quinta-feira, 12 de março de 2009




Pelos vistos só há vantagens!

Câmara de Cabeceiras debate “Barragem de Fridão” do ponto de vista da EDP e (já agora) do Governo
Administrador António Pacheco Castro que é parte interessada no processo foi o único convidado
A Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto promoveu no passado dia 13 de Fevereiro uma Conferência subordinada ao tema “A Barragem de Fridão e o Desenvolvimento das Terras de Basto. Como único orador foi convidado o Administrador da EDP António Pacheco Castro, empresa que vai construir a Barragem e que pelo facto é parte interessada (e de que maneira) no processo. Supostamente e segundo se pode ler no site da autarquia na Internet, o objectivo deste debate, assim como outros que a Câmara promove é formar, informar e sensibilizar a população para este e para outros temas. Pelo menos neste debate e ao que pudemos apurar, o contraditório não existiu, até porque só havia um orador a defender a construção da Barragem. Ainda por cima um administrador que com toda a certeza aufere um vencimento mensal com vários dígitos e que não perdeu esta oportunidade, dada pela autarquia cabeceirense para dizer maravilhas do projecto e descansar os mais preocupados com a eminência de eventuais impactos negativos que o empreendimento possa vir a originar no Rio Tâmega, desde Amarante até Cavez.

A Câmara reconhece no seu site que a Barragem de Daivões atingirá território da freguesia de Cavez. No mesmo site da Câmara pode ler-se “que o empreendimento a levar a cabo pela EDP Produção até 2016 terá uma potência nominal na rede de 250 megawatts e produzirá energia superior às necessidades da população dos concelhos de Amarante, Cabeceiras de Basto, Celorico de Basto e Ribeira de Pena. De referir ainda que a albufeira da Barragem de Padroselos, no Rio Beça, irá atingir território da freguesia de Gondiães, enquanto que a Albufeira de Daivões, no Rio Tâmega, atingirá territórios das freguesias de Cavez e de Vilar de Cunhas.”
Quatro Barragens no Tâmega para produzir (apenas) 3% do consumo eléctrico nacional. Este projecto faz parte do Complexo Hidroeléctrico do Alto Tâmega, onde se prevê a construção de quatro novas barragens: Gouvães no Rio Louredo, Padroselos no Rio Beça, Alto Tâmega e Daivões no Rio Tâmega, a executar entre 2012 e 2018. Calcula-se que as quatro barragens venham a produzir cerca de 2000 gigawatts hora ao ano, o que representa cerca de três por cento do consumo eléctrico nacional, pode ler-se no mesmo site.

in O Basto,

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