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sexta-feira, 4 de abril de 2025

ALTO TÂMEGA - IBERDROLA: Albufeiras das barragens do Tâmega com plano de ordenamento dentro de um ano

 

ALTO TÂMEGA - IBERDROLA 

Albufeiras das barragens do Tâmega com plano de ordenamento dentro de um ano



O plano de ordenamento das albufeiras das três barragens do Tâmega estará concluído em um ano, visa harmonizar o potencial turístico com a proteção da massa de água e será financiado pela Iberdrola até 500 mil euros.

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e a empresa Iberdrola assinaram hoje, em Ribeira de Pena, distrito de Vila Real, o protocolo com vista ao financiamento do plano especial das albufeiras do Sistema Eletroprodutor do Tâmega (SET), que inclui as barragens de Daivões, Gouvães e Alto Tâmega.

“O plano tem que ter, no fundo, este equilíbrio entre o desenvolvimento económico, muito reclamado pelos municípios, mas também aquilo que são as preocupações ambientais. Será um desenvolvimento harmonioso nas vertentes social, ambiental e económica”, afirmou o presidente da APA, José Carlos Pimenta Machado.

O responsável antecipou que o plano deverá estar concluído no prazo de um ano, seguindo-se depois os procedimentos para a sua aprovação, referindo ainda que a Iberdrola avança com um financiamento até 500 mil euros.

Para além da equipa responsável pela parte técnica, será também criada uma comissão consultiva que vai acompanhar a elaboração do plano e que juntará, entre outros, os municípios, a APA e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N).

“É olhar para o plano de água, perceber que tipo de ocupação podemos fazer, nunca comprometendo aquilo que é a qualidade da massa de água, essa será sempre a grande preocupação”, salientou.

Pimenta Machado recusou haver um atraso na elaboração do plano, salientado que a última barragem, a do Alto Tâmega, apenas ficou concluída e entrou em operação comercial há “menos de um ano”.

Mas, em Ribeira de Pena, o plano de ordenamento para a albufeira de Daivões já é reclamado há mais tempo. Esta barragem foi a primeira a entrar em exploração comercial no verão de 2022.

“Hoje foi dado o primeiro passo de uma série de trabalhos que estavam pendentes desta assinatura entre a APA e a Iberdrola. Desde sempre foi uma das nossas prioridades usufruir deste espelho de água que a barragem nos veio proporcionar. Há muita expectativa em termos de turismo”, salientou João Noronha, presidente da Câmara de Ribeira de Pena.

Mas, acrescentou, tudo esbarrava “com esta falta de plano de ordenamento porque há condicionantes que têm que ser consideradas”.

O autarca disse que há investidores que já entregaram na autarquia projetos para apreciação, designadamente de uma unidade hoteleira, adiantando haver outros projetos a nível de atividades náuticas, um ancoradouro ou o Aquaparque do Tâmega, que incluirá uma praia fluvial, estando, para este efeito, já a ser feita a análise das águas.

João Noronha antevê um retorno “positivo” para o concelho.

“Pretendemos que, a partir deste documento estratégico, se consigam criar dinâmicas novas, se consiga criar riqueza no território, criar emprego”, afirmou também a presidente de Vila Pouca de Aguiar, Ana Rita Dias, que disse esperar, agora, ver um retorno para a comunidade do sacrifício feito ao longo dos 10 anos da construção das barragens.

Disse ainda que a estratégia tem que ir ao encontro do plano de água, ao plano das albufeiras, aos recursos hídricos, mas defendeu que as “pessoas que estão no território são as que mais devem receber”, realçou o potencial turístico e que “é essencial chamar gente nova ao território”.

A autarca referiu que a aldeia de Monteiros tem um “grande potencial” para a parte do turismo” e que se tem notado uma procura nesta zona que tem, agora, “uma paisagem completamente transformada”.

O SET é considerado um dos maiores projetos hidroelétricos na Europa, representou um investimento de 1.500 milhões de euros, possui uma capacidade de 1.158 megawatts (MW), sendo capaz de armazenar 40 milhões de quilowatts-hora (kWh), equivalente à energia consumida por 11 milhões de pessoas durante 24 horas nas suas casas.


 Green Savers com Lusa, in Green Savers - 4 de Abril de 2025 

terça-feira, 14 de maio de 2024

ALTO TÂMEGA - BARRAGENS: Iberdrola condenada a pagar 34 milhões de euros em litígio na construção da barragem do Alto Tâmega



 


ALTO TÂMEGA - BARRAGENS

Iberdrola condenada a pagar 34 milhões de euros em 

litígio na construção da barragem do Alto Tâmega


A Iberdrola foi condenada a ressarcir em 34 milhões de euros o consórcio Mota-Engil/Acciona/Edivisa, no litígio na construção da barragem do Alto Tâmega, tendo este agrupamento de empresas sido absolvido de pagar os valores reclamados pela elétrica espanhola, noticiou a agência Lusa.

A decisão consta do acórdão do Centro de Arbitragem Comercial – datado de 19 de março passado e a que a agência Lusa teve acesso esta segunda-feira – no âmbito do conflito entre o Agrupamento Complementar de Empresas (ACE) constituído pela Mota-Engil/Acciona/Edivisa, responsável pela construção do Aproveitamento Hidroelétrico do Alto Tâmega, e a Iberdrola, dona da obra, que representa um investimento de 110 milhões de euros.

Numa declaração escrita enviada à agência Lusa, a Iberdrola refere que, “embora não partilhe do entendimento da base da sentença, respeita as decisões adotadas nos processos arbitrais, tendo, de maneira prudente e em linha com as melhores práticas, aprovisionado nas suas contas o potencial resultado da arbitragem”.

O diferendo remonta a 2019, quando o consórcio construtor alertou para problemas no projeto que poderiam resultar em situações de instabilidade na encosta da barragem, ameaçando a segurança da obra e pondo em risco os trabalhadores. Entretanto, parte da estrutura acabou por ceder, a obra foi suspensa e a Iberdrola denunciou unilateralmente o contrato com o ACE.

Em novembro de 2019, na sequência desta resolução do contrato e da aplicação, pela Iberdrola, de sanções contratuais ao consórcio de construtoras, o ACE interpôs uma ação judicial peticionando a declaração da nulidade destes atos.

O consórcio de empresas reclamou ainda o pagamento de um conjunto de valores decorrentes da execução e da resolução do contrato, no montante total de 27 milhões de euros, acrescido de juros de mora.

Por seu turno, a Iberdrola defendeu a legalidade da resolução contratual e da aplicação de sanções, solicitando a condenação do ACE ao pagamento de uma verba superior a 62 milhões de euros, acrescida de juros.

No acórdão de 19 de março passado, a que Lusa teve agora acesso, o Tribunal Arbitral veio declarar a nulidade da resolução do contrato e da aplicação de sanções contratuais ao consórcio construtor.

Condenou ainda a Iberdrola a pagar ao ACE e às empresas agrupadas um valor superior a 34 milhões de euros (incluindo juros de mora), absolvendo estes últimos de todos os pedidos formulados pela empresa espanhola.

Na declaração enviada à Lusa, a Iberdrola destaca que, como adjudicatária do contrato de concessão do Sistema Eletroprodutor do Tâmega (SET) – um complexo formado por três barragens e três centrais hidroelétricas: Alto Tâmega, Daivões e Gouvães –, sempre garantiu “o seu adequado cumprimento e garantindo rigorosamente os prazos comprometidos com o Estado”.

“Desde 24 de março, a Iberdrola conta com os dois grupos do Aproveitamento Hidroelétrico do Alto Tâmega ligados à rede – o último dos três aproveitamentos do SET a entrar em funcionamento –, contribuindo com 160 MW [Megawatts] de nova geração renovável no sistema, tendo sido capaz de capturar as contribuições das tempestades deste inverno”, salienta.

Apontando o armazenamento de energia como “um elemento fundamental para a transição para um modelo energético sustentável”, a elétrica espanhola detalha que o SET, “com a sua capacidade de bombagem através da Central de Gouvães, permite armazenar energia renovável nos horários de maior produção e utilizá-la, posteriormente, quando a procura é maior e não se pode contar com fontes intermitentes, como o sol e o vento”.


in Água & Ambiente on-line - 14 de Maio de 2024

segunda-feira, 11 de julho de 2022

ALTO TÂMEGA - BARRAGENS: Barragens do Tâmega entram em pleno funcionamento este mês

 




ALTO TÂMEGA - BARRAGENS

Barragens do Tâmega entram em pleno funcionamento 

este mês


Segundo o Dinheiro Vivo, as centrais hidroelétricas de Gouvães e Daivões, da Iberdrola, que totalizam uma portência total instalada de 998 megawatts (MW) entram em funcionamento durante o mês de julho, oito anos após o arranque das obras.

Já a outra central do Alto Tâmega, de 160 MW, "estará operacional na primeira metade de 2024, conforme previsto", informou fonte oficial da Iberdrola ao Dinheiro Vivo.

O Sistema Eletroprodutor do Tâmega, composto por três barragens e três centrais elétricas, “vai aumentar em 6% a potência instalada em Portugal, produzindo anualmente 1766 Gigawatts-hora (GWh), o equivalente ao abastecimento de energia de cerca de 440 mil casas”, detalhou ainda aquele meio de comunicação.

in Água & Ambiente on-line - 11 de Julho de 2022