quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Rio Tua - Barragem: O que é que se passa no Tua?

Rio Tua - Barragem
O que é que se passa no Tua?



Em menos de seis meses, as obras na barragem do Tua já causaram três acidentes de trabalho, um dos quais provocou a morte de três pessoas. O que é que os trabalhadores dizem sobre estes acidentes? O que pensam e o que temem? A Renascença foi à procura de respostas.

Após curvas e mais curvas, começam a aparecer placas a alertar para o perigo. Num dos avisos lê-se que há “rebentamento de explosivos” na zona. No meio das rochas e do pó estão os trabalhadores da barragem do Tua.

A maioria afasta-se quando o gravador se aproxima. Uns dizem que é por vontade própria que não prestam declarações, outros vociferam palavras de descontentamento pela presença de jornalistas dentro da obra.

De rosto empoeirado, colete reflector vestido e capacete como a lei determina, os que aceitaram conversar lamentam os acidentes ocorridos. Ainda assim, consideram que são "ossos do ofício" ou, simplesmente, "o destino".


“Nunca me aconteceu acidentes mortais como aqui. É o rio, a rocha, a montanha...”, começa por contar um dos operadores de grua da obra. Apesar das condições desfavoráveis da própria natureza do local, acaba por culpar o destino, quando relembra 26 de Janeiro, o dia em que um deslizamento de terras tirou a vida a três trabalhadores.

“Naquele dia, tiveram que morrer aqueles três”, diz o operador de grua. Um outro trabalhador, que conduz uma das máquinas das obras, também culpa o acaso: “É como diz o meu colega - estava no destino acontecer”.

Já o encarregado de frente, Silva, não fala do destino, mas da profissão em si: “Em todas as obras há perigo, mas são seguras. Fiquei um bocadinho assustado, mas é a vida de quem trabalha na construção civil.”

Medo? Só do frio, garante o encarregado de frente. “O que me assusta é o frio. É a única coisa que me assusta.” Os termómetros andam pelos três graus quando Silva fala dos seus medos.

"Dormitórios de luxo" na pequena aldeia
As obras na barragem do Tua constituem uma espécie de pequena aldeia, com contentores brancos empoleirados nos socalcos do Tua. Os trabalhadores dizem que não falta nada.

Perto da hora do almoço, no refeitório dos trabalhadores, a Renascença aproveita a “boleia” para falar do ambiente que se vive na obra. Dois trabalhadores elogiam as condições de segurança e não só. “Tenho cem por cento de condições. Se não, não estava aqui”, diz um. “Aqui tem muito bom ambiente. Há dormitórios de luxo, com ar condicionado e tudo”, refere outro, mais novo.

Questionados sobre o valor do salário, sorriem e afirmam receber acima da média. “Mais de mil euros, talvez. Depende - não é sempre igual”, diz, entre risos, um chefe de obra. “Recebo acima da média, estou satisfeito”, conta o manobrador e condutor João, que, quando questionado sobre se compensa o esforço, devolve a pergunta: “Esforço? Não é esforço nenhum”.

Já de saída da barragem, na estrada que leva até aos homens do Tua, Youssef, operador de grua, trabalha no meio de pedregulhos, com grandes máquinas e rebentamentos constantes. Rezar é o seu conforto. “Eu rezo todos os dias, para me proteger em tudo o que é mau da vida…”


Liliana Carona, in Rádio Renascença - 15 de Fevereiro de 2012

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Bulgária: Barragem rebenta e onda de 2.5 metros varre aldeia







Bulgária

Barragem rebenta e onda de 2.5 metros varre aldeia



No sul da Bulgária, após vários dias de chuva intensa, uma barragem rebentou. Há já oito mortos confirmados e 10 desaparecidos.

Nikolai Nikolov, o chefe da Protecção Civil, adiantou que o colapso da Ivanovo Reservoir provocou uma enxurrada de 2.5 metros de altura que arrasou 700 casas da aldeia de Bisser, perto da fronteira com a Grécia.

Entre os quatro corpos que foram encontrados nas águas, três pertencem a homens idosos. Mas o saldo da mortalidade não se fica por aqui, nas estradas e estradas das redondezas atingidas pela enxurrada confirmam-se para já quatro mortos.

No sul da Bulgária foi decretado o estado de emergência e as autoridades gregas e turcas avisadas de que as regiões de Arda e Maritsa podem ser atingidas por cheias massivas.

A Protecção Civil emitiu já avisos de que outras as barragens de Ivaylovgrad e Studena estão no limiar da sua capacidade e podem colapsar. Os residents nessas areas estão a preparer-se para se evacuados.

in SOL - 6 de Fevereiro de 2012

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Rio Tua - Carrazedo do Ansiães: Acidente na barragem do Tua causa cinco feridos




Rio Tua - Carrazeda de Ansiães

Acidente na barragem do Tua causa cinco feridos


Cinco pessoas ficaram feridas num acidente de trabalho que ocorreu, ao início da tarde desta quarta-feira, na barragem do Tua, em Carrazeda de Ansiães. A obra está parada.

Segundo o Centro de Operações de Socorro de Vila Real, um dos feridos é grave, tendo os outros trabalhadores envolvidos sofrido ferimentos ligeiros ao nível do tronco e dos braços.

O comandante dos Bombeiros Voluntários de Alijó confirmou ao JN que o ferido que inspirou mais cuidados queixava-se que dores no tórax.

Mas a EDP, responsável pela obra, garante que todos os feridos são "ligeiros" e foram "transferidos do local como medida de precaução".

Em comunicado enviado à Lusa, a EDP refere a existência de "quatro feridos" que foram "de imediato assistidos pelo posto médico da obra".

Apenas dois feridos foram transportados para o Hospital de Vila Real.

A empresa explica ainda que o acidente aconteceu às 14.45 horas "na sequência de um desmonte de rocha efectuado na margem direita" e que "fragmentos de rocha atingiram quatro trabalhadores que se encontravam a montar cofragens na boca de saída do túnel de derivação provisória do rio, na margem esquerda".

Os trabalhadores feridos têm idades compreendidas entre os 25 e os 40 anos. Dois deles residem em Marco de Canaveses, um em Esposende e outro, de origem moldava, vive em Braga.

Fonte dos Bombeiros Voluntários de Alijó disse duas ambulâncias foram para o local, na "execução do desvio provisório da Estrada Nacional 212", precisou a EDP.

As obras da barragem do Tua estão a decorrer entre os concelhos de Carrazeda de Ansiães e de Alijó.

Recorde-se que
três operários das obras na barragem do Tua morreram soterrados, no passado dia 26 de Janeiro, num acidente de trabalho.



Eduardo Pinto, in Jornal de Notícias - 8 de Fevereiro de 2012

Rio Guadiana - Barragem do Alqueva: Alqueva dez anos depois do encerramento das comportas








Rio Guadiana - Barragem do Alqueva
Alqueva dez anos depois do encerramento das comportas


Passam esta quarta-feira dez anos sobre o encerramento das comportas da barragem do Alqueva, que deu origem à criação do maior lago artificial da Europa. Dez anos depois, a TSF regressou à aldeia de Alqueva e concluiu que com a subida das águas também cresceu o desânimo.


Carlos Júlio, in TSF - 8 de Fevereiro de 2012

sábado, 4 de fevereiro de 2012

CERCIMARANTE - Fundação EDP: Dirigente da cooperativa demarca-se dos apoios da EDP







CERCIMARANTE - Fundação EDP
Dirigente da cooperativa demarca-se dos apoios da EDP


Hernâni Carneiro, in O Jornal de Amarante, N.º 1647, Ano 32, (p. 5) - 15 de Dezembro de 2011

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

EDP - STANDARD & POOR’S: RATING DA EDP BAIXA PARA “BB+” COM OUTLOOK NEGATIVO

EDP - STANDARD & POOR’S
RATING DA EDP BAIXA PARA “BB+” COM OUTLOOK NEGATIVO



Foi comunicado pela EDP - Energias de Portugal, S.A. um documento com o seguinte título: EDP - Energias de Portugal, S.A. informa: Standard and Poors baixa rating da EDP para BB com outlook negativo.

Data e hora de comunicação: 01/02/2012 19:38:39.
O documento divulgado pode ser consultado na página "Informação Privilegiada e Outras Informações", em http://www.cmvm.pt.

EDP, in Comissão do Mercado de Valores Mobiliários - 1 de Fevereiro de 2012

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Montalegre - Rio Cávado: Miguel Torga - «Antes do período albufeirozóico, aqui era o Barroso.»

Montalegre - Rio Cávado
Miguel Torga: «Antes do período albufeirozóico, aqui era o Barroso.»


Citação de Miguel Torga na aldeia de Paradela do Rio (concelho de Montalegre), ao lado da Barragem de Paradela.

Miguel Torga (foto de Pedro Pacheco), in Diário VIII (p. 43) - 1956