domingo, 17 de janeiro de 2010

PNBEPH - Garimpeiros à solta no Tâmega: Testemunho do assalto aos terrenos ribeirinhos pressionando os proprietários

PNBEPH - Garimpeiros à solta no Tâmega
Testemunho do assalto aos terrenos ribeirinhos pressionando os proprietários: «Uma grande vergonha»


Por decisões contranaturais tomadas em Lisboa o Tâmega está a viver o fim dos seus dias com rio e natureza mansa, de paisagens harmoniosas, de monumentalidade natural do seu vale, de estabilidade e segurança das suas populações.

Tudo quanto há sido propalado nos OCS não basta para escamotear o MONSTRO que estende seus apetites devoradores e sua voracidade sanguinária aos bens, aos povos, ao património e ao ambiente do Tâmega.
Via email, o «
Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega» registou o primeiro testemunho com que assinalamos o início do assalto a este «vale sagrado» e aos bens patrimoniais-naturais das populações indefesas e desprevenidas.
Não podíamos deixar de assinalar o facto no seu tempo, como prova eloquente do tipo de «desenvolvimento» induzido nas freguesias ribeirinhas - proxeneta, agiota e insustentável! - que o Governo tem andado a prometer pelo país embrulhado com o "rebuçado" das barragens (PNBEPH) e das «energias verdes», com que têm embalado as nossas autarquias e prostrado a penúria dos seus autarcas, perante o declínio da Vida no vale e a morte anunciada do rio Tâmega.

Quem mais no país se alevanta contra tamanha indignidade que está a recair sobre o Tâmega?


José Emanuel Queirós - 17 de Janeiro de 2010
Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega (Amarante)


Primeiro testemunho do assalto no Tâmega


«Ontem vieram ter comigo 2 mandantes da Iberdrola e queriam com urgência comprar um terreno junto ao rio Tâmega no lugar de Paçô do qual já fui proprietário e neste momento sou procurador dos novos proprietários.
Em palavras mansas, como precisam de instalar a central de britagem e estaleiro, diseram
: «ou vende por 1.35€ ou será expropriado».
São 55.000m2 que vão até ao rio. A floresta ali existente são carvalhas, castanheiros, sobreiros e outras árvores. Uma floresta de alta qualidade onde não existem pinheiros ou eucaliptos. Querem uma reunião rápida na próxima semana.
Não estou disposto, por ordem dos novos proprietários, a vender por qualquer preço e acho isto uma grande vergonha.

Uma vergonha, não procurarem a produção energética investindo mais em energias alternativas. Com o mesmo valor investido conseguia-se produzir muito mais.»

Álvaro Azevedo (alvasaze@gmail.com), via email - 16 de Janeiro de 2010

1 comentário:

Bea disse...

Anda tudo a saque... ladroagem!