segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Programa Nacional de Barragens - Comentário de Ângelo de Castro Ochôa

Programa Nacional de Barragens
Comentário de Ângelo de Castro Ochôa

www.angeloochoa.net disse... em Anabela Magalhães

Seriamente, mas muito seriamente, vos digo, Anabela e leitores de anabelapmatias.blogspot.com, que a insanidade chegou, e se instituiu, em este governo com este plano colossal... -- e atentatório da beleza de Deus...-- das BARRAGENS!

Barragens contra a mais elementar das dignidades humanas.

BARRAGENS contra a mais salutar das salubridades dos simples sem voz.

BARRAGENS contra a vida e a beleza de quanto criado está para o equilíbrio e para o desfrutar saudável e ameno da beleza amiga.

BARRAGENS PORQUE ESTES NOSSOS GOVERNANTES SÃO UNS MONSTROS!

E não falo só, falo com os sem voz de Sabor, Tua, Olo, Tâmega!

Ângelo de Castro Ochôa, in Anabela Magalhães - 14 de Dezembro de 2009

2 comentários:

  1. NOSSO «AMBIENTE» -- O QUE É, O QUE ERA, O QUE NÃO SABEMOS QUE SERÁ AMANHÃ:

    ‘Eu ainda menino…’
    Uma casa térrea, a bacia, da água, em alumínio,
    sol esbatendo-se sobre sobrado;
    íngreme ruela, que vai da escola primária
    ao quintal do Gouveia, que Deus haja.
    A vida deu comigo até Lousa, aldeia num planalto;
    donde as iluminações: Uma queda dum cavalo:
    Por sorte abraçou-nos terra verde, ali escassíssima.
    Uma foto tirada quase noitinha, eu num pijama de flanela,
    num corredor que vai até à fraga. Também a neve!
    Os passos, sobre ela distanciando-se, eram do meu pai,
    que ia, a mais uma semana, ao serviço, à vila.
    A mãe, as sopas, cebola, nabiça, alho, ou milho, amargurando ceias.
    Bombos, e pandeiretas, gaiteiros, dia fabuloso, cabeçudos, gigantones,
    zés-pereiras, pertinho a uma varanda nossa, quiçá num 2º andar.
    Na Senhora da Assunção, em Vilas Boas,
    estoiravam foguetes e lágrimas.
    Na noite deslumbrada, da aérea leveza insuflada,
    caía devagarinho a Madona Branca.
    Por San Martino:
    ‘Lo rapazo d’la professora anda a la ’scola, la rapaza nó.’
    O forte brado: Gaitas-de-foles, piruetas festivas, saltimbancos.
    A ciganita a toda a hora pedinchava: ‘Uma codinha, e danço!’
    Os pulos loucos, os paulitos: ‘Mirandum se fui a la guerra.
    Num sei quando benerá.
    Se benerá pula Páscua se pur la Trenidá.’
    Minha primeira comunhão,
    e eu com um ar deprimido a posar a eterno retrato.
    Ribeira, sombras mansas, decadentes chorões.
    Cegonhas a amplo voo.
    Tortuosos caminhos, fontanários, água borbulhante.
    Longas peregrinações, vadiagem, até ao pôr-do-sol, p’las leiras.
    Vozes limpas, ancestrais, cantarolai-me La Çarandilhera.
    Voltarei outra vez a ser menino!
    Por Belém, num azulado beco, à varanda,
    a moinhos em papel do vento velas girando.
    Estúrdia, noite de Santo António.
    Cerra-se compacta negridão sobre a murada cidade.
    Que é dos alunos? E os poetas aluados por onde andam?
    É já antemanhã, prenhe certeza.
    Trindade Coelho, conterrâneo,
    desejavas ainda O Reino… Está aí.

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  2. dEIXO AINDA UM COMENTÁRIO COM UMA NOTA PRÉVIA:
    O que americanos e israelitas fizeram nos balcãs e no Líbano, o que senhores comedores de dinheiro ( e fazedores de vacinas e alarmismos )fazem hoje nos bancos e na economia mundial e no planeta a tornar-se irrespirável fazem-no e a breve trecho estes «nossos» governantes no recanto que nos resta e conhecido de minha e nossa infância -- Tua das idas por ferrovia a aulas a Bragança do encantamento... Sabor, dos peixes e dos mansos recantos nadinha poluídos (há bem pouco há só Sabor restava imune de quaisquer poluições na inteira Europa como documentou reportagem de franceses boquiabertos amplamente divulgada...) o mesmo atroz camartelo e cimento armado e banheira monstra de água espera Ovelha, Ôlo, e Tâmega, para não falar do Beça e outros ríinhos nosos vendidos por vendidos à voragem do cifrão a pretexto de enegia limpa. Sujeira triste, amigos, quanta de bradar a céus!

    Segue de um conjunto de poeminhas que intitulei TAMBÉM ATRAVÉS DA POESIA SE CONSTRÓI A PAZ o tal escrito que me pretextou a presente nota.
    (Reflicta quem livre de amarras for...)

    Pragmático afã
    em pôr uns quantos na linha,
    cow boys dão em escalavrar caos
    de recente balcânico conflito.
    Quando travam gatilho,
    e ouvem coração?

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