quarta-feira, 7 de abril de 2010

Ambiente - Assembleia da República: Oposição acusa Governo de avançar com barragens para "mascarar" o défice





Ambiente - Assembleia da República
Oposição acusa Governo de avançar com barragens para "mascarar" o défice


A oposição acusou hoje o Governo de avançar com o plano de barragens para reduzir o défice por inscrever no orçamento de Estado as contrapartidas pagas pelas empresas elétricas, durante uma audição parlamentar à ministra do Ambiente.

A ministra do Ambiente, Dulce Pássaro, foi hoje à Comissão parlamentar do Ambiente, Ordenamento do Território e Poder Local apresentar o Programa Nacional de Barragens com elevado Potencial Hidroeléctrico.

Dulce pássaro afirmou que ainda "não foram celebrados contratos de concessão" entre o Governo e as duas empresas que ganharam os concursos para as barragens previstas (a EDP e a espanhola Iberdrola), mas "apenas foram celebrados protocolos", enquanto decorrem todos os estudos de impacto ambiental e consulta pública relativos à localização das barragens.

Lusa, in Visão, Expresso - 6 de Abril de 2010

Política Energética versus Ambiente - Quercus defende energia eólica antes de construção de mais barragens






Política energética versus Ambiente
Quercus defende energia eólica antes de construção de mais barragens

A associação ambientalista Quercus considerou que as prioridades do Governo para a área da energia estão mal ordenadas e defendeu a prioridade da energia eólica em relação à construção de mais barragens ou à aposta no nuclear.
A Quercus considera que, antes de promover as 10 barragens previstas no Plano Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico (PNBEPH) ou pensar no recurso à energia nuclear, o Governo deveria promover “a redução do consumo e a eficiência energética, seguida das energias renováveis e, por fim, da mobilidade sustentável”.
“É prioritário um investimento forte na redução do consumo de energia e na eficiência energética, que não deve ser deixada para segundo plano, como aconteceu até aqui”, refere a Quercus, em comunicado, acrescentando que “mantendo a tendência actual de crescimento do consumo energético, não vai ser possível cumprir o objetivo de redução anual do mesmo em 1 por cento até 2016″.
Os ambientalistas sugerem “um debate claro e sério sobre a forma diversificada de produção de energia (mix energético) mais conveniente para o nosso país a médio (2020) e longo prazo (2050)”.
“Neste momento, o Governo aposta sobretudo na potência instalada de energia renovável pela grande hídrica, que no entender da Quercus deve ser revista, já que o peso da energia hídrica tem vindo a diminuir em relação ao crescente contributo da energia eólica na produção de eletricidade”, afirma.
A associação realça que Portugal tem a obrigação legal de cumprir a meta imposta pela união europeia de “produzir 31 por cento da energia final consumida por fontes de energias renováveis” e aconselha o Executivo a dar prioridade a este tipo de energia para promover a independência energética do País e incentivar o desenvolvimento tecnológico nacional.
A Quercus sugere ainda a análise da “capacidade total de potência instalada prevista, que pode promover o aumento de consumo e fazer fracassar na política de eficiência energética” e a clarificação da “capacidade de armazenamento de energia eólica das dez novas barragens previstas” no PNBEPH.

Lusa, in Construir, ionline - 7 de Abril de 2010

Ambiente: Quercus defende energia eólica antes de construção de mais barragens





Ambiente:
Quercus defende energia eólica antes de construção de mais barragens


A associação ambientalista Quercus considerou hoje que as prioridades do Governo para a área da energia estão mal ordenadas e defendeu a prioridade da energia eólica em relação à construção de mais barragens ou à aposta no nuclear.

A Quercus considera que, antes de promover as 10 barragens previstas no Plano Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico (PNBEPH) ou pensar no recurso à energia nuclear, o Governo deveria promover "a redução do consumo e a eficiência energética, seguida das energias renováveis e, por fim, da mobilidade sustentável".

"É prioritário um investimento forte na redução do consumo de energia e na eficiência energética, que não deve ser deixada para segundo plano, como aconteceu até aqui", refere a Quercus, em comunicado, acrescentando que "mantendo a tendência atual de crescimento do consumo energético, não vai ser possível cumprir o objetivo de redução anual do mesmo em 1 por cento até 2016".

Lusa, in Visão, Diário de Notícias, RTP, Expresso - 7 de Abril de 2010

Política Energética - Quercus: É possível um camiho com menos barragens e sem nuclear






Política Energética - Quercus
É possível um caminho com menos barragens e sem nuclear


A Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza reconhece as energias renováveis como uma peça fundamental para uma aposta energética sólida em Portugal e defende um debate claro e sério sobre a forma diversificada de produção de energia (mix energético) mais conveniente para o nosso país a médio (2020) e longo prazo (2050).

A Quercus considera que as prioridades do governo não estão correctamente ordenadas nesta área, pelo que em primeiro lugar deveria estar a redução de consumo e eficiência energética, seguida das energias renováveis e, por fim, a mobilidade sustentável. A associação reconhece que há muito por clarificar na área das energias renováveis em termos de investimento, formulação e garantia de preços de venda à rede.

É prioritário um investimento forte na redução do consumo de energia e na eficiência energética, que não deve ser deixada para segundo plano, como aconteceu até aqui. Mantendo a tendência actual de crescimento do consumo energético, não vai ser possível cumprir o objectivo de redução anual do mesmo em 1% até 2016.

A aposta nas energias renováveis é uma aposta também na independência energética do país. A subsidiação das energias renováveis é uma realidade, mas também é ainda mais avultado o investimento nos combustíveis fósseis e na investigação nuclear.

No âmbito da estratégia europeia energia-clima, Portugal tem a obrigação de produzir 31% da energia final consumida por fontes de energias renováveis. Esta é uma meta legal que terá de ser cumprida.

Dar prioridade às energias renováveis é também essencial para promover a independência energética do país, que a energia nuclear não assegura. Mais ainda, é igualmente uma forma de incentivar o desenvolvimento tecnológico nacional mais vantajosa do que quaisquer modelos de produção energética centralizada e em grande escala.

Neste momento, o governo aposta sobretudo na potência instalada de energia renovável pela grande hídrica, que no entender da Quercus deve ser revista, já que o peso da energia hídrica tem vindo a diminuir em relação ao crescente contributo da energia eólica na produção de electricidade.

Em paralelo, a Quercus ressalva ainda outros pontos que carecem de revisão, no quadro da política energética apresentada recentemente:

- Rever a política de eficiência energética para que Portugal tenha condições para cumprir as suas obrigações comunitárias e conseguir efectivamente reduzir o consumo de energia e melhorar a intensidade energética;

- Analisar a capacidade total de potência instalada prevista, que pode promover o aumento de consumo e fazer fracassar na política de eficiência energética;

- Clarificar a capacidade de armazenamento de energia eólica das dez novas barragens previstas no Plano Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico.


A Direcção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

in Quercus (Lisboa) - 7 de Abril de 2010

Política Energética - Reavaliar as opções: MANIFESTO POR UMA NOVA POLÍTICA ENERGÉTICA EM PORTUGAL






Política Energética - Reavaliar as opçõesMANIFESTO POR UMA NOVA POLÍTICA ENERGÉTICA EM PORTUGAL

1. A energia encontra-se na base do desenvolvimento económico de qualquer país.

No caso de Portugal, em que a situação económica se tem vindo a degradar de forma vertiginosa nos últimos anos, com crescimentos insignificantes do PIB, sempre abaixo da média da União Europeia, a política energética carece de uma profunda revisão, na medida em que os custos associados à energia podem ter reflexos extremamente negativos nas condições de vida dos cidadãos e na actividade das empresas.

Existe um consenso alargado de que o nosso país terá de fazer uma aposta importante na sua competitividade internacional e, para isso, é necessário que as nossas empresas disponham de energia a preços internacionalmente competitivos.

Os efeitos da actual política energética, principalmente no sector da electricidade, são particularmente graves, pois perdurarão negativamente mesmo que sejam eliminados os outros factores de atraso económico e condicionarão qualquer possibilidade de atracção de investimento, seja ele nacional ou estrangeiro. Todas as estratégias de saída da crise se baseiam na necessidade de aumento da competitividade empresarial, que o custo da energia irá prejudicar.

2. Tem-se procurado convencer a opinião pública do pretenso sucesso da actual política energética, chegando ao ponto de tentar passar a ideia de que Portugal está a dar lições ao mundo em termos de tecnologias da energia, uma originalidade que, alegadamente, permitiria ao país dispor de uma economia extremamente competitiva no século XXI.

Esta mensagem não podia estar mais longe da realidade.

A actual política energética tem vindo a ser dominada por decisões que se traduzem pela promoção sistemática de formas de energia “politicamente correctas”, como a eólica e a fotovoltaica, mas que apenas sobrevivem graças a imposições de carácter administrativo que garantem a venda de toda a produção à rede eléctrica a preços injustificadamente elevados.

3. A natureza intermitente e incontrolável das energias eólica e fotovoltaica torna-as incapazes de satisfazer, não só a totalidade do consumo, como a potência necessária em determinadas horas do dia e épocas do ano, o que exige que se continue a dispor de centros produtores controláveis de substituição e a recorrer com frequência a importações de Espanha.

Assim sendo, apesar das melhorias decorrentes do DL 33-A/2005, que impôs o aumento da incorporação de valor nacional nas eólicas e a redução das tarifas a praticar pelos novos operadores, a verdade é que a corrida a estas energias não tem tido um efeito sensível na redução do endividamento externo.

Por outro lado, a multiplicação de fontes primárias intermitentes dificulta cada vez mais o controlo global do sistema eléctrico. Tanto pode forçar alguns dos centros produtores tradicionais a regimes de funcionamento limitados e ineficientes, como, em certas épocas do ano, pode obrigar a dissipar, ou a exportar a preço nulo (!) a produção renovável em excesso.

4. A subsidiação concedida aos produtores destas formas de energia é ainda excessiva e tem contribuído para agravar de forma injustificada os preços da energia eléctrica ao consumidor final, em particular às famílias, sobre as quais a legislação faz recair o sobrecusto da Produção em Regime Especial (PRE).

O sobrecusto da PRE, se reflectido de imediato nas tarifas de electricidade, daria origem a aumentos incomportáveis, uma perspectiva eleitoralmente inconveniente e razão pela qual tem vindo a ser dissimulado numa conta controversa, o chamado “défice tarifário”.

Este défice não é mais do que uma dívida que as famílias vão ter de pagar, ao longo de vários anos, juntamente com os juros decorrentes da dívida junto das instituições bancárias. Na verdade, face à garantia dada pelo Estado através do DL 165/2008, o défice tarifário constitui já uma forma de dívida pública oculta.

Em 2009 o défice tarifário acumulado atingiu um valor assustador, superior a 2000 milhões de Euros. E, a manter-se a actual política, é inevitável que o sobrecusto destas fontes de energia venha a crescer nos próximos anos, o que conduzirá a um aumento brutal do preço da electricidade para os consumidores, agravando inexoravelmente não só as condições de vida de todos os portugueses como a competitividade exportadora nacional.

5. Para tornar o panorama mais sombrio, está em curso a construção de empreendimentos hidroeléctricos dotados de equipamentos reversíveis, alegadamente destinados a “armazenar o excesso de produção eólica” mediante bombagem hidroeléctrica, um projecto a que foi dada a designação de “complementaridade hídrica-eólica”.

Embora se reconheça a vantagem destes empreendimentos na melhoria da gestão global do sistema eléctrico, bem como na constituição de reservas estratégicas de água, a bombagem hidroeléctrica é um processo que enferma de perdas inevitáveis de energia, pelo que acabará por redundar no desperdício da energia eólica e fotovoltaica utilizada na bombagem.

Além disso, sendo a energia dos parques eólicos actualmente em exploração vendida à rede eléctrica nacional a preços que frequentemente triplicam o valor corrente de mercado, a complementaridade hídrica-eólica não faria qualquer sentido para as empresas concessionadas se não fossem os consumidores a suportar os sobrecustos da produção eólica.

6. A subsidiação do sobrecusto das energias renováveis não pode constituir uma prática permanente. Apenas se poderá justificar por períodos limitados de tempo e em fases iniciais próprias dos processos de desenvolvimento tecnológico. Em Portugal tem sido uso corrente tentar viabilizar à força mesmo aquelas que uma análise económica rigorosa teria eliminado à partida.

Todas as formas de produção de energia eléctrica que são privilegiadas pela política de preços administrativos revelam valores várias vezes superiores ao de mercado. Para além da energia de origem eólica, a um preço médio de aquisição em 2010 de 91 Euros/MWh, a fotovoltaica tem um preço de 344 Euros/MWh e no caso da micro-geração doméstica, para quantidades garantidas e já comercialmente relevantes, o preço é de 587 Euros/MWh. Tudo isto constitui uma verdadeira aberração económica cujas consequências dramáticas para a economia do país são já evidentes a partir dos dados publicados pela ERSE.

7. O Governo português assumiu, como inquestionável, que seria possível conseguir uma substituição progressiva e eficaz das fontes térmicas tradicionais (petróleo, carvão e gás) pelas fontes renováveis (hídrica, eólica, solar e outras). Todavia, não obstante o esforço observado nas tentativas de diversificação, em que se incluíram opções irrealistas à mistura com muito voluntarismo, os resultados foram vincadamente negativos, e darão origem a um enorme aumento dos preços da electricidade para as famílias e as empresas.

Por outro lado, não tem havido o cuidado de esclarecer devidamente a opinião pública acerca da discrepância entre as potências instaladas nos parques eólicos e fotovoltaicos e os valores da energia efectivamente produzida. De facto, em virtude da sua intermitência, estas fontes primárias apenas poderiam ser complementares dos centros produtores tradicionais, mais controláveis e muito mais disponíveis.

8. Para ilustrar a incapacidade da actual política para reduzir a nossa dependência energética, bastará referir que em 2008, último ano de que existem dados publicados pela DGEG, o saldo líquido da factura energética portuguesa atingiu o valor de 8219 milhões de Euros, ao passo que em 1998 não ultrapassava 1464 milhões de Euros .

A valores constantes de 1998 o aumento verificado nestes dez anos atingiu 322 % e foi devido, sobretudo, ao enorme incremento da factura relativa a combustíveis fósseis, como o petróleo e o gás natural, cuja importação a actual política energética não conseguiu reduzir.

E, não obstante os enormes subsídios entretanto concedidos aos investimentos nas “novas energias renováveis”, o total conjunto da rubrica “Eólica, Geotérmica e Fotovoltaica“ em 2008 representou apenas 2,11 % do consumo total de energia primária em Portugal, tendo-se mantido a dependência energética em redor de 83 % ao longo dos últimos dez anos.

Assim, os signatários consideram fundamental exigir uma avaliação técnica e económica, independente e credível, da política energética nacional, de forma a ter em conta todas as alternativas energéticas actualmente disponíveis, com o objectivo inequívoco de reduzir os preços da energia com que são confrontados os cidadãos e as empresas, a par de garantir uma maior segurança energética e uma verdadeira redução do défice da balança comercial.


Lisboa, 30 de Março de 2010

ALEXANDRE PATRÍCIO GOUVEIA – Gestor
ALEXANDRE RELVAS – Empresário
ÂNGELO ESTEVES – Engenheiro
ANTÓNIO BORGES – Economista e Prof. ISCTE
ANTÓNIO CARDOSO E CUNHA – Engenheiro
ARMANDO ZAGALO de LIMA – Engenheiro e Gestor
AUGUSTO BARROSO – Físico e Prof. FCUL
BRUNO BOBONE – Empresário e Presidente da ACL
CARLOS ALEGRIA – Engenheiro e Prof. IST
CLEMENTE PEDRO NUNES – Engenheiro e Prof. IST
DEMÉTRIO ALVES – Engenheiro
FERNANDO MENDES DOS SANTOS – Gestor
FERNANDO ROLIM – Empresário e Presidente da AIMMP
FRANCISCO VAN ZELLER – Engenheiro
GUSTAVO GUIMARÃES – economista
HENRIQUE NETO – Empresário
HORÁCIO PIRIQUITO – Jornalista e Empresário
JAIME DA COSTA OLIVEIRA – Físico
JAIME RIBEIRO – Engenheiro
JOÃO DUQUE – Prof. e Presidente do ISEG
JOÃO SALGUEIRO – Economista e Prof. UNL
JORGE PACHECO de OLIVEIRA – Engenheiro
JOSÉ LUIS PINTO DE SÁ – Engenheiro e Prof. IST
LUIS CAMPOS E CUNHA – Economista e Prof. UNL
LUIS MALHEIRO DA SILVA – Engenheiro
LUIS MIRA AMARAL – Engenheiro e Prof. IST
LUIS VALENTE DE OLIVEIRA – Engenheiro e Prof. FEUP
MANUEL AVELINO DE JESUS – Prof. e Presidente do ISG
MANUEL LANCASTRE – Engenheiro
MIGUEL CADILHE – Economista
MIGUEL HORTA E COSTA – Gestor
NUNO FERNANDES TOMÁS – Gestor
NUNO RUIZ – Jurista
PEDRO FERRAZ DA COSTA – Empresário
PEDRO SAMPAIO NUNES – Engenheiro
SÉRGIO FERREIRA – Economista e Prof. ISEG

in Energia para Portugal - 7 de Abril de 2010

terça-feira, 6 de abril de 2010

Assembleia da República - Ministra do Ambiente: Barragens para «mascarar» o défice






Assembleia da República - Ministra do Ambiente
Barragens para «mascarar» o défice


Programa apresentado por Dulce Pássaro propõe construções em Vidago, Almourol, Alvito entre outras

A oposição acusou esta terça-feira o Governo de avançar com o plano de barragens para reduzir o défice por inscrever no orçamento de Estado as contrapartidas pagas pelas empresas eléctricas, noticia a Lusa.

O plano foi apresentado hoje pela ministra do Ambiente, Dulce Pássaro na Comissão parlamentar do Ambiente, Ordenamento do Território e Poder Local e recebeu fortes críticas.

«É estranhíssimo como o Governo acelerou este processo para conseguir antecipar uma receita muito relevante e agora esses projectos podem estar em risco», afirmou o deputado do PSD Leitão Amaro, salientando «que os contratos não estão assinados e por isso mesmo não há certeza quais os projectos específicos que vão avançar».

«O que significa claramente que se alguns deles não avançarem há risco da necessidade de devolução do dinheiro do Estado, já para não falar em indemnizações», considerou.

Por seu lado, Dulce Pássaro admitiu o encaixe de receitas das verbas pagas pelas empresas para terem direito de opção, mas ressalvou que os protocolos celebrados entre as entidades que ganharam o concurso para os empreendimentos «estipulam mecanismos para a gestão dessas receitas, se eventualmente tiver que haver alguns acertos».

Os deputados consideraram ainda que os estudos realizados têm pouco rigor e qualidade e são insuficientes, como demonstra um relatório da própria União Europeia, que considerou «pobre» a avaliação dos impactos que estas infra-estruturas vão ter.

O programa propõe a construção das barragens de Foz Tua, Fridão Padroselos, Gouvães Daivões, Vidago, Almourol, Pinhosão Girabolhos e Alvito.
Redacção /CMM, in TVI 24 - 6 de Abril de 2010

Remunerações - EDP sem vergonha: António Mexia mais bem pago que Steve Jobs




Remunerações - EDP sem vergonha
António Mexia mais bem pago que Steve Jobs

Presidente da EDP ganha mais que os presidentes da Microsoft e da Apple.

Apesar de ser o gestor mais bem pago do PSI-20, António Mexia não tem o maior salário entre os responsáveis das eléctricas europeias. Os 3,1 milhões de euros de remuneração do presidente da EDP ficam aquém das obtidas nas empresas do sector na Alemanha, a RWE e a E.ON, mas acima dos salários de Steve Balmer, presidente da Microsoft, ou Steve Jobs, presidente e fundador da Apple (ver caixa).

Jürgen Grossmann, presidente executivo da RWE, recebeu no ano passado perto de 9,2 milhões de euros, quase o triplo do auferido pelo líder da eléctrica nacional. Segundo o relatório e contas da empresa, apenas 2,7 milhões de euros do total da remuneração são pagos em salário fixo, sendo o restante atribuído em prémios baseados no desempenho, benefícios, pagamento pelo exercício de mandato e outras remunerações. O salário de Grossmann aumentou 80 mil euros quando comparado com o ano anterior, tendo a RWE pago 18,7 milhões aos seus administradores executivos.

Já o presidente executivo da também eléctrica alemã E.ON, Wulf H. Bernotat, auferiu quase 4,47 milhões de euros em 2009, sendo o segundo mais bem pago neste sector. Deste valor, 1,24 milhões foram atribuídos em salário fixo, 2,13 milhões em bónus anuais e outros prémios e benefícios, no valor de 1,1 milhões. No total, a empresa pagou 16 milhões de euros em salário à sua equipa de gestão, lê-se no relatório e contas da eléctrica.

Com uma remuneração de 3,1 milhões de euros em 2009, António Mexia está em terceiro nesta lista. No entanto, o gestor da eléctrica nacional só recebeu 703 mil euros de salário fixo, sendo o restante valor atribuído em bónus, quer anuais quer plurianuais - referentes a anos anteriores mas entregues em 2009 - razão pela qual a remuneração do presidente da EDP cresceu dois milhões de euros num ano, a título excepcional, já que em 2008 António Mexia recebeu quase 1,3 milhões de euros.

No total, a empresa pagou 17,6 milhões em remunerações aos membros do conselho de administração executivo, segundo os valores disponíveis no relatório de governo de sociedade da eléctrica.

Com salários abaixo do auferido por António Mexia estão os responsáveis da Gás Natural e da EDF. Salvador Gabarró Serra, presidente da eléctrica espanhola, auferiu 1,1 milhões de euros em 2009, sendo que a empresa pagou quatro milhões de euros em salários aos seus administradores, quer executivos quer não executivos.

Já Pierre Gadonneix, presidente executivo da empresa francesa até Novembro, recebeu um total de 729 mil euros. Henri Proglio, que ocupou o seu lugar, auferiu 154 mil euros.

No caso da Iberdrola e da Endesa, eléctricas espanholas, não é possível saber os salários individuais dos seus gestores.

A primeira pagou 9,7 milhões de euros aos administradores, quer executivos quer não executivos. Já a Endesa remunerou os membros do conselho de administração em 38,5 milhões de euros, segundo refere a empresa no seu relatório de governo de sociedade referente a 2009.


Maria João Espadinha, in Diário de Notícias (economia) - 6 de Abril de 2010

Assembleia da República - Dia 6 de Abril, às 10 horas: Ministra do Ambiente na Comissão de Ambiente Ordenamento do Território e Poder Local





Assembleia da República - Dia 6 de Abril, às 10 horasMinistra do Ambiente na Comissão de Ambiente Ordenamento do Território e Poder Local

Audição Ministra do Ambiente e Ordenamento do Território, Dulce Pássaro, sobre o Programa Nacional de Barragens com elevado Potencial Hidroeléctrico.

in Assembleia da República - Abril de 2010

segunda-feira, 5 de abril de 2010








AMBIENTE - Programa Nacional de Barragens
MINISTRA OUVIDA NO PARLAMENTO

in Correio da Manhã, (p. 22) - 4 de Abril de 2010

Assembleia da República - PROGRAMA NACIONAL DE BARRAGENS: AUDIÇÃO PARLAMENTAR DA MINISTRA DO AMBIENTE POR INICIATIVA DE "OS VERDES"








Assembleia da República - PROGRAMA NACIONAL DE BARRAGENS
AUDIÇÃO PARLAMENTAR DA MINISTRA DO AMBIENTE POR INICIATIVA DE "OS VERDES"

Num momento em que está a decorrer a consulta pública das barragens do Alto Tâmega, a Ministra do Ambiente vai amanhã, dia 6 de Abril, pelas 10.00h, ser ouvida na Comissão Parlamentar de Ambiente e Ordenamento do Território, por iniciativa do Grupo Parlamentar “Os Verdes”, sobre o Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico (PNBEPH), um Programa que foi o suporte para os empreendimentos em consulta pública, assim como para a barragem de Fridão e para a barragem do Tua.

“Os Verdes” relembram que contestaram o PNB desde o início, assim como a localização e concretização dos empreendimentos em causa. Salientam ainda o facto de, apesar de o Governo considerar esta matéria de interesse nacional, nunca por sua iniciativa ter sido discutida na Assembleia da República, mas sim por iniciativa do PEV, como acontecerá – mais uma vez – amanhã.

O Gabinete de Imprensa de “Os Verdes” (Lisboa) - 5 de Abril de 2010

domingo, 4 de abril de 2010

Alto Tâmega versus barragens: Por este rio Tâmega abaixo

Alto Tâmega versus barragens
Por este rio Tâmega abaixo

Há dias os que mandam, os de Lisboa, muito ofendidos, alertaram para o perigo que havia de comparar Portugal com a Grécia… que devíamos estar caladinhos, dar outra imagem para o exterior, esconder (ao fim ao cabo) aquilo que somos. É fácil esconder e ficar calado quando se tem a barriguinha cheia e se vive no meio de mordomias, ignorando sem desconhecer, a realidade de milhares (ou serão já milhões) de portugueses que vivem de misérias e em plena ou à beira da pobreza. É fácil disfarçar os problemas reais com golpes de teatro que até os mais crédulos reconhecem e até se aproveitam da representação teatral, ou seja, é como nos filmes, parece real, mexe com os sentimentos das pessoas, mas tudo não passa de uma mentira.

Por cá, há anos que se vive em plena mentira aceite e instituída até, sem ninguém fazer ondas, vivem-se os silêncios da miséria, onde oportunismo colaboracionista pode dar umas migalhas, ou então, por cobardia e o medo manter as que possuem. Estamos nessa.

Para memória futura

Tudo são números, quadros e tabelas de Excel manipulados em atraentes gráficos coloridos e não fosse o olhar atento da fiscalização da nossa desgraça, neste momento, pela certa estávamos a par dos melhores da Europa e não ao lado da Grécia. Portugal é o país da mentira e até se louva e admira quem mente melhor, havendo até um certo gozo em aldrabar e ser aldrabado… mas com algum requinte, com cara séria de sério, que nisso, vai-se mantendo a “nobreza”.

Só a título de exemplo, tomemos alguns. Ainda há poucos anos Portugal era um dos países que tinha uma das maiores taxas de analfabetismo. Hoje, graças ao RVCC, Portugal iguala os melhores da Europa em termos de formação e, só mesmo um burro de 4 patas é que não tem (no mínimo) o 12º Ano. E o que é o RVCC!? Pouco interessa, mas é uma coisa que nuns meses, resolve 12 anos de estudos… Também daqui a uns anos, Portugal deverá ser um dos países com mais variedade licenciados e licenciaturas, mestres e doutores para tudo, o progresso do país exigia-o, no entanto o problema de progresso não se devia à falta de doutores e engenheiros, mas à falta de produção com operários e técnicos qualificados condignamente pagos e tratados como merecem, com o apoio de um estado que deveria preocupara-se em defender-lhe os interesses, a produção, habitação, saúde, educação e formação (profissional), em vez de se preocupar com a capoeira de pavões e cagões.

Toda a veiga de Anelhe, Souto Velho, e Vilarinho das Paranheiras, incluíndo pontão, serão submersas

Os concursos públicos (de todos os tipos) são outra das mentiras instituídas em Portugal. Abre-se concurso para tudo e mais alguma coisa, dá-se-lhe um ar institucional de seriedade e legalidade, com montes de papéis e depois distribui-se por familiares, afilhados, compadres, cores partidárias e no fim, ainda sobra alguma coisa para os gajos porreiros.

Enfim, poderia estar para aqui a gastar o meu latim durante páginas e páginas com exemplos, vergonhosos e escandalosos até, mas estaria a desviar-me do assunto que quero trazer aqui hoje e que são, as não menos vergonhosas e escandalosas barragens que vão destruir o Rio Tâmega para sempre, sem possibilidade de retorno, contra todas as correntes do bem senso, tendo como base mais um negócio dos e para os grandes feito com mentiras e omissões.

Já há muita gente empenhada em saber a verdade das barragens e, contradizendo o texto dos parágrafos anteriores, são gente e organizações sérias. Estranhamente, ou talvez não, não vejo os actores políticos da região a manifestarem-se (defender, repudiar ou até informar) sobre esta problemática das barragens. Preferem o silêncio e deixa correr o que é ditado desde os negociantes de Lisboa, mas sempre gostaria de saber qual é a opinião dos principais partidos políticos ou dos seus representantes locais e da região. Não sei qual a opinião do PSD, do PS, do CDS e do PCP o que me leva a entender o silêncio como consentimento. Também não sei o que pensam, nem se manifestam, os nossos dois deputados flavienses. Também não é conhecida ou clara a posição dos municípios ribeirinhos do Tâmega (Chaves, Boticas, Vila Pouca, Ribeira de Pena), que inicialmente se alinharam no negócio com a EDP (para mamar algum – é este o termo) e que agora se ficam pelo silêncio público, sem informar as populações e, apenas, reivindicando (parece-me) algum do pilim do negócio, não demonstrando qualquer preocupação com os malefícios das barragens. A população merece ser informada ou não serão os autarcas os principais representantes da população!?

Moinhos, pontes (românicas) e recentes, estradas, veigas e casas, serão submersas

Da minha parte, continuo à procura de informação, mas por aquela que me é disponibilizada, continuo a dizer um NÃO bem rotundo e convicto às barragens. Convençam-me do contrário e eu mudo de opinião. Para já é NÃO às barragens do Tâmega, sim ao rio Tâmega.

Quem concordar e estiver informado, não esqueça que circulam na NET e em papel algumas petições contra as barragens do Tâmega. Deixo por aqui, aquela que nos é mais próxima. Click na imagem, leia a petição e se concordar, não deixe de a assinar.


http://www.peticaopublica.com/?pi=tamega
.
E se o problema das barragens começa aqui bem próximo de nós, mais propriamente a partir das freguesias de Redondelo, Anelhe, Vilarinho das Paranheiras e Arcossó (todas com a barragem a inundar-lhe terras e construções), o problema vai-se agravando para jusante, com a construção das restantes barragens em cascata, sendo sem qualquer dúvida, Amarante, a cidade mais sacrificada e que poderá vir a ser catastroficamente a mais prejudicada. O Rio Tâmega é só um e é tão nosso como em Amarante, é de todos aliás, por isso um pouco de solidariedade de todos, precisa-se e é urgente.

Fica para conhecimento um manifesto com origem em Amarante, resultante da manifestação de dia 13 de Março. [clique aqui para saber o teor do documento]

A ponte da Praia de Vidago e parte da estrada nacional serão submersas

A ponte da Praia de Vidago e parte da estrada nacional serão submersas


Toda a veiga de Arcossó será submersa, incluindo casas e equipamentos

Toda a veiga de Arcossó será submersa


Toda a veiga de Arcossó será submersa

E por hoje é tudo. Pelo Rio Tâmega, passe e assine a petição:

Nota: Todas as fotos de hoje, à exceção da primeira, são de zonas que vão ser inundadas pela barragem de Vidago.
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Fernando Ribeiro, in Olhares sobre a cidade (Chaves) - 31 de Março de 2010

Manifestação em Mondim de Basto: «Salvar o Tâmega» ainda é possível!

Manifestação em Mondim de Basto
«Salvar o Tâmega» ainda é possível!

Conforme entusiástica e cívicamente planeado pela Junta de Freguesia de Mondim de Basto, decorreu no passado dia 28 de Março, uma manifestação pública contra a construção da barragem de Fridão. A concentração e distribuição de informação escrita sobre esta luta teve lugar pelas 16h00, no tabuleiro da Ponte de Mondim sobre o rio Tâmega.
Aqui foram afixados, pela Quercus, cartazes sobre a ponte e uma grande lona na margem do Tâmega que pela irregularidade do terreno demorou um pouco a ficar estendida.
Estiveram no local a TVI e RTP, entre outra comunicação, para cobertura do acontecimento neste local onde alguns Mondinenses de “gema” presentes, de coração partido olhavam estupefactos e já com saudade para aquele rio ainda selvagem perante os olhos que deixavam escorrer lágrimas salgadas sobre aquelas cristalinas águas doces.
Então, mesmo sem palavras, parece que eu lia um novo poema do "Ginho", ali no sucalco do rio:


«Neste dia, o menino agarrou bem firme com as duas mãos na pega daquele cartaz e “Rei do Mundo”, ainda de pés secos e firmes ao chão ergueu-o ao olhar da Graça, como que gritando: "Mais Barragens Não!" Quem quis, escutou a Senhora lá do alto do Farinha: "Lutai, que salvar o Tâmega ainda é possível!"...»

Ao fim de sensivelmente uma hora os defensores seguiram pelo “Caminho Velho” empedrado em direcção à praça da Via Cova, ao lado da Junta de Freguesia de Mondim de Basto, onde teve lugar uma sessão de esclarecimento perante algumas centenas de Mondinenses e defensores do Tâmega, sobre as consequências e desvantagens destes projectos hídricos, com algumas acusações aos governantes e protagonistas destes negócios das 5 barragens projectadas para a Bacia do Rio Tâmega ao longo dos concelhos afectados, e muito concretamente Amarante e Mondim de Basto pelas suas especificidades. Pela vereda, demos à casa do Historiador Sr. João Alarcão e o "brinde" à defesa da causa foi inevitável.

Passava das 17.00h e tomaram da palavra como oradores, o Presidente da Junta de Freguesia de Mondim de Basto, Fernando Gomes, salientando que (...) a implantação da Barragem do Fridão provocará uma série de impactes ambientais – seja durante a fase construtiva ou ao longo da sua operação – relacionadas com a protecção e o aproveitamento de águas. Os principais impactes serão ao nível do clima, com predominância para constantes nevoeiros, os recursos hídricos, a qualidade da água, diversidade biológica, património cultural, paisagens, planeamento e gestão do território. Também interveio o Eng. João Branco (Quercus-Biodiversidade) – que exclamou “Vamos lutar até ao fim! A construção ainda não é um facto consumado! A causa ainda não está perdida!”; O Dr. Amílcar Salgado (Economista-Sócio-Economia); o Prof. Dr. Emanuel Queirós (Movimento Cidadania Defesa Tâmega)/ Geomorfologia – com um discurso emocionante em várias vertentes – afirmando “Se a lei for cumprida nenhuma barragem na bacia do Tâmega será construída”.

E as abordagens terminaram com o Sr. Coronel Artur Freitas a chamar vincadamente à atenção para os riscos (...) de a acontecer uma eventual ruptura da Barragem de Fridão, provocaria uma onda que chegará à cidade de Amarante em apenas 13 minutos, submergindo grande parte da área urbana e causando imensas perdas humanas sem tempo para se salvarem!

Julgamos que com esta providêncial sessão de esclarecimentos na sua própria terra e promovida pelo Executivo que elegeram democraticamente para a Junta de Freguesia, que tem por obrigação de bem gerir a Freguesia e se opõe à construção da Barragem de Fridão, porque entende ser a melhor opção para a região. Está agora na consciência e quiçá, nas mãos dos Mondinenses, decidirem o que acham ser bom para eles e para o futuro de Mondim de Basto.

Para nós, do exterior desta maravilhosa região, que respeitamos as suas gentes e aprendemos com as suas tradições, seus eventos e literatura, decididamente adoramos o seu Património Natural e Edificado e veríamos com profunda tristeza tudo ficar submerso em águas paradas e estagnadas, que ao longo destes anos sempre as conhecemos selvagens e puras.


in Passeios da Caramulinha - 31 de Março de 2010

«Salvar o Tâmega» ainda é possível!: Os rios elevam, ó Senhor, a sua voz

«Salvar o Tâmega» ainda é possível!
Os rios elevam, ó Senhor, a sua voz

(Poema de Luís Jales de Oliveira)

in Passeios da Caramulinha - 31 de Março de 2010

Rio Olo: Tamecanos Rocks

Rio Olo
TAMECANOS ROCKS

Decorreu com sucesso o encontro dos Tamecanos 2010.

in Aquavertical - 3 de Abril de 2010

sábado, 3 de abril de 2010

PNBEPH - Relatório CE (ARCADIS) - Relatório europeu alerta: Novas barragens podem ser uma inutilidade muito cara





PNBEPH - Relatório CE (ARCADIS)
Relatório europeu alerta: Novas barragens podem ser uma inutilidade muito cara


O relatório da Comissão Europeia é peremptório: o Programa Nacional de Barragens é um disparate e custa milhões. O contribuinte vai pagá-lo agora e arrisca-se a ter que assumir mais tarde as sanções europeias.

A Comissão Europeia encomendou uma peritagem a uma entidade independente e o relatório final é taxativo: “se Portugal fizer todas as barragens previstas, não vai conseguir cumprir a legislação europeia sobre a qualidade da água”. A directiva Quadro da Água é bem clara: os estados membros da União Europeia têm de atingir índices comunitários de qualidade das águas antes de 2015. O documento revela que o Estado português avaliou mal os impactos e a verdadeira necessidade das barragens. Até agora já foram adjudicadas sete de dez novas barragens, como a de Foz-Tua, que vai inundar dezasseis quilómetros da muito turística via-férrea que serve aquelas paragens.

O relatório europeu não poupa o governo de José Sócrates, que “omitiu” as consequências ambientais negativas originadas pela construção das barragens. Os especialistas europeus mostram, “preto no branco”, que o actual Programa das Barragens está mal concebido e que representa um gasto inútil de milhões de euros para o contribuinte. Para a Comissão Europeia, as consequências de cada barragem na qualidade da água foram analisadas de uma forma “ligeira” e o balanço do impacto global do Programa foi menosprezado. Resultado, bem expresso no relatório, “não se compreende a decisão do Estado português”. Isto é: o Programa Nacional de Barragens contraria claramente os objectivos expressos nas directivas comunitárias e, também neste domínio, o Estado português e os contribuintes serão financeiramente penalizados, se os resultados impostos até 2015 não forem alcançados.

A questão levantada pela Europa resume-se de forma pragmática: “de que serve construir mais barragens, em nome da retenção, se as condições de construção das previstas mais não farão do que criar outros tantos reservatórios de água deteriorada”.

O Instituto da Democracia Portuguesa (IDP) foi quem tem vindo a alertar para a situação: “o país sabe agora que a Avaliação Ambiental Estratégica do Plano Nacional de Barragens omitiu propositadamente o tratamento de factores críticos, tais como a qualidade da água, a perda de biodiversidade e também o impacto das alterações climáticas”. O IDP faz notar que o relatório comunitário acentua erros de cálculo “inadmissíveis”.

Várias associações ambientalistas já se tinham oposto ao Programa. A Quercus defende que, face a este estudo, o Governo “deve suspender de imediato o Programa Nacional de Barragens e todos os procedimentos administrativos e obras no terreno conducentes à construção das mesmas”, em especial no que toca à Barragem de Foz Tua. E ainda que “a própria Barragem do Baixo Sabor, deixada propositadamente fora deste programa”, deve ser incluída no mesmo e reavaliada “à luz dos critérios e constatações que o estudo da Comissão Europeia (CE) refere”.

Os ambientalistas têm considerado que o Programa Nacional de Barragens é globalmente desfavorável ao desenvolvimento do país e à protecção dos valores ambientais e culturais, “com atropelos à legislação existente em relação ao planeamento e conservação dos recursos hídricos e da biodiversidade”. Também criticam não ter sido efectuado um estudo custo-benefício e de impacto ambiental entre a opção retida pelo Governo e outras fontes de energia renovável como, por exemplo, a eólica off-shore (no mar).

As organizações defensoras do ambiente protestam por também não terem sido contabilizadas as emissões de CO2 associadas a todo o ciclo de vida das barragens, nem levadas em conta as conclusões do Painel Inter-Governamental para as Alterações Climáticas da ONU (IPCC), que prevê uma quebra de 20 a 50 por cento da produção hidroeléctrica na Península Ibérica até 2070, devido ao aquecimento global.

O Partido Ecologista Os Verdes, por seu turno, exigiu na Assembleia da República a suspensão de todo o plano. “O Governo nunca se debruçou sobre esta matéria”, denuncia a deputada “verde” Heloísa Apolónia, defendendo que a intenção é apenas produzir mais, quando Portugal já tem “equipamentos suficientes”. Valendo-se das conclusões do relatório europeu afirma que “estas dez barragens não vão servir para mais que três por cento da produção de electricidade nacional”.

Falando pelo partido no poder, o PS, o deputado Jorge Seguro desvaloriza o estudo “que foi encomendado pelos serviços da CE a uma empresa belga, que também tem alguns técnicos espanhóis”, mantendo que, em questões de ambiente, “a bancada do PS teve na anterior legislatura uma atitude muito conscienciosa”.

A Liga Portuguesa da Natureza, pela voz de Eugénio Sequeira, também tem opinião negativa: “este plano não faz sentido e na altura do debate público dissemos isso mesmo. Existem muitas dúvidas sobre se a produção de energia através da construção de novas barragens tem mais benefícios do que inconvenientes. Isto porque não tem em conta questões como a influência na qualidade da água ou a erosão da costa”. “Sem se saber se o metano produzido compensa o investimento, o Estado nunca irá abdicar de uma barragem depois de construída, até porque a adjudicação está feita. Resta saber se, tal como estão os caudais, haverá água para tanta barragem. A solução? Aproveitar melhor as que existem, fazer estudos independentes e evitar novas construções”, alerta o especialista.

Mas o Governo defende que as novas barragens vão reduzir a nossa dependência e fragilidade em termos energéticos e de emissões de CO2, reforçar o potencial hídrico de 46 para 70 por cento, complementar a produção de energia eólica, criar empregos e desenvolver o comércio e turismo locais.


INAG reconhece impactos ambientais

O acutilante relatório comunitário foi elaborado por uma empresa espanhola, envolve técnicos de vários países – incluindo um português –, e é do conhecimento do Ministério do Ambiente desde Julho, mas só agora foi revelado, depois de tornado público pela SIC.

Orlando Borges, presidente do Instituto da Água (INAG), justifica o atraso na divulgação das conclusões da peritagem, porque se “trata de um documento pedido pela Comissão Europeia e, por isso, não é ao Governo português que compete divulgá-lo”.

O presidente do INAG não nega que a construção de barragens terá consequências ambientais negativas, mas garante que os dez locais escolhidos (dos 25 que tinham sido seleccionados inicialmente) são os que têm “menores impactos” e em que “as contrapartidas esperadas os superam em grande parte”. Quanto às falhas apontadas, garante que serão avaliadas em sede dos estudos de impacto ambiental (que estão em elaboração) e que, “no limite, se houver alguma directiva ou normativa comunitária que esteja a ser violada, o projecto será corrigido ou não será feito”. Orlando Borges afirma ainda que Portugal está a preparar uma resposta a Bruxelas, mas garantiu que “este relatório não vai mudar em nada a programação do que está estabelecido”.

Em defesa do programa de Governo está ainda a EDP. Em comunicado, defendeu que o Plano Nacional de Barragens não deve ser posto em causa pelo relatório encomendado por Bruxelas para avaliar o alargamento do sistema hidroeléctrico português.

A fornecedora nacional de electricidade ­­– que ganhou a construção de três das sete barragens já atribuídas –, afirma que o processo é sólido e que o relatório dos peritos europeus não vai pôr em causa a sua execução. António Neves de Carvalho, responsável nacional da distribuidora eléctrica para a área da sustentabilidade e ambiente diz que as críticas europeias não fazem a empresa temer que o processo tenha de voltar à estaca zero.

O responsável da EDP contesta também a advertência do relatório sobre as novas barragens colocarem em risco o cumprimento, por parte de Portugal, da directiva europeia sobre a qualidade da água, que deve ser cumprida até 2015, e mantêm que as novas infra-estruturas vão ajudar a alcançar esse objectivo e que tudo não passa de “uma grande dose de equívocos entre Lisboa e Bruxelas”.

in O Diabo - 25 de Novembro de 2009

António Mexia foi o CEO do PSI-20 que mais recebeu em 2009: 3,3 milhões de euros




3,3 milhões de euros
António Mexia foi o CEO do PSI-20 que mais recebeu em 2009


António Mexia alcançou, em termos absolutos, a remuneração mais elevada em 2009 entre os CEO das maiores cotadas do PSI-20. O presidente executivo da EDP recebeu um total de 3,3 milhões de euros no ano passado, valor que inclui um montante de 1,8 milhões de euros, referentes ao pagamento de um prémio plurianual afecto aos anos 2006 a 2008.

António Mexia alcançou, em termos absolutos, a remuneração mais elevada em 2009 entre os CEO das maiores cotadas do PSI-20. O presidente executivo da EDP recebeu um total de 3,3 milhões de euros no ano passado, valor que inclui um montante de 1,8 milhões de euros, referentes ao pagamento de um prémio plurianual afecto aos anos 2006 a 2008.

Descontando este valor, António Mexia posicionar-se-ia na terceira posição dos CEO mais bem pagos, com uma remuneração de 1,3 milhões de euros, numa lista liderada Ferreira de Oliveira, que recebeu 1,6 milhões de euros no ano passado.

Do montante de 1,3 milhões de euros auferido por António Mexia, 703 mil euros correspondem à remuneração fixa e 600 mil euros referem-se à componente variável anual. Os restantes 1,8 milhões de euros do bolo total repartem-se em montantes anuais de 600 mil euros, correspondentes aos anos de 2006, 2007 e 2008.

O presidente executivo da EDP, bem como o CEO da Portugal Telecom, Zeinal Bava, destacam-se na lista dos CEO mais bem pagos graças aos prémios plurianuais que auferiram no ano passado. O presidente executivo da PT totalizou 2,5 milhões de euros, um milhão dos quais provém dos prémios referentes ao período entre 2006 e 2009.

Ferreira de Oliveira é o mais bem pago em termos relativos

Numa altura em que quase todas as cotadas divulgaram os seus relatórios de governo corporativo (com excepção da Zon, Cimpor, Teixeira Duarte, Altri BPI, Zon e Sonaecom), o CEO da Galp Energia, Ferreira de Oliveira, foi, em termos relativos, o CEO com a remuneração mais elevada em 2009.

Sem prémios plurianuais, Ferreira de Oliveira, recebeu 1,6 milhões de euros no ano passado. Segue-se, nesta lista sem prémios de anos anteriores, Zeinal Bava, com 1,5 milhões de euros, e António Mexia, com 1,3 milhões.

Na quarta posição fica o presidente executivo do BES, Ricardo Salgado, que auferiu um milhão de euros em 2009. Na quinta posição aparece o presidente executivo da Sonae, Paulo Azevedo, com 808 mil euros, aos quais acresce uma fatia de 313 mil euros, a ser recebida no próximo ano.

Segue-se o CEO da Mota-Engil, Jorge Coelho, com 702 mil euros, o presidente executivo da Jerónimo Martins, Luis Palha da Silva, com 662 mil euros e o presidente do BCP, Carlos Santos Ferreira, com uma remuneração de 650 mil euros em 2009. O CEO da REN, José Penedos, aparece logo a seguir, com um salário de 620 mil euros no ano passado.

O presidente executivo da Brisa, Vasco de Mello, totalizou 492 mil euros em 2009 e o CEO da Sonae Indústria, Carlos Bianchi Aguiar, alcançou 410 mil euros.

Lucia Crespo, in Negócios online - 31 de Março de 2010

Presidente da EDP recebeu 3,1 milhões em 2009 - 17 milhões para administradores executivos




17 milhões para administradores executivos
Presidente da EDP recebeu 3,1 milhões em 2009

O presidente da EDP ganhou 3,1 milhões de euros em 2009, em remunerações fixas, variáveis e prémios plurianuais.

António Mexia recebeu 700 mil euros em salários fixos e 600 mil euros em remuneração variável referentes a 2009, mais um prémio plurianual do mandato 2006-2008, de 1,8 milhões de euros (600 mil euros por cada ano), que entra nas contas de 2009.

No total, os administradores executivos da EDP receberam 17 milhões.


in Diário de Notícias - Economia - 1 de Abril de 2010

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Portugal - Tâmega: A cascata do Tâmega

Portugal - Tâmega
A cascata do Tâmega
Os bivalves que nos governam eclodirão em múltiplos rebentos de bostite primaveril enquanto afogam os campos do Alto Tâmega.

Portugueses embora, muitos renegam a sua terra, que preferem sob as profundezas de um enorme manto de água estagnada onde proliferarão mosquitos do tamanho de pterodáctilos. V


azia no verão, exibirá esta monstruosa obra os ossos do país: granito e algum lodo, e ao longe, o fio de água onde não mais se poderá pescar ou tomar banho, pela simples razão de que esta bonita barragem será cercada de uma elegante rêde de arame farpado.

Assim são tratados os povos tamaganos! Como índigenas condenados a viverem numa reserva, vendo os seus ricos terrenos ancestrais devorados pela cupidez iberdrólica.

A empresa espanhola, dizem, não tem culpa. Quer apenas produzir megawatts e está-se legitimamente nas tintas para os índios. Embora tenha concorrido para uma cota de 310 fez imediatamente os estudos de impacto ambiental para a cota 322.

Se a rija gente transmontana não se manifestar, eu pessoalmente, quando for eleito, encarrego-me de destruir não só esta barragem mas também as barragens onde os espanhóis detêem ilegalmente água que é nossa por direito internacional e divino.

Manuel João Vieira, in Cascata do Tâmega - Abril de 2010

DIA 1 DE ABRIL – DIA DA MENTIRA: "OS VERDES" ENTREGARAM GALARDÃO À EDP








DIA 1 DE ABRIL – DIA DA MENTIRA
“OS VERDES” ENTREGARAM GALARDÃO À EDP


Galardão "Planeta de Pechisbeque"

O Partido Ecologista “Os Verdes” levou hoje (1/04) a cabo uma “cerimónia” de entrega de um “galardão” à EDP pela maior mentira do ano 2010/Ano Internacional da Biodiversidade, relativa à campanha “Viva a Energia”, que visa promover as barragens, branqueando os seus inúmeros impactes negativos, nomeadamente sobre a biodiversidade.

“Os Verdes” lamentam que a Administração da EDP, avisada antecipadamente, não tenha tido a coragem de vir receber o seu prémio.

Na “cerimónia” de entrega do “Planeta de Pechisbeque” (escultura de um Planeta/Flor o qual tem no eixo do equador uma estrutura amovível que roda à sua volta, com duas máscaras, uma face simpática e a outra de escárnio, representado a estrutura, a mentira e a farsa - foto em anexo), o coro Verde cantou ainda uma canção adaptada à mentira da EDP, cuja letra se anexa, bem como o panfleto distribuído à porta da Sede Nacional da EDP, na Praça Marquês de Pombal, em Lisboa.



EDP “PREMIADA” PELA MENTIRA DO ANO 2010 (Panfleto)

O dia 1 de Abril é conhecido pelo dia da mentira. Como tal, “Os Verdes” decidiram instituir um “galardão” para a mentira do ano.

Não faltando pretendentes no nosso país, a EDP foi, no entanto, a entidade escolhida pelo Partido Ecologista “Os Verdes” para receber o “galardão” de 2010/Ano Internacional da Biodiversidade, pela sua Campanha “Viva a Energia”.

Uma Campanha que visa esconder e branquear os numerosos impactes económicos, sociais, patrimoniais e ambientais negativos das barragens, nomeadamente os impactes sobre a biodiversidade e na qual a EDP não olhou a meios para atingir os seus fins. Todos se lembrarão do concerto numa barragem, debaixo de água, transmitido em directo num canal televisivo, do patrocínio de artistas, de emissões de rádio e televisão a elogiar a “beleza dos espelhos de água”, dos numerosos cartazes espalhados pelo país, etc.

Uma Campanha tanto mais escandalosa, pelas avultadas verbas gastas que foram pagas pela factura das famílias portuguesas, na qual os preços de electricidade cobrados são em média 5,3% mais elevados do que os preços médios praticados na União Europeia. Situação que leva perto de 1/3 dos portugueses (segundo um estudo da UE) a não poder aquecer devidamente a sua casa no Inverno.

Contrariamente ao propagandeado pela EDP nesta Campanha, para além dos impactes profundos e inegáveis sobre a biodiversidade, e que ameaçam o nosso futuro, as novas barragens que o Governo pretende autorizar a construção, entre as quais a barragem do Tua e a de Fridão (Rio Tâmega), da responsabilidade da EDP, têm ainda outros impactes gravíssimos, nomeadamente a submersão da centenária e valiosíssima linha do Tua, obra-prima da engenharia portuguesa, único meio de transporte para as populações do Vale do Tua e única ligação com a rede ferroviária nacional do Distrito de Bragança. Também no Tâmega os impactes da barragem de Fridão não são menores, riscos avultados para a cidade de Amarante que fica localizada a jusante e a uma cota de 70 metros inferior à da barragem, centenas de casas de primeira habitação que serão submersas, assim como milhares de pequenos terrenos agrícolas (vinha, floresta e agricultura diversa), que garantem a sobrevivência das populações daquela zona.

Por tudo isto, “Os Verdes” dizem NÃO a estas barragens, e porque consideramos que existem outras soluções para resolver os problemas energéticos do país e para travar as emissões de gases com efeitos de estufa. Soluções que teriam impactes negativos menores para as populações, para o ambiente e para o património, nomeadamente o reforço da potência das barragens actualmente existentes, a implementação de medidas que promovam a eficiência e poupança energética. Em Portugal o desperdício energético atinge perto de 40% da energia eléctrica produzida.

Mas estas medidas não interessam às EDP, Iberdrola e outras empresas hidroeléctricas, cujos lucros chorudos são protegidos pelo Governo e não podem ser “beliscados”.

Enquanto os portugueses “apertam o cinto” para pagar a factura, os lucros da EDP não param de crescer e atingiram 5 mil milhões de euros de lucros nos últimos 5 anos!

Face a toda esta escandalosa situação, junte-se a nós para salvar o Tua e o Tâmega e promover um desenvolvimento sustentável destas regiões e do país.



>> Canção Mentira da EDP <<


Eles querem mais barragens, eles querem mais barragens

Dizem que vão desenvolver, dizem que vão desenvolver

Melhorar o ambiente, melhorar o ambiente

Para bem de toda a gente, para bem de toda a gente


REFRÃO


É mentira, é mentira

É mentira sim senhor

O país não vai lucrar

Só o bolso duns senhores (BIS)


Ai mas que lindas promessas, ai mas que lindas promessas

Que daquelas bocas saem, que daquelas bocas saem

Muito emprego vão criar, muito emprego vão criar

Toda a gente iluminar, toda a gente iluminar


REFRÃO


Dão concertos nas barragens, dão concertos nas barragens

Tudo vira uma miragem, tudo vira uma miragem

Das espécies a proteger, das espécies a proteger

Ao turismo a desenvolver, ao turismo a desenvolver



REFRÃO


Para mais informações poderão contactar para o número 96 281 54 45.

O Partido Ecologista “Os Verdes” (Lisboa) - 1 de Abril de 2010

Ribeira de Pena - Rio Tâmega: Sobre as Barragens do Tâmega

Ribeira de Pena - Rio Tâmega
Sobre as barragens do Tâmega

A construção das barragens do rio Tâmega foi uma decisão muito rápida da parte do Governo e alvo de pouco esclarecimento à população. Talvez por isso a discussão continue, principalmente ao nível do impacto ambiental.

Foi-me chegada a informação de uma petição a decorrer online sob o título Salvar o rio Tâmega e os seus afluentes. A informação está disponível no link abaixo.





Emanuel Guimarães, in Terras de Pena - 2 de Abril de 2010