terça-feira, 28 de junho de 2011

Rio Tâmega - Barragem do Torrão: Comunidade Intermunicipal analisa estado da massa de água na albufeira

Rio Tâmega - Barragem do Torrão
Comunidade Intermunicipal analisa estado da massa de água na albufeira



No final dos anos oitenta, logo nos primeiros anos após o enchimento da albufeira criada em Alpendorada e Matos (Marco de Canaveses), o rio Tâmega começou a evidenciar perda de qualidade das águas expressa no manto verde fulgurante que passou a apresentar nos meses de estio.


A jusante da cidade de Amarante as alterações físicas do estado da água retida no paredão da central hidroeléctrica são um ex libris do entendimento do valor do rio e do serviço da água nas políticas autárquicas, reflexo do conceito que nossos decisores têm do Ambiente em contexto hidrofluvial.


O rio Tâmega - água, caudal, vale e paisagem - é na cidade de Amarante a mais extensa praça pública e o seu mais visitado monumento natural, mas tem sido tratado, muito mais, como a mais eficaz escapatória dos efluentes marginais que transbordam na cidade. E aquilo com de que de melhor a natureza nos dotou foi transformado pelo homo politicus num caldo químico produtor de gás nocivo para o ambiente e capaz de colocar em «risco» a Saúde pública.


Com Amarante furtiva e alheada de um problema que também é seu, o vizinho concelho do Marco de Canaveses não compactuou na omissão do processo de eutrofização e colocou na mesa dos mais responsáveis a condição de extrema degradação do meio hidrofluvial transformado em produtor de metano.


O estado da massa de água do «rio Tâmega» represada na Barragem do Torrão (Alpendorada e Matos - Marco de Canaveses) é um dos pontos inscritos na Ordem de Trabalhos da Assembleia Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa (CIM-TS), sessão que vai decorrer hoje (28 de Junho) na sede da Comunidade, em Penafiel (ex-GAT do Vale do Sousa).


O sentido da reabilitação do rio, como artéria da Terra revitalizadora e estruturante para as comunidades do Tâmega, prossegue tendendo para a mais do que necessária recuperação da qualidade das águas que passam por Amarante, até por imperativos legais comunitários determinados para 2015, em que poucos acredita(ra)m. Para esses, contudo, está cumprida uma etapa fundamental para a recuperação possível do rio Tâmega, assim o cremos, com o envolvimento das entidades responsáveis para a situação marginal e o estado de calamidade a que os mais responsáveis votaram o «nosso» rio.


Agora que o assunto deixou de estar exclusivamente na mão de «poetas» e passou para o plano dos decisores é de seguir o curso da luta até vermos resultados consequentes e desejáveis por todos e para todos.


José Emanuel Queirós - 28 de Junho de 2011
Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega (Amarante)

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