quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

EDP - Privatização: Conheça a empresa chinesa que passa a gerir os rios e a água em Portugal

EDP - Privatização

Conheça a empresa chinesa que passa a gerir os rios e a água em Portugal






O Estado Português vendeu a participação accionista que detinha na EDP.
Não importará conhecer o passado do patrão chinês da eléctrica EDP a quem o Governo vendeu a empresa e que passa a ficar detentor da gestão dos nossos ex-rios e da ex-nossa água?

in Youtube - 2011

Energia - Os novos donos dos rios portugueses: Chineses vencem corrida à privatização da EDP





Energia - Os novos donos dos rios portugueses
Chineses vencem corrida à privatização da EDP


Serão os chineses da Three Gorges, candidatos à privatização da EDP, a comprar os 21,35% da energética do Estado. A Parpública e os chineses assinaram a minuta do contrato depois de terminado o Conselho de Ministros.


A Three Gorges ganhou a corrida aos 21,35% na EDP que o Estado português estava a vender. O grupo chinês venceu os alemães da E.ON, apontada até agora como favorita face ao apoio político concedido pela chanceler alemã Ângela Merkel à sua candidatura, e as duas empresas brasileiras, Eletrobras e Cemig. O Estado anunciou hoje essa mesma decisão, tomada no Conselho de Ministros desta tarde.

Os chineses apresentaram a melhor das quatro ofertas, de 3,45 euros por cada ação, num total de 2,7 mil milhões de euros. A proposta da Three Gorges inclui ainda um suporte financeiro à EDP de quatro mil milhões de euros, um plano industrial de dois mil milhões de euros e a promessa de apoio à economia nacional, com destaque para a construção de uma fábrica de turbinas eólicas em Portugal, vocacionada para o mercado europeu.

Sem estes 21,35%, o Estado mantém 4% que deverá vender em 2012, deixando a EDP em mãos totalmente privadas. Um dos assuntos em discussão com a Parpública são as garantias bancárias necessárias à concretização da operação.

As propostas de todas as empresas concorrentes foram muito além do preço oferecido ao Estado.
A bolsa de Lisboa suspendeu a transação de ações da EDP e da EDP Renováveis às 15h09.

in RTP - 22 de Dezembro de 2011

Parpública - Informação CMVM: Comunicado pela venda da EDP aos chineses

Parpública - Informação CMVM
Comunicado pela venda da EDP aos chineses

Foi comunicado pela Parpública - Participações Públicas (SGPS), SA um documento com o seguinte título:

Parpública, Participações Públicas, SGPS, SA informa sobre resultado da 8.ª fase de reprivatização do capital social da EDP, Energias de Portugal, SA.

Data e hora de comunicação: 22/12/2011 16:07:02.

O documento divulgado pode ser consultado na página "Informação Privilegiada e Outras Informações", em http://www.cmvm.pt.

Ver documento - 22 de Dezembro de 2011

Rio Douro (Portugal) - Barragens: EDP pinta de amarelo barragem de Bemposta, em Mogadouro






Rio Douro (Portugal) - Barragens
EDP pinta de amarelo barragem de Bemposta, em Mogadouro



A barragem de Bemposta, em Mogadouro, está a ser pintada de amarelo-choque. A população não gostou da ideia por considerar que a cor escolhida causa um grande impacto visual na paisagem protegida do Parque do Douro Internacional. A EDP diz que a intervenção, a cargo do artista plástico Pedro Cabrita Reis, se integra num roteiro de Arte Pública a realizar em várias barragens.

in SIC Notícias - 21 de Dezembro de 2011

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

EDP - Privatização: China apela à imparcialidade do governo português






EDP - Privatização
China apela à imparcialidade do governo português


A China exortou esta sexta-feira o governo português a avaliar com “imparcialidade” e “independência” as propostas à privatização da EDP, uma das quais apresentada pela empresa chinesa Three Gorges Corporation (CTG).


“O Governo chinês espera que na avaliação das propostas as autoridades portuguesas adiram aos princípios da economia de mercado” e “assegurem que o resultado desta transacção comercial não seja influenciada por factores externos”, disse o porta-voz do ministério chinês do Comércio, Shen Danyang.

Instado a comentar o alegado envolvimento do “governo de um certo país” no processo de privatização da EDP, Shen Danyang afirmou que o executivo chinês “encoraja” as suas empresas a internacionalizarem-se e apoia a candidatura da CTG à privatização da EDP, que qualifica como “uma actividade comercial”. O porta-voz não identificou o referido país.

A empresa alemã E-On e as brasileiras Eletrobraz e CEMIG também são candidatas à compra da participação de 21,35 do capital da EDP na posse do Estado português.

Além de “fortalecer a presença global” da CTG e “apoiar o desenvolvimento social e económico” de Portugal, a entrada daquela empresa chinesa na EDP “servirá também como um alicerce decisivo para a construção de uma relação económica mutuamente vantajosa entre a China e Portugal”, realçou o porta-voz do ministério chinês do Comércio.

Existem “factores externos”?

“O governo chinês espera que a selecção da proposta vencedora seja baseada nos princípios da abertura, justiça, imparcialidade, transparência e independência de modo a assegurar que o resultado desta transacção comercial não seja influenciado por factores externos”, acrescentou.

O prazo para a entrega das propostas para a compra das acções do Estado português na EDP terminou há cerca de uma semana e o resultado deverá ser anunciado no próximo dia 22.

Pelo que foi divulgado na imprensa de Lisboa, a empresa estatal chinesa CTG foi a que ofereceu o preço mais alto.

“Estou muito confiante. Penso que oferecemos o melhor preço, temos um plano industrial muito bom e também um programa de refinanciamento para o futuro desenvolvimento da EDP”, afirmou o presidente da CTG, Cao Guangjing.

Fundada em 1993, para construir e gerir o maior complexo hidro-eléctrico do mundo, a barragem das Três Gargantas, no rio Yangtze, a CTG é considerada uma das mais importantes empresas da China na área das energias renováveis e está envolvida em projectos hidro-eléctricos em 26 países.

in Hoje Macau - 20 de Dezembro de 2011

sábado, 17 de dezembro de 2011

Rios e Barragens: Será que as centrais hidroeléctricas produzem energias limpas?

Rios e Barragens
Será que as centrais hidroeléctricas produzem energias limpas?




Centro para la Sostentabilidad Ambiental e Amo Amazonía - 2011

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Testemunho de ignorância de um Pritzker comprometido com a EDP - Souto Moura: «Faz-me impressão a água ir para o mar quando faz falta»







Testemunho de ignorância de um Pritzker comprometido com a EDP
Souto Moura: «Faz-me impressão a água ir para o mar quando faz falta»

O arquitecto Souto Moura, que está a fazer um ajuste no projecto da EDP, na barragem de Foz Tua, confessa que lhe faz uma certa impressão que a agua vá para o mar quando faz tanta falta.
Souto Moura, o arquitecto que está a ajudar a EDP, a não ferir a paisagem do Douro Vinhateiro-Património Mundial não assume uma posição «contra ou a favor» da Barragem de Foz Tua, mas confessa que lhe faz uma certa impressão que a agua vá para o mar quando faz tanta falta e sabendo-se também que Portugal tem um deficit de energia.

Souto Moura está a projectar o edifício da central eléctrica da barragem que está integrada no Douro Vinhateito.

A EDP já fez saber que desde o início tem tido a preocupação de não pôr em causa a classificação da UNESCO e este ajuste ao projecto faz parte dessa preocupação.

O arquitecto escolhido pela empresa revela que daqui a um mês vai apresentar o projecto que ainda está em esboço.

in TSF (http://www.tsf.pt/paginainicial/AudioeVideo.aspx?content_id=2187620)- 15 de Dezembro de 2011

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Universidade de Salford: «Mondego» (documentário de Daniel Pinheiro)

Universidade de Salford
«Mondego» (documentário de Daniel Pinheiro)


Um filme-documentário de Daniel Pinheiro.
Projecto final de mestrado em Wildlife Documentary Production da Universidade de Salford, Reino Unido.
Documentário classificado com uma distinção. Filmado em Portugal durante Maio/Junho de 2011. Uma viagem pelo rio Mondego e a sua vida selvagem, das montanhas até ao oceano Atlântico.

Sinopse
Um rio aclamado por poetas e compositores, intimamente ligado à história de Portugal. Enquanto as suas águas se fundem com o mar, uma pequena fonte, escondida no alto da Serra da Estrela, continua a assegurar que o Mondego dá vida à sua grande variedade de habitats e de vida selvagem.

Daniel Pinheiro (danielpinheiro.wildlifefilms@gmail.com) - Novembro de 2011

Barragens e Cultura:Secretário de Estado da Cultura garante que há formas de evitar que a Região do Douro deixe de ser Património da Humanidade





Barragens e Cultura
Secretário de Estado da Cultura garante que há formas de evitar que a Região do Douro deixe de ser Património da Humanidade





O secretário de Estado da Cultura diz que é preciso repensar o projecto da construção da barragem do Tua, garantindo que há várias formas para evitar que a Região do Douro perca o estatuto de Património da UNESCO. Em entrevista à SIC, Francisco José Viegas explicou as causas do problema, lamentando que a cultura não tenha sido ouvida neste processo."Estamos a negociar e a estudar com a EDP para ver se há possibilidade de encontrar soluções" disse o secretário de Estado da Cultura.

A recomendação surgiu depois de uma visita a Portugal da ICOMOS, um grupo técnico da UNESCO, para avaliar os referidos impactos, na sequência de uma queixa apresentada pelo Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV).

Num relatório concluído no final de Junho e remetido ao governo português em agosto, citado hoje pelo jornal Público, a ICOMOS aponta os impactos negativos e graves da construção do empreendimento e sublinha que o Estado português não adoptou todos os procedimentos a que está obrigado perante a UNESCO no processo de análise e aprovação do projecto da barragem.

"O que diz o relatório é verdade. Poderá ter um impacto irreversível", disse o secretário de Estado da Cultura, adiantando que "já estão a ser estudadas várias formas de minimizar" o impacto, entre outras, um projecto pedido ao arquitecto Eduardo Souto de Moura para melhor integrar o projecto na paisagem.

Admitiu ainda que, no relatório, a UNESCO pede realmente a suspensão temporária do projecto.

"Se a cultura tivesse sido ouvida neste processo muitos problemas se poderiam ter evitado. Eu já disse isto no Parlamento. O Governo anterior ignorou os relatórios da Delegação Regional de Cultural do Norte sobre esta matéria e os alertas não foram tidos em conta", afirmou o responsável.

Francisco José Viegas lamentou ainda que não tenha existido uma entidade "para gerir de uma forma responsável todas as áreas" relacionadas com o património mundial, já que, no caso do Douro Vinhateiro, o processo envolve o Ministério do Ambiente e a Secretaria de Estado da Cultura, que, defendeu, "devem fazer uma concentração de esforços".

in SIC Notícias - 7 de Dezembro de 2011

Barragem de Foz-Tua: ESTRAGAR O POUCO QUE RESTA









Barragem de Foz-Tua
ESTRAGAR O POUCO QUE RESTA



Eu sou o último dos ecologistas, "verdes", ou coisa semelhante. Sempre tive uma grande desconfiança com as posições ecologistas e um enorme cepticismo quanto ao pano de fundo dos seus argumentos. Não fui muito sensível às "gravuras que não sabiam nadar". Sou céptico quanto aos movimentos, discursos e demagogias sobre o "aquecimento global", transformados numa vaga ideologia anti capitalista e anti-industrial, que ignora que o nosso modelo de desenvolvimento, predador que seja, e é, garante apesar de tudo um mínimo de qualidade de vida para biliões de pessoas que nunca conseguiriam aceder a esse limiar sem estragar parte da natureza quase sempre sem conta, peso, nem medida. Desconfio da retórica catastrofista com o "aquecimento global" e estou muito do lado de Bjorn Lomborg nos seus argumentos contra a demagogia ambientalista que se tornou um discurso politicamente correcto nos últimos anos, nos países simultaneamente mais ricos e nos únicos que podem controlar alguma coisa a predação da natureza, exactamente porque são ricos e podem pagar esse luxo que China, Índia e Brasil não podem.

Dito isto, que me coloca na lista negra dos ambientalistas - já no Parlamento Europeu, eu e Vasco Graça Moura estávamos na lista dos menos "verdes" dos deputados -, vou terçar as frágeis armas da opinião pela causa do vale do Tua e, por extensão, do Alto Douro vinhateiro e do que não é vinhateiro, mas simplesmente belo como pouca coisa portuguesa que reste. E isto significa que entendo que é um verdadeiro crime e uma asneira, infelizmente com uma sólida tradição de outras asneiras por trás, construir a barragem prevista para o Tua.

O que temos no vale do Tua, o rio, o vale, a linha ferroviária, o equilíbrio da terra, da água, das escarpas, da vegetação, do vento, da solidão agreste, é hoje único em Portugal. Ou seja, não há mais. Acaba-se com o vale do Tua e com excepção de alguns trechos fluviais, muito mais pequenos e sem a dimensão agreste do Tua, já não existe nada de semelhante em lado nenhum. Estamos diligentemente a acabar com outro destes vales, o do Sabor, pelo que sobra apenas o Tua.

Eu tive ainda o privilégio de andar na Linha do Tua (como na do Corgo, igualmente encerrada) e era uma viagem inesquecível, que certamente será um must em qualquer turismo de amadores de comboios, popular em países como o Reino Unido e nos EUA. A "composição" era uma mescla de velho material ferroviário reciclado, que incluía máquinas espanholas e jugoslavas e carruagens italianas dos anos 30. A linha não era então turística, nem nada que se pareça, mas uma linha ferroviária normal, servindo o tráfego normal, as pessoas da terra e das aldeias que tinham no comboio o único meio de transporte que existia. Era um mundo do passado, percebia-se por tudo, pela lentidão, pelo trajecto, pelo mundo que estava a acabar por detrás de estações com nomes bárbaros e som germânico, ou de santos cristãos.

Mas o vale do Tua era o vale do Tua, um sítio belíssimo, onde o calor a pique do Verão, ou o despertar da Primavera ou as primeiras chuvas de Outono faziam a terra cheirar a terra, a urze, aos mil e um cheiros mediterrânicos que hoje só conhecemos dos livros, quando lemos os clássicos. Num sítio muito diferente e distante, conheci os mesmos cheiros e o silêncio quente perturbado apenas pelos besouros e por um vento suave e denso. Na Turquia, ao lado de velhas ruínas por escavar, algures no interior da Anatólia, já bem dentro da Jónia antiga. É o mesmo país, a mesma terra, a mesma história, a mesma pátria antiga que nos fez. Estivessem vivos homens como Orlando Ribeiro, e eles dir-nos-iam os elos que estamos a quebrar, não com o passado, mas com o presente e connosco próprios.

Portugal é um país que tem destruído intensamente a sua paisagem natural nos últimos anos, tem uma grande densidade de barragens a norte e cada barragem é um vale de um rio que desaparece. As cumeadas dos montes já estão cheias de eólicas, e quase que não é possível em lado nenhum olhar à volta de um ponto alto, mesmo nos parques naturais, sem ver artefactos colocados bem diante dos nossos olhos nos últimos 20 anos. Já não sabemos, por exemplo, o que é uma noite escura, e por isso o espanto homérico com o céu e as estrelas é uma experiência que já "não nos assiste", para assentar os pés na terra em que verdadeiramente vivemos, a das trivialidades boçais.

Eu sei que uma parte desta destruição era inevitável e faz parte de um difícil trade-off entre a economia, fonte de riqueza, os recursos a explorar, e o ambiente, mas, como estamos a chegar aos limites de tudo - últimos vales, últimos montes, ultimas paisagens -, esse trade-off esgotou-se nas suas virtualidades, e é hoje uma desvantagem cujos custos se pagarão num futuro próximo. As crianças que hoje nascem vão viver num mundo dominado pela poluição luminosa, de caos urbanístico, construções clandestinas mal-amanhadas e sem paisagem natural. Nunca vão ver a Via Láctea a não ser em fotografias, não sabem o que é um vale selvagem de um rio a não ser nos filmes americanos, nunca cheirarão a urze, nem saberão o que é uma giesta, não terão o vento na cara no cimo duma montanha, sem este trazer a marca conspurcada do mundo de lixo que começa logo uns metros mais abaixo, nunca verão um carvalho, nunca comerão uma truta sem ser de viveiro, não saberão o que é o silêncio "habitado" que muda o coração dos homens que o sabem ouvir.

E, por isso, a sua relação com o mundo é, à partida, muito mais pobre e nunca compreenderão milhares de páginas da literatura da sua língua, nem Camilo, nem Eça, nem Aquilino, nem os poetas que falam de coisas que para eles são tão longínquas como ervas, arbustos, flores e frutos, que não estejam no hipermercado dos subúrbios. Estão a perder a língua, destruída alegremente entre os SMS e o Acordo Ortográfico, e a aumentar a geral dificuldade de leitura e compreensão de qualquer texto que tenha palavras que não constem do vocabulário gutural dominante.

A EDP, que nos saúda com uma nova imagem (quantos milhões gastos e para quê?) e com um slogan Viva a nossa energia!, será vendida em nome do fim do Estado na economia, a uma qualquer empresa estatal brasileira ou chinesa, que certamente se está nas tintas para o que resta de paisagem natural em Portugal. Quase que posso jurar que, nas conversas de gabinete que ninguém escrutina, e que acompanham a privatização, a nossa "flexibilidade" (uma palavra dos tempos de hoje) para acomodar o pacote de barragens está a ser valorizada para subir o preço da empresa. Entre elas está o vale do Tua.

Por isso, combater a barragem que destruirá o vale do Tua transformou-se numa luta de último recurso, uma última oportunidade para termos outra paisagem que não seja eucaliptal, albufeiras artificiais, praias sobrelotadas, montanhas esventradas por pedreiras, na maioria dos casos ilegais, mas a trabalhar diante dos olhos de todos há décadas, num Portugal já demasiado estragado.

Estamos pois numa última fronteira, se é que não a ultrapassámos já.

(Versão do Público de 10 de Dezembro de 2011.)

José Pacheco Pereira, in Público e Abrupto - 11 de Dezembro de 2011



sábado, 10 de dezembro de 2011

Assembleia da República - Barragem de Foz-Tua: "A única acção responsável é parar a barragem já!" (Catarina Martins - BE)

Assembleia da República - Barragem de Foz-Tua
"A única acção responsável é parar a barragem já!" (Catarina Martins - BE)




No debate de actualidade ocorrido na Reunião Plenária da Assembleia da República (9/12/2011) sobre a ameaça à classificação do alto Douro Vinhateiro como Património da Humanidade em consequência da construção da Barragem de Foz-Tua, a deputada do Bloco de Esquerda Catarina Martins interveio exigindo que não se permita avançar com obra pelo "grande negócio para EDP".


Catarina Martins (Bloco de Esquerda - BE), in Assembleia da República - 9 de Dezembro de 2011

Douro/Património - deputados do PSD e PS por Bragança: Governo tem de compatibilizar barragem e classificação





Douro/Património - deputados PSD e PS por Bragança
Governo tem de compatibilizar barragem e classificação


Deputados eleitos por Bragança do PS e do PSD manifestaram hoje a sua oposição à possibilidade de parar a barragem de Foz Tua, defendendo que "o Governo tem de compatibilizar" a obra com o Douro Vinhateiro.

O deputado do PSD Adão Silva considerou, em declarações à Lusa "inaceitável que possa repetir-se o "dejá vu" do Côa", numa referência à solução defendida pelos opositores da barragem.

"É inaceitável a Unesco retirar a classificação ao Douro Vinhateiro Património da Humanidade, mas também é inaceitável que se pare a barragem", defendeu.

Agência Lusa, in Sapo Notícias - 9 de Dezembro de 2011

Barragem Tua: Disputa entre municípios atrasa agência de desenvolvimento






Barragem Tua
Disputa entre municípios atrasa agência de desenvolvimento

A disputa entre municípios e o ICNB pelo fundo financeiro oferecido pela EDP está a repetir-se na barragem de Foz Tua e a atrasar o início de funções da agência de desenvolvimento regional, de acordo com fonte da elétrica nacional.

O mesmo impasse já tinha ocorrido com a barragem do Sabor e o ministério do Ambiente acabou por recuar na decisão de entregar a gestão do fundo ao Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade e entregar aos municípios a decisão sobre onde aplicar as verbas em parceria com aquele organismo.

As duas barragens, em construção no Nordeste Transmontano, são as primeiras a contemplarem como medida de compensação um fundo financeiro correspondente a três por cento da faturação líquida anual da produção de energia.

Diário Digital/Lusa, in Diário Digital - 8 de Dezembro de 2011

A quem vender a dívida da EDP?: E a EDP vai para... Países solventes interessam-se pela EDP






A quem vender a dívida da EDP?
E a EDP vai para... Países solventes interessaram-se pela EDP

Hoje era o dia limite para serem entregues as propostas à privatização dos últimos 24,35% do capital da eléctrica que ainda está nas mãos do Estado. Foram entregues na Parpública propostas de quatro empresas estrangeiras: a alemã E.On, a chinesa Three Gorges e as brasileiras Eletrobras e Cemig. In Jornal de Negócios, 9-12-2011.

O interesse pela eléctrica portuguesa é seguramente grande e poderá superar três grandes escolhos que afectarão o futuro imediato desta empresa:



  1. a sua enorme dívida: mais de 16 mil milhões de euros;


  2. os privilégios, cada vez mais contestados, de que a EDP goza em Portugal pelo seu estatuto de quase monopólio e empresa rendeira que mensalmente expropria, através dos preços exagerados que cobra e dos chamados Custos de Interesse Económico Geral (CIEG), recursos económicos desproporcionados ao potencial produtivo do país;


  3. o Plano Nacional de Barragens, através do qual a EDP avançou para a construção de duas barragens inúteis, salvo para incrementar artificialmente o valor potencial dos seus activos: barragens do Baixo Sabor e do Tua.

A ameaça da UNESCO, conhecida esta semana, de retirar a classificação de Património Mundial ao Alto Douro, previsível e há muito anunciada como provável por quem, com razoabilidade e abundante argumentação técnica, vem criticando o embuste do Plano Nacional de Barragens (PNBEPH), caiu como uma pedra no toutiço do actual governo. A reacção patética do secretário de estado da cultura ao aviso, ainda informal, da UNESCO, serviu a todos para melhor reconhecer as limitações óbvias deste governante. Tal como os demais transmontanos ilustres —Durão Barroso, Sócrates e Passos Coelho — que têm sido chamados a decidir sobre estas desfigurações inúteis da paisagem duriense, também Francisco José Viegas, natural do Pocinho, localidade a escassa distância do novo Museu do Côa (que recebeu neste seu primeiro ano de funcionamento mais de 50 mil visitantes), vem primando por um completo despudor e falta de senso na defesa destes verdadeiros atentados de cimento.

Parece que Manuel Maria Carrilho, anterior ministro da cultura e comissário português na UNESCO, teria avisado o governo Sócrates sobre o conflito óbvio entre as barragens previstas para o Alto Douro e a classificação da UNESCO. E parece que a correspondente em Lisboa da UNESCO não fez ou fez mal o seu trabalho em matéria de tamanha importância e melindre, ocultando informação à sede da organização para quem trabalha.

Em suma, ou teremos a barragem do Tua um dia concluída, e perderemos a classificação patrimonial do Douro conferida pela UNESCO há uma década —agora que o turismo induzido pelas Low Cost cresce exponencialmente da Ribeira do Porto até ao Museu do Côa. Ou então, as barragens do Baixo Sabor e do Tua serão interrompidas, e o Plano Nacional de Barragens de Elevado Potencial Hidroeléctrico suspenso, em nome de um valor económico bem maior: o inestimável potencial vinícola, turístico e cultural da bacia do rio Douro.

Em nome da inadiável redução do sobre endividamento da EDP, que já não poderá contar garantidamente com as prometidas rendas do insolvente Estado português, mas também em nome de soluções técnicas de mitigação das quebras de produção dos geradores eólicos, que podem passar perfeitamente por aumentos de potência em barragens existentes (Barragem da Bemposta, etc.), parar as barragens poderá afinal revelar-se como um mal menor que serve aos ecologistas, ao governo e ao futuro imediato da EDP. Só as construtoras sairão a perder neste volte-face. Mas já não ganharam de mais? Não estragaram já o suficiente a paisagem que é de todos? Não foram já suficientemente responsáveis pela bancarrota do país? E quem disse que não poderão ser parcialmente compensadas com alguma obra na China, Brasil ou Alemanha? Tudo se negoceia quando há juízo!

Sobre quem será o país a tomar conta de 25% da EDP, sabe-se que:



  1. O Brasil não quer a China a entrar no Brasil através da EDP, e quer, por seu lado, entrar na península ibérica e na Europa através da EDP;


  2. Os Estados Unidos não querem a China a entrar no seu sector energético através da EDP, e já fizeram saber isso mesmo às autoridades portuguesas;


  3. A Alemanha não quer a China a entrar no sector energético europeu através da EDP, no preciso momento em que a crise das dívidas soberanas e empresariais vai obrigar a múltiplos movimentos de concentração económico-financeira na Europa;


  4. A China, portanto, para entrar, terá que colocar muita massa em cima da mesa e oferecer extras irresistíveis.

O Brasil abre um mercado de futuro à EDP. Mas, por outro lado, a Alemanha reforçará o potencial científico e tecnológico da companhia, e ainda todo o vasto mercado europeu, mais os mercados de exportação que a Alemanha alcança e que são imensos. Por mim, a opção é clara e chama-se Alemanha!

Seja como for esta privatização vai ser um excelente barómetro da inteligência estratégica e negocial deste governo. Estamos todos em pulgas para saber!




António Cerveira Pinto, in O António Maria - 10 de Dezembro de 2011

Governo - Barragem de Foz-Tua: A meter água






Governo - Barragem de Foz-Tua
A meter água



O turismo, que devia ser uma das apostas estratégicas do País, é ignorado por causa de uma barragem
Há coisas que nunca mudam. O apego dos Governos às Parcerias Público-Privadas seria enternecedor se não fosse uma das grandes causas da ruína do País. A ligação quase umbilical entre o Estado, empreiteiros, bancos, concessionários e seus advogados pode explicar que ao fim de meio ano de Passos Coelho as PPP continuem a ser negócios ricos e florescentes para os privados e uma desgraça para o Estado. Está tudo na mesma, para pior.

Agora, há o risco de a Unesco retirar a classificação de Património Mundial ao Douro Vinhateiro, se a Barragem do Tua for construída. Podia não ter importância, só baixava um pouco mais o ânimo dos nativos, mas não. O que a Unesco disse, em 2001, é que há uma região tão bonita e fantástica em Portugal que tem de ser usufruída pelo Mundo inteiro. E isso atrai turismo, como tem atraído cada vez mais. Mas subir o Douro de barco e andar na centenária e única Linha do Tua, submersa com a barragem, deixará de ser possível. O turismo, que devia ser uma das apostas estratégicas do País, é ignorado por causa de uma barragem que vai dar apenas 0,67 por cento a mais de energia e que, de custo inicial, é de 300 milhões (num total de 16 mil milhões pagos pelos contribuintes), fora as derrapagens e a mão de Souto Moura para "melhorar" o paredão de mais de 100 metros de altura. Foi este paredão "imenso" que a ministra do Ambiente disse ao Parlamento já estar construído, para justificar a barragem. Mas não está. Confessou depois ao CM que o secretário de Estado Daniel Campelo a informou mal.

Mas, ficou tudo na mesma, pior. Mais de mil sobreiros já foram abatidos dos mais de cinco mil autorizados pela ministra e o argumento mudou. Agora, há um contrato para respeitar que, por acaso, tem sido seguido pela antiga firma de advogados da ministra e uma indemnização de cerca de 100 milhões no caso de quebra de contrato. Então, retire-se o necessário dos 2500 milhões do CIEG (os custos políticos que se pagam com a factura da luz) e use-se como indemnização e isto sem invocar o interesse nacional que serve para alterar tudo o que é contrato laboral! Em vez das barragens, aposta-se na eficiência energética nos edifícios e nos transportes e a ministra do Ambiente, em vez de parecer... é!


Manuela Moura Guedes, in Correio da Manhã - 9 de Dezembro de 2011


sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Assembleia da República - Barragem de Foz-Tua: POR INICIATIVA DE “OS VERDES” ALTO DOURO VINHATEIRO E BARRAGEM DE FOZ TUA EM DISCUSSÃO NO PARLAMENTO












Assembleia da República - Barragem de Foz-Tua
POR INICIATIVA DE “OS VERDES” ALTO DOURO VINHATEIRO E BARRAGEM DE FOZ TUA EM DISCUSSÃO NO PARLAMENTO NA SEXTA-FEIRA


Para além de terem requerido a vinda do Secretário de Estado à Assembleia da República, em sede de comissão, e dada a urgência da questão em causa, “Os Verdes” agendaram para a próxima sexta-feira, dia 9 de Dezembro, um debate de actualidade no Parlamento (com início às 10.00h) sobre as ameaças ao Alto Douro Vinhateiro, património da humanidade pela UNESCO, designadamente pela construção da Barragem de Foz Tua.

O Grupo Parlamentar “Os Verdes” (Gabinete de Imprensa)- 7 de Dezembro de 2011

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Douro - Autarcas pacóvios: O crime anunciado de Foz Tua







Douro - Autarcas pacóvios
O crime anunciado de Foz Tua

Editorial, in Público (p. 34) - 7 de Dezembro de 2011

Relatório da UNESCO: Barragem do Tua põe em risco Património Mundial no Douro







Relatório da UNESCO
Barragem do Tua põe em risco Património Mundial no Douro


O Comité do Património Mundial da UNESCO considera que a construção da barragem de Foz Tua tem um "impacto irreversível e ameaça os valores" que estão na base da classificação do Alto Douro Vinhateiro como Património Mundial. Esta é uma das conclusões do relatório da missão consultiva que, a solicitação do Governo português, visitou o local no início de Abril e que aponta ainda para outros impactos negativos e graves do empreendimento. O documento foi produzido pelo Icomos, uma associação de profissionais da conservação do património que é o órgão consultivo daquele comité da UNESCO.

O relatório, a que o PÚBLICO teve acesso, foi concluído em finais de Junho e remetido ao comité, que o enviou depois para as autoridades portuguesas já em Agosto, por protocolo diplomático, via Ministério dos Negócios Estrangeiros, mas permanece ainda no segredo os gabinetes, não sendo conhecida qualquer reacção ou resposta do Governo. Além de analisar os impactos e as consequências do avanço da obra para a área de paisagem classificada como património da humanidade, o relatório critica também duramente o comportamento das autoridades portuguesas.

Nos últimos anos registaram-se dois casos em que a Unesco retirou a classificação de Património Mundial: na cidade de Dresden e em Omã.

José Augusto Moreira, in Público - 7 de Dezembro de 2011

Ambiente e Património Mundial - Barragem de Foz-Tua: Até Novembro UNESCO não tinha recebido resposta do Governo, diz PEV







Ambiente e Património Mundial - Barragem de Foz-Tua

Até Novembro UNESCO não tinha recebido resposta do Governo, diz PEV


A UNESCO não recebeu até Novembro qualquer resposta do Governo português a uma recomendação feita pela organização sobre o Alto Douro Vinhateiro, disse hoje à agência Lusa a deputada do partido Os Verdes Manuela Cunha.

A Icomos, uma associação de profissionais da conservação do património, realizou em Abril uma visita ao local e elaborou um relatório sobre as consequências da construção da barragem, que entretanto foi entregue à UNESCO.

“Dessa missão ocorrida em Abril a UNESCO dirigiu uma recomendação ao Governo português que, segundo os hábitos da UNESCO, exige por parte do Governo um comentário”, afirmou a deputada, adiantando que “em Novembro a UNESCO ainda não tinha recebido nenhum comentário a essa recomendação”.

A construção da barragem de Foz Tua pode levar à perda da classificação do Alto Douro Vinhateiro como Património Mundial da UNESCO, de acordo com um relatório hoje citado pelo PÚBLICO.

De acordo com o relatório elaborado pela Icomos, a construção da barragem terá “um impacto irreversível e ameaça o valor excepcional universal [que é o fundamento da classificação da UNESCO]”.

“Em Novembro desloquei-me à UNESCO, a Paris, para entregar um relatório arrasador relativo aos impactos da barragem de Foz Tua sobre o Alto Douro Vinhateiro”, indicou.

Segundo a mesma fonte, o PEV, através da deputada Heloísa Apolónia, já tinha dirigido um requerimento ao executivo a pedir uma resposta a essa recomendação.

O PEV pretendia que o Governo “desse a conhecer à AR o teor dessa recomendação e que explicasse porque é que [o executivo] ainda não tinha reagido à recomendação tal como é exigência por parte da UNESCO".

A UNESCO anunciou a classificação do Douro como Património da Humanidade a 14 de Dezembro de 2001.

A construção de uma barragem faz parte do Plano Nacional de Barragens e tem sido alvo de contestação, nomeadamente pelos alegados impactos na paisagem protegida do Douro Vinhateiro, classificado Património da Humanidade.

A barragem deverá estar concluída em 2015 e representa um investimento de 305 milhões de euros.

GEOTA pede ao Governo que pare barragem

O presidente da associação ambientalista GEOTA defendeu hoje que o Governo deve parar de imediato a construção da barragem de Foz Tua face à "ameaça" da UNESCO de retirar a classificação do Douro Vinhateiro como património mundial.

“O Governo deve mandar parar imediatamente as obras de Foz Tua e resgatar aquela concessão no sentido de garantir a continuidade não só dos valores enormes que temos no vale do Tua e que têm um potencial local turístico muito grande, como no sentido de garantir a continuidade do Douro património mundial”, disse à Lusa João Joanaz de Melo.

A conclusão da Icomos que, para o presidente da GEOTA, é a única possível e que só reitera “aquilo que as organizações ambientalistas têm vindo a dizer sobre a barragem de Foz Tua ser um erro crasso”.

Para João Joanaz de Melo, o impacto que a construção da barragem tem na região é tão negativo que a única razão que poderia ser aceite para a continuação das obras seria “o interesse público”. O que, segundo o responsável da associação, não existe.

“Trata-se de uma obra, do ponto de vista de política energética, perfeitamente inútil”, referiu, defendendo que a poupança de electricidade seria muito mais útil.

Já o presidente da Comunidade Intermunicipal do Douro (CIM Douro) afirmou que a classificação do Alto Douro Vinhateiro como Património Mundial da Humanidade não pode ser um pretexto para que nada se faça neste território.

“Não se pode criar uma reserva aqui. É preciso criar condições para as pessoas que cá vivem, senão podemos vir a ter uma reserva sem habitantes”, afirmou Artur Cascarejo, também presidente da Câmara de Alijó, concelho onde está a ser construído o paredão da Barragem de Foz Tua.

O autarca disse desconhecer o relatório, mas lembrou que, antes de se iniciar a construção da barragem, foi necessário proceder a uma Declaração de Impacto Ambiental (DIA) e aprovar o Relatório de Conformidade Ambiental do Projecto de Execução (RECAP).


“Agora que já estão em obra, que a paisagem está escavacada, é que vêm pôr em causao empreendimento”, questionou o autarca.


Artur Cascarejo recordou os aspectos negativos da barragem com a perda de “uma beleza ambiental”, mas sublinhou as contrapartidas positivas decorrentes deste projecto, nomeadamente para o seu concelho.


Segundo o autarca, o empreendimento está a criar 1500 postos de trabalho, o alojamento em Alijó está praticamente esgotado e, nos últimos tempos, até abriram novos restaurantes no concelho.


Entre as contrapartidas para a região pelos impactos da barragem está também a criação de uma agência de desenvolvimento regional, em parceria com as cinco autarquias da área de influência do empreendimento, nomeadamente Carrazeda de Ansiães, Vila Flor, Mirandela, no distrito de Bragança, e Alijó e Murça, no de Vila Real.


São cerca de 20 milhões de euros que, segundo Artur Cascarejo, vão ser investidos no empreendedorismo local, em obras com vista ao desenvolvimento deste território e na preservação ambiental.


Por fim, o autarca disse estranhar que, antes de cada aniversário da classificação do Douro, que se assinala a 14 de Dezembro, surjam sempre notícias sobre o risco de desclassificação ou de repreensões por parte da UNESCO.



Lusa, in Público - 07 de Dezembro de 2011

País: Ambientalistas pedem suspensão das obras na Barragem do Tua





País
Ambientalistas pedem suspensão das obras na Barragem do Tua



Perante o relatório da UNESCO que considera que a Barragem do Tua ameaça os valores culturais do Alto Douro Vinhateiro, os ambientalistas pedem a suspensão imediata das obras, mas a população mostra-se dividida.

in RTP - 7 de Dezembro de 2011

Programa Nacional de Barragens - Foz-Tua: UNESCO pode desclassificar Douro






Programa Nacional de Barragens - Foz-Tua
UNESCO pode desclassificar Douro


A Quercus apela ao Governo que pondere o que é mais importante para o país. O impacto da construção da barragem do Tua pode levar a UNESCO a retirar a classificação de património mundial da Região do Douro.

A Quercus pediu hoje ao Governo que pondere o que é mais importante para o país, o Douro como património mundial ou a barragem do Tua, face à possibilidade da UNESCO retirar a classificação devido ao impacto da barragem.

"Esperamos que o Governo procure pesar o que é mais importante para o desenvolvimento do país: se uma barragem ou se a classificação de património mundial da Região do Douro, até em termos de impacto turísticos", disse à Lusa a membro da associação ambientalista Quercus Susana Fonseca.

A construção da barragem de Foz Tua pode levar à perda da classificação do Alto Douro Vinhateiro como Património Mundial da UNESCO, de acordo com um relatório hoje citado pelo Público.

A Icomos, uma associação de profissionais da conservação do património, realizou em abril uma visita ao local e elaborou, a pedido do Governo português, um relatório sobre as consequências da construção da barragem.

Impactos negativos e graves

Num relatório concluído no final de junho e remetido ao governo português em agosto, a Icomos aponta os impactos negativos e graves da construção do empreendimento e sublinha que o Estado português não adotou todos os procedimentos a que está obrigado perante a UNESCO no processo de análise e aprovação do projeto da barragem.

De acordo com o relatório elaborado pela Icomos, a construção da barragem terá "um impacto irreversível e ameaça o valor excecional universal [que é o fundamento da classificação da UNESCO]".

Para Susana Fonseca da Quercus "não há de facto uma mais-valia de desenvolvimento económico de uma região associado à construção de barragens", acrescentou.

in Expresso - 7 de dezembro de 2011

Ambiente - Barragem de Foz-Tua: Barragem põe em risco Património Mundial do Douro







PNBEPH - Barragem de Foz-Tua
Barragem põe em risco Património Mundial do Douro


Quercus pede ao Governo que pondere o que é mais importante para o país: o Douro como património mundial ou a barragem do Tua


A Quercus pediu ao Governo que pondere o que é mais importante para o país, o Douro como património mundial ou a barragem do Tua, face à possibilidade da UNESCO retirar a classificação devido ao impacto da barragem.

«Esperamos que o Governo procure pesar o que é mais importante para o desenvolvimento do país: se uma barragem ou se a classificação de património mundial da Região do Douro, até em termos de impacto turísticos», disse à Lusa a membro da associação ambientalista Quercus Susana Fonseca.

A construção da barragem de Foz Tua pode levar à perda da classificação do Alto Douro Vinhateiro como Património Mundial da UNESCO, de acordo com um relatório citado pelo jornal «Público».

A Icomos, uma associação de profissionais da conservação do património, realizou em Abril uma visita ao local e elaborou, a pedido do Governo português, um relatório sobre as consequências da construção da barragem.

Num relatório concluído no final de Junho e remetido ao governo português em agosto, a Icomos aponta os impactos negativos e graves da construção do empreendimento e sublinha que o Estado português não adoptou todos os procedimentos a que está obrigado perante a UNESCO no processo de análise e aprovação do projecto da barragem.

De acordo com o relatório elaborado pela Icomos, a construção da barragem terá «um impacto irreversível e ameaça o valor excepcional universal [que é o fundamento da classificação da UNESCO]».

Para Susana Fonseca da Quercus «não há de facto uma mais-valia de desenvolvimento económico de uma região associado à construção de barragens», acrescentou.

A deputada do partido Os Verdes Manuela Cunha afirmou à agência Lusa que a UNESCO não recebeu até Novembro qualquer resposta do Governo português a uma recomendação feita pela organização sobre o Alto Douro Vinhateiro. «Dessa missão ocorrida em Abril a UNESCO dirigiu uma recomendação ao Governo português que, segundo os hábitos da UNESCO, exige por parte do Governo um comentário», afirmou a deputada.

«Em Novembro desloquei-me à UNESCO, a Paris, para entregar um relatório arrasador relativo aos impactos da barragem de Foz Tua sobre o Alto Douro Vinhateiro», disse, por isso, considera que « a noticia não traz nada de novo em relação àquilo que os Verdes já no passado mês de Novembro tornaram público».

Segundo a mesma fonte, o PEV, através da deputada Heloísa Apolónia, já tinha dirigido um requerimento ao executivo a pedir uma resposta a essa recomendação.

O presidente da associação ambientalista GEOTA defendeu que o Governo deve parar de imediato a construção da barragem de Foz Tua. «O Governo deve mandar parar imediatamente as obras de Foz Tua e resgatar aquela concessão no sentido de garantir a continuidade não só dos valores enormes que temos no vale do Tua e que têm um potencial local turístico muito grande, como no sentido de garantir a continuidade do Douro património mundial», disse à Lusa João Joanaz de Melo.

Para João Joanaz de Melo, o impacto que a construção da barragem tem na região é tão negativo que a única razão que poderia ser aceite para a continuação das obras seria «o interesse público». O que, segundo o responsável da associação, não existe. «Trata-se de uma obra, do ponto de vista de política energética, perfeitamente inútil», referiu, defendendo que a poupança de electricidade seria muito mais útil.

Redacção/SM, in TVI24 - 7 de Dezembro de 2011

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Barragem do Tua pode levar à perda da classificação do Douro como Património Mundial da UNESCO






Ambiente e Património
Barragem do Tua pode levar à perda da classificação do Douro como Património Mundial da UNESCO

A construção da barragem de Foz Tua pode levar à perda da classificação do Alto Douro Vinhateiro como Património Mundial da UNESCO, de acordo com um relatório hoje citado pelo Público. A Quercus pediu ao Governo que pondere o que é mais importante para o país, o Douro como património mundial ou a barragem do Tua, face à possibilidade da UNESCO retirar a classificação devido ao impacto da barragem.

"Esperamos que o Governo procure pesar o que é mais importante para o desenvolvimento do país: se uma barragem ou se a classificação de património mundial da Região do Douro, até em termos de impacto turísticos", disse à Lusa a membro da associação ambientalista Quercus Susana Fonseca.

A Icomos, uma associação de profissionais da conservação do património, realizou em abril uma visita ao local e elaborou, a pedido do Governo português, um relatório sobre as consequências da construção da barragem.

Num relatório concluído no final de junho e remetido ao governo português em agosto, a Icomos aponta os impactos negativos e graves da construção do empreendimento e sublinha que o Estado português não adotou todos os procedimentos a que está obrigado perante a UNESCO no processo de análise e aprovação do projeto da barragem.

De acordo com o relatório elaborado pela Icomos, a construção da barragem terá "um impacto irreversível e ameaça o valor excecional universal 1/8que é o fundamento da classificação da UNESCO 3/8".

Para Susana Fonseca da Quercus "não há de facto uma mais-valia de desenvolvimento económico de uma região associado à construção de barragens", acrescentou.


in SIC Notícias - 7 de Dezembro de 2011

Ambiente: UNESCO alerta para impacto irreversível da construção da barragem do Tua na região do Douro





Ambiente
UNESCO alerta para impacto irreversível da construção da barragem do Tua na região do Douro







A UNESCO alerta para o impacto irreversível da construção da barragem do Tua na região do Douro vinhateiro. De acordo com o jornal Público, o Governo tem na gaveta um relatório da UNESCO que alerta para essa situação caso a barragem avance mesmo. A jornalista Rosa Azevedo refere que a região pode mesmo perder a distinção de património mundial.

in Antena 1 - 7 de Dezembro de 2011

Ambiente - Progama Nacional de Barragens: Barragem do Tua ameaça patrimómio mundial no Douro







Ambiente - Programa Nacional de Barragens
Barragem do Tua ameaça patrimómio mundial no Douro


A Quercus pediu hoje ao Governo que pondere o que é mais importante para o país, o Douro como património mundial ou a barragem do Tua, face à possibilidade da UNESCO retirar a classificação devido ao impacto da barragem.
«Esperamos que o Governo procure pesar o que é mais importante para o desenvolvimento do país: se uma barragem ou se a classificação de património mundial da Região do Douro, até em termos de impacto turístico», disse o membro da associação ambientalista Quercus Susana Fonseca.

A construção da barragem de Foz Tua pode levar à perda da classificação do Alto Douro Vinhateiro como Património Mundial da UNESCO, de acordo com um relatório hoje citado pelo Público.

A Icomos, uma associação de profissionais da conservação do património, realizou em abril uma visita ao local e elaborou, a pedido do Governo português, um relatório sobre as consequências da construção da barragem.

Num relatório concluído no final de junho e remetido ao governo português em agosto, a Icomos aponta os impactos negativos e graves da construção do empreendimento e sublinha que o Estado português não adotou todos os procedimentos a que está obrigado perante a UNESCO no processo de análise e aprovação do projeto da barragem.

De acordo com o relatório elaborado pela Icomos, a construção da barragem terá «um impacto irreversível e ameaça o valor excepcional universal [que é o fundamento da classificação da UNESCO]».

Para Susana Fonseca da Quercus «não há de facto uma mais-valia de desenvolvimento económico de uma região associado à construção de barragens», acrescentou.

Lusa/SOL, in SOL - 7 de Dezembro de 2011

Ambiente - Progama Nacional de Barragens: Protesto contra a destruição dos rios à porta da sede da EDP

Ambiente - Programa Nacional de Barragens
Protesto contra a destruição dos rios à porta da sede da EDP








GEOTA - LPN - QUERCUS - COAGRET, in Lisboa - 6 de Dezembro de 2011

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

À porta da sede da EDP: Ambientalistas protestaram contra construção da barragem de Foz Tua




À porta da sede da EDP
Ambientalistas protestaram contra construção da barragem de Foz Tua



Jornal de Notícias - 06 de Dezembro de 2011

Ambiente à porta da sede da EDP: Ambientalistas comparam barragens à destruição dos budas do Afeganistão pelos talibãs






Ambiente à porta da sede da EDP
Ambientalistas comparam barragens à destruição dos budas do Afeganistão pelos talibãs




Os ambientalistas comparam a destruição dos rios através da construção de barragens à destruição dos budas do Afeganistão pelos talibãs.
Quatro associações ambientalistas estiveram esta manhã em protesto em frente à sede da EDP, em Lisboa, contra a construção da barragem de Foz Tua, em Trás-os-Montes, e contra o Plano Nacional de Barragens.

O protesto foi promovido pelo GEOTA (Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente), LPN (Liga para a Proteção da Natureza), Quercus e COAGRET (Coordenadora dos Afetados pelas Grandes Barragens e Transvases).

O repórter Nuno Felício acompanhou esta manifestação.

Nuno Felício, in Antena 1 - 6 de Dezembro de 2011

Ambiente - Barragem de Foz-Tua: Ambientalistas contra construção da barragem






Ambiente - Barragem de Foz-Tua
Ambientalistas contra construção da barragem



Realizaram um protesto simbólico frente à EDP também para alertar a opinião pública para os custos do empreendimento

Duas dezenas de ambientalistas realizaram um protesto simbólico frente à EDP, em Lisboa, para pedir ao Governo que pare a construção da barragem que submergirá o vale do Tua e alertar a opinião pública para os custos do empreendimento.

«O custo de parar é muito mais baixo do que continuar. A concessão da barragem de Foz Tua custou cerca de 50 milhões de euros, resgatar a concessão custará talvez 60 milhões. Se a barragem for para a frente, aquilo que temos de pagar por ela, por meia dúzia de kilowatts/hora que não são necessários, porque é muito mais barato poupá-los do que estar a produzi-los, custará aos portugueses qualquer coisa como dois biliões de euros», afirmou Joana de Mello, dirigente do GEOTA, Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente, em declarações citadas pela agência Lusa.

Além do GEOTA, promoveram esta acção de protesto a Liga de Protecção da Natureza (LPN), a Quercus e a COAGRET, Coordenadora de Afectados pelas Grandes Barragens e Transvases.

A construção da barragem de Foz Tua, a cargo da EDP, faz parte de um Programa Nacional de Barragens (PNB) idealizado pelo Governo de José Sócrates e inclui a construção de nove outras barragens, das quais três são da responsabilidade da eléctrica portuguesa.

Os ambientalistas consideram que «as barragens são das formas mais agressivas que há de produzir electricidade e são neste momento a maior ameaça que há à biodiversidade em Portugal» e querem convencer a opinião pública a apoiar este protesto, além de prepararem o recurso a outras instâncias, como aos tribunais e à União Europeia.

«Este PNB é exactamente a mesma coisa que as SCUT e os estádios. Dizia-se que eram sem custos para utilizador, mas estamos a pagar agora a factura sob a forma de uma crise porque temos biliões de dívida», acrescentou Joana de Mello, salientando que pensam «lutar até as últimas consequências para evitar esta barbaridade sobre o património nacional, sobre a identidade nacional e sobre os bolsos de todos os portugueses».

Para os manifestantes, em contrapartida às barragens, dever-se-ia apostar nas «alternativas de desenvolvimento baseados nos valores locais que são únicos».

«A crise tem o factor positivo de nos obrigar a pensar nos investimentos e no que é essencial. Nós precisamos de energia, mas precisamos de produzir energia da forma mais eficiente. É o que diz o programa do Governo, é o que diz a Estratégia Europeia da Energia e o memorando da troika. O que nós queremos é que se cumpra no papel aquilo que se diz de boca, que é obtermos a nossa energia da forma mais barata possível e com o menor efeito possível», defendeu.

Entre as medidas que consideram essenciais estão a criação de «benefícios fiscais a quem fizer investimentos no sector da energia, seja na indústria, seja nas famílias», a aposta na eficiência energética e na requalificação urbana.

No protesto, os ambientalistas distribuíram um panfleto à população onde referem ainda que a construção da barragem irá custar aos consumidores e ao Estado entre 16 mil e 20 mil milhões de euros, ou seja, dois mil euros por cada português.

Em contrapartida «terá consequências sociais graves, contribuirá para o despovoamento da região, já empobrecida, do vale do Tua», destruirá «valores com potencial turístico e patrimonial», nomeadamente «o vale e linha do Tua».

Redacção/ACS, in TVI24 - 6 de Dezembro de 2011