
PNBEPH - Quercus
Manifesto contra barragens
Carla Amaro, in notícias magazine, 935 (p. 20) - 25 de Abril de 2010
«Se a lei for cumprida nenhuma barragem na bacia do Tâmega será construída» MCDT

A Quercus considera que os prejuízos são demasiado avultados para os escassos benefícios decorrentes da construção destas quatro barragens, pelo que estas perdem sentido perante as alternativas viáveis que existem neste momento.
A Quercus, Associação Nacional de Conservação da Natureza, enviou ontem o seu parecer desfavorável à construção das barragens de Gouvães, Padroselos, Alto Tâmega e Daivões, no âmbito da Consulta Pública ao Estudo de Impacte Ambiental (EIA) que terminou ontem, dia 14 de Abril. A Quercus considera que os prejuízos são demasiado avultados para os escassos benefícios decorrentes da construção destas quatro barragens, pelo que estas perdem sentido perante as alternativas viáveis que existem neste momento.
Enumeram-se os principais argumentos que justificam esta posição:
Os benefícios apontados no EIA, nomeadamente a produção de energia eléctrica, afiguram-se-nos demasiado escassos para contrapor aos aspectos negativos identificados. Existem outros caminhos muito menos agressivos para o ambiente e economicamente mais viáveis para resolver a dependência energética do país face aos combustíveis fósseis, o que nunca se conseguirá com mais barragens. Para além do investimento sério em medidas de eficiência energética, a solução passa também pela aposta em energias renováveis de baixo impacte, nomeadamente através da micro-geração.
in Naturlink - 15 de Abril de 2010





São seis as razões da Quercus para exigir ao Governo que renuncie à construção de quatro novas barragens no rio Tâmega (Gouvães, Padroselos, Alto Tâmega e Daivões). Entre elas a degradação da qualidade da água e a submersão de terras agrícolas.


A associação ambientalista Quercus quer que o Governo renuncie à construção das quatro barragens do Alto Tâmega e defende o estudo de cenários alternativos em termos de produção e redução das necessidades energéticas.












Entrevista [TSF] a Pedro Arrojo, professor e presidente da Fundação Nova Cultura da Água.