POR AMARANTE SEM BARRAGENS
PETIÇÃO POR AMARANTE E PELO RIO TÂMEGA – ASSINA TAMBÉM
UMA PATRANHA NACIONAL CHAMADA «PNBEPH»
Com a figura do «Programa Nacional de
Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico (PNBEPH)», mandado elaborar pela
empresa Redes Energéticas
Nacionais, SGPS, S.A., o Governo encontrou
a fórmula precisa para dar cunho nacional à conhecida pretensão de submeter o
rio e a bacia do Tâmega aos ditames do betão e da electricidade.
Conhecendo o meio físico do vale do Tâmega e
os contextos sociais para os quais as cinco barragens são projectadas, quando
confrontados com o relatório de «Avaliação Ambiental» do PNBEPH, ninguém pode
deixar de constatar que estamos perante uma peça meticulosamente urdida para
subverter o sentido do seu propósito originário: o documento que fundamenta a
iniciativa do Governo ignora fundamentos geomorfológicos estruturais e
estruturantes (condicionantes naturais), como a existência da falha
sismo-tectónica percorrida pelo Tâmega, e usa recurso ao impiedoso argumento de
que «não há sobreposição a áreas classificadas».
De tal modo essa avaliação é conduzida que, o
relatório «Ambiental» do PNBEPH, omite a existência da cidade de Amarante
situada 6 Km a jusante do escalão de Fridão (Amarante), acabando por constituir
um exemplo eloquente de como é possível recorrer ao uso de técnicas de
planeamento – escamoteando conhecimentos não desprezíveis, da realidade que
opera – para apresentar como resultados finais os que eram tidos por
definitivos antes da realização do referido «estudo».
Para Amarante e para o Tâmega, o «Programa
Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico (PNBEPH)» é uma
enorme patranha nacional, patrocinada e adoptada pelo XVII Governo
Constitucional, para justificar antigas apetências construtoras e hidroeléctricas
sobre os rios mais favoráveis, há muitos anos conhecidas.
PETIÇÃO A EVITAR MAIORES DESMANDOS
SOBRE AMARANTE
Em tempos de globalismos re-inventados no
declinar do segundo milénio, qual novo internacionalismo para subordinar o
início do terceiro, fica a sensação de que Amarante, tal como a conhecemos –
com as particularidades do micro-cosmos em funcionamento quase perfeito de
integração na paisagem – talvez possa constituir um paradigma para outras
esferas, mas está em visível desconformidade com esta nova ordem de «progresso»
que o Governo adoptou.
Antes que aporte o tempo do arrependimento e
da avaliação dos estragos, e nos convença que Amarante não era uma exorbitância
da natureza malbaratada pelo Homem, uma fortuna imerecida para os autóctones e,
portanto, uma desnecessidade global, assina a petição que está online no endereço
http://www.petitiononline.com/PASB2008/petition.html.
Com recurso ao exercício de "plena
cidadania", faz com que esta matéria integre proximamente a agenda
política da Assembleia da República, visando evitar a construção da famigerada
barragem em Fridão, e manter viva a possibilidade de Amarante se livrar da
guilhotina que se erguerá sobre a cidade em ameaça permanente, até que a
natureza a accione.
Este cenário brutal criado pelo XVII Governo
constitucional constitui uma investida cega sobre os recursos naturais do país.
O «Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico
(PNBEPH)», não pode sobrepor-se às repercussões nefastas dos efeitos regionais
e locais esperados – em perdas patrimoniais, degradação da qualidade ambiental,
e insegurança por exposição fortuita a riscos induzidos de escala
sobredimensionada – tendo por referência o vale do Tâmega e a localização
sobrevivente da cidade de Amarante.









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