segunda-feira, 11 de junho de 2018

IBERDROLA - BOTICAS: EXECUTIVO MUNICIPAL VISITOU OBRAS DAS BARRAGENS










IBERDROLA - BOTICAS
EXECUTIVO MUNICIPAL VISITOU OBRAS DAS BARRAGENS

 Executivo Municipal visitou obras das barragens


O Presidente da Câmara, Fernando Queiroga, e o restante executivo municipal visitaram, na passada quinta-feira, dia 7 de junho, a convite da Iberdrola, as obras de construção das barragens do Alto Tâmega e de Daivões, ficando a conhecer, no local, os progressos e o evoluir das obras destas importantes infra-estruturas para produção de energia eléctrica no Alto Tâmega.


Nesta visita o executivo municipal foi acompanhado pela responsável ambiental do projeto hidroeléctrico do Alto Tâmega, Sara Hoya.
Fernando Queiroga sublinha que “é importante conhecer a evolução destas obras, pela sua importância e pelo que representam do ponto de vista económico para toda região, podendo ainda constatar no local as preocupações ambientais a que a construção destas infra-estruturas obrigam e que estão a ser respeitadas. Fiquei bastante agradado com a evolução das obras e por constatar que os prazos estão a ser cumpridos”.
in Câmara Municipal de Boticas - 11 de Junho de 2018

quinta-feira, 17 de maio de 2018

TÂMEGA - BARRAGENS: IBERDROLA e Município esclarecem dúvidas dos cidadãos sobre as barragens do Alto Tâmega










TÂMEGA - BARRAGENS
IBERDROLA e Município esclarecem dúvidas dos cidadãos sobre as barragens do Alto Tâmega


Sessão de esclarecimento decorreu em Arcossó
A IBERDROLA, empresa responsável pelo Complexo Hidroelétrico do Alto Tâmega, realizou ontem, na localidade de Arcossó, uma sessão de esclarecimento sobre as barragens do Sistema Eletroprodutor do Alto Tâmega, em particular sobre as intervenções em Chaves para o corrente ano.
Com espírito de transparência e proximidade, entendeu o executivo municipal propor à IBERDROLA uma sessão de esclarecimentos públicos junto das populações afetadas, no âmbito dos trabalhos calendarizados já realizados, a executar e os planeados para o futuro.
Esta iniciativa, que contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Chaves, Nuno Vaz e o Presidente da União de Freguesias de Vidago, Arcossó, Selhariz e Vilarinho das Paranheiras, Rui Branco, pretendeu elucidar os cidadãos sobre a utilização temporária dos terrenos para o desenvolvimento de estudos, projetos, prospeções geológicas, sondagens, levantamentos topográficos, assim como sobre os acessos para realização destes trabalhos, nos termos do Artigo 6º do DL no 301/2009, de 21 de outubro.
Foram também abordadas as medidas que estão a ser implementadas para minimização de danos decorrentes da construção das barragens.
A IBERDROLA contempla um Plano de Comunicação para divulgação das atividades da obra em contexto local e regional, nomeadamente expropriações de terrenos e todas as restantes interações diretas com os proprietários e habitantes locais, disponibilizando meios de atendimento permanente para apoio aos interessados.
Horários e locais de atendimento:
De segunda a sexta, através do contacto: 259 493 065, das 9h às 13h e das 15h às 18h
Email: set_atendimento@iberdrola.com
Livros de sugestões/reclamações nas Câmaras Municipais, Juntas de Freguesia e Estaleiros de obra.
Às quintas-feiras, entre as 10h e as 13h, nos escritórios da IBERDROLA, em Ribeira de Pena.
Recorde-se que este complexo contempla a construção de três barragens para aproveitamentos hidroelétricos de Gouvães (bombagem), Alto Tâmega (turbinação) e Daivões (turbinação), pelo período de 70 anos, sendo considerado um dos maiores projetos hidroelétricos levados a cabo na Europa, nos últimos 25 anos. Conta com um investimento previsto de 1.200 milhões de euros, centrando-se a maior parte do investimento no período 2018-2020. Terá uma potência instalada de 1.200 megawatts (MW), alcançando uma produção anual de 1.800 gigawatts hora (GWh), ou seja, 4% do consumo elétrico do país.



in Município de Chaves - 17 de Maio de 2018

quarta-feira, 9 de maio de 2018

ALTO TÂMEGA - BARRAGENS: Iberdrola deu início à betonagem da barragem de Daivões em Ribeira de Pena






ALTO TÂMEGA - BARRAGENS
Iberdrola deu início à betonagem da barragem de Daivões em Ribeira de Pena
A espanhola Iberdrola anunciou o início da betonagem da barragem de Daivões, em Ribeira de Pena, considerando que se trata de "um dos principais" marcos na construção do Sistema Electroprodutor do Tâmega.

A empresa está a construir as barragens de Daivões, Gouvães e Alto Tâmega, no distrito de Vila Real.
Estas barragens estão inseridas no Sistema Electroprodutor do Tâmega, que é considerado um dos maiores projetos hidroelétricos realizados na Europa nos últimos 25 anos e prevê um investimento de 1.500 milhões de euros.

Segundo informou a Iberdrola, em comunicado, o processo de betonagem da barragem já teve início e vai prolongar-se por mais de um ano.
Trata-se da construção de um paredão com aproximadamente 242.000 metros cúbicos de betão e que vai ter 78 metros de altura.
Na margem direita do rio e na proximidade da barragem será ainda construída a central hidroelétrica, provida de dois grupos de geração com uma potência total de 118 megawatts.
Esta central será alimentada com água proveniente da barragem através de dois circuitos hidráulicos.
Situada no rio Tâmega, a jusante do aproveitamento hidroelétrico do Alto Tâmega, a albufeira de Daivões terá uma superfície total prevista de 340 hectares, uma capacidade de 56,2 hectômetros cúbicos (hm3), com um comprimento de 11,5 quilómetros e uma largura que ascende, no seu ponto máximo, aos 800 m.
Segundo a empresa, está previsto o seu enchimento no inverno do ano 2020-21.
A Iberdrola prevê que o projeto do Sistema Electroprodutor do Tâmega "promova a dinamização económica" na região, principalmente nos municípios mais envolvidos no projeto como Ribeira de Pena, Vila Pouca de Aguiar, Cabeceiras de Basto, Chaves, Boticas, Valpaços e Montalegre.
A empresa estima que, ao longo do período de construção das barragens, irão passar pelas obras cerca de 40.000 trabalhadores.
Lusa, in Diário de Notícias - 9 de Maio de 2018

sexta-feira, 27 de abril de 2018

ENERGIA - BARRAGENS: É preciso desmistificar rótulo verde atribuído à hidroeletricidade - especialistas








ENERGIA - BARRAGENS
É preciso desmistificar rótulo verde atribuído à hidroeletricidade - especialistas

Especialistas em erosão e hidrobiologia apontam danos ecológicos provocados pelas barragens que vão além da poluição, destacando a diminuição dos sedimentos acumulados na costa portuguesa e o consequente aumento da erosão nas praias, não compatíveis com uma "etiqueta verde".

"É preciso desmitificar quando nos afirmam que a hidroeletricidade é uma eletricidade verde. O impacto que as barragens têm sobre o ambiente - e não é só reterem as areias que não chegam ao mar, mas contribuírem ativamente para a libertação de metano CH4, um poderoso gás de efeito de estufa - de forma alguma é compatível com uma etiqueta verde", afirmou à Lusa o professor Bordalo e Sá, do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), na Universidade do Porto.


"A energia hídrica é uma energia vermelha, porque traz problemas ambientais, não deixa passar as areias. O rio Douro, por exemplo, sem barragens depositava quase dois milhões de metros cúbicos de areia na foz, era o rio que maior alimentação dava à costa. Com barragens o rio deposita apenas 200 mil metros cúbicos, uma redução de cerca de 80%", destacou o especialista.


"Nos Estados Unidos da América e na Suécia chegou-se à conclusão que remover uma barragem era mais barato do que tentar recuperar o ambiente a jusante. Partindo do princípio de que em Portugal ainda estamos muito longe desta situação, é preciso tomar medidas sérias", referiu.

Contactado pela agência Lusa sobre a solução de remover barragens do plano hídrico, de forma a aumentar o caudal sólido e resolver o problema da falta de sedimentos na costa portuguesa num horizonte temporal mais alargado, o Ministério do Ambiente afirmou que "a avaliação se encontra a ser apurada".

Na resposta enviada à Lusa o Ministério do Ambiente confirma que a construção da Barragem de Fridão, no quadro do Plano de Barragens de Elevado Potencial Hidroelétrico, prevista para o rio Tâmega, afluente da margem direita do rio Douro, "está pendente".

Em relação ao grupo de trabalho que iniciou o estudo do plano hídrico nacional em 2016 e entregou em março de 2017 um relatório preliminar com a identificação do ponto de situação, a tutela confirma a demolição total da Barragem da Sardinha e da Barragem do Peneireiro (ou dos Patos).

Segundo a mesma resposta, os trabalhos de demolição da Barragem da Misericórdia, em Beja, foram iniciados, mas a suspensão da demolição só deverá acontecer depois da aprovação do projeto candidatado ao Programa de Desenvolvimento Rural 2020.

O projeto de demolição da Barragem da Herdade da Cigana, também em Beja, ainda aguarda autorização.

Bordalo e Sá diz que é preciso "coragem política" para agir ao nível do plano hídrico.

"Os sucessivos governos têm encomendado vários estudos à comunidade científica, os diagnósticos estão feitos, as propostas de ação estão dadas, agora as pressões para a tomada de decisão política correta acabam por ser muito grandes", declarou.

Lusa, in Diário de Notícias - 27 de Abril de 2018

quinta-feira, 1 de março de 2018

PNBEPH - ALTO TÂMEGA: Boticas acolhe Centro de Reprodução e divulgação Científica e Ambiental sobre o Mexilhão do Rio








PNBEPH - ALTO TÂMEGA
Boticas acolhe Centro de Reprodução e divulgação Científica e Ambiental sobre o Mexilhão do Rio

O Parque de Natureza e Biodiversidade de Boticas (BNB) vai acolher um Centro de Reprodução e Divulgação Científica e Ambiental sobre o Mexilhão do Rio (margaritífera margaritífera), uma espécie ameaçada e que chegou a ser dada como extinta em Portugal no início do século XX, tendo sido redescoberta de uma forma fortuita em 2009 no rio Beça e cuja existência chegou mesmo a inviabilizar a construção da Barragem de Padroselos (que iria localizar-se junto a Covas do Barroso), incluída no Plano Nacional de Barragens para a bacia do Tâmega.

Estes bivalves são extremamente intolerantes a qualquer tipo de poluição, tendo também reduzida tolerância à salinidade, pelo que só existem em águas doces (rios e lagos) com água considerada de qualidade. Em condições óptimas, atingem populações elevadas e são também eles próprios determinantes para a qualidade da água, devido ao volume que filtram. Atingem a sua maturidade sexual entre os 7 e os 20 anos e dependem em exclusivo da fauna piscícola, nomeadamente da família salmonidae (como a truta fário) para a sua reprodução. As larvas deste mexilhão são parasitas das trutas, fixando-se às suas guelras e aí sofrendo várias metamorfoses, até que se soltam do peixe, ficando a sua sobrevivência dependente do local onde caem. A vida parasitária constitui, assim, uma fase do desenvolvimento larvar e simultaneamente da disseminação da espécie, muito ligada às deslocações do hospedeiro.

margaritífera margaritífera é uma espécie de bivalve não comestível, mas que se encontra protegida por uma directiva comunitária. A sua sobrevivência depende não apenas da qualidade das águas mas também da existência de hospedeiros, como a Truta Fario, no seu habitat.

Alguns exemplares encontrados na natureza estão já a ser encaminhados para o Parque de Natureza e Biodiversidade de Boticas, sendo inicialmente colocados em quarentena nos aquários do posto piscícola do Parque e posteriormente transferidos para os tanques da estação de truticultura, onde têm os hospedeiros naturais para a sua reprodução. Posteriormente, quer pela reintrodução da própria espécie nos rios, quer pelo repovoamento dos mesmos com trutas fário, a margaritífera margaritífera será progressivamente devolvida ao seu habitat natural, tendo o Parque de Natureza e Biodiversidade de Boticas um papel de extrema relevância na recuperação desta espécie.

A criação deste Centro de Reprodução e Divulgação Científica e Ambiental sobre o Mexilhão do Rio (margaritífera margaritífera) conta com a parceria da Iberdrola, empresa responsável pela construção das barragens da cascata do Tâmega, que, ao abrigo do pacote de contrapartidas atribuídas aos municípios pela construção dessas barragens, apoiará financeiramente este centro de divulgação e investigação, permitindo o necessário investimentos tanto em meios físicos como em recursos humanos qualificados.

in Notícias de Vila Real - 1 de Março de 2018

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

COMISSÃO EUROPEIA - BARRAGENS: Bruxelas recomenda a Portugal avaliação de alternativas energéticas às barragens






COMISSÃO EUROPEIA - BARRAGENS
Bruxelas recomenda a Portugal avaliação de alternativas energéticas às barragens

A Comissão Europeia recomenda que Portugal avalie “a vulnerabilidade e os riscos climáticos das barragens” e aponte para outras fontes de energia face às projeções do clima.


A recomendação consta da resposta – a que a Lusa teve acesso – enviada pela comissária europeia para a Política Regional, Corina Cretu, ao eurodeputado Fernando Ruas (PSD), que a tinha questionado sobre possíveis apoios a Portugal no combate aos efeitos da seca.

“Até ao presente, as autoridades portuguesas ainda não solicitaram qualquer apoio em relação às secas”, escreveu, numa carta datada de 8 de dezembro de 2017, mas que só hoje chegou ao eurodeputado.

Cretu alertou que “as projeções climáticas para Portugal indicam uma diminuição da precipitação ao longo do tempo em muitos locais”, acrescentando que “poderá ser pertinente realizar uma avaliação da vulnerabilidade e dos riscos climáticos das barragens e dos setores em causa”.

Para a comissária “a energia hidroelétrica, que é uma componente importante do pacote energético de Portugal, poderá ser negativamente afetada, o que mereceria uma reflexão sobre a transição gradual para outras fontes de energia renováveis”.

Nesta área, informou, é “elegível o apoio do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional” no âmbito de objetivos temáticos de apoio à transição para uma economia hipocarbónica em todos os setores, nomeadamente através da promoção da produção e distribuição de energia proveniente de fontes renováveis.

No que respeita à agricultura, Bruxelas lembrou que “o apoio ao restabelecimento do potencial de produção agrícola afetado pelas secas pode ser assegurado pelo Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural”.

Por seu lado, o Fundo de Solidariedade da União Europeia foi revisto em 2014 para “incluir uma disposição específica que permita a mobilização de fundos, mesmo no caso das catástrofes de evolução lenta como são as secas”.

Ruas tinha questionado, em novembro último, Bruxelas sobre quais as estratégias em curso para os Estados-membros mais afetados pela seca e que medidas extraordinárias a Comissão equacionaria adotar para minimizar os impactos.

Em setembro de 2017, mais de 80% de Portugal continental encontrava-se em seca severa, segundo o Boletim Climatológico do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Segundo o IPMA, a 30 de setembro cerca de 81% do território estava em seca severa, 7,4% em seca extrema, 10,7% em seca moderada e 0,8% em seca fraca.
No passado dia 12, o ministro do Ambiente afirmou que cerca de 60% do território estava nessa data em seca, o que correspondia, “mais ou menos, ao território a sul do Tejo e à raia espanhola”.

in Jornal Económico - 17 de Janeiro de 2018

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

TÂMEGA - GEOMORFOLOGIA: MAIS UM SISMO ASSOCIADO AO SISTEMA DE FALHAS DO TÂMEGA - José Emanuel Queirós

TÂMEGA - GEOMORFOLOGIA
MAIS UM SISMO ASSOCIADO AO SISTEMA DE FALHAS DO TÂMEGA

Embora ocupemos um relevo profundamente movimentado entre montes e vales, soerguido desde o nível de base do Tâmega, afundado à cota 62, até aos altaneiros dorsos do Marão rasgando as nuvens à altitude de 1415 metros, o território regional deve a sua morfologia a um subsolo granítico e xistoso, estruturalmente muito fracturado donde evoluiu um complexo campo de falhas.

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Até às 17H03 do último 6 de Junho (2017), em que o vale do Tâmega registou sismo de magnitude 3.6, seguido de um episódio sismológico de 11 réplicas, a tectónica era uma matéria impensável e um tema pronto a submergir definitivamente com a alienação do Tâmega para as barragens e para a massificação da produção hidroeléctrica com que começamos a dizer um adeus definitivo ao rio. 

As insistentes advertências quanto à falácia técnica contida no famigerado Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico (PNBEPH) e pelos perigos daí emergentes para a região e cidade de Amarante, emitidas por cidadãos responsáveis e independentes, caídas em 'saco roto' junto das instâncias da Administração Central – de efeito semelhante junto da hipócrita Administração Local, muito mais seduzida pelo farejo do saco de euros da EDP do que pela defesa da segurança ribeirinha –, naquele dia haviam de ter um sinal inequívoco da instabilidade morfo-tectónica a que todo o vale do Tâmega está sujeito.

Até então, não havia memória de que o chão sob os nossos pés na região produzisse algum tremor, mas, no espaço de meio ano (6.JUN – 7.DEZ), da terra dimanou novo aviso testemunhal de uma dinâmica natural subvalorizada ou ignorada pelos mais responsáveis.

Pouco mais de cinco minutos faltavam para as 13 horas (12:53:46) quando, hoje, com intervalo de dois ou três segundos, foram perceptíveis dois abalos telúricos distintos, correspondentes à passagem das ondas P e S de um sismo referenciado a Mesão Frio pelo IPMA e assim divulgado nos noticiários..
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Mesão Frio é uma referência locativa possível para assinalar o evento associado à linha de falha sismo-tectónica secundária que, na região, cruza em Amarante a falha do Tâmega, de SE para MW, (Montemuro - Caldas do Moledo - Amarante - Jugueiros...) por onde o rio Fornêlo corre e, mais abaixo, a incisão estrutural é ocupada pela ribeira de Padronelo.
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Embora a vila duriense de Mesão Frio seja a sede de concelho mais próxima do epicentro, o sismo de magnitude 3.6, ou 3.7, de facto, ocorreu na área da serra do Marão, em território do concelho de Baião, no limite com o de Amarante, mas está associado ao sistema de falhas de desenvolvimento regional que estão a dar provas de estarem activas e têm por lugar de encruzilhada a cidade de Amarante.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

PNBEPH - ALTO TÂMEGA - Pico de obra prestes a avançar no maior complexo de barragens do país






PNBEPH - ALTO TÂMEGA
Pico de obra prestes a avançar no maior complexo de barragens do país
Até 2023, a Iberdrola vai investir 1.500 milhões de euros na construção de três barragem no Alto Tâmega e em medidas de desenvolvimento social, económico e cultural da região.
Foto: DR

A construção das três barragens do Alto Tâmega, cuja conclusão se prevê para 2023, decorre a bom ritmo e emprega actualmente mil e quinhentas pessoas.

O Sistema Electroprodutor do Tâmega é um dos maiores projectos hidroelétricos realizados na Europa nos últimos 25 anos, compreende três barragens (Daivões, Gouvães e Alto Tâmega) e representa um investimento de 1.500 milhões de euros.
Segundo José Maria Otero, responsável pela área de licenciamento da Iberdrola, o empreendimento “está a cerca de 30 a 35% dos trabalhos”.
“Em Daivões, que é o empreendimento mais a jusante do Tâmega, já se fez o desvio do rio e estamos a começar as fundações da barragem”, avança José Otero.
Já em Gouvães, que é a parte central da bombagem, o responsável da Iberdrola refere que estão “a trabalhar em muitas frentes, porque o circuito hidráulico é um circuito de sete quilómetros, mas a parte mais vistosa que é a escavação da central já está quase pronta. Em Janeiro devemos começar com a betonagem e toda a montagem de grupos”.

A barragem do Alto Tâmega é aquela onde a obra começou mais tarde. “No próximo verão deverá ser feito o desvio do rio Tâmega e começar a escavação das fundações do paredão”.

O maior volume dos trabalhos está previsto para 2018-2020, altura em que se perspectiva a criação de 13.500 empregos directos e indirectos.

A empresa espanhola afirma que um dos seus princípios é fomentar o emprego na região e contratar, o mais possível, localmente. Dos cerca de 1.500 trabalhadores afectos actualmente ao empreendimento, 15 a 20% são da região.
O complexo contará com uma potência instalada de 1.158 megawatts (MW), alcançando uma produção anual de 1.760 gigawatts hora (GWh), ou seja, 6% do consumo eléctrico do país.

Segundo o responsável da Iberdrola, em finais de 2021 deverão estar em serviço as barragens de Daivões e Gouvães, enquanto a do Alto Tâmega deverá estar concluída durante o primeiro semestre de 2023.

O Sistema Eletroprodutor do Tâmega é uma das maiores iniciativas da história de Portugal no sector da energia hidroelétrica, representando mais de 50% do objectivo do Programa Nacional de Barragens de Elevado Potencial Hidroelétrico (PNBEPH).

Ponte de arame, sobre o Tâmega. Foto Olímpia Mairos/RR

Ponte emblemática de arame sobre o rio Tâmega e mais de 50 casas afectadas

A construção das três barragens do Alto Tâmega vai afectar cerca de 50 habitações e obrigar à transladação de duas pontes de arame.

“Até ao momento, seis famílias já saíram das suas habitações por razões de segurança devido à proximidade à frente de obra em Ribeira de Pena e Vila Pouca de Aguiar, mas, ao todo, deverão ser entre 50 a 60 casas afectadas”, refere Sara Hoya, responsável ambiental da Iberdrola.

Ribeira de Pena é o concelho mais afectado, já que concentra cerca de 90% das casas de onde as famílias terão de sair até ao final da construção do Sistema Eletroprodutor do Tâmega.

Neste concelho também a emblemática ponte de arame sobre o rio Tâmega vai ser removida e recolocada em outro lugar. A estrutura “será recolocada num dos braços que vai ter a albufeira, perto do local onde se encontra actualmente”, explica Sara Hoya.

Esta ponte de arame foi, até 1963, a única travessia para a população local e é hoje uma importante atracção turística, em Ribeira de Pena. A centenária ponte pênsil tem mais de 20 metros de comprimento e está suspensa em mais de 100 cabos de arame torcido.

Também a ponte de arame que liga as aldeias de Monteiros, em Vila Pouca de Aguiar, e Veral, em Boticas, vai ser atingida pela subida das águas e, por isso, vai ser transladada.

 Foto: DR

Municípios afectados alvo de plano socioeconómico

O Plano de Acção Socioeconómico, assinado com as sete câmaras envolvidas nos projectos, destina cerca de 50 milhões de euros para o desenvolvimento económico, social e cultural da região onde estão a ser construídas as barragens.

Sara Hoya, responsável ambiental da Iberdrola, dá conta que a empresa já “aplicou 7,2 milhões de euros em medidas de compensação nos municípios afectados pela construção das barragens”.

O dinheiro foi aplicado, por indicação das respectivas autarquias, em “infraestruturas, como arruamentos, arranjos urbanísticos, abastecimento e saneamento público, obras de beneficiação de museus, casas mortuárias e cemitérios, habitações sociais, um balneário pedagógico, um parque de campismo, construção de praias fluviais e parques de lazer”, concretiza.

Em Ribeira de Pena, evidencia-se a Casa do Produtor, que é um centro de apoio para agricultores e o Museu Escola, que preserva a memória da história da população.

No vizinho concelho de Boticas, a Iberdrola apoia a potencialização do Boticas Parque – Natureza e Biodiversidade, financiando a construção de alojamentos para os visitantes e acções de compensação de fauna e flora da área envolvente e a construção de uma pista de desportos radicais em Boticas.

Em Vila Pouca de Aguiar, a concessionária espanhola financiou o Centro Hípico de Pedras Salgadas, bem como o Centro Interpretativo de Tresminas. Já em Chaves apoiou a beneficiação do Estádio Municipal Engenheiro Branco Teixeira.

Nos sete concelhos afectados pelo empreendimento foram ainda realizados investimentos em instalações desportivas, como campos de futebol, em equipamentos para bombeiros, viaturas e beneficiação de instalações.

A responsável indica que parte da verba global de 50 milhões de euros é reservada para gestão dos municípios (24 milhões de euros), enquanto a restante será aplicada em medidas de minimização como as expropriações, transladação de património ou monitorização ambiental (26 milhões de euros).

Os concelhos afectados pelo Sistema Electroprodutor do Tâmega são: Ribeira de Pena, Boticas, Vila Pouca de Aguiar, Chaves, Valpaços, Montalegre e Cabeceiras de Basto.

Olímpia Mairos, in Rádio Renascença - 04 de Dezembro de 2017

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

GLOBAL VIEWS - ENERGY: Hydropower is not the answer for climate resilience








GLOBAL VIEWS - ENERGY

Hydropower is not the answer for climate resilience

The Itaipu hydroelectric dam located between Brazil and Paraguay. Photo by: Deni Williams / CC BY

The global dam industry claims hydropower can build climate resilience, and harmlessly wean us from fossil fuels. But as events in the past 12 months have shown, nothing could be further from the truth.

A press release, issued on October 31, read: “Itaipu is a UN Climate Change Partner at the COP23 Climate Conference.”

For those who don’t know, the Latin American firm was behind Itaipu Dam, one of the largest megadams in Latin America. The firm was playing on the debunked notion that hydropower is green energy and could be used to replace fossil fuels. In fact, research has shown that tropical dams are some of the world’s most egregious emitters of methane, a greenhouse gas many times more powerful than carbon dioxide.

Despite its supposed “green” credentials, Itaipu Dam submerged some of the world’s most magnificent waterfalls. (The company later dynamited them, precluding the possibility of restoration.) And the project displaced upwards of 10,000 families — approximately 59,000 people — when it was built. Hydropower projects, with their attendant roads and transmission lines, are also known drivers of deforestation.

Dams are having a hard time coping with climate change. In 2017, the United States alone has seen a trio of near-disasters: In February, unprecedented rains strained Northern California’s Oroville Dam to the breaking point. As its spillway failed, authorities issued an evacuation order to 200,000 people downstream. The state’s capital was in the potential flood’s crosshairs.

Then, in August, Hurricane Harvey dumped a year’s worth of rain on the Houston area in the space of a few days. Two dams rapidly filled, and officials were forced to release water, inundating neighborhoods, to prevent an even more catastrophic full dam failure. Then, just weeks later, the scenario played out again in Puerto Rico, where 70,000 people were forced to evacuate in the face of yet another dam’s failing spillway.

These were stressful moments for dam operators, government officials, and citizens alike. But, given the potential damages, they were also breathtaking near-misses. Hundreds of thousands of lives were at stake, but they were, for the most part, spared.

We won’t always be so lucky. These kinds of extreme rain events are only becoming more common. From Bangladesh to Peru, countries all over the world are experiencing rainfall that would have been unthinkable just a few decades ago.

The world’s water infrastructure — particularly dams — were not built to withstand these volumes of water. Most dams are typically built with 100-year floods in mind. They were not built to withstand the climate we are now experiencing. And that means that it’s not a question of whether there will be a catastrophic dam failure; it’s just a question of where and when.

The U.S. has relatively robust emergency planning and warning systems, but tens of thousands of dams have been built in countries where there is little money or political will to install emergency warning systems. Given that we are now seeing dangerous extreme rain events in nearly every corner of the globe, this is a dangerous gamble.

As signatories to the Paris climate accord meet in Bonn this month, they will discuss how to lower carbon emissions. But given recent events, policymakers need to have a frank conversation about the state of the world’s dams in the face of climate change and devise ways to avert a looming disaster. They should identify those dams most at risk and take steps to limit the danger they pose; in some cases, this will mean removing them altogether.

The planning should not stop there. Climate financiers can and must play a role in driving sane policies forward in an era of climate change. That means taking a hard look at whether they should in fact fund any future hydropower. Hydropower development depends on using historic flows as a guide, but the past flows of a river can no longer tell us about the future. Reservoirs are drying up across the globe, leaving countries such as Zambia facing major power shortages. In the coming decades, we will see more dams either overwhelmed by too much water, or stranded by drought.

A recent study just named hydropower as the “most dangerous” form of green energy. But it’s a misnomer to even call hydropower “green.” Dam reservoirs are, in fact, a significant source of methane, one of the world’s most potent greenhouse gases. The real question is whether dams can even be considered green, given their emissions and detrimental impacts. As one of the study’s authors said, "Hydro projects are such a disaster for tropical rainforests that I don't consider them 'green' energy at all.” There is strong political consensus that we must limit deforestation; to promote a technology that drives it, and emits methane too, is folly.

At the same time, a new study found that habitat restoration could play a much more significant role in reducing carbon emissions than previously thought. The study’s authors suggest that a robust, well-funded effort to restore rivers, forests, wetlands, and other wild areas could help us keep the planet’s warming to 2 degrees Celsius.

Moreover, healthy wetlands and floodplains will be a necessary part of bolstering our climate resilience. This green infrastructure can mitigate the most extreme floods and store water safely underground for times of drought.

In Bonn and beyond, climate financiers should put their funds into protecting people from dangerous dams and promoting safe technologies — including restoration — that will deliver water and energy solutions tailored to the climate-challenged 21st century.

Kate Horner, in  Devex - 15 de Novembro de 2017

terça-feira, 14 de novembro de 2017

PNBEPH - TÂMEGA: Alto Tâmega: Construção das barragens vai afetar cerca de 50 casas





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PNBEPH - TÂMEGA

Alto Tâmega: Construção das barragens vai afetar cerca de 50 casas

A construção das três barragens do Alto Tâmega vai afetar cerca de 50 casas e obrigar à transladação de duas pontes de arame, segundo informou hoje a concessionária Iberdrola.



Sara Hoya, responsável ambiental da Iberdrola, disse aos jornalistas que o empreendimento vai afetar cerca de 50 casas e adiantou que, até ao momento, seis famílias já saíram das suas habitações por razões de segurança devido à proximidade à frente de obra em Ribeira de Pena e Vila Pouca de Aguiar.
O concelho mais afetado é Ribeira de Pena, que concentra cerca de 90% das habitações de onde as famílias terão de sair até ao final da construção do Sistema Eletroprodutor do Tâmega.
Neste concelho também a emblemática ponte de arame sobre o rio Tâmega vai ter de ser removida e recolocada em outro lugar.
Esta ponte de arame foi, até 1963, a única travessia entre as aldeias de Salvador e Santo Aleixo e é hoje uma importante atração turística. Tem mais de 20 metros de comprimento e está suspensa em mais de 100 cabos de arame torcido.
Segundo Sara Hoya, esta estrutura será recolocada num dos braços que vai ter a albufeira, perto do local onde se encontra atualmente.
Na mesma situação está uma outra ponte de arame que liga as aldeias de Monteiros, em Vila Pouca de Aguiar, e Veral, em Boticas, a qual vai ser atingida pela subida das águas e vai ser transladada.
Em Vila Pouca de Aguiar, arqueólogos estudaram e descobriram pinturas antigas num dos dólmenes da Chã das Arcas, uma descoberta que levou à remoção de peças do monumento desta área que ficará submersa pela barragem de Gouvães.
A Iberdrola está obrigada à concretização de medidas de minimização dos impactos e a uma monitorização constante da área afetada pelo empreendimento e, por isso, pelo terreno espalharam-se equipas de 17 arqueólogos e 30 biólogos, entre outros técnicos.
As medidas de compensação incluem ainda manutenções florestais e a reflorestação com cerca de 250.000 plantas.
A responsável falava à margem da apresentação do Plano de Ação Socioeconómico, assinado com as sete câmaras envolvidas nos projetos, que destina cerca de 50 milhões de euros para o desenvolvimento económico, social e cultural da região onde estão a ser construídas as barragens.
O empreendimento está a ser muito contestado pelos movimentos ambientalistas.
“A Iberdrola está a cumprir o estabelecido. É um projeto muito grande, que tem uma grande área de abrangência e é normal que tenha impactos ambientais, mas nós estamos a tentar minimizar da melhor forma possível, a tentar compensar”, sublinhou Sara Hoya.
O Sistema Eletroprodutor do Tâmega é um dos maiores projetos hidroelétricos realizados na Europa nos últimos 25 anos, contemplando a construção de três barragens (Daivões, Gouvães e Alto Tâmega), 1.500 milhões de euros de investimento e a criação de 13.500 empregos diretos e indireto durante o período de maior volume dos trabalhos (2018-2020).
Jornal Económico com Lusa - 14 de Novembro de 2017