segunda-feira, 10 de maio de 2010

CIM-TS - Barragem de Fridão versus Linha do Tâmega: Dois problemas graves na intervenção de Luís van Zeller







CIM-TS - Barragem de Fridão versus Linha do Tâmega
Dois problemas graves na intervenção de Luís van Zeller

Ex. Sr. Presidente da Assembleia da Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa
Ex. Sr. Presidente Executivo da Comunidade
Ex. Srs. Deputados da Comunidade

Amarante, um dos municípios integrantes desta comunidade intermunicipal, debate-se hoje com problemas grande gravidade.

Dois dos mais graves problemas são sem dúvida:

  • o que está relacionado com a construção da Barragem de Fridão, localizada a menos de dez quilómetros do centro da cidade de Amarante

  • o das prometidas obras de reabilitação da Linha do caminho-de-ferro do vale do Tâmega.
São questões de magnitude e âmbito totalmente diferente, no entanto ambas com grande impacto junto dos cidadãos residentes, não só do concelho de Amarante, mas também de outros integrantes desta comunidade.

Estamos plenamente cientes de que os nossos vindouros não nos perdoarão se nada fizermos no sentido de evitar situações que, a não serem acauteladas, comprometerão irremediavelmente o seu futuro.

Quanto à Barragem de Fridão soubemos há dias, por notícias vindas a público na imprensa, que já terá sido emitida pelo Ministério do Ambiente a Declaração de Impacte Ambiental (DIA).
Isto quer dizer que foi dada luz verde à concessionária da barragem, neste caso a EDP, para avançar com o projecto que levará, irremediavelmente, à construção da mesma, sem ter em conta as dezenas de reclamações que foram apresentadas dentro do prazo de consulta pública do estudo de impacte ambiental depois de ter sido, sobejamente, demonstrada a fragilidade e pobreza do referido estudo.

Contudo, nada disto parece ser importante para as entidades decisoras.
Nem sequer o facto demonstrado e aceite oficialmente, de a cidade de Amarante, com o seu centro histórico, ficarem a escassos quinze minutos de serem submergidos por uma onda de cheia em caso de rotura da barragem.
Nem o facto de não estarem contabilizados o número de pessoas em risco, como a lei determina.
Nada disto parece ser efectivamente importante.

E que dizer daquilo que se prevê para a Linha do caminho-de-ferro do vale do Tâmega?

Em 2009, com pompa e circunstância, foi comemorado o centenário desta linha que já transportou a população do Baixo Tâmega da Livração até ao Arco de Baúlhe, atravessando os concelhos do Marco de Canaveses, Amarante, Celorico de Basto e Cabeceiras.
Há alguns anos, a esta parte, o trajecto já só se fazia da Livração, no concelho do Marco de Canaveses até à estação de Amarante.
Uns escassos dias após as solenes comemorações do centenário, eis que somos confrontados com o seu repentino encerramento, alegadamente por falta de segurança da Linha.

Moveram-se vontades políticas.
O amor próprio estava em causa.
A senhora Secretária de Estado na época, Ana Paula Vitorino, vem em pessoa a Amarante, acalmar os ânimos e, em protocolo assinado, garantir para breve a reabilitação, deste troço da linha.
As obras começaram a bom ritmo, os carris foram rapidamente arrancados e as travessas removidas.
Recentemente porem, viemos a saber, mais uma vez, pela tal imprensa bem informada, que os melhoramentos previstos pela REFER poderão estar irremediavelmente em causa, nomeadamente os da Linha do vale do Tâmega.

Afinal em que é que ficamos?
Os grandes investimentos como os previstos no Plano Nacional de Barragens, são para continuar e os pequenos investimentos, como os das linhas de caminho-de-ferro são para abandonar?
Que alguém nos explique esta lógica se é que ela efectivamente existe.

Luis van Zeller de Macedo (Pelos Deputados do PSD eleitos por Amarante), in CIM - TS (Penafiel) - 6 de Maio de 2010

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