quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Barragens para combater a crise - Investimento são fundamentais para a sobrevivência de PME's






Investimento são fundamentais para a sobrevivência de PME's
Barragens para combater a crise

O primeiro-ministro, José Sócrates, afirmou esta sexta-feira que investimentos públicos como a construção de novas barragens serão fundamentais para a sobrevivência de muitas pequenas e médias empresas e para combater a crise internacional, avança a Lusa.

Sócrates, que falava na cerimónia de apresentação do Aproveitamento Hidroeléctrico de Ribeiradio - Ermida, nos concelhos de Sever do Vouga e Ribeira de Frades, distrito de Aveiro, afirmou que Portugal precisa destes investimentos para combater a crise.

«Vim aqui para sublinhar a importância da construção destas barragens para combater a crise internacional. Estes projectos dão emprego a muita gente. E há muitas empresas cuja sobrevivência vai depender de termos ou não barragens a ser construídas. Muitas empresas grandes e pequenas».

O primeiro-ministro sublinhou que «é um mito e um erro» considerar que as grandes obras públicas apenas favorecem as grandes empresas. «Estas barragens dão oportunidades de actividade a fundamentalmente pequenas e médias empresas, àquilo que é a economia local e regional. São essas empresas que vão ter oportunidades. Por isso estes investimentos, sendo importantes para o futuro de Portugal, vêm na melhor altura para dar oportunidades de emprego aos portugueses e de actividade às empresas».

José Sócrates frisou que o plano hidroeléctrico nacional prevê a construção de dez novas barragens, numa altura em que estão em fase de lançamento a de Ribeiradio-Ermida e do Baixo Sabor.

Já antes o ministro da Economia, Manuel Pinho, havia afirmado que é necessário «combater certas ideias que são como vírus e se propagam como verdadeiras se não forem contrariadas», nomeadamente a de que há «uma incompatibilidade entre grandes projectos e grandes empresas, de um lado, e pequenas e médias empresas do outro».

Segundo os cálculos do ministro, os três principais projectos hidroeléctricos em arranque ou em curso no país envolvem mais de 700 empresas e fornecedores locais.

Redacção / JF, in iol - 20 de Fevereiro de 2009

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