sábado, 27 de dezembro de 2008






Comunicado divulgado hoje

Vale do Tâmega: Barragem de Fridão ameaça segurança e saúde pública, diz PCTP/MRPP

24.08.2008 - 15h08 Lusa

O PCTP/MRPP considerou hoje que o futuro aproveitamento hidroeléctrico do Fridão, incluído no Programa Nacional de Barragens, ameaça a segurança e a saúde pública no Vale do Tâmega.

O partido "diz não à barragem de Fridão porque estão em causa a segurança, a saúde pública e a qualidade de vida das populações do vale", escreve o PCTP/MRPP, em comunicado enviado à agência Lusa.


No documento, a estrutura partidária "questiona o que acontecerá à cidade de Amarante em caso de acidente com a barragem" e lembra que o aproveitamento hidroeléctrico vai ficar situado a seis quilómetros de Amarante, "com uma parede de 110 metros de altura, retendo as águas do rio".


Alerta ainda para os riscos de um "desastre ambiental em larga escala".


"Porque o rio Tâmega para montante de Amarante já apresenta um grau considerável de poluição, perguntamos que saúde e que qualidade de vida vão ter as populações ribeirinhas?", questiona o partido.


"Será que não basta o exemplo do efeito da poluição na albufeira do Torrão, mas que não cerca nem coloca as populações com esse grau de risco?", pergunta também.

Em Abril deste ano, o especialista em estudos de impacte ambiental Rui Cortes disse que a cidade de Amarante corre o risco de sofrer um desastre ambiental, se a barragem de Fridão for transformada em aproveitamento reversível, ficando emparedada entre dois açudes e duas barragens.

O especialista, docente na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD, explicou que esse risco decorre da elevada poluição do rio Tâmega.
O Governo aprovou no início de Dezembro do ano passado o Programa Nacional de Barragens, que contempla a construção de 10 novas centrais hidroeléctricas, incluindo duas no Rio Tâmega: a do Fridão e a de Gouvães.

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Público - 24 de Agosto de 2008