terça-feira, 20 de dezembro de 2011

EDP - Privatização: China apela à imparcialidade do governo português






EDP - Privatização
China apela à imparcialidade do governo português


A China exortou esta sexta-feira o governo português a avaliar com “imparcialidade” e “independência” as propostas à privatização da EDP, uma das quais apresentada pela empresa chinesa Three Gorges Corporation (CTG).


“O Governo chinês espera que na avaliação das propostas as autoridades portuguesas adiram aos princípios da economia de mercado” e “assegurem que o resultado desta transacção comercial não seja influenciada por factores externos”, disse o porta-voz do ministério chinês do Comércio, Shen Danyang.

Instado a comentar o alegado envolvimento do “governo de um certo país” no processo de privatização da EDP, Shen Danyang afirmou que o executivo chinês “encoraja” as suas empresas a internacionalizarem-se e apoia a candidatura da CTG à privatização da EDP, que qualifica como “uma actividade comercial”. O porta-voz não identificou o referido país.

A empresa alemã E-On e as brasileiras Eletrobraz e CEMIG também são candidatas à compra da participação de 21,35 do capital da EDP na posse do Estado português.

Além de “fortalecer a presença global” da CTG e “apoiar o desenvolvimento social e económico” de Portugal, a entrada daquela empresa chinesa na EDP “servirá também como um alicerce decisivo para a construção de uma relação económica mutuamente vantajosa entre a China e Portugal”, realçou o porta-voz do ministério chinês do Comércio.

Existem “factores externos”?

“O governo chinês espera que a selecção da proposta vencedora seja baseada nos princípios da abertura, justiça, imparcialidade, transparência e independência de modo a assegurar que o resultado desta transacção comercial não seja influenciado por factores externos”, acrescentou.

O prazo para a entrega das propostas para a compra das acções do Estado português na EDP terminou há cerca de uma semana e o resultado deverá ser anunciado no próximo dia 22.

Pelo que foi divulgado na imprensa de Lisboa, a empresa estatal chinesa CTG foi a que ofereceu o preço mais alto.

“Estou muito confiante. Penso que oferecemos o melhor preço, temos um plano industrial muito bom e também um programa de refinanciamento para o futuro desenvolvimento da EDP”, afirmou o presidente da CTG, Cao Guangjing.

Fundada em 1993, para construir e gerir o maior complexo hidro-eléctrico do mundo, a barragem das Três Gargantas, no rio Yangtze, a CTG é considerada uma das mais importantes empresas da China na área das energias renováveis e está envolvida em projectos hidro-eléctricos em 26 países.

in Hoje Macau - 20 de Dezembro de 2011

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