sexta-feira, 15 de abril de 2016
PNBEPH - Ministro do Ambiente anuncia na segunda-feira conclusões sobre as barragens
PNBEPH - TÂMEGA
MINISTRO DO AMBIENTE ANUNCIA NA SEGUNDA-FEIRA CONCLUSÕES SOBRE AS BARRAGENS
Matos Fernandes convocou empresas, associações e autarcas para apresentar reavaliação dos projectos de barragens no Tâmega e Mondego.
O ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, convocou para a próxima segunda-feira uma reunião com os promotores das barragens do Tâmega e do Mondego, com os autarcas dos concelhos afectados por estes empreendimentos, e com representantes de associações ambientalistas onde apresentará as conclusões do relatório de reavaliação do Plano Nacional de Barragens.
A reunião, que foi confirmada ao PÚBLICO pelo presidente da direcção da Quercus, João Branco, e pelo presidente da Câmara Municipal de Chaves, António Cabeleira, chega cerca de duas semanas depois de o ministro do Ambiente ter anunciado que concluiu a reavaliação inscrita no plano do Governo e acordada com o Partido Ecologista Os Verdes (PEV).
Segundo o comunicado divulgado pelo gabinete de Matos Fernandes, o ministro deveria então iniciar um processo de consulta sobre as conclusões do trabalho, nomeadamente com os responsáveis autárquicos, os partidos políticos, os ambientalistas e os promotores dos projectos. Um processo que decorreria até “meados de Abril”.
O presidente da Quercus adiantou ao PÚBLICO que não teve qualquer contacto com o Governo a não ser o “telefonema que recebeu hoje de uma secretária do Ministério a convidar para uma reunião na segunda-feira, onde o ministro iria expor as suas razões”.
Pelo contrário, as vias de comunicação com as empresas promotoras – a EDP, a Endesa e a Iberdrola - têm-se mantido abertas. O PÚBLICO apurou que o Governo, através do Ministério do Ambiente e da secretaria de Estado da Energia, tem mantido contactos com os promotores.
Queixando-se que não houve “qualquer processo de consulta”, nem tão pouco “um convite formal”, mas um telefonema “em cima da hora”, João Branco lembrou que os estudos de impacte ambiental das barragens já têm “mais de seis anos e, por isso, estão caducados há quatro”, razão pela qual entende que o Governo deveria conduzir novas avaliações.
Entre 2011 e 2014 “arderam cerca de 30 mil hectares nos concelhos afectados pelas barragens”, provocando uma “alteração dos ecossistemas”, disse o ambientalista, mencionando o exemplo das populações de lobos que fugiram das áreas ardidas. “Isso só por si justificava a realização de um novo estudo e era o procedimento correcto”, afirmou.
Mas, a expectativa da Quercus é outra, a de que “não vai haver novos estudos e que os projectos vão prosseguir” como previsto.
Em entrevista recente ao PÚBLICO, o ministro do Ambiente revelou que o Governo identificou pelo menos “dez barragens que poderão ser demolidas nos próximos dois, três anos” e que há muitas mini-hídricas “que não irão ser construídas”.
Quanto às grandes barragens, lembrou que são poucas as que não têm construção iniciada, não havendo forma de reverter estes negócios “sem pagamento de indemnizações”. “Estamos a falar, gostemos ou não, de processos absolutamente legais no seu licenciamento, quer ao nível dos concursos, quer da avaliação ambiental”, adiantou o ministro.
Entre os projectos pendentes do Plano Nacional de Barragens estão as barragens da Endesa no Mondego (Girabolhos), a da EDP no Tâmega (Fridão) e outras três da Iberdrola, também no Tâmega (Daivões, Gouvães e Alto Tâmega/Vidago).
Ana Brito, in Público - 15 de Abril de 2016
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terça-feira, 5 de abril de 2016
ALTO TÂMEGA - BARRAGEM DE GOUVÃES: Obras das barragens no concelho durante este ano
ALTO TÂMEGA - BARRAGEM DE GOUVÃES
Obras das barragens no concelho durante este ano
Nas sessões de esclarecimento junto das comunidades envolvidas pela construção das barragens na região, os representantes da empresa Iberdrola, concessionária do Sistema Eletroprodutor do Tâmega, deram a conhecer «a obra e outras atividades em Vila Pouca de Aguiar em 2019».
As sessões realizaram-se no dia 3 de abril, em Parada de Monteiros e Carrazedo do Alvão, nas quais marcaram presença o presidente da Câmara Municipal, Alberto Machado bem como autarcas e comunidades locais. Além da apresentação do plano de obra, foram abordados outros assuntos com as pessoas em Parada de Monteiros a destacar a reposição de travessias e no Alvão a quererem ver esclarecidas as possíveis compensações pelos prejuízos decorrentes das obras.
Durante a apresentação, foi exposta a construção da barragem de Gouvães, a continuidade das obras nos Aproveitamentos Hidroelétricos de Gouvães e Alto Tâmega (barragem, circuito hidráulico e obras complementares) e, ainda este mês o início da construção de linhas de transporte de energia no troço central de Gouvães – Alto tâmega.
Estão ainda em curso as expropriações, deflorestações e linhas de muito alta tensão. Foram ainda salientadas as ações da empresa junto da comunidade em áreas como ambiente, património e iniciativas socioculturais.
in Município de Vila Pouca de Aguiar - 5 de Abril de 2016
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quarta-feira, 30 de março de 2016
PNBEPH - TÂMEGA: Quercus exige novo Estudo de Impacto Ambiental para barragens do Tâmega
PNBEPH - TÂMEGA
Quercus exige novo Estudo de Impacto Ambiental para barragens do Tâmega
Quercus exigiu novo Estudo de Impacto Ambiental para as barragens do Tâmega ainda não construídas, assinalando que os projetos de construção estão em "violação flagrante" de diretivas europeias.
A Quercus exigiu hoje um novo Estudo de Impacto Ambiental para as barragens do Tâmega ainda não construídas, assinalando que os projetos de construção estão em “violação flagrante” de diretivas europeias e da legislação nacional.
“A Quercus considera que seria um grande escândalo e um erro grave se a construção das barragens do Tâmega que ainda não foram construídas — Fridão, Gouvães, Daivões e Alto Tâmega — continuasse sem que se realizassem novos estudos de impacte ambiental”, refere a associação ambientalista hoje em comunicado.
O apelo da Quercus “à suspensão da construção das barragens do Tâmega” surge um dia antes de terminar o prazo para a reavaliação dos empreendimentos inseridos no Plano Nacional de Barragens que ainda não começaram a ser construídos.
A Associação Nacional de Conservação da Natureza explica que “os estudos que deram origem às Declarações de Impacte Ambiental (DIA) de 2010 estão totalmente ultrapassados pois houve alterações significativas no território e na distribuição e dinâmica das populações de lobo ibérico”.
Para a organização não-governamental, “não é por acaso que a lei prevê a caducidade das DIA”, sendo que, neste caso, “já deveriam ter caducado em 2012 e é incompreensível que ainda estejam em vigor na data atual”.
Os ecologistas lembram que entre 2011 “arderam nos municípios afetados por estas barragens mais de 29.000 hectares”, uma “alteração brutal” que teve “um forte impacte nas dinâmicas das populações de lobo ibérico, que não está contemplado na DIA”.
A Quercus diz também ser “inadmissível que esteja pendente na Comissão Europeia uma queixa há mais de cinco anos sobre as barragens do Tâmega, sem que tenha havido qualquer resposta ou comunicação sobre o assunto por parte de Comissão”.
Quanto a impactos naturais, os ambientalistas alertam que com a construção das barragens no rio Tâmega “os habitats naturais desta região seriam seriamente ameaçados, dado que grande parte do investimento seria feito numa zona de elevado valor ecológico”.
Paralelamente, o projeto apresenta “impactos ambientais muito significativos, entre os quais a transformação, fragmentação e degradação dos ecossistemas na bacia do rio Tâmega, incluindo a criação de barreiras incontornáveis para espécies migradoras (…) e a degradação dos habitats de algumas das últimas alcateias do lobo”
Já ao nível socioeconómico, o desenvolvimento da região “seria fortemente comprometido, nomeadamente, o turismo da natureza, a prática da pesca desportiva, da canoagem e da atividade balnear nas praias fluviais”.
“O rio Tâmega deixaria de ser um rio no seu estado natural e passaria a constituir uma sucessão de cascatas de águas represadas e mortas, inviável para todas as utilizações actuais de recreio e de lazer das populações ao longo do seu curso e passando a constituir uma ameaça permanente sobre a cidade de Amarante”, alerta a associação ambiental que lembra também as implicações nas praias do Litoral que receberão menos areia.
“O projeto de construção das barragens no rio Tâmega incorre numa violação flagrante de várias diretivas europeias e da legislação nacional, nomeadamente a Diretiva Quadro da Água, a Diretiva Aves e a Diretiva Habitats, bem como a Lei da Água e os instrumentos de gestão territorial aplicáveis”, destaca a Quercus que alerta ainda para a “inutilidade do aproveitamento hidroelétrico” das novas barragens.
No terreno, a espanhola Iberdrola, concessionária do Sistema Eletroprodutor do Tâmega (SET), que inclui as barragens de Gouvães, Alto Tâmega e Daivões, tem já em curso alguns trabalhos, nomeadamente a nível de acessos, e garantiu este mês que, em 2016, vai começar a construção da barragem de Daivões.
Agência Lusa, in Observador - 30 de Março de 2016
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domingo, 7 de fevereiro de 2016
PNBEPH - RIO TÂMEGA: Ambientalistas pedem suspensão das barragens do Tâmega e Fridão
PNBEPH - RIO TÂMEGA
AMBIENTALISTAS PEDEM SUSPENSÃO DAS BARRAGENS DO TÂMEGA E FRIDÃO
Quercus e GEOTA pedem que Governo ponha ambiente acima dos interesses económicos.
Os ambientalistas querem que o Governo de António Costa suspenda a construção das barragens do Tâmega e Fridão por considerarem ser um “dos maiores crimes” cometidos em Portugal contra o ambiente.
Representantes das associações ambientalistas Quercus e Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente (GEOTA) esperam que o Governo demonstre o seu interesse pela conservação da natureza e a coloque acima dos interesses económicos por classificarem as barragens como um “escândalo financeiro de magnitude equivalente ao BES e BPN”.
O Governo vai reavaliar as unidades do Plano Nacional de Barragens de elevado potencial hidroeléctrico que ainda não começaram a ser construídas, do Tâmega e Fridão, refere a proposta de Orçamento do Estado para 2016 (OE2016).
“O Plano Nacional de Barragens é o maior crime cometido em Portugal contra o ambiente e foi feito por um Governo do PS, portanto, este Governo PS tem agora a oportunidade de se redimir e emendar a mão”, disse à Lusa o presidente da Quercus, João Branco.
O dirigente frisou que esta “reavaliação” das barragens só foi introduzida no programa de Governo pelos partidos que o suportam porque a vontade do PS era a sua continuação.
“O que nós queremos é que o Governo PS cancele, de uma vez por todas, a construção das barragens e dê importância ao assunto da conservação ambiental, mas temos muitas dúvidas de que isso vá acontecer”, realçou.
João Branco lembrou que as barragens vão prejudicar a qualidade de água, ameaçar a conservação e reprodução de determinadas espécies, inundar terrenos agrícolas, afetar o desenvolvimento socioeconómico das regiões ou o turismo de natureza.
A Quercus pediu já uma audiência a todos os grupos parlamentares para debater esta questão.
Para o coordenador do grupo de trabalho da reforma fiscal da GEOTA, João Joanaz de Melo, o plano de barragens é “completamente disparatado” não só em termos ambientais, mas em termos económicos.
“Estes negócios são ruinosos, não têm qualquer hipótese de ser rentáveis, portanto, os sucessivos governos não estão só a mentir aos portuguese, mas aos próprios acionistas das empresas”, disse.
João Joanaz de Melo, além de alertar para a mudança do clima, o património inundado ou a deterioração da qualidade da água, algo que vai prejudicar as populações, sustentou que isto é “um escândalo financeiro de magnitude equivalente ao BPN ou BES”.
E vincou: “estes negócios não são para servir o interesse público, mas o interesse de algumas grandes empresas”.
O Sistema Eletroprodutor do Tâmega (SET), que inclui as barragens de Gouvães, Alto Tâmega e Daivões, foi concessionado à espanhola Iberdrola e representa um investimento de 1.200 milhões de euros, que vai criar 3.500 diretos e cerca de 10.000 indiretos.
Este empreendimento hidroeléctrico vai ter uma potência total instalada de 1158 megawatts e produzir 1766 gigawatts por hora.
A Barragem de Fridão, no rio Tâmega, concessionada à EDP, integra desde 2008 o Programa Nacional de Barragens de Elevado Potencial Hidroeléctrico (PNBEPH), num investimento estimado de 304 milhões de euros.
in Público - 7 de Fevereiro de 2016
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PNBEPH - TÂMEGA: Ambientalistas pedem fim das barragens do Tâmega e Fridão
PNBEPH - TÂMEGA
Ambientalistas pedem fim das barragens do Tâmega e Fridão
Orçamento de Estado indica que Governo vai reavaliar Plano Nacional de Barragens
© ARQUIVO/GLOBALIMAGENS
Os ambientalistas querem que o Governo de António Costa suspenda a construção das barragens do Tâmega e Fridão por considerarem ser um "dos maiores crimes" cometidos em Portugal contra o ambiente.
Em declarações hoje à Lusa, representantes das associações ambientalistas Quercus e Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente (GEOTA) esperam que o Governo demonstre o seu interesse pela conservação da natureza e a coloque acima dos interesses económicos por classificarem as barragens como um "escândalo financeiro de magnitude equivalente ao BES e BPN".
O Governo vai reavaliar as unidades do Plano Nacional de Barragens de elevado potencial hidroelétrico que ainda não começaram a ser construídas, do Tâmega e Fridão, refere a proposta de Orçamento do Estado para 2016 (OE2016).
"O Plano Nacional de Barragens é
o maior crime cometido em Portugal contra o ambiente e foi feito por um Governo
do PS, portanto, este Governo PS tem agora a oportunidade de se redimir e
emendar a mão", disse à Lusa o presidente da Quercus, João Branco.
"O que nós queremos é que o Governo PS cancele, de uma vez por todas, a construção das barragens e dê importância ao assunto da conservação ambiental, mas temos muitas dúvidas de que isso vá acontecer", realçou.
João
Branco lembrou que as barragens vão prejudicar a qualidade de água, ameaçar a
conservação e reprodução de determinadas espécies, inundar terrenos agrícolas,
afetar o desenvolvimento socioeconómico das regiões ou o turismo de natureza.
A
Quercus pediu já uma audiência a todos os grupos parlamentares para debater
esta questão.
Para o
coordenador do grupo de trabalho da reforma fiscal da GEOTA, João Joanaz de
Melo, o plano de barragens é "completamente disparatado" não só em
termos ambientais, mas em termos económicos.
"Estes
negócios são ruinosos, não têm qualquer hipótese de ser rentáveis, portanto, os
sucessivos governos não estão só a mentir aos portugueses, mas aos próprios
acionistas das empresas", disse.
João
Joanaz de Melo, além de alertar para a mudança do clima, o património inundado
ou a deterioração da qualidade da água, algo que vai prejudicar as populações,
sustentou que isto é "um escândalo financeiro de magnitude equivalente ao
BPN ou BES".
E
vincou: "estes negócios não são para servir o interesse público, mas o
interesse de algumas grandes empresas".
O
Sistema Eletroprodutor do Tâmega (SET), que inclui as barragens de Gouvães,
Alto Tâmega e Daivões, foi concessionado à espanhola Iberdrola e representa um
investimento de 1.200 milhões de euros, que vai criar 3.500 diretos e cerca de
10.000 indiretos.
Este
empreendimento hidroelétrico vai ter uma potência total instalada de 1.158
megawatts e produzir 1.766 gigawatts por hora.
A
Barragem de Fridão, no rio Tâmega, concessionada à EDP, integra desde 2008 o
Programa Nacional de Barragens de Elevado Potencial Hidroelétrico (PNBEPH), num
investimento estimado de 304 milhões de euros.
Lusa, in Diário de Notícias - 7 de Fevereiro de 2016
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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016
ENERGIA - PNBEPH: Construir ou não mais barragens, eis a questão para o Governo
ENERGIA - PNBEPH
Construir ou não mais barragens, eis a questão para o Governo
O Executivo de António Costa compromete-se a "reanalisar as barragens cujas obras não se iniciaram". Do Plano Nacional de Barragens, restam cinco hídricas por construir.
Vai ser um ano para estudar o dossiê das barragens. O Governo compromete-se a reanalisar a construção das barragens que ainda não avançaram.
O Executivo de António Costa garante assim que vai "reanalisar as barragens cujas obras não se iniciaram". No documento, são apontadas as barragens do "Tâmega e do Fridão".
A promessa de reavaliar as centrais hídricas vai de encontro ao compromisso assinado entre o PS e Os Verdes em Novembro. No documento, os socialistas e os ecologistas dão o exemplo das três barragens da cascata do Tâmega cuja construção ainda não avançou: Gouvães, Alto Tâmega/Vidago e Daivões. A construção e gestão destes projectos foi atribuída à espanhola Iberdrola.
Foi em 2007 que José Sócrates lançou o Plano Nacional de Barragens (PNB) que incluía inicialmente dez novas barragens. O objectivo seria atingir até 2020 uma capacidade hidroeléctrica superior a sete mil megawatts e em que as novas barragens assegurassem valores de potência instalada adicional na ordem dos dois mil megawatts.
Passados oito anos do lançamento do PNB, restam agora seis projectos dos 10 projectos iniciais. Dois dos projectos não conseguiram atrair investidores: Pinhosão no rio Vouga e Almourol no Rio Tejo. Já a barragem de Padroselos - nos rios Beça/Tâmega e a ser construída e explorada pela Iberdrola - foi chumbada em 2010 por questões ambientais.
Mais tarde, o projecto do Alvito em Castelo Branco, um investimento de 360 milhões de euros, foi suspenso pela EDP em Novembro de 2011.
Restam assim seis barragens do plano actual, mas, destes projectos, somente um já teve início, segundo uma análise do Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente (GEOTA) à execução do PNB. A construção da barragem de Foz Tua pela EDP teve início em 2011 e deverá estar concluída no segundo semestre de 2016.
Inicialmente, o plano deveria estar concluído em 2020, mas os restantes cinco projectos ainda não sairam do papel: três no rio Tâmega (Fridão, Daivões, Alto Tâmega); Mondego (Girabolhos-Bogueira) e Gouvães (Douro).
Inicialmente, o plano deveria estar concluído em 2020, mas os restantes cinco projectos ainda não sairam do papel: três no rio Tâmega (Fridão, Daivões, Alto Tâmega); Mondego (Girabolhos-Bogueira) e Gouvães (Douro).
Em relação à barragem do Fridão, a EDP perdeu o direito aos incentivos do Estado ao investimento na construção da Barragem de Fridão, porque não cumpriu os prazos do processo de licenciamento.
André Cabrita-Mendes (andremendes@negocios.pt), in Jornal de Negócios - 5 de Fevereiro de 2016
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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016
EDP - Polvo Frutacor - José Emanuel Queirós
EDP
Polvo frutacor
A partir do fornecimento de um serviço estratégico nacional que capturaram às câmaras municipais com o pretexto do interesse público, montaram um ninho de interesses todo-poderoso, capaz de subverter o interesse de todos num amplo e confortável negócio privado onde se abriga a mais perigosa horda de garimpeiros e corsários comissariados na política de trânsito pelas teias partidárias do arco-da-governação.
José Emanuel Queirós - 4 de Fevereiro de 2016
Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega
Ler: influência política e económica é uma das principais mais-valias da EDP
Polvo frutacor
A partir do fornecimento de um serviço estratégico nacional que capturaram às câmaras municipais com o pretexto do interesse público, montaram um ninho de interesses todo-poderoso, capaz de subverter o interesse de todos num amplo e confortável negócio privado onde se abriga a mais perigosa horda de garimpeiros e corsários comissariados na política de trânsito pelas teias partidárias do arco-da-governação.
José Emanuel Queirós - 4 de Fevereiro de 2016
Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega
Ler: influência política e económica é uma das principais mais-valias da EDP
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PNBEPH - Barragem de Fridão - opinião JEQ
quinta-feira, 28 de janeiro de 2016
Hidrelétricas na Amazônia podem emitir mais gases de efeito estufa que usinas a carvão, óleo e gás
Hidrelétricas na Amazônia podem emitir mais gases de efeito estufa que usinas a carvão, óleo e gás
Obras da usina hidrelétrica de Sinop (MT), que poderá emitir três vezes mais toneladas de gás carbônico equivalente do que usinas termelétricas (Foto: UHESinop/jul.2015)
O Brasil orgulha-se de ter usinas hidrelétricas como principal matriz energética por serem “fontes limpas”, de baixo impacto ao meio ambiente. Mas esse traço nacional está sendo questionado. Hidrelétricas instaladas ou previstas para serem construídas na Amazônia podem ser tão ou mais poluentes que usinas termelétricas. Dezoito novos reservatórios poderão emitir, em cem anos, até 21 milhões toneladas de metano e 310 milhões de dióxido de carbono – dois dos principais gases de efeito estufa, responsável pelo aquecimento do planeta. Como o metano é 32 vezes mais potente no efeito estufa que o gás carbônico, o montante de emissões pode chegar a até 982 milhões de toneladas de “gás carbônico equivalente”. Em cenário mais otimista, o valor é de 369 milhões de toneladas.
A constatação é do estudo desenvolvido por cinco pesquisadores, incluindo o professor do Programa de Pós-graduação em Ecologia da UFJF Nathan Barros. O artigo foi publicado na revista britânica Environmental Research Letters, de alto impacto científico relacionado a pesquisas em meio ambiente. Na próxima edição do periódico, será publicada resenha sobre o artigo por um dos principais pesquisadores sobre Amazônia Philip Fearnside, ressaltando a relevância do estudo.
Ao se construir uma usina, é obrigatória a retirada da vegetação da área a ser inundada, mas a decomposição da matéria orgânica que sobra do corte das árvores e do carbono presente no solo ocasiona a formação de gás carbônico e metano. Além disso, o rio continuará trazendo sedimentos e matéria orgânica para o reservatório. “A produção desses gases torna-se mais intensa na Amazônia devido à presença abundante de matéria orgânica e da alta temperatura, que favorece a decomposição”, afirma Barros. O metano é formado em zonas sem oxigênio, geralmente áreas mais profundas do reservatório, por bactérias produtoras do gás, as chamadas metanogênicas.
“Seis das 18 hidrelétricas analisadas apresentaram número significante de simulações que apontam emissões comparáveis a usinas termelétricas. São elas: Cachoeira do Caí, Cachoeira dos Patos, Sinop, Bem Querer, Colider e Marabá. E a maioria das simulações para três delas – Cachoeira dos Patos, Caí e Sinop – estima emissões mais altas até mesmo do que usinas termais”, aponta o estudo.
A hidrelétrica de Sinop, em Mato Grosso, emitirá anualmente, pelo menos, 250 quilos de gás carbônico equivalente por megaWatt-hora (CO2eq MWh) de energia produzido ao longo de cem anos – que é o tempo aproximado de vida útil de uma hidrelétrica. Em seus primeiros 20 anos de implantação, quando as emissões são mais intensas, o volume poderá ser de 1,1 tonelada anual. Essa é a perspectiva otimista. Na versão mais poluente, o montante pode chegar a 5 toneladas de CO2eq por MWh anuais nas primeiras duas décadas e a 3 toneladas anualmente em um século. “Os valores são superiores a usinas à base de carvão, que emitem, em geral, 1 tonelada de CO2eq por MWh, e também mais altos que usinas de gás natural, responsáveis por 470 quilos”, explica Nathan. Usinas eólicas, que emitem pouca quantidade de gases de efeito estufa, liberam apenas 46 quilos. Veja mais comparações nos gráficos abaixo.
Emissão de gases de efeito estufa por hidrelétricas e termelétricas (linhas 470, 840 e 1.000)
Os pesquisadores destacam que barragens com maior área são mais poluentes que hidrelétricas menores e a fio d’água, ou seja, que utilizam predominantemente a correnteza para gerar energia e assim estocam menos volume líquido. A sugestão dos autores é adotar reservatórios com alta densidade energética – com alto potencial de produzir energia em menor área alagada – para reduzir a emissão de gases de efeito estufa.
No áudio abaixo, o professor explica sobre a relação entre área alagada e emissão de gases de efeito estufa:
(Clicar na imagem para ouvir na informação original)
A pesquisa também sugere melhoria nos procedimentos de limpeza da vegetação da região inundada para reduzir o volume de matéria orgânica, que favorece a liberação de carbono. O estudo critica a tendência de o governo brasileiro investir em grandes reservatórios, mais poluentes, para tê-los como garantia em caso de seca ou alta demanda energética.
“Vale ressaltar que este estudo foca em hidrelétricas na Amazônia. Isso não significa que usinas no Cerrado ou em outras áreas tenham o mesmo comportamento e sejam tão poluentes, porque as características são diferentes, como a abundância de vegetação e de carbono no solo”, destaca Nathan Barros.
Pioneirismo e mudanças
“Considerando o alto número de barragens planejadas na região amazônica e em outros países como a China, é imperativo desenvolver modelos para estimar o equilíbrio de carbono de projetos de grandes hidrelétricas para dar suporte na tomada de decisão antes da construção de barragens”, afirmam os pesquisadores. Atualmente só há metodologias para os cálculos a partir de hidrelétricas existentes, e não para estimar futuras emissões – foco inédito do estudo.
Caso a perspectiva de aumento na emissão de gases de efeito estufa por hidrelétricas seja considerada, ela influenciará a meta de redução de níveis de carbono adotadas pelo Brasil. Já o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) poderá exigir que projetos de hidrelétricas em busca de financiamento informem o potencial de emissão de gases e se o local de construção é em floresta tropical.
10 mil simulações
Para calcular o quanto as futuras hidrelétricas na Amazônia podem contribuir para o efeito estufa, foram adotadas duas metodologias a partir de dados publicados: uma que subestima o potencial de emissão de gases pelos reservatórios (considera apenas a emissão de gás derivada da decomposição do material orgânico existente na biomassa e no solo antes da inundação) e outra que superestima a capacidade poluidora (leva em conta também o fluxo decorrente da decomposição da matéria orgânica trazida pelos rios e produzida pelas algas). “Ambas as metodologias fornecem uma gama plausível de emissões por esses reservatórios”, afirmam os pesquisadores.
Foram realizadas 10 mil simulações estatísticas para cada reservatório e cada metodologia (superestimação ou subestimação). A quantidade de cenários simulados é explicada pelos múltiplos fatores, como tamanho do reservatório, suas características bioquímicas e limpeza da área a ser inundada, “os quais podem interferir na produção, consumo e emissão de gases de efeito estufa em reservatórios tropicais e também pela alta variabilidade espacial e temporal dos dados analisados”. Assinam também o artigo Felipe de Farias e Paulina Jaramillo da Universidade Carnegie Mellon (EUA), Henrique Sawakuchi da Universidade de São Paulo e Jeffrey Richey da Universidade de Washington (EUA). Foram estudadas as hidrelétricas de Belo Monte, Bem Querer, Cachoeira do Caí, Cachoeira do Caldeirão, Cachoeira dos Patos, Colider,
Ferreira Gomes, Jamamxim, Jatobá, Jirau, Marabá, Santo Antônio, Santo Augusto de Baixo, São Luís do Tapajós,
Sinop, São Manoel, São Simão Alto e Teles Pires.















