segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Tâmega - Mondim de Basto: Em preparação o desmantelamento de duas preciosidades da arquitectura

Tâmega - Mondim de Basto
Em preparação o desmantelamento de duas preciosidades da arquitectura



A coberto das Câmaras Municipais da região o garimpo da EDP no Tâmega está a ser preparado para Mondim de Basto, visando a breve trexo o desmantelamento da «Capela do Senhor» da Ponte e da ponte românica do rio Cabril (Montão - Mondim de Basto).

Esta informação é recebida no Tâmega como uma agressão ao património de todos que leva uma parte substancial do passado colectivo feito memória viva presente no território. Nesta sofreguidão sem limites com as terras subservindo interesses estranhos e invasores, preparam terrenos para que fiquemos sem o rio Tâmega que sempre tivemos, livre em seu leito de vida, ligando sem encargos terras e homens desde a Galiza ao Douro.

Sobre as memórias das nossas populações que dão a vida aos concelhos do Tâmega, com as câmaras municipais rendidas aos interesses das eléctricas, no dia 12 de Janeiro de 2011, a EDP foi à Casa de todos os mondinenses prestando mais um acto de instrumentalização do Município e de condicionamento da população.

Preparando o cenário para a inevitabilidade da população perder em definitivo seus bens patrimoniais, a EDP e seus homens de mão procuram influenciar os locais para a sua venda compulsiva a fim de evitar o ónus público do acto terceiro-mundista.

Entretanto, a EDP com a Câmara Municipal, preparam o desmantelamento e a trasladação da «Capela do Senhor» da Ponte, sita no lugar de Montão, freguesia de Mondim de Basto e da ponte românica do rio Cabril, atentando contra o património de todos, dado tratarem-se de duas peças singulares da arquitectura portuguesa, a capela de estilo barroco possui um retábulo de pedra pintado, tecto de madeira com pinturas "rocaille" e imagem de Cristo em pedra, classificada de «Imóvel de Interesse Público» pelo Decreto n.º 42007, de 6 de Dezembro de 1958.

José Emanuel Queirós - 17 de Janeiro de 2011
Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega (Amarante)

1 comentário:

João disse...

Amarante, 19 de Janeiro de 2011

As eleições presidenciais realizar-se-ão no próximo Domingo, dia 23 de Janeiro. Uma das grandes temáticas defendidas pelos candidatos é a protecção das igualdades sociais, numa luta contra a corrupção e a promoção da justiça portuguesa.
Não obstante, a Câmara Municipal de Amarante demonstrou não ser capaz de gerir as igualdades dos seus eleitores.
Costuma ser hábito as juntas de freguesia através da realização de assembleias de freguesia elegerem mediante a sua representatividade nomear mediante conversa prévia com os interessados, os elementos que constituirão as mesas de voto em dia de eleições.
Por ter conhecimento directo do caso acho que deve ser denunciado ao mais alto nível, cabendo à oposição e aos órgãos de justiça apurar até que ponto o que se passou nesta cidade é legal ou não.
Pois bem, segundo fonte próxima à Câmara Municipal e após a consulta das listas disponibilizadas na página da internet em http://www.cm-amarante.pt (secção eleições presidenciais), fiquei a saber que este ano, as «tradicionais listas que os sr.s presidentes de Câmara levavam para serem comunicadas, este ano tiveram como destinatário o lixo, sim o lixo, e porquê? Segundo a mesma fonte o Sr. Presidente de Câmara, Dr. Armindo José da Cunha Abreu deliberou que independentemente dessas listas comunicadas, quem ficaria à frente das mesas seriam as mesmas pessoas que estiveram nas eleições autárquicas e legislativas, em Outubro de 2009.
Ora, em primeiro lugar está a ser violada um princípio fundamental da Constituição da República Portuguesa, o livre acesso a bens comuns, ou seja, sendo a prestação de serviços paga, não faltariam candidatos ao lugar, 2.º lugar e segundo a mesma fonte, neste período de tempo, houve cidadãos que mudaram de residência e que por conseguinte mudaram o seu local de recenseamento.
Mediante esta situação que é grave, levantam-se inúmeras questões que só o actual executivo poderá dar resposta:
1) Quererá o Dr. Armindo manter os membros por algum motivo especial?
2) Não terá havido tempo para a preparação das novas listas?
3) Ter-se-ão esquecido das eleições presidenciais?
4) Será legítima esta decisão?
5) Afinal onde está o Estado de Direito?

Conto com a vossa ajuda para denunciar esta situação e acima de tudo repor a verdade perante os cidadãos que elegeram o actual executivo camarário, sendo seu presidente e responsável máximo, Dr. Armindo José da Cunha Abreu.

Cumprimentos,

João de Carvalho