terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

RIO TÂMEGA - INTERNACIONAL: AECT Chaves-Verín manifesta importância de valorizar o rio Tâmega para futura criação de uma reserva transfronteiriça






RIO TÂMEGA - INTERNACIONAL
AECT Chaves-Verín manifesta importância de valorizar o rio Tâmega para futura criação de uma reserva transfronteiriça

A Confederação Hidrográfica do Douro do Ministério de Agricultura e Pesca, Alimentação e Meio Ambiente, com a colaboração da Administração Hidrográfica do Norte de Portugal e o Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial – AECT Verín-Chaves, realizaram na quinta-feira passada, dia 2, uma jornada formativa e informativa centrada em aspetos de planificação relativos à gestão da água.  

No encontro, que se realizou na sede da Eurocidade Chaves-Verín, o presidente do AECT Chaves-Verín demonstrou interesse em valorizar o rio Tâmega como eixo  vertebrado deste território transfronteiriço.
António Cabeleira frisou “a importância da coordenação e da gestão conjunta  entre as administrações públicas de Portugal e Espanha” que na sua opinião se “torna fundamental e imprescindível”.

Por seu lado, Diego Lourenzo, vice-presidente do Concello de Verín, salientou os investimentos já realizados nesta área transfronteiriça, através do projeto “VALTAMEGA”, cujo investimento é de 450 mil euros, valor proveniente de verbas próprias e europeias, e que se destinam  à valorização do rio Tâmega. O projeto “VALTAMEGA” compreende várias ações tais como a construção da Ecovia, a criação de zonas eco saudáveis, de rotas de avifauna, de stands e locais de interpretação ambiental, englobando ainda ações de sensibilização, limpeza e análise das águas, a implementação de planos de combate a inundações, entre outras.

O nosso objetivo é bem claro”, explicou Diego Lourenzo: “Trabalhar para que o rio Tâmega seja distinguido, a médio prazo, como reserva da biosfera transfronteiriça. Para tal, precisamos do compromisso dos dois governos, o nosso já o têm”.

A jornada contou com a presença de Diego Lourenzo, vice-presidente do Concello de Verín, António Cabeleira, presidente da Assembleia da Eurocidade Chaves-Verín, Roberto Castro García, subdelegado do Governo em Orense, Juan Ignacio Diego Ruiz, presidente da Confederação Hidrográfica do Douro e Pimenta Machado, da Administração Hidrográfica do Norte.

Este encontro inseriu-se nas ações de informação e formação organizadas pela Confederação Hidrográfica do Douro sobre diferentes aspetos técnicos e legais relacionados com a gestão do Domínio Público Hidráulico. Estas ações decorrem no âmbito do programa “Escolas de Rios”, que pretende promover às administrações locais formação e assessoria em temas relativos à gestão da água (abastecimento, saneamento e depuração) e do território (urbanismo, prevenção de riscos por inundações e ferramentas de gestão educativas). A jornada foi dirigida aos municípios ribeirinhos do rio Tâmega, quer da parte espanhola, quer da parte portuguesa, tendo como referência territorial as cidades de Chaves e Verín.

in Diário Actual - 7 de Fevereiro de 2017

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

PNBEPH - RIO TÂMEGA: EDP negoceia compensações com os municípios pela barragem de Fridão








PNBEPH - RIO TÂMEGA
EDP NEGOCEIA COMPENSAÇÕES COM OS MUNICÍPIOS PELA BARRAGEM DE FRIDÃO
Governo garante que a empresa vai pagar contrapartidas às cinco autarquias da área da barragem e põe na mesa um valor de seis milhões.

A empresa liderada por António Mexia reuniu com os municípios em Janeiro no Ministério do Ambiente

 
A construção da barragem de Fridão, pela EDP, foi adiada no ano passado, na sequência da revisão do Plano Nacional de Barragens. A decisão sobre se este projecto no Tâmega alguma vez sairá do papel só é esperada em 2019, mas, até lá, o Governo espera que a empresa pague aos municípios da sua área de abrangência as contrapartidas que foram acordadas quando a construção ainda era uma certeza. 

“O contrato que adia o projecto e dá garantias a todas as partes de que nada se perde” foi assinado em Dezembro, entre o Estado e a EDP, revelou o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, ao PÚBLICO. O objectivo é que os compromissos que a empresa assumiu com as autarquias de Amarante, Ribeira de Pena, Mondim de Basto, Celorico de Basto e Cabeceiras de Basto “vão cumprir-se, independentemente de a barragem ser construída”, sublinhou o governante.

No caso de Girabolhos (Mondego), que foi definitivamente cancelada, a Endesa acordou no final do Verão com quatro municípios – Seia, Gouveia, Mangualde e Nelas – a atribuição de “um envelope de dois milhões de euros” a cada um, que já estão ser pagos, afirmou ao PÚBLICO o presidente da empresa, Nuno Ribeiro da Silva. 

Relativamente a Fridão, a primeira reunião que juntou no Ministério do Ambiente responsáveis da eléctrica e os vários presidentes de câmara só se realizou em Janeiro, quase nove meses depois de o ministro ter anunciado que o projecto ficava suspenso por três anos até nova avaliação. Nessa data, Matos Fernandes assegurou que as contrapartidas aos municípios seriam pagas em qualquer cenário e que esses dossiês seriam fiscalizados pelo seu gabinete.

A expectativa era a de que o valor das compensações da EDP se aproximasse dos seis milhões acordados entre a Endesa e os quatro autarcas dos distritos de Guarda e de Viseu para o cancelamento de Girabolhos. “As contrapartidas [para o Fridão] têm um valor superior, mas dentro destes três anos creio que rondarão esse valor”, de seis milhões, disse Matos Fernandes ao PÚBLICO, antes de a EDP iniciar contactos com os municípios.

A empresa não se compromete com quaisquer montantes. Questionada pelo PÚBLICO, a EDP assegurou que, “tal como previsto, decorrem as conversas com os municípios”. O objectivo, segundo fonte oficial da companhia, é a “identificação conjunta de projectos abrangidos nos protocolos já existentes, visando sua implementação faseada”.

“Não há valores acordados, nem as negociações estão fechadas”, adiantou o presidente da Câmara de Mondim de Basto (distrito de Vila Real). “O mais importante não é o montante financeiro”, frisou o autarca, Humberto Costa, que em Abril manifestou preocupação pelo facto de o adiamento do projecto poder comprometer a construção de uma via de ligação à vizinha Celorico de Basto (Braga), que ficou prometida em 2010, num protocolo assinado entre o município, a EDP e a antiga Estradas de Portugal.

E se em Cabeceiras de Basto (Braga) se espera “para breve a conclusão” das “negociações” tendo em vista “a execução dos protocolos” assinados com a EDP (como adiantou ao PÚBLICO fonte do gabinete do presidente, Francisco Alves), em Celorico de Basto “não existe nada de concreto” nem “nada no papel” que indique qual será o desfecho deste processo. É que os pressupostos mudaram, frisou o presidente da Câmara, Joaquim Monteiro e Silva: “Os protocolos foram assinados numa lógica de que a barragem iria ser construída” e agora não se sabe o que vai acontecer, adiantou o autarca, criticando o “arrastar de uma história” que há anos mantém a região em suspenso -- a EDP ganhou o concurso em 2008 e a central deveria ter entrado em operação em 2016.

Dizendo que “nunca ouviu falar de valores”, o autarca frisou que a indefinição faz com que se mantenha uma porção do território “condicionada”, que impede quaisquer “actuações ao nível do ordenamento do território”, sejam investimentos turísticos, sejam projectos de tratamento e saneamento de águas ou de planeamento urbanístico, exemplificou.

Incerteza definitivamente ultrapassada pelos quatro municípios que viram o projecto de Girabolhos cancelado e onde “nunca houve necessidade de pôr compromissos no papel”, segundo Nuno Ribeiro da Silva. “Não há compensações, mas sim um reconhecimento e respeito pelos quatro municípios”, disse o gestor, referindo que os seis milhões de euros estão a ser aplicados em “equipamentos sociais, estradas, projectos ambientais ou ligados a entidades desportivas”.

Ana Brito, in Público - 1 de Fevereiro de 2017

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

AMBIENTE - EROSÃO COSTEIRA: Construção de barragens contribui para a diminuição do areal das praias









AMBIENTE - EROSÃO COSTEIRA
Construção de barragens contribui para a diminuição do areal das praias

O armazenamento de sedimentos nas barragens, que anteriormente eram transportados pelo caudal dos rios até à sua foz e, consequentemente, até à linha de costa tem aumentado e é apontado por alguns especialistas como um dos vários fatores que contribuem para o problema.


É comum ouvirmos a população mais velha, que em tempos o areal nazareno era de maiores dimensões. Este servia para “estacionar” os barcos com a ajuda da força de bois – isto porque ainda não existia o porto de abrigo -, para as mulheres secarem o peixe e tanto no passado, como no presente, para os banhos de sol no decorrer da época balnear. Porém, de momento as coisas são diferentes, isto porque o areal da Nazaré tornou-se quase exclusivamente um ponto de atração turístico. No entanto à semelhança de outros, é vítima de alguns problemas que não são somente da responsabilidade do Homem mas também da própria natureza.

Praia da Nazaré (http://images.turismoenportugal.org/Praia-de-Nazare.jpg)
Os tempos mudaram e o mundo alterou-se, o que em tempos era encarado como um possível problema, hoje é uma realidade mas nada acontece por acaso. Comecemos por explorar a erosão costeira, um problema que ultimamente tem deixado marcas.
A erosão costeira é um processo que ocorre ao longo da linha de costa, atingindo promontórios, costões rochosos, falésias e praias. Esta erosão é provocada pela ação das águas do mar, que atua sobre os materiais presentes no litoral modificando-os através da sua ação química e da sua ação mecânica, que quando se torna mais severa e tem uma duração maior, torna-se uma ameaça para as áreas de interesse socioeconômico e ecológico.
Outra das causas que podemos referir são as diversas barragens espalhadas pelo nosso país que têm contribuído para o aumento da diminuição das praias. Como sabemos as barragens são uma aposta relativamente recente no nosso país, e que de facto nos trazem muitas vantagens, entre elas a regulação do caudal dos rios durante todo o ano, sendo ainda utilizadas para gerar energia a partir de uma fonte limpa, renovável e sem emissões de dióxido de carbono para a atmosfera, gerando empregos, entre outros fatores.
No entanto, estas apresentam uma grande desvantagem relacionada com a questão do armazenamento de areias, que tanta falta fazem nas praias, isto porque segundo Bordalo de Sá, em declarações à Lusa se estima “que a quantidade de areia transportada era na ordem dos dois milhões de toneladas por ano e agora, 60 anos depois, o caudal sólido está reduzido a 250 mil toneladas” (12 de Maio de 2013 Jornal Público).
Tendo em conta aspetos mais naturais, a diminuição da quantidade de areia nas praias pode estar relacionada com a subida do nível das águas do mar, pois vivemos num mundo onde os problemas ambientais são cada vez maiores, nomeadamente o aumento progressivo do buraco na camada de ozono que por sua vez faz diminuir a camada que protege a terra da radiação solar, o que aumenta os níveis da temperatura contribuindo assim para o derretimento de calotas polares que vão causar o aumento da quantidade de água nos mares.
Estes são alguns elementos que contribuem, não só para a diminuição do areal nazareno, como também de todas as outras praias existentes, e que segundo dados publicados pelo Jornal Público no dia 12 de Maio de 2013, colocam “60% da linha de costa do Norte do país (…) em risco por falta de areia (…)” além de “ (…) 52% da costa na zona centro. Bordalo e Sá alerta que “algumas praias podem desaparecer (…)” sendo os casos do “Algarve e no Alentejo o problema (…) maior.”
Bárbara Araújo (Externato Dom Fuas Roupinho), in Jovens Repórteres para o Ambiente - 31 de Janeiro de 2017

sábado, 21 de janeiro de 2017

UTAD (VILA REAL) - AULA ABERTA: APROPRIAÇÃO E MERCANTILIZAÇÃO DOS RECURSOS NATURAIS E SERVIÇOS DOS ECOSSISTEMAS: UMA (FALSA) SOLUÇÃO?


UTAD (VILA REAL) - AULA ABERTA
APROPRIAÇÃO E MERCANTILIZAÇÃO DOS RECURSOS NATURAIS E SERVIÇOS DOS ECOSSISTEMAS: UMA (FALSA) SOLUÇÃO?



 
Profª. Doutora Lívia Madureira, Curso de Doutoramento (3.º Ciclo) em Desenvolvimento, Sociedades e Territórios - UTAD (Vila Real) - 21 de Janeiro de 2017

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

PNBEPH - ALTO TÂMEGA: Governo autoriza abate de 608 sobreiros para construir barragem








PNBEPH - ALTO TÂMEGA
Governo autoriza abate de 608 sobreiros para construir barragem



O abate de 608 sobreiros foi autorizado por um despacho do Governo que declarou a utilidade pública do Sistema Electroprodutor do Tâmega (SET). As árvores vão ser cortadas ao longo dos 4,67 hectares localizados na área onde vai ser construída a barragem de Gouvães, que é uma das três que integra o SET, que abrange os concelhos de Cabeceiras de Basto, Vila Pouca de Aguiar e Ribeira de Pena.

O Governo autorizou a Iberdrola a abater “289 sobreiros adultos e 319 sobreiros jovens em cerca de 4,67 hectares de povoamentos e de pequenos núcleos daquela espécie”. A empresa espanhola fica obrigada a implementar medidas compensatórias, como a reflorestação de outras áreas. Para além de Gouvães, o SET inclui as barragens de Daivões e Alto Tâmega.

in Notícias de Vila Real - 28 de Dezembro de 2016

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

PNBEPH - ENERGIA: Um gigante que produz quase nada






PNBEPH - ENERGIA
Um gigante que produz quase nada

http://www.faroldeideias.com/tv.php?programa=Biosfera&id=1649

 Clicar na imagem para visualizar o programa
 
Quase uma década após o lançamento do Plano Nacional de Barragens, apenas três grandes projetos subsistem. O Governo reavaliou o Plano no início do ano e manteve Foz Tua, Fridão e o Sistema Eletroprodutor do Tâmega. Os três empreendimentos vão contribuir com 1,7% para o fornecimento de eletricidade.
Muito pouco, dizem os críticos, face à vaga de destruição que provocam.
 
Farol de Ideias, in Biosfera 522 (RTP) - 24 de Outubro de 2016

sexta-feira, 30 de setembro de 2016







ENERGIAS RENOVÁVEIS - BARRAGENS
HÁ UM NOVO CULPADO PELA EMISSÃO DE GASES COM EFEITO DE ESTUFA



Más notícias para o ambiente: os cientistas descobriram que as barragens e os reservatórios emitem dióxido de carbono (CO2), um dos principais gases com efeito de estufa que provoca o aquecimento global do planeta.

Barragens e reservatórios que são construídas para armazenar energia hidroelétrica "limpa" e regar as colheitas produzem afinal toneladas de gases com efeito de estufa todos os anos - 1,3% do total da pegada ecológica humana.

O estudo dos investigadores da Washington State University vai ser publicado na próxima semana na revista Bioscience.

Os gases com efeito de estufa - dióxido de carbono (CO2), metano (CH4), clorofluorcarbonetos (CFCs), ozono (O3) e óxido nitroso (N2O) - estão na origem do aquecimento global do planeta que está a atingir valores recorde.

Os maiores emissores são a China (20% do total) e os EUA (18%).

Portugal - que hoje ratificou o Acordo de Paris para as alterações climáticas - representa cerca de 0,12% das emissões mundiais, com 65 milhões de toneladas por ano, mas está integrado na União Europeia, responsável por cerca de 12% das emissões totais.


Terra pode ficar intoleravelmente quente com a atual concentração gases
A Terra pode ficar intoleravelmente quente, mesmo se os gases com efeito de estufa (GEE) na atmosfera permanecerem nos níveis atuais, segundo a primeira reconstituição das temperaturas terrestres ao longo de dois milhões de anos, divulgada hoje.

"A estabilização dos níveis atuais dos gases com efeito de estufa pode colocar a Terra numa trajetória de aquecimento de cinco graus Celsius (5ºC) no próximo milénio", concluíram os autores do estudo publicado na revista científica Nature.

Este é o valor médio do previsto intervalo de aquecimento, situado entre 3ºC e 7ºC.

Mesmo um aquecimento global de 3ºC, no longo prazo, pode desencadear um turbilhão de impactos das alterações climáticas, incluindo tempestades marítimas, reforçadas pela subida do nível das águas, ondas de calor mortíferas e inundações severas, especificou-se no estudo.

O Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) já avançou que as atuais concentrações do principal gás com efeito de estufa, o dióxido de carbono (CO2), na atmosfera, que já supera as 400 partes por milhão (ppm), vão forçar um aquecimento global médio da temperatura média entre 2ºC e 2,4ºC em relação ao nível pré-industrial.

As ppm referem-se à representação dos gases por milhão de moléculas.
O valor de referência para esta subida da temperatura considerado um limite para permitir alguma segurança à humanidade em muitas regiões é os 2ºC.

Mas uma recente intensificação de eventos climáticos extremos forçou os líderes mundiais a inscreverem um objetivo ainda mais exigente, incluindo a expressão "bem abaixo dos 2ºC" no Acordo de Paris, alcançado por 195 Estados, em dezembro.

O planeta já aqueceu 1ºC acima da temperatura de referência, a do período pré-industrial, e pode chegar aos 1,5ºC dentro de uma década, afirmaram cientistas, numa conferência em Oxford na semana passada.

Este novo estudo, da paleoclimatóloga Carolyn Snyder, do Programa Interdisciplinar em Ambiente e Recursos da Universidade de Stanford, no Estado norte-americano da Califórnia, é o primeiro a juntar um registo contínuo de médias de temperaturas terrestres desde há dois milhões de anos.

Catarina Solano de Almeida, in SIC Notícias - 30 de Setembro de 2016

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

ENERGIAS RENOVÁVEIS - BARRAGENS: Metano gerado nas barragens equivale ao das emissões de dióxido de carbono do Brasil





ENERGIAS RENOVÁVEIS - BARRAGENS
METANO GERADO NAS BARRAGENS EQUIVALE AO DAS EMISSÕES DE DIÓXIDO DE CARBONO DO BRASIL

O metano tem origem na decomposição da matéria orgânica que se acumula no fundo das barragens

O metano - um gás que gera 25 vezes mais efeito de estufa do que o dióxido de carbono - libertado nas barragens, pode equivaler a todas as emissões do Brasil, revela um estudo a publicar na BioScience.

O metano - um gás 25 vezes mais potente que o dióxido de carbono como indutor do efeito de estufa, responsável pelas alterações climáticas - pode ser encontrado em lagos e rios em grandes quantidades. Este gás liberta-se, maioritariamente, através de bolhas criadas no fundo da água, segundo um estudo que irá ser publicado na revista BioScience. A quantidade de gás libertado pelas barragens pode representar uma gigatonelada de dióxido de carbono, algo quase equivalente a todas as emissões do Brasil, o sétimo país do mundo que mais emite.

Os investigadores analisaram mais de 200 estudos para verificar a contribuição das barragens para a emissão de gases nocivos para a atmosfera. O que acontece é que a criação de imensos lagos artificiais onde a água fica represada para a produção de energia ou para irrigação acaba por criar as condições perfeitas para uma maior emissão de gases como o metano.

John Harrisson, um dos co-autores, disse à Popular Science, que é conhecido que os sistemas naturais produzem metano, "mas o que estes estudos demonstraram foi que os lagos artificiais produzem metano mais rapidamente que os outros sistemas". Esse investigador explica como é que isso sucede: quando o curso de um rio é interrompido por uma barragem para criar um lago, a matéria orgânica que fica no solo, a vegetação que fica submersa e ainda os organismos que continuam a ser transportados pelos rios e depois se depositam no fundo dos reservatórios acabam por ser convertidos pelos micro-organismos em metano e dióxido de carbono, gases que depois se libertam sob a forma de bolhas, por regra de muito pequena dimensão. Harrisson acrescenta que um dos factores que pode aumentar a emissão desses gases poluentes é o de, nas margens destas reservas de água, se utilizarem fertilizantes ricos em nitratos.

O cientista afirma que o metano é um gás menos solúvel, pelo que é possível detectar a sua libertação através das pequenas bolhas criadas nos fundos dos lagos e que depois sobem à superfície.

As emissões provocadas por essas águas paradas têm tendência para aumentar devido ao aumento da construção de lagos artificiais.

O estudo conclui ainda que as emissões de gases poluentes através das barragens e lagos são 25% mais elevadas do que aquilo que era estimado.

in Observador - 29 de Setembro de 2016

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

BARRAGENS - EFEITO DE ESTUFA: Reservoirs play substantial role in global warming


BARRAGENS - EFEITO DE ESTUFA 
Reservoirs play substantial role in global warming

John Harrison
VANCOUVER, Wash. – Washington State University   researchers say the world’s reservoirs are an underappreciated source of greenhouse gases, producing the equivalent of roughly 1   gigaton of carbon dioxide a year, or 1.3 percent of all greenhouse gases produced by humans.

That’s more greenhouse gas production than all of Canada.
Writing in next week’s journal BioScience, the WSU researchers say reservoirs are a particularly important source of methane, a greenhouse gas that is 34 times more potent than carbon dioxide over the course of a century. Reservoir methane production is comparable to rice paddies or biomass burning, both of which are included in emission estimates of the Intergovernmental Panel on Climate Change, the leading international authority on the subject.


John Harrison, co-author and associate professor in the WSU Vancouver School of the Environment, last month attended a meeting in Minsk, Belarus, to discuss including reservoir emissions in a planned 2019 IPCC update of how countries report their greenhouse gas inventories.


Methane accounts for 80 percent

“We had a sense that methane might be pretty important but we were surprised that it was as important as it was,” said Bridget Deemer, WSU research associate and lead author. “It’s contributing right around 80 percent of the total global warming impact of all those gases from reservoirs. It’s a pretty important piece of the budget.”


The BioScience analysis, which drew on scores of other studies, is the largest and most comprehensive look to date at the link between reservoirs and greenhouse gases, Harrison said.




A recent photo of a reservoir on the Snake River in Washington.
(Photo by Shelly Hanks, WSU Photo Services)

“Not only does it incorporate the largest number of studies,” he said. “It also looks at more types of greenhouse gases than past studies.”

Acre per acre, reservoirs emit 25 percent more methane than previously thought, he said.

The researchers acknowledge that reservoirs provide important services like electrical power, flood control, navigation and water. But reservoirs have also altered the dynamics of river ecosystems, impacting fish and other life forms. Only lately have researchers started to look at reservoirs’ impact on greenhouse gases.

“While reservoirs are often thought of as ‘green’ or carbon neutral sources of energy, a growing body of work has documented their role as greenhouse gas sources,” Deemer, Harrison and their colleagues write.

Gases from decomposing organic matter

Unlike natural water bodies, reservoirs tend to have flooded large amounts of organic matter that produce carbon dioxide, methane and nitrous oxide as they decompose. Reservoirs also receive a lot of organic matter and “nutrients” like nitrogen and phosphorous from upstream rivers, which can further stimulate greenhouse gas production.

In 2000, BioScience published one of the first papers to assert that reservoir greenhouse gases contribute substantially to global warming. Since then, there has been a nine-fold increase in studies of reservoirs and greenhouse gases. Where earlier studies tended to be confined to reservoirs behind power stations, the newer studies also looked at reservoirs used for flood control, water storage, navigation and irrigation.

The WSU researchers are the first to consider methane bubbling in models of reservoir greenhouse gas emissions. Also, while previous papers have found that young, tropical reservoirs emit more methane than older, more northern systems, this study finds that the total global warming effect of a reservoir is best predicted by how biologically productive it is, with more algae and nutrient rich systems producing more methane.

The authors also report higher per-area rates of methane emission from reservoirs than have been reported previously. This means that acre-for-acre the net effect of new reservoirs on atmospheric greenhouse gases will be greater than previously thought. Reservoir construction around the globe is expected to proceed rapidly in coming decades.

Largest study of reservoir greenhouse gas emissions

“There’s been a growing sense in the literature that methane bubbles are a really important component of the total emissions from lake and reservoir ecosystems,” said Deemer. “This study revisited the literature to try and synthesize what we know about the magnitude and control on methane emissions and other greenhouse gases—carbon dioxide and nitrous oxide.”

The result is that, in addition to being the largest study of reservoir greenhouse gas emissions to date, it is the first to comprehensively look at the flow of all three major greenhouse gases—carbon dioxide, methane and nitrous oxide—from reservoirs to the atmosphere.

The work is in keeping with WSU’s Grand Challenges, a suite of research initiatives aimed at large societal issues. It is particularly relevant to the challenge of sustainable resources and its themes of supplying food, energy and water for future generations.

Funding sources include the U.S. Army Corps of Engineers Climate Preparedness and Resilience Programs, the National Science Foundation and the U.S. Environmental Protection Agency. None of the funders had a role in the design of the research or the interpretation of its results.
 
Contact:
John Harrison, WSU Vancouver School of the Environment, 360-546-9210, 
john_harrison@wsu.edu

Eric Sorensen (WSU science writer), in WSU News - September 28, 2016

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

PNBEPH - RIO TÂMEGA: Universidade do Porto questiona impacto da Barragem do Alto Tâmega na extração de lítio


PNBEPH - RIO TÂMEGA

UNIVERSIDADE DO PORTO QUESTIONA IMPACTO DA BARRAGEM DE ALTO TÂMEGA NA EXTRACÇÃO DE LÍTIO

Investigadores da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto estão a estudar os impactos da construção da barragem do Alto Tâmega, no Norte do país, na extração do lítio necessário para as indústrias vidreiras, de cerâmica e químicas.

"O que está em causa é pôr em risco uma atividade que já existe na atualidade com quatro empresas (indústria cerâmica e vidreira) e matar à nascença uma que poderia ser de mais-valia, que é o caso da extração de minérios de lítio (por exemplo, espodumena) para a produção de concentrados de litiníferos, usados para criar derivados essenciais na fabricação de baterias para os carros híbridos ou elétricos", explicou à Lusa o investigador Alexandre Lima.

De acordo com o geólogo, Portugal é considerado um dos dez maiores produtores a nível mundial de minérios de lítio, material que é também aplicado nas tecnologias para gerar e armazenar energia, fabricação de lubrificantes e produção farmacêutica e de ar condicionado bem como produção de ligas leves para a indústria aeroespacial.

Com o aumento do preço deste metal, "que triplicou nos últimos meses", "empresas de vários países contactaram a Universidade do Porto para verificar a possibilidade de desenvolver projetos de prospeção e avaliação em alguns dos depósitos de lítio portugueses para a indústria química".

Um desses exemplos é a indústria automóvel, em que a utilização deste material vai aumentar "de modo especial" devido à substituição do parque automóvel atual por carros híbridos e elétricos e ao crescente armazenamento de energia em baterias gigantes para resolver problemas de fornecimento, referiu Alexandre Lima.

Segundo o investigador, o lítio vai ser ainda "estratégico", num futuro a médio e longo prazo, na área dos combustíveis para energia nuclear.

Há, no entanto, situações "que não podem ser controladas", como é o caso do ordenamento de território. "Neste momento estão a ocorrer alguns conflitos de interesse a nível de áreas que vão ser ocupadas por outras indústrias, nomeadamente para a construção das barragens previstas para o Norte de Portugal, que põem em causa este potencial".

"A fauna e flora têm mecanismos de proteção e de adaptação, mas os recursos geológicos só podem ser explorados no local onde se encontram", explicou, acrescentando que se forem inviabilizados alguns dos depósitos minerais de lítio em Portugal "pode-se condicionar o negócio na totalidade do território nacional, pois são necessários consideráveis volumes para que exista viabilidade económica deste tipo de projeto".

O investigador defende que uma das possibilidades para resolver esta questão é explorar primeiro os depósitos minerais que vão ser afetados, utilizando, posteriormente, o material que não servir para a indústria química na construção da barragem.

"Estamos na vanguarda em termos de investigação e em conseguir atrair a indústria mundial do lítio para o nosso país, mas vejo nuvens negras neste potencial se não houver salvaguarda dos recursos geológicos", concluiu o investigador.

Lusa, in RTP Notícias, 17 de Agosto de 2016

quarta-feira, 27 de julho de 2016

PNBEPH: Cancelamento de barragens poupa 72 milhões em incentivo ao investimento





PNBEPH
CANCELAMENTO DE BARRAGENS POUPA 72 MILHÕES EM INCENTIVOS AO INVESTIMENTO

O cancelamento da construção das barragens do Alvito e de Girabolhos poupou cerca de 72 milhões de euros em incentivo ao investimento, de acordo com a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).

No estudo ao regime de atribuição de incentivos à garantia de potência, divulgado hoje, a ERSE estima que a construção destas duas barragens tivessem incentivos anuais de 3,6 milhões de euros até 3032.

A garantia de potência é uma renda anual destinada a apoiar a manutenção de um permanente estado de prontidão das centrais térmicas para acorrer às necessidades de garantia de abastecimento do sistema elétrico nacional.

Além de um incentivo à disponibilidade, este mecanismo comporta um incentivo ao investimento, destinado a apoiar a realização de investimento em tecnologias de produção a partir de fontes hídricas, com duração de dez anos.

Os encargos associados ao mecanismo de garantia de potência são suportados por todos os consumidores de energia elétrica, sendo repercutidos na tarifa de uso global de sistema ou noutra tarifa aplicável à globalidade dos consumidores de energia elétrica.

Segundo o estudo divulgado hoje pela ERSE, até 2032, o montante global associado ao incentivo ao investimento (hídrica) totaliza cerca de 356 milhões de euros e o montante associado ao incentivo à disponibilidade (térmica) cerca de 309 milhões de euros, perfazendo um valor total de 665 milhões de euros.

Estes valores já não incluem os custos associados a estas duas barragens nem à barragem do Fridão, cuja construção foi suspensa por três anos.

Lusa, in
Notícias ao Minuto, 27 de Julho de 2016

sexta-feira, 24 de junho de 2016

PNBEPH - NEGOCIATAS COM BARRAGENS: Portas e Cristas abriram caminho à Mota Engil no Vale do Tua









PNBEPH - NEGOCIATAS COM BARRAGENS

Portas e Cristas abriram caminho à Mota Engil no Vale do Tua

Paulo Portas e Assunção Cristas foram decisivos para que a polémica barragem do Tua avançasse e se tornasse hoje numa obra irreversível. Enquanto ministros do anterior governo, foram eles que colocaram o diplomata Seixas da Costa a negociar a aprovação da barragem junto da UNESCO. Meses depois da sua intervenção, a UNESCO rasgou o parecer negativo que tinha dado à obra e viabilizou o avanço das gruas da Mota Engil.

Logo que terminou esta negociação, Seixas da Costa foi contratado por esta empresa do norte e é hoje consultor da Mota Engil para África. Há três meses, o embaixador tornou-se também colaborador de uma das empresas da concessionária da barragem, a EDP Renováveis. Paulo Portas seguiu-lhe o exemplo e é agora consultor da Mota Engil para a América Latina.

As coincidências têm agora uma explicação. Um negócio de mais de 300 milhões de euros em que o Estado e os consumidores nada terão a ganhar.

A barragem que destruiu a paisagem do vale do Tua começou a encher esta semana, mesmo sem autorização da Agência Portuguesa do Ambiente.

O processo começa no tempo do primeiro governo Sócrates, com o aparecimento do Programa Nacional de Barragens de Elevado Potencial Hidroeléctrico. Ao todo, previam-se dez novos aproveitamentos em todo o país. Oito anos depois, só a Foz Tua está praticamente acabada.

Para ganhar a concessão, isto é, para garantir o direito de utilizar a água do rio Tua até 2090, a EDP pagou ao Estado, à cabeça, 63 milhões de euros. O total de mais de 600 milhões de euros recebidos das dez concessões das novas barragens será usado pelo governo para diminuir o défice de 2008.

A eléctrica e especialistas em energia contactados pelo Sexta às 9, um dos quais antigo governante, avisam ainda que as novas barragens vão também contribuir para que Portugal cumpra os objectivos fixados internacionalmente até 2020 para a redução de emissões de gases com efeito de estufa.

Mas é também por isso que a plataforma Salvar o Tua considera que vai haver um aumento do défice tarifário e um custo adicional que acabará por parar nos bolsos dos consumidores.

A contestação é tal, que chega aos ouvidos da UNESCO. A futura barragem terá vista directa para o Alto Douro Vinhateiro, Património da Humanidade. O grande paredão de cimento irá situar-se a poucos metros da linha de fronteira. O organismo das Nações Unidas constitui uma primeira missão de avaliação. Os peritos visitam Portugal no início de Abril. São recebidos pelo Ministério da Cultura de um governo socialista já demissionário. Mas o relatório só será conhecido depois das eleições que levam o PSD e o CDS ao poder.

Há três ministros pelos quais vai passar o dossier. Os centristas Paulo Portas, ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros; Assunção Cristas, então superministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento; intervirá também o ministro da Economia Álvaro Santos Pereira, um independente, indicado pelo PSD.

O relatório da missão da UNESCO chega às mãos do novo governo em final de Junho. A missão da UNESCO escreve, taxativamente que a barragem terá um "impacto irreversível" que ameaça o Património Mundial.

O dossier do Tua era tudo menos pacífico no seio do governo PSD/CDS. De um lado, o superministério do Ambiente de Assunção Cristas. Do outro, por razões diferentes, o Ministério da Economia de Álvaro Santos Pereira, e a Secretaria de Estado da Cultura, de Francisco José Viegas.

De facto, há muita coisa a passar-se em 2011. Por exemplo, a privatização da concessionária da barragem, a EDP, que passará para as mãos do grupo estatal chinês China Three Gorges. O governo escolhe um dos maiores escritórios de advogados portugueses para assessorar a operação. A Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva e Associados tinha já a EDP como cliente. E antes de ir para o governo, tinha Assunção Cristas como advogada.

Poucos dias depois, a ministra está perante a comissão parlamentar de ambiente, onde, a uma pergunta da deputada dos Verdes Heloisa Apolónia, presta falsas declarações sobre a barragem de Foz-Tua.

A ministra avança com o abate de mais de 5000 árvores no vale do Tua com base no "relevante interesse público, económico e social" da barragem. Trata-se de um despacho assinado em conjunto com o Ministério da Economia que permite, na prática, que as obras continuem, apesar do conhecimento que o governo já tinha, quanto às fortes reservas da UNESCO relativamente ao projecto.

Para um governo no qual a opção de construir a barragem ganha, o ano de 2012 começa com um problema. Além das obras que prosseguem apos a ordem de abate das árvores. É preciso trabalhar na frente internacional. Entra em acção, Paulo Portas.

Em finais de junho, Seixas da Costa consegue reverter o processo. Na UNESCO, a proposta que obrigava a parar as obras, é derrotada por unanimidade. Um mês depois, é enviada uma segunda missão ao Alto Douro Vinhateiro. De um ano para o outro a UNESCO passa a concluir que construção da barragem é afinal "compatível" com o Património Mundial.

"Se o Governo tivesse feito isso quem ficaria certamente feliz seria o proprietário da obra e suas sub-contratadas, porque além dos pagamentos previstos, ainda receberiam largas quantias a titulo de indemnização."


Luís Miguel Loureiro (RTP) - in RTP - Sexta às 9 - 24 de Junho de 2016

quinta-feira, 2 de junho de 2016

RIO TÂMEGA - BARRAGEM DE FRIDÃO: Rio Tâmega em Amarante pode ficar sem água se novas barragens avançarem






RIO TÂMEGA - BARRAGEM DE FRIDÃO
Rio Tâmega em Amarante pode ficar sem água se novas barragens avançarem



O Presidente da Câmara de Amarante alerta o Governo que no verão poderá ficar sem água no rio Tâmega se avançarem as barragens do Alto Tâmega e o empreendimento de Fridão for cancelado.

in PORTO Canal - 2 de Junho de 2016

sexta-feira, 13 de maio de 2016

TÂMEGA - BARRAGEM DE DAIVÕES: Iberdrola entrega primeira barragem do Alto Tâmega à Ferrovial por 91 milhões














TÂMEGA - BARRAGEM DE DAIVÕES

Iberdrola entrega primeira barragem do Alto Tâmega à Ferrovial por 91 milhões


A Iberdrola adjudicou a construção da barragem de Daivões à Ferrovial, por 91 milhões de euros e um prazo de execução previsto de quatro anos e meio, avança o “negócios”.



O consórcio é liderado pela Ferrovial Agroman e vai ser integrado pela portuguesa MSF, anunciou a Iberdrola. 

Este projeto compreende a construção de uma barragem de betão com 75,5 m de altura e 264 m de comprimentos. A central hidroelétrica vai conter duas turbinas com 118 megawatts (MW) de capacidade instalada.

Recorde-se que a Iberdrola tem três barragens planeadas para Portugal, incluídas no denominado Complexo Hidroelétrico do Alto Tâmega com um prazo de construção previsto compreendido entre 2014-2023 e considerado um dos maiores projetos hidroelétricos levados a cabo na Europa, nos últimos 25 anos. 

Com um investimento previsto de 1.200 milhões de euros, centrando-se a maior parte do investimento no período 2018-2020, o complexo contará com uma potência instalada de 1.200 megawatts (MW), alcançando uma produção anual de 1.800 gigawatts hora (GWh), ou seja, 4% do consumo elétrico do país.

Esta iniciativa contempla a exploração das infraestruturas dos aproveitamentos hidroelétricos de Gouvães (bombagem), Alto Tâmega (turbinação) e Daivões (turbinação), durante 70 anos.


O Governo concluiu em meados de Abril a reavaliação do Plano Nacional de Barragens.


Dos cinco projetos analisados, a barragem do Alvito EDP foi suspensa até 2018, altura em que vai ser reavaliada, enquanto a barragem de Girabolhos (Endesa) foi cancelada.


Já a construção das três barragens da Iberdrola obteve luz verde, com o ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, a sublinhar que este investimento "importante" para Portugal cumprir as metas de produção de energia renovável.


O Plano Nacional de Barragens foi lançado em 2007 e o objetivo inicial era construir dez barragens.


Mas o processo tem vindo a sofrer vários avanços e recuos. Até ao momento, só a barragem de Foz Tua (EDP) avançou e deverá estar terminada este ano. 


Dos 10 projetos iniciais, restam somente quatro, relembra o “negócios”.

in Jornal da Construção - 13 de Maio de 2016