quinta-feira, 6 de maio de 2010

Bloom Energy: Vem aí a nova rede energética! Barragens para quê?






Bloom Energy
Vem aí a nova rede energética! Barragens para quê?


Edifício da ebay alimentado pelos servidores da Bloom Energy.


Em termos de paradigma, faltava ao sector energético o parceiro tecnológico homólogo da micro computação e da Internet. Parece que vem a caminho. Chama-se Bloom Energy!

Ou seja, faltava uma fonte de captura, transformação, conservação e distribuição de energia simultaneamente limpa, independente das grandes e ineficientes redes eléctricas convencionais (de alta e muito alta tensão) e dos monopólios da era industrial (de que a EDP é o cadáver adiado), sendo ao mesmo tempo menos cara do que as opções convencionais, e muito menos cara do que a actual energia oriunda dos parques eólicos e das herdades foto voltaicas (cujo financiamento fiscal gerou uma bolha especulativa prestes a rebentar).

Os servidores de energia da Bloom Energy, que já funcionam em fase experimental em instalações da Coca-Cola, Walmart, FedEx, ebay, Staples, Google, COX e Bank of America, entre outros gigantes da indústria americana, parece ser a revolução por que todos esperávamos.

Lembram-se do que sucedeu aos jornais e televisões quando surgiu a Internet? Lembram-se do que mudou na Portugal Telecom e na generalidade das empresas de telecomunicações depois da criação do Voice Over IP, de que a Skype é hoje líder? Conhecem os impactos na economia mundial, de empresas como a Amazon, ebay, Paypal, Google e Facebook? Sabem porque é que o senhor da Microsoft, Bill Gates, se reformou? Pois é, a EDP do pedante Mexia que se cuide! E nós, pagadores de impostos, o melhor que temos a fazer é exigir em uníssono aos governantes e políticos que conduziram o nosso país ao estado lastimável em que está, que, pelo menos, não façam mais asneiras! Parem imediatamente a construção da barragem assassina do Baixo Sabor, e os processos conducentes à construção das barragens do Fridão e do Tua!

O mundo da energia eléctrica está à beira de sofrer uma revolução pelo menos tão grande como aquela que a Internet trouxe ao mundo.

Rejeite-se, pois, a vigarice dos contratos de venda de energia à rede. O governo de piratas que tomou conta do nosso país andou por aí a impingir pacotes foto voltaicos alimentados pelo endividamento de Estado, ou seja, com impostos pagos por todos nós, que em breve irão aumentar. Para quê? Pois para alimentar monopólios velhos e inviáveis, como a arrogante (e a prazo falida) EDP do pedante Mexia.

Em vez de dar prioridade à eficiência energética, à inovação e ao desenvolvimento de soluções locais e independentes (off the grid), a nomenclatura indolente, inculta e corrupta que tomou conta da exangue democracia portuguesa, preferiu insistir na destruição ambiental, no desperdício e no assalto à poupança e produtividade nacionais através do vampirismo dos vários monopólios e oligopólios que exploram os recursos estratégicos do país.

A EDP quer barragens, que nada acrescentam à produção eléctrica nacional, única e exclusivamente para aumentar ficticiamente o valor dos activos e garantias próprias que tem que oferecer para conseguir os financiamentos gigantescos da sua aventura na bolha especulativa das energias renováveis. Esta, no entanto, está a esvaziar-se rapidamente e a estocada final poderá surgir antes de qualquer das anunciadas barragens assassinas da EDP estar concluída, com a assinatura de uma empresa californiana chamada Bloom Energy!

António Cerveira Pinto, in O António Maria - 3 de Maio de 2010

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