terça-feira, 7 de setembro de 2010

Rio Tâmega - Amarante: Amarante: ETAR junto ao Tâmega vai encerrar acabando com o mau cheiro, dentro de dois anos aproximadamente!

Rio Tâmega - Amarante
ETAR junto ao Tâmega vai encerrar acabando com o mau cheiro, dentro de dois anos aproximadamente!



> Amarante: ETAR junto ao Tâmega vai encerrar acabando com o mau cheiro

Assim está bem! Nada de vir cá com desculpas de mau pagador, como se as pessoas sofressem todas de problemas nasais, e só os socialistas do executivo camarário não sentissem os maus cheiros...

Não há nada como enfrentar os problemas, sem enterrar a cabeça na areia e começar a falar verdade. Há muito que se sabe que a ETAR de Amarante funciona mal, só mesmo quem não quer cheirar e esta parece-me uma boa solução para este grave problema que enfrentamos. Porque a qualidade das águas do Rio Tâmega, há muito que é miserável, embora certas pessoas teimem em dizer que não, que deve ser um problema do nosso nariz... mormente alguns políticos socialistas!


Amo demais o Rio Tâmega e Amarante, por isso fico contente por, finalmente, mais vale tarde do que nunca, a autarquia de Amarante ter acordado para a realidade, inexorável. Embora reconheça que Hoje já é tarde, infelizmente para o Rio Tâmega!



Destroços de um Rio completamente destroçado pela impunidade Humana!

Helder Barros, in Helder Barros - 7 de Setembro de 2010

Amarante: Água Podre no Rio Tâmega.

Amarante
Água Podre no Rio Tâmega

Tenho que discordar, que o facto de ter havido muitos incêndios florestais naquela região, em pouco ou nada vai afectar a corrente das águas do Tâmega e muito menos formar toda aquela espuma

A matéria orgânica decomposta pelo fogo e erodida pelas águas da chuva, o que ainda não aconteceu, podem na verdade colorar a água com tons cinzentos mas nunca dar-lhe aquele aspecto sebento.

Rodrigo Oliveira, in Corrente Natural - 7 de Setembro de 2010
Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega (Amarante)

Pegada na água acentua-se: Recursos hídricos sofrem pressão crescente




Pegada na água acentua-se
Recursos hídricos sofrem pressão crescente


Até um frango chegar à nossa mesa são consumidos 3900 litros de água. O fabrico de uma t-shirt implica o gasto de 2700 litros e só uma folha de papel A4 chega aos dez. A pegada humana nos recursos hídricos está a reduzir-lhes a qualidade e a quantidade.

O alerta chega, desta vez, das organizações e especialistas reunidos na Semana Mundial da Água, que decorre em Estocolmo até ao próximo dia 11: a água está a ficar com menor qualidade e mais poluída. Por todo o mundo, é extraída, utilizada, reutilizada e rejeitada a um ritmo crescente.

O tratamento nem sempre é feito antes de alcançar de novo o meio aquático. A sua contaminação aumenta e nesse fenómeno participam também, já de forma preocupante, fertilizantes agrícolas, produtos industriais e mesmo substâncias activas de medicamentos, depois de excretadas pelo organismo humano.

Entre os produtos que vão parar ao meio aquático estão os pesticidas, retardantes de fogo, substâncias esteróides e hormonas das pílulas contraceptivas. Biólogos têm observado em muitas regiões que tais substâncias levam espécies de peixe a mudar de sexo, o que põe em causa o equilíbrio dos ecossistemas.

Segundo o Instituto Internacional da Água de Estocolmo, que organiza esta conferência há 20 anos, "a poluição da água está a aumentar a nível mundial". Todos os dias são lançados dois milhões de toneladas de efluentes de origem humana em ribeiras, rios, lagos e mares. Nos países em desenvolvimento, cerca de 70% dos efluentes industriais não são sujeitos a tratamento.

A água e o saneamento foram declarados como direitos de toda a pessoa pelas Nações Unidas, numa declaração aprovada no passado dia 28 de Julho. Mas o acesso a esses direitos está longe de ser alcançado. Cerca de 2,5 mil milhões de habitantes do planeta, entre os mais de seis mil milhões existentes, não têm acesso a saneamento básico. E falta em muitas regiões a água potável: as Nações Unidas estabeleceram como necessidade individual entre 20 a 50 litros de água não contaminada por dia e por pessoa.

A falta dessa garantia implica doenças, muitas delas fatais, sobretudo em crianças. Em cada ano morrem 1,8 milhões de cólera e outros males por falta de condições sanitárias. Em todo o Mundo, 87% da população (5,5 mil milhões) ainda usam fontes improvisadas para se abastecerem de água potável. Cerca de 884 milhões não têm mesmo acesso a ela, usando poços e outras fontes sem qualquer tratamento.

As regiões mais afectadas pela escassez de água continuam a ser a Ásia, África e parte da América do Sul. Mas a Europa, ainda que beneficie de sistemas de abastecimento e saneamento com larga cobertura, não escapa aos problemas. Há, segundo a Agência Europeia do Ambiente, oito países que já podem ser considerados como tendo dificuldades com a água. São eles a Alemanha, Inglaterra e País de Gales, Itália, Malta, Bélgica, Espanha, Bulgária e Chipre. No conjunto, isto equivale a 46% da população europeia.

A situação não pode dar largas a optimismos: 60% das cidades europeias estão a sobre-explorar as reservas subterrâneas e 20% das águas superficiais estão seriamente ameaçadas pela poluição.

Portugal, Espanha e Itália são os campeões europeus e mundiais do consumo de água (gastamos, agricultura incluída, entre 2100 a 2500 metros cúbicos por pessoa e por ano). Os EUA ocupam o topo do consumo, com 2480 metros cúbicos.


Eduarda Ferreira, in Jornal de Notícias, N.º 98, Ano 123 (p. 51) - 7 de Setembro de 2010

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Petição: Salvar o Tâmega







Petição
Salvar o Tâmega

Ajude-nos a evitar a construção de barragens no Rio Tâmega e assim evitar o contributo para a catástrofe ambiental!

Os rios portugueses estão perante uma grave ameaça – a construção de 11 novas grandes barragens. 5 das quais, na bacia do Tâmega!

Tal tem sido vendido como um factor de desenvolvimento económico, social e até ambiental mas os factos evidenciam uma enorme destruição ambiental, a perda de muitas centenas de hectares de terrenos produtivos e/ou protegidos, a deterioração da qualidade da água e a perda irreversível de património cultural. Estes e muitos outros prejuízos por um acréscimo de apenas 3% de produção de electricidade. Prejuízos que têm sido anunciados como indispensáveis muito embora sejam conhecidas alternativas que permitiriam atingir os mesmos objectivos: reforço de barragens já existentes, eficiência energética, outras energias renováveis, etc…

Salvar o Tâmega, in Causes - 6 de Setembro de 2010

Rio Tâmega - Amarante: COMEÇARAM AS OBRAS DA NOVA ETAR DE VILA CAÍZ COM CAPACIDADE PARA 50.000 PESSSOAS







Rio Tâmega - Amarante
COMEÇARAM AS OBRAS DA NOVA ETAR DE VILA CAÍZ COM CAPACIDADE PARA 50.000 PESSSOAS
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Num investimento estimado em cerca de 9.000.000 de euros, as Águas do Noroeste apostam em dois anos para a nova infra-estrutura estar a funcionar.

Finalmente a tão desejada ETAR de Vila Caíz começou a ser construída, cuja capacidade de tratamento de esgotos e águas residuais comporta todos os habitantes do concelho de Amarante. Como é por demais sabido, a ETAR de Amarante não responde de forma eficaz às necessidades actuais, sendo desctivada logo após a entrada em funcionamento do novo empreendimento. 


Os maus cheiros provocados pela Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) no centro de Amarante são as maiores razões de queixa dos amarantinos que agora verão este problema resolvido.

O Amarante Tv/Amarante Jornal acompanhou a visita ao local de vereador camarário Carlos Pereira e Paulo Queirós, administrador das Águas do Noroeste, na qualidade de dono de obra.


Para o administrador das Águas do Noroeste “esta é uma das mais importantes infra-estruturas que integram o sistema, por isso estamos muito satisfeitos com o arranque da obra”.


Paulo Queirós esclarece que a nova ETAR “estará equipada com as tecnologias mais modernas nesta área de tratamento de esgotos, com arejamento prolongado e irá ter o tramento de biogás produzido no tratamento das lamas e não trará quaisquer tipo de problemas para a vizinhança”.


Carlos Pereira, responsável pelo ambiente da edilidade referiu-nos que “esta é uma notícia que a câmara esperava já á algum tempo e demorou mais alguns meses por causa das expropriações”.


O Veredor conhece o mal-estar da população, consequência do deficiente laborar da ETAR de S. Gonçalo: “Durante o Verão tem sido regular os cheiros que pertubam a cidade, umas vezes por problemas técnicos, outros por descargas ilegais. São questões pontuais mas reconhecemos esse problema”.


Para finalizar o autarca quis sossegar a população dizendo que “queria alertar a população de Vila Caíz que não se trata de transferir o cheiro, trata-se de fazer uma obra nova dimensionada para 50.000 pessoas com moderna tecnologia e coberta, para não provocar cheiros”.


Delfim Carvalho, in @marante.jornal - 06 de Setembro de 2010

domingo, 5 de setembro de 2010

Barragens: "Tâmega e Patagónia a mesma luta"

Barragens
"Tâmega e Patagónia a mesma luta"

O José Emanuel Queirós faz um paralelismo interessante: duas realidades, em espaços físicos quase opostos, padecem do mesmo mal.

O mal, é facilmente identificado: é algo que se junta misturando a ganância de multinacionais, desrespeito por leis ambientais e por aquilo que estas pretendem proteger (nós, meus amigos), o consentimento (criminoso) e a passividade dos dirigentes sociais e políticos.

No Tâmega, tal como na Patagónia, vivemos o mal globalizado, pois o bem (aquilo que estes piratas intitulam de lucro e dividendos) é distribuído localmente -entenda-se, para os bolsos destes grandes "investidores".


Marco Gomes, in Remisso - 5 de Setembro de 2010
Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega (Cabeceiras de Basto)

sábado, 4 de setembro de 2010

Amarante - Descarga poluente rio Tâmega








Amarante
Descarga poluente rio Tâmega




O Bloco de Esquerda anunciou que vai questionar o Ministério do Ambiente sobre uma nova descarga poluente de que terá sido alvo o rio Tâmega denunciada pelo Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega (MCDT).

A descarga, segundo fonte do Movimento foi, aonteontem, detectada a cerca de cinco quilómetros a montante da cidade, na margem direita do rio, em Gatão.

“Tudo indica tratarem-se produtos químicos cujos vestígios se estendiam mais acima a Fridão”, explicou, Emanuel Queirós do MCDT. O responsável admitiu que ainda possa ser formulada uma queixa formal às autoridades, mas que até agora não foi feito devido ao período de férias da maioria dos activistas das organizações a que pertence.

Em face da situação agora conhecida, o Bloco de Esquerda pergunta ao Ministério “se tem conhecimento das descargas ilegais”, “se confirma descargas de esgotos não tratados” “qual a sua causa”, “quais as medidas vai adoptar e que planos tem para proceder à requalificação do rio Tâmega, um dos mais poluídos do país”.


António Orlando, in Rádio Clube Penafiel - 4 de Setembro de 2010

Amarante: BE questiona sobre descarga poluente no Tâmega




Amarante
BE questiona sobre descarga poluente no Tâmega


António Orlando, in Jornal de Notícias, N.º 95, Ano 123 (p. 18) - 4 de Setembro de 2010

BARRAGENS - Chile e Portugal: Tâmega e Patagónia a mesma luta

BARRAGENS - Chile e Portugal
Tâmega e Patagónia a mesma luta


No Tâmega (Portugal) e na Patagónia (Chile), territórios situados em hemisférios opostos do mesmo mundo de interesses, pairam ameças semelhantes provindas de negócios estatais com empresas bem nossas conhecidas.

Ignorando a terra e as pessoas, cilindrando tudo quanto a Terra dá aos autóctones em chão e ambiente, a selvajaria mercenária que dita o superior interesse hidroeléctrico campeia por esse mundo fora numa sofreguidão infernal em figurino travesti.

Tal como no Tâmega - onde se perspectiva a morte da água, do rio e da bacia, dos ecossistemas ribeirinhos e de todo o património natural e construído no vale, em seis «grandes» represas absurdas (uma já está construída a barrar as águas com os efeitos que se conhecem, e com as autoridades a assobiar para o lado e meter ao bolso o produto do garimpo) - numa ameaça demoníaca permanente que se erguerá sobre e a montante da cidade de Amarante (3 barragens concessionadas à Iberdrola e 1+1 concessionada à EDP), na Patagónia chilena, ameaça semelhante (5 «grandes» barragens hidroeléctricas!) recai sobre dois rios, dos que estão em melhor estado natural: Baker e Pascua.

Em ambos os casos sempre os mesmos apetites a saciar, cada qual com as suas particularidades, gerando privações aberrantes aos povos deserdados dos dois países por ambos os governos, com as monstruosidades a ganharem enormes proporções tanto em Portugal (Europa) como no Chile (América do Sul), com maior sacrifício sobre o Tâmega (Portugal).


"El mundo y la humanidad se encuentran hoy en un punto de inflexión sin precedentes históricos. Sin duda la historia pasará la cuenta respecto de quienes, por ambiciones personales o corporativas, sumaron caos y entropía al proceso en estos difíciles momentos. También reconocerá a quienes, por amor a la creación y solidaridad generacional, se la jugaron denodadamente por un mundo mucho mejor." (CDPC)

No Chile (Patagónia) e em Portugal (Tâmega), por semelhante brutalidade, as populações erguem o mesmo estandarte da paz e desenvolvimento, sustentadas nos mesmos valores civilizacionais e nos princípios da sustentabilidade consagrados na Lei.

José Emanuel Queirós - 4 de Setembro de 2010
Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega (Amarante)

Texto reproduzido in O Chato.


> Livro (pdf)

Consejo de Defensa de la Patagonia Chilena, in Patagonia Chilena ¡Sin Represas! (Chile)

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Tâmega - AMARANTE: Câmara admite poluição no Tâmega, mas garante qualidade da água da rede pública






Tâmega - AMARANTE
Câmara admite poluição no Tâmega, mas garante qualidade da água da rede pública

“Para já não há motivos para alarme. Quero tranquilizar a população”, acrescentou Carlos Pereira

O vereador do Ambiente na Câmara de Amarante, Carlos Pereira, admitiu hoje à Lusa que o rio Tâmega, a montante da cidade, apresenta “sinais de aparente poluição”, mas garante que está assegurada a qualidade da água para abastecimento público.

“Foram tomadas todas as precauções. Os nossos serviços da estação de tratamento (ETA) redobraram os cuidados com o controlo da qualidade da água captada no Tâmega em Amarante, para que a mesma tenha a qualidade exigida”, frisou o autarca.
“Para já não há motivos para alarme. Quero tranquilizar a população”, acrescentou o autarca à Lusa.

O Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega alertou hoje em comunicado para “descargas ilegais” de efluentes, alegadamente ocorridas nos últimos dias neste curso de água, a montante de Amarante.

Emanuel Queirós, daquele movimento, diz que na quinta feira eram visíveis na água manchas e espuma na zona do Borralheiro, a cerca de quatro quilómetros de Amarante, atribuindo a situação a descargas ilegais de efluentes de explorações agropecuárias, que não identificou.

Face à situação, os técnicos da autarquia, acompanhados por militares da GNR do Serviço de Proteção de Natureza e Ambiente (SEPNA) deslocaram-se à zona de Fridão, onde foram encontradas nas duas margens manchas e espuma, e ali fizeram a recolha de amostras para análise.

“Vamos analisar, mas tudo aponta para que não se trate de uma situação grave, até porque não parece haver peixes mortos nem cheiros”, afirmou o vereador.

Carlos Pereira acrescentou que tudo aponta para que a poluição já venha da região de Basto, a montante de Amarante, porque, sublinhou, já foram avistados sinais na zona da Ponte de Arame, próxima do limite do concelho.

“Talvez possa ter a ver com os muitos incêndios que houve nessa zona”, observou.

Também hoje o movimento de cidadãos alertou para a poluição que tem sido avistada no rio junto ao parque desportivo da Costa Grande, próximo do centro da cidade.

O vereador confirmou à Lusa que essa situação, que “aconteceu duas ou três vezes”, foi identificada pelos serviços, que a atribuíram a avarias na bomba de uma estação elevatória que encaminha os efluentes para a estação de tratamento localizada a jusante da cidade.

“As avarias, após terem sido detectadas, foram de imediato resolvidas”, afirmou Carlos Pereira, admitindo no entanto que enquanto tal não ocorreu foram lançados esgotos para o rio.

O vereador sublinha que o problema só será definitivamente resolvido quando estiver concluído o novo emissário, cujo projecto está em execução, o qual, explicou, conduzirá os efluentes à estação de Vila Caiz, esta já em construção.


Armindo Mendes (Lusa), in Tâmega online - 3 de Setembro de 2010

AMARANTE - Tâmega: Movimento de cidadãos alerta para descargas de efluentes no Tâmega







AMARANTE - Tâmega
Movimento de cidadãos alerta para descargas de efluentes no Tâmega
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“São situações deploráveis. Alguns estão a prejudicar os recursos naturais que são de todos, perante a displicência das autoridades locais e regionais”, disse à Lusa Emanuel Queirós

O Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega alertou hoje, em comunicado, para “descargas ilegais” de efluentes, alegadamente ocorridas nos últimos dias neste curso de água, a montante de Amarante.


“São situações deploráveis. Alguns estão a prejudicar os recursos naturais que são de todos, perante a displicência das autoridades locais e regionais”, disse à Lusa Emanuel Queirós, daquele movimento de cidadãos.

Emanuel Queirós diz que na quinta feira eram visíveis, na água, manchas e espuma na zona do Borralheiro, a cerca de quatro quilómetros de Amarante, atribuindo a situação a descargas ilegais de efluentes de explorações agropecuárias, que não identificou. “Esta é uma situação do terceiro mundo”, lamentou, considerando que o rio está votado "ao total desprezo das autoridades".

O activista garante que esta situação não é nova e lembra que recentemente terão sido realizadas descargas de efluentes no curso do rio que atravessa a cidade, com origem na rede de saneamento. 

Essas descargas, acrescentou à Lusa, “foram visíveis junto ao açude da Feitoria e poderão ter sido provocadas por problemas num colector de esgotos da Ribeira do Fontão”. “A cada passo o açude apanha um banho de porcaria. O colector a cada passo está entupido e debita tudo para o rio. São situações deploráveis que não deviam acontecer e que merecem das autoridades acção para a resolução de problemas que só nos reportam um estado de terceiro mundismo, que não podemos aceitar”, afirmou.

A Lusa contactou a GNR e a Câmara de Amarante, mas ambas as entidades alegaram desconhecer a situação. O comandante da força policial, capitão Babo Nogueira, e o vereador do Ambiente, Carlos Pereira, disseram à Lusa que vão averiguar a situação.

Armindo Mendes (Lusa), in Tâmega online, Público - 3 de Setembro de 2010 - e in Tâmega Jornal, N.º 62, Ano 3 (p. 2) - 10 de Setembro de 2010

Ambiente - Rio Tâmega: Amarante: Movimento de cidadãos alerta para descargas de efluentes no Tâmega









Ambiente - Rio Tâmega
Amarante: Movimento de cidadãos alerta para descargas de efluentes no Tâmega

O movimento Cidadania para o Desenvolvimento do Tâmega alertou hoje, em comunicado, para “descargas ilegais” de efluentes, alegadamente ocorridas nos últimos dias neste curso de água, a montante de Amarante.

“São situações deploráveis. Alguns estão a prejudicar os recursos naturais que são de todos, perante a displicência das autoridades locais e regionais”, disse Emanuel Queirós, daquele movimento de cidadãos.

Emanuel Queirós diz que ontem eram visíveis na água manchas e espuma na zona do Borralheiro, a cerca de quatro quilómetros de Amarante, atribuindo a situação a descargas ilegais de efluentes de explorações agropecuárias, que não identificou.

“Esta é uma situação do terceiro mundo”, lamentou, considerando que o rio está votado “ao total desprezo das autoridades”.

O activista garante que esta situação não é nova e lembra que recentemente terão sido realizadas descargas de efluentes no curso do rio que atravessa a cidade, com origem na rede de saneamento. Essas descargas, acrescentou, “foram visíveis junto ao açude da Feitoria e poderão ter sido provocadas por problemas num colector de esgotos da Ribeira do Fontão”.



A Lusa contactou a GNR e a Câmara de Amarante, mas ambas as entidades alegaram desconhecer a situação.

O comandante da força policial, capitão Babo Nogueira, e o vereador do Ambiente, Carlos Pereira, disseram que vão averiguar a situação.

, in Público - 3

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Destaque - MAIS UM ATENTADO ECOLÓGICO: DESCARGAS POLUENTES NO RIO TÂMEGA CONTINUAM IMPUNES








Destaque - MAIS UM ATENTADO ECOLÓGICO
DESCARGAS POLUENTES NO RIO TÂMEGA CONTINUAM IMPUNES
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Na zona de Vila Chã/Gatão (foto) o rio apresenta o aspecto típico do efeito produzido por descargas ilegais feitas no seu leito, como habitualmente acontece nesta época do ano.

A falta de água, resultado de um Verão tórrido e seco, já era motivo suficiente para que o cuidado com o frágil rio fosse absoluto. 


Como se isto não bastasse, assistimos a um espectáculo degradante de poluição nitidamente propositada de pessoas, cuja punição e apuramento de responsabilidades, raramente acontece.

Já na sexta-feira passada alguns populares ter-se-ão apercebido que o rio Tâmega apresentava uma coloração diferente. 


No passado domingo a deposição de espuma de coloração branca, manchada de castanho à superfície era bem visível. Hoje, quinta-feira, voltou a acontecer com mais gravidade (ver fotos anexas).

É certo e sabido que certo tipo de explorações são responsáveis por estes actos criminosos que visam apenas o seu próprio lucro económico, quando deveriam possuir meios próprios que permitissem desactivar substâncias activas cuja poluição é por demais conhecida e que se torna evidente aquando das descargas para o indefeso rio.


Caberá às autoridades locais a fiscalização destes negócios, muitas vezes clandestinos, cuja laboração não colocamos em causa mas sim os maléficos atentados ecológicos, fruto de uma falta de respeito imperdoável pelo meio ambiente.






Delfim Carvalho / Ismael Coelho (Fotos), in @marante.jornal - 02 de Setembro de 2010

Tâmega - Terras de Basto: Ribeira de Pena a água e fogo

Tâmega - Terras de Basto
Ribeira de Pena a água e fogo

Do que se soube ao findar da tarde, a borrasca do dia aliviou ribeirapenenses das aflições do fogo, que terá levado 6000 hectares de muita da mais bela paisagem da região. 

Mas nem só esse elemento consome a alma das gentes de Ribeira de Pena.

Ao inteirarem-se devidamente do viciado processo de concessão das Barragens da Iberdrola, entre elas, a de Daivões, a população tem mostrado inquietação com o futuro


Sabe-se, dos exemplos desse país abaixo, que investimentos destes vêm sempre mascarados de promessas e ilusões por cumprir. 

Consideradas as perdas que nenhuma compensação suplanta, nomeadamente a privação do uso de um rio, das suas margens e mesmo da albufeira que o poderá substituir, a Assembleia Municipal de Ribeira de Pena, em sessão extraordinária, aprovou, por unanimidade, uma moção que visa clarificar e inverter todo processo

Uma posição de coragem que merece todo o louvor e serve de exemplo a órgãos homólogos noutros concelhos de Basto.

Vítor Pimenta, in O Mal Maior - 2 de Setembro de 2010
Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega (Arco de Baúlhe - Cabeceiras de Basto)

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Molhes de defesa já ocupam um décimo dos limites entre mar e terra: Orla costeira da Europa perde biodiversidade e sofre erosão




Molhes de defesa já ocupam um décimo dos limites entre mar e terra
Orla costeira da Europa perde biodiversidade e sofre erosão


A costa da Europa está em mudança acelerada devido à pressão humana. Apesar de múltiplas directivas a pensar na protecção de espécies e habitats, ocorreu nas duas últimas décadas uma perda acelerada de diversidade, diz a Agência Europeia do Ambiente.

Reconciliar o desenvolvimento e a conservação da natureza é o “apelo” da Agência Europeia do Ambiente, que agora divulgou um documento de balanço sobre o estado da orla costeira da Europa. São cerca de 185 mil quilómetros onde se vêm concentrando as populações. Mais de metade já habita na faixa mais próxima do litoral, situando-se Portugal entre os oito países em que tal ocorre com maior intensidade.

A ocupação da zona costeira tem sido feita pelo sector residencial, mas também pelo industrial, e turístico, sendo que tal movimentação é acompanhada pela construção de estradas e outras infra-estruturas.

Dois factores ressaltam na análise feita pela Agência Europeia do Ambiente quanto às causas que levam o litoral europeu a mudar o seu perfil e a retrair-se: a artificialização dos rios, nomeadamente através da construção de barragens, e a extracção de areias, paradoxalmente para irem alimentar outras praias. Sem a chegada de novos sedimentos transportados pelos rios, a linha de costa não é alimentada, o mesmo acontecendo a muitas espécies de peixes.

Sistemas dunares e estuarinos são afectados também na sua biodiversidade, o mesmo acontecendo a zonas de sapal. Cerca de 4.500 quilómetros quadrados de zonas húmidas deverão desaparecer como resultado da subida do nível das águas do mar. Essa área corresponde a metade da existente na Europa.

As actividades humanas em terra , lembra a Agência Europeia do Ambiente vão afectar o litoral. A agricultura envia, por acção das escorrências das chuvas, cargas de nitratos e fostatos para as águas dos estuários e da costa. Isso vai matar a vida aquática porque esses fertilizantes facilitam o crescimento das algas azuis, grandes consumidoras de oxigénio.

Os eco-sistemas marinhos junto á costa também estão a ser afectados por espécies invasoras que vêm competir com as autóctones e por vezes transmitir-lhes doenças. O Mediterrâneo é o caso mais grave. Essas espécies chegam no casco e lastro dos navios, mas também já houve a introdução intencional de espécies, por exemplo no Mar Frísio, onde uma espécie de ostra do Pacífico prosperou.

Como resultado destas pressões, lembra o documento agora divulgado, “estão em risco na Europa habitats e espécies costeiras de interesse comunitário”. O estado de conservação é considerado “desfavorável” para dois terços dos habitats e para metade das espécies.

A União Europeia tem diversos mecanismos de conservação aplicáveis a este meio, mas eles parecem não estar a ser suficientemente eficazes. Além da Directiva Quadro da água, há a Directiva Quadro para a Estratégia Marinha, a Directiva Habitats e a Directiva das Aves. Além disso, a Europa subscreveu diversas convenções internacionais, como a de OSPAR, para protecção do nordeste atlântico.

Estuários e sapais, lagoas, zona entre marés, rochas, corais e algas são componentes dos habitats costeiros. A Agência Europeia do Ambiente lembra que eles fornecem “serviços”, como alimentos, fármacos, regulação do clima e recreio, o que implicaria a sua melhor preservação.


Eduarda Ferreira, in Jornal de Notícias, N.º 92, Ano 123 (p. 49) - 01 de Setembro de 2010

Barragens agravam o problema: O mar avança implacável na costa portuguesa




Barragens agravam o problema
O mar avança implacável na costa portuguesa


As barragens que o Governo pretende ver construídas deverão agravar ainda mais o problema da erosão da costa portuguesa, na medida em que retêm os sedimentos.
A costa portuguesa está em sério risco. Todos o sabemos. E quase todos agimos como se nada estivesse a acontecer. O trabalho que o "Jornal de Notícias" publicou ao longo de mais de 40 dias não podia ser mais elucidativo. O problema não se circunscreve a uma região, é transversal, de Caminha a Vila Real de Santo António.

E, embora se reconheça que a situação mudou alguma coisa nos últimos anos, devido a uma maior vigilância e censura social, continua a haver tentativas de persistir no erro. Alveirinho Dias, professor da Universidade do Algarve, dizia, ao JN, que o fundamental para preservar o futuro é aprender com os erros do passado. Nem todos, enfim, aprendem. Há poucos anos, em plena Área de Paisagem Protegida do Litoral de Esposende, agora designada Parque Natural do Litoral Norte, a promoção de um empreendimento de luxo, na fustigada praia de Pedrinhas, convidava: more com o mar a seus pés. Não podiam ser mais reais. E os exemplo repetem-se.

O próprio Estado tem contribuído e continua a favorecer o agravamento do problema: todos os anos injecta milhões de euros em obras que nada resolvem, muitas vezes apenas pioram a situação. Também o Programa Nacional de Barragens - prevê a construção de 10 novos empreendimentos - , para além das dúvidas que subsistem em relação à sua necessidade em termos de produção de energia, virá com certeza agravar mais o problema. As barragens, como se sabe, retêm a areia, não a deixando chegar ao mar. Podem argumentar: a energia hídrica é verde (algo controverso), por isso as barragens ajudam a combater as alterações climáticas. Essas mesmas alterações climáticas que, com a subida do nível do mar, tanto têm ajudado ao encolher da costa portuguesa.

Não basta argumentar: é necessário agir, inverter procedimentos. Ao ritmo que o mar tem avançado - as fotos aéreas cedidas ao JN pelo Instituto Geográfico e os testemunhos ouvidos pelo repórter do JN provam-no -, nove metros por ano em algumas zonas, os refugiados ambientais não serão apenas os habitantes das ilhas do Pacífico, poderemos ser nós próprios.

Paula Ferreira, in Jornal de Notícias, N.º 92, Ano 123 (p. 6) - 1 de Setembro de 2010