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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Rio Tua - Carrazeda de Ansiães: Acidente na barragem do Tua causa cinco feridos




Rio Tua - Carrazeda de Ansiães
Acidente na barragem do Tua causa cinco feridos

Cinco pessoas ficaram feridas num acidente de trabalho que ocorreu, ao início da tarde desta quarta-feira, na barragem do Tua, em Carrazeda de Ansiães. A obra está parada.
Segundo o Centro de Operações de Socorro de Vila Real, um dos feridos é grave, tendo os outros trabalhadores envolvidos sofrido ferimentos ligeiros ao nível do tronco e dos braços.

O comandante dos Bombeiros Voluntários de Alijó confirmou ao JN que o ferido que inspirou mais cuidados queixava-se que dores no tórax.

Mas a EDP, responsável pela obra, garante que todos os feridos são "ligeiros" e foram "transferidos do local como medida de precaução".

Em comunicado enviado à Lusa, a EDP refere a existência de "quatro feridos" que foram "de imediato assistidos pelo posto médico da obra".

Apenas dois feridos foram transportados para o Hospital de Vila Real.

A empresa explica ainda que o acidente aconteceu às 14.45 horas "na sequência de um desmonte de rocha efectuado na margem direita" e que "fragmentos de rocha atingiram quatro trabalhadores que se encontravam a montar cofragens na boca de saída do túnel de derivação provisória do rio, na margem esquerda".

Os trabalhadores feridos têm idades compreendidas entre os 25 e os 40 anos. Dois deles residem em Marco de Canaveses, um em Esposende e outro, de origem moldava, vive em Braga.

Fonte dos Bombeiros Voluntários de Alijó disse duas ambulâncias foram para o local, na "execução do desvio provisório da Estrada Nacional 212", precisou a EDP.

As obras da barragem do Tua estão a decorrer entre os concelhos de Carrazeda de Ansiães e de Alijó.

Recorde-se que
três operários das obras na barragem do Tua morreram soterrados, no passado dia 26 de Janeiro, num acidente de trabalho.

Eduardo Pinto, in Jornal de Notícias - 8 de Fevereiro de 2012

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

EDP - STANDARD & POOR’S: RATING DA EDP BAIXA PARA “BB+” COM OUTLOOK NEGATIVO











EDP - STANDARD & POOR’S
RATING DA EDP BAIXA PARA “BB+” COM OUTLOOK NEGATIVO



Foi comunicado pela EDP - Energias de Portugal, S.A. um documento com o seguinte título: EDP - Energias de Portugal, S.A. informa: Standard and Poors baixa rating da EDP para BB com outlook negativo. 

Data e hora de comunicação: 01/02/2012 19:38:39.
O documento divulgado pode ser consultado na página "Informação Privilegiada e Outras Informações", em http://www.cmvm.pt.

EDP, in Comissão do Mercado de Valores Mobiliários - 1 de Fevereiro de 2012

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

EDP criminosa: EDP: um estrago insustentável que tem que ser atalhado já!






EDP criminosa
EDP: um estrago insustentável que tem que ser atalhado já!

Responsabilizem o senhor Mexia, o senhor Sócrates, o senhor Zorrinho, e já agora, a senhora (sa)Cristas pelo sucedido! É assim que deve ser em democracias dignas do nome que ostentam!

Estamos fartos de insistir na bestialidade desta obra, na sua inutilidade económica (1), no peso insustentável que tem para o agravamento da dívida pública portuguesa e portanto para o aumento da probabilidade de bancarrota do país. Quando é que a corja partidária acorda?!

A opinião pública deve mobilizar-se para responsabilizar económica e criminalmente os responsáveis políticos por este desastre, e pelos desastres que se avizinham no futuro — desde logo, o da mais do que provável perda da classificação dada pela UNESCO ao magnífico vale do Douro, com particular relevo para o Alto Douro e a Região Demarcada do Vinho do Porto.

POST SCRIPTUM: a instabilidade na zona de obras da barragem (não previsto no estudo de impacto ambiental, que eu saiba) é óbvia e conhecida há muito. As cargas de dinamite e as grandes amplitudes térmicas da região concorrem para o aparecimento de fendas e quedas de rochas.

Ver vídeo demonstrativo da instabilidade do vale do Tua, nomeadamente na zona onde estão a construir a barragem (que deve ser parada, já!), realizado uma semana antes do acidente mortal.

NOTAS

  • O Programa Nacional de Barragens de Elevado Potencial Hidroeléctrico (PNBEPH), previsto para ser executado entre 2007 e 2020, é um embuste engendrado pelo governo "socialista" de José Sócrates, com vários objectivos, falaciosos, ou movidos pela relação de dependência entre dois poderes corruptos: o político-partidário e o financeiro:
Objectivo 1: atrair financiamento comunitário para o desenvolvimento de energias limpas e consequente redução do nível de emissões de CO2 equivalente — uma aposta errada, pois não descontaram o CO2 equivalente produzido pela construção das próprias barragens e complementar sistema de geração e transporte de energia eólica, pela inflação induzida na economia pelo acréscimo dos custos de energia e consequente deterioração da balança comercial, e ainda pela eutrofização galopante das águas das albufeiras das barragens (vale a pena acompanhar os argumentos de Luís Mira Amaral sobre esta matéria, aqui, e aqui;

Objectivo 2: alimentar o Bloco Central do Betão e as rendas do monopólio energético assegurado pela EDP e dos bancos associados ao esquema;

Objectivo 3: financiar o colossal endividamento da EDP em aquisições e investimentos eólicos nos Estados Unidos da América, entretanto comprometidos pelo próprio colapso financeiro americano, como prova a decisão recente da Iberdrola de suspender a construção de novos parques eólicos nos EUA. Na realidade, não se trata de um financiamento directo, mas sim indirecto, i.e., a construção de barragens inúteis em Portugal aumenta o peso dos activos reais face aos activos fictícios (meramente financeiros e especulativos), melhorando assim a qualidade das garantias que poderão ser oferecidas em troca dos empréstimos contraídos no mercado. A entrada dos chineses na EDP prova, no entanto, que esta estratégia, além de aventureira, ilegítima (pois foi realizada nas costas dos contribuintes e consumidores portugueses), e previsivelmente perigosa (a contagem das vítimas fatais já começou!) morreu.


António Cerveira Pinto, in O António Maria - 27 de Janeiro de 2012

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Desenvolvimento - Barragens: Três mortos em acidente na barragem de Foz Tua




Desenvolvimento - Barragens
Três mortos em acidente na barragem de Foz Tua

Um desprendimento de rochas nas obras da barragem de Foz Tua provocou a morte de três trabalhadores, naturais de Alijó, Armamar e Cabeceiras de Basto. O acidente ocorreu cerca das 14 horas desta quinta-feira no lado de Carrazeda de Ansiães. Os corpos dos três trabalhadores já foram retirados.


Os três trabalhadores foram apanhados na sequência do desprendimento de uma rocha que embateu numa máquina giratória que se encontrava parada já que o seu operador tinha ido almoçar. A queda da pedra e da máquina provocou um deslizamento de terras e rochas que soterrou os três trabalhadores.

Os dois primeiros corpos a serem retirados estavam num patamar superior mas libertos enquanto que o terceiro trabalhador, retirado já perto do final da tarde, estava coberto pelas pedras da derrocada e obrigou à intervenção de uma retroescavadora.

As vítimas mortais tinham entre 35 e 50 anos e eram naturais de Alijó, Armamar e Cabeceiras de Basto, disse à Lusa fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro de Vila Real.


No local estiveram durante a tarde 20 bombeiros, GNR e INEM e também um helicóptero da Protecção Civil que aterrou na ponte que atravessa a zona a jusante do local do local onde está a ser construído o paredão da barragem.

Devido à permanência da aeronave nesse local, a ponte, que liga Carrazeda de Ansiães e Vila Flor, ficou interrompida.


Eduardo Pinto, in Jornal de Notícias - 26 de Janeiro de 2012

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Opinião: Passos só tem um caminho: tirar dinheiro à EDP





Opinião
Passos só tem um caminho: tirar dinheiro à EDP

A pátria sofre de um imenso desequilíbrio entre as empresas do sector não transaccionável e as empresas do sector transaccionável. Isto quer dizer exactamente o quê, pergunta o leitor? Confesso que também não percebia muito bem esta ladainha do economês. Mas, depois de muito estudo, percebi a coisa: isto quer dizer que a EDP & afins são beneficiadas em detrimento das empresas que produzem bens para exportar. Por exemplo, a Auto-Europa paga demasiado pela electricidade, logo, perde competitividade externa. E esta perda de competitividade não é pequena: segundo Vítor Bento, existe um desajustamento de 20% no preço dos produtos não transaccionáveis. Mas isto nem sequer é o pior. O pior é saber que este desacerto tem sido protegido pelo poder político. A EDP, como se sabe, é um dos Nenucos fofos da nossa classe política. O dr. Catroga e a dr. Cardona que o digam.

Ora, para piorar a situação, o anterior governo inundou a EDP & Cia com subsídios verdes para a produção da energia mais ineficiente e cara, a saber, a energia das ventoinhas que tomaram conta dos vales e montes. Resultado? Em 2011, numa factura média mensal de 41 euros, um consumidor doméstico pagou apenas 14 euros em energia consumida (34%) e deu mais uns trocos para os custos da rede de transporte e distribuição (22%) . Para onde foram os outros 44% da conta? Aterraram nos subsídios atribuídos à EDP & Cia. Ou seja, quase metade da conta da luz é absorvida pelos "custos de interesse económico geral" (ver a factura, sff). É por isso que Henrique Gomes, secretário de estado da energia, tem criticado - e bem - os apoios injustificados dados à EDP e demais produtores de energia eólica. Os casos mais gritantes são "os das unidades de cogeração - na sua maioria, criadas no tempo do ex-ministro Manuel Pinho - que vendem electricidade por mais de 120 euros por megawatt e depois vão comprá-la a 45 euros" (Expresso 14 de Janeiro). Como dizia João Vieira Pereira, isto não é um negócio, é uma renda. Uma renda inaceitável, até porque criou o monstro incontrolável do défice energético, que anda por aí a sorrir para a nossa carteira. Neste momento, já vai em quase 3 mil milhões.

Pôr cobro a este negócio da China já era uma prioridade antes do caso Catroga/Catrona . Agora, Passos tem mesmo de pôr cobro a este negócio da China, não só para acabar com mais uma farsa de Sócrates, mas também para atenuar os efeitos da dupla Catroga/Catrona. A EDP e satélites têm de perder dinheiro. A vidinha tem de doer a todos.


Henrique Raposo (www.expresso.pt), in Expresso - 24 de Janeiro de 2012

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Governo - EDP: Muita garganta




Governo - EDP
Muita garganta

As derrapagens do défice são uma brincadeira de crianças quando comparadas às catástrofes que se abatem sobre o território. É nisto que o Governo devia ter pensado antes de entregar o que resta da EDP aos senhores das Três Gargantas, uma empresa detentora da maior barragem do mundo na China. Valeu só o encaixe imediato. A conta pagaremos nós a seguir.

Quanto mais o tempo passa, mais claro fica que o território e a língua são as únicas coisas portuguesas que parecem resistir ao tempo. Da língua valerá a pena falar noutra ocasião. Quanto ao território, ele vai-se desfazendo à medida que a nossa geração o hipoteca com a mesma ganância com que absorveu a dívida e agora se queixa da conta. Obviamente esta venda levanta perguntas como: os chineses vão querer saber do Douro Património Mundial? Das espécies ameaçadas? Do equilíbrio da biodiversidade nos territórios do mastodôntico plano nacional de Barragens? Das campanhas de eficiência energética? E não ficarão zangados se forem reequacionados os contratos "SCUT" das barragens que impõem milhões por décadas e décadas em cima dos consumidores?

Vejamos a barragem das Três Gargantas na China. Obrigou à retirada de 1,3 milhões de pessoas do local onde viviam e deixou debaixo de água milhares de locais de interesse arqueológico. Os geólogos assinalam que Xangai é uma cidade na rota de uma tragédia se um dia um sismo acontecer nas Três Gargantas. Num país democrático esta obra teria sido feita? Muito dificilmente. Excepto se for um país despovoado, gerido de forma autista a partir de uma capital distante e com uma opinião pública indiferente...

Esta é uma questão central do nosso tempo: quem anda a falar de crescimento económico no Ocidente pensa imenso na energia e esquece a água. A população mundial crescerá até aos nove mil milhões de pessoas e os bebés nascerão sobretudo na Ásia e América Latina. No recente relatório das Nações Unidas sobre a água e recursos do solo, a equação é clara: até 2050 vai ser necessário aumentar a produção de alimentos em 70%. O consumo de água será brutal porque a agricultura é responsável por mais de dois terços do consumo global. Ora, embora se pense que as barragens podem dar um contributo positivo para isto, a realidade é a inversa. Como dizia ao "Público" a directora da Agência Europeia do Ambiente, Jacqueline McGlade, "vimos muitas barragens na Europa a falhar rapidamente porque se encheram com sedimentos, ou ficaram secas, ou não funcionaram como se esperava". Junte-se a isto a impactante produção agrícola de biocombustíveis nos férteis solos do Leste da Europa, as perdas arrasadoras na Amazónia ou das florestas da Ásia, a seca em África, a ameaça sobre os insectos polinizadores (abelhas, borboletas, etc...) e percebe-se como vai ser difícil alimentar tanta gente e manter a qualidade de vida que o ser humano alcançou.

Quando o Governo português escolhe quase por unanimidade a proposta chinesa está a dar um sinal também ambiental. Para as pequenas e grandes coisas. A luta para travar a barragem do Tua (e a do Sabor) é um delas e torna-se ainda mais quimérica quando o poder na EDP é agora chinês. Para os que acreditam na "arquitectura naturalista" com que Souto Moura vai 'salvar o Douro', devíamos fazer um desafio: caso a UNESCO retire o estatuto de Património Mundial ao Douro, Mexia (e Catroga) deviam demitir-se. E no Governo, os responsáveis da Economia, Ambiente e Cultura também. Aceitam o desafio ou são todos inimputáveis? E a EDP, pode ir pondo um dinheirinho de parte para pagar as indemnizações ao sector do turismo ao longo de anos?

A venda do poder de decisão na EDP a chineses, e o que se pode seguir na REN, GALP, Águas de Portugal (com potenciais angolanos, chineses ou árabes) é assustador. Os compradores chegam com dinheiro mas não trazem no currículo respeito pela democracia. Condenam-nos depois à mais vil pobreza: a de não termos sequer opinião sobre todo o lixo que nos quiserem pôr em cima. Ora, lá por não termos dinheiro, não temos que alienar o direito a viver com o mínimo de saúde e memória. A nossa terra vale zero em bolsa. Mas é tudo o que temos.


Daniel Deusdado, in Jornal de Notícias - 12 de Janeiro de 2012

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

EDP - Privatização: Conheça a empresa chinesa que passa a gerir os rios e a água em Portugal

EDP - Privatização
Conheça a empresa chinesa que passa a gerir os rios e a água em Portugal




O Estado Português vendeu a participação accionista que detinha na EDP.

Não importará conhecer o passado do patrão chinês da eléctrica EDP a quem o Governo vendeu a empresa e que passa a ficar detentor da gestão dos nossos ex-rios e da ex-nossa água?


in Youtube - 2011

Energia - Os novos donos dos rios portugueses: Chineses vencem corrida à privatização da EDP





Energia - Os novos donos dos rios portugueses
Chineses vencem corrida à privatização da EDP

Serão os chineses da Three Gorges, candidatos à privatização da EDP, a comprar os 21,35% da energética do Estado. A Parpública e os chineses assinaram a minuta do contrato depois de terminado o Conselho de Ministros.

A Three Gorges ganhou a corrida aos 21,35% na EDP que o Estado português estava a vender. O grupo chinês venceu os alemães da E.ON, apontada até agora como favorita face ao apoio político concedido pela chanceler alemã Ângela Merkel à sua candidatura, e as duas empresas brasileiras, Eletrobras e Cemig. O Estado anunciou hoje essa mesma decisão, tomada no Conselho de Ministros desta tarde.

Os chineses apresentaram a melhor das quatro ofertas, de 3,45 euros por cada ação, num total de 2,7 mil milhões de euros. A proposta da Three Gorges inclui ainda um suporte financeiro à EDP de quatro mil milhões de euros, um plano industrial de dois mil milhões de euros e a promessa de apoio à economia nacional, com destaque para a construção de uma fábrica de turbinas eólicas em Portugal, vocacionada para o mercado europeu.

Sem estes 21,35%, o Estado mantém 4% que deverá vender em 2012, deixando a EDP em mãos totalmente privadas. Um dos assuntos em discussão com a Parpública são as garantias bancárias necessárias à concretização da operação.



As propostas de todas as empresas concorrentes foram muito além do preço oferecido ao Estado.

A bolsa de Lisboa suspendeu a transação de ações da EDP e da EDP Renováveis às 15h09.

in RTP - 22 de Dezembro de 2011

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Biosfera 331 - Verdades Escondidas sobre as Barragens

Biosfera 331
Verdades Escondidas sobre as Barragens


Porque as barragens e os parques eólicos vão levar Portugal a ter a electricidade mais cara do mundo em poucos anos?

Uma plataforma de ONGA fez as contas e o Plano Nacional de Barragens vai custar ao Estado 16 mil milhões de euros, entre juros bancários, subsídios e pagamento de obras.

Também são números, os de um crescimento insustentável, que justificam a destruição do rio Sabor, da Linha do Tua e de todo o vale do Tâmega.

in Youtube - 2011

Testemunho de ignorância de um Pritzker comprometido com a EDP - Souto Moura: «Faz-me impressão a água ir para o mar quando faz falta»







Testemunho de ignorância de um Pritzker comprometido com a EDP
Souto Moura: «Faz-me impressão a água ir para o mar quando faz falta»

O arquitecto Souto Moura, que está a fazer um ajuste no projecto da EDP, na barragem de Foz Tua, confessa que lhe faz uma certa impressão que a agua vá para o mar quando faz tanta falta.

Souto Moura, o arquitecto que está a ajudar a EDP, a não ferir a paisagem do Douro Vinhateiro-Património Mundial não assume uma posição «contra ou a favor» da Barragem de Foz Tua, mas confessa que lhe faz uma certa impressão que a agua vá para o mar quando faz tanta falta e sabendo-se também que Portugal tem um deficit de energia.

Souto Moura está a projectar o edifício da central eléctrica da barragem que está integrada no Douro Vinhateito.

A EDP já fez saber que desde o início tem tido a preocupação de não pôr em causa a classificação da UNESCO e este ajuste ao projecto faz parte dessa preocupação.

O arquitecto escolhido pela empresa revela que daqui a um mês vai apresentar o projecto que ainda está em esboço.


in TSF (http://www.tsf.pt/paginainicial/AudioeVideo.aspx?content_id=2187620) - 15 de Dezembro de 2011

sábado, 10 de dezembro de 2011

Barragem de Foz-Tua: ESTRAGAR O POUCO QUE RESTA








Barragem de Foz-Tua
ESTRAGAR O POUCO QUE RESTA


Eu sou o último dos ecologistas, "verdes", ou coisa semelhante. Sempre tive uma grande desconfiança com as posições ecologistas e um enorme cepticismo quanto ao pano de fundo dos seus argumentos. Não fui muito sensível às "gravuras que não sabiam nadar". Sou céptico quanto aos movimentos, discursos e demagogias sobre o "aquecimento global", transformados numa vaga ideologia anti capitalista e anti-industrial, que ignora que o nosso modelo de desenvolvimento, predador que seja, e é, garante apesar de tudo um mínimo de qualidade de vida para biliões de pessoas que nunca conseguiriam aceder a esse limiar sem estragar parte da natureza quase sempre sem conta, peso, nem medida. Desconfio da retórica catastrofista com o "aquecimento global" e estou muito do lado de Bjorn Lomborg nos seus argumentos contra a demagogia ambientalista que se tornou um discurso politicamente correcto nos últimos anos, nos países simultaneamente mais ricos e nos únicos que podem controlar alguma coisa a predação da natureza, exactamente porque são ricos e podem pagar esse luxo que China, Índia e Brasil não podem.

Dito isto, que me coloca na lista negra dos ambientalistas - já no Parlamento Europeu, eu e Vasco Graça Moura estávamos na lista dos menos "verdes" dos deputados -, vou terçar as frágeis armas da opinião pela causa do vale do Tua e, por extensão, do Alto Douro vinhateiro e do que não é vinhateiro, mas simplesmente belo como pouca coisa portuguesa que reste. E isto significa que entendo que é um verdadeiro crime e uma asneira, infelizmente com uma sólida tradição de outras asneiras por trás, construir a barragem prevista para o Tua.

O que temos no vale do Tua, o rio, o vale, a linha ferroviária, o equilíbrio da terra, da água, das escarpas, da vegetação, do vento, da solidão agreste, é hoje único em Portugal. Ou seja, não há mais. Acaba-se com o vale do Tua e com excepção de alguns trechos fluviais, muito mais pequenos e sem a dimensão agreste do Tua, já não existe nada de semelhante em lado nenhum. Estamos diligentemente a acabar com outro destes vales, o do Sabor, pelo que sobra apenas o Tua.

Eu tive ainda o privilégio de andar na Linha do Tua (como na do Corgo, igualmente encerrada) e era uma viagem inesquecível, que certamente será um must em qualquer turismo de amadores de comboios, popular em países como o Reino Unido e nos EUA. A "composição" era uma mescla de velho material ferroviário reciclado, que incluía máquinas espanholas e jugoslavas e carruagens italianas dos anos 30. A linha não era então turística, nem nada que se pareça, mas uma linha ferroviária normal, servindo o tráfego normal, as pessoas da terra e das aldeias que tinham no comboio o único meio de transporte que existia. Era um mundo do passado, percebia-se por tudo, pela lentidão, pelo trajecto, pelo mundo que estava a acabar por detrás de estações com nomes bárbaros e som germânico, ou de santos cristãos.

Mas o vale do Tua era o vale do Tua, um sítio belíssimo, onde o calor a pique do Verão, ou o despertar da Primavera ou as primeiras chuvas de Outono faziam a terra cheirar a terra, a urze, aos mil e um cheiros mediterrânicos que hoje só conhecemos dos livros, quando lemos os clássicos. Num sítio muito diferente e distante, conheci os mesmos cheiros e o silêncio quente perturbado apenas pelos besouros e por um vento suave e denso. Na Turquia, ao lado de velhas ruínas por escavar, algures no interior da Anatólia, já bem dentro da Jónia antiga. É o mesmo país, a mesma terra, a mesma história, a mesma pátria antiga que nos fez. Estivessem vivos homens como Orlando Ribeiro, e eles dir-nos-iam os elos que estamos a quebrar, não com o passado, mas com o presente e connosco próprios.

Portugal é um país que tem destruído intensamente a sua paisagem natural nos últimos anos, tem uma grande densidade de barragens a norte e cada barragem é um vale de um rio que desaparece. As cumeadas dos montes já estão cheias de eólicas, e quase que não é possível em lado nenhum olhar à volta de um ponto alto, mesmo nos parques naturais, sem ver artefactos colocados bem diante dos nossos olhos nos últimos 20 anos. Já não sabemos, por exemplo, o que é uma noite escura, e por isso o espanto homérico com o céu e as estrelas é uma experiência que já "não nos assiste", para assentar os pés na terra em que verdadeiramente vivemos, a das trivialidades boçais.

Eu sei que uma parte desta destruição era inevitável e faz parte de um difícil trade-off entre a economia, fonte de riqueza, os recursos a explorar, e o ambiente, mas, como estamos a chegar aos limites de tudo - últimos vales, últimos montes, ultimas paisagens -, esse trade-off esgotou-se nas suas virtualidades, e é hoje uma desvantagem cujos custos se pagarão num futuro próximo. As crianças que hoje nascem vão viver num mundo dominado pela poluição luminosa, de caos urbanístico, construções clandestinas mal-amanhadas e sem paisagem natural. Nunca vão ver a Via Láctea a não ser em fotografias, não sabem o que é um vale selvagem de um rio a não ser nos filmes americanos, nunca cheirarão a urze, nem saberão o que é uma giesta, não terão o vento na cara no cimo duma montanha, sem este trazer a marca conspurcada do mundo de lixo que começa logo uns metros mais abaixo, nunca verão um carvalho, nunca comerão uma truta sem ser de viveiro, não saberão o que é o silêncio "habitado" que muda o coração dos homens que o sabem ouvir.

E, por isso, a sua relação com o mundo é, à partida, muito mais pobre e nunca compreenderão milhares de páginas da literatura da sua língua, nem Camilo, nem Eça, nem Aquilino, nem os poetas que falam de coisas que para eles são tão longínquas como ervas, arbustos, flores e frutos, que não estejam no hipermercado dos subúrbios. Estão a perder a língua, destruída alegremente entre os SMS e o Acordo Ortográfico, e a aumentar a geral dificuldade de leitura e compreensão de qualquer texto que tenha palavras que não constem do vocabulário gutural dominante.

A EDP, que nos saúda com uma nova imagem (quantos milhões gastos e para quê?) e com um slogan Viva a nossa energia!, será vendida em nome do fim do Estado na economia, a uma qualquer empresa estatal brasileira ou chinesa, que certamente se está nas tintas para o que resta de paisagem natural em Portugal. Quase que posso jurar que, nas conversas de gabinete que ninguém escrutina, e que acompanham a privatização, a nossa "flexibilidade" (uma palavra dos tempos de hoje) para acomodar o pacote de barragens está a ser valorizada para subir o preço da empresa. Entre elas está o vale do Tua.

Por isso, combater a barragem que destruirá o vale do Tua transformou-se numa luta de último recurso, uma última oportunidade para termos outra paisagem que não seja eucaliptal, albufeiras artificiais, praias sobrelotadas, montanhas esventradas por pedreiras, na maioria dos casos ilegais, mas a trabalhar diante dos olhos de todos há décadas, num Portugal já demasiado estragado.

Estamos pois numa última fronteira, se é que não a ultrapassámos já.


(Versão do Público de 10 de Dezembro de 2011.)

José Pacheco Pereira, in Público e Abrupto - 11 de Dezembro de 2011


sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Assembleia da República - Barragem de Foz-Tua: "A única acção responsável é parar a barragem já!" (Catarina Martins - BE)










Assembleia da República - Barragem de Foz-Tua
"A única acção responsável é parar a barragem já!" (Catarina Martins - BE)


No debate de actualidade ocorrido na Reunião Plenária da Assembleia da República (9/12/2011) sobre a ameaça à classificação do alto Douro Vinhateiro como Património da Humanidade em consequência da construção da Barragem de Foz-Tua, a deputada do Bloco de Esquerda Catarina Martins interveio exigindo que não se permita avançar com obra pelo "grande negócio para EDP".

Catarina Martins (Bloco de Esquerda - BE), in Assembleia da República - 9 de Dezembro de 2011

Douro/Património - deputados do PSD e PS por Bragança: Governo tem de compatibilizar barragem e classificação




Douro/Património - deputados PSD e PS por Bragança
Governo tem de compatibilizar barragem e classificação

Deputados eleitos por Bragança do PS e do PSD manifestaram hoje a sua oposição à possibilidade de parar a barragem de Foz Tua, defendendo que "o Governo tem de compatibilizar" a obra com o Douro Vinhateiro.

O deputado do PSD Adão Silva considerou, em declarações à Lusa "inaceitável que possa repetir-se o "dejá vu" do Côa", numa referência à solução defendida pelos opositores da barragem.

"É inaceitável a Unesco retirar a classificação ao Douro Vinhateiro Património da Humanidade, mas também é inaceitável que se pare a barragem", defendeu.


Agência Lusa, in Sapo Notícias - 9 de Dezembro de 2011

Governo - Barragem de Foz-Tua: A meter água






Governo - Barragem de Foz-Tua
A meter água



O turismo, que devia ser uma das apostas estratégicas do País, é ignorado por causa de uma barragem

Há coisas que nunca mudam. O apego dos Governos às Parcerias Público-Privadas seria enternecedor se não fosse uma das grandes causas da ruína do País. A ligação quase umbilical entre o Estado, empreiteiros, bancos, concessionários e seus advogados pode explicar que ao fim de meio ano de Passos Coelho as PPP continuem a ser negócios ricos e florescentes para os privados e uma desgraça para o Estado. Está tudo na mesma, para pior.

Agora, há o risco de a Unesco retirar a classificação de Património Mundial ao Douro Vinhateiro, se a Barragem do Tua for construída. Podia não ter importância, só baixava um pouco mais o ânimo dos nativos, mas não. O que a Unesco disse, em 2001, é que há uma região tão bonita e fantástica em Portugal que tem de ser usufruída pelo Mundo inteiro. E isso atrai turismo, como tem atraído cada vez mais. Mas subir o Douro de barco e andar na centenária e única Linha do Tua, submersa com a barragem, deixará de ser possível. O turismo, que devia ser uma das apostas estratégicas do País, é ignorado por causa de uma barragem que vai dar apenas 0,67 por cento a mais de energia e que, de custo inicial, é de 300 milhões (num total de 16 mil milhões pagos pelos contribuintes), fora as derrapagens e a mão de Souto Moura para "melhorar" o paredão de mais de 100 metros de altura. Foi este paredão "imenso" que a ministra do Ambiente disse ao Parlamento já estar construído, para justificar a barragem. Mas não está. Confessou depois ao CM que o secretário de Estado Daniel Campelo a informou mal.

Mas, ficou tudo na mesma, pior. Mais de mil sobreiros já foram abatidos dos mais de cinco mil autorizados pela ministra e o argumento mudou. Agora, há um contrato para respeitar que, por acaso, tem sido seguido pela antiga firma de advogados da ministra e uma indemnização de cerca de 100 milhões no caso de quebra de contrato. Então, retire-se o necessário dos 2500 milhões do CIEG (os custos políticos que se pagam com a factura da luz) e use-se como indemnização e isto sem invocar o interesse nacional que serve para alterar tudo o que é contrato laboral! Em vez das barragens, aposta-se na eficiência energética nos edifícios e nos transportes e a ministra do Ambiente, em vez de parecer... é!


Manuela Moura Guedes, in Correio da Manhã - 9 de Dezembro de 2011

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Barragem Tua: Disputa entre municípios atrasa agência de desenvolvimento






Barragem Tua
Disputa entre municípios atrasa agência de desenvolvimento

A disputa entre municípios e o ICNB pelo fundo financeiro oferecido pela EDP está a repetir-se na barragem de Foz Tua e a atrasar o início de funções da agência de desenvolvimento regional, de acordo com fonte da elétrica nacional.

O mesmo impasse já tinha ocorrido com a barragem do Sabor e o ministério do Ambiente acabou por recuar na decisão de entregar a gestão do fundo ao Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade e entregar aos municípios a decisão sobre onde aplicar as verbas em parceria com aquele organismo.

As duas barragens, em construção no Nordeste Transmontano, são as primeiras a contemplarem como medida de compensação um fundo financeiro correspondente a três por cento da faturação líquida anual da produção de energia.


Diário Digital/Lusa, in Diário Digital - 8 de Dezembro de 2011

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Barragem do Tua pode levar à perda da classificação do Douro como Património Mundial da UNESCO






Ambiente e Património
Barragem do Tua pode levar à perda da classificação do Douro como Património Mundial da UNESCO

A construção da barragem de Foz Tua pode levar à perda da classificação do Alto Douro Vinhateiro como Património Mundial da UNESCO, de acordo com um relatório hoje citado pelo Público. A Quercus pediu ao Governo que pondere o que é mais importante para o país, o Douro como património mundial ou a barragem do Tua, face à possibilidade da UNESCO retirar a classificação devido ao impacto da barragem.

"Esperamos que o Governo procure pesar o que é mais importante para o desenvolvimento do país: se uma barragem ou se a classificação de património mundial da Região do Douro, até em termos de impacto turísticos", disse à Lusa a membro da associação ambientalista Quercus Susana Fonseca.

A Icomos, uma associação de profissionais da conservação do património, realizou em abril uma visita ao local e elaborou, a pedido do Governo português, um relatório sobre as consequências da construção da barragem.

Num relatório concluído no final de junho e remetido ao governo português em agosto, a Icomos aponta os impactos negativos e graves da construção do empreendimento e sublinha que o Estado português não adotou todos os procedimentos a que está obrigado perante a UNESCO no processo de análise e aprovação do projeto da barragem.

De acordo com o relatório elaborado pela Icomos, a construção da barragem terá "um impacto irreversível e ameaça o valor excecional universal 1/8que é o fundamento da classificação da UNESCO 3/8".

Para Susana Fonseca da Quercus "não há de facto uma mais-valia de desenvolvimento económico de uma região associado à construção de barragens", acrescentou.


in SIC Notícias - 7 de Dezembro de 2011

Ambiente: UNESCO alerta para impacto irreversível da construção da barragem do Tua na região do Douro






Ambiente
UNESCO alerta para impacto irreversível da construção da barragem do Tua na região do Douro



A UNESCO alerta para o impacto irreversível da construção da barragem do Tua na região do Douro vinhateiro. 

De acordo com o jornal Público, o Governo tem na gaveta um relatório da UNESCO que alerta para essa situação caso a barragem avance mesmo. 

A jornalista Rosa Azevedo refere que a região pode mesmo perder a distinção de património mundial.

in Antena 1 - 7 de Dezembro de 2011

Ambiente - Progama Nacional de Barragens: Barragem do Tua ameaça patrimómio mundial no Douro







Ambiente - Programa Nacional de Barragens
Barragem do Tua ameaça patrimómio mundial no Douro

A Quercus pediu hoje ao Governo que pondere o que é mais importante para o país, o Douro como património mundial ou a barragem do Tua, face à possibilidade da UNESCO retirar a classificação devido ao impacto da barragem.

«Esperamos que o Governo procure pesar o que é mais importante para o desenvolvimento do país: se uma barragem ou se a classificação de património mundial da Região do Douro, até em termos de impacto turístico», disse o membro da associação ambientalista Quercus Susana Fonseca.

A construção da barragem de Foz Tua pode levar à perda da classificação do Alto Douro Vinhateiro como Património Mundial da UNESCO, de acordo com um relatório hoje citado pelo Público.

A Icomos, uma associação de profissionais da conservação do património, realizou em abril uma visita ao local e elaborou, a pedido do Governo português, um relatório sobre as consequências da construção da barragem.

Num relatório concluído no final de junho e remetido ao governo português em agosto, a Icomos aponta os impactos negativos e graves da construção do empreendimento e sublinha que o Estado português não adotou todos os procedimentos a que está obrigado perante a UNESCO no processo de análise e aprovação do projeto da barragem.

De acordo com o relatório elaborado pela Icomos, a construção da barragem terá «um impacto irreversível e ameaça o valor excepcional universal [que é o fundamento da classificação da UNESCO]».

Para Susana Fonseca da Quercus «não há de facto uma mais-valia de desenvolvimento económico de uma região associado à construção de barragens», acrescentou.


Lusa/SOL, in SOL - 7 de Dezembro de 2011

Douro - Autarcas pacóvios: O crime anunciado de Foz Tua







Douro - Autarcas pacóvios
O crime anunciado de Foz Tua

Editorial, in Público (p. 34) - 7 de Dezembro de 2011

Barragens e Cultura:Secretário de Estado da Cultura garante que há formas de evitar que a Região do Douro deixe de ser Património da Humanidade





Barragens e Cultura
Secretário de Estado da Cultura garante que há formas de evitar que a Região do Douro deixe de ser Património da Humanidade

O secretário de Estado da Cultura diz que é preciso repensar o projecto da construção da barragem do Tua, garantindo que há várias formas para evitar que a Região do Douro perca o estatuto de Património da UNESCO. Em entrevista à SIC, Francisco José Viegas explicou as causas do problema, lamentando que a cultura não tenha sido ouvida neste processo."Estamos a negociar e a estudar com a EDP para ver se há possibilidade de encontrar soluções" disse o secretário de Estado da Cultura.

A recomendação surgiu depois de uma visita a Portugal da ICOMOS, um grupo técnico da UNESCO, para avaliar os referidos impactos, na sequência de uma queixa apresentada pelo Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV).

Num relatório concluído no final de Junho e remetido ao governo português em agosto, citado hoje pelo jornal Público, a ICOMOS aponta os impactos negativos e graves da construção do empreendimento e sublinha que o Estado português não adoptou todos os procedimentos a que está obrigado perante a UNESCO no processo de análise e aprovação do projecto da barragem.

"O que diz o relatório é verdade. Poderá ter um impacto irreversível", disse o secretário de Estado da Cultura, adiantando que "já estão a ser estudadas várias formas de minimizar" o impacto, entre outras, um projecto pedido ao arquitecto Eduardo Souto de Moura para melhor integrar o projecto na paisagem.

Admitiu ainda que, no relatório, a UNESCO pede realmente a suspensão temporária do projecto.

"Se a cultura tivesse sido ouvida neste processo muitos problemas se poderiam ter evitado. Eu já disse isto no Parlamento. O Governo anterior ignorou os relatórios da Delegação Regional de Cultural do Norte sobre esta matéria e os alertas não foram tidos em conta", afirmou o responsável.

Francisco José Viegas lamentou ainda que não tenha existido uma entidade "para gerir de uma forma responsável todas as áreas" relacionadas com o património mundial, já que, no caso do Douro Vinhateiro, o processo envolve o Ministério do Ambiente e a Secretaria de Estado da Cultura, que, defendeu, "devem fazer uma concentração de esforços".


in SIC Notícias - 7 de Dezembro de 2011