sábado, 26 de junho de 2010

Associação de Municípios considera que Padroselos até era a que iria provocar menos impactos ambientais





Associação de Municípios considera que Padroselos até era a que iria provocar menos impactos ambientais
Chumbo da barragem era «esperado»


O presidente da Associação de Municípios do Alto Tâmega (AMAT) adiantou que o chumbo da barragem de Padroselos era uma «decisão esperada» depois da descoberta de uma espécie rara de mexilhões no rio Beça.

Para Fernando Rodrigues, a construção da Barragem de Padroselos era a que iria provocar menos impactos ambientais e criar menos problemas.

O autarca avançou que na região as barragens não trazem nenhum desenvolvimento turístico, além de deixarem terrenos agrícolas submersos, provocando alterações climáticas e tornando-se num factor de desertificação.

«É só impactos negativos» para a região, salientou, apesar de reconhecer que a construção da cascata do Alto Tâmega permite criar riqueza para o país, sobretudo num sector em que o país é deficitário, o da energia, com vantagens para a economia e finanças públicas.

No entanto, considerou que «todos os concelhos serão afectados pelas barragens, visto ser um investimento que deixa marcas terríveis nas populações locais, pelo que tem de haver contrapartidas justas para quem sofre estas penalizações».

O próximo passo, segundo Fernando Rodrigues, é continuar a lutar para que as populações afectadas tenham «as suas justas contrapartidas», até porque «é uma questão de justiça».

Interesse é da Iberdrola

Para Amílcar Salgado, membro do Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega, a Barragem de Padroselos é chumbada por interesse da Iberdrola, empresa concessionária. «Com menos investimento, a Iberdrola produzirá a mesma energia», adiantou Amílcar Salgado à Lusa.

Redacção / CP, in IOL - 22 de Junho de 2010

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