quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Rio Tua - Carrazedo do Ansiães: Acidente na barragem do Tua causa cinco feridos




Rio Tua - Carrazeda de Ansiães

Acidente na barragem do Tua causa cinco feridos


Cinco pessoas ficaram feridas num acidente de trabalho que ocorreu, ao início da tarde desta quarta-feira, na barragem do Tua, em Carrazeda de Ansiães. A obra está parada.

Segundo o Centro de Operações de Socorro de Vila Real, um dos feridos é grave, tendo os outros trabalhadores envolvidos sofrido ferimentos ligeiros ao nível do tronco e dos braços.

O comandante dos Bombeiros Voluntários de Alijó confirmou ao JN que o ferido que inspirou mais cuidados queixava-se que dores no tórax.

Mas a EDP, responsável pela obra, garante que todos os feridos são "ligeiros" e foram "transferidos do local como medida de precaução".

Em comunicado enviado à Lusa, a EDP refere a existência de "quatro feridos" que foram "de imediato assistidos pelo posto médico da obra".

Apenas dois feridos foram transportados para o Hospital de Vila Real.

A empresa explica ainda que o acidente aconteceu às 14.45 horas "na sequência de um desmonte de rocha efectuado na margem direita" e que "fragmentos de rocha atingiram quatro trabalhadores que se encontravam a montar cofragens na boca de saída do túnel de derivação provisória do rio, na margem esquerda".

Os trabalhadores feridos têm idades compreendidas entre os 25 e os 40 anos. Dois deles residem em Marco de Canaveses, um em Esposende e outro, de origem moldava, vive em Braga.

Fonte dos Bombeiros Voluntários de Alijó disse duas ambulâncias foram para o local, na "execução do desvio provisório da Estrada Nacional 212", precisou a EDP.

As obras da barragem do Tua estão a decorrer entre os concelhos de Carrazeda de Ansiães e de Alijó.

Recorde-se que
três operários das obras na barragem do Tua morreram soterrados, no passado dia 26 de Janeiro, num acidente de trabalho.



Eduardo Pinto, in Jornal de Notícias - 8 de Fevereiro de 2012

1 comentário:

Anónimo disse...

Relativamente à barragem de Foz-Tua e considerando a sucessão de acidentes, não seria adequado exigir a paragem total das obras até que tudo fosse esclarecido? Afinal as obras não pararam com o primeiro acidente, veio o segundo.
Estão à espera de quê para parar a obra?
Se fosse uma obra particular de um desgraçado qualquer já estavam paradas e o dono detido...

Manuel Ferreira dos Santos