quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Ministério Público - Quercus quer investigação sobre degradação do rio Tâmega




Ministério Público
Quercus quer investigação sobre degradação do rio Tâmega

A associação ambientalista Quercus pediu hoje a «pronta intervenção e investigação do Ministério Público», para apurar responsabilidades sobre o "estado de degradação" em que se encontra o Rio Tâmega

«O Rio Tâmega, às portas de Amarante, reflecte no espelho da albufeira do Torrão a perda da qualidade das águas que deviam ter capacidade para usos múltiplos» , salienta a Quercus, em comunicado distribuído após uma conferência de imprensa.

Segundo a associação, «nas águas estagnadas pela Barragem do Torrão (Alpendorada e Matos - Marco de Canaveses) - a primeira com que o Ministério do Ambiente iniciou a artificialização do Tâmega - acumula-se todo o tipo de poluição proveniente das águas residuais urbanas e industriais que ainda não foram eliminadas do rio».

«A situação é de tal modo insustentável que o estado eutrófico que o Rio Tâmega apresenta é visível à vista desarmada» , sublinha a Quercus, acrescentando que «a má utilização do domínio público hídrico do Rio Tâmega tem no concelho de Amarante a expressão mais significativa».

A Quercus destaca o «mau estado de funcionamento da nova ETAR [Estação de Tratamento de Águas Residuais] da cidade - inaugurada há 10 anos, e já dada por obsoleta e pronta a ser desmantelada» - e a «baixíssima taxa de 17 por cento de cobertura de saneamento básico».

A associação «apela também às populações de Mondim de Basto e Celorico de Basto que se desloquem ao local para que vejam com os seus próprios olhos o possível futuro do Rio Tâmega na albufeira da prevista barragem do Fridão».

Lusa/SOL, in SOL - 15 de Setembro de 2009

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