quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Rio Tua - Carrazeda de Ansiães: Três operários feridos na barragem do Tua



Rio Tua - Carrazeda de Ansiães
Três operários feridos na barragem do Tua

Três homens ficaram, esta terça-feira, feridos num acidente nas obras de construção da barragem do Tua, em Carrazeda de Ansiães.



operários estariam a ser elevados numa plataforma de uma grua


Os operários estariam a ser elevados numa plataforma de uma grua que, a determinda altura, tombou. O manobrador não sofreu ferimentos, ao contrários dos trabalhadores, que ficaram com fracturas nas pernas e braços.

Um dos sinistrados ficou, ainda, com ferimentos no rosto, pelo que, teve de ser evacuado de helicóptero para o Hospital de Vila Real.

No local, está uma equipa de inspectores da Autoridade das Condições do Ttrabalho de Bragança para apurar o que terá acontecido.

Eduardo Pinto e Patrícia Posse, in Jornal de Notícias - 30 de Agosto de 2011

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Mondim de Basto - Provocação ou distracção?

Mondim de Basto
Provocação ou distracção?

Mais uma vez a Volta a Portugal passou na nossa região e, como habitualmente, com a já tradicional etapa que tem como meta o cume do altivo Monte Farinha, mais conhecido pelo alto da Senhora da Graça, no concelho de Mondim de Basto.
Convém não esquecer que também temos em Amarante uma capelinha com a mesma invocação, em Vila Caiz, num monte menos imponente mas também com belas vistas.
Puxando um pouco a brasa à minha sardinha, atrevo-me a propor aos amarantinos que ainda não conhecem esse nosso santuário de aí fazerem uma rápida visita, embora e infelizmente se tenham deixado construir na zona autênticas agressões urbanísticas… mas isso é outra história.
Mas o que quereria abordar hoje é o facto de a tal chegada da etapa ter dado azo a uma bem conseguida reportagem da televisão, até porque o S. Pedro ajudou, e que se estendeu por umas horas e que, claro, devidamente patrocinada, serviu para potenciar as ofertas turísticas da região de Mondim.
Entre actuações de vários artistas do agrado dos presentes e, evidentemente, do público-alvo dessa transmissão em directo, foi dada a palavra a várias pessoas representativas das actividades locais, que são variadas, valha a verdade, e que pessoalmente muito admiro.
Sem ser um fiel espectador das reportagens em directo da Volta, devo confessar que costumo assistir a esta, pois é a ocasião de ter imagens fantásticas da região, tomadas a partir dum helicóptero que acompanha esta manifestação desportiva.
Entre os entrevistados, e com toda a naturalidade e justiça, figurou o Sr. Presidente da Câmara de Mondim de Basto, que aproveitou e bem o ensejo para por em valor tudo o que de positivo o concelho a que preside tem, e que, repito, é muito.
Não esqueceu, nem podia fazê-lo, o Parque Natural do Alvão, mesmo se parte importante dele não se situa no seu concelho. Tudo bem, e tudo louvável.
Onde a meu ver não foi feliz, foi quando abordou o problema das vantagens que trará para o concelho, lá para 2015, a nova albufeira com que Mondim será contemplada.
Em primeiro lugar, pecou por ser extemporâneo, já que a data avançada, se se confirmar e nada é menos certo, é tão longínqua que falar disso agora não me parece muito acertado.
Mas o mais grave é que o Sr. Presidente sabe melhor que ninguém como esse assunto foi e é fracturante na sociedade local e remexer no assunto nesta altura se não é provocação até parece…
Ainda se tivesse suavizado a situação dizendo, por exemplo, que esperava que os aspectos negativos da barragem de Fridão, que os há, não vale a pena escamoteá-los, seriam, pelo menos em parte, compensados por outros e que compreendia que houvesse quem se poderia sentir prejudicado com essa obra, mas que o bem público deve sobrepor-se ao privado, etc…
Aos mondinenses mais atentos, a despropositada evocação não deve ter passado despercebida… Mesmo se involuntária foi, no mínimo, infeliz.


Luís Magalhães, in ERA-FM TV - Agosto de 2011

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Bolsa - EDP mais fundo: Bolsa nacional perde quase 1% com EDP a afundar mais de 5%





Bolsa - EDP mais fundo
Bolsa nacional perde quase 1% com EDP a afundar mais de 5%

A bolsa nacional desvalorizou pela oitava sessão consecutiva num dia marcado pela recuperação das principais praças europeias. A EDP afundou 5,8% e foi a cotada que mais penalizou o índice principal.


O índice PSI-20 recuou 0,99% para 5.993,87 pontos, com 14 cotadas a descer e seis a subir. Isto numa sessão em que as praças europeias acabaram por subir e levar o índice de referência para a Europa, Stoxx 600, a fechar em alta de 0,86%.

Durante a sessão de hoje 12 das 20 cotadas do principal índice nacional renovaram mínimos de mais de 12 meses. A subida das acções europeias veio interromper um ciclo que já ia em oito dias seguidos a desvalorizar e que levou o índice de referência para a Europa a mínimos de dois anos. Lisboa não conseguiu acompanhar esta recuperação e fechou em terreno negativo, embora longe dos mínimos da sessão, quando chegou a cair perto de 5%.

O sector energético esteve a liderar as perdas da oitava sessão consecutiva de quedas na bolsa nacional.

A EDP foi a cotada que mais pressionou a bolsa nacional e renovou mínimos de Julho de 2005. A eléctrica liderada por António Mexia caiu 5,80% para 2,094 euros e a sua participada EDP Renováveis declinou 2,51% para 3,887 euros. A REN, que gere a rede eléctrica nacional, perdeu 3,90% para 2,12 euros.

A Galp Energia também foi das que mais pressionou e também renovou um mínimo de mais de um ano ao negociar nos 11,60 euros, na sessão em que chegou a perder mais de 10% ao acompanhar a queda do preço do petróleo. A petrolífera acabou por encerrar a sessão a perder 2,39% para 12,67 euros por acção.

Pela positiva destacou-se a Jerónimo Martins que terminou a sessão em alta de 3,16% para 12,24 euros. A retalhista quebrou assim um ciclo de seis dias em queda.

Também a contrariar maiores perdas esteve o BCP que negociou impulsionado pela notícia de que o BNP Paribas estará a preparar-se para comprar o banco liderado por Santos Ferreira. Os títulos do banco subiram 3,31% para 0,281 euros, enquanto o BES ascendeu 0,9% para 2,353 euros e o Banco BPI depreciou 0,58% para 0,86 euros. Já o Banif declinou 1,74% para 0,452 euros. O Banco de Portugal negou que o BNP tenha efectuado uma proposta para comprar o BCP, mas não negou o interesse do banco francês no BCP.

Também a Brisa negociou em alta depois de uma série de dias em baixa. A concessionária subiu 1,36% para 2,677 euros, depois de ter sofrido perdas significativas após apresentar resultados. A cotada renovou recentemente mínimos de 1997 e nas 11 sessões que terminaram ontem a cotada eliminou 25,4% da sua capitalização bolsista.

A Portugal Telecom perdeu 0,88% para 5,66 euros e renovou mínimos de Abril de 2009 ao negociar nos 5,641 euros. A Zon Multimédia, que perdeu 2,22% para 2,506 euros renovou mínimos de 2001 e a Sonaecom declinou 3,38% para 1,256 euros.

Além das duas operadoras também a Altri, a Sonae SGPS, a REN, Semapa, Sonae Indústria e Banif renovaram mínimos de mais de um ano.


Hugo Paula (hugopaula@negocios.pt), in negócios online - 9 de Agosto de 2011

domingo, 7 de agosto de 2011

Brasil - Amazónia: Barragem de Belo Monte "o cavalo de Tróia do rio Xingu"





Brasil - Amazónia
Barragem de Belo Monte "o cavalo de Tróia do rio Xingu"

Lá nas américas do Brasil e do Chile como cá no envergonhado Portugal europeu do século XXI a pirataria atlântica passou dos mares para os rios com a descoberta da fórmula pacífica do assalto ao património da Terra, de todos e de sempre, com o ultrajante proteccionismo corsário dos governos dos Estados actuais.

Lá como cá, na Patagónia (Baker e Pascua), na Amazónia (Xingu) e no Tâmega, sabe quem paga a exorbitância dos garimpos e o arrojo dos assaltos aos territórios indígenas?




Raúl Silva Telles do Valle (director do Instituto Socioambiental), in Painel Brasil TV - Julho de 2011

sábado, 6 de agosto de 2011

Contas: Lucro da Águas de Portugal quase quadruplica no semestre







Contas
Lucro da Águas de Portugal quase quadruplica no semestre



A Águas de Portugal registou um lucro de 48 milhões de euros na primeira metade de 2011, mais 284% que no ano passado.

A Águas de Portugal obteve um resultado líquido consolidado de 48 milhões de euros no primeiro semestre de 2011, um crescimento de 284% face ao período homólogo, apesar de um aumento da dívida dos municípios, anunciou a empresa.

Estes valores representam uma subida de mais de 35 milhões de euros em comparação com os 12,5 milhões registados pela Águas de Portugal (AdP) no final do primeiro semestre de 2010, com o resultado operacional a crescer em 50% e o volume de negócios em 11%, atingindo os 373,4 milhões de euros.

Os resultados financeiros, indicou a AdP, "obtiveram uma melhoria significativa", embora a dívida da parte dos municípios se tenha agravado em 25,5% face ao final de 2010, com a dívida vencida a fixar-se num total de 219,2 milhões de euros em Junho.

Em termos homólogos, também o EBITDA (resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) registou aumentos em termos homólogos, de 24,2%, passando para 159,5 milhões de euros durante este período.

"O aumento do volume de negócios é explicado pelo início de actividade das novas sociedades AdRA - Águas da Região de Aveiro e AgdA - Águas Públicas do Alentejo e pela entrada em operação de novas infra-estruturas entretanto concluídas", explicou a empresa pública em comunicado.

Os lucros da AdP aumentaram 73% no ano passado, para 79,8 milhões de euros, o melhor resultado desde a sua constituição, anunciou em Março o grupo.


Económico com Lusa, in Económico - 4 de Agosto de 2011

Energia - Barragens: Uma carta ao Ministro da Economia

Energia - Barragens
UMA CARTA AO MINISTRO DA ECONOMIA

Caro Prof. Álvaro Santos Pereira,

Tomo a liberdade de lhe enviar pessoalmente esta informação, dado que os canais institucionais não parecem estar a funcionar lá muito bem.

Contrariamente à propaganda da EDP (com cumplicidade das autoridades até à data), o Programa Nacional de Barragens é um verdadeiro desastre para a economia nacional, para o orçamento de Estado, para o desenvolvimento regional e para ambiente.

Nunca foi publicada qualquer estimativa oficial dos custos reais do programa para os cidadãos e o Estado, mas as concessões das grandes barragens são um buraco financeiro comparável às SCUTS. Pelas nossas estimativas, os 3.600 milhões de euros de investimento inicial vão transformar-se num custo directo, para os consumidores e o Estado (ou seja para os contribuintes) de 15 mil milhões de euros, pelo menos. Cerca de 25 a 30% disto serão transferências do orçamento de Estado, pelo subsídio à reserva de potência, enquanto o resto será repercutido na tarifa ou no défice tarifário.

A isto há que acrescentar os custos indirectos das actividades económicas perdidas, das comunidades e dos recursos naturais destruídos.

O emprego gerado é escasso e limitado no tempo, sendo o custo de cada emprego dez vezes mais caro que investimentos no turismo rural.

As alternativas de poupança energética são dez vezes mais baratas, medidas em investimento por kWh, do que a nova produção nas novas barragens.

Anexo cópia do memorando sobre a matéria dirigido às instituições internacionais.

Ao seu dispor para quaisquer esclarecimentos ou para aprofundar a discusão no domínio da política energética (conforme de resto já solicitei pelas vias oficiais).

Com os melhores cumprimentos,

João Joanaz de Melo
Presidente do GEOTA
Professor de Engenharia do Ambiente,
Universidade Nova de Lisboa

ANEXO: “The Portuguese Dam Program: an economic and environmental disaster” (PDF)

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Interesse Nacional - EDP: O mito das grandes obras e a ilusão do 'Eldorado'

Interesse Nacional - EDP
O mito das grandes obras e a ilusão do 'Eldorado'


Ao ler a notícia acima no «Público» de hoje (24/07/2011) lembrei-me da ilusão de muitos dos nossos autarcas e comerciantes locais, agarrados ao mito de que as grandes obras (auto-estradas barragens, etc.), trazem por arrastamento um surto de desenvolvimento local.

Aqui está a prova acabada de que nem sempre é assim, mesmo descontando o facto de que o tão propalado 'Eldorado' só dura o tempo preciso das obras. E, mesmo assim, estamos a ver o que acontece em tempos de crise como o que infelizmente vivemos.

Daí que seria altura de as pessoas abrirem, de vez, os olhos e perceberem que todo este prometido "desenvolvimento" no fundo é uma grande ilusão e que como nos tempos do volfrâmio, depois dos charutos acesos com notas de conto, ficam as dívidas, o lixo à porta de casa, os buracos nas estradas, as escombreiras, os estaleiros abandonados, as águas desviadas e inquinadas, enfim, um rol de desgraças com que mais ninguem se vai importar, muito menos os que foram responsáveis por elas quantas vezes em nome de um falso interesse nacional, como tem sido o caso da EDP e do seu paladino, o incontornável dr. Mexia.

Luís van Zeller de Macedo - 24 de Julho de 2011
Presidente da Direcção da Associação Cívica Pró-Tâmega (Amarante)