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terça-feira, 13 de setembro de 2011

Reestruturação na tutela do ambiente: Governo vai fundir vários organismos numa mega agência ambiental







Reestruturação na tutela do ambiente
Governo vai fundir vários organismos numa mega agência ambiental


O Governo vai fundir vários organismos da tutela ambiental, como o Instituto da Água (Inag) e as recém-criadas administrações de região hidrográfica (ARH), numa nova Agência Portuguesa do Ambiente e da Água. A ideia, segundo o secretário de Estado do Ambiente e Ordenamento do Território, Pedro Afonso de Paulo, é “fazer mais, com menos”.

Gestão da água passará toda para a nova agência (Daniel Rocha)

A proposta do Ministério da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território é concentrar um vasto conjunto de competências num único organismo, que sucederá à actual Agência Portuguesa do Ambiente, hoje com áreas de actuação relativamente limitadas. Além das questões relacionadas com a água, a nova agência também irá gerir o dossier das alterações climáticas, que até agora tem estado a cargo de uma comissão própria.

O actual coordenador do Comité Executivo da Comissão para as Alterações Climáticas, Nuno Lacasta, tem sido apontado como provável líder da nova agência ambiental. Pedro Afonso de Paulo disse hoje ao PÚBLICO, no entanto, que é cedo para se falar em nomes. “Enquanto não tivermos tudo acertado, não vamos fechar a equipa”, afirma.

A nova agência funcionará como autoridade nacional da água, tarefa que pertence hoje ao Inag. As ARH, criadas há cerca de quatro anos para gerir as bacias hidrográficas numa lógica regional e dotadas de autonomia administrativa e financeira, serão transformadas em serviços desconcentrados do ministério. As receitas que até agora revertem directamente para as ARH – sobretudo as taxas de recursos hídricos – passam a entrar para o bolo geral da nova agência.

“Manteremos a lógica da gestão por bacias e a lógica do regime económico-financeiro da água”, afirma, porém, o secretário de Estado do Ambiente.

Também integrado na Agência Portuguesa do Ambiente e da Água ficará o Departamento de Prospectiva e Planeamento, bem como a gestão de instrumentos financeiros específicos, como o Fundo de Intervenção Ambiental, o Fundo Português de Carbono e o Fundo de Protecção de Recursos Hídricos.

O Governo quer ainda criar um segundo organismo – a Agência do Território – onde serão fundidas a Direcção-Geral do Ordenamento do Território e Desenvolvimento Urbano e o Instituto Geográfico Português. Já o Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade – cuja actuação em grande medida também recai sobre a gestão do território – permanecerá sob a tutela da Secretaria de Estado das Florestas.

De acordo com o secretário de Estado do Ambiente, a reorganização assenta em exemplos já seguidos por outros países europeus. “O que sentíamos é que havia uma desarticulação e proliferação de entidades, o que levava a que a gestão das políticas nao fosse feita de forma eficiente”, justifica.

Sem adiantar para já um número concreto, Pedro Afonso de Paulo fala em poupanças anuais na ordem dos “milhões de euros”, com a redução de cargos dirigentes, de direcções administrativas e financeiras e de encargos com instalações. Outras duplicações também serão evitadas, segundo o secretário de Estado, como a de sistemas informáticos de gestão que existem em separado, em cada um dos organismos que serão fundidos. “Só um desses sistemas custou sete milhões de euros”, diz Pedro Afonso de Paulo.

A proposta do Ministério da Agricultura e do Ambiente será levada nesta quarta-feira ao Conselho Nacional da Água, que foi convocado para uma reunião às 14h30. A opinião deste conselho não é vinculativa, mas o secretário de Estado do Ambiente garante que a proposta não é um facto consumado. “Temos abertura suficiente para fazer ajustamentos”, afirma.


Ricardo Garcia, in Público - 13 de Setembro de 2011

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Políticas da Água em análise: Água em congresso no Algarve

Políticas da Água em análise
Água em congresso no Algarve

A Águas do Algarve, S.A., no âmbito das comemorações do 10º aniversário, associou-se à APRH na organização do 10.º Congresso da Água, que se realizará no Algarve entre 21 e 23 de Março , no Hotel Pestana, em Portimão.

O primeiro dia terá início às 18.00 horas do dia 21 de Março, DIA MUNDIAL DA ÁGUA, em que para além da entrega da documentação deste importante Encontro, serão dadas as Boas Vindas a todos os participantes.

O segundo e terceiro dias, 22 e 23 de Março respectivamente, serão dedicados às mesas redondas, sessões técnicas, visitas técnicas, e ao Jantar dançante do Congresso, com algumas surpresas pelo meio.

O último dia do Congresso será a 24 de Março, com a Entrega de Prémios APRH.

O Programa previsto pode ser consultado em detalhe no site da Águas do Algarve.

in Águas do Algarve - Fevereiro de 2010

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Caldas da Rainha - Lagoa de Óbidos: Comissão pede demissão do presidente do INAG





Caldas da Rainha - Lagoa de Óbidos
Comissão pede demissão do presidente do INAG
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A Comissão Cívica de Protecção das Linhas de Águas e Ambiente de Caldas da Rainha pede a demissão do presidente do Instituto da Água (INAG).

Segundo o porta-voz, Vítor Dinis, a comissão está “indignada”, decorridos que estão vários anos, em que “o INAG, na pessoa do seu presidente, Orlando Borges, assumiu vários compromissos de elaborar projectos, estudos, realização de trabalhos, observatórios e estabeleceu prazos, e, actualmente, encontra-se tudo pior que no tempo das promessas feitas, durante os últimos vinte anos”.

“Esta comissão fica estupefacta, como é que o senhor Orlando Borges tem a coragem de fazer declarações aos vários órgãos de comunicação social local, como se fosse dono e senhor da Lagoa, quando já decorreram vários anos e nada fez pela Lagoa de Óbidos. Aliás, ainda existem vestígios do péssimo impacto ambiental, que o mesmo provocou com a colocação de sacos de plástico cheios de areia, do lado sul, da Lagoa de Óbidos”, critica Vitor Dinis.

“Com esta atitude perdeu toda a credibilidade e já ninguém pode acreditar, numa pessoa que tudo o que tem feito a favor da Lagoa de Óbidos não passa de promessas”, sustenta.

A intenção de colocação de sacos de plástico cheios de areia,para protecção do emissário submarino, também mereceu críticas: “A nossa comissão recebeu um e-mail de França a solicitar a nossa colaboração, no sentido de evitar a utilização dos referidos sacos de plástico cheios de areia, uma vez que estavam a ser vitimas dessa utilização centenas de golfinhos que engoliam os referidos sacos e acabavam por dar à costa sem vida. É a forma mais fácil, ignorante e menos credível, de tentar minimizar o problema, para além do péssimo impacto ambiental”.


in Jornal das Caldas, N.º 928, Ano XVIII - 10 de Fevereiro de 2010

sábado, 2 de janeiro de 2010

Movimento proTEJO anuncia queixa na UE por "incumprimento sistemático" da Lei Comunitária da Água (Lusa)






Directiva Comunitária da Água:
Movimento proTEJO anuncia queixa na UE por "incumprimento sistemático" da Lei Comunitária da Água

Abrantes, Santarém, 02 Jan (Lusa) - O porta-voz do movimento proTEJO disse à agência Lusa que vai apresentar uma queixa à Comissão Europeia pelo "incumprimento sistemático e abusivo" da Lei Comunitária da Água, por parte do Estado espanhol.
Paulo Constantino, porta-voz português da associação, que conta com a adesão de meio milhar de cidadãos e de 21 organizações portuguesas e espanholas, afirmou que a proposta espanhola de reposição das águas do rio Tejo é "uma afronta ao ambiente e à política europeia da água" e que recusa "liminarmente" a política de transvases espanhola, considerando que "podem e devem ser implementadas alternativas aos transvases"".
Segundo o representante, as "tensões recentes" entre Portugal e Espanha motivaram uma "falsa esperança" na determinação do Estado português em exigir que a política de transvases espanhola permitisse a ambos os Estados membros alcançar o bom estado das águas em 2015, cumprindo a Directiva Quadro da Água.

Lusa, in sapo.pt - 02 de Janeiro de 2010