segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

BARRAGEM DE OROVILLE (EUA - CALIFÓRNIA): Evacuations ordered over concerns at California dam system















BARRAGEM DE OROVILLE (EUA - CALIFÓRNIA)
EVACUATIONS ORDERED OVER CONCERNS AT CALIFORNIA DAM SYSTEM

(CNN) - At least 188,000 people have evacuated from several Northern California counties after damage to a spillway at the Oroville Dam.
The dam, which is the nation's tallest, remains intact. But the emergency spillway, which helps to ensure that the water does not rush over the top of the dam when the levels are high, was eroding Sunday.

The damage prompted a mandatory evacuation for cities and counties near Lake Oroville amid fears it could endanger communities living downstream.
Those orders remain in effect and Butte County Sheriff Kory Honea said he did not know when they would be lifted.
"I'm not going to lift the evacuation order until I have better idea of what that means and what risk that poses," he said in a press conference late Sunday night.

What led up to the Sunday emergency

This winter, heavy rainfall in Northern California has filled Lake Oroville to the verge of overflow. The lake also gets water from the northern Sierra Nevada mountain range which is experiencing one of its wettest seasons. This has triggered concerns over whether the water could overflow the dam and flood nearby communities.



The Oroville Dam provides flood control for the region and is located about 75 miles north of Sacramento.
The dam has two spillways -- the primary and the emergency spillway -- to prevent that from happening. These are channels to leak water out of the lake. And right now, both have major problems.


Last week, the primary spillway was "damaged by erosion," according to the California Department of Water Resources as photos showed a massive hole on the lower part of the structure.


Of the two, the emergency spillway is a last resort. At Oroville Dam, the emergency spillway is only used if water levels reach 901 feet in elevation. It hasn't needed to be used in its 48-year history -- until this weekend. 

Why evacuation order was made

A light flow of water began washing into the emergency spillway Saturday and the volume of water began to increase. Around 3 p.m. local time on Sunday, authorities learned that the dam's emergency spillway was eroding, Honea said.
The erosion of the emergency spillway is dangerous because "when you start to erode the ground, the dirt and everything else starts to roll off the hill," said Kevin Lawson, California Fire incident commander.
"It starts to undermine itself. If that is not addressed, if that's not mitigated properly, essentially what we're looking at, is approximately a 30-foot wall of water," he said.

Evacuation orders on Sunday sternly warned residents that the erosion could result in "large, uncontrolled releases of water from Lake Oroville."
Honea's office used the most urgent of language -- "This is NOT a drill" -- in imploring residents to evacuate ahead of an impending disaster. Residents were told that the emergency "spillway is close to failing." The evacuation order included "all Yuba County on the valley floor" and the city of Marysville, authorities said.
About 35,000 people from Butte County, 65,000 from Yuba County, 76,000 from Yuba City and 12,000 from Marysville City evacuated, according to California Fire.
Stores closed. Shelters opened. Local gas stations were swarmed with cars as residents tried to leave town. Evacuees waited in traffic trying to get out of low-lying areas.
Sean Dennis, who lives 30 miles south of Oroville, spoke to CNN from his car after spending 4.5 hours in bumper-to-bumper traffic.
"It was pretty scary, just because of how fast everything was developing," he said. "Me and my wife managed to throw as much of stuff as we could into garbage bags, whatever we could find. We got both of our cars loaded down pretty well. We're not taking any chances."
Police said that despite rumors, there were no reports of looting.

Watching the damage

After issuing the evacuation orders, authorities noted significant decreases in the water coming over the emergency spillway.
The flow of water on the emergency spillway eventually stopped Sunday night as the Department of Water Resource withdrew more water from the other spillway.
The primary spillway is releasing water at 100,000 cubic feet per second in an effort to reduce the amount of water traveling down the emergency spillway, authorities said. Normal flows down the main spillway are about 55,000 cubic feet per second.
"The goal is to get the lake to drop 50 feet. If we can continue to do that, that brings a little bit of calm to what we're trying to accomplish here," said Cal Fire's Lawson.
So far, there have been no repairs on the emergency spillway, because teams have been unable to reach the damaged area.
Teams will take a look and assess the situation Monday morning, Bill Croyle, the acting Director of Department of Water Resources said.
Authorities will have to act fast as more rain is in the forecast for Wednesday.

domingo, 12 de fevereiro de 2017

IBERDROLA - BARRAGEM DE GOUVÃES: Iberdrola constrói a maior barragem Portuguesa







IBERDROLA - BARRAGEM DE GOUVÃES

Iberdrola constrói a maior barragem Portuguesa


Em construção no rio Tâmega, o aproveitamento hidroelétrico de Gouvães terá a maior capacidade de produção de qualquer barragem portuguesa, com uma potência instalada de 880 megawatts. Adicionalmente, disporá de uma central de bombagem, de momento o único método viável de armazenamento de energia em larga escala.

O complexo do Tâmega, situado no norte do país, será composto por três barragens: Alto TâmegaDaivões e Gouvães. A geração de energia elétrica associada a estas instalações terá no total uma capacidade instalada de 1.158 megawatts, sendo capazes de produzir mais de 1.760 GWh anuais, o equivalente a 6% do consumo elétrico em Portugal. Este projeto implica um investimento de 1.500 milhões de euros, bem como a criação de 3.500 postos de trabalho diretos e 10 mil indiretos.
Carla Costa, diretora comercial da Iberdrola, afirma que este projeto “se trata de uma das maiores iniciativas da história de Portugal no setor da energia hidroelétrica, representando mais de 50% do objetivo do Programa Nacional de Barragens de Elevado Potencial Hidroelétrico”.
O projeto encontra-se em fase intermédia. A barragem do Alto Tâmega está ainda na etapa de construção das vias de acesso. Gouvães está mais avançada, já com a caverna e túneis de acesso para a central subterrânea construídos, em adição à ensecadeira e ao canal que a coneta à albufeira de Daivões. O prazo de conclusão do projeto está calculado para 2023.

Infografia que ilustra a relação entre as três barragens, atuando Daivões como reservatório para o sistema de bombagem de Gouvães


O aproveitamento de Daivões terá uma barragem de 78 metros de altura, com uma potência instalada de 114 MW e uma produção de 142 GWh. Além disso, terá um grupo adicional para a vazão ecológica de 4 MW, que acrescentará uma produção de 17 GWh à instalação. Por sua vez, a central do Alto Tâmega terá uma potência de 160 MW, também dividida em dois grupos, com uma altura de barragem de 106,5 m. A produção estimada da instalação é de 139 GWh.
Dos três, o aproveitamento de Gouvães apresenta o maior potencial. Com uma potência instalada de 880 megawatts, graças às suas quatro turbinas reversíveis de 220 MW, e projetada com uma central subterrânea para maximizar a coluna de água, não só será a barragem com maior potência do complexo do Tâmega, mas de Portugal ( a atual maior potência instalada está no Alto Lindoso, EDP, 630MW) . A parede terá uma altura de 30 metros e sua produção está estimada em 1.468 GWh. O seu potencial, no entanto, está na salvaguarda do sistema elétrico.

Obras no túnel de acesso à central subterrânea de Gouvães

Apesar de quase metade da energia produzida em Portugal prover de fontes renováveis, apenas parte é aproveitada, e o seu impacto no consumo de combustíveis fósseis está longe de ser substancial. A verdade é que as redes elétricas como as conhecemos não têm a capacidade para depender de fontes de energia renováveis, limitando seriamente as suas mais-valias.
Isto prende-se com o facto de não dispormos de formas viáveis e eficientes de armazenamento de energia a larga escala: como o consumo é altamente variável, a produção tem de ser feita em função do mesmo, e em tempo real. O que, apesar de pouco eficiente, não constitui um obstáculo no uso de combustíveis fósseis, que podemos queimar consoante o necessário para responder às variações no consumo. O mesmo não se pode dizer em relação a energias renováveis, pelo que o seu aproveitamento é sempre limitado. 
De momento, a única forma viável de armazenamento de energia a larga escala é através de sistemas de bombagem presentes em alguns aproveitamentos hidroelétricos. Estes consistem na construção de um paredão secundário a jusante da barragem, que acumula a água libertada na turbinação. Em alturas de sobreprodução eólica, o sistema utiliza o excedente de energia para bombear água de volta para a albufeira superior, onde poderá ser de novo utilizada para gerar energia quando necessário.
A instalação de bombagem de aproveitamento hidroelétrico de Gouvães consegue isto através de uma ligação com o reservatório de Daivões, bombeando e turbinando água de uma albufeira para a outra consoante necessário. Isto equivale a um armazenamento de energia suficiente para fornecer a zona metropolitana do Porto durante 24 horas.
Portugal não carece de energias renováveis, e não é aí que está o potencial deste projeto. Podemos cobrir o país de barragens e eólicas norte a sul, mas sem uma rede elétrica apropriada grande parte dessa energia vai continuar a ser desperdiçada, e vamos continuar a queimar enormes quantidades de combustíveis fósseis. A verdadeira mais-valia do complexo do Tâmega está em Gouvães—não nos seus 880 MW de potência instalada, mas na sua contribuição para o aproveitamento das muitas fontes de energia renovável de que já dispomos.
in Smartplanet - 12 de Fevereiro de 2017

PNBEPH - ALTO TÂMEGA: Iberdrola apresentou Sistema Electroprodutor do Tâmega








PNBEPH - ALTO TÂMEGA
Iberdrola apresentou Sistema Electroprodutor do Tâmega

A empresa Iberdrola realizou, no dia 9 de fevereiro, a apresentação pública do Sistema Electroprodutor do Tâmega (SET), em Ribeira de Pena. Este projeto envolve a construção de três barragens (Daivões, Alto Tâmega e Gouvães) e a criação, no pico da obra, de 3500 empregos diretos e 10 000 indiretos.

No seu discurso, o presidente da Câmara Municipal, Rui Vaz Alves, referiu a importância de continuar a desenvolver uma estratégia sustentada que privilegie a contratação de mão de obra-de-obra local, para que a construção deste Sistema represente um real benefício para a economia da região.

O edil realçou ainda a sua preocupação com as questões ambientais, as reposições, as compensações e as contrapartidas devidas aos ribeirapenenses afetados pela construção deste empreendimento.

Por sua vez, o secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins, salientou o contributo significativo deste projeto baseado na produção de energia a partir de fontes renováveis, para cumprir os compromissos assumidos pelo Estado, no âmbito do Acordo de Paris, no respeitante à implementação de medidas políticas de combate às alterações climáticas.

O SET é um dos maiores projetos hidroelétricos realizados na Europa nos últimos 25 anos, com uma potência instalada de produção de energia correspondente a 6 % do consumo elétrico do país. As três barragens do SET deverão estar concluídas em 2023, sendo que o maior volume de trabalhos concentra-se nos anos 2018 a 2020.

in Notícias de Vila Real - 12 de Fevereiro de 2017

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

AMBIENTE - TÂMEGA: Geota diz que novas barragens no Tâmega têm “muito betão, pouca produção”









AMBIENTE - TÂMEGA

Geota diz que novas barragens no Tâmega têm “muito betão, pouca produção”


O Geota – Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente opõe-se à construção das três novas barragens da Iberdrola nos rios Tâmega e Torno e contesta os números da produção eléctrica apresentados pela eléctrica espanhola
Foi apresentado, no dia 9 de Fevereiro, pela Iberdrola, em Ribeira de Pena, o Sistema Electroprodutor do Tâmega (SET) – um conjunto de três barragens na bacia hidrográfica deste afluente do Douro onde serão erguidos os empreendimentos hidroeléctricos de Daivões, Gouvães (rio Torno, afluente do Tâmega) e Alto Tâmega.
A associação ambientalista fez contas e contesta o valor anunciado pela empresa de energia quanto à real produção destas obras. “Ao contrário do que afirma a Iberdrola – 4% do consumo eléctrico do País – o SET contribuirá apenas com 0,1% da energia nacional e 0,6 % da electricidade produzida”. A diferença explica-se com o critério de avaliação: a Iberdrola invoca a produção bruta, o Geota defende que “o que deve ser avaliado é a produção líquida. Isto é, a electricidade efectivamente injectada na rede nacional e pronta a ser consumida”.
Gouvães é a chave do SET, funcionando como uma central de potência: permite disponibilizar uma potência instantânea elevada, “desnecessária porque o sistema nacional já tem potência excedentária) mas no balanço final acrescenta muito pouca energia”, diz o Geota. A sua central será utilizada para bombear água de, e para, a albufeira de Daivões, através de um túnel hidráulico. Portanto, aos valores de produção de electricidade bruta anunciados para o SET (1 697 GWh/ano, segundo os dados oficiais) “tem de ser descontada a electricidade gasta a transportar água, o que faz descer a produção para valores líquidos muito mais baixos (333 GWh/ano) — ou seja, 0,6% dos cerca de 52 802 GWh/ano de disponibilidade de energia eléctrica para consumo nacional, em 2014”, salienta a mesma fonte.
SET é “uma fraude”
João Joanaz de Melo, do Geota, considera o SET “uma fraude”. O professor de engenharia do ambiente acusa o Governo de “laxismo”. “Quando, em Abril passado, se reavaliou o Programa Nacional de Barragens, por obrigação do acordo que suporta o Governo entre o Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV) e o Partido Socialista (PS), recusaram-se a olhar para o que ia ser feito no Tâmega. As obras ainda não tinham começado, de facto, e o acordo referia explicitamente este projecto. Havia alguns acessos, um túnel técnico e nada mais. O PS ignorou o acordo, o PEV deixou que fosse ignorado e o Governo fez de porteiro da Iberdrola, deixando-a entrar à vontade para destruir um rio que é ganha pão de centenas de famílias – na produção agrícola, no vinho verde, nos desportos de águas bravas”, diz aquele responsável.
“A criação de emprego é uma falácia, pois são postos de trabalho temporários. Por via da destruição dos solos férteis e do último rio com um grande troço livre em Portugal, destroem-se postos de trabalho locais na agricultura e turismo de natureza”, acrescenta Marlene Marques, presidente do Geota. Diz ainda que o retorno real das novas barragens do Tâmega é “insignificante” face aos impactes sociais, ambientais, culturais e económicos do projecto, e que com a evolução esperada das alterações climáticas na região mediterrânica, “tenderá a reduzir-se ainda mais nas próximas décadas”.
As novas barragens do Tâmega, em conjunto com Foz Tua (concessionada à EDP), fazem parte do Programa Nacional de Barragens de Elevado Potencial Hidroeléctrico e beneficiam de um subsídio directo do Estado de 21,6 milhões de euros, por ano, durante 10 anos.
Ana Brazão, do projecto Rios Livres Geota, integra a Comissão de Acompanhamento Ambiental do SET e avalia como “anacrónicas” estas construções. “Devíamos apostar nas alternativas, como o solar. O caminho devia ser remover barragens sem utilidade. Em Espanha, só na bacia do rio Douro, foram removidas 115 barreiras nos últimos anos, entre as quais três grandes barragens. Por cá, também no Douro, estamos a construir novas. Depois admiramo-nos com a falta de areia nas praias e de que os temporais de inverno invadam as marginais deste País. Se temos cada vez mais obstáculos à conectividade fluvial e ao transporte de sedimentos não podemos esperar ter uma costa segura”, realça Ana Brazão.
Ana Cordeiro de Sá, in Actual - 10 de Fevereiro de 2017

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

PNBEPH - TÂMEGA: Barragens da Iberdrola são “uma fraude”, denuncia Joanaz de Melo




PNBEPH - TÂMEGA

Barragens da Iberdrola são “uma fraude”, denuncia Joanaz de Melo

(Clicar na imagem para visualizar o depoimento)

O professor de Engenharia do Ambiente, Joanaz de Melo, diz que a construção de três barragens pelos espanhóis da Iberdrola no norte do país "é uma fraude" que vai encarecer a fatura da luz entre 2% a 3%. Segundo o presidente do Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente (GEOTA), o empreendimento é irrelevante na produção de energia elétrica e vai afectar a economia local do Tâmega.

in SIC Notícias - 9 de Fevereiro de 2017

PNBEPH - BARRAGENS: Barragens do Alto Tâmega? "Uma fraude", dizem os ambientalistas


PNBEPH - BARRAGENS

Barragens do Alto Tâmega? "Uma fraude", dizem os ambientalistas


A associação ambientalista GEOTA reafirmou hoje a sua oposição à construção das três novas barragens do Alto Tâmega e acusou o projeto de representar “uma fraude”, contestando os números da produção elétrica apresentados pela concessionária Iberdrola.


Joanaz de Melo, do Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente (GEOTA), disse, em comunicado, que o Sistema Eletroprodutor do Tâmega (SET) é “uma fraude” e acusou o Governo “de laxismo”.
Isto porque, segundo o responsável, quando em abril do ano passado se reavaliou o Programa Nacional de Barragens, por obrigação do acordo que suporta o governo entre o Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV) e o PS, “recusaram-se a olhar para o que ia ser feito no Tâmega”.
“As obras ainda não tinham começado, de facto, e o acordo referia explicitamente este projeto. Havia alguns acessos, um túnel técnico e nada mais. O PS ignorou o acordo, o PEV deixou que fosse ignorado e o Governo fez de porteiro da Iberdrola, deixando-a entrar à vontade para destruir um rio que é ganha-pão de centenas de famílias – na produção agrícola, no vinho verde, nos desportos de águas bravas”, salientou o dirigente.
A espanhola Iberdrola fez hoje, em Ribeira de Pena, uma apresentação pública do projeto, que inclui a construção de três barragens que, segundo a empresa, a partir de 2023 podem produzir anualmente “1.760 gigawatts hora (GWh), ou seja, 0,6% do consumo elétrico do país”.
O GEOTA, que desde o início se opôs à construção deste empreendimento, disse que fez “as contas” e contestou o valor anunciado pela empresa “quanto à real produção destas obras”.
“O SET contribuirá apenas com 0,1% da energia nacional e 0,6% da eletricidade produzida. A diferença explica-se com o critério de avaliação: a Iberdrola invoca a produção bruta e o GEOTA defende que o que deve ser avaliado é a produção líquida. Isto é, a eletricidade efetivamente injetada na rede nacional e pronta a ser consumida”, referiu a organização.
Para Marlene Marques, presidente do GEOTA, “a criação de emprego é uma falácia, pois são postos de trabalho temporários”.
Durante a construção das barragens de Daivões, Gouvães e do Alto Tâmega, a Iberdrola disse que vão ser criados 13.500 empregos diretos e indiretos
“Por via da destruição dos solos férteis e do último rio com um grande troço livre em Portugal, destroem-se postos de trabalho locais na agricultura e turismo de natureza”, acrescentou Marlene Marques.
Defendeu ainda que “o retorno real das novas barragens do Tâmega é insignificante face aos impactes sociais, ambientais, culturais e económicos do projeto” e que com a evolução esperada das alterações climáticas na região mediterrânica, “tenderá a reduzir-se ainda mais nas próximas décadas”.
As novas barragens do Tâmega, em conjunto com Foz Tua (concessionada à EDP), fazem parte do Programa Nacional de Barragens de Elevado Potencial Hidroelétrico e, segundo o GEOTA, beneficiam de um “subsídio direto do Estado de 21,6 milhões de euros, por ano, durante 10 anos”.
MadreMedia / Lusa, in Sapo24 - 9 de Fevereiro de 2017

PNBEPH - TÂMEGA: Governo defende aspectos ambientais positivos das barragens no Tâmega



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PNBEPH - TÂMEGA

Governo defende aspectos ambientais positivos das barragens no Tâmega


Apesar do impacto ambiental que as três centrais da Iberdrola vão ter, a energia renovável que vai ser produzida vai contribuir para a redução de emissões poluentes em Portugal, defende o Executivo.


O Governo defende que as três barragens da Iberdrola no rio Tâmega têm vantagens ambientais. A electricidade produzida a partir de fontes renováveis vai contribuir para a redução de emissões poluentes, aponta o Executivo. A água usada para produzir electricidade vai substituir o uso de combustíveis fósseis como o carvão, reduzindo as emissões.

"Nas questões ambientais, apesar de algumas dimensões menos boas, existem também aspectos que devemos enunciar como positivos. É esse equilíbrio entre aquilo que são as questões menos boas com as que são boas que estes projectos fazem sentido", começou por explicar o secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins (na foto ao centro).

"A mais-valia resultante de mais energia a partir de fontes renováveis é um contributo importante para a redução dos efeitos de gases estufa e é uma peça relevante para que possamos cumprir os compromissos assumidos em Paris", afirmou, referindo-se à cimeira de alterações climáticas que teve lugar na capital francesa em 2016, a COP21.

As declarações do governante tiveram lugar esta quinta-feira, 9 de Fevereiro, em Ribeira de Pena, Vila Real, onde a Iberdrola fez uma apresentação do projecto à imprensa e autoridades oficiais.

A eléctrica espanhola está a construir três centrais hidroeléctricas no valor total de 1.500 milhões de euros nesta região com uma capacidade instalada de 1.158 megawatts (MW). As obras tiveram início em 2014 e vão estar concluídas em 2023.

O projecto tem sido bastante criticado pelo grupo ambientalista Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente (GEOTA) que considera que as três barragens vão encarecer a factura da luz em 2% a 3%. "É uma fraude", disse o presidente da GEOTA em entrevista à SIC Notícias esta quinta-feira. João Joanaz de Melo defende que o projecto é irrelevante em termos de produção de energia eléctrica e que vai afectar a economia local do Tâmega.

O Governo também fez questão de assegurar que vai acompanhar o projecto de perto para assegurar que  as regras ambientais são cumpridas. "As autoridades do ambiente vão estar muito atentas ao cumprimento daquilo que são as medidas preconizadas na declaração de impacte ambiental porque isso é a garantia que estão salvaguardadas as principais questões ambientais", afirmou Carlos Martins.

André Cabrita-Mendes , in Jornal de Negócios - 9 de Fevereiro de 2017

PNBEPH - TÂMEGA: Barragens da Iberdrola no Alto Tâmega são "uma fraude"






PNBEPH - TÂMEGA
Barragens da Iberdrola no Alto Tâmega são "uma fraude"

Associação ambientalista GEOTA defende que o retorno real das barragens “é insignificante face aos impactes sociais, ambientais, culturais e económicos do projeto". Bloco propôs eliminação de subsídio de 22 milhões às barragens da Iberdrola e da EDP.

Foto de José Coelho, Lusa.

Esta quinta-feira, a Iberdrola apresentou publicamente, em Ribeira de Pena, o Sistema Eletroprodutor do Tâmega (SET), que inclui a construção de três barragens. Segundo a empresa, a partir de 2023, este sistema permitirá a produção anual de "1.760 gigawatts hora (GWh), ou seja, 0,6% do consumo elétrico do país".

João Joanaz de Melo, do Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente (GEOTA), afirmou, em comunicado, citado pela agência Lusa, que este projeto é "uma fraude", acusando o Governo "de laxismo".

Segundo o ambientalista, quando, em abril de 2016, se reavaliou o Programa Nacional de Barragens, no âmbito do acordo entre o Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV) e o PS, "recusaram-se a olhar para o que ia ser feito no Tâmega".

"As obras ainda não tinham começado, de facto, e o acordo referia explicitamente este projeto. Havia alguns acessos, um túnel técnico e nada mais. O PS ignorou o acordo, o PEV deixou que fosse ignorado e o Governo fez de porteiro da Iberdrola, deixando-a entrar à vontade para destruir um rio que é ganha-pão de centenas de famílias -- na produção agrícola, no vinho verde, nos desportos de águas bravas", acusa João Joanaz de Melo.

O GEOTA, que sempre se opôs à implementação do projeto, afirmou ter feito "as contas", contestando o valor apresentado pela empresa no que respeita "à real produção destas obras".

"O SET contribuirá apenas com 0,1% da energia nacional e 0,6% da eletricidade produzida. A diferença explica-se com o critério de avaliação: a Iberdrola invoca a produção bruta e o GEOTA defende que o que deve ser avaliado é a produção líquida. Isto é, a eletricidade efetivamente injetada na rede nacional e pronta a ser consumida", assinala a ONG.

Marlene Marques, presidente do GEOTA, alertou ainda que "a criação de emprego é uma falácia, pois são postos de trabalho temporários".

"Por via da destruição dos solos férteis e do último rio com um grande troço livre em Portugal, destroem-se postos de trabalho locais na agricultura e turismo de natureza", acrescentou a ambientalista.

Marlene Marques salientou ainda que "o retorno real das novas barragens do Tâmega é insignificante face aos impactes sociais, ambientais, culturais e económicos do projeto" e que com a evolução esperada das alterações climáticas na região mediterrânica, "tenderá a reduzir-se ainda mais nas próximas décadas".

As novas barragens do Tâmega, em conjunto com Foz Tua (concessionada à EDP), fazem parte do Programa Nacional de Barragens de Elevado Potencial Hidroelétrico e, segundo o GEOTA, beneficiam de um "subsídio direto do Estado de 21,6 milhões de euros, por ano, durante 10 anos".

Bloco propôs eliminação do subsídio de 22 milhões às barragens da EDP e Iberdrola

No âmbito do debate na especialidade do Orçamento do Estado para 2017, o Bloco de Esquerda propôs o fim dos incentivos ao investimento em novas barragens atribuído à EDP e Iberdrola.

"O subsídio às novas barragens não se justifica sob nenhum ponto de vista e devia ter sido terminado há muito tempo", afirmou o deputado bloquista Jorge Costa em declarações ao jornal de Negócios.

Segundo o dirigente do Bloco, "não há qualquer interesse público visível, mas tão somente um benefício perverso e injustificado às concessionárias dos empreendimentos".

Quanto às hídricas ainda por construir, Jorge Costa defendeu que "na ausência deste subsídio, estas barragens seriam revistas, e isso seria bom, pois são barragens totalmente inúteis e excedentárias, e ambientalmente absurdas".

O deputado lembrou que "não há qualquer custo para o Estado na eliminação deste subsídio, pois ele não consta nas obrigações contratuais entre o Estado e as concessionárias", sendo que, inclusive, o subsídio é "frontalmente contrário às recomendações da Comissão Europeia" e da troika, "devendo ser classificado como mais uma renda excessiva do sector elétrico".


in Esquerda - 9 de Fevereiro de 2017

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

NOVA ZELÂNDIA - BARRAGEM: Jovem morre arrastada após abrirem fronteiras da barragem onde nadava






NOVA ZELÂNDIA - BARRAGEM

JOVEM MORRE ARRASTADA APÓS ABRIREM AS COMPORTAS DA BARRAGEM ONDE NADAVA

Central enviou alerta sonoro para avisar que portas da barragem seriam abertas, mas jovem não conseguiu salvar-se a tempo.


Rachael Louise De Jong

Uma jovem de 21 anos morreu enquanto nadava no rio Waikato, na Nova Zelândia, depois de terem sido abertos canais da barragem, sem que esta estivesse à espera.
Rachael De Jong seria uma das quatro jovens que estariam a nadar quando as águas do rio aumentaram. As restantes conseguiram, a tempo, salvar-se mas o corpo de Rachael foi arrastado pela força da corrente. O seu corpo foi recuperado na segunda-feira.



Segundo o Daily Mail, terá tocado durante cinco minutos o alarme que indica que as postas da barragem serão abertas. Durante esse período as jovens tentaram pôr-se a salvo em cima de uma rocha, onde estaria um homem a tentar ajudá-las.
“Não estou certa se ela também tentou saltar ou se a água já estava demasiado elevada, mas ela foi arrastada com uma rapidez impressionante antes de conseguir saltar para a rocha”, conta uma testemunha.
Rachel não sobreviveu ao incidente. Amigos recordam-na como uma jovem sempre de sorriso rasgado.
Já a empresa responsável pelo controlo das barreiras da barragem lembra que existem vários sinais de aviso na zona, que alertam para perigo que é nadar naquela zona do rio.

Andrea Pinto, in Notícias ao Minuto - 8 de Fevereiro de 2017

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

RIO TÂMEGA - INTERNACIONAL: AECT Chaves-Verín manifesta importância de valorizar o rio Tâmega para futura criação de uma reserva transfronteiriça






RIO TÂMEGA - INTERNACIONAL
AECT Chaves-Verín manifesta importância de valorizar o rio Tâmega para futura criação de uma reserva transfronteiriça

A Confederação Hidrográfica do Douro do Ministério de Agricultura e Pesca, Alimentação e Meio Ambiente, com a colaboração da Administração Hidrográfica do Norte de Portugal e o Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial – AECT Verín-Chaves, realizaram na quinta-feira passada, dia 2, uma jornada formativa e informativa centrada em aspetos de planificação relativos à gestão da água.  

No encontro, que se realizou na sede da Eurocidade Chaves-Verín, o presidente do AECT Chaves-Verín demonstrou interesse em valorizar o rio Tâmega como eixo  vertebrado deste território transfronteiriço.
António Cabeleira frisou “a importância da coordenação e da gestão conjunta  entre as administrações públicas de Portugal e Espanha” que na sua opinião se “torna fundamental e imprescindível”.

Por seu lado, Diego Lourenzo, vice-presidente do Concello de Verín, salientou os investimentos já realizados nesta área transfronteiriça, através do projeto “VALTAMEGA”, cujo investimento é de 450 mil euros, valor proveniente de verbas próprias e europeias, e que se destinam  à valorização do rio Tâmega. O projeto “VALTAMEGA” compreende várias ações tais como a construção da Ecovia, a criação de zonas eco saudáveis, de rotas de avifauna, de stands e locais de interpretação ambiental, englobando ainda ações de sensibilização, limpeza e análise das águas, a implementação de planos de combate a inundações, entre outras.

O nosso objetivo é bem claro”, explicou Diego Lourenzo: “Trabalhar para que o rio Tâmega seja distinguido, a médio prazo, como reserva da biosfera transfronteiriça. Para tal, precisamos do compromisso dos dois governos, o nosso já o têm”.

A jornada contou com a presença de Diego Lourenzo, vice-presidente do Concello de Verín, António Cabeleira, presidente da Assembleia da Eurocidade Chaves-Verín, Roberto Castro García, subdelegado do Governo em Orense, Juan Ignacio Diego Ruiz, presidente da Confederação Hidrográfica do Douro e Pimenta Machado, da Administração Hidrográfica do Norte.

Este encontro inseriu-se nas ações de informação e formação organizadas pela Confederação Hidrográfica do Douro sobre diferentes aspetos técnicos e legais relacionados com a gestão do Domínio Público Hidráulico. Estas ações decorrem no âmbito do programa “Escolas de Rios”, que pretende promover às administrações locais formação e assessoria em temas relativos à gestão da água (abastecimento, saneamento e depuração) e do território (urbanismo, prevenção de riscos por inundações e ferramentas de gestão educativas). A jornada foi dirigida aos municípios ribeirinhos do rio Tâmega, quer da parte espanhola, quer da parte portuguesa, tendo como referência territorial as cidades de Chaves e Verín.

in Diário Actual - 7 de Fevereiro de 2017

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

PNBEPH - RIO TÂMEGA: EDP negoceia compensações com os municípios pela barragem de Fridão








PNBEPH - RIO TÂMEGA
EDP NEGOCEIA COMPENSAÇÕES COM OS MUNICÍPIOS PELA BARRAGEM DE FRIDÃO
Governo garante que a empresa vai pagar contrapartidas às cinco autarquias da área da barragem e põe na mesa um valor de seis milhões.

A empresa liderada por António Mexia reuniu com os municípios em Janeiro no Ministério do Ambiente

 
A construção da barragem de Fridão, pela EDP, foi adiada no ano passado, na sequência da revisão do Plano Nacional de Barragens. A decisão sobre se este projecto no Tâmega alguma vez sairá do papel só é esperada em 2019, mas, até lá, o Governo espera que a empresa pague aos municípios da sua área de abrangência as contrapartidas que foram acordadas quando a construção ainda era uma certeza. 

“O contrato que adia o projecto e dá garantias a todas as partes de que nada se perde” foi assinado em Dezembro, entre o Estado e a EDP, revelou o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, ao PÚBLICO. O objectivo é que os compromissos que a empresa assumiu com as autarquias de Amarante, Ribeira de Pena, Mondim de Basto, Celorico de Basto e Cabeceiras de Basto “vão cumprir-se, independentemente de a barragem ser construída”, sublinhou o governante.

No caso de Girabolhos (Mondego), que foi definitivamente cancelada, a Endesa acordou no final do Verão com quatro municípios – Seia, Gouveia, Mangualde e Nelas – a atribuição de “um envelope de dois milhões de euros” a cada um, que já estão ser pagos, afirmou ao PÚBLICO o presidente da empresa, Nuno Ribeiro da Silva. 

Relativamente a Fridão, a primeira reunião que juntou no Ministério do Ambiente responsáveis da eléctrica e os vários presidentes de câmara só se realizou em Janeiro, quase nove meses depois de o ministro ter anunciado que o projecto ficava suspenso por três anos até nova avaliação. Nessa data, Matos Fernandes assegurou que as contrapartidas aos municípios seriam pagas em qualquer cenário e que esses dossiês seriam fiscalizados pelo seu gabinete.

A expectativa era a de que o valor das compensações da EDP se aproximasse dos seis milhões acordados entre a Endesa e os quatro autarcas dos distritos de Guarda e de Viseu para o cancelamento de Girabolhos. “As contrapartidas [para o Fridão] têm um valor superior, mas dentro destes três anos creio que rondarão esse valor”, de seis milhões, disse Matos Fernandes ao PÚBLICO, antes de a EDP iniciar contactos com os municípios.

A empresa não se compromete com quaisquer montantes. Questionada pelo PÚBLICO, a EDP assegurou que, “tal como previsto, decorrem as conversas com os municípios”. O objectivo, segundo fonte oficial da companhia, é a “identificação conjunta de projectos abrangidos nos protocolos já existentes, visando sua implementação faseada”.

“Não há valores acordados, nem as negociações estão fechadas”, adiantou o presidente da Câmara de Mondim de Basto (distrito de Vila Real). “O mais importante não é o montante financeiro”, frisou o autarca, Humberto Costa, que em Abril manifestou preocupação pelo facto de o adiamento do projecto poder comprometer a construção de uma via de ligação à vizinha Celorico de Basto (Braga), que ficou prometida em 2010, num protocolo assinado entre o município, a EDP e a antiga Estradas de Portugal.

E se em Cabeceiras de Basto (Braga) se espera “para breve a conclusão” das “negociações” tendo em vista “a execução dos protocolos” assinados com a EDP (como adiantou ao PÚBLICO fonte do gabinete do presidente, Francisco Alves), em Celorico de Basto “não existe nada de concreto” nem “nada no papel” que indique qual será o desfecho deste processo. É que os pressupostos mudaram, frisou o presidente da Câmara, Joaquim Monteiro e Silva: “Os protocolos foram assinados numa lógica de que a barragem iria ser construída” e agora não se sabe o que vai acontecer, adiantou o autarca, criticando o “arrastar de uma história” que há anos mantém a região em suspenso -- a EDP ganhou o concurso em 2008 e a central deveria ter entrado em operação em 2016.

Dizendo que “nunca ouviu falar de valores”, o autarca frisou que a indefinição faz com que se mantenha uma porção do território “condicionada”, que impede quaisquer “actuações ao nível do ordenamento do território”, sejam investimentos turísticos, sejam projectos de tratamento e saneamento de águas ou de planeamento urbanístico, exemplificou.

Incerteza definitivamente ultrapassada pelos quatro municípios que viram o projecto de Girabolhos cancelado e onde “nunca houve necessidade de pôr compromissos no papel”, segundo Nuno Ribeiro da Silva. “Não há compensações, mas sim um reconhecimento e respeito pelos quatro municípios”, disse o gestor, referindo que os seis milhões de euros estão a ser aplicados em “equipamentos sociais, estradas, projectos ambientais ou ligados a entidades desportivas”.

Ana Brito, in Público - 1 de Fevereiro de 2017

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

AMBIENTE - EROSÃO COSTEIRA: Construção de barragens contribui para a diminuição do areal das praias









AMBIENTE - EROSÃO COSTEIRA
Construção de barragens contribui para a diminuição do areal das praias

O armazenamento de sedimentos nas barragens, que anteriormente eram transportados pelo caudal dos rios até à sua foz e, consequentemente, até à linha de costa tem aumentado e é apontado por alguns especialistas como um dos vários fatores que contribuem para o problema.


É comum ouvirmos a população mais velha, que em tempos o areal nazareno era de maiores dimensões. Este servia para “estacionar” os barcos com a ajuda da força de bois – isto porque ainda não existia o porto de abrigo -, para as mulheres secarem o peixe e tanto no passado, como no presente, para os banhos de sol no decorrer da época balnear. Porém, de momento as coisas são diferentes, isto porque o areal da Nazaré tornou-se quase exclusivamente um ponto de atração turístico. No entanto à semelhança de outros, é vítima de alguns problemas que não são somente da responsabilidade do Homem mas também da própria natureza.

Praia da Nazaré (http://images.turismoenportugal.org/Praia-de-Nazare.jpg)
Os tempos mudaram e o mundo alterou-se, o que em tempos era encarado como um possível problema, hoje é uma realidade mas nada acontece por acaso. Comecemos por explorar a erosão costeira, um problema que ultimamente tem deixado marcas.
A erosão costeira é um processo que ocorre ao longo da linha de costa, atingindo promontórios, costões rochosos, falésias e praias. Esta erosão é provocada pela ação das águas do mar, que atua sobre os materiais presentes no litoral modificando-os através da sua ação química e da sua ação mecânica, que quando se torna mais severa e tem uma duração maior, torna-se uma ameaça para as áreas de interesse socioeconômico e ecológico.
Outra das causas que podemos referir são as diversas barragens espalhadas pelo nosso país que têm contribuído para o aumento da diminuição das praias. Como sabemos as barragens são uma aposta relativamente recente no nosso país, e que de facto nos trazem muitas vantagens, entre elas a regulação do caudal dos rios durante todo o ano, sendo ainda utilizadas para gerar energia a partir de uma fonte limpa, renovável e sem emissões de dióxido de carbono para a atmosfera, gerando empregos, entre outros fatores.
No entanto, estas apresentam uma grande desvantagem relacionada com a questão do armazenamento de areias, que tanta falta fazem nas praias, isto porque segundo Bordalo de Sá, em declarações à Lusa se estima “que a quantidade de areia transportada era na ordem dos dois milhões de toneladas por ano e agora, 60 anos depois, o caudal sólido está reduzido a 250 mil toneladas” (12 de Maio de 2013 Jornal Público).
Tendo em conta aspetos mais naturais, a diminuição da quantidade de areia nas praias pode estar relacionada com a subida do nível das águas do mar, pois vivemos num mundo onde os problemas ambientais são cada vez maiores, nomeadamente o aumento progressivo do buraco na camada de ozono que por sua vez faz diminuir a camada que protege a terra da radiação solar, o que aumenta os níveis da temperatura contribuindo assim para o derretimento de calotas polares que vão causar o aumento da quantidade de água nos mares.
Estes são alguns elementos que contribuem, não só para a diminuição do areal nazareno, como também de todas as outras praias existentes, e que segundo dados publicados pelo Jornal Público no dia 12 de Maio de 2013, colocam “60% da linha de costa do Norte do país (…) em risco por falta de areia (…)” além de “ (…) 52% da costa na zona centro. Bordalo e Sá alerta que “algumas praias podem desaparecer (…)” sendo os casos do “Algarve e no Alentejo o problema (…) maior.”
Bárbara Araújo (Externato Dom Fuas Roupinho), in Jovens Repórteres para o Ambiente - 31 de Janeiro de 2017

sábado, 21 de janeiro de 2017

UTAD (VILA REAL) - AULA ABERTA: APROPRIAÇÃO E MERCANTILIZAÇÃO DOS RECURSOS NATURAIS E SERVIÇOS DOS ECOSSISTEMAS: UMA (FALSA) SOLUÇÃO?


UTAD (VILA REAL) - AULA ABERTA
APROPRIAÇÃO E MERCANTILIZAÇÃO DOS RECURSOS NATURAIS E SERVIÇOS DOS ECOSSISTEMAS: UMA (FALSA) SOLUÇÃO?



 
Profª. Doutora Lívia Madureira, Curso de Doutoramento (3.º Ciclo) em Desenvolvimento, Sociedades e Territórios - UTAD (Vila Real) - 21 de Janeiro de 2017