais-valia, que é o caso da extração de minérios de lítio (por exemplo, espodumena) para a produção de concentrados de litiníferos, usados para criar derivados essenciais na fabricação de baterias para os carros híbridos ou elétricos", explicou à Lusa o investigador Alexandre Lima.

De acordo com o geólogo, Portugal é considerado um dos dez maiores produtores a nível mundial de minérios de lítio, material que é também aplicado nas tecnologias para gerar e armazenar energia, fabricação de lubrificantes e produção farmacêutica e de ar condicionado bem como produção de ligas leves para a indústria aeroespacial.

Com o aumento do preço deste metal, "que triplicou nos últimos meses", "empresas de vários países contactaram a Universidade do Porto para verificar a possibilidade de desenvolver projetos de prospeção e avaliação em alguns dos depósitos de lítio portugueses para a indústria química".

Um desses exemplos é a indústria automóvel, em que a utilização deste material vai aumentar "de modo especial" devido à substituição do parque automóvel atual por carros híbridos e elétricos e ao crescente armazenamento de energia em baterias gigantes para resolver problemas de fornecimento, referiu Alexandre Lima.

Segundo o investigador, o lítio vai ser ainda "estratégico", num futuro a médio e longo prazo, na área dos combustíveis para energia nuclear.

Há, no entanto, situações "que não podem ser controladas", como é o caso do ordenamento de território. "Neste momento estão a ocorrer alguns conflitos de interesse a nível de áreas que vão ser ocupadas por outras indústrias, nomeadamente para a construção das barragens previstas para o Norte de Portugal, que põem em causa este potencial".

"A fauna e flora têm mecanismos de proteção e de adaptação, mas os recursos geológicos só podem ser explorados no local onde se encontram", explicou, acrescentando que se forem inviabilizados alguns dos depósitos minerais de lítio em Portugal "pode-se condicionar o negócio na totalidade do território nacional, pois são necessários consideráveis volumes para que exista viabilidade económica deste tipo de projeto".

O investigador defende que uma das possibilidades para resolver esta questão é explorar primeiro os depósitos minerais que vão ser afetados, utilizando, posteriormente, o material que não servir para a indústria química na construção da barragem.

"Estamos na vanguarda em termos de investigação e em conseguir atrair a indústria mundial do lítio para o nosso país, mas vejo nuvens negras neste potencial se não houver salvaguarda dos recursos geológicos", concluiu o investigador.

Lusa, in RTP Notícias, 17 de Agosto de 2016

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

PNBEPH: Cancelamento de barragens poupa 72 milhões em incentivo ao investimento





PNBEPH
CANCELAMENTO DE BARRAGENS POUPA 72 MILHÕES EM INCENTIVOS AO INVESTIMENTO

O cancelamento da construção das barragens do Alvito e de Girabolhos poupou cerca de 72 milhões de euros em incentivo ao investimento, de acordo com a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).

No estudo ao regime de atribuição de incentivos à garantia de potência, divulgado hoje, a ERSE estima que a construção destas duas barragens tivessem incentivos anuais de 3,6 milhões de euros até 3032.

A garantia de potência é uma renda anual destinada a apoiar a manutenção de um permanente estado de prontidão das centrais térmicas para acorrer às necessidades de garantia de abastecimento do sistema elétrico nacional.

Além de um incentivo à disponibilidade, este mecanismo comporta um incentivo ao investimento, destinado a apoiar a realização de investimento em tecnologias de produção a partir de fontes hídricas, com duração de dez anos.

Os encargos associados ao mecanismo de garantia de potência são suportados por todos os consumidores de energia elétrica, sendo repercutidos na tarifa de uso global de sistema ou noutra tarifa aplicável à globalidade dos consumidores de energia elétrica.

Segundo o estudo divulgado hoje pela ERSE, até 2032, o montante global associado ao incentivo ao investimento (hídrica) totaliza cerca de 356 milhões de euros e o montante associado ao incentivo à disponibilidade (térmica) cerca de 309 milhões de euros, perfazendo um valor total de 665 milhões de euros.

Estes valores já não incluem os custos associados a estas duas barragens nem à barragem do Fridão, cuja construção foi suspensa por três anos.

Lusa, in
Notícias ao Minuto, 27 de Julho de 2016


PNBEPH - RIO TÂMEGA: A Barragem de Fridão no jogo dos políticos profissionais


PNBEPH - RIO TÂMEGA
A BARRAGEM DE FRIDÃO NO JOGO DOS POLÍTICOS PROFISSIONAIS





quinta-feira, 21 de abril de 2016

PNBEPH - CELORICO DE BASTO: Anulação de barragens revolta autarca de Celorico de Basto







PNBEPH - CELORICO DE BASTO
ANULAÇÃO DE BARRAGENS REVOLTA AUTARCA DE CELORICO DE BASTO

Joaquim Mota e Silva diz que a não decisão do Governo é "inadmissível" e coloca em causa o futuro da região.


O presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto diz que a suspensão, por três anos, da decisão de avançar ou não com a construção da barragem do Fridão, no rio Tâmega, é "um ato de guerra do Governo" contra os municípios da região.

"Há oito anos que vivemos neste impasse e agora o Governo vem dizer que a decisão de construir ou não a barragem vai ter de esperar mais três anos. Ora isto é inadmissível e põe em causa o futuro de autarquias, empresas e pessoas de toda esta região", diz Joaquim Mota e Silva, para quem "pior do que uma má decisão é não decidir coisa nenhuma".

Esta barragem do Fridão, pela qual a EDP pagou ao Estado português 231,7 milhões de euros, integrava o projeto das ‘Cascatas do Tâmega’, que implicava a construção, neste curso de água, de quatro barragens.


Segundo o último anúncio do Governo, vão ser construídas três das estruturas, as que foram entregues à espanhola Iberdrola por um valor próximo de mil milhões de euros, ficando esta, de Fridão, à espera de uma decisão até 2019.

Joaquim Mota e Silva diz que esta situação não faz qualquer sentido. "Estamos perante uma situação inacreditável, que causa uma enorme revolta e que vai motivar fortes protestos da nossa parte", diz o autarca, acrescentando que "ou são construídas as barragens todas ou não é construída nenhuma".

A Câmara de Celorico de Basto vai realizar um estudo económico sobre este caso e o autarca admite levar o caso aos tribunais, exigindo que o município seja ressarcido dos "enormes prejuízos" causados "pela falta de planeamento estratégico dos sucessivos governos".

"Quarenta por cento da área da albufeira fica em Celorico e, por incúria, temos todo um território com o PDM suspenso", afirma Mota e Silva. 

Secundino Cunha, in Correio da Manhã - 20 de Abril de 2016

PNBEPH - EDP completamente de acordo com adiamento por três anos da barragem de Fridão






PNBEPH - ENERGIA
EDP COMPLETAMENTE DE ACORDO COM ADIAMENTO POR TRÊS ANOS DA BARRAGEM DE FRIDÃO


Lisboa, 19 abr (Lusa) - A EDP concorda "completamente" com a decisão do Governo de suspender por três anos a barragem do Fridão, após a reavaliação do Programa Nacional de Barragens, que ditou o cancelamento das barragens do Alvito e de Girabollhos.

"É uma decisão com a qual concordamos completamente. É uma vontade de ambas as partes", afirmou hoje o presidente executivo da EDP, no final da assembleia-geral de acionistas.

Em declarações aos jornalistas, António Mexia disse hoje que a elétrica concorda "completamente" com a decisão do Governo de adiar por, até três anos, o investimento na barragem do Fridão, no rio Tâmega, defendendo que esse projeto "não é urgente".

Já em relação ao cancelamento da barragem do Alvito, também da EDP, o gestor lembrou que a empresa tinha comunicado "há mais de um ano o não interesse em prosseguir com o investimento".
Ainda assim, acrescentou, a EDP assumiu o compromisso de trabalhar com as autarquias - abrangidas pelo Fridão - no sentido de desenvolver algumas contrapartidas para o desenvolvimento regional.
"O compromisso é que, independentemente do alargamento do prazo, iremos trabalhar com as autarquias no sentido de desenvolver algumas contrapartidas", explicou.

O Governo decidiu cancelar a construção das barragens do Alvito, da EDP, e de Girabolhos, da Endesa, suspender por três anos a barragem do Fridão - também da EDP - e manter a construção da Barragem do Tâmega, da Iberdrola, após a reavaliação do Programa Nacional de Barragens.

Em comunicado, o Ministério do Ambiente indica que na base desta decisão estão critérios jurídicos, financeiros, expectativas dos municípios abrangidos, metas das energias renováveis e descarbonização da economia portuguesa.

JNM (MCL) // ATR, in Porto Canal - 19 de Abril de 2016

PNBEPH - Ambientalistas e autarcas contestam revisão do Programa Nacional de Barragens





PNBEPH - MINISTÉRIO DO AMBIENTE
AMBIENTALISTAS E AUTARCAS CONTESTAM REVISÃO DO PROGRAMA NACIONAL DE BARRAGENS

O ministro do Ambiente anunciou o cancelamento de empreendimentos que já tinham caído por decisão das entidades promotoras, mas mantém barragens que terão custos elevados para o país.


A barragem de Foz Tua é um dos empreendimentos contestados pelos ambientalistas

O Ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, anunciou, esta terça-feira, o cancelamento das barragens de Alvito e Girabolhos e a suspensão de Fridão no âmbito da revisão do Programa Nacional de Barragens (PNB). No entanto, o GEOTA (Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente) e a LPN (Liga para a Protecção da Natureza) acusam o Governo de farsa.

“Nem autarcas, nem associações de defesa do ambiente ou desenvolvimento local foram envolvidos no processo ou tiveram oportunidade para discutir o relatório”, escrevem num comunicado de imprensa conjunto as duas associações. “O Governo apenas negociou com as elétricas e acabou por decidir exclusivamente em nome dos interesses dessas empresas e não em nome do interesse nacional.”

As associações ambientalistas congratulam-se com o facto de pela primeira vez, deste 2007, ter sido feito um exercício de avaliação do Programa Nacional de Barragens de Elevado Potencial Hidroelétrico e consideram positivo o cancelamento definitivo da construção dos empreendimentos hidroelétricos de Alvito, no rio Ocreza, e Girabolhos-Bogueira, no rio Mondego, mas mostram que as decisões não são recentes nem resultam da revisão do PNB.
  • A ideia da construção da barragem do Alvito já tinha caído, em 2011, por decisão da EDP, mas a decisão só agora foi conhecida, refere o comunicado;
  • O aproveitamento da hidroelétrica de Girabolhos-Bogueira cai por decisão da concessionária Endesa e sem intervenção do Estado, dizem as associações.
Os presidentes das câmaras das regiões interessadas também reclamam o facto de não terem sido ouvidos nas decisões relativas à revisão do PNB. “Exige-se ao Governo e ao Grupo Endesa um conjunto de medidas de compensação para as comunidades atingidas com esta decisão, uma vez que, durante décadas, foram criadas altas expectativas sobre o projeto”, referem os presidentes das câmaras de Seia, Gouveia, Nelas e Mangualde, num comunicado conjunto, citado pelo Jornal de Notícias. A concelhia do PS de Seia criticou o “comportamento incompreensível e inaceitável que ignora as regras básicas de cordialidade e o princípio do dever de lealdade e respeito institucional entre entidades legítimas”.

GEOTA e LPN apontam ainda outros problemas nesta revisão do PNB. A viabilidade económica do Fridão está comprometida desde maio de 2015 e o ministro do Ambiente reconheceu que a hidroelétrica não tem interesse para o sistema elétrico nacional, mas as populações de Amarante e das Terras de Basto terão de passar pelo menos mais três anos sem puderem usar os terrenos que poderiam vir a fazer parte da albufeira.

O ministro do Ambiente autorizou ainda o o avanço das barragens do Sistema do Eletroprodutor do Tâmega (Daivões, Gouvães e Alto Tâmega) com o argumento de que as obras já começaram. “É falso“, afirmam as associações ambientalistas. “Não há obras significativas nem qualquer intervenção nos cursos de água (Tâmega e Torno/Louredo).

Em Daivões e Alto Tâmega a montagem de estaleiros e abertura/melhoramento de acessos começou a ser feita apenas em janeiro de 2016, já depois de o Governo ter anunciado que a reavaliação do PNBEPH abrangeria apenas as obras que não se tinham iniciado. Em Gouvães não há qualquer intervenção”, escrevem em comunicado.

No comunicado emitido pela GEOTA e LPN, as associações ambientalistas apontam os impactos que estas barragens podem ter.
  • Uma avaliação às barragens de Foz Tua, Fridão e Sistema Eletroprodutor do Tâmega (SET) aponta que produzirão apenas 0,4% da energia do país (2% da eletricidade);
  • GEOTA e LPN estimam que os custos para o país e consumidores sejam 30 vezes superiores aos custos da denúncia dos contratos do Fridão e Tâmega;
  • Mantendo a construção do Fridão e SET, o Governo autoriza a EDP e a Iberdrola a tirar às famílias portuguesas 10,4 mil milhões de euros – equivalente a um acréscimo médio na fatura elétrica de 5%;
  • Não foram avaliados os impactos cumulativos de todas estas barragens na degradação da qualidade da água, nos obstáculos à conectividade dos ecossistemas, na erosão costeira, no microclima que afetará a produção de vinho;
  • A declaração de impacte ambiental do SET caducou em 2010 e a do Fridão em 2013;
  • Não foi equacionada a eliminação dos subsídios à construção das novas barragens que, para as barragens já construídas ou autorizadas, ascenderá a 22 milhões de euros por ano.
Vera Novais, in Observador - 20 de Abril de 2016

PNBEPH - “Adiar Fridão é uma decisão com a qual concordamos completamente”







PNBEPH - ENERGIA 
“ADIAR FRIDÃO É UMA DECISÃO COM A QUAL CONCORDAMOS COMPLETAMENTE”



O presidente executivo da EDP, António Mexia, diz que a barragem do Fridão "não é urgente" e que já tinham decidido não avançar com a barragem do Alvito, agora cancelada.

A EDP está “completamente” de acordo com a decisão do Governo em suspender por três anos a barragem do Fridão. “É uma decisão com a qual concordamos completamente”, disse o presidente executivo da empresa, António Mexia, na conferência de imprensa que deu no final da Assembleia Geral de acionistas que decorreu esta tarde em Lisboa. 

De acordo com o gestor, o projeto “não é urgente” porque houve “um decréscimo do consumo” e porque não atrapalha os planos da empresa, nem no que respeita ao investimento a realizar nem no que respeita ao dinheiro a encaixar. Segundo Mexia, a EDP tem já muitos outros projetos que vão dar cash flow positivo, além de que uma barragem não pode ser vista como um investimento a um ano. “É um projeto a 70 anos”, comentou. 

Contudo, Mexia disse que, apesar do adiamento por três anos, a EDP vai pagar na mesma as contrapartidas que tinha acordado pagar às autarquias, mas de forma faseada. “O que ficou acordado é desenvolver já algumas dessas contrapartidas e não as adiar por três anos”, adiantou na mesma ocasião.

Quanto à outra decisão que o Governo anunciou ontem no âmbito da revisão do Plano Nacional de Barragens, e que diz respeito ao cancelar a barragem do Alvito, também um empreendimento da EDP ganho na mesma altura que de Fridão, Mexia disse estar tranquilo porque a própria empresa já tinha comunicado o ano passado que não iria prosseguir com o projeto.

Ana Baptista, in DinheiroVivo - 19 de Abril de 2016

PNBEPH - Mondim de Basto lamenta “não decisão” do Governo quanto à barragem de Fridão


PNBEPH - TÂMEGA
MONDIM DE BASTO LAMENTA "NÃO DECISÃO" DO GOVERNO QUANTO À BARRAGEM DE FRIDÃO

O presidente da Câmara de Mondim de Basto lamentou, esta segunda-feira, a “não decisão” do Governo relativamente à barragem de Fridão e frisou que a situação de impasse se vai manter devido à suspensão por três anos.
O Governo anunciou que decidiu cancelar a construção das barragens do Alvito e de Girabolhos, suspender por três anos a barragem do Fridão e manter a construção das barragens do Tâmega, após concluir a reavaliação do Programa Nacional de Barragens.
A barragem do Fridão afetaria os concelhos de Amarante, Cabeceiras de Basto, Celorico de Basto, Mondim de Basto e uma pequena parcela do território de Ribeira de Pena.
Depois de uma reunião com o ministro do Ambiente, o presidente da Câmara de Mondim de Basto, o socialista Humberto Cerqueira, disse ter ficado desagradado com a “não decisão” anunciada pelo Governo.
“O nosso desagrado não é com o adiamento é sobretudo com o facto de não haver qualquer decisão. Esta suspensão vai manter a situação de impasse e vai contra as expectativas e contra tudo o que temos defendido”, lamentou o autarca.
Por causa do empreendimento hidroelétrico de Fridão, concessionado à EDP, foram já criadas as áreas de proteção daquela que seria a futura albufeira o que condicionou a realização de obras ou outras intervenções nestes espaços.
Para além disso, em julho de 2010, foi assinado um protocolo entre a EDP, a então Estradas de Portugal e o município de Mondim de Basto, que assegurava a concretização de uma estrada de ligação a Celorico de Basto e que é “há muito reivindicada” pela população deste concelho.
Humberto Cerqueira teme que a concretização desta via rodoviária possa agora ficar em causa e, por isso mesmo, garantiu que se o “Governo PS não resolver este problema” também não estará disponível para se candidatar pelo Partido Socialista nas próximas eleições autárquicas.
“Se o Governo não tratar bem o município de Mondim de Basto o seu presidente pode ser candidato independente nas próximas eleições. Ponho os interesses do meu município acima dos interesses partidários”, sustentou.
Humberto Cerqueira disse que o seu concelho “tem sido esquecido pelos sucessivos governos” e referiu que o anterior executivo PSD/CDS “comprometeu-se com os autarcas e não cumpriu”.
Salientou ainda que, agora, o anúncio feito pelo Governo PS “se encaixa num contexto de acordo do Governo com um partido que acabou por impor a reavaliação do Plano de Barragens”.
“O município de Mondim de Basto não tem culpa nenhuma, nem que o Governo anterior se tenha comprometido e tenha falhado e nem tem culpa desta solução governativa que acabou por ter este desfecho”, salientou.
Ainda no distrito de Vila Real, foi decidido manter a construção das três barragens que integram o Sistema Eletroprodutor do Tâmega (Gouvães, Alto Tâmega e Daivões).
“É com satisfação que temos conhecimento que as barragens no Alto Tâmega continuam”, afirmou o presidente da Câmara de Vila Pouca de Aguiar, Alberto Machado.
No terreno, a espanhola Iberdrola tem já em curso alguns trabalhos, nomeadamente a nível de acessos, e garantiu que, em 2016, vai começar a construção da barragem de Daivões.
Segundo a concessionária as barragens deverão estar concluídas em 2023 e o maior volume de trabalhos concentra-se entre os anos 2018 e 2020.
in O Minho - 18 de Abril de 2016

quarta-feira, 20 de abril de 2016

EDP - Aumentos na EDP. “É tudo normal”, diz Catroga









EDP
AUMENTOS NA EDP. “É TUDO NORMAL”, DIZ CATROGA

O presidente não executivo da EDP diz a proposta de alterar os ordenados foi aceite em massa por todos os acionistas presentes ontem na Assembleia Geral.

O presidente do Conselho Geral e de Supervisão (CGS) da EDP, Eduardo Catroga, diz que o aumento do salário do CEO da empresa, António Mexia, para um máximo de 2,6 milhões de euros este ano e no próximo, é “normal”. “É o Conselho Geral e de Supervisão que tem como função e competência a definição da remuneração do Conselho de Administração Executivo. É um tema importante e neste mandato a nova Comissão de Vencimentos entendeu reponderar a política de remunerações, olhando para o mercado nacional, para a EDP e para o mercado ibérico. O plenário considerou a proposta adequada e, portanto, tudo normal”, disse, ontem após a Assembleia Geral de acionistas que votou essas alterações.
Ana Baptista, in Dinheiro Vivo - 20 de Abril de 2016

EDP - António Mexia pode ganhar até 2,6 milhões em 2016

 

 




EDP
ANTÓNIO MEXIA PODE GANHAR ATÉ 2,6 MILHÕES EM 2016
 
O presidente executivo da EDP, António Mexia, pode ganhar até 2,6 milhões de euros em 2016, entre remunerações fixas e variáveis, mais 600 mil do que em 2015, de acordo com a proposta de remuneração aprovada hoje.
 
A proposta da comissão de vencimentos da EDP vem na sequência de um estudo que sugere que, "para alinhar a atual política com as praticadas no mercado, são necessários alguns ajustamentos ao nível da remuneração fixa e dos indicadores de desempenho utilizados para o cálculo da remuneração variável anual e plurianual".
 
Esta proposta foi aprovada com 99,65% do capital representado na reunião de acionistas, que também aprovaram as contas relativas ao exercício de 2015 e a distribuição de um dividendo de 18,5 cêntimos por ação.
 
De acordo com a proposta de remuneração, o ordenado fixo anual de António Mexia em 2016 e 2017 sobe para os 800 mil euros, mais 33% face aos 600 mil em 2015. A este montante soma-se uma componente variável, que pode ser o dobro da parte fixa, e depende da avaliação do desempenho do conselho executivo.
 
Já o administrador financeiro (CFO), Nuno Alves, e o presidente da EDP Renováveis, Manso Neto, vão receber 560 mil euros de remuneração fixa anual cada. Os restantes elementos do conselho de administração executivo têm uma remuneração de 480 mil euros.

in Jornal de Notícias - 19 de Abril de 2016

PNBEPH - TÂMEGA: Mondim de Basto lamenta "não decisão" do Governo quanto à Barragem de Fridão






PNBEPH - TÂMEGA
MONDIM DE BASTO LAMENTA "NÃO DECISÃO" DO GOVERNO QUANTO À BARRAGEM DE FRIDÃO


O presidente da Câmara de Mondim de Basto lamentou hoje a "não decisão" do Governo relativamente à barragem de Fridão e frisou que a situação de impasse se vai manter devido à suspensão por três anos.

O Governo anunciou que decidiu cancelar as barragens do Alvito e de Girabolhos, suspender por três anos a barragem do Fridão e manter a construção das barragens no Tâmega, após concluir a avaliação do Programa Nacional de Barragens.

 A barragem do Fridão afetaria os concelhos de Amarante, Cabeceiras de Basto, Celorico de Basto, Mondim de Basto e uma pequena parcela do território de Ribeira de Pena.
Depois de uma reunião com o ministro do Ambiente, o presidente da Câmara de Mondim de Basto, o socialista Humberto Cerqueira, disse ter ficado desagradado com a "não decisão" anunciada pelo Governo.

"O nosso desagrado não é com o adiamento, é sobretudo com o facto de não haver qualquer decisão. Esta suspensão vai manter a situação de impasse e vai contra as expectativas e contra tudo o que temos defendido", lamentou o autarca à agência Lusa.

Por causa do empreendimento hidroelétrico de Fridão, concessionado à EDP, foram já criadas as áreas de proteção daquela que seria a futura albufeira, o que condicionou a realização de obras ou outras intervenções nesses espaços.

Para além disso, em Julho de 2010, foi assinado um protocolo entre a EDP, a então Estradas de Portugal, e o município de Mondim de Basto, que assegurava a s concretização de uma estrada de ligação a Celorico de Basto e que é "há muito é reivindicada" pela população deste concelho do distrito de Vila Real.

Humberto Cerqueira teme que a concretização desta via rodoviária possa agora ficar em causa e, por isso mesmo, garantiu que se o "Governo PS não resolver ente problema", também não estará disponível para se candidatar pelo Partido Socialista nas próximas eleições autárquicas.

"Se o Governo não tratar bem o município de Mondim de Basto o seu presidente pode ser candidato independente nas próximas eleições. Ponho os interesses do meu município acima dos interesses partidários", sustentou.

Humberto Cerqueira disse que o seu concelho "tem sido esquecido pelos sucessivos governos" e referiu que o anterior executivo PSD/CDS "comprometeu-se com os autarcas e não cumpriu".

Salientou ainda que, agora, o anúncio feito pelo Governo PS "se encaixa num contexto de acordo do Governo com um partido que que acabou por impor a reavaliação do Plano de Barragens".

"O município de Mondim de Basto não tem culpa nenhuma, nem que o  Governo anteriores tenha comprometido e tenha falhado e nem tem culpa desta decisão governativa que acabou por ter este desfecho", salientou.

Ainda no distrito de Vila Real, foi decidido manter a construção das três barragens que integram o Sistema Eletroprodutor do Tâmega (Gouvães, Alto Tâmega e Daivões).

"É com satisfação que temos conhecimento que as barragens do Alto Tâmega continuam", afirmou à agência Lusa o presidente da Câmara de Vila Pouca de Aguiar, Alberto Machado.

No terreno, a espanhola Iberdrola já tem em curso alguns trabalhos, nomeadamente a nível de acessos, e garantiu que, em 2016, vai começar a construção da barragem de Daivões.

Segundo a concessionária as barragens deverão estar concluídas em 2023 e o maior volume de trabalhos concentra-se entre os anos de 2018 e 2020.

PLI//MSP, in TâmegaSousa - 18 de Abril de 2016