segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Barragens e Cultura:Secretário de Estado da Cultura garante que há formas de evitar que a Região do Douro deixe de ser Património da Humanidade





Barragens e Cultura
Secretário de Estado da Cultura garante que há formas de evitar que a Região do Douro deixe de ser Património da Humanidade





O secretário de Estado da Cultura diz que é preciso repensar o projecto da construção da barragem do Tua, garantindo que há várias formas para evitar que a Região do Douro perca o estatuto de Património da UNESCO. Em entrevista à SIC, Francisco José Viegas explicou as causas do problema, lamentando que a cultura não tenha sido ouvida neste processo."Estamos a negociar e a estudar com a EDP para ver se há possibilidade de encontrar soluções" disse o secretário de Estado da Cultura.

A recomendação surgiu depois de uma visita a Portugal da ICOMOS, um grupo técnico da UNESCO, para avaliar os referidos impactos, na sequência de uma queixa apresentada pelo Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV).

Num relatório concluído no final de Junho e remetido ao governo português em agosto, citado hoje pelo jornal Público, a ICOMOS aponta os impactos negativos e graves da construção do empreendimento e sublinha que o Estado português não adoptou todos os procedimentos a que está obrigado perante a UNESCO no processo de análise e aprovação do projecto da barragem.

"O que diz o relatório é verdade. Poderá ter um impacto irreversível", disse o secretário de Estado da Cultura, adiantando que "já estão a ser estudadas várias formas de minimizar" o impacto, entre outras, um projecto pedido ao arquitecto Eduardo Souto de Moura para melhor integrar o projecto na paisagem.

Admitiu ainda que, no relatório, a UNESCO pede realmente a suspensão temporária do projecto.

"Se a cultura tivesse sido ouvida neste processo muitos problemas se poderiam ter evitado. Eu já disse isto no Parlamento. O Governo anterior ignorou os relatórios da Delegação Regional de Cultural do Norte sobre esta matéria e os alertas não foram tidos em conta", afirmou o responsável.

Francisco José Viegas lamentou ainda que não tenha existido uma entidade "para gerir de uma forma responsável todas as áreas" relacionadas com o património mundial, já que, no caso do Douro Vinhateiro, o processo envolve o Ministério do Ambiente e a Secretaria de Estado da Cultura, que, defendeu, "devem fazer uma concentração de esforços".

in SIC Notícias - 7 de Dezembro de 2011

3 comentários:

Anónimo disse...

DISPARATES

Secretário de Estado da Cultura SUGERE QUE SE PODE PINTAR A BARRAGEM.

ERA O MESMO QUE FOSSE AUTORIZADO A CONSTRUÇÃO DE UM GRANDE PRÉDIO NA SERRA DE SINTRA SEM AVISAR A A UNESCO PARA DE SEGUIDA SUGERIR A UTILIZAÇÃO DE TINTA VERDE PARA DISFARÇAR O DANO CRIADO NA PAISAGEM

SEM COMENTÁRIOS - AS DECLARAÇÕES HISTÓRICAS FORAM FEITAS NA SIC.

RRodrigues

Anónimo disse...

Tinha este senhor em boa conta até há minutos. Conheço-lhe os livros, a escrita do blogue, os programas de rádio e a administração da Casa Fernando Pessoa.

Fez uma completa figura de parvo. Momentos destes pedem políticos de osso, não jogos de cintura perante o óbvio. Achar poder ser possível ludibriar o corpo técnico da UNESCO com o enterro da cabelagem, o acólito Souto Moura ou a "pigmentação" da barragem é insistir numa loucura. E o mais ridículo é este senhor ser da região e gostar de cantá-la aos quatro ventos.

Tiago Carvalho

Anónimo disse...

Viegas começa a derivar e almofadar.

Mário JS Carvalho