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sábado, 10 de abril de 2010

Notícias - Alto Tâmega: Decisão final sobre barragens conhecida no final da consulta pública








Notícias - Alto Tâmega
Decisão final sobre barragens conhecida no final da consulta pública

A ministra do ambiente, Dulce Pássaro, recebeu ontem (terça-feira), os presidentes dos seis Municípios do Alto Tâmega e Barroso, uma reunião pedida pelos autarcas para contestarem a construção, tal como está prevista, «sem compensações para a região», das barragens da empresa espanhola Iberdrola como explicou Fernando Rodrigues, actual presidente da Associação dos Municípios do Alto Tâmega (Amat).
O presidente da câmara de Chaves, João Batista, referiu que os munícipes não estão contra a construção das barragens, mas sim «contra qualquer alteração de base».
A ministra reafirmou, que a decisão final só será tomada depois da consulta pública até 14 de Abril.
O Estudo de Impacte Ambiental do aproveitamento hidroeléctrico do Alto Tâmega, que incluiu a construção de quatro barragens – Alto Tâmega, em Vidago e Davões (ambas no rio Tâmega) e Gouvães e Padroselos (afluentes.
Dulce Pássaro sublinhou, contudo que o plano nacional de barragens “é uma excelente opção para o país”. Todavia, as câmara do Alto Tâmega pediram uma análise do EIA das albufeiras à Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) que revela que os impactos são «inúmeros e significativos».
Depois da reunião com a ministra do Ambiente, esta terça-feira (30 de Março), em Lisboa, agora, os autarcas do Alto Tâmega e Barroso querem levar o assunto ao Ministro da Economia.


in Rádio Larouco - 31 de Março de 2010

segunda-feira, 29 de março de 2010

PNBEPH - Programa Nacional de Barragens: As Barragens da Nossa Perdição

PNBEPH - Programa Nacional de Barragens
As Barragens da Nossa Perdição

O Plano Nacional de Barragens que José Sócrates tem defendido obstinadamente é um daqueles erros históricos cuja factura havemos de pagar colectivamente como temos pago a herança da horda de políticos que nos governa desde que o Marquês do Pombal se eclipsou.

O país não produz. O país não inova. O país desperdiça. Mesmo sabendo disso, o plano que nos propõem tem por base o pressuposto de que precisamos de produzir mais energia. Para desperdiçar mais energia, está claro.

A coberto da produção das chamadas "energias limpas", o país demite-se de uma política energética consistente, afundando-se em barragens com custos incalculáveis para todos. Destruir os ecossistemas do Sabor, Tâmega e Tua, submergir a Linha do Tua e colocar Amarante em risco de submersão são erros clamorosos que recusamos em absoluto.


Pedro Morgado, in O Mal Maior - 29 de Março de 2010

domingo, 14 de março de 2010

Em Amarante, no Vale do Tâmega: Manifestação contra construção de barragens





Em Amarante, no Vale do Tâmega
Manifestação contra construção de barragens


“O país não pode estar alheio ao que se passa no Tâmega, o país tem de estar solidário com o que se passa aqui”, disse à Lusa o líder do movimento Amarante sem Barragem, Emanuel Queirós.
Para aquele activista, o Vale do Tâmega tem sido “desconsiderado pelo poder político nacional”.

“Fizeram a venda do nosso principal recurso nas costas de toda a população. Venderam e estão a pensar retalhar o Tâmega, fragmentando em seis grandes albufeiras [Fridão terá duas barragens], fazendo com que o Tâmega deixe de ser rio e a água deixe de correr livremente”, vincou, no final da manifestação.
Durante várias horas, dezenas de pessoas de várias povoações do Vale do Tâmega, de Chaves a Amarante, incluindo membros de várias organizações ambientalistas nacionais e locais, como a Quercus e Geota, gritaram palavras de ordem, frisando que, “pela primeira vez, está-se a levantar a voz do Tâmega”.

Emanuel Queirós disse acreditar que “a luta, a partir daqui, está instalada na consciência dos cidadãos”.

Também Ricardo Marques, da Quercus, se mostrou convicto de que a manifestação de ontem “pode ajudar a inverter o processo de construção de barragens”.
O ambientalista insiste que o estudo de impacte ambiental relativo à Barragem de Fridão, em Amarante - a maior das cinco que estão previstas para o Tâmega, - “foi mal feito e tem graves problemas técnicos”.

“Não foram feitos os estudos sobre os impactes cumulativos das novas barragens e não foram estudadas as alternativas. O Governo associa as barragens à solução de determinados problemas, mas nós não vemos a questão dessa forma, porque há alternativas”, disse.

Ricardo Marques defende que as cinco barragens no Tâmega “representam no máximo 1,6 por cento da electricidade em Portugal, o que é irrelevante em termos de independência energética e em termos de alterações climáticas”.
No final da manifestação, os participantes confraternizaram num piquenique realizado numa zona verde da cidade, junto ao rio.

A Barragem de Fridão é uma das 10 que constam do Plano Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico, afetando território dos concelhos de Amarante, Cabeceiras de Basto, Celorico de Basto e Mondim de Basto.
A discussão pública do Estudo de Impacte Ambiental da Barragem de Fridão terminou a 15 de Fevereiro.


Lusa, in Jornal da Madeira - 14 de Março de 2010

domingo, 24 de maio de 2009

Chaves - Populações contra barragem à cota máxima








Chaves - Submersos os melhores terrenos agrícolas
Populações contra barragem à cota máxima


A primeira das quatro barragens que irão ser construídas no rio Tâmega já está a dar que falar. A população de Anelhe, Arcossó e Vilarinho das Paranheiras garante que a empresa que ganhou o concurso, a espanhola Iberdrola, está a estudar a hipótese de construir a albufeira à cota máxima ao contrário do que ficou definido no concurso de concessão.

Entre muitos outros “prejuízos”, a alteração deixaria submersos os melhores terrenos agrícolas das localidades. Solidária com a população, a Câmara de Chaves já decidiu enviar um documento à empresa e ao Governo onde se insurge contra a hipótese. Contactada pelo Semanário TRANSMONTANO, a Iberdrola garante que a cota definitiva só será definida pelo Estudo de Impacte Ambiental em curso.

Na passada terça-feira à noite, o presidente da Câmara Municipal de Chaves, João Batista, reuniu, em Vidago, com cerca de uma centena de pessoas das aldeias de Anelhe, Arcossó e Vilarinho. A população das três aldeias está seriamente preocupada com a construção do denominado empreendimento hidroeléctrico do Alto Tâmega, que abrange também áreas dos concelhos de Vila Pouca de Aguiar e de Boticas. Na sequência de contactos estabelecidos pela empresa que está a fazer o levantamento dos terrenos que será necessário expropriar para a construção da barragem, a população apercebeu-se que a espanhola Iberdrola, que venceu o concurso lançado pelo Governo para a construção e exploração de quatro barragens no Tâmega, está a pensar construir a albufeira à cota máxima (322). No concurso lançado, a cota base era a de 312. A alteração traz, segundo a população, muitos “prejuízos”. Segundo o presidente da Câmara de Chaves, a alteração vai abranger “quase mais 200 hectares do que o previsto. À cota que estava prevista, o concelho de Chaves praticamente não era atingido”, afirma o autarca, revelando que irá ser elaborado um documento para lembrar à empresa que “o direito que adquiriram por concurso foi à cota 312 e não à cota mais alta que agora querem construir. No texto que vai ser elaborado por um grupo de trabalho, vamos, aliás, propor uma cota inferior à que foi a concurso, sendo certo que a empresa tem o direito de não acatar”, informou ainda João Batista.

Em sintonia com a população, o autarca acredita que a construção da barragem à cota máxima trará “problemas”. “O maior problema é que a Reserva Agrícola desaparece”, argumenta Amílcar Salgado, um economista natural de Arcossó, que deverá integrar o grupo de trabalho que irá elaborar o documento a entregar à Empresa e ao Governo. Além disso, irá ficar submersa uma Estação de Águas Residuais recentemente construída. Custou cerca de um milhão de euros. Segundo Amílcar Salgado, que já foi administrador do Hospital de Chaves, à cota 322, em Vilarinho das Paranheiras, a água irá bater numa plataforma da A24. E, além disso, irá implicar com a zona de protecção das águas de Vidago, concessionadas à Unicer. E, para mais, “do ponto de vista do desenvolvimento regional, as barragens não vão ter impacto. O nosso turismo é de natureza, ora não acredito que alguém venha cá ver uma albufeira”, defende ainda Amílcar Salgado.

Confrontada pelo Semanário TRANSMONTANO com as preocupações da população e da autarquia, a Iberdrola referiu apenas que a cota definitiva será definida pela Declaração de Impacto Ambiental. “As cotas definitivas das barragens do Complexo Hidroeléctrico do Alto Tâmega serão as fixadas pela Declaração de Impacto Ambiental (DIA) que resultará do Estudo de Impacto Ambiental (EIA). O EIA está em elaboração e irá avaliar todos e quaisquer impactos”, explicou apenas Cândida Bernardo, da direcção de comunicação da Iberdrola em Portugal.

O Complexo Hidroeléctrico do Alto Tâmega, que inclui a construção de quatro barragens no rio Tâmega na área dos concelhos de Chaves, Boticas, Vila Pouca e Ribeira de Pena, foi apresentado no passado mês de Janeiro, numa cerimónia que contou com a presença de José Sócrates. De acordo com informações avançadas na altura, os empreendimentos deverão ficar concluídos até 2018 e deverão produzir energia para o consumo anual de um milhão de pessoas. A criação de cerca de 3.500 postos de empregos directos foi uma das mais valias apontadas para a defesa do investimento.

Margarida Luzio (Semanário Transmontano), in Diário de Trás-os-Montes - 24 de Maio de 2009

sábado, 23 de maio de 2009

Barragem à cota máxima inunda melhores terrenos (Alto Tâmega - Vidago)







Câmara receia que a Iberdrola queira aumentar a cota do empreendimento de Vidago
Barragem à cota máxima inunda melhores terrenos

A Câmara de Chaves receia que a Iberdrola construa à cota máxima uma das quatro barragens previstas no Tâmega e se percam os melhores terrenos agrícolas de três aldeias. A empresa garante que a cota ainda não está definida.

As apreensões da autarquia, que já está a elaborar um documento para enviar à empresa espanhola e ao Governo português, surgiram depois de a firma contratada para fazer o levantamento das expropriações necessárias à construção do Empreendimento Hidroeléctrico do Alto Tâmega (Barragem de Vidago) ter contactado as populações de Anelhe, Vilarinho das Paranheiras e Arcossó. É que, à cota prevista no estudo que deu origem ao concurso (312), a albufeira atingiria apenas uma pequena parte da localidade de Arcossó. Ora, para a autarquia, esta é a prova de que houve alteração da cota. "À cota que estava prevista, o concelho de Chaves praticamente não era atingido. À cota 322, que é aquela que, pela zona a expropriar, se percebe que pretendem avançar, são abrangidos 200 hectares a mais", lembra o presidente da Câmara de Chaves, João Batista, que já reuniu com a população das aldeias em causa.

Os moradores das aldeias estão preocupados com o facto de ficarem sem os melhores terrenos agrícolas. Mas há outros "prejuízos". Além de algumas habitações, será submersa a nova Estação de Tratamento de Águas Residuais de Arcossó. Custou um milhão de euros. Também se perderão moinhos e uma ponte medieval. Segundo o autarca, o clima também será afectado, podendo mesmo estar em causa, por causa do nevoeiro, um campo de golfe de 19 buracos que faz parte do projecto de investimento da Unicer no complexo termal de Vidago. A Unicer diz não ter conhecimento da alteração do projecto.

De acordo com o presidente da Câmara, no documento que está a ser elaborado irá ser lembrado à empresa que "o direito que adquiriram por concurso foi à cota 312". "Vamos, aliás, propor uma cota inferior à que foi a concurso", garante Batista.

Confrontada pelo JN, a Iberdrola referiu que a cota definitiva será definida pela Declaração de Impacto Ambiental (DIA). "As cotas definitivas das barragens do Complexo Hidroeléctrico do Alto Tâmega serão as fixadas pela DIA que resultará do Estudo de Impacto Ambiental (EIA). O EIA está em elaboração e irá avaliar todos os impactos", explicou Cândida Bernardo. A barragem de Vidago faz parte do Complexo Hidroeléctrico do Alto Tâmega, que inclui a construção de quatro barragens no rio Tâmega, até 2018, no âmbito do Plano Nacional de Barragens com Potencial Hídrico.

Margarida Luzio, in Jornal de Notícias - 23 de Maio de 2009