quarta-feira, 23 de junho de 2010

Barragens - Alto Tâmega: Investigador defende que só a suspensão de Padroselos evita extinção do mexilhão-do-rio do norte





Barragens - Alto Tâmega
Investigador defende que só a suspensão de Padroselos evita extinção do mexilhão-do-rio do norte

A suspensão da Barragem de Padroselos é a única medida que evita a extinção do mexilhão-de-rio do norte no rio Beça, Boticas, onde se estima que existam algumas "centenas de exemplares", afirmou hoje um investigador do o Instituto Português de Malacologia (IPM).

A Barragem de Padroselos, inserida na Cascata do Alto Tâmega, foi chumbada esta semana pelo Ministério do Ambiente por causa da descoberta de uma espécie rara em Portugal.

O investigador associado do IPM Joaquim Reis descobriu o mexilhão-de-rio do norte no rio Beça em 2009, na sequência de um pedido de dados adicionais por parte do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB), que considerou os estudos de impacto ambiental das barragens do Alto Tâmega insuficientes no que diz respeito aos bivalves de água-doce.


Lusa, in Expresso, RTP, Diário Digital - 23 de Junho de 2010

Alto Tâmega - Barragem de Padroselos: Quercus alerta Governo que embargar barragem é insuficiente




Alto Tâmega - Barragem de Padroselos (rio Beça)
Quercus alerta Governo que embargar barragem é insuficiente

A Quercus está preocupada com o futuro da espécie de mexilhão que existe num dos afluentes do rio Tâmega. O embargo da construção da barragem de Padroselos foi recebida com agrado, contudo, a presidente da organização ambiental, Susana Fonseca, alerta: "Não é suficiente parar a obra. O Governo tem de se preocupar na preservação da espécie."

Em causa está o Margaritifera margaritifera, um mexilhão do rio que foi dado como extinto em Portugal em 1986. Ao ser encontrado na zona onde a barragem de Padroselos ia ser construída, a ministra do Ambiente, Dulce Pássaro, assumiu desde cedo a possibilidade da obra não ser concretizada.

Susana Fonseca disse ao DN que é necessário "estudar a espécie e o meio onde vive para que possa sobreviver".

A Barragem de Padroselos estava incluída no projecto do Alto Tâmega - entregue à empresa espanhola Iberdrola -, que prevê a construção de mais três barragens: Vigado e Daviões (ambas no rio) e Gouvães (no afluente). "Demos um parecer negativo às quatro", afirmou. Porém, a obra destas três vai avançar. "O desenvolvimento para as regiões vai ser quase nulo. Há ainda a dúvida do impacto das barragens nas espécies selvagens que aí habitam", avisou.


in Diário de Notícias - 23 de Junho de 2010

Pavan Sukhdev - O senhor biodiversidade: A invisibilidade económica da natureza é um problema







Pavan Sukhdev - O senhor biodiversidade
A invisibilidade económica da natureza é um problema

A economia está a invadir o raciocínio conservacionista da natureza e a desafiar o que tem sido a prática dominante: vivemos orientados para o lucro privado, não para o bem público. O segredo está em fazer com que a perspectiva tenha sentido económico para as pessoas, até que as políticas sejam suficientemente pressionadas e mudem.

Pavan Sukhdev é o economista indiano que interrompeu a sua carreira de banqueiro no Deutsche Bank para liderar o projecto que liga os europeus, o G8 e as Nações Unidas: convencer as sociedades de que tanto a destruição como o usufruto da biodiversidade e dos ecossistemas têm um valor. A realidade vai dando razão ao trabalho da equipa de Sukhdev, que terminará antes da cimeira da biodiversidade, a realizar em Outubro, em Nagoya, no Japão.

Se tivesse Tony Hayward à sua frente, o que diria ao presidente da segunda maior companhia petrolífera do mundo sobre o que ter em conta em relação ao problema ambiental que causou no golfo do México?


Há várias maneiras de olhar para o problema. A primeira é que a BP e a indústria devem investigar se o que aconteceu foi não ter havido um equipamento que travasse automaticamente a fuga. Se foi esse o caso, foi por causa da regulação local, de uma decisão da companhia ou de ambas? É preciso investigar o que aconteceu em termos de segurança.

A outra é que toda a indústria petrolífera tem de entender que é preciso avaliar as externalidades [efeitos tradicionalmente considerados colaterais e que não são considerados no preço de mercado dos bens, neste caso, o petróleo].

De que forma é que o estudo que tem liderado pode contribuir para que as empresas ganhem mais consciência disso?

O estudo está praticamente pronto, temo que seja um bocado tarde para isso. Este acontecimento vai fazer com que a opinião pública exija a divulgação das externalidades, e isso estender-se-á, a prazo, a outros sectores. As indústrias têm externalidades, que não são apenas emissões de dióxido de carbono (CO2), mas também de utilização de água e outras. Por exemplo, uma empresa mineira tem custos externos de desflorestação e uso do solo. São externalidades que deveriam ser calculadas e divulgadas nos relatórios anuais das companhias. Não chega pôr os dados nas declarações de responsabilidade social ou nos relatórios de sustentabilidade, porque os analistas e os investidores nem sempre lêem esses relatórios.

No relatório intercalar, menciona as lições tiradas com o desastre do Exxon Valdez, em 1989, nomeadamente princípios mais severos do poluidor-pagador. E agora?

O Exxon Valdez, no Alasca, foi um acontecimento mais limitado [derrame de um petroleiro]. Aqui é diferente. É importante que as companhias ganhem capacidade de avaliar a dimensão económica deste impacto. Vimos as notícias sobre as negociações entre a administração dos EUA e a BP para financiar um fundo. Isso é, no entanto, uma questão pós-desastre. O que é necessário fazer é perceber o verdadeiro custo deste tipo de fugas, ou seja, o custo das suas externalidades. No golfo do México, é necessário estudar os custos sobre a pesca, o turismo e até sobre os indivíduos que se vêem privados de, simplesmente, usufruir de um passeio pelo mar. As externalidades têm de ser estimadas, para que a sociedade tenha uma melhor noção do que é o custo real destes acontecimentos.

Claro que já há um imenso custo para a humanidade, para as pessoas que morreram na plataforma, para as famílias. Mas além destes, há ainda os custos externos a estimar.

Os 20 mil milhões de dólares do fundo que a BP vai financiar gradualmente não lhe parece que cobrem esses custos?
É uma solução para a dor e para as perdas, mas não é uma solução sistémica. Esta ocorrerá quando as companhias reconhecerem e publicarem as suas externalidades e os riscos que se podem tornar externalidades.

Há para si uma ligação entre o grau de exigência de avaliação económica e de regulação?

Claro. A economia é a moeda da política. Não importa quão bem fundamentado possa ser o meu argumento do ponto de vista humano e de responsabilidade. A menos que consiga que tenha sentido económico, é provável que não seja ouvido. É preciso que os decisores políticos percebam que o "caso ambiental" não é apenas respeitar os recursos piscícolas ou defender os passeios de barco no golfo do México. O "caso ambiental" é entender que há um custo económico, do mesmo modo que há um custo humano e um custo ambiental.

É o mais difícil?

É, mas é muito necessário fazer isso, caso contrário não há pressão para a mudança de políticas.

Em 2006, o economista Nicholas Stern fez um estudo sobre o impacto económico das alterações climáticas. Tanto esse como o seu têm números que impressionam, mas o de Stern ficou mais no ouvido. Tinha números mais "sexy" ou é a biodiversidade que é difícil de entender?
Sir Stern quis avaliar os impactos de acontecimentos, probabilidades e riscos futuros sobre a economia, com base em complexos modelos climáticos. Na biodiversidade, a complexidade é de outra natureza. Aqui não falamos de efeitos futuros, mas do presente, sempre a três níveis simultâneos.

Um é a nível local. Tem a ver com a vida das comunidades locais, por exemplo, se têm ou não acesso a produtos florestais não lenhosos ou às pastagens. O efeito a nível regional já é à escala do país, com os problemas de acesso a água por parte de uma população que lhe permita manter os campos férteis, dos quais dependem não só os agricultores, mas toda uma sociedade. Depois há o efeito global. Por outras palavras, é o impacto de não se ter mais floresta ou recifes de coral.

Qual a principal conquista que conseguiu com o trabalho feito até agora?

Os políticos, as empresas, a sociedade, a imprensa estão a perceber que a invisibilidade económica da natureza é um problema. Para mim, este é o dado mais importante, não que seja novo. É um assunto que se discute há, pelo menos, 40 anos [entre os especialistas], mas as pessoas começam a perceber isso. Estas são boas notícias.

Acredita que os casos que mostram que os benefícios são maiores que os custos estão a convencer os decisores políticos para adoptarem políticas sustentáveis?
Ainda não. Porque os decisores ainda não agem tendo em conta os benefícios públicos. Como, por exemplo, os benefícios de ter água e ar limpos, de não ter inundações em França e na Alemanha e secas na Índia. Esses casos são vistos como catástrofes naturais, as pessoas não os ligam com a ecologia que deve ser protegida, apesar de existirem todas as razões para o fazer. Há locais, desde Nova Iorque a São Francisco e Bombaim, onde as florestas são usadas como reservatórios de água para abastecer as cidades. Por isso, deviam estar a pensar em investir em infra-estruturas ecológicas. No fim de contas, isto é um bem público.

Todos pagamos impostos, é dinheiro público que deveria ser usado para o bem de todos. Este pensamento ainda não existe em muitos governos. Alguns estão à frente, mas ainda assim a atenção está voltada para criar riqueza privada, na mão das empresas.

Temos de repensar a nossa política de impostos e começar a taxar as externalidades, como as emissões poluentes, e não apenas os lucros e receitas. O esgotamento de recursos deveria ser taxado, por exemplo.

Ao atribuirmos um valor económico à biodiversidade, não corremos o risco de conservar apenas o que nos pode dar lucro? Qual a ética nesta equação?

Sim, há um risco de isso acontecer. É uma questão ética enorme, profundamente enraizada e discutida na filosofia do estudo cuja sigla inglesa é TEEB (The Economics of Ecosystems and Biodiversity). Ao mostrar que os ecossistemas têm valor, estaremos nós a criar o risco de, de alguma forma, reduzirmos a natureza e o seu objectivo apenas à sua utilidade, ao que é antropocêntrico? Existe esse risco. Mas ao mesmo tempo temos de reconhecer que a valorização é uma instituição social, não se trata de um grupo de economistas.

A sociedade valoriza aquilo que tem valor para ela. E, por vezes, essa valorização pode nem ter referência à economia ou a números. Se valorizarmos um monumento ou uma floresta sagrada para uma comunidade, não há nada que diga que precisamos de os proteger por algum motivo. E, assim, a protecção acontece por si mesma, sem precisar de razões. Mas em outras situações precisamos de demonstrar que tem impacto económico, e aí a política muda.

Recentemente, a Índia introduziu um sistema que paga aos pobres para replantar florestas. Eles compreendem que aqui há um valor e que vale a pena pagar-lhes para reconstruir esses ecossistemas. As pessoas são pagas por fazer aquilo que é correcto. E, finalmente, há situações em que temos de chegar a um valor, pagando pelos serviços dos ecossistemas. Há muitos exemplos de pagamentos locais pelos serviços dos ecossistemas, como a água limpa ou o ecoturismo. Na parte do relatório para o governo local, que publicaremos em Setembro, temos 78 exemplos espalhados por todo o mundo. Paga-se para que alguém aja ou mude comportamentos com o objectivo de conservar ou gerar valor económico através dos serviços dos ecossistemas.

Um exemplo que funciona é o comércio de emissões. Estamos a recompensar empresas pelo trabalho de reduzir as suas emissões. O risco é saltarmos logo para uma visão meramente economicista. Há razões éticas, religiosas e sociais para valorizar a natureza e há também razões económicas. Muitos concluem que só estamos a falar de mercados. Isso não é verdade. O trabalho do TEEB é tudo menos uma solução custo-benefício para o planeta. Quando dizem que pomos um preço na natureza, isso está errado.

Quais espera que sejam os efeitos reais deste estudo?

Penso que o conceito dos pagamentos pelos serviços dos ecossistemas será mais bem aceite em todo o mundo. Quando as pessoas virem casos de sucesso em pequenas comunidades, começarão a adoptar este pensamento. Já recebi pedidos de ajuda de muitos países e teremos muito gosto em responder.

De países em desenvolvimento?

Sim, de África, da América Latina, da Ásia. Um bom resultado é o TEEB ser bem aceite. Outro, será dar muita atenção ao sector das pescas. E que as comunidades locais e a indústria pesqueira percebam que isto é no seu interesse, se quiserem sobreviver a longo prazo.

Piratas da Somália "amigos" dos peixes

Como se protegem espécies, como o rato-de-cabrera, que não são carismáticas e que dificultam a construção de auto-estradas?

É um desafio. Como vamos proteger espécies que as pessoas não querem? Encontrar razões económicas para preservar espécies é uma tarefa muito difícil. É mais fácil encontrar essas razões para ecossistemas, porque dão mais à sociedade. O argumento da utilidade funciona melhor.

Às vezes podemos consegui-lo, mas com espécies carismáticas. Não um rato. Por isso, temos de pensar de maneira diferente: a que ecossistema pertence, o que está a região a fazer para proteger o ecossistema, se há habitats alternativos para o rato, perceber o seu papel no ecossistema e o que vai acontecer se desaparecer.

Contrariamente ao rato-de-cabrera, há espécies a que damos grande valor económico, provocando sérios problemas, nomeadamente nas pescas.

As pescas são suportadas por dois conceitos: um é o acesso livre em mar alto. Qualquer um pode ir a qualquer lado e pescar sem controlo. O segundo é a política de subsídios: 27 mil milhões de dólares pagos anualmente. Isto é muito se pensarmos que o total de peixe capturado vale 85 ou 90 mil milhões de dólares, estamos a falar de quase um terço. No entanto, o valor do sector podia chegar aos 135 mil milhões de dólares, se as pescas fossem exploradas de forma sustentável. Assim, além de estarmos a perder 50 mil milhões de dólares, estamos a subsidiar 27 mil milhões de dólares. A soma dá 77 mil milhões de dólares. É uma estupidez tão grande que é incrível que o estejamos a fazer.

Qual a solução?

Devido à sobreexploração, 30 por cento de todos os stocks colapsaram, ou seja, têm menos de dez por cento do stock inicial do que quando começaram a ser pescados. É possível que em 2020-2050 só tenhamos stocks em colapso.

É importante perceber que temos capacidade excedentária e a "boa economia" concentra-se em investir em recursos escassos. O que fazemos é subsidiar a construção de frotas com mais capacidade. Mas isso não é o recurso escasso; o recurso escasso é o peixe. Devíamos encontrar meios económicos para investir no peixe, por exemplo, criar áreas protegidas marinhas. Já há casos de sucesso.

Quais?

Uma história engraçada é o caso da Somália. Devido à pirataria, os stocks de peixe recuperaram porque os barcos de pesca não podem lá ir, segundo os relatórios que me chegam. E, por isso, as comunidades locais estão a enriquecer. O problema da pirataria até pode estar resolvido.

Isto pode ser feito, mas sempre apoiando as comunidades locais que forem privadas da pesca durante os três ou quatro anos necessários para recuperar os stocks. Em vez de gastar subsídios para aumentar a capacidade pesqueira, devíamos gastá-los no apoio às comunidades e em sistemas de gestão locais. Concentramo-nos, por vezes, em espécies únicas, como a baleia-azul, mas o problema maior é sistémico. E se o solucionarmos, é mais fácil solucionar o problema de cada espécie.


Helena Geraldes / Lurdes Ferreira, in Público - 23 de Junho de 2010

PNBEPH - ALTO TÂMEGA: Movimento cívico contra as barragens pretende impugnar Declaração de Impacto Ambiental







PNBEPH - ALTO TÂMEGA
Movimento cívico contra as barragens pretende impugnar Declaração de Impacto Ambiental

O Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega vai seguir a via judicial para impugnar a Declaração de Impacto Ambiental (DIA) avançou hoje à agência Lusa, um membro do movimento, Amílcar Salgado, depois de uma reunião da associação

Esta segunda feira, o Ministério do Ambiente emitiu a DIA "favorável condicionada" às três barragens da Cascata do Alto Tâmega, impondo a construção dos empreendimentos às cotas mais baixas.

© 2010 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A. - in RTP Notícias - 23 de Junho de 2010

ALTO TÂMEGA - BARRAGENS: Movimento cívico contra as barragens pretende impugnar Declaração de Impacto Ambiental






ALTO TÂMEGA - BARRAGENS

Movimento cívico contra as barragens pretende impugnar Declaração de Impacto Ambiental

O Movimento Cidadania para o Desenvolvimento do Tâmega vai seguir a via judicial para impugnar a Declaração de Impacto Ambiental (DIA) avançou hoje à agência Lusa, um membro do movimento, Amílcar Salgado, depois de uma reunião da associação.

Esta segunda feira, o Ministério do Ambiente emitiu a DIA "favorável condicionada" às três barragens da Cascata do Alto Tâmega, impondo a construção dos empreendimentos às cotas mais baixas.

Lusa, in RTP Notícias - 23 de Junho de 2010

terça-feira, 22 de junho de 2010

País (com vistas muito curtas): Barragem de Padroselos chumbada por causa do mexilhão de rio do Norte






País (com vistas muito curtas)
Barragem de Padroselos chumbada por causa do mexilhão de rio do Norte


O Ministério do Ambiente chumbou uma das quatro barragens da Cascata do Alto Tâmega, a barragem de Padroselos. 

Na base da decisão está a descoberta de mexilhão de rio do Norte, uma espécie rara, no rio Beça, em Boticas.

Contactado pela Antena 1, o Ministério do Ambiente remete explicações adicionais para esta terça-feira.


O jornalista Vítor Mesquita conta que a decisão já suscitou reacções diversas.


Vítor Mesquita, in Antena 1 - 22 de Junho de 2010

Pró-Tâmega - Associação Cívica: A união dá força à razão do Tâmega






Pró-Tâmega - Associação Cívica
A união dá força à razão do Tâmega


(clique sobre a imagem, imprima e envie para o endereço indicado)

Associação Cívica Pró-Tâmega (Ficha para inscrição de associado) - 22 de Junho de 2010

Associação de Municípios considera que Padroselos até era a que iria provocar menos impactos ambientais





Associação de Municípios considera que Padroselos até era a que iria provocar menos impactos ambientais
Chumbo da barragem era «esperado»


O presidente da Associação de Municípios do Alto Tâmega (AMAT) adiantou que o chumbo da barragem de Padroselos era uma «decisão esperada» depois da descoberta de uma espécie rara de mexilhões no rio Beça.

Para Fernando Rodrigues, a construção da Barragem de Padroselos era a que iria provocar menos impactos ambientais e criar menos problemas.

O autarca avançou que na região as barragens não trazem nenhum desenvolvimento turístico, além de deixarem terrenos agrícolas submersos, provocando alterações climáticas e tornando-se num factor de desertificação.

«É só impactos negativos» para a região, salientou, apesar de reconhecer que a construção da cascata do Alto Tâmega permite criar riqueza para o país, sobretudo num sector em que o país é deficitário, o da energia, com vantagens para a economia e finanças públicas.

No entanto, considerou que «todos os concelhos serão afectados pelas barragens, visto ser um investimento que deixa marcas terríveis nas populações locais, pelo que tem de haver contrapartidas justas para quem sofre estas penalizações».

O próximo passo, segundo Fernando Rodrigues, é continuar a lutar para que as populações afectadas tenham «as suas justas contrapartidas», até porque «é uma questão de justiça».

Interesse é da Iberdrola

Para Amílcar Salgado, membro do Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega, a Barragem de Padroselos é chumbada por interesse da Iberdrola, empresa concessionária. «Com menos investimento, a Iberdrola produzirá a mesma energia», adiantou Amílcar Salgado à Lusa.


Redacção / CP, in IOL - 22 de Junho de 2010

Alto Tâmega - Cortina de fumo: Ministério do Ambiente chumba uma das quatro barragens do Alto Tâmega






Alto Tâmega - Cortina de fumo
Ministério do Ambiente chumba uma das quatro barragens do Alto Tâmega

O Ministério do Ambiente chumbou ontem a barragem de Padroselos no rio Beça, uma das quatro barragens da Cascata do Alto Tâmega. Esse é o habitat do mexilhão de rio do Norte, espécie protegida pela legislação europeia e que chegou a ser dada como extinta em Portugal.

A Declaração de Impacte Ambiental (DIA) das barragens do Alto Tâmega, concessionadas à espanhola Iberdrola, foi assinada ontem e, segundo fonte oficial do ministério, chumbou a barragem de Padroselos, que estava previsto construir no rio Beça, no concelho de Boticas.

A tutela resolveu condicionar as restantes três barragens “sem comprometer a produção hidroeléctrica anual”.

O Ministério do Ambiente decidiu que o condicionamento passa também pela obrigatoriedade de serem usadas as cotas mais baixas propostas no Estudo de Impacte Ambiental (EIA).

A Declaração contempla também um conjunto de medidas de compensação sócio económicas e ambientais para a zona.

O mexilhão de rio do norte, Margaritifera margaritifera, é uma espécie rara protegida pela legislação nacional e europeia e que, em 1986, chegou a ser dada como extinta em Portugal. Actualmente, esta espécie existe nos rios Rabaçal, Tuela e Mente, que atravessam a parte ocidental do Parque Natural de Montesinho (PNM), e ainda no Paiva, Neiva e Cavado.

No âmbito do Estudo de EIA de Padroselos, o mexilhão de rio foi também descoberto no rio Beça.

A construção da barragem de Padroselos implicaria a eliminação desta colónia de bivalves e, por isso, o EIA propôs um “possível cenário alternativo do projecto”, que passava pela exclusão desta barragem do projecto.

Muitos especialistas e ambientalistas defendem que a sobrevivência do mexilhão de rio do Norte era “praticamente impossível” de conciliar com a construção da barragem de Padroselos.

Investigador diz que chumbo foi uma "decisão política"

O investigador da Universidade de Vila Real, António Crespí, afirmou hoje que o chumbo na barragem foi apenas uma “decisão política” para compensar o “mal conduzido” processo de avaliação ambiental. “O chumbo foi uma compensação política por um processo de avaliação de impacte ambiental que foi desenvolvido muito mal desde o princípio”, afirmou o especialista da área do ambiente da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).

António Crespí disse que se trata de uma espécie “extremamente importante”, principalmente porque funciona como indicador ecológico de um conjunto de inter relações complexas” que existem naquele território.

No entanto, considerou “ridículo e até cómico” que se “reduza todo este processo a uma única espécie”. “Que seja uma espécie que acabe por determinar como deve ser feita esta obra, isto resulta no mínimo cómico. Estamos a falar de uma área que tem, em termos de fauna e flora, mais de dois milhares de espécies”, salientou.

O investigador criticou a “falta de rigor” com que foi feita “toda a avaliação de impacte ambiental das barragens do Tâmega” e, por isso, diz que o Governo “teve que tomar a decisão de travar pelo menos um destes empreendimentos”. O Ministério do Ambiente acabou “por travar o mais óbvio”, salientou.

“O problema é que o processo continua mal. O estudo foi mal feito. O Padroselos é uma forma de lavar a cara a todo um processo que, desde o princípio, foi extremamente mal conduzido”.

Para o investigador, a solução ideal para o Alto Tâmega não passa por chumbar todas as barragens, até porque diz que a região está deprimida, económica e socialmente, e é uma área que não tem desenvolvimento económico e industrial. “Temos que ser sensatos e temos que intervir nesta área para criar planos de desenvolvimento sustentáveis. Só que as barragens como estão projectadas não vão gerar desenvolvimento sustentável de forma nenhuma”, frisou. O ideal seria, defendeu, “fazer o processo bem feito”.

A Iberdrola já pagou ao Estado um prémio de concessão no valor de 303 milhões de euros pela exploração das barragens durante 65 anos.

O empreendimento deverá ter um total de 1135 megawatts (MW) de potência e uma produção eléctrica anual de 1900 gigawatts/hora (GWh), equivalente ao consumo de um milhão de pessoas, e representa um investimento de 1700 milhões de euros.

Com a emissão desta DIA fica a faltar a referente à barragem de Girabolhos, no Mondego, para a conclusão do Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico. Segundo a fonte, quando estas novas barragens estiverem concluídas, Portugal irá poupar cerca de 205,2 milhões de euros por ano com a importação de petróleo.


Lusa, in Ecosfera - Público, 22 de Junho de 2010

Empresa espanhola está a analisar Declaração de Impacte Ambiental: Iberdrola quer contestar chumbo de barragem de Padroselos






Empresa espanhola está a analisar Declaração de Impacte Ambiental
Iberdrola quer contestar chumbo de barragem de Padroselos

A Iberdrola, empresa responsável pela construção da Cascata do Alto Tâmega, está a analisar a Declaração de Impacte Ambiental (DIA) que chumbou uma das quatro barragens previstas e promete reacções para breve, disse fonte da empresa à Lusa.

A fonte referiu que a Iberdrola está a analisar «detalhadamente» o documento, emitido segunda-feira pelo Ministério do Ambiente, para depois se pronunciar sobre o mesmo.

O Ministério chumbou a construção da barragem de Padroselos por causa do mexilhão de rio do Norte, uma espécie rara descoberta no rio Beça, em Boticas.

O mexilhão-de-rio do norte, Margaritifera margaritifera, é uma espécie rara protegida pela legislação nacional e europeia e que, em 1986, chegou a ser dada como extinta em Portugal.

O chumbo desta barragem já era esperado e era um cenário alternativo que estava incluído no Estudo de Impacte Ambiental (EIA) dos Aproveitamentos Hidroeléctricos de Gouvães, Padroselos, Alto Tâmega e Daivões.

Esta espécie rara foi descoberta no rio Beça precisamente no decorrer do processo de elaboração do EIA.

A Iberdrola já pagou ao Estado um prémio de concessão no valor de 303 milhões de euros pela exploração das barragens durante 65 anos.

O empreendimento deverá ter um total de 1.135 megawatts (MW) de potência e uma produção eléctrica anual de 1,9 mil gigawatts/hora (GWh), equivalente ao consumo de um milhão de pessoas, e representa um investimento de 1,7 mil milhões de euros.


Redacção / MD, in Agência Financeira - 22 de Junho de 2010

Alto Tâmega - Cortina de fumo: Iberdrola analisa chumbo da barragem de Padroselos







Alto Tâmega - Cortina de fumo
Iberdrola analisa chumbo da barragem de Padroselos

A Iberdrola, empresa responsável pela construção da Cascata do Alto Tâmega, está a analisar a Declaração de Impacto Ambiental (DIA) que chumbou uma das quatro barragens previstas e promete reacções para breve, disse fonte da empresa.

A fonte referiu que a Iberdrola está a analisar "detalhadamente" o documento, emitido segunda-feira pelo Ministério do Ambiente, para depois se pronunciar sobre o mesmo.

O Ministério chumbou a construção da barragem de Padroselos por causa do mexilhão de rio do Norte, uma espécie rara descoberta no rio Beça, em Boticas. O mexilhão, margaritifera margaritifera, é uma espécie rara protegida pela legislação nacional e europeia e que, em 1986, chegou a ser dada como extinta em Portugal.

O chumbo desta barragem já era esperado, e era um cenário alternativo que estava incluído no Estudo de Impacto Ambiental (EIA) dos Aproveitamentos Hidroeléctricos de Gouvães, Padroselos, Alto Tâmega e Daivões.

Esta espécie rara foi descoberta no rio Beça precisamente no decorrer do processo de elaboração do EIA.

A Iberdrola já pagou ao Estado um prémio de concessão no valor de 303 milhões de euros pela exploração das barragens durante 65 anos.

O empreendimento deverá ter um total de 1.135 megawatts (MW) de potência e uma produção eléctrica anual de 1.900 gigawatts/hora (GWh), equivalente ao consumo de um milhão de pessoas, e representa um investimento de 1.700 milhões de euros.


in OJE/LUSA , Ionline - 22 de Junho de 2010

Sociedade adormecida: Chumbo da barragem de Padroselos foi decisão "política", diz investigador






Sociedade adormecida
Chumbo da barragem de Padroselos foi decisão "política", diz investigador

O investigador da Universidade de Vila Real António Crespí afirmou hoje que o chumbo na barragem de Padroselos, inserida na Cascata do Alto Tâmega, foi "apenas" uma "decisão política" para compensar o "mal conduzido" processo de avaliação ambiental.

O Ministério do Ambiente chumbou segunda-feira uma das quatro barragens do Alto Tâmega por causa do mexilhão de rio do Norte, uma espécie rara descoberta no rio Beça, em Boticas.

O mexilhão-de-rio do norte, “Margaritifera margaritifera”, é uma espécie rara protegida pela legislação nacional e europeia e que, em 1986, chegou a ser dado como extinto em Portugal.

"O chumbo foi uma compensação política por um processo de avaliação de impacte ambiental que foi desenvolvido muito mal desde o princípio", afirmou à agência Lusa o especialista da área do ambiente da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).

António Crespí disse que se trata de uma espécie "extremamente importante", principalmente "porque funciona como indicador ecológico de um conjunto de inter-relações complexas" que existem naquele território.

No entanto, considerou "ridículo e até cómico" que se "reduza todo este processo a uma única espécie".

"Que seja uma espécie que acabe por determinar como deve ser feita esta obra, isto resulta no mínimo cómico. Estamos a falar de uma área que tem, em termos de fauna e flora, mais de dois milhares de espécies", salientou.

O investigador criticou a "falta de rigor" com que foi feita "toda a avaliação de impacte ambiental das barragens do Tâmega" e, por isso, diz que o Governo "teve que tomar a decisão de travar pelo menos um destes empreendimentos".

Salientou que o Ministério do Ambiente acabou "por travar o mais óbvio".

"O problema é que o processo continua mal. O estudo foi mal feito. O Padroselos é uma forma de lavar a cara a todo um processo que, desde o princípio, foi extremamente mal conduzido", sublinhou.

Para o professor, a solução "ideal" para o Alto Tâmega não passa por chumbar todas as barragens, até porque diz que a região está deprimida, económica e socialmente, e é uma área que não tem desenvolvimento económico e industrial.

"Temos que ser sensatos e temos que intervir nesta área para criar planos de desenvolvimento sustentáveis. Só que as barragens como estão projectadas não vão gerar desenvolvimento sustentável de forma nenhuma", frisou.

O ideal seria, defendeu, "fazer o processo bem feito".

O mexilhão de rio do Norte foi descoberto no rio Beça no âmbito do Estudo de Impacte Ambiental (EIA) de Padroselos.


in Jornal de Notícias, Correio do Minho - 22 de Junho de 2010

País no seu melhor: Barragem Padroselos: Quercus satisfeita com o chumbo






País no seu melhor
Barragem Padroselos: Quercus satisfeita com o chumbo


Por causa dos mexilhões encontrados no rio Tâmega, o Governo já não vai construir a barragem, de Padroselos.

Ricardo Marques da Quercus ficou satisfeito com esta chumbo e gostava que esta não fosse uma situação isolada, sublinhando a importância desta espécie.

in Antena 1 - 22 de Junho de 2010

Iberdrola analisa chumbo da barragem de Padroselos




Alto Tâmega - Cortina de fumo
Iberdrola analisa chumbo da barragem de Padroselos

A Iberdrola, empresa responsável pela construção da Cascata do Alto Tâmega, está a analisar a Declaração de Impacte Ambiental (DIA) que chumbou uma das quatro barragens previstas, por causa do mexilhão de rio do Norte, uma espécie rara descoberta no rio Beça, em Boticas.

A Iberdrola, empresa responsável pela construção da Cascata do Alto Tâmega, está a analisar a Declaração de Impacte Ambiental (DIA) que chumbou uma das quatro barragens previstas, por causa do mexilhão de rio do Norte, uma espécie rara descoberta no rio Beça, em Boticas.

Fonte da empresa referiu à Lusa que a Iberdrola está a analisar "detalhadamente" o documento, emitido segunda-feira pelo Ministério do Ambiente, para depois se pronunciar sobre o mesmo.

O Ministério chumbou a construção da barragem de Padroselos por causa do mexilhão de rio do Norte, uma espécie rara descoberta no rio Beça, em Boticas.

O mexilhão-de-rio do norte, Margaritifera margaritifera, é uma espécie rara protegida pela legislação nacional e europeia e que, em 1986, chegou a ser dada como extinta em Portugal.

O chumbo desta barragem já era esperado e era um cenário alternativo que estava incluído no Estudo de Impacte Ambiental (EIA) dos Aproveitamentos Hidroeléctricos de Gouvães, Padroselos, Alto Tâmega e Daivões.

Esta espécie rara foi descoberta no rio Beça precisamente no decorrer do processo de elaboração do EIA.

A Iberdrola já pagou ao Estado um prémio de concessão no valor de 303 milhões de euros pela exploração das barragens durante 65 anos.

O empreendimento deverá ter um total de 1.135 megawatts (MW) de potência e uma produção eléctrica anual de 1.900 gigawatts/hora (GWh), equivalente ao consumo de um milhão de pessoas, e representa um investimento de 1700 milhões de euros.


Lusa, in negócios online - 22 de Junho de 2010

Energia: Ministério do Ambiente chumba barragem de Padroselos







Energia
Ministério do Ambiente chumba barragem de Padroselos


» Ricardo Marques, da Quercus, diz que o Ministério do Ambiente não tinha alternativa senão chumbar o projecto de barragem para Padroselos

.....» Ricardo Marques alerta para os impactos da construção das outras três barragens


O Ministério do Ambiente chumbou a barragem de Padroselos por causa do mexilhão, uma espécie rara descoberta no rio Beça, em Boticas, disse à agência Lusa fonte oficial do Ministério.

Uma das quatro barragens previstas para a “Cascata do Alto Tâmega” - Padroselos, Daivões, Gouvães e Alto Tâmega (Vidago) - foi chumbada pelo Ministério do Ambiente.

A declaração de impacto ambiental, divulgada pelo gabinete de Dulce Pássaro reconhece ainda que as outras três hidroeléctricas também têm impactos significativos e, por isso, limita a altura dos paredões que vão reter a água e criar as albufeiras. Na prática, foi apenas autorizada a cota mais baixa dos projectos.

O estudo de impacto ambiental para a barragem de Padroselos, que detectou a existência de um mexilhão raro, alertou para a ameaça que constituiria para a espécie, protegida na Europa, a construção da nova barragem.

Ricardo Marques, da associação ambientalista Quercus, notou que o Ministério do Ambiente não tinha grande alternativa senão chumbar o projecto de barragem para Padronelos. «Era muito difícil contornar o prejuízo que isso ia causar a uma espécie protegida», por isso era de esperar esta decisão do Executivo, disse.

Em relação às restantes três barragens previstas para o Alto Tâmega e que o Governo autorizou, a Quercus entende que não deviam sair do papel.

Apesar de serem menos agressivas, as três barragens têm impactos negativos no ecosistema e socio-económicos, alerta a Quercus.

Ricardo Marques frisou que os «benefícios da pouca percentagem de energia eléctrica que conseguimos aumentar na rede» com as barragens não justificam os efeitos negativos, já que implicam a interrupção de um «corredor ecológico».


in TSF - 22 de Junho de 2010

Espécie rara descoberta no rio Beça ficava em risco. Ministério decidiu não avançar com o projecto: Mexilhão trava barragem do Alto Tâmega






Espécie rara descoberta no rio Beça ficava em risco. Ministério decidiu não avançar com o projecto
Mexilhão trava barragem do Alto Tâmega

O Ministério do Ambiente chumbou uma das quatro barragens da Cascata do Alto Tâmega por causa do mexilhão de rio do Norte, uma espécie rara descoberta no rio Beça, em Boticas, disse à agência Lusa fonte oficial do Ministério.

A Declaração de Impacte Ambiental (DIA) das barragens do Alto Tâmega, concessionadas à espanhola Iberdrola, foi assinada na segunda-feira e, segundo a fonte, chumbou a barragem de Padroselos, que estava previsto construir no rio Beça, no concelho de Boticas.

A tutela resolveu condicionar as restantes três barragens «sem comprometer a produção hidroeléctrica anual».

O ministério do Ambiente decidiu que o condicionamento passa também pela obrigatoriedade de serem usadas as cotas mais baixas propostas no Estudo de Impacte Ambiental (EIA).

A DIA contempla também um conjunto de medidas de compensação sócio-económicas e ambientais para a zona.

O mexilhão de rio do norte, Margaritifera margaritifera, é uma espécie rara protegida pela legislação nacional e europeia e que, em 1986, chegou a ser dada como extinta em Portugal.

Atualmente, esta espécie existe nos rios Rabaçal, Tuela e Mente, que atravessam a parte ocidental do Parque Natural de Montesinho (PNM), e ainda no Paiva, Neiva e Cavado.
No âmbito do Estudo de EIA de Padroselos, o mexilhão de rio foi também descoberto no rio Beça.


A construção da barragem de Padroselos implicaria a eliminação desta colónia de bivalves e, por isso, o EIA propôs um «possível cenário alternativo do projecto», que passava pela exclusão desta barragem do projecto.


Redacção, in TVI24 - 22 de Junho de 2010

Economia - A barragem de Padroselos chumbada por causa do mexilhão






Economia
A barragem de Padroselos chumbada por causa do mexilhão


É pequenino, mas foi o suficiente para parar uma obra de milhões de euros.

O chumbo da barragem de Padroselos, no Rio Beça, afluente do Tâmega, pelo Ministério do Ambiente, obriga Iberdrola, promotora da obra, a econtrar uma alternativa. Na base do chumbo esteve o mexilhão do rio.

Depois do cumbo da barragem de Padroselos, no Alto Tâmega, anunciado segunda-feira ao fim do dia pelo Ministério do Ambiente, a promotora do empreendimento - a espanhola Iberdrola -, já está a estudar alternativas.

São dois os caminhos possíveis: ou se constroi uma barragem noutro local da mesma bacia hidrográfica, ou se redistribui a potência da quatro barragens inicalmente previstas no projecto, por apenas três.

Contactado pelo Expresso, uma fonte do Ministério do Ambiente garante que a segunda hipótese é a mais viável, até porque é tecnicamente possível.

Do lado da Iberdrola, a única resposta, para já, é que essa é de facto uma alternativa.

1300 MW assegurados

Uma coisa é certa, os 1300 megawatts (MW) previstas para as quatro barragens adjudicadas pelo Governo à Iberdrola para o Alto Tâmega serão instalados.

Recorde-se que a empresa eléctrica espanhola já pagou ao Estado português €303 milhões de euros pela exploração das barragens durante 65 anos.

O total do investimento nas várias barragens da Iberdrola (barragem de Alto Tâmega, em Vidago, no rio Tâmega, concelho de Chaves, próxima de Chaves; barragem de Daivões, também no rio Tâmega, concelho de Ribeira de Pena, próxima de Vila Rea e barragem de Gouvães, Rio Torno afluente do Tâmega, concelho Vila Pouca de Aguiar, junto a Vila Real) rondará os €1700 milhões.

A causa do chumbo da barragem de Padroselos ficou a dever-se a descoberta de que ali resistia uma espécie em vias de extinção conhecida por mexilhão do rio.


Vítor Andrade, in Expresso (Exame) - 22 de Junho de 2010

Chumbo de barragem de Padroselos foi decisão “política"





Alto Tâmega - Programa Nacional de Barragens
Chumbo de barragem de Padroselos foi decisão “política"

Presidente da Câmara de Boticas compreende razões ambientais, mas lamenta que o Governo não construa barragem.

Um investigador da Universidade de Vila Real, António Crespí, afirma que o chumbo na barragem de Padroselos, inserida na Cascata do Alto Tâmega, foi "apenas" uma "decisão política" para compensar o "mal conduzido" processo de avaliação ambiental. O Ministério do Ambiente chumbou uma das quatro barragens do Alto Tâmega por causa do mexilhão de rio do Norte, uma espécie rara descoberta no rio Beça, em Boticas.

O especialista da área do ambiente afirma que chumbo foi uma compensação política por um deficiente processo de avaliação e considera "ridículo e até cómico" que se "reduza todo este processo a uma única espécie". O investigador criticou a "falta de rigor" com que foi feita "toda a avaliação de impacte ambiental das barragens do Tâmega" e, por isso, diz que o Governo "teve de tomar a decisão de travar pelo menos um destes empreendimentos".

Já o presidente da Câmara de Boticas lamenta a decisão do Governo, por considerar que a barragem seria a de maior potencial económico para o concelho. Ainda assim, Fernando Campos diz perceber as preocupações ambientais que levaram à decisão.

“Se efectivamente estamos perante uma colónia de mexilhões de água doce”, diz o autarca, “e se é uma espécie que se considerava extinta e que vai proliferar”, acrescenta Fernando Campos, “compreendemos esta posição”.

Não obstante, o autarca sublinha novamente que Boticas teria “gostado que [a barragem] fosse construída, porque de todas elas é aquela que tem mais possibilidade de criar desenvolvimento no concelho”.

O empreendimento estava concessionado à eléctrica espanhola Iberdrola. À Renascença, fonte do Ministério do Ambiente garantiu que não haverá a pagar compensações à Iberdrola, porque a produção das restantes barragens a ser construídas irá cobrir a não construção da barragem de Padroselos.


in Rádio Renascença - 22 de Junho de 2010

Alto Tâmega - Barragem de Padroselos chumbada por causa do mexilhão





Alto Tâmega
Barragem de Padroselos chumbada por causa do mexilhão

O mexilhão de rio do norte, Margaritifera margaritifera, é uma espécie rara protegida pela legislação nacional e europeia e que, em 1986, chegou a ser dada como extinta em Portugal.

O Ministério do Ambiente chumbou uma das quatro barragens da Cascata do Alto Tâmega por causa do mexilhão de rio do Norte, uma espécie rara descoberta no rio Beça, em Boticas, disse à agência Lusa fonte oficial do Ministério. A Declaração de Impacte Ambiental (DIA) das barragens do Alto Tâmega, concessionadas à espanhola Iberdrola, foi assinada na segunda-feira e, segundo a fonte, chumbou a barragem de Padroselos, que estava previsto construir no rio Beça, no concelho de Boticas.

A tutela resolveu condicionar as restantes três barragens "sem comprometer a produção hidroeléctrica anual". O Ministério do Ambiente decidiu que o condicionamento passa também pela obrigatoriedade de serem usadas as cotas mais baixas propostas no Estudo de Impacte Ambiental (EIA). A DIA contempla também um conjunto de medidas de compensação sócio económicas e ambientais para a zona.

O mexilhão de rio do norte, Margaritifera margaritifera, é uma espécie rara protegida pela legislação nacional e europeia e que, em 1986, chegou a ser dada como extinta em Portugal. Actualmente, esta espécie existe nos rios Rabaçal, Tuela e Mente, que atravessam a parte ocidental do Parque Natural de Montesinho (PNM), e ainda no Paiva, Neiva e Cavado.

No âmbito do Estudo de EIA de Padroselos, o mexilhão de rio foi também descoberto no rio Beça. A construção da barragem de Padroselos implicaria a eliminação desta colónia de bivalves e, por isso, o EIA propôs um "possível cenário alternativo do projecto", que passava pela exclusão desta barragem do projecto.

Muitos especialistas e ambientalistas defendem que a sobrevivência do mexilhão de rio do Norte era "praticamente impossível" de conciliar com a construção da barragem de Padroselos.

A Iberdrola já pagou ao Estado um prémio de concessão no valor de 303 milhões de euros pela exploração das barragens durante 65 anos.

O empreendimento deverá ter um total de 1.135 megawatts (MW) de potência e uma produção eléctrica anual de 1.900 gigawatts/hora (GWh), equivalente ao consumo de um milhão de pessoas, e representa um investimento de 1700 milhões de euros.

Com a emissão desta DIA fica a faltar a referente à barragem de Girabolhos, no Mondego, para a conclusão do Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico.

Segundo a fonte, quando estas novas barragens estiverem concluídas, Portugal irá poupar cerca de 205,2 milhões de euros por ano com a importação de petróleo.


in Rádio Renascença, Rádio Sim - 22 de Junho de 2010

Chumbo do Ministério: Mexilhão trava uma das quatro barragens do Alto Tâmega





Chumbo do Ministério
Mexilhão trava uma das quatro barragens do Alto Tâmega

A espécie de mexilhão de rio do norte está protegida por legislação nacional
e europeia depois de ter chegado a ser dada como extinta em Portugal há 24 anos

O Ministério do Ambiente chumbou a barragem de Padroselos devido à descoberto no Rio Beça (concelho de Boticas) de mexilhão de rio do Norte, uma espécie rara que se chegou a julgar extinta há 24 anos. Esta barragem faz parte das quatro barragens da cascata do Alto Tâmega já concessionadas aos espanhóis da Iberdrola por 303 milhões de euros.

Especialistas vinham defendendo que era "praticamente impossível" conciliar a sobrevivência do mexilhão ‘margaritifera margaritifera' com o funcionamento da barragem de Padroselos.


De acordo com fonte oficial do Ministério do Ambiente, a Declaração de Impacte Ambiental (DIA) das quatro barragens foi assinada esta segunda-feira e, além de cancelar a construção da barragem de Padroselos, condiciona as outras três barragens - "sem comprometer a produção hidroelétrica anual" - sendo imposto o uso das cotas mais baixas propostas no Estudo de Impacte Ambiental (EIA).

Com a concessão da exploração das barragens aos espanhóis decidida para 65 anos, a Declaração de Impacte Ambiental aponta várias medidas de compensação sócio-económicas e ambientais para a região.

Espécie rara julgada extinta em 1986
A espécie de mexilhão de rio do Norte está protegida por legislação nacional e europeia depois de ter chegado a ser dada como extinta em Portugal há 24 anos, em 1986.

Já se sabia da existência da ‘margaritifera margaritifera' nos rios Rabaçal, Tuela e Mente (na parte ocidental do Parque Natural de Montesinho) e no Paiva, Neiva e Cavado. Agora, com este novo estudo (EIA), passou a saber-se que o mexilhão de rio existe também no Rio Beça.

De acordo com os especialistas, a construção da barragem de Padroselos levaria à eliminação da colónia do Beça, pelo que o EIA sugere esse "cenário alternativo do projecto" da cascata do Alto Tâmega, apenas com as restantes três barragens.


in RTP - 22 de Junho de 2010

Cortina de fumo lançada sobre o Tâmega: Mexilhão de rio leva governo a chumbar barragem de Padroselos





Cortina de fumo lançada sobre o Tâmega
Mexilhão de rio leva governo a chumbar barragem de Padroselos

O Ministério do Ambiente chumbou uma das quatro barragens da Cascata do Alto Tâmega, concessionadas à Iberdrola, por causa do mexilhão de rio do Norte, uma espécie rara descoberta no rio Beça, em Boticas, disse à agência Lusa fonte oficial do Ministério.

O Ministério do Ambiente chumbou uma das quatro barragens da Cascata do Alto Tâmega, concessionadas à Iberdrola, por causa do mexilhão de rio do Norte, uma espécie rara descoberta no rio Beça, em Boticas, disse à agência Lusa fonte oficial do Ministério.

A Declaração de Impacte Ambiental (DIA) das barragens do Alto Tâmega, concessionadas à espanhola Iberdrola, foi assinada na segunda feira e, segundo a fonte, chumbou a barragem de Padroselos, que estava previsto construir no rio Beça, no concelho de Boticas.

A tutela resolveu condicionar as restantes três barragens "sem comprometer a produção hidroelétrica anual".

O Ministério do Ambiente decidiu que o condicionamento passa também pela obrigatoriedade de serem usadas as cotas mais baixas propostas no Estudo de Impacte Ambiental (EIA).

A DIA contempla também um conjunto de medidas de compensação sócio económicas e ambientais para a zona.

O mexilhão de rio do norte, Margaritifera margaritifera, é uma espécie rara protegida pela legislação nacional e europeia e que, em 1986, chegou a ser dada como extinta em Portugal.

Actualmente, esta espécie existe nos rios Rabaçal, Tuela e Mente, que atravessam a parte ocidental do Parque Natural de Montesinho (PNM), e ainda no Paiva, Neiva e Cavado. No âmbito do Estudo de EIA de Padroselos, o mexilhão de rio foi também descoberto no rio Beça.

A construção da barragem de Padroselos implicaria a eliminação desta colónia de bivalves e, por isso, o EIA propôs um "possível cenário alternativo do projecto", que passava pela exclusão desta barragem do projecto.

Muitos especialistas e ambientalistas defendem que a sobrevivência do mexilhão de rio do Norte era "praticamente impossível" de conciliar com a construção da barragem de Padroselos.

A Iberdrola já pagou ao Estado um prémio de concessão no valor de 303 milhões de euros pela exploração das barragens durante 65 anos.

O empreendimento deverá ter um total de 1.135 megawatts (MW) de potência e uma produção elétrica anual de 1.900 gigawatts/hora (GWh), equivalente ao consumo de um milhão de pessoas, e representa um investimento de 1700 milhões de euros.

Com a emissão desta DIA fica a faltar a referente à barragem de Girabolhos, no Mondego, para a conclusão do Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico.

Segundo a fonte, quando estas novas barragens estiverem concluídas, Portugal irá poupar cerca de 205,2 milhões de euros por ano com a importação de petróleo.


Lusa, in negócios online - 22 de Junho de 2010

Alto Tâmega - Economia (Iberdrola): Descoberta de espécie rara inviabiliza barragem





Alto Tâmega - Economia (Iberdrola)
Descoberta de espécie rara inviabiliza barragem

O Ministério do Ambiente chumbou uma das quatro barragens do Alto Tâmega. Trata-se da Barragem de Padroselos. A decisão foi tomada por causa do mexilhão de rio do Norte.


in RTP - 22 de Junho de 2010

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Obras públicas recorrem a muita mão-de-obra de fora: Desemprego no distrito de Bragança não desce apesar das novas estradas e barragens










Obras públicas recorrem a muita mão-de-obra de fora
Desemprego no distrito de Bragança não desce apesar das novas estradas e barragens



(Nelson Garrido (arquivo))
Os desempregados inscritos em Abril de 2010 não são os mesmos do início de 2009

As grandes obras públicas estão a revelar-se incapazes de diminuir o desemprego no distrito de Bragança, com os inscritos nos centros de emprego a aumentarem, apesar das necessidades de mão-de-obra serem suficientes para absorver todos os desempregados da região.

O distrito está transformado num estaleiro, com empreitadas em simultâneo de estradas e barragens que representam um investimento sem precedentes no Nordeste Transmontano, superior a 1500 milhões de euros, só na fase de construção.
A criação de novos postos de trabalho tem sido apontada como a grande mais-valia destas obras, que têm já no terreno um número próximo de metade dos cerca de nove mil trabalhadores previstos no pico dos trabalhos, dentro de um ano.

Porém, a esmagadora maioria da mão-de-obra já recrutada é de fora da região e, desde o início das empreitadas, o número oficial de desempregados inscritos nos centros de emprego passou de menos de seis mil, no início de 2009, para 7333, em Abril de 2010.

O desemprego não desce principalmente pelo perfil dos desempregados. A maioria, 4266, são mulheres, e mesmo entre os 3067 homens não parece haver muitos candidatos.

Desocupados sem perfil para obras públicas
“Há situações de desemprego ligado ao sector agrícola e as pessoas não têm perfil, e aqueles que eventualmente podem ter perfil muitas vezes não se adaptam”, disse à Lusa o director do projecto da barragem da Baixo Sabor na EDP, Lopes dos Santos.

A observação é corroborada pelo responsável no terreno dos recursos humanos, António Monteiro, que mantém contacto permanente com o centro de emprego de Torre de Moncorvo, um concelho que apresenta das mais altas taxa de desemprego, a rondar os 18 por cento.

“Trabalhadores agrícolas é o que eles têm”, disse, realçando as dificuldades de adaptação a uma obra desta dimensão, “um trabalho duro e exigente”, que já levou a que, em dois anos, cerca de 200 trabalhadores tivessem entrado e saído por inadaptação.

Outro aspecto apontado pelo director de outra concessão, a das estradas do Douro Interior, que abrange o IP2 e o IC5, é a especificidade destas obras, que exigem “uma carga muito intensiva de maquinaria” que as empresas da região não têm, nem trabalhadores preparados para operarem.

Estradas com 30 a 40 por cento de trabalhadores da região

A concessionária admite que “30 a 40 por cento” dos trabalhadores destas estradas serão da região, o que equivale a cerca de 800 dos actuais 2000 no terreno, que dentro de um ano serão cinco mil para concluírem a empreitada.

Na barragem do Baixo Sabor, que começará a encher em 2013, a contratação local ultrapassa os 20 por cento, 160 dos 751 trabalhadores, um número que no próximo Verão subirá para perto de 1700.

A EDP é ainda responsável por mais 707 postos de trabalho no reforço de potência das barragens de Picote e Bemposta, no Douro Internacional, com uma percentagem idêntica à do Sabor de trabalhadores locais.

Os dados relativos às outras empreitadas apontam para cerca de mil trabalhadores locais nestas obras, mas não esclarecem se estavam desempregados ou não.

As estatísticas oficiais indicam que os desempregados inscritos em Abril de 2010 não são os mesmos do início de 2009, já que 5174 dos 7333 tinham feito a inscrição há menos de um ano.


Lusa, in Público (Economia) - 21 de Junho de 2010

Alto Tâmega («cascata») - Declaração de Impacte Ambiental (DIA): A «patranha nacional das barragens» prossegue com a chancela de Humberto Rosa















Alto Tâmega («cascata») - Declaração de Impacte Ambiental (DIA)
A «patranha nacional das barragens» prossegue com a chancela de Humberto Rosa


(clique na imagem para abrir o documento)

Humberto Rosa (O Secretário de Estado do Ambiente), in Agência Portuguesa do Ambiente - 21 de Junho de 2010

>> DIA Barragem de Fridão (EDP)

domingo, 20 de junho de 2010

Terras de Basto - Barragem de Fridão: Interesseiros

Terras de Basto - Barragem de Fridão
Interesseiros
A ler este texto, lembrei-me das "ameaças" emanadas pelo "trio" de autarcas da Região de Basto, quando se uniram em Fevereiro do corrente ano para "exigir" compensações financeiras pela construção das barragens.

Neste momento "único" de partilha de convicções, de opiniões e de interesses, os autarcas da Região de Basto exigiram o que o realmente já tinham exigido: contrapartidas financeiras.

No tempo, proposto pela lei para se discutir publica e dinamicamente o que nos reservava o programa nacional de barragens, estes, ultimavam acordos tácitos. Houve discussões "de trabalho" entre as concessionárias, o Estado e as autarquias locais, discussões em que lá terão posto as "suas" exigências financeiras sobre a exigências sócia-ambientais (o anúncio de contrapartidas é uma prova inequívoca).

O que se passou em Fevereiro foi uma distracção, um exagero de palavras que serviu para marcarem uma posição sobre algo que durante este processo mercantilista nunca fizeram: defender a população, a terra e o rio destes piratas.

Só espero que um dia se apure as responsabilidades políticas por permitirem que esta farsa (todo o processo para a construção destas barragens) continuasse e fosse "acarinhada" por quem, por dever e idoneidade, deveria ter posto um entrave e fez o oposto.

Por fim, deixo este excerto de uma recente entrevista ao professor Rui Cortes:


Rui Cortes não poupa críticas, afirmando que “os municípios do Tâmega estão apenas interessados em retirar mais-valias desta situação e não em questões de biodiversidade ou de qualidade da água” (...) o professor reitera que “o que está a prejudicar estes municípios não são as questões ambientais”, mas sim “as compensações financeiras”. “Eles já sabem disto há muito tempo, acusa. Podiam ter tido uma atitude mais pró-activa durante a fase de discussão pública. in [MCDT
]

Marco Gomes, in Remisso - 20 de Junho de 2010
Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega (Cabeceiras de Basto)