domingo, 14 de fevereiro de 2010

Programa Nacional de Barragens - Avaliação de Impactes Ambientais: Uma história para explicar como funciona o esquema das AIAs

Programa Nacional de Barragens - Avaliação de Impactes Ambientais
Uma história para explicar como funciona o esquema das AIAs


Nunca fui ágil de palavra (… nem de pensamento), por tal motivo tento sempre encontrar instrumentos que, dalguma forma, consigam explicar o meu ponto de vista sobre aquilo que penso.
Neste caso, a melhor ferramenta que encontrei para explicar o que me vai na cabeça em relação ao Tâmega foi uma história que pode servir de alguma utilidade para compreender como funciona o esquema das AIAs.
O mais importante é que todos compreendam o esquema que foi criado para, aparentemente, avaliar as potencialidades ambientais de um ecossistema.
O entusiasmo que vi ontem (12/02) no debate em Amarante
[org. Comissão Municipal de Acompanhamento da Barragem de Fridão] faz com que acredite que estamos perante uma inflexão neste caminho errado, que nos leva irremediavelmente ao abismo.

Esta história começa assim:

No intrincado e complexo mundo empresarial houve uma grande cooperativa que dava por nome Grande Cooperativa Agro-Florestal e Lúdica de Portugal.
Esta empresa, constituída pela associação de muitas outras cooperativas mais pequenas, estava imersa numa já longa e aparentemente interminável crise económico-financeira. Os gestores desta firma, que em tempos foi uma das mais importantes a nível mundial, não conseguiam desembaraçá-la das dívidas e despesas que a vinham acossando havia já muito.

Finalmente, uma equipa governativa (o GOVERNO), que como sempre ao longo das últimas décadas tinha sido escolhida pela maioria dos sócios cooperativistas, encontrou uma fórmula que, segundo a opinião deles, acabaria por ser de extrema utilidade para salvar da crise esta já desencantada firma empresarial.

- Estimados sócios! – brandiu o Director-Geral da Grande Cooperativa (o PRIMEIRO MINISTRO) – fizemos um laborioso e muito estudado plano encaminhado a vender a nossa frota de camiões (PLANO DE BACIAS).

A estupefacção dos sócios foi, aqui sim, unânime.


- Vender a nossa frota de camiões?... mas, então… como vamos transportar as nossas mercadorias?, – perguntaram tão ignorantes trabalhadores.

- Não se preocupem, meus caros amigos! – sentenciou o ilustre Director-Geral – faremos uma renovação total desta frota, passando a ter viaturas mais amigas do ambiente, económicas e decoradas de forma que consigam atrair melhor a atenção do público (MEDIDAS MINIMIZADORAS).

Ummm… ficaram a pensar receosos os humildes servos. Os nossos camiões eram os melhores quando foram comprados… pensaram uns. Bom,… também não são velhos pois foram adquiridos há pouco tempo… discerniam outros.

- Digos-vos mais! – insistiu o salvador da empresa – … foi feito já o concurso e temos finalmente que compre as nossas viaturas (EDP, IBERDROLA,...). Pagaram bem e foram encomendados para avaliar o estado da nossa obsoleta frota (AVALIAÇÃO DE IMPACTE AMBIENTAL).

Ao longo dos dias que se seguiram a empresa realizou aquele estudo e apresentou o mesmo aos trabalhadores. Estes, desconfiados, faziam sempre as mesmas perguntas.

- Eu conduzo aqueles camiões e nunca tive problema com eles! – sentenciava um dos motoristas da Cooperativa –
São potentes e conseguem levar muita mercadoria!…

A empresa, calma e confiante, repetia mais uma vez aquilo que ao longo dos últimos dias vinha dizendo incansavelmente.

- Os vossos camiões consomem muito, têm manutenções muito caras e não são amigos do ambiente. Se continuam com eles terão que dispensar muito dinheiro todos os anos, e nunca poderão sair desta crise.

- Mas… não resultará mais caro transportar os nossos produtos em furgonetas mais pequenas? – interrogavam os que ouviam -. Teremos que fazer mais viagens e consumir mais combustível… ! – acrescentavam –. Afinal ficaremos sem viaturas muito antes! – vociferavam os mais.

- Não se alarmem! – acalmava tranquilamente o administrador da empresa adjudicatária –, já fizemos os cálculos e todas as despesas serão muito menores. Mais a mais… – continuava aquela voz clarividente –, e sempre pensando no bem-estar de todos vocês, aconselhamos ao vosso Director-Geral que adopte um plano de férias mais adequado, de modo que ao longo dos próximos três anos possam desfrutar todos de uma semana de descanso numa estância balnear (MEDIDAS COMPENSATÓRIAS).

A história acaba como todos sabemos, pois os trabalhadores incautos acabaram por acreditar em tão melindroso plano.

António Luis Crespí (Professor Doutor - UTAD) - 13 de Fevereiro de 2010

3 comentários:

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