
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Assembleia da República - PROGRAMA NACIONAL DE BARRAGENS: AUDIÇÃO PARLAMENTAR DA MINISTRA DO AMBIENTE POR INICIATIVA DE "OS VERDES"

AUDIÇÃO PARLAMENTAR DA MINISTRA DO AMBIENTE POR INICIATIVA DE "OS VERDES"
Num momento em que está a decorrer a consulta pública das barragens do Alto Tâmega, a Ministra do Ambiente vai amanhã, dia 6 de Abril, pelas 10.00h, ser ouvida na Comissão Parlamentar de Ambiente e Ordenamento do Território, por iniciativa do Grupo Parlamentar “Os Verdes”, sobre o Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico (PNBEPH), um Programa que foi o suporte para os empreendimentos em consulta pública, assim como para a barragem de Fridão e para a barragem do Tua.
“Os Verdes” relembram que contestaram o PNB desde o início, assim como a localização e concretização dos empreendimentos em causa. Salientam ainda o facto de, apesar de o Governo considerar esta matéria de interesse nacional, nunca por sua iniciativa ter sido discutida na Assembleia da República, mas sim por iniciativa do PEV, como acontecerá – mais uma vez – amanhã.
O Gabinete de Imprensa de “Os Verdes” (Lisboa) - 5 de Abril de 2010
domingo, 4 de abril de 2010
Alto Tâmega versus barragens: Por este rio Tâmega abaixo
Por este rio Tâmega abaixo
Há dias os que mandam, os de Lisboa, muito ofendidos, alertaram para o perigo que havia de comparar Portugal com a Grécia… que devíamos estar caladinhos, dar outra imagem para o exterior, esconder (ao fim ao cabo) aquilo que somos. É fácil esconder e ficar calado quando se tem a barriguinha cheia e se vive no meio de mordomias, ignorando sem desconhecer, a realidade de milhares (ou serão já milhões) de portugueses que vivem de misérias e em plena ou à beira da pobreza. É fácil disfarçar os problemas reais com golpes de teatro que até os mais crédulos reconhecem e até se aproveitam da representação teatral, ou seja, é como nos filmes, parece real, mexe com os sentimentos das pessoas, mas tudo não passa de uma mentira.Por cá, há anos que se vive em plena mentira aceite e instituída até, sem ninguém fazer ondas, vivem-se os silêncios da miséria, onde oportunismo colaboracionista pode dar umas migalhas, ou então, por cobardia e o medo manter as que possuem. Estamos nessa.
Para memória futuraTudo são números, quadros e tabelas de Excel manipulados em atraentes gráficos coloridos e não fosse o olhar atento da fiscalização da nossa desgraça, neste momento, pela certa estávamos a par dos melhores da Europa e não ao lado da Grécia. Portugal é o país da mentira e até se louva e admira quem mente melhor, havendo até um certo gozo em aldrabar e ser aldrabado… mas com algum requinte, com cara séria de sério, que nisso, vai-se mantendo a “nobreza”.
Só a título de exemplo, tomemos alguns. Ainda há poucos anos Portugal era um dos países que tinha uma das maiores taxas de analfabetismo. Hoje, graças ao RVCC, Portugal iguala os melhores da Europa em termos de formação e, só mesmo um burro de 4 patas é que não tem (no mínimo) o 12º Ano. E o que é o RVCC!? Pouco interessa, mas é uma coisa que nuns meses, resolve 12 anos de estudos… Também daqui a uns anos, Portugal deverá ser um dos países com mais variedade licenciados e licenciaturas, mestres e doutores para tudo, o progresso do país exigia-o, no entanto o problema de progresso não se devia à falta de doutores e engenheiros, mas à falta de produção com operários e técnicos qualificados condignamente pagos e tratados como merecem, com o apoio de um estado que deveria preocupara-se em defender-lhe os interesses, a produção, habitação, saúde, educação e formação (profissional), em vez de se preocupar com a capoeira de pavões e cagões.
Toda a veiga de Anelhe, Souto Velho, e Vilarinho das Paranheiras, incluíndo pontão, serão submersasEnfim, poderia estar para aqui a gastar o meu latim durante páginas e páginas com exemplos, vergonhosos e escandalosos até, mas estaria a desviar-me do assunto que quero trazer aqui hoje e que são, as não menos vergonhosas e escandalosas barragens que vão destruir o Rio Tâmega para sempre, sem possibilidade de retorno, contra todas as correntes do bem senso, tendo como base mais um negócio dos e para os grandes feito com mentiras e omissões.
Já há muita gente empenhada em saber a verdade das barragens e, contradizendo o texto dos parágrafos anteriores, são gente e organizações sérias. Estranhamente, ou talvez não, não vejo os actores políticos da região a manifestarem-se (defender, repudiar ou até informar) sobre esta problemática das barragens. Preferem o silêncio e deixa correr o que é ditado desde os negociantes de Lisboa, mas sempre gostaria de saber qual é a opinião dos principais partidos políticos ou dos seus representantes locais e da região. Não sei qual a opinião do PSD, do PS, do CDS e do PCP o que me leva a entender o silêncio como consentimento. Também não sei o que pensam, nem se manifestam, os nossos dois deputados flavienses. Também não é conhecida ou clara a posição dos municípios ribeirinhos do Tâmega (Chaves, Boticas, Vila Pouca, Ribeira de Pena), que inicialmente se alinharam no negócio com a EDP (para mamar algum – é este o termo) e que agora se ficam pelo silêncio público, sem informar as populações e, apenas, reivindicando (parece-me) algum do pilim do negócio, não demonstrando qualquer preocupação com os malefícios das barragens. A população merece ser informada ou não serão os autarcas os principais representantes da população!?
Moinhos, pontes (românicas) e recentes, estradas, veigas e casas, serão submersasQuem concordar e estiver informado, não esqueça que circulam na NET e em papel algumas petições contra as barragens do Tâmega. Deixo por aqui, aquela que nos é mais próxima. Click na imagem, leia a petição e se concordar, não deixe de a assinar.
http://www.peticaopublica.com/?pi=tamega
A ponte da Praia de Vidago e parte da estrada nacional serão submersas
A ponte da Praia de Vidago e parte da estrada nacional serão submersas
Toda a veiga de Arcossó será submersa, incluindo casas e equipamentos
Toda a veiga de Arcossó será submersa
Toda a veiga de Arcossó será submersa E por hoje é tudo. Pelo Rio Tâmega, passe e assine a petição:
Manifestação em Mondim de Basto: «Salvar o Tâmega» ainda é possível!
«Salvar o Tâmega» ainda é possível!
Conforme entusiástica e cívicamente planeado pela Junta de Freguesia de Mondim de Basto, decorreu no passado dia 28 de Março, uma manifestação pública contra a construção da barragem de Fridão. A concentração e distribuição de informação escrita sobre esta luta teve lugar pelas 16h00, no tabuleiro da Ponte de Mondim sobre o rio Tâmega.Aqui foram afixados, pela Quercus, cartazes sobre a ponte e uma grande lona na margem do Tâmega que pela irregularidade do terreno demorou um pouco a ficar estendida.
Estiveram no local a TVI e RTP, entre outra comunicação, para cobertura do acontecimento neste local onde alguns Mondinenses de “gema” presentes, de coração partido olhavam estupefactos e já com saudade para aquele rio ainda selvagem perante os olhos que deixavam escorrer lágrimas salgadas sobre aquelas cristalinas águas doces.
Então, mesmo sem palavras, parece que eu lia um novo poema do "Ginho", ali no sucalco do rio:
Ao fim de sensivelmente uma hora os defensores seguiram pelo “Caminho Velho” empedrado em direcção à praça da Via Cova, ao lado da Junta de Freguesia de Mondim de Basto, onde teve lugar uma sessão de esclarecimento perante algumas centenas de Mondinenses e defensores do Tâmega, sobre as consequências e desvantagens destes projectos hídricos, com algumas acusações aos governantes e protagonistas destes negócios das 5 barragens projectadas para a Bacia do Rio Tâmega ao longo dos concelhos afectados, e muito concretamente Amarante e Mondim de Basto pelas suas especificidades. Pela vereda, demos à casa do Historiador Sr. João Alarcão e o "brinde" à defesa da causa foi inevitável.
E as abordagens terminaram com o Sr. Coronel Artur Freitas a chamar vincadamente à atenção para os riscos (...) de a acontecer uma eventual ruptura da Barragem de Fridão, provocaria uma onda que chegará à cidade de Amarante em apenas 13 minutos, submergindo grande parte da área urbana e causando imensas perdas humanas sem tempo para se salvarem!
Para nós, do exterior desta maravilhosa região, que respeitamos as suas gentes e aprendemos com as suas tradições, seus eventos e literatura, decididamente adoramos o seu Património Natural e Edificado e veríamos com profunda tristeza tudo ficar submerso em águas paradas e estagnadas, que ao longo destes anos sempre as conhecemos selvagens e puras.
in Passeios da Caramulinha - 31 de Março de 2010
«Salvar o Tâmega» ainda é possível!: Os rios elevam, ó Senhor, a sua voz
Os rios elevam, ó Senhor, a sua voz
(Poema de Luís Jales de Oliveira)
in Passeios da Caramulinha - 31 de Março de 2010
Rio Olo: Tamecanos Rocks
TAMECANOS ROCKS
Decorreu com sucesso o encontro dos Tamecanos 2010.
in Aquavertical - 3 de Abril de 2010
sábado, 3 de abril de 2010
PNBEPH - Relatório CE (ARCADIS) - Relatório europeu alerta: Novas barragens podem ser uma inutilidade muito cara

PNBEPH - Relatório CE (ARCADIS)
Relatório europeu alerta: Novas barragens podem ser uma inutilidade muito cara
O relatório da Comissão Europeia é peremptório: o Programa Nacional de Barragens é um disparate e custa milhões. O contribuinte vai pagá-lo agora e arrisca-se a ter que assumir mais tarde as sanções europeias.
A Comissão Europeia encomendou uma peritagem a uma entidade independente e o relatório final é taxativo: “se Portugal fizer todas as barragens previstas, não vai conseguir cumprir a legislação europeia sobre a qualidade da água”. A directiva Quadro da Água é bem clara: os estados membros da União Europeia têm de atingir índices comunitários de qualidade das águas antes de 2015. O documento revela que o Estado português avaliou mal os impactos e a verdadeira necessidade das barragens. Até agora já foram adjudicadas sete de dez novas barragens, como a de Foz-Tua, que vai inundar dezasseis quilómetros da muito turística via-férrea que serve aquelas paragens.
O relatório europeu não poupa o governo de José Sócrates, que “omitiu” as consequências ambientais negativas originadas pela construção das barragens. Os especialistas europeus mostram, “preto no branco”, que o actual Programa das Barragens está mal concebido e que representa um gasto inútil de milhões de euros para o contribuinte. Para a Comissão Europeia, as consequências de cada barragem na qualidade da água foram analisadas de uma forma “ligeira” e o balanço do impacto global do Programa foi menosprezado. Resultado, bem expresso no relatório, “não se compreende a decisão do Estado português”. Isto é: o Programa Nacional de Barragens contraria claramente os objectivos expressos nas directivas comunitárias e, também neste domínio, o Estado português e os contribuintes serão financeiramente penalizados, se os resultados impostos até 2015 não forem alcançados.
A questão levantada pela Europa resume-se de forma pragmática: “de que serve construir mais barragens, em nome da retenção, se as condições de construção das previstas mais não farão do que criar outros tantos reservatórios de água deteriorada”.
O Instituto da Democracia Portuguesa (IDP) foi quem tem vindo a alertar para a situação: “o país sabe agora que a Avaliação Ambiental Estratégica do Plano Nacional de Barragens omitiu propositadamente o tratamento de factores críticos, tais como a qualidade da água, a perda de biodiversidade e também o impacto das alterações climáticas”. O IDP faz notar que o relatório comunitário acentua erros de cálculo “inadmissíveis”.
Várias associações ambientalistas já se tinham oposto ao Programa. A Quercus defende que, face a este estudo, o Governo “deve suspender de imediato o Programa Nacional de Barragens e todos os procedimentos administrativos e obras no terreno conducentes à construção das mesmas”, em especial no que toca à Barragem de Foz Tua. E ainda que “a própria Barragem do Baixo Sabor, deixada propositadamente fora deste programa”, deve ser incluída no mesmo e reavaliada “à luz dos critérios e constatações que o estudo da Comissão Europeia (CE) refere”.
Os ambientalistas têm considerado que o Programa Nacional de Barragens é globalmente desfavorável ao desenvolvimento do país e à protecção dos valores ambientais e culturais, “com atropelos à legislação existente em relação ao planeamento e conservação dos recursos hídricos e da biodiversidade”. Também criticam não ter sido efectuado um estudo custo-benefício e de impacto ambiental entre a opção retida pelo Governo e outras fontes de energia renovável como, por exemplo, a eólica off-shore (no mar).
As organizações defensoras do ambiente protestam por também não terem sido contabilizadas as emissões de CO2 associadas a todo o ciclo de vida das barragens, nem levadas em conta as conclusões do Painel Inter-Governamental para as Alterações Climáticas da ONU (IPCC), que prevê uma quebra de 20 a 50 por cento da produção hidroeléctrica na Península Ibérica até 2070, devido ao aquecimento global.
O Partido Ecologista Os Verdes, por seu turno, exigiu na Assembleia da República a suspensão de todo o plano. “O Governo nunca se debruçou sobre esta matéria”, denuncia a deputada “verde” Heloísa Apolónia, defendendo que a intenção é apenas produzir mais, quando Portugal já tem “equipamentos suficientes”. Valendo-se das conclusões do relatório europeu afirma que “estas dez barragens não vão servir para mais que três por cento da produção de electricidade nacional”.
Falando pelo partido no poder, o PS, o deputado Jorge Seguro desvaloriza o estudo “que foi encomendado pelos serviços da CE a uma empresa belga, que também tem alguns técnicos espanhóis”, mantendo que, em questões de ambiente, “a bancada do PS teve na anterior legislatura uma atitude muito conscienciosa”.
A Liga Portuguesa da Natureza, pela voz de Eugénio Sequeira, também tem opinião negativa: “este plano não faz sentido e na altura do debate público dissemos isso mesmo. Existem muitas dúvidas sobre se a produção de energia através da construção de novas barragens tem mais benefícios do que inconvenientes. Isto porque não tem em conta questões como a influência na qualidade da água ou a erosão da costa”. “Sem se saber se o metano produzido compensa o investimento, o Estado nunca irá abdicar de uma barragem depois de construída, até porque a adjudicação está feita. Resta saber se, tal como estão os caudais, haverá água para tanta barragem. A solução? Aproveitar melhor as que existem, fazer estudos independentes e evitar novas construções”, alerta o especialista.
Mas o Governo defende que as novas barragens vão reduzir a nossa dependência e fragilidade em termos energéticos e de emissões de CO2, reforçar o potencial hídrico de 46 para 70 por cento, complementar a produção de energia eólica, criar empregos e desenvolver o comércio e turismo locais.
INAG reconhece impactos ambientais
O acutilante relatório comunitário foi elaborado por uma empresa espanhola, envolve técnicos de vários países – incluindo um português –, e é do conhecimento do Ministério do Ambiente desde Julho, mas só agora foi revelado, depois de tornado público pela SIC.
Orlando Borges, presidente do Instituto da Água (INAG), justifica o atraso na divulgação das conclusões da peritagem, porque se “trata de um documento pedido pela Comissão Europeia e, por isso, não é ao Governo português que compete divulgá-lo”.
O presidente do INAG não nega que a construção de barragens terá consequências ambientais negativas, mas garante que os dez locais escolhidos (dos 25 que tinham sido seleccionados inicialmente) são os que têm “menores impactos” e em que “as contrapartidas esperadas os superam em grande parte”. Quanto às falhas apontadas, garante que serão avaliadas em sede dos estudos de impacto ambiental (que estão em elaboração) e que, “no limite, se houver alguma directiva ou normativa comunitária que esteja a ser violada, o projecto será corrigido ou não será feito”. Orlando Borges afirma ainda que Portugal está a preparar uma resposta a Bruxelas, mas garantiu que “este relatório não vai mudar em nada a programação do que está estabelecido”.
Em defesa do programa de Governo está ainda a EDP. Em comunicado, defendeu que o Plano Nacional de Barragens não deve ser posto em causa pelo relatório encomendado por Bruxelas para avaliar o alargamento do sistema hidroeléctrico português.
A fornecedora nacional de electricidade – que ganhou a construção de três das sete barragens já atribuídas –, afirma que o processo é sólido e que o relatório dos peritos europeus não vai pôr em causa a sua execução. António Neves de Carvalho, responsável nacional da distribuidora eléctrica para a área da sustentabilidade e ambiente diz que as críticas europeias não fazem a empresa temer que o processo tenha de voltar à estaca zero.
O responsável da EDP contesta também a advertência do relatório sobre as novas barragens colocarem em risco o cumprimento, por parte de Portugal, da directiva europeia sobre a qualidade da água, que deve ser cumprida até 2015, e mantêm que as novas infra-estruturas vão ajudar a alcançar esse objectivo e que tudo não passa de “uma grande dose de equívocos entre Lisboa e Bruxelas”.
in O Diabo - 25 de Novembro de 2009
Mondim de Basto - 28 de Março de 2010: Registo fotográfico da Manifestação «Salvar o Tâmega»
PORTUGAL - UM PAÍS DE CORSÁRIOS?: QUANTO CUSTA MANTÊ-LOS

in O Diabo, N.º 1731, Ano XXXIII - 2 de Março de 2010António Mexia foi o CEO do PSI-20 que mais recebeu em 2009: 3,3 milhões de euros

3,3 milhões de euros
António Mexia foi o CEO do PSI-20 que mais recebeu em 2009
António Mexia alcançou, em termos absolutos, a remuneração mais elevada em 2009 entre os CEO das maiores cotadas do PSI-20. O presidente executivo da EDP recebeu um total de 3,3 milhões de euros no ano passado, valor que inclui um montante de 1,8 milhões de euros, referentes ao pagamento de um prémio plurianual afecto aos anos 2006 a 2008.
António Mexia alcançou, em termos absolutos, a remuneração mais elevada em 2009 entre os CEO das maiores cotadas do PSI-20. O presidente executivo da EDP recebeu um total de 3,3 milhões de euros no ano passado, valor que inclui um montante de 1,8 milhões de euros, referentes ao pagamento de um prémio plurianual afecto aos anos 2006 a 2008.Descontando este valor, António Mexia posicionar-se-ia na terceira posição dos CEO mais bem pagos, com uma remuneração de 1,3 milhões de euros, numa lista liderada Ferreira de Oliveira, que recebeu 1,6 milhões de euros no ano passado.
Do montante de 1,3 milhões de euros auferido por António Mexia, 703 mil euros correspondem à remuneração fixa e 600 mil euros referem-se à componente variável anual. Os restantes 1,8 milhões de euros do bolo total repartem-se em montantes anuais de 600 mil euros, correspondentes aos anos de 2006, 2007 e 2008.
O presidente executivo da EDP, bem como o CEO da Portugal Telecom, Zeinal Bava, destacam-se na lista dos CEO mais bem pagos graças aos prémios plurianuais que auferiram no ano passado. O presidente executivo da PT totalizou 2,5 milhões de euros, um milhão dos quais provém dos prémios referentes ao período entre 2006 e 2009.
Ferreira de Oliveira é o mais bem pago em termos relativos
Numa altura em que quase todas as cotadas divulgaram os seus relatórios de governo corporativo (com excepção da Zon, Cimpor, Teixeira Duarte, Altri BPI, Zon e Sonaecom), o CEO da Galp Energia, Ferreira de Oliveira, foi, em termos relativos, o CEO com a remuneração mais elevada em 2009.
Sem prémios plurianuais, Ferreira de Oliveira, recebeu 1,6 milhões de euros no ano passado. Segue-se, nesta lista sem prémios de anos anteriores, Zeinal Bava, com 1,5 milhões de euros, e António Mexia, com 1,3 milhões.
Na quarta posição fica o presidente executivo do BES, Ricardo Salgado, que auferiu um milhão de euros em 2009. Na quinta posição aparece o presidente executivo da Sonae, Paulo Azevedo, com 808 mil euros, aos quais acresce uma fatia de 313 mil euros, a ser recebida no próximo ano.
Segue-se o CEO da Mota-Engil, Jorge Coelho, com 702 mil euros, o presidente executivo da Jerónimo Martins, Luis Palha da Silva, com 662 mil euros e o presidente do BCP, Carlos Santos Ferreira, com uma remuneração de 650 mil euros em 2009. O CEO da REN, José Penedos, aparece logo a seguir, com um salário de 620 mil euros no ano passado.
O presidente executivo da Brisa, Vasco de Mello, totalizou 492 mil euros em 2009 e o CEO da Sonae Indústria, Carlos Bianchi Aguiar, alcançou 410 mil euros.
Lucia Crespo, in Negócios online - 31 de Março de 2010
Presidente da EDP recebeu 3,1 milhões em 2009 - 17 milhões para administradores executivos

Presidente da EDP recebeu 3,1 milhões em 2009
O presidente da EDP ganhou 3,1 milhões de euros em 2009, em remunerações fixas, variáveis e prémios plurianuais.António Mexia recebeu 700 mil euros em salários fixos e 600 mil euros em remuneração variável referentes a 2009, mais um prémio plurianual do mandato 2006-2008, de 1,8 milhões de euros (600 mil euros por cada ano), que entra nas contas de 2009.
No total, os administradores executivos da EDP receberam 17 milhões.
in Diário de Notícias - Economia - 1 de Abril de 2010
sexta-feira, 2 de abril de 2010
DIA 1 DE ABRIL – DIA DA MENTIRA: "OS VERDES" ENTREGARAM GALARDÃO À EDP
DIA 1 DE ABRIL – DIA DA MENTIRA
“OS VERDES” ENTREGARAM GALARDÃO À EDP
Galardão "Planeta de Pechisbeque"
O Partido Ecologista “Os Verdes” levou hoje (1/04) a cabo uma “cerimónia” de entrega de um “galardão” à EDP pela maior mentira do ano 2010/Ano Internacional da Biodiversidade, relativa à campanha “Viva a Energia”, que visa promover as barragens, branqueando os seus inúmeros impactes negativos, nomeadamente sobre a biodiversidade.
“Os Verdes” lamentam que a Administração da EDP, avisada antecipadamente, não tenha tido a coragem de vir receber o seu prémio.
Na “cerimónia” de entrega do “Planeta de Pechisbeque” (escultura de um Planeta/Flor o qual tem no eixo do equador uma estrutura amovível que roda à sua volta, com duas máscaras, uma face simpática e a outra de escárnio, representado a estrutura, a mentira e a farsa - foto em anexo), o coro Verde cantou ainda uma canção adaptada à mentira da EDP, cuja letra se anexa, bem como o panfleto distribuído à porta da Sede Nacional da EDP, na Praça Marquês de Pombal, em Lisboa.
Não faltando pretendentes no nosso país, a EDP foi, no entanto, a entidade escolhida pelo Partido Ecologista “Os Verdes” para receber o “galardão” de 2010/Ano Internacional da Biodiversidade, pela sua Campanha “Viva a Energia”.
Uma Campanha que visa esconder e branquear os numerosos impactes económicos, sociais, patrimoniais e ambientais negativos das barragens, nomeadamente os impactes sobre a biodiversidade e na qual a EDP não olhou a meios para atingir os seus fins. Todos se lembrarão do concerto numa barragem, debaixo de água, transmitido em directo num canal televisivo, do patrocínio de artistas, de emissões de rádio e televisão a elogiar a “beleza dos espelhos de água”, dos numerosos cartazes espalhados pelo país, etc.
Uma Campanha tanto mais escandalosa, pelas avultadas verbas gastas que foram pagas pela factura das famílias portuguesas, na qual os preços de electricidade cobrados são em média 5,3% mais elevados do que os preços médios praticados na União Europeia. Situação que leva perto de 1/3 dos portugueses (segundo um estudo da UE) a não poder aquecer devidamente a sua casa no Inverno.
Contrariamente ao propagandeado pela EDP nesta Campanha, para além dos impactes profundos e inegáveis sobre a biodiversidade, e que ameaçam o nosso futuro, as novas barragens que o Governo pretende autorizar a construção, entre as quais a barragem do Tua e a de Fridão (Rio Tâmega), da responsabilidade da EDP, têm ainda outros impactes gravíssimos, nomeadamente a submersão da centenária e valiosíssima linha do Tua, obra-prima da engenharia portuguesa, único meio de transporte para as populações do Vale do Tua e única ligação com a rede ferroviária nacional do Distrito de Bragança. Também no Tâmega os impactes da barragem de Fridão não são menores, riscos avultados para a cidade de Amarante que fica localizada a jusante e a uma cota de 70 metros inferior à da barragem, centenas de casas de primeira habitação que serão submersas, assim como milhares de pequenos terrenos agrícolas (vinha, floresta e agricultura diversa), que garantem a sobrevivência das populações daquela zona.
Por tudo isto, “Os Verdes” dizem NÃO a estas barragens, e porque consideramos que existem outras soluções para resolver os problemas energéticos do país e para travar as emissões de gases com efeitos de estufa. Soluções que teriam impactes negativos menores para as populações, para o ambiente e para o património, nomeadamente o reforço da potência das barragens actualmente existentes, a implementação de medidas que promovam a eficiência e poupança energética. Em Portugal o desperdício energético atinge perto de 40% da energia eléctrica produzida.
Mas estas medidas não interessam às EDP, Iberdrola e outras empresas hidroeléctricas, cujos lucros chorudos são protegidos pelo Governo e não podem ser “beliscados”.
Enquanto os portugueses “apertam o cinto” para pagar a factura, os lucros da EDP não param de crescer e atingiram 5 mil milhões de euros de lucros nos últimos 5 anos!
Face a toda esta escandalosa situação, junte-se a nós para salvar o Tua e o Tâmega e promover um desenvolvimento sustentável destas regiões e do país.
Dizem que vão desenvolver, dizem que vão desenvolver
Melhorar o ambiente, melhorar o ambiente
Para bem de toda a gente, para bem de toda a gente
REFRÃO
É mentira, é mentira
É mentira sim senhor
O país não vai lucrar
Só o bolso duns senhores (BIS)
Ai mas que lindas promessas, ai mas que lindas promessas
Que daquelas bocas saem, que daquelas bocas saem
Muito emprego vão criar, muito emprego vão criar
Toda a gente iluminar, toda a gente iluminar
Dão concertos nas barragens, dão concertos nas barragens
Tudo vira uma miragem, tudo vira uma miragem
Das espécies a proteger, das espécies a proteger
Ao turismo a desenvolver, ao turismo a desenvolver
REFRÃO
Para mais informações poderão contactar para o número 96 281 54 45.
O Partido Ecologista “Os Verdes” (Lisboa) - 1 de Abril de 2010















