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domingo, 1 de maio de 2011

Mondim de Basto - Barragens: Electric feel

Mondim de Basto - Barragens
Electric feel
sentimento eléctrico da região. o rock in bee, que enchia o pavilhão dos bombeiros mondim de basto, consagrava os qing of qong, reis da edição 2011, por serviços ali prestados há anos, critério de desempate para o talento. a pompa do momento. o presidente da câmara, prestes a entregar o troféu, franze o cenho com 2 manifestantes espontâneos que se animaram com o ambiente, o eco a entoar-se com o silêncio admirado à volta. "edp, edp, edp." cinco, dez segundos. (90 por cento da assistência não entendeu nada daquilo). humberto cerqueira notou bem o atrevimento, baixou à plateia e mandou os dois manifestarem-se para a terra deles. ali não era lugar. não tinham direito. com a postura vampira da cooporação de mexia na região de basto, (sim toda ela nossa terra, mais ainda quando a posição a jusante de uns inunda a vida a montante dos outros) protestar não é direito, é dever.

Vítor Pimenta, in O Mal Maior - 1 de Maio de 2011
Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega (Arco de Baúlhe - Cabeceiras de Basto)

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Mondim de Basto - Protocolo de promessas antigas: Bater na mesma tecla

Mondim de Basto - Protocolo de promessas antigas
Bater na mesma tecla

Há quem diga que dou demasiada tinta à questão das barragens, mas nenhuma me parece em excesso quando se trata de desmascarar um processo paradigmático da má-fé e do abuso do poder do Estado e grandes empresas, sobre as pessoas comuns e as suas vidas. E neste contexto, expor também a encenação a que se prestam alguns dos representantes locais.

A Câmara de Mondim fez, há dias, pompa e circunstância da assinatura de um protocolo que garante a ligação da vila à Variante do Tâmega, e dali às auto-estradas que cruzam a região. Tudo bem, se o Estado e seus governos, na figura do EP- Estradas de Portugal, não tivessem essa obrigação de cumprir uma promessa com demasiado tempo.

Tudo bem, se a própria Barragem de Fridão estivesse desde já aprovada, o que é mentira. O Movimento Pró-Tâmega, aliás, fez entrar no Tribunal Administrativo e Fiscal de Penafiel uma Acção Popular Administrativa, contra o Estado Português e a EDP, visando a anulação da forjada Declaração de Impacte Ambiental (DIA) condicionalmente favorável do Empreendimento Hidroelétrico de Fridão. Coisa que pode abortar a intentona.

De resto, quem pôs as devidas questões a Paulo Campos foi o Presidente da Junta de Mondim. A interpelação justa de Fernando Gomes ao secretário de estado das Obras Públicas é de leitura obrigatória. Chamou-lhe um jocosamente "protocolo de promessas com 20 anos". Tendo em conta o histórico de expectativas defraudadas, não podia ter outro nome.


Vítor Pimenta, in O Mal Maior - 28 de Julho de 2010
Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega (Arco de Baúlhe - Cabeceiras de Basto)

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Tâmega - Albufeira de Fridão: O Tâmega deles

Tâmega - Albufeira de Fridão
O Tâmega deles

Pelo que se pode ler, a Ministra do Ambiente, Dulce Pássaro, já legislou sobre barragens que não existem e ainda em processo de aprovação. E não é que a pretensa albufeira de Fridão terá o estatuto de "águas públicas de utilização protegida"?

Ora, neste contexto legal, e ao contrário do que os senhores da EDP vieram vender aos autarcas e fiel auditório, no imenso lago de água choca estarão interditas - e se calhar ainda bem - quaisquer actividades, desde a pesca a qualquer outra actividade lúdica e recreativa, a que se soma uma faixa terrestre de pelo menos 100 metros de largura, com usufruto interdito ou altamente condicionado.


Tal como disse Manuel João Vieira, «um misto de calhaus e lodo, com uma vedação de arame farpado toda à volta». Podem desde já cancelar a reserva do barquinho a motor.

Vítor Pimenta, in O Mal Maior - 16 de Julho de 2010
Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega (Arco de Baúlhe - Cabeceiras de Basto)

terça-feira, 1 de junho de 2010

Barragens em "Blue Gold": Hipotecar o futuro

Barragens em "Blue Gold"
Hipotecar o Futuro


O excerto retirado do documentário de Sam Bozzo, Blue Gold: World Water Wars (2008), faz a reflexão devida sobre as consequências negativas a médio e a longo prazo, na construção de barragens. 

Ao contrário do que a EDP e o Governo vão dizendo, estas são maus mecanismos de gestão dos recursos hídricos pelos enormes desequilíbrios que geram no ambiente, tendendo paradoxalmente a contribuir para a desertificação. 

Mais, os sedimentos que deviam ser levados pelos rios até ao mar, acumulam-se nas sucessivas albufeiras e estão também na origem do processo de erosão da costa, cujas medidas de minimização são suportadas na íntegra pelos contribuintes.

Mas isso não interessa que se saiba. 


Para fazer valer uma forma ineficiente e arcaica de produzir energia, mas que gera activos à empresa e liquidez imediata ao Orçamento de Estado, nada como mascarar os prejuízos, lançando charme pela Região. 

É o que a Fundação da eléctrica fez recentemente, ao patrocinar projectos de "valor e transformação social e ambiental" em Mondim de Basto, com a conivência da Câmara Municipal e do Governador Civil de Vila Real. 

Fica a empresa bem na fotografia, aliando uma dissimulada consciência verde à responsabilidade social. 

Mas também pode o executivo de Mondim ficar com a certeza de que o capital político arrecadado em alinhar na propaganda, é uma miséria face ao valor que teimam em hipotecar.

Vítor Pimenta, in O Mal Maior - 1 de Junho de 2010
Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega (Arco de Baúlhe - Cabeceiras de Basto)

domingo, 2 de maio de 2010

Barragem de Fridão: A Passarada

Barragem de Fridão
A Passarada

A ministra do Ambiente já deu luz verde à construção da Barragem de Fridão. 

Não tarda, e os autarcas poderão usufruir também de um laguinho de água choca (com geisers e com tudo), para levar o povo de merenda e padre borgas. 

Parabéns.
.
Vítor Pimenta, in O Mal Maior - 2 de Maio de 2010
Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega (Arco de Baúlhe - Cabeceiras de Basto)

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Rio Tâmega - Património Nacional em risco: Barragens e Desenvolvimento (ou não)

Rio Tâmega - Património Nacional em risco
Barragens e Desenvolvimento (ou não)

«A informação recolhida mostra uma redução da população nos concelhos situados na área de influência das barragens analisadas. A situação de envelhecimento evoluiu para grave em 2001, com forte repulsão da população potencialmente activa, em simultâneo com o aumento do desemprego em grande parte dos municípios, devido à redução das actividades do sector primário em prol do terciário, que exige maior qualificação.

A forte diminuição observada nas actividades agrícolas e o baixo aumento no sector secundário indicam que uma maior electrificação das áreas de intervenção, e uma maior disponibilidade de água para irrigação, não se materializaram nestes dois sectores.

(...) uma grande barragem não proporciona desenvolvimento socioeconómico local na região onde é implementada.»
[João Velosa]



O estudo e as conclusões da tese de mestrado de João Velosa (aqui, e de leitura obrigatória) desmontam toda a ilusão que se tem vendido às populações do Vale do Tâmega e da Região de Basto. 

Ao afundarem terrenos agrícolas, as barragens reduzem substancialmente o sector primário (base económica), aos quais se juntam os custos de produção associados com as alterações microclimáticas. 

O resultado é o desemprego e o abandono progressivo das pessoas. Se os responsáveis políticos locais não querem falar a verdade, pelo menos que não se deixem enganar por Mexias e concubinos.

Vítor Pimenta, in O Mal Maior - 28 de Abril de 2010
Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega (Arco de Baúlhe - Cabeceiras de Basto)

quarta-feira, 24 de março de 2010

PNBEPH - Rio Tâmega: Para lá e cá do Marão, sabem os que por ali estão

PNBEPH - Rio Tâmega
Para lá e cá do Marão, sabem os que por ali estão.



Fomentar o crescimento de uma região à custa do sacrifício das gentes de outra, só tem um nome: colonialismo. E é de colonialismo do Interior português que fala, quando eminentes administradores, como o Pina Moura, vem pelo próprio pé, abanar com falsas promessas do "bom" a uma região deprimida, a troco da sua riqueza.

Mas eis que ex-ministro da economia, prontamente colocado ao serviço da Iberdrola, engoliu em seco, num debate em Vila Real, perante um parecer técnico, elaborado por 15 investigadores da UTAD, que arrasa por completo o Estudo de Impacte Ambiental. Pelas palavras, pelos actos e, sobretudo, pelas omissões. O megaprojecto não é sustentável do ponto de vista ambiental, ignora quaisquer impactos económicos negativos sobretudo quando retira hectares de cultivo a populações inteiras que tão pouco poderão fazer uso dos recursos hídricos.

Mas para Pina Moura, pleno bondade, está fora de questão refazer o EIA. E dali, quanto muito, terá levado umas notas para reflexão em casa, uma vez descartada (na sua cabeça) a suspensão da empreitada.

Ora essa, e logo depois de Sócrates gastar albufeiras de saliva na coisa, com a historinha do potencial hídrico subaproveitado. É bem visto que este keinesianismo de clientela, tem apenas o propósito maior de fazer render o peixe às construtoras e cimenteiras, tão sedentas de lucro, à custa da cartelização do mercado da energia. Para estes o lucro, para o estado os encargos com as compensações. A factura, está visto, há-de ser paga pelo consumidor de electricidade e pelo contribuinte. Ambos a mesma pessoa.

(na imagem, retirada daqui, a paisagem lunar que fundeia a esvaziada barragem da Caniçada, no Gerês)


Vítor Pimenta, in O Mal Maior - 24 de Março de 2010
Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega (Arco de Baúlhe - Cabeceiras de Basto)

domingo, 14 de março de 2010

13 de Março: Dia T

13 de Março
Dia T

Ontem, penduramos as razões e os lamentos na velha ponte de Amarante. e o rio Tâmega juntou-se enrolando as águas nos pilares em síncrono com os canoistas . Eles, que como nós, também o preferem assim, livre e temperamental. Agradeceu-nos as palavras, silencioso, e apenas se fez ouvir em protesto mais abaixo, quando se precipitou na largura do Torrão que não é ele.

Éramos 300 a fazer voz no mesmo timbre que se ouviu mais tarde, nessa noite, na apresentação do livro de Luís Jales de Oliveira. A sessão teve a tonalidade mista de homenagem e vigília. Houve alturas que soou a um requiem revoltado com esta ligeireza de afundar memórias e afectos entre os homens e a natureza, a troco de um progresso anacrónico. 


Os mondinenses e outros que se lhes ajuntaram, alguns homens do poder, sentiram-se de alguma forma.

Vítor Pimenta, in O Mal Maior - 14 de Março de 2010
Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega (Arco de Baúlhe - Cabeceiras de Basto)

quarta-feira, 3 de março de 2010

PNBEPH - Terras de Basto: À atenção de arcoenses, vilanunenses, pedracences e demais 'enses'

PNBEPH - Terras de Basto
À atenção de arcoenses, vilanunenses, pedracenses e demais 'enses'



O texto de Alfredo Pinto Coelho, atesta um receio mondinense legítimo, que de resto foi um dos argumentos mais sólidos da Junta de Freguesia de Mondim na sua posição contra a Barragem do Fridão: os postes de muito alta-tensão que a EDP (ou a REN?) quer instalar.
Desconheço o percurso da coisa, de onde vem e para onde vai. Mas a acontecer, há sempre duas soluções alternativas: enterrar os cabos ou então dar-lhes a volta pela outra margem. Não sei se me faço entender.


Vítor Pimenta, in O Mal Maior - 2 de Março de 2010
Movimento Cidadania para o Deenvolvimento no Tâmega (Arco de Baúlhe - Cabeceiras de Basto)

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

PNBEPH - Alto e Baixo Tâmega: Torrentes de Mudança

PNBEPH - Alto e Baixo Tâmega
Torrentes de Mudança

A Assembleia de Freguesia Arco de Baúlhe já não é o único órgão autárquico com posição tomada contra a construção de Barragens no Rio Tâmega

Na freguesia de Mondim de Basto, que conta com um dos mais dinâmicos presidentes de Junta da região, que aliás promoveu várias sessões sobre o tema, o executivo afirmou-se "incondicionalmente contra a Barragem de Fridão".

De lembrar que no início de Fevereiro deste ano, ainda que com algum cinismo, o executivo camarário de Amarante também votou uma moção contra a Barragem de Fridão.

Já mais a montante: Anelhe, Arcossó, Vilarinho das Paranheiras e Vilela do Tâmega tomaram uma posição conjunta "contra o aproveitamento hidroeléctrico do Alto Tâmega".


Bem hajam.

Vítor Pimenta, in O Mal Maior - 24 de Fevereiro de 2010

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

PNBEPH - Barragem de Fridão (Amarante): 3 em 1

PNBEPH - Barragem de Fridão (Amarante)
3 em 1

«“É pois intenção dos municípios, não se opondo cabalmente à construção do empreendimento hidroelétrico, assegurar que um bem nacional não se faça à custa do sacrifício das populações do interior”, sublinharam os presidentes.
Além da compensação financeira, que poderá chegar aos 2,5 milhões de euros anuais, os municípios exigem também a construção do troço da variante do Tâmega de Celorico até Arco de Baúlhe, contratualizada desde 1983, e a ligação desta via à vila de Mondim de Basto, cujo projeto se encontra em fase final de execução.» [Tâmega Online]

É tão inédita como irónica, quanto louvável, esta convergência de 3 autarcas da Região de Basto a uma só voz. Nada como uma barragem e dificuldades de tesouraria para lembrar uma responsabilidade e obrigação política de que se tinham arredado há anos.

Vítor Pimenta, in O Mal Maior - 18 de Fevereiro de 2010

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

PNBEPH - Rio Tâmega - Das Contrapartidas

PNBEPH - Rio Tâmega
Das Contrapartidas


O novo presidente de Câmara de Mondim de Basto acredita no potencial turístico de uma albufeira a rodear-lhe a urbe, além de que espera contrapartidas.

A Junta de Freguesia de Mondim, tão conformada quanto realista, discutiu o assunto no passado sábado. Não atendi ao evento mas abaixo estão duas boas contrapartidas que, com ou sem barragem, deviam mover os edis da região.

Se tivermos de gramar com o empreendimento, então, não há desculpas do dinheiro que não havia antes. Este já foi adiantado pela eléctrica e é aqui que, naturalmente, devia ser investido.
  1. Reabilitação da Linha do Tâmega: ~56 milhões €
  2. Via do Tâmega + Ponte (Mondim - Celorico - A. Baúlhe): ~80 milhões €
TOTAL: 136 milhões €

[Valor pago ao Estado pela EDP pela concessão do Fridão: 200 milhões €]

Vítor Pimenta, in MalMaior - 8 de Fevereiro de 2010

domingo, 27 de dezembro de 2009

PNBEPH - Custos da interioridade e subserviência: Barragens e Desenvolvimento

PNBEPH - Custos da interioridade e subserviência
Barragens e Desenvolvimento

O sempre oportuno e plural Ecos de Basto, fez capa na sua edição de Natal (ainda indisponível online) com a entrevista a um responsável da EDP para quem "a Barragem do Fridão é uma oportunidade de desenvolvimento"(cito de memória).

Sim, talvez como tem sido a oportunidade de desenvolvimento para muitos concelhos com barragens, como se pode verificar, quando se junta o mapa das hídricas a norte e do índice de desenvolvimento humano de portugal em 2004.

Uma das conclusões é que os concelhos com mais barragens, têm na generalidade piores índices de desenvolvimento humano. Era desejo de levar com a uva passa, que um jornal como este deixasse de servir de conduta ao que é uma das maiores mentiras pregadas aos cabeceirenses no último ano.


Vítor Pimenta, in O Mal Maior - 27 de Dezembro de 2009

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Rio Tâmega - POLUIÇÃO: A Morte de um Rio

RIO TÂMEGA - POLUIÇÃO
A Morte de um Rio

A vergonha do Tâmega no "Nós Por Cá" da SIC.

A tragédia não é mais que o resultado da " transferência da propriedade do rio, que era de toda a população,(...) e passou para usufruto único de uma empresa de exploração de energia", como diz João Branco da Quercus. E as consequências estão à vista e ao nariz de todos. O Tâmega desligou-se da sua cidade, das suas pessoas e está impróprio para outra utilização que não alimentar turbinas de barragem. A morte de um rio é a morte de uma cidade.

Importa acrescentar que o "problema [do tratamento das águas pluviais] em vias de resolução" pelas câmaras de Amarante e Chaves, segundo as palavras do responsável da Administração Hidrográfica do Norte, vai para lá daqueles dois municípios. O rio que, como qualquer outro, tem uma tendência natural ao fenómeno de eutrofização nestas condições, vem poluído desde Espanha. Realidade à qual se acrescenta o deficiente tratamento das águas residuais drenadas pelo Tâmega e afluentes, nomeadamente em Cabeceiras de Basto ou Mondim de Basto.

Com isto, não será de estranhar o drama dos amarantinos multiplicado por 5, com a construção das novas Barragens no mesmo vale, a banhar-nos as bordas.

Vítor Pimenta, in O Mal Maior - 30 de Setembro de 2009

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

RIO TÂMEGA - POLUIÇÃO: Verdete [Rio Tâmega]

RIO TÂMEGA - POLUIÇÃO
VERDETE [Rio Tâmega]


© Ana Magalhães

De Amarante, a montante da barragem do Torrão, vão chegando relatos(1, 2, 3 e 4) de um rio verde, pestilento - eutrofizado. 

Esta albufeira não atrai turistas, nem desenvolvimento, nem emprego, nem gente. Atrai insectos. 

Com um risco elevado de eutrofização, amplamente assumido pelos estudos e pela própria EDP, isto é a amostra do lago de água choca que nos espera com a construção das barragens na bacia hidrográfica do Tâmega. 

Não há propaganda encomendada que se possa impor a esta realidade, descartado que está qualquer esforço para despoluir o rio. 

Até lá, ide-vos iludindo com os barquinhos, os peixinhos e a casinha de pau. Comprai também uma mola para o nariz.

Vítor Pimenta, in O Mal Maior - 9 de Setembro de 2009