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quarta-feira, 14 de março de 2012

PNBEPH - Tâmega: Construção de Barragem de Fridão Anunciada pela EDP






PNBEPH - Tâmega
Construção de Barragem de Fridão Anunciada pela EDP

A EDP anunciou o avanço do projecto de construção da barragem de Fridão, no rio Tâmega, estando o concurso de construção e fornecimento de equipamento hidroeléctrico para a barragem, em curso. A barragem, que faz parte do Plano Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroelétrico, vai permitir um melhor aproveitamento dos recursos do Tâmega.

Estima-se que o potencial hídrico do país esteja muito subaproveitado, apenas cerca de 45% a nível nacional. Esta percentagem vai subir para 75% após a completa implementação do plano nacional de barragens.

Fonte: Agência Financeira, Foto: Protamega

Cristina Santos, in engenharia & construção - 14 de Março de 2012

terça-feira, 6 de março de 2012

EDP - Rio Tâmega: Construção de mais uma barragem avança até fim do ano





EDP - Rio Tâmega
Construção de mais uma barragem avança até fim do ano


EDP diz que propostas para construção da barragem de Fridão, no rio Tâmega, estão já na fase de análise

A construção da barragem de Fridão, no rio Tâmega, deverá avançar até ao final deste ano, revelou esta terça-feira à Lusa fonte da EDP.

Segundo a empresa, as propostas do concurso público para a construção daquela infraestrutura, incluída no Plano Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico, já se encontram em fase de análise.

A mesma fonte revela também que já foi lançado concurso para a aquisição do equipamento.

No conjunto dos dois concursos está previsto um investimento de cerca de 300 milhões de euros, a realizar ao longo de quatro anos, o prazo previsto para a empreitada.

A EDP sublinha que a obra deverá arrancar quando for aprovado o Relatório de Conformidade Ambiental do Projeto de Execução (RECAPE), o qual, ainda em fase de execução, contempla medidas para minimizar o impacte ambiental do empreendimento hidroeléctrico.

O anúncio da EDP ocorreu no dia em que o secretário de Estado da Energia, Henrique Gomes, visitou Celorico de Basto, um dos concelhos cujo território vai ser afectado pela construção da barragem de Fridão.

Em abril de 2010, o Ministério do Ambiente emitiu a declaração de impacto ambiental (DIA) condicionada à cota mais baixa da barragem do Fridão.

A barragem de Fridão afetará território dos concelhos de Amarante, Cabeceiras de Basto, Celorico de Basto e Mondim de Basto.

À Lusa, o secretário de Estado sublinhou a importância daquela barragem, sobretudo porque vai permitir aproveitar melhor os recursos hídricos do país.

Segundo Henrique Gomes, só 45% do potencial hídrico português é aproveitado para produzir energia, valor que deverá subir para 75% quando for concluído o plano nacional de barragens.

O secretário de Estado presidiu hoje à cerimónia de posse dos membros do Conselho Municipal para a Eficiência Energética (CMEE).

O governante elogiou a iniciativa da autarquia local, considerando que o CMEE é «uma referência nacional que deve ser acarinhada».

Este órgão, liderado pela edilidade, reúne representantes de organismos, associações e empresas do concelho ligadas à produção de energia.

O CMEE propõe-se promover medidas concertadas que contribuam para a eficiência energética. As acções vão ser propostas e estudadas naquele órgão, dando origem a um plano de acção, acompanhado por um observatório energético.

Redacção, in Agência Financeira - 6 de Março de 2012

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Opinião: Passos só tem um caminho: tirar dinheiro à EDP





Opinião
Passos só tem um caminho: tirar dinheiro à EDP

A pátria sofre de um imenso desequilíbrio entre as empresas do sector não transaccionável e as empresas do sector transaccionável. Isto quer dizer exactamente o quê, pergunta o leitor? Confesso que também não percebia muito bem esta ladainha do economês. Mas, depois de muito estudo, percebi a coisa: isto quer dizer que a EDP & afins são beneficiadas em detrimento das empresas que produzem bens para exportar. Por exemplo, a Auto-Europa paga demasiado pela electricidade, logo, perde competitividade externa. E esta perda de competitividade não é pequena: segundo Vítor Bento, existe um desajustamento de 20% no preço dos produtos não transaccionáveis. Mas isto nem sequer é o pior. O pior é saber que este desacerto tem sido protegido pelo poder político. A EDP, como se sabe, é um dos Nenucos fofos da nossa classe política. O dr. Catroga e a dr. Cardona que o digam.

Ora, para piorar a situação, o anterior governo inundou a EDP & Cia com subsídios verdes para a produção da energia mais ineficiente e cara, a saber, a energia das ventoinhas que tomaram conta dos vales e montes. Resultado? Em 2011, numa factura média mensal de 41 euros, um consumidor doméstico pagou apenas 14 euros em energia consumida (34%) e deu mais uns trocos para os custos da rede de transporte e distribuição (22%) . Para onde foram os outros 44% da conta? Aterraram nos subsídios atribuídos à EDP & Cia. Ou seja, quase metade da conta da luz é absorvida pelos "custos de interesse económico geral" (ver a factura, sff). É por isso que Henrique Gomes, secretário de estado da energia, tem criticado - e bem - os apoios injustificados dados à EDP e demais produtores de energia eólica. Os casos mais gritantes são "os das unidades de cogeração - na sua maioria, criadas no tempo do ex-ministro Manuel Pinho - que vendem electricidade por mais de 120 euros por megawatt e depois vão comprá-la a 45 euros" (Expresso 14 de Janeiro). Como dizia João Vieira Pereira, isto não é um negócio, é uma renda. Uma renda inaceitável, até porque criou o monstro incontrolável do défice energético, que anda por aí a sorrir para a nossa carteira. Neste momento, já vai em quase 3 mil milhões.

Pôr cobro a este negócio da China já era uma prioridade antes do caso Catroga/Catrona . Agora, Passos tem mesmo de pôr cobro a este negócio da China, não só para acabar com mais uma farsa de Sócrates, mas também para atenuar os efeitos da dupla Catroga/Catrona. A EDP e satélites têm de perder dinheiro. A vidinha tem de doer a todos.


Henrique Raposo (www.expresso.pt), in Expresso - 24 de Janeiro de 2012

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Governo - EDP: Muita garganta




Governo - EDP
Muita garganta

As derrapagens do défice são uma brincadeira de crianças quando comparadas às catástrofes que se abatem sobre o território. É nisto que o Governo devia ter pensado antes de entregar o que resta da EDP aos senhores das Três Gargantas, uma empresa detentora da maior barragem do mundo na China. Valeu só o encaixe imediato. A conta pagaremos nós a seguir.

Quanto mais o tempo passa, mais claro fica que o território e a língua são as únicas coisas portuguesas que parecem resistir ao tempo. Da língua valerá a pena falar noutra ocasião. Quanto ao território, ele vai-se desfazendo à medida que a nossa geração o hipoteca com a mesma ganância com que absorveu a dívida e agora se queixa da conta. Obviamente esta venda levanta perguntas como: os chineses vão querer saber do Douro Património Mundial? Das espécies ameaçadas? Do equilíbrio da biodiversidade nos territórios do mastodôntico plano nacional de Barragens? Das campanhas de eficiência energética? E não ficarão zangados se forem reequacionados os contratos "SCUT" das barragens que impõem milhões por décadas e décadas em cima dos consumidores?

Vejamos a barragem das Três Gargantas na China. Obrigou à retirada de 1,3 milhões de pessoas do local onde viviam e deixou debaixo de água milhares de locais de interesse arqueológico. Os geólogos assinalam que Xangai é uma cidade na rota de uma tragédia se um dia um sismo acontecer nas Três Gargantas. Num país democrático esta obra teria sido feita? Muito dificilmente. Excepto se for um país despovoado, gerido de forma autista a partir de uma capital distante e com uma opinião pública indiferente...

Esta é uma questão central do nosso tempo: quem anda a falar de crescimento económico no Ocidente pensa imenso na energia e esquece a água. A população mundial crescerá até aos nove mil milhões de pessoas e os bebés nascerão sobretudo na Ásia e América Latina. No recente relatório das Nações Unidas sobre a água e recursos do solo, a equação é clara: até 2050 vai ser necessário aumentar a produção de alimentos em 70%. O consumo de água será brutal porque a agricultura é responsável por mais de dois terços do consumo global. Ora, embora se pense que as barragens podem dar um contributo positivo para isto, a realidade é a inversa. Como dizia ao "Público" a directora da Agência Europeia do Ambiente, Jacqueline McGlade, "vimos muitas barragens na Europa a falhar rapidamente porque se encheram com sedimentos, ou ficaram secas, ou não funcionaram como se esperava". Junte-se a isto a impactante produção agrícola de biocombustíveis nos férteis solos do Leste da Europa, as perdas arrasadoras na Amazónia ou das florestas da Ásia, a seca em África, a ameaça sobre os insectos polinizadores (abelhas, borboletas, etc...) e percebe-se como vai ser difícil alimentar tanta gente e manter a qualidade de vida que o ser humano alcançou.

Quando o Governo português escolhe quase por unanimidade a proposta chinesa está a dar um sinal também ambiental. Para as pequenas e grandes coisas. A luta para travar a barragem do Tua (e a do Sabor) é um delas e torna-se ainda mais quimérica quando o poder na EDP é agora chinês. Para os que acreditam na "arquitectura naturalista" com que Souto Moura vai 'salvar o Douro', devíamos fazer um desafio: caso a UNESCO retire o estatuto de Património Mundial ao Douro, Mexia (e Catroga) deviam demitir-se. E no Governo, os responsáveis da Economia, Ambiente e Cultura também. Aceitam o desafio ou são todos inimputáveis? E a EDP, pode ir pondo um dinheirinho de parte para pagar as indemnizações ao sector do turismo ao longo de anos?

A venda do poder de decisão na EDP a chineses, e o que se pode seguir na REN, GALP, Águas de Portugal (com potenciais angolanos, chineses ou árabes) é assustador. Os compradores chegam com dinheiro mas não trazem no currículo respeito pela democracia. Condenam-nos depois à mais vil pobreza: a de não termos sequer opinião sobre todo o lixo que nos quiserem pôr em cima. Ora, lá por não termos dinheiro, não temos que alienar o direito a viver com o mínimo de saúde e memória. A nossa terra vale zero em bolsa. Mas é tudo o que temos.


Daniel Deusdado, in Jornal de Notícias - 12 de Janeiro de 2012

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Tâmega - Programa Nacional de Barragens: Autarcas aguardam aprovação do Plano de Acção para compensar prejuízos da “cascata” do Alto Tâmega





Tâmega - Programa Nacional de Barragens
Autarcas aguardam aprovação do Plano de Acção para compensar prejuízos da “cascata” do Alto Tâmega


Resultado das compensações e contrapartidas pela construção das barragens do Alto Tâmega, Daivões e Gouvães, a região do Alto Tâmega poderá beneficiar de um forte investimento em obras, com a Iberdrola a financiar mais de 100 intervenções, num total de cerca de 47 milhões de euros. Os autarcas já apresentaram uma extensa lista de reivindicações à empresa hidroeléctrica, encontrando-se já em fase final de negociações, e esperam resposta positiva até Março. Com mais área inundável, Vila Pouca de Aguiar e Ribeira de Pena serão os concelhos mais beneficiados.

Unidos na Associação de Municípios do Alto Tâmega (AMAT), os autarcas da região apresentaram recentemente um Plano de Acção para Compensação Socioeconómica e Cultural à Iberdrola, através da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR Norte), de modo a compensar os impactos negativos da construção das barragens do Alto Tâmega, Daivões e Gouvães no rio Tâmega. 

Os beneficiários das contrapartidas financeiras locais – 50% do montante total distribuído em proporção da área inundável – serão os quatro concelhos directamente afectados pelo complexo hidroeléctrico lançado em 2007 no Programa Nacional de Barragens: Vila Pouca de Aguiar, Ribeira de Pena, Boticas e Chaves. Já Valpaços e Montalegre, que não terão área inundável, serão abrangidos pelas compensações regionais (restantes 50%). No total, a empresa espanhola adjudicada para a concessão da “cascata” do Alto Tâmega irá desembolsar cerca de 47 milhões de euros em obras para a região, que irão sustentar investimentos na ordem de 160 milhões de euros.

Enquanto presidente da AMAT, o autarca de Ribeira de Pena, Agostinho Pinto, aguarda uma contraproposta da Iberdrola ao Plano de Acção elaborado pelos municípios do Alto Tâmega, com a colaboração da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD). “Fez-se um trabalho exaustivo, elaborámos um plano, baseado na Declaração de Impacte Ambiental, que consideramos justo e agora tudo depende da aceitação da Iberdrola”, avançou Agostinho Pinto, que acredita que o consenso com a empresa será obtido até Março. Caso o acordo seja selado, o Plano de Acção começará imediatamente a ser executado com a criação de uma Agência de Desenvolvimento Regional.

Plano de compensações surge após mais de um ano de difíceis negociações


Após mais de um ano de difíceis negociações e divergências entre municípios e empresa, o presidente da Câmara de Vila Pouca de Aguiar, Domingos Dias, que lidera o concelho que será mais afectado pelas barragens, afirmou ao jornal “A Voz de Trás-os-Montes” que “a Iberdrola concorda” com o Plano de Acção e que este “tem todas as condições para ser aprovado pelo Governo”. Antes disso, o Estado terá de acordar com as empresas hidroeléctricas a revisão do sistema de tarifário eléctrico e do mecanismo de “garantia de potência”, que até à data destinava avultadas ajudas públicas às empresas para assegurar um determinado volume de electricidade. Esta revisão de tarifas foi imposta pela Troika e o Governo espera ver o processo concluído no início do próximo ano. 

De resto, os municípios afectados pela construção das três barragens do Alto Tâmega também exigem compensações de 2,5% sobre o total de energia produzida, uma “renda” idêntica à paga pelos parques eólicos, mas não existe para já legislação nesse sentido para os empreendimentos hidroeléctricos, apesar de ter sido solicitada ao Governo pelos autarcas do Alto Tâmega. Mesmo assim, fruto das negociações da Associação Nacional de Municípios Portugueses com o Governo, as “rendas” das áreas inundáveis deverão aumentar devido a um novo acordo que deverá ser alcançado em Janeiro.

Além disso, a derrama (sobrecarga fiscal sobre o lucro) deverá passar a ser paga nos concelhos onde a energia é produzida. Por último, a empresa de geração e distribuição de energia eléctrica terá ainda de assumir as reposições, ou seja, repor todas as estradas e habitações destruídas com as obras, bem como pagar as devidas indemnizações à população afectada. Para os autarcas do Alto Tâmega, as reivindicações de contrapartidas financeiras são legítimas, tendo em conta que a Iberdrola pagou ao Estado um prémio de concessão cerca de 320 milhões de euros pela exploração das barragens durante 65 anos.

BOTICAS: Município reivindica investimento de 8 milhões de euros em obras

No site da autarquia, o executivo de Boticas avançou que “aguarda ver o Plano de Acção para Compensação Socioeconómica e Cultural aprovado, com vista à promoção da coesão social e de justos equilíbrios no desenvolvimento da região”. Nesse plano, o concelho botiquense reivindica uma compensação de cerca de 4 milhões de euros, sendo os projectos considerados pela autarquia o reforço dos meios de socorro e protecção civil dos Bombeiros Voluntários de Boticas; Centro de Artes Nadir Afonso e respectivo parque de estacionamento; Rede de unidades museológicas – Complexo Mineiro Antigo do Vale Superior do Rio Terva e Ecomuseu do Barroso; Parque Boticas – Natureza e Biodiversidade; Regeneração Urbana da Estância Termal de Carvalhelhos; Reabilitação dos aglomerados da zona afectada; Protocolo Fundação Nadir Afonso; Residência assistida e Requalificação da Santa Casa da Misericórdia de Boticas.

Já no que respeita às comparticipações, os projectos integrados são a Beneficiação/ Rectificação da ex-EN103 entre a EN312 (Boticas-Sapiãos) e o Limite do Concelho; as parcerias para a Regeneração Urbana – “Boticas Viva – Regeneração do Núcleo Antigo”; a Beneficiação de Edifícios Municipais; a Beneficiação da Rede Viária Municipal, Fase II e III e, por último, a Unidade de Cuidados Continuados. Ao nível destes projectos a Iberdrola terá de disponibilizar um montante adicional de cerca de 4 milhões de euros ao concelho de Boticas. À excepção das acções da inteira responsabilidade da Iberdrola, a maioria dos investimentos são alvo de financiamento pelo QREN.

CHAVES: Investimento de cerca de 3,5 milhões de euros para aplicar na zona de Vidago

No concelho de Chaves, o montante reivindicado à Iberdrola ronda os 3,5 milhões de euros, que vão permitir sustentar obras co-financiadas por fundos comunitários no valor de 15 milhões de euros. Este montante será quase totalmente aplicado na zona mais afectada pela “cascata” do Alto Tâmega: Vidago. No concelho flaviense, o menos afectado dos quatro, serão inundados cerca de 45 hectares, ou seja, 5% da área total inundável, que afectará sobretudo a freguesia de Arcossó e em pequena escala Anelhe e Vilarinho das Paranheiras.

O principal investimento das compensações da Iberdrola será, por isso, feito na zona de Vidago e freguesias afectadas, garantiu o presidente da Câmara de Chaves, João Batista. Caso o Plano seja aprovado, Arcossó será contemplada com a ligação rodoviária ao limite do concelho de Vila Pouca de Aguiar, regadios e outras acções de apoio às populações desalojadas, no sentido de criar condições para o desenvolvimento de actividades. Em Vidago, a Iberdrola irá comparticipar com cerca de 2 milhões de euros a intervenção no Balneário e no espaço envolvente da Aquanatture, um projecto num total de 7 milhões de euros. A restante verba irá financiar a ligação da sede de concelho de Boticas à A24, já que abrange freguesias flavienses, e outras pequenas intervenções nas localidades. Sobrará ainda uma parte para o Museu das Termas Romanas e a Fundação Nadir Afonso, na cidade de Chaves.
“Esse montante vai potenciar inúmeras obras”, funcionando como um “alívio para as finanças municipais”, considerou João Batista, acrescentando que, mesmo sem a Iberdrola, a autarquia irá avançar com as obras a expensas próprias, já que estão praticamente todas aprovadas. Para o autarca, este plano “prova a capacidade de governanção comum no Alto Tâmega”, uma vez que “não trazendo as barragens benefícios directos para as nossas populações, mas para o país, entendemos que o Governo e o país devem ser solidários connosco”.

MONTALEGRE: “As barragens vão penalizar muito a nossa região e juntamo-nos para arranjar uma solução equilibrada”

No concelho de Montalegre, que não terá área inundada pela “cascata” do Alto Tâmega, a verba que advirá das compensações regionais da Iberdrola serão aplicadas em algumas obras em curso, como o Centro Escolar de Montalegre, a beneficiação do Castelo de Montalegre, a construção da Unidade de Cuidados Continuados e a beneficiação do pólo museológico das Minas da Boralha, uma obra no total de 1 milhão e 750 mil euros com financiamento do PROVER, que já está em curso.

Beneficiadas serão também a rede viária interna e a nova estrada de ligação a Chaves e à A24, que já foi lançada a concurso e, no entender do presidente da Câmara de Montalegre, é a intervenção “mais importante para a actividade económica do concelho”. Afirmando que a comparticipação da Iberdrola vai permitir um “sério investimento” na região “a custo zero” para as câmaras, Fernando Rodrigues espera que o acordo com a Iberdrola seja rapidamente assumido “para que a região possa desenvolver actividade económica e criação de emprego para qualificar o território”.

De resto, o autarca concluiu que “na AMAT, funcionamos com um espírito de coesão que não existe em lado nenhum. […] As barragens vão penalizar muito a nossa região e juntamo-nos para arranjar uma solução equilibrada”, após “muito trabalho conjunto” e graças à capacidade financeira da EHATB – Empreendimentos Hidroeléctricos do Alto Tâmega e Barroso.

RIBEIRA DE PENA: Compensações e contrapartidas da Iberdrola “vão pôr as economias dos concelhos a funcionar”

Sendo o segundo concelho do Alto Tâmega que terá mais área inundada (mais de 30%), a seguir a Vila Pouca de Aguiar, o presidente da Câmara de Ribeira de Pena, Agostinho Pinto, acredita que, apesar dos “contra e impactos ambientais”, as compensações e contrapartidas da Iberdrola “vão pôr as economias dos concelhos a funcionar”. Na lista de reivindicações de Ribeira de Pena, estão projectos de infra-estruturas candidatos ao QREN, instalações de saneamento básico, novas acessibilidades, reabilitação urbana e realojamentos. “Apostamos nas candidaturas ao QREN para promover o dinamismo económico e a criação de emprego no concelho, sendo que o Governo compromete-se a apoiá-las e a Iberdrola a financiar a parte nacional”, explicou.

“A Declaração de Impacte Ambiental previa essa compensação. Não pedimos nada a que não temos direito”, argumentou Agostinho Pinto, que acredita que o acordo com a Iberdrola será obtido até Março do próximo ano. O Estudo de Impacte Ambiental atira para mais de 70 as habitações em área inundável no concelho ribeirapenense, sendo que grande parte das casas e terrenos agrícolas da aldeia de Viela (entre 13 e 15 habitações) poderá ficar totalmente submersa pela barragem de Daivões. Em Santo Aleixo, Manscos, Friúme, Ribeira de Baixo ou Balteiro, casas e terrenos agrícolas também vão ficar submersos, além de redes viárias e património. “Este acordo minimiza os impactos negativos. É de máxima justiça”, concluiu o autarca.

VALPAÇOS: Afectado por linhas de muito alta tensão, concelho reivindica compensação de cerca de 5 milhões de euros

Apesar de não sofrer impactos negativos directos decorrentes da construção das barragens, o concelho de Valpaços irá ser atravessado por linhas de muito alta tensão. Junto a Friões, está actualmente em fase de conclusão uma subestação que ocupa 14 hectares de terreno para recolha de energia eléctrica nas barragens do Douro e Alto Tâmega “com um impacto muito significativo em termos ambientais”, explicou o presidente da Câmara de Valpaços, Francisco Tavares.

Por isso, o autarca fica satisfeito com a inclusão do município valpacense no plano de compensações, onde inscreveu “projectos enraizados de interesse para o concelho”, como vias de comunicação, arranjos urbanísticos na parte antiga da cidade e melhoramentos de equipamentos públicos, sendo que a aprovação de alguns novos projectos dependerá da “luz verde” da Iberdrola. No Plano de Acção, o concelho valpacense reivindica um total de cerca de 5 milhões de euros em compensações.

VILA POUCA DE AGUIAR: Com mais área inundada, concelho será o mais compensado pela Iberdrola

Abrangido pela barragem de Gouvães, o concelho de Vila Pouca de Aguiar será o mais prejudicado pela construção do empreendimento hidroeléctrico do Alto Tâmega, prevendo-se mesmo a inundação completa dos terrenos agrícolas de várias localidades no Alvão e ainda perda de património arqueológico de valor no concelho. Será também, por isso, o mais compensado pela Iberdrola, sendo que, segundo o jornal “A Voz de Trás-os-Montes”, a lista de reivindicações aguiarense colocada no Plano de Acção abrange a construção do Lar de Idosos, subsídios para transporte escolar, construção de centros de desenvolvimento turístico, nomeadamente campos de iniciação ao golfe e parques de campismo, bem como a conclusão da rede de saneamento do concelho. Contactado pela Voz de Chaves, o município de Vila Pouca de Aguiar considerou prematuro avançar mais detalhes do Plano de Acção antes da sua aprovação.


Sandra Pereira, in @tual - 30 de Dezembro de 2011

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

EDP - Privatização: Conheça a empresa chinesa que passa a gerir os rios e a água em Portugal

EDP - Privatização
Conheça a empresa chinesa que passa a gerir os rios e a água em Portugal




O Estado Português vendeu a participação accionista que detinha na EDP.

Não importará conhecer o passado do patrão chinês da eléctrica EDP a quem o Governo vendeu a empresa e que passa a ficar detentor da gestão dos nossos ex-rios e da ex-nossa água?


in Youtube - 2011

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Biosfera 331 - Verdades Escondidas sobre as Barragens

Biosfera 331
Verdades Escondidas sobre as Barragens


Porque as barragens e os parques eólicos vão levar Portugal a ter a electricidade mais cara do mundo em poucos anos?

Uma plataforma de ONGA fez as contas e o Plano Nacional de Barragens vai custar ao Estado 16 mil milhões de euros, entre juros bancários, subsídios e pagamento de obras.

Também são números, os de um crescimento insustentável, que justificam a destruição do rio Sabor, da Linha do Tua e de todo o vale do Tâmega.

in Youtube - 2011

domingo, 13 de novembro de 2011

Campanha de poupança: Boicote à EDP







Campanha de poupança
Boicote à EDP

A EDP mantém um nível de lucros totalmente incompatível com o estado do país e com os sacrifícios exigidos a todos nós.

A EDP tem mais poder que o Governo de Portugal e conseguiu (vá-se lá saber por que vias...) impedir uma medida que visava minorar os brutais aumentos da energia que se estão a verificar - e que vão, certamente, aumentar ainda mais os ditos lucros.

A EDP mantém um monopólio (não... de jure, mas de facto) uma vez que a concorrência não oferece aos consumidores domésticos (por exemplo) taxas bi-horárias.


PROPOSTA:


- no dia 20 de Novembro de 2011, às 15:00, a nível nacional, vamos, todos nós consumidores domésticos, desligar TUDO durante uma hora (os nossos congeladores aguentam mais do que isso quando há uma "anomalia" na rede que nos deixa sem energia e as baterias dos nossos portáteis também);

- vamos repetir a acção até a EDP ter de nos PEDIR para parar com a coisa. Na qualidade de bons cidadão, que todos somos, pararemos mas só se os preços forem ajustados de forma a que os lucros da EDP se acertem pelo razoável, pelo socialmente justo e pelo moralmente correcto.

in Boicote à EDP - Novembro de 2011

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Empresas - Dia 20 de Novembro é dia de boicote à EDP






Empresas
Dia 20 de Novembro é dia de boicote à EDP

Utilizadores pedem desligamento de equipamentos durante uma hora contra o que dizem ser «monopólio» da eléctricaAnda a circular na Internet, entre utilizadores, um e-mail que apela a um boicote à EDP, apontado para o próximo dia 20 de Novembro.

No rol de acusações feitas pelo autor do e-mail - contra a empresa liderada por António Mexia - está não só o facto de a empresa se apresentar como um «monopólio» do sector mas também o poder que a própria eléctrica detém no país, «maior do que o do Governo de Portugal».

O apelo ao boicote surge numa altura de instauração de novas medidas de austeridade e que, argumenta o cidadão anónimo, a EDP foi capaz de contornar «em proveito próprio».

«Conseguiu (vá-se lá saber por que vias...) impedir uma medida que visava minorar os brutais aumentos da energia que se estão a verificar - e que vão, certamente, aumentar ainda mais os ditos lucros», denuncia.

Este plano (de se avançar para um boicote) já foi reencaminhado via correio electrónico a centenas de pessoas.

A ideia é que os consumidores desliguem todos os equipamentos domésticos durante 60 minutos no próximo dia 20 de Novembro, às 15h00.

No e-mail pode ainda ler-se que os utilizadores dos serviços da EDP apenas devem dar-se por satisfeitos, e deixar de repetir a acção, quando a empresa ajustar os preços «de forma a que os lucros se acertem pelo razoável, pelo socialmente justo e pelo moralmente correcto».

Pode ler em baixo, na íntegra, o conteúdo do e-mail que circula na Internet
«Vamos utilizar o nosso poder. Dia 20 de Novembro às 15.00 horas. A EDP já teme os prejuízos desta medida na escala dos vários milhões de portugueses, que estão conscientes do abuso a que estão sujeitos. Já recebi este e-mail 17 vezes nos últimos dias. Continuem a partilhar».

«A EDP mantém um nível de lucros totalmente incompatível com o estado do país e com os sacrifícios exigidos a todos nós. A EDP tem mais poder que o Governo de Portugal e conseguiu (vá-se lá saber por que vias) impedir uma medida que visava minorar os brutais aumentos da energia que se estão a verificar - e que vão, certamente, aumentar ainda mais os ditos lucros».

«A EDP mantém um monopólio (não de jure, mas de facto) uma vez que a concorrência não oferece aos consumidores domésticos (por exemplo) taxas bi-horárias».

«Proposta: no dia 20 de Novembro de 2011, às 15:00, a nível nacional, vamos, todos nós consumidores domésticos, desligar tudo durante uma hora (os nossos congeladores aguentam mais do que isso quando há uma «anomalia» na rede que nos deixa sem energia e as baterias dos nossos portáteis também)».

«Vamos repetir a acção até a EDP ter de nos pedir para parar com a coisa. Na qualidade de bons cidadão, que todos somos, pararemos mas só se os preços forem ajustados de forma a que os lucros da EDP se acertem pelo razoável, pelo socialmente justo e pelo moralmente correcto. Se gostarem da ideia, espalhem. Veremos no que dá».


Redacção SC, in Agência Financeira - 11 de Novembro de 2011

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Publicidade perversa: Quanto custará comprar o índice Dow Jones da sustentabilidade?


Publicidade perversa
Quanto custará comprar índice Dow Jones da sustentabilidade?



* * *

Rio Tâmega - Barragem do Torrão
A insustentabilidade na Albufeira da EDP

Albufeira do Torrão (rio Tâmega) - Gondeiro - Salvador do Monte - Amarante (Portugal)


domingo, 23 de outubro de 2011

Programa Nacional de Barragens: Um desastre ambiental em marcha no Douro

Programa Nacional de Barragens
Um desastre ambiental em marcha no Douro



O Jornal de Notícias publicou esta semana uma interessante reportagem sobre as barragens que estão a ser construídas em vários afluentes do Douro para as quais o Estado pagará dezasseis mil milhões de euros à EDP e à Iberdrola, as concessionárias das futuras barragens, durante os próximos 70 anos, num custo que se irá refletir em mais 10% de aumento na fatura de cada consumidor.

Segundo a reportagem, um conjunto de grupos ecologistas nacionais e de associações durienses, juntaram-se na elaboração de um documento que pretende explicar por que é que o Programa Nacional de Barragens de Elevado Potencial Hidroelétrico deveria ser “imediatamente suspenso e revogado”. Alegam que as concessionárias das futuras barragens vão produzir “metade da energia prevista” no plano, com o dobro do investimento pedido, mediante o pagamento anual de um subsídio do Estado de 49 milhões de euros.

São as seguintes as contas do grupo que contesta o negócio:
  • durante as concessões das barragens, um total de 16 mil milhões de euros serão pagos às empresas de eletricidade;

  • as barragens produzirão apenas 0,5% da energia consumida em Portugal;

  • as barragens representam apenas 2% do potencial de energia que poderia ser obtida através de um programa de eficiência energética;

  • as barragens respondem por apenas 3% do aumento das necessidades energéticas do país.
Ora, a loucura não fica por aqui, as barragens que estão a ser construídas constituem um crime ambiental e cultural, com a perda de habitats, espécies endógenas e paisagens com potencial turístico singular

A própria UNESCO alertou para a “degradação da zona classificada como Património da Humanidade”, dando a “entender que poderá ser retirada se insistirem na obra”.

No retrato, nem a Câmaras Municipais (com exceção da mirandelense) saem impolutas, pois a troco de 1,5% das receitas das barragens, calam-se perante o desastre a acontecer nos próprios concelhos. Uma vergonha.

Geopalavras, in Geopalavras - 23 de Outubro de 2011

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Mondim de Basto - Barragem de Fridão: Declaração de Impacte Ambiental chumba proposta da Rede Eléctrica Nacional






Mondim de Basto - Barragem de Fridão
Declaração de Impacte Ambiental chumba proposta da Rede Eléctrica Nacional

Foi emitida, no passado dia 30 de Setembro, a Declaração de Impacte Ambiental (DIA) relativa ao projecto da Linha Eléctrica de Muito Alta Tensão, sendo a mesma desfavorável para os troços apresentados para o concelho de Mondim de Basto.


Humberto Cerqueira, Presidente da Câmara Municipal, ciente das consequências negativas que um projecto desta natureza acarreta para o concelho e sua população, fez saber publicamente, que está contra a Linha Eléctrica de Muito Alta Tensão, conforme proposta que apresentou em reunião de Câmara no passado dia 12 de Maio. 

Mais, aquando do período de participação pública, a autarquia Mondinense remeteu à Agência Portuguesa do Ambiente, uma parecer técnico devidamente fundamentado, no qual apresentou a sua posição desfavorável aos troços 6ª e 6B, por considerar quês estes eram muito prejudiciais quer do ponto de vista socioeconómico, quer do ponto de vista ecológico.

A Declaração de Impacte Ambiental veio a confirmar aquilo que a Câmara Municipal defende, tendo mesmo atendido às alegações apresentadas em sede própria. Uma vez mais o Presidente da Câmara coloca-se ao lado das populações na defesa dos seus interesses.


in Notícias de Vila Real - 14 de Outubro de 2011

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Mondim de Basto - No coração do Tâmega: CONBATE





Mondim de Basto - No coração do Tâmega
CONBATE









CONtra a Barragem que destruirá o Rio e as linhas de muito Alta TEnsão que destruirão o Monte.

Levantarás a tua espada até ao céu,
Para decapitar os monstros malfadados,
Rasgarás, com a tua espada, o negro véu,
Que esmaga Monte e Rio, condenados.

Ceifarás, com tua espada, dragões de lume,
Que profanarão o Monte, até ao cume,
Quando rufarem tambores na madrugada;
Derrubarás, com fogo, as torres infernais,
Com mil bombas de dinamite siderais,
Que hão-de ofuscar a luz que nos foi roubada.

O teu grito de guerra há-de ser o clamor,
Pelo nome dos entes, o nome guardado,
Para se cobrir de glória e de esplendor,
Este chão antigo, este chão sagrado.

Em ti reside a força, tu serás o fio,
Desta nossa espada de luz e de paixão,
Que há-de salvar o Monte e salvar o Rio,
Quando tu cortares a cabeça do dragão!

Levantarás a tua espada até ao céu… 


Luis Jales de Oliveira, in O Basto - 11 de Outubro de 2011

domingo, 9 de outubro de 2011

Rio Tâmega - Amarante: Denúncia Ambiental

Rio Tâmega - Amarante
Denúncia Ambiental


O Tâmega em S. Gonçalo, em 9 de Outubro de 2011
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Não sei se as cianobactérias, também conhecidas por algas azuis mas que são verdes, ganharam capacidades saltadoras e saltaram a açude da florestal, que durante todos estes anos, em que denunciámos o desastre ambiental no Tâmega, funcionou como barreira... não sei se a EDP, a tal da energia "positiva" e "verde" subiu em demasia o caudal da albufeira e contaminou as águas em S. Gonçalo, não sei se nada disto aconteceu e apenas era uma questão de tempo e condições favoráveis para que, juntas, desse no que deu, este ano em estreia absoluta para quem visita Amarante.


É a nova atracção turística amarantina e o município pode agora, finalmente, juntar aos seus folhetos turísticos um texto a aliciar a turistada a deslocação à cidade para apreciação, in loco, de tão fabuloso fenómeno. 

O Tâmega parece agora um prado verdejante e só lhe faltam as vacas a sorrir perante tamanha iguaria. 

As vacas e os burros, acrescento eu, os burros também deverão apreciar esta pradaria que, a continuar este calor, se transformará em breve num manto pastoso, verde quase fluorescente.

Obrigada, EDP!


Obrigada políticos deste país!


Bem hajam por pensarem em atracções turísticas como ninguém!


Anabela Magalhães, in Anabela Magalhães - 9 de Outubro de 2011

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Amarante - Rio Tâmega: Tâmega - Obrigada EDP!

Amarante - Rio Tâmega
Tâmega - Obrigada EDP!




O Rio Tâmega em Tujidos - 7 de Outubro de 2011
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

É uma cruzada também minha, a defesa deste rio a saque dos vampiros que o esventram.

O meu Tâmega apresenta-se, de novo, com uma criação espampanante e descontrolada de cianobactérias.


Obrigada, EDP!


Anabela Magalhães, in Anabela Magalhães - 7 de Outubro de 2011

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Mondim de Basto: Presidente da Junta alertou para poluição no rio Tâmega





Mondim de Basto
Presidente da Junta alertou para poluição no rio Tâmega

O presidente da Junta de Freguesia de Mondim de Basto alertou hoje para a poluição no rio Tâmega, descrevendo a água como esverdeada e cheia de microalgas e pedindo à população para não ir a banhos.

Fernando Gomes disse à Agência Lusa que está preocupado com a poluição que diz ser visível no rio Tâmega, junto à vila de Mondim de Basto.

"A água está eutrofizada, uma situação que é mais visível devido ao calor intenso, o verão está prolongado, não há chuvas e a água está parada", referiu.


in Expresso (Lusa) - 5 de Outubro de 2011

Mondim de Basto - Presidente da Junta: Autarca alerta para poluição no rio Tâmega






Mondim de Basto - Presidente da Junta
Autarca alerta para poluição no rio Tâmega

O presidente da Junta de Freguesia de Mondim de Basto alertou hoje para a poluição no rio Tâmega, descrevendo a água como esverdeada e cheia de microalgas e pedindo à população para não ir a banhos.

Fernando Gomes disse à Agência Lusa que está preocupado com a poluição que diz ser visível no rio Tâmega, junto à vila de Mondim de Basto.

«A água está eutrofizada, uma situação que é mais visível devido ao calor intenso, o verão está prolongado, não há chuvas e a água está parada», referiu.

O autarca alertou a população para não ir a banhos no rio, não deixar os animais beber da água do rio e pediu aos pescadores para se afastaram também desta área.

O delegado de saúde de Mondim de Basto, José Faria, disse que foi alertado para a situação e que encontrou a água do rio com uma cor esverdeada e com microalgas em suspensão.

Salientou ainda que é a primeira vez que vê este tipo de poluição naquela zona do rio Tâmega.

«Em princípio poderá tratar-se de uma poluição por cianobactérias. É uma poluição normalmente provocada por micro-organismos que são algas que se desenvolvem na presença de luz solar em grande e por nitritos e nitratos lançados para o rio», referiu.

José Faria pressupõe que a origem da poluição se encontre a montante do concelho de Mondim de Basto.

Nesta zona não existem praias fluviais mas, mesmo assim, o responsável sublinhou que as pessoas não devem tomar banho nas água do Tâmega, apesar do intenso calor que se tem feito sentir nos últimos tempos.

À GNR, entidade responsável pela fiscalização, não chegou até ao momento qualquer queixa ou alerta sobre esta situação.

Fernando Gomes teme que este efeito de eutrofização do rio Tâmega se intensifique com a construção da barragem de Fridão, a jusante da vila de Mondim de Basto.

«Eu já estou preocupado porque, para além de ficarmos com as águas inquinadas, não vamos poder procurar investidores na área do turismo para uma albufeira que vai ficar com péssima qualidade de água. Não vai ser bom para desenvolver do concelho», frisou.

A barragem de Fridão é uma das 10 que constam do Plano Nacional de Barragens com Elevado Potencial hidroeléctrico, afectando território dos concelhos de Amarante, Cabeceiras de Basto, Celorico de Basto e Mondim de Basto.

Em Abril de 2010, o Ministério do Ambiente emitiu a declaração de impacto ambiental (DIA) condicionada à cota mais baixa da barragem de Fridão.

O empreendimento encontra-se em processo de licenciamento, prevendo-se que as obras arranquem em 2012.


in Lusa/SOL - 5 de Outubro de 2011

Mondim de Basto: Autarca alerta para poluição no rio Tâmega






Mondim de Basto
Autarca alerta para poluição no rio Tâmega

O presidente da Junta de Freguesia de Mondim de Basto alertou hoje para a poluição no rio Tâmega, descrevendo a água como esverdeada e cheia de microalgas e pedindo à população para não ir a banhos.

Fernando Gomes disse à Agência Lusa que está preocupado com a poluição que diz ser visível no rio Tâmega, junto à vila de Mondim de Basto.

«A água está eutrofizada, uma situação que é mais visível devido ao calor intenso, o verão está prolongado, não há chuvas e a água está parada», referiu.


in Diário Digital / Lusa - 5 de Outubro de 2011

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Mondim de Basto - Presidente da Junta: Rio Tâmega está eutrofizado!






Mondim de Basto - Presidente da Junta
Rio Tâmega está eutrofizado!



Tenho manifestado publicamente a minha oposição sobre a construção da Barragem de Fridão. 

Como todos sabem, sou inteiramente contra este projecto. Não tenho a menor dúvida que serão maiores os danos que os benefícios. Essa minha posição está baseada em consultas de pareceres de especialistas na matéria e entidades dignamente credíveis.


Na sexta-feira passada, dia 30 de Setembro, o rio Tâmega amanhece com as suas águas esverdeadas, mantendo-se até a data de hoje. Ocorrência essa, conhecida como EUTROFIZAÇÃO. Consequência de um Verão prolongado com elevadas temperaturas e sem chuvas que propicia a eutrofização.


A eutrofização é o processo de poluição de corpos de água proveniente do acúmulo de nutrientes dissolvidos na água, ficando com níveis baixíssimos de oxigénio. Isso provoca a morte de diversas espécies animais e vegetais e, tem um altíssimo impacto para o ecossistema aquático. São raras as espécies que conseguem sobreviver.

Os lagos, Charcos e Albufeiras são ainda mais vulneráveis à poluição do que os rios. 

Portanto, se o rio Tâmega está neste momento está eutrofizado, não podemos ter a menor dúvida de que, quando as suas águas forem represadas com a Barragem do Fridão, irá acelerar e agravar o processo da eutrofização.

Para que não hajam dúvidas é de salientar o Parecer da Comissão de Avaliação sobre o RECAPE “A qualidade da água que se observa nesta Albufeira (Torrão), onde estão identificados problemas de eutrofização associados a elevadas concentrações de fósforos, implica, à partida, um risco elevado de eutrofização da albufeira do AH Fridão”

Situação essa, que inviabilizará todas as actividades de carácter lúdico e de lazer nas massas de água (DL nº 135/2009 de 3 de Junho). Está condição irá penalizar seriamente na elaboração do Plano de Ordenamento das Albufeiras de águas Públicas (DL nº 107/2009, de 15 de Maio), que irá definir os regimes de salvaguarda, protecção e gestão, estabelecendo usos preferenciais, condicionados e interditos.


Associado a este problema da eutrofização, está também a variação da cota mínima que poderá atingir os 10 metros abaixo da cota máxima. 

Como refere o Professor Rui Cortes da Universidade da UTAD “irá impedir o aproveitamento turístico da albufeira, dado haver uma grande flutuação do nível de água, enchendo durante a noite e baixando durante o dia, período de maior consumo de energia.” Afirma ainda que “A ideia Idílica de ter uma grande massa de água não se vai verificar”. Estas variações vão provocar um grande efeito de erosão e será uma situação muito desagradável. Alertou ainda que, ”Com a sucessão de barragens previstas no rio Tâmega vai por em causa a qualidade da água”.


Para finalizar e dado as revelações negativas que tem vindo a ser aludidas no RECAPE e no Parecer da Comissão de Avaliação do AH de Fridão, manifesto a minha total preocupação e o meu desagrado pela concordância e inconsciência com que esta autarquia, Câmara Municipal de Mondim de Basto, tem vindo a liderar este projecto da Albufeira de Fridão com a EDP, colocando demasiado em causa o futuro deste concelho.

Repito, “Uma autarquia tem que ser o braço que apoia o cidadão, o pulso que faz este concelho funcionar e ter a mentalidade em despertar um espírito de conformidade de opiniões para que sejamos como uma única família mondinense. 


E pluribus unum. Dos muitos se faz um.”

Fernando Gomes (Presidente da Junta de Freguesia de Mondim de Basto) - 4 de Outubro de 2011

Tâmega - Barragens: Quercus apresenta queixa contra o Estado português





Tâmega - Barragens
Quercus apresenta queixa contra o Estado português
Em causa está o projecto de construção de três barragens na região do Alto Tâmega.

A Quercus vai apresentar uma queixa formal à União Europeia contra o Estado português, por violação flagrante de várias directivas europeias no projecto da cascata do Alto Tâmega, que prevê a construção de três barragens.

De acordo com João Branco, dirigente da Quercus, em causa está o incumprimento da legislação comunitária, nomeadamente a directiva da Água e a directiva Habitats.

“A construção destas barragens vai fazer diminuir a qualidade da água de um modo geral, não só na bacia do Tâmega, como na bacia do Douro”, alerta João Branco.

A associação de defesa do ambiente denuncia também a destruição de habitats da Rede Natura 2000, nomeadamente na Serra do Alvão, e do habitat do lobo, que é protegido pela lei portuguesa.

Apesar de ter avançado com a queixa, a associação ambientalista não se mostra optimista em relação à sua eficácia.

“Pelo que temos visto ultimamente, a Comissão Europeia tem dado mais relevância a pseudo-aspectos económicos”, acusa João Branco.


in Rádio Renascença - 4 de Outubro de 2011