segunda-feira, 25 de setembro de 2017

BARRAGENS - CORRUPÇÃO NO ESTADO: Instituto da Água arrasou entrega das barragens à EDP sem concurso Público








BARRAGENS - CORRUPÇÃO NO ESTADO
INSTITUTO DA ÁGUA ARRASOU ENTREGA DAS BARRAGENS À EDP SEM CONCURSO PÚBLICO

Em 2006 o Instituto da Água fez vários alertas sobre o diploma que estendeu o prazo de exploração das barragens da EDP sem concurso, mas foi ignorado. Entre eles incluía-se a transmissão ilegal de direitos de utilização sem concurso e a atribuição indevida de isenções.


Novembro de 2006. António Mexia estava à frente da gestão da EDP há menos de cinco meses quando o extinto Instituto da Água (INAG) enviou ao ministro do Ambiente, Francisco Nunes Correia, um parecer sobre as propostas de alteração feitas pelo Ministério da Economia e Inovação (MEI), de Manuel Pinho, ao projecto de decreto-lei das utilizações dos recursos hídricos.

A mensagem contida no documento (enviado ao PÚBLICO pela Agência Portuguesa do Ambiente) era clara: “Constata-se que as propostas de alteração remetidas pelo MEI violam frontal e grosseiramente o disposto numa Lei de Bases [a Lei da Água]". Assim, qualificando-as com expressões como “totalmente descabidas”, “não faz qualquer sentido” ou “não tem cabimento”, o instituto que tinha a tutela dos recursos hídricos era peremptório: “Não devem ter acolhimento”.

No conjunto de pontos acrescentados ao projecto de diploma pelos assessores de Manuel Pinho (entre eles João Conceição, hoje administrador da REN e um dos nove arguidos, tal como o ex-ministro, na investigação do Ministério Público aos contratos de compensação da EDP), o INAG viu uma tentativa de “subordinação” do Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional (MAOTDR) ao Ministério da Economia em matérias da sua “competência própria”. E uma das violações mais graves que identificou foi a introdução de pontos que permitiam à EDP continuar a explorar 27 centrais hidroeléctricas sem concurso público, através de uma subconcessão de direitos de utilização dos recursos hídricos por parte da REN, a quem estes seriam concessionados pelo Estado.

“Este artigo proposto enferma” de “ilegalidade uma vez que contraria o disposto na Lei da Água, que claramente refere que a utilização privativa dos RH [recursos hídricos] do domínio público obriga a processo concursal”, salientava o INAG numa das suas observações. O instituto questionava que se atribuísse a concessão à REN (que ficaria autorizada a subconcessionar à EDP) porque a Lei da Água manda que as concessões de utilizações privativas dos recursos hídricos públicos sejam atribuídas através de um procedimento pré-contratual de concurso público ou um procedimento iniciado a pedido do interessado, “não se atribuindo nem reconhecendo direitos de utilização a qualquer utilizador”, criticava o INAG.

Por outro lado, o instituto sublinhava que a figura da subconcessão (destinada a enquadrar a passagem de direitos para a EDP) não só não estava legalmente prevista, como contrariava a resolução do Conselho de Ministros de 2005 que aprovou a estratégia nacional para a energia e que “expressamente refere o estímulo à concorrência” como objectivo fundamental. Mas o alerta caiu no vazio.

Contratos assinados no sábado

Seis meses depois, a versão final do diploma (o decreto-lei 226 – A, de Maio de 2007) veio mesmo reconhecer que a EDP poderia continuar a utilizar os recursos hídricos sem concurso, ou seja, a explorar as suas centrais, como até então, em média por mais 25 anos. O Estado celebrou um contrato de concessão com a concessionária da rede nacional de transporte de electricidade, a REN, reconhecendo-lhe o “direito à utilização do domínio público hídrico afecto” às centrais hidroeléctricas. Depois, a REN transmitiu os “correspondentes direitos [de utilização]” à EDP (a figura da subconcessão foi substituída pela da transmissão de direitos)”. O diploma estabeleceu em dois anos (a contar de 1 de Junho de 2007) o prazo máximo para a assinatura dos contratos de concessão e transmissão entre o Estado, a REN e a EDP (cabendo a sua preparação ao INAG) e as assinaturas acabaram por ter lugar dez meses depois da publicação da lei, num sábado, dia 8 de Março de 2008.

A EDP pagou ao Estado 704 milhões de euros e garantiu o direito a explorar as 27 barragens por vários anos (a maioria até 2052). Além de ser um dos temas centrais na investigação por corrupção aos contratos da EDP anunciada pelo Ministério Público em Junho, este processo também está a ser analisado pela Comissão Europeia. Bruxelas quer saber se o prolongamento das concessões sem concurso é compatível com as regras europeias de contratação pública.

O parecer de 2006, assinado pelo ex-presidente do INAG Orlando Borges (hoje à frente da Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos), não poupava nas palavras para assinalar ao ministro com a tutela do Ambiente que as propostas do MEI “beneficiam claramente um sector de actividade [o da produção de energia] em detrimento de outros”. O documento chegava a referir que certos pontos introduzidos pela equipa de Manuel Pinho pretendiam “beneficiar à custa dos recursos hídricos o sector eléctrico” e dizia considerar “pouco ético” que as alterações propostas tivessem sido “apresentadas como foram, alterando directamente o diploma”.

Favorecimento ao sector eléctrico

Um exemplo do que o INAG destacava como favorecimento ao sector eléctrico foi a introdução do ponto que isentou a EDP do pagamento da taxa de recursos hídricos. Uma “isenção contrária ao espírito da Lei da Água”, referia o instituto, reforçando que “não é aceitável que haja isenções para alguns sectores em detrimento de outros”.

Na versão final do diploma, o artigo que isenta a produção hidroeléctrica da taxa de recursos hídricos já não consta, mas a verdade é que a EDP conseguiu abater ao valor que pagou pelos direitos de utilização dos recursos hídricos cerca de 55 milhões de euros (pagando no total 704 milhões). Ainda assim, nem o despacho de 15 de Junho que fixou o valor das concessões utiliza a palavra isenção, referindo-se antes a um “ajustamento” a deduzir aos 759 milhões.

No parecer, o INAG também criticava o papel que o MEI pretendia atribuir à Direcção-geral de Energia e Geologia (DGEG) na gestão dos recursos hídricos utilizados na produção eléctrica, sendo um dos exemplos o facto de se pretender que passasse a ser a DGEG a tomar a posse administrativa dos bens e a geri-los, em caso de reversão para o Estado. Nesta data, a DGEG era presidida por Miguel Barreto, outro dos arguidos na investigação, que em 2007 atribuiu à EDP uma licença sem prazo de duração para a central termoeléctrica de Sines.

Feitos os vários alertas ao gabinete do ministro Nunes Correia, o diploma do regime de utilização dos recursos hídricos seguiu para aprovação num processo de contornos pouco definidos, em que o INAG deixou de ser parte e em que várias das propostas do MEI prevaleceram, apesar do parecer desfavorável.

Questionada sobre a existência deste parecer negativo, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) garantiu ao PÚBLICO que “o INAG apenas teve conhecimento do teor” do decreto-lei dos recursos hídricos “após a sua publicação”. Foi aí que o instituto ficou a saber que o prazo de exploração das barragens tinha sido prorrogado sem concurso e que tinha dois anos para preparar os respectivos contratos de concessão. Foi só então que o instituto com a tutela dos recursos hídricos soube que havia um valor de “equilíbrio económico-financeiro” que a EDP teria de pagar pela utilização dos direitos e que este seria calculado com base “em duas avaliações” de entidades financeiras (o Crédit Suisse e o Caixa BI) e definido num despacho de Pinho e Nunes Correia.

Em Maio, quando se pronunciou sobre a queixa que lhe foi apresentada em 2012 “por vários cidadãos” portugueses contra auxílios de Estado indevidos à EDP na fixação do valor das concessões, Bruxelas afastou qualquer ilegalidade relativa a esta matéria, considerando que a metodologia usada pelo Estado para definir o preço que a EDP pagou pela extensão dos prazos foi “satisfatória” (por cá, o processo que levou à definição deste valor é um dos pontos sobre os quais incide a investigação do Ministério Público).

Na decisão, a Comissão Europeia também recordou que, “em caso de concurso, Portugal teria tido de pagar à EDP o montante dos activos [hidroeléctricos] não amortizados no final do período de concessão” previsto nos antigos contratos de aquisição de energia (CAE), que foram substituídos pelos CMEC (custos para a manutenção do equilíbrio contratual”. Ou seja, a alternativa a prolongar as concessões sem concurso seria o Estado compensar a eléctrica pelo valor dos investimentos que ainda não estavam amortizados.

Na resposta ao PÚBLICO, a APA sublinhou ainda que, a partir do momento em que o diploma saiu, o INAG concentrou-se em garantir que, “na implementação das disposições definidas” na lei, a “titularidade dos bens da concessão se mantivesse no domínio público, revertendo para o Estado no final da concessão” e não para as empresas.

Ana Brito, in Público - 25 de Setembro de 2017

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

AMBIENTE - ENERGIA: GEOTA alerta para poluição: "Tâmega poluído e moribundo tem o futuro ameaçado"






AMBIENTE - ENERGIA
GEOTA alerta para poluição: "Tâmega poluído e moribundo tem o futuro ameaçado"

O GEOTA está desde a semana passada no Vale do Tâmega, a acompanhar a grave situação de eutrofização verificada no rio em Amarante, Mondim de Basto e Chaves.
 

A associação divulgou o caso nas redes sociais, apresentou denúncias ao Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente na GNR de Amarante e de Chaves e prepara um relatório sobre o estado do rio, acompanhado de um caderno de exigências à Agência Portuguesa do Ambiente e ao Ministério do Ambiente.

A equipa do projeto Rios Livres, do GEOTA - Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente, está desde sexta-feira em Amarante a promover a campanha
Vota Tâmega , que pretende desafiar as candidaturas autárquicas da região a comprometerem-se com a defesa de um rio livre e limpo.

Ana Brazão, coordenadora do projeto Rios Livres, explica: “Através do site, as pessoas podem exigir aos seus futuros representantes que assinem a Declaração pelo Tâmega. A questão é prioritária, como infelizmente se confirma. Verificámos este alarmante nível de eutrofização em Amarante, Mondim de Basto e Chaves. É evidente que não é um problema pontual. O rio está verde, cheio de algas, fétido e moribundo”.

Esta semana o GEOTA denunciou a situação nas redes sociais e formalmente junto dos Serviços de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da Guarda Nacional Republicana de Amarante [dia 11/09/2017] e de Chaves [dia 13/09/2017].

Os fenómenos de desenvolvimento anormal de algas têm o nome técnico de eutrofização e acontecem quando a água está parada, se verificam temperaturas elevadas e há excesso de nutrientes, fruto de poluição.

Como era assumido no 1.º Plano de Gestão de Região Hidrográfica (PGRH) do Douro [2012-2015], do qual o Tâmega é afluente, todo o curso deste rio se encontrava em incumprimento dos objetivos da Diretiva Quadro da Água, sendo que este estava mais degradado a montante (concelho de Chaves), com classificação de «Medíocre». Acontece que a situação não melhorou no 2.º Plano, lançado no ano passado e vigente até 2021.

O problema acontece pelo menos desde 2008 e é do conhecimento dos municípios afetados e da Agência Portuguesa do Ambiente (APA). O estado do rio Tâmega piorou do 1.º ciclo para o 2.º ciclo do PGRH do Douro. O número de massas de águas classificadas como «Bom» diminuiu e o número de massas de água classificadas como «Medíocre» aumentou.

Ana Brazão avisa que a qualidade da água do rio ficará ainda pior com a construção das barragens do Sistema Eletroprodutor do Tâmega (SET) – Daivões, Gouvães e Alto Tâmega, concessionadas à Iberdrola. “Se o Governo continuar a apadrinhar o SET e quiser ainda avançar com o Aproveitamento Hidroelétrico de Fridão [duas grandes barragens, de 38 e 94 metros], da EDP, suspenso até 2019, tudo o que estamos a assistir será pior”, disse.


https://ia801501.us.archive.org/26/items/riotamega/riotamega.mp4
(Clique na imagem para ver o registo em vídeo)
 
O rio Tâmega tem já uma grande barragem, a do Torrão, no Marco de Canaveses, junto à confluência com o Rio Douro. A albufeira do Torrão foi classificada como zona sensível no parâmetro «Eutrofização» e encontra-se em «risco de eutrofização». De acordo com o 2.º PGRH do Douro, a massa de água da albufeira do Torrão não atinge o «Bom Estado» ecológico devido à existência da barragem. Na identificação das medidas de restauro necessárias para atingir o bom estado ecológico, as propostas eram claras: «Eliminar a barragem e todos os seus órgãos; Recuperar a morfologia natural do curso de água; Repor o regime hidrológico natural do curso de água». Contudo, nada foi feito neste sentido.

Para Marlene Marques, presidente do GEOTA, é necessário pedir contas às autoridades: “Só não reconhece o problema que estas novas barragens vão trazer quem quer esconder os seus enormes impactes negativos. Estamos a preparar um relatório sobre o estado do rio Tâmega que enviaremos à APA e ao Ministério do Ambiente. Queremos que assumam as suas responsabilidades técnicas e políticas e façam cumprir a legislação. Não podemos permitir que se banalize a ideia de que é normal o Tâmega ser um rio de água inquinada.


in Notícias do Nordeste - 14 de Setembro de 2017

quinta-feira, 27 de julho de 2017

TÂMEGA - BARRAGENS: Quercus: Barragens do Tâmega são "maior atentado" à natureza






TÂMEGA - BARRAGENS
Quercus: Barragens do Tâmega são "maior atentado" à natureza
 
Os habitats naturais das regiões envolventes e a agricultura estão ameaçados pelas barragens de Gouvães, Daivões e Alto Tâmega.
                     
A associação ambientalista Quercus classifica as barragens em construção no Alto Tâmega, no distrito de Vila Real, como o "maior atentado" à conservação da natureza, em Portugal, em 2017.

Na véspera do Dia Mundial da Conservação da Natureza, que se assinala sexta-feira, a Quercus afirmou "que as barragens constituem a maior ameaça à conservação da natureza, em Portugal, actualmente".

 A associação referiu-se directamente ao Sistema Electroprodutor do Tâmega, concessionado à Iberdrola e que inclui a construção das barragens de Gouvães, Daivões e Alto Tâmega, cujos trabalhos já estão no terreno.

"As barragens colocam em risco os habitats naturais das regiões envolventes, uma vez que transformam, fragmentam e degradam os ecossistemas, e criam, inclusivamente, barreiras incontornáveis para espécies migradoras", salientou a organização, em comunicado.

No caso específico das barragens do Tâmega, a Quercus frisou que "as ameaças abrangem a agricultura, em particular a viticultura, com perdas de terreno e eventuais alterações ao clima com aumento de frequência de nevoeiros, e colocam, também, em perigo o lobo ibérico, nas Serras do Marão e Alvão".

Esta semana foi divulgado que a Comissão Europeia quer arquivar a queixa apresentada pela Quercus há seis anos contra a construção destas três barragens. A associação ambientalista já anunciou que vai recorrer da decisão.

A Quercus falou ainda do rio Tua, onde considerou que "os impactos da barragem nos ecossistemas são evidentes, tendo-se verificado, recentemente, uma elevada mortandade de peixes causada, provavelmente, pelo baixo caudal do rio, o que revela a perda de qualidade da água".

As autoridades foram alertadas no dia 12 de Julho para um número anormal de peixes mortos no rio Tua, na zona de Frechas, em Mirandela, suspeitando-se, segundo informou na altura a GNR, de uma descarga poluente de uma empresa.

A associação salientou que "o aproveitamento dos recursos hídricos para diversos fins, incluindo a produção hidroeléctrica como forma de energia, é relevante, mas tem que ser devidamente equacionado com os impact0s associados e com os objectivos de sustentabilidade e conservação da biodiversidade".

Por isso mesmo, reforçou o apelo ao Governo "para que não sobreponha os interesses das grandes companhias energéticas aos interesses da conservação da natureza".

in Renascença - 27 de Julho de 2017

BARRAGENS - QUERCUS: Barragens do Rio Tâmega são o maior atentado à Conservação da Natureza, em Portugal, em 2017








BARRAGENS - QUERCUS
Barragens do Rio Tâmega são o maior atentado à Conservação da Natureza, em Portugal, em 2017

Mortandade de peixes verificada na Barragem do Tua confirma perda de qualidade da água das albufeiras


Na véspera do Dia Mundial da Conservação da Natureza e no rescaldo da proposta de arquivamento, por parte da Comissão Europeia, da queixa efetuada pela Quercus – ANCN contra a construção de três barragens no Alto Tâmega, a Quercus relembra que as barragens constituem a maior ameaça à conservação da natureza, em Portugal, atualmente.

As barragens colocam em risco os habitats naturais das regiões envolventes, uma vez que transformam, fragmentam e degradam os ecossistemas, e criam, inclusivamente, barreiras incontornáveis para espécies migradoras.

No caso específico das barragens do Tâmega as ameaças abrangem a agricultura, em particular a viticultura, com perdas de terreno e eventuais alterações ao clima com aumento de frequência de nevoeiros, e colocam, também, em perigo o Lobo Ibérico, nas Serras do Marão e Alvão, em Trás-os-Montes.

No Tua, os impactes da barragem nos ecossistemas são evidentes, tendo-se verificado, recentemente, uma elevada mortandade de peixes causada, provavelmente, pelo baixo caudal do rio, o que revela a perda de qualidade da água.

A Quercus considera que o aproveitamento dos recursos hídricos para diversos fins, incluindo a produção hidroelétrica como forma de energia, é relevante, mas tem que ser devidamente equacionado com os impactes associados e com os objetivos de sustentabilidade e conservação da biodiversidade.

A Quercus reforça o apelo ao governo para que não sobreponha os interesses das grandes companhias energéticas aos interesses da conservação da natureza.

(Lisboa) - 27 de Julho de 2017

QUERCUS VAI CONTESTAR: Comissão Europeia quer arquivar queixa contra barragens


QUERCUS VAI CONTESTAR
Comissão Europeia quer arquivar queixa contra barragens                                                


A Comissão Europeia quer arquivar a queixa apresentada pela Quercus, há seis anos, contra a construção de três barragens no Alto Tâmega, distrito de Vila Real, mas a associação ambientalista já anunciou que vai recorrer da decisão.

Foi em 2011 que a Quercus apresentou uma queixa à Comissão Europeia contra o Sistema Eletroprodutor do Tâmega, concessionado à espanhola Iberdrola e que inclui a construção das barragens de Gouvães, Daivões e Alto Tâmega.

Segundo o documento a que a agência Lusa teve acesso, a Comissão Europeia decidiu que, na falta de novos elementos de informação que possam alterar a apreciação e as conclusões, que sejam remetidas no prazo de 30 dias, procederá ao arquivamento do processo.

João Branco, presidente da Quercus, afirmou que a associação vai recorrer da proposta de arquivamento e classificou como “inadmissível” que a resposta tenha chegado “seis anos depois” e numa altura em que, no terreno, já estão em curso os trabalhos de construção dos empreendimentos hidroelétricos.

“Para além do tempo inadmissível que demorou a dar resposta a uma questão desta natureza, faz tábua rasa de todos os argumentos e justifica-se apenas com as justificações que o Governo deu. Isto mina completamente a confiança dos cidadãos nas instituições europeias”, salientou.

Acrescentou ainda que a Comissão Europeia “apenas se limitou a reproduzir os documentos de todo o processo administrativo português” e, depois, justificou-se “com coisas completamente absurdas como, por exemplo, haver planos de recuperação para os rios que agora vão ser destruídos”.

No documento, a Comissão Europeia referiu que não tem “razões para questionar a abrangência e a adequabilidade das medidas e ações previstas no programa de compensações” e que o “sistema jurídico português oferece garantias suficientes quanto à efetiva execução dos programas de medidas destinadas a mitigar ou a compensar os impactos negativos” do empreendimento.

No texto pode ainda ler-se que, “de acordo com as informações disponíveis, não se pode concluir que o projeto infringe as relevantes disposições da legislação da UE, pelo que não se justifica prosseguir a instrução do processo”.

Em todo o caso, segundo a Comissão Europeia a execução do empreendimento “encontra-se ainda numa fase inicial e manter-se-á sob o escrutínio da Comissão de Acompanhamento Ambiental até ao enchimento das albufeiras”.

“Caso se viessem a verificar irregularidades na execução das medidas mitigadoras e compensatórias acordadas, os serviços da Comissão Europeia poderiam, em qualquer momento, abrir uma nova investigação”, salientou ainda.

A Quercus insistiu que o projeto de construção das barragens no Tâmega incorre numa violação flagrante de várias diretivas europeias e da legislação nacional, nomeadamente a Diretiva Quadro da Água, a Diretiva Aves e a Diretiva Habitats, bem como a Lei da Água e os instrumentos de gestão territorial aplicáveis.

“Vamos contestar esta proposta de arquivamento e depois vamos ponderar outro tipo de ações, nomeadamente junto do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem. Estas decisões da Comissão Europeia mostram que o cidadão não tem a quem recorrer quando se trata de violações de diretivas comunitárias e isso é uma situação grave”, afirmou João Branco.

O responsável considerou ainda que, “na Europa, não há ninguém interessado em fazer cumprir as leis ambientais e muito menos na conservação da natureza e na qualidade ambiental”.

in A Voz de Trás-os-Montes - 27 de Julho de 2017
 

AMBIENTE - BARRAGENS: Barragens do Tâmega são o "maior atentado" à natureza em 2017, diz Quercus







AMBIENTE - BARRAGENS

Barragens do Tâmega são o "maior atentado" à natureza em 2017, diz Quercus


Rio TâmegaFoto: Global Imagens

A associação ambientalista Quercus classificou esta quinta-feira as barragens em construção no Alto Tâmega, no distrito de Vila Real, como o "maior atentado" à conservação da natureza, em Portugal, em 2017.

Na véspera do Dia Mundial da Conservação da Natureza, que se assinala sexta-feira, a Quercus afirmou "que as barragens constituem a maior ameaça à conservação da natureza, em Portugal, atualmente".

A associação referiu-se diretamente ao Sistema Electroprodutor do Tâmega, concessionado à Iberdrola e que inclui a construção das barragens de Gouvães, Daivões e Alto Tâmega, cujos trabalhos já estão no terreno.

"As barragens colocam em risco os habitats naturais das regiões envolventes, uma vez que transformam, fragmentam e degradam os ecossistemas, e criam, inclusivamente, barreiras incontornáveis para espécies migradoras", salientou a organização, em comunicado.

No caso específico das barragens do Tâmega, a Quercus frisou que "as ameaças abrangem a agricultura, em particular a viticultura, com perdas de terreno e eventuais alterações ao clima com aumento de frequência de nevoeiros, e colocam, também, em perigo o lobo ibérico, nas Serras do Marão e Alvão".

Esta semana foi divulgado que a Comissão Europeia quer arquivar a queixa apresentada pela Quercus há seis anos contra a construção destas três barragens. A associação ambientalista já anunciou que vai recorrer da decisão.

A Quercus falou ainda do rio Tua, onde considerou que "os impactos da barragem nos ecossistemas são evidentes, tendo-se verificado, recentemente, uma elevada mortandade de peixes causada, provavelmente, pelo baixo caudal do rio, o que revela a perda de qualidade da água".

As autoridades foram alertadas no dia 12 de julho para um número anormal de peixes mortos no rio Tua, na zona de Frechas, em Mirandela, suspeitando-se, segundo informou na altura a GNR, de uma descarga poluente de uma empresa.

A associação salientou que "o aproveitamento dos recursos hídricos para diversos fins, incluindo a produção hidroelétrica como forma de energia, é relevante, mas tem que ser devidamente equacionado com os impact0s associados e com os objetivos de sustentabilidade e conservação da biodiversidade".

Por isso mesmo, reforçou o apelo ao Governo "para que não sobreponha os interesses das grandes companhias energéticas aos interesses da conservação da natureza".

in Jornal de Notícias - 27 de Julho de 2017

terça-feira, 25 de julho de 2017

ALTO TÂMEGA - BARRAGENS: Comissão Europeia quer arquivar queixa contra barragens, Quercus vai contestar



 

 

ALTO TÂMEGA - BARRAGENS

Comissão Europeia quer arquivar queixa contra barragens, Quercus vai contestar

A Comissão Europeia quer arquivar a queixa apresentada pela Quercus há seis anos contra a construção de três barragens no Alto Tâmega, distrito de Vila Real, mas a associação ambientalista já anunciou que vai recorrer da decisão.


Foi em 2011 que a Quercus apresentou uma queixa à Comissão Europeia contra o Sistema Electroprodutor do Tâmega, concessionado à espanhola Iberdrola e que inclui a construção das barragens de Gouvães, Daivões (na foto) e Alto Tâmega.

Segundo o documento a que a agência Lusa teve acesso, a Comissão Europeia decidiu que, na falta de novos elementos de informação que possam alterar a apreciação e as conclusões, que sejam remetidas no prazo de 30 dias, procederá ao arquivamento do processo.


João Branco, presidente da Quercus, afirmou hoje à agência Lusa que a associação vai recorrer da proposta de arquivamento e classificou como "inadmissível" que a resposta tenha chegado "seis anos depois" e numa altura em que, no terreno, já estão em curso os trabalhos de construção dos empreendimentos hidroeléctricos.

"Para além do tempo inadmissível que demorou a dar resposta a uma questão desta natureza, faz tábua rasa de todos os argumentos e justifica-se apenas com as justificações que o Governo deu. Isto mina completamente a confiança dos cidadãos nas instituições europeias", salientou.

Acrescentou ainda que a Comissão Europeia "apenas se limitou a reproduzir os documentos de todo o processo administrativo português" e, depois, justificou-se "com coisas completamente absurdas como, por exemplo, haver planos de recuperação para os rios que agora vão ser destruídos".

No documento, a Comissão Europeia referiu que não tem "razões para questionar a abrangência e a adequabilidade das medidas e acções previstas no programa de compensações" e que o "sistema jurídico português oferece garantias suficientes quanto à efectiva execução dos programas de medidas destinadas a mitigar ou a compensar os impactos negativos" do empreendimento.

No texto pode ainda ler-se que, "de acordo com as informações disponíveis, não se pode concluir que o projecto infringe as relevantes disposições da legislação da UE, pelo que não se justifica prosseguir a instrução do processo".

Em todo o caso, segundo a Comissão Europeia a execução do empreendimento "encontra-se ainda numa fase inicial e manter-se-á sob o escrutínio da Comissão de Acompanhamento Ambiental até ao enchimento das albufeiras".

"Caso se viessem a verificar irregularidades na execução das medidas mitigadoras e compensatórias acordadas, os serviços da Comissão Europeia poderiam em qualquer momento abrir uma nova investigação", salientou ainda.

A Quercus insistiu que o projecto de construção das barragens no Tâmega incorre numa violação flagrante de várias directivas europeias e da legislação nacional, nomeadamente a Directiva Quadro da Água, a Directiva Aves e a Directiva Habitats, bem como a Lei da Água e os instrumentos de gestão territorial aplicáveis.

"Vamos contestar esta proposta de arquivamento e depois vamos ponderar outro tipo de acções, nomeadamente junto do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem. Estas decisões da Comissão Europeia mostram que o cidadão não tem a quem recorrer quando se trata de violações de directivas comunitárias e isso é uma situação grave", afirmou João Branco.

O responsável considerou ainda que, "na Europa, não há ninguém interessado em fazer cumprir as leis ambientais e muito menos na conservação da natureza e na qualidade ambiental".

"A economia está a sobrepor-se às questões ambientais e às directivas que deveriam garantir aos cidadãos que têm qualidade ambiental", concluiu.

Lusa, in Jornal de Negócios - 25 de Julho de 2017

segunda-feira, 24 de julho de 2017

FESTIVAL MIMO - BARRAGENS: Rodrigo Amarante levanta a voz contra barragens no Tâmega






FESTIVAL MIMO - BARRAGENS
Rodrigo Amarante levanta a voz contra barragens no Tâmega

                                                                                      Octávio Passos\ Global Imagens

Cantor brasileiro aproveitou concerto em Amarante, no Festival MIMO, para se insurgir contra a construção de barragens no rio Tâmega

Rodrigo Amarante, um dos mais conceituados cantores brasileiros da atualidade, e cujas raízes familiares estão em Amarante, fez do futuro do rio Tâmega uma causa sua. 

A meio do concerto que decorreu no Parque Ribeirinho da cidade, integrado no Festival MIMO, o cantautor insurgiu-se contra o projeto de construção de quatro barragens no rio.
"Isto é lindo, menos o que se passa com o Tâmega. Esse rio tem gotas do meu sangue. Portugal tem sol, não precisa de mais barragens. É hora de parar essa besteira!", discursou, perante o aplauso generalizado do público.

A associação ambientalista GEOTA lançou a campanha Vota Tâmega com o objetivo de impedir a construção das barragens. No site votatamega.com, os ambientalistas disponibilizam a Declaração pelo Tâmega, a qual desafiam os candidatos autárquicos da região a assinar. 

Até ao momento apenas um candidato (Fernando Gomes, de Mondim de Basto (CDS) se declarou a favor da suspensão da construção das barragens.

Rodrigo Amarante não foi o único artista a expressar apoio à iniciativa da GEOTA por um rio livre de barragens. No concerto anterior do MIMO, o fadista Ricardo Ribeiro despediu-se do público com a frase "Vota Tâmega".

in Diário de Notícias - 24 de Julho de 2017

domingo, 23 de julho de 2017

MÚSICA - BARRAGENS: Rodrigo Amarante contesta barragem no palco do Festival MIMO

 






MÚSICA - BARRAGENS
RODRIGO AMARANTE CONTESTA BARRAGEM NO PALCO DO FESTIVAL MIMO


O músico brasileiro Rodrigo Amarante deu, esta noite no Festival MIMO, um "chega p'ra lá" na pretensão da EDP em construir uma barragem em Fridão, Amarante.

O autor da música genérico de Narcos empunhou um cartaz contra a construção da barragem para gáudio do público.
A oposição à barragem já tinha sido "aflorada" em tom de lamento por Ana Deus, na primeira noite do MIMO, durante a atuação dos Três Tristes Tigres.

O MIMOPortugal chega esta noite ao fim com a atuação de Manuel Cruz, ex-Ornatos Violeta.

Lu Araújo, diretora do Mimo, em declarações ao JN confirmou a realização de nova edição do Festival Mimo Portugal no próximo ano, em Amarante, nos dias 20, 21 e 22 de julho.

António Orlando, in Jornal de Notícias - 23 de Julho de 2017

terça-feira, 18 de julho de 2017

TÂMEGA - BARRAGEM DE GOUVÃES: REPORTAGEM: Descoberta de pinturas preserva dólmen de barragem em Vila Pouca de Aguiar






TÂMEGA - BARRAGEM DE GOUVÃES
REPORTAGEM: Descoberta de pinturas preserva dólmen de barragem em Vila Pouca de Aguiar

Arqueólogos encontraram pinturas antigas num dos dólmenes da Chã das Arcas, Vila Pouca de Aguiar, uma descoberta que vai levar à remoção de peças do monumento desta área que ficará submersa pela barragem de Gouvães.


A subida das águas da barragem de Gouvães, uma das três que integra o Sistema Eletroprodutor do Tâmega, vai submergir precisamente este complexo de sepulturas megalíticas. 


"É uma fase da evolução humana em que o homem começa, de certa forma, a sedentarizar-se, começa a ocupar o território e, paulatinamente, a praticar a agricultura", explicou à agência Lusa o arqueólogo João Perpétuo.

Neste local, a caminho da aldeia de Gouvães, é possível ver, a alguns metros, a pedreira afeta ao empreendimento hidrelétrico. O paredão da barragem será construído no sentido oposto.

Os trabalhos de escavação decorrem apenas no monumento número três. Todos os outros dólmenes e áreas envolventes já foram anteriormente estudados, depois selados e protegidos para sobreviverem ao tempo, mesmo submersos pela albufeira.

João Perpétuo acredita que estes monumentos funcionavam como "autênticos templos", onde eram sepultadas as entidades mais importantes da comunidade, mas onde decorriam também rituais mágico religiosos.

"Para além de terem sido identificadas, na periferia do monumento, uma série de objetos idoliformes gravados associados a essas práticas, o interior revelou também a presença de pinturas", referiu.
A investigação irá ajudar a aprofundar e compreender melhor estas pinturas, em tons avermelhados, que se encontram nos esteios do monumento.

"Há a possibilidade de estar lá uma figuração antropomorfa, eventualmente com chifres na cabeça, que se poderá atribuir a um feiticeiro, o que não é de todo singular já que esta representação aparece em outras pinturas e gravuras", explicou o responsável.

Os investigadores identificaram ainda motivos retangulares e serpentiformes, aos quais é, no entanto, "difícil atribuir um significado exato".

Mas é precisamente por causa destas pinturas e para evitar a sua destruição pela água, que algumas peças do dólmen vão ser transladadas e guardadas. No futuro, este monumento poderá ser remontado.
Nesta fase final da escavação, o responsável adiantou que foram também identificados, "abaixo do nível de construção da anta, níveis de ocupação anteriores".

Em curso está, neste momento, o processo de desclassificação deste monumento nacional.
Estes trabalhos estão a decorrer no âmbito do plano de salvaguarda do património cultural do Sistema Eletroprodutor do Tâmega, concessionado à espanhola Iberdrola e que inclui a construção de três barragens: Gouvães, Daivões e Alto Tâmega.

Rui Pedro Barbosa, também do consórcio Arqueohoje/ Palimpsesto, referiu que, no terreno, fazem-se trabalhos preventivos e de prospeção em áreas que vão ser direta e indiretamente afetadas pelo empreendimento. Há também arqueólogos a acompanhar o trabalho junto das máquinas.
 
Para além do património arqueológico, os técnicos fazem um levantamento e registo do património etnográfico, como espigueiros, moinhos, lagares ou alambiques, bem como uma recolha oral junto da populações.

As barragens deverão estar concluídas em 2023 e o maior volume de trabalhos concentra-se entre os anos 2018 e 2020.

Lusa, in Diário de Notícias - 18 de Julho de 2017

TÂMEGA - BARRAGENS: TÂMEGA É O RIO MAIS AMEAÇADO DO PAÍS

TÂMEGA - BARRAGENS

TÂMEGA É O RIO MAIS AMEAÇADO DO PAÍS



Países como a Suécia, UK, Espanha, França e Estados Unidos já removeram mais de 4 955 barragens. Portugal quer construir mais 5.

O Tâmega é o rio mais ameaçado do país.


VOTA TÂMEGA é uma campanha promovida pela associação GEOTA, no âmbito do projeto Rios Livres.


A ação pretende sensibilizar os/as candidatos/as a Presidente de Câmara nas Eleições Autárquicas de outubro de 2017 para o impacto negativo das novas barragens no Vale do Tâmega: Fridão, Daivões, Gouvães e Alto Tâmega.


O principal objetivo da campanha Vota Tâmega é parar a construção das barragens do Vale do Tâmega (Fridão, Daivões, Gouvães e Alto Tâmega) que têm um custo estimado de 1,4 mil milhões de euros, valor a ser pago pelas famílias portuguesas através do aumento equivalente a 5% na fatura de eletricidade. 


Durante vários dias trabalhámos para sensibilizar candidatos e candidatas a autarcas dos municípios afetados a assinarem a Declaração pelo Tâmega: documento que defende um rio limpo, sem poluição e sem novas barragens. Até ao momento, nenhum dos candidatos assinou a declaração. 


Iniciada em junho, a campanha continua em www.votatamega.com, sítio da internet com uma infografia que mostra as 8 razões pelas quais devemos parar a construção destas barragens. Por se tratar de uma iniciativa multiplataforma, entre 18 e 23 de julho, arranca mais uma Caravana pelo Tâmega. Uma equipa do GEOTA vai passar por várias localidades para falar com as populações, informar sobre o tema e insistir que os/as candidatos/as a autarcas assinem a Declaração. 


Esta é a segunda Caravana pelo Tâmega. Percebemos na primeira edição, em novembro de 2015, que muitos munícipes do Vale do Tâmega não concordavam com estas obras, nem se sentiam representados pelos autarcas. Em ano de eleições vamos explicar aos candidatos e candidatas o quão destrutivas são estas novas barragens e dar ferramentas a quem vota para agir”, explica Ana Brazão, coordenadora do Projeto Rios Livres - GEOTA. 


Vota Tâmega pretende mostrar às candidaturas e às populações locais que uma barragem produz mais do que energia elétrica. Na verdade, este tipo de construções tem impactes profundos a nível financeiro, ambiental e patrimonial, que não se justificam, uma vez que as barragens do Vale do Tâmega vão ser responsáveis pela inundação de mais de 1 856 hectares. Era como se a Ilha do Corvo, nos Açores, ficasse debaixo de água. Tudo isto para produzir cerca de 0,4% da energia consumida em Portugal. 


É por muitas destas razões que países como: Suécia, Reino Unido, Espanha, França e Estados Unidos já removeram mais de 4 955 barragens.


No entanto, em Portugal, querem construir mais 5 barragens inúteis no Vale do Tâmega.


Nunca se esqueçam que sem rios, não há praias!


in Beachcam - 18 de Julho de 2017