sexta-feira, 11 de junho de 2010

Tâmega - Mondim de Basto: Orangotang em «Controlo»

Tâmega - Mondim de Basto
Orangotang em «Controlo»


A invocação do Tâmega e da luta travada contra as barragens, pelos valores da terra patente nos territórios dos diversos concelhos da bacia hidrográfica, estão centrados na necessidade da população e nossos representantes locais reencontrarmos na e para a região o equilíbrio que anda ausente da relação que temos de manter com a Terra.

Respeitando o legado da Natureza em usufruto, de que a Água é parte integrante, sem excessos nem a sofreguidão mercantil das eléctricas EDP e Iberdrola a que o Ministério do Ambiente do XVII Governo constitucional nos submeteu, ficamos perante condições únicas e irreprodutíveis em outro qualquer endereço, que justificam a presença humana milenar no vale.

Neste palco multimilenar onde o rio instalou o curso, sedento de andar pelo seu pé até chegar à foz como qualquer outro rio normal, onde a História se faz a pulso e não consta da cultura livresca, há paisagem, patrimónios, valores intemporais transgeracionais, e neles há gentes que a arrogância do vil metal ou o destempero da decisão cega não podem validar o seu abate.

O Tâmega é único no mundo, na austeridade e na fecundação, consagrado em louvor terreno a quem com ele é capaz de vibrar na fibra e na seiva as harmonias encantadas das águas que sulcam o nosso chão sagrado.

De Mondim de Basto, os Orangotang provam dessa essência da terra.




Orangotang, in Orangotang - 10 de Junho de 2010

1 comentário:

Anabela Magalhães disse...

Ampliei no meu blogue. Sem dúvida que eles merecem!