sábado, 13 de fevereiro de 2010

PNBEPH - Rio Tâmega: Perante um plano mercenário de exploração de águas as contrapartidas para os políticos

PNBEPH - Rio Tâmega
Perante um plano mercenário, as contrapartidas para os políticos

«Num parecer, sobre o EIA da barragem de Fridão, emitido pelo serviços da Câmara Municipal de Amarante é defendido um novo eixo viário entre Paradança e Fridão.» Rui Miguel Borges (Casa do Eiró)

Estas «contrapartidas» são um preço que estes autarcas estão a colocar para a construção das mercenárias barragens. Já se esqueceram das «contrapartidas» (e.g. a Via do Tâmega) prometidas aquando o fecho da linha do Tâmega na Região de Basto?

Estão a vender-nos por pouco... muito pouco e sem garantias de execução.

Entretanto a Câmara de Amarante recusa a construção da barragem de Fridão porque, e cito, a construção da barragem de Fridão «é um sacrifício demasiado elevado para os munícipes» de Amarante.

Sobre o mesmo âmbito, na Região de Basto as câmaras municipais de Cabeceiras, Celorico e Mondim de Basto estipulam um preço para que os munícipes destes concelhos suportem o que os amarantinos (e bem) não podem suportar (para além de Fridão, ao contrário de Amarante, a região de Basto levará com mais quatro barragens na calha).

De nada vale para estes executivos que o Estudo de Impacte Ambiental (sobre a barragem de Fridão) seja um embuste que foi desmascarado com um parecer técnico-científico de um professor da UTAD que conclui que o estudo está repleto de imprecisões e erros e que é necessário refazê-lo. Pois as suas decisões já há muito estão decididas.

As contrapartidas são mais apelativas do que uma guerra aberta contra o lobby económico e o Governo. Além do mais, as contrapartidas podem dar aquilo que o político adora: votos. Enfim.

Este plano de barragens é apenas um plano mercenário para exploração das águas e terras envolventes, por um preço bem barato, por décadas e décadas futuras com a conivência dos nossos executivos e de alguma gente.

Nas sessões de "esclarecimento" promovidas por estas três câmaras de Basto, não houve nenhum orador que fosse contra estas barragens. Ou seja, nestas sessões organizadas pelas câmaras palestrou administradores das concessionárias, o presidente do INAG (que outrora afirmou, quando confrontado com o relatório da UE que criticava o plano de barragens, que 'ninguém iria impedir a construção destas barragens') e afins correlegionários.

Não houve, até ao momento, uma iniciativa camarária sobre este assunto com "Prós & Contras", somente "Prós".

Enfim, isto tudo é um embuste e um engodo. Por vezes dou por mim a pensar se a realidade é assim tão difícil de se ver ou se as pessoas preferem, ou por interesse, por distracção ou por má informação, não ver o que se está a passar e o que vai acontecer.

Esta é uma triste situação.

Marco Gomes, in Casa do Eiró - 12 de Fevereiro de 2010
Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega (Cabeceiras de Basto)

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