domingo, 28 de novembro de 2010

Trás-os-Montes - Região pirateada em Conselho de Ministros: Governo aprova suspensão de PDM para viabilizar barragem de Foz Tua





Trás-os-Montes - Região pirateada em Conselho de Ministros
Governo aprova suspensão de PDM para viabilizar barragem de Foz Tua


Conselho de ministros aprovou medidas preventivas durante dois anos para evitar alterações de uso nos terrenos que serão necessários para o aproveitamento hidroeléctrico da EDP, ao qual está associado um investimento de 300 milhões de euros.

O Governo aprovou no Conselho de Ministros de hoje a suspensão parcial dos planos directores municipais (PDM) existentes na região onde será construída a barragem de Foz Tua, para impedir alterações de uso do território que possam pôr em causa o empreendimento da EDP.

Uma resolução do Conselho de Ministros hoje publicada aprovou a suspensão parcial dos PDM de Alijó, Carrazeda de Ansiães, Murça, Mirandela e Vila Flor, assim como a suspensão parcial do plano de ordenamento das albufeiras da Régua e do Carrapatelo e o estabelecimento de medidas preventivas durante dois anos na área de Foz Tua.

“Estando em causa uma infra-estrutura de reconhecido interesse nacional, esta Resolução tem como objectivo evitar a ocorrência de alterações do uso do território, bem como da emissão de licenças ou autorizações que possam comprometer a concretização do aproveitamento hidroeléctrico de Foz Tua, ou torná-la mais difícil e onerosa”, refere o comunicado do Conselho de Ministros.

Esta é uma das cinco novas barragens que a EDP irá desenvolver em Portugal. Situada no rio Tua, afluente do Douro, a barragem de Foz Tua terá uma potência total de 255 megawatts (MW), estando o investimento estimado em cerca de 300 milhões de euros. A entrada em operação está prevista para 2014.

Miguel Prado (miguelprado@negocios.pt), in negócios online, GoBulling - 25 de Novembro de 2010

1 comentário:

Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega (MCDT) disse...

Sendo Portugal um Estado de Direito e os cidadãos a razão da sua existência, o Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega sempre defendeu o princípio, sem equívocos: «Se a lei for cumprida nenhuma barragem na bacia do Tâmega será construída».
No entanto, enquanto o País estiver sob ocupação de torcionários e garimpeiros e os seus governantes o fizerem comportar-se como um Estado pirata, tudo se torna possível!...

José Emanuel Queirós