quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

PNBEPH - Assembleia da República: Aprovada proposta de "Os Verdes" para ida da Ministra do Ambiente à Assembleia da República








PNBEPH - Assembleia da República
APROVADA PROPOSTA DE “OS VERDES” PARA IDA DA MINISTRA DO AMBIENTE À ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA


Foi hoje (9/02) aprovada a proposta de “Os Verdes” para a ida de Dulce Pássao à Comissão de Ambiente, Ordenamento do Território e Poder Local da Assembleia da República para ser confrontada e prestar esclarecimentos sobre o Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico.

Esta é mais uma iniciativa do PEV no sentido de levar o Governo a prestar os devidos esclarecimentos sobre uma matéria que este considera de interesse nacional mas que nunca levou, por sua iniciativa, à Assembleia da República para explicações.

Para “Os Verdes”, torna-se cada vez mais premente que o Governo esclareça as razões desta opção - contestada por todo o movimento ecologista e por inúmeras entidades nacionais e agora posta em cheque pela Comissão Europeia - cujos impactos gravíssimos e irreversíveis começam agora a tornar-se cada vez mais óbvios, com a apresentação dos estudos de impacto ambiental dos empreendimentos, nomeadamente da Barragem do Tua e de Fridão.

“Os Verdes” relembram ainda que entregaram ontem no parlamento um Projecto de Resolução que visa prolongar o período de consulta pública da Barragem de Fridão até que esteja concluído o Processo de Investigação da Comissão Europeia ao Programa Nacional de Barragens.

O Gabinete de Imprensa de “Os Verdes” - 9 de Fevereiro de 2010

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

PNBEPH - Câmara Municipal de Amarante: Departamentos Municipais dão «parecer» sobre o EIA da Barragem de Fridão

PNBEPH - Câmara Municipal de Amarante
Departamentos Municipais dão «parecer» sobre o EIA da Barragem de Fridão

Na reunião da Câmara Municipal de Amarante de 8 de Fevereiro de 2010 o órgão executivo do Município apreciou e aprovou um parecer conjunto de Avaliação dos Impactes Ambientais contidos no Estudo de Impacte Ambiental (EIA) das duas barragens que a empresa eléctrica EDP, S.A. se propõe construir no designado «escalão de Fridão», emitido pelos Departamentos de Ambiente, Obras e Urbanismo, e subscrito pelos respectivos directores.
Tal como se depreende da leitura do documento, que foi produzido com o objectivo de ser remetido à Agência Portuguesa do Ambiente (APA), o documento do EIA de Fridão colocado em «consulta pública» até ao próximo dia 15 de Fevereiro é muito superficial na abordagem dos impactes que o empreendimento terá em território de Amarante, que os técnicos classificam de «forte impacto negativo no troço entre as duas barragens» na «paisagem, salubridade e de utilização das margens», ainda sobre infraestruturas e equipamentos, entre os quais tem particular relevância o Centro de Estágio de Canoagem de Fridão recentemente acabado de construir com recurso a financiamentos comunitários.

Melhor do que tudo quanto se possa dizer é ler o documento que a seguir damos à estampa.

Directores dos Departamentos de Ambiente, Obras e Urbanismo (Câmara Municipal de Amarante) - 3 de Fevereiro de 2010
Aprovado na reunião de Câmara de 8 de Fevereiro de 2010

PNBEPH - Avaliação da Comissão Europeia: Autoridades portuguesas chamadas a Bruxelas




PNBEPH - Avaliação da Comissão Europeia
Autoridades portuguesas chamadas a Bruxelas


O Instituto da Água respondeu na última quinta-feira, pela segunda vez, às dúvidas levantadas pela Direcção-Geral de Energia da Comissão Europeia sobre o Plano Nacional de Barragens, disse ao DN o seu presidente, Orlando Borges. Ainda na segunda-feira passada, as autoridades portuguesas deslocaram-se a Bruxelas para voltarem a contrapor algumas das críticas apontadas num relatório encomendado pela Comissão a uma empresa de consultoria belga e que foi entregada ao Ministério do Ambiente em Junho. "Está tudo muito bem encaminhado, os responsáveis da Direcção-Geral de Energia entenderam os nossos argumentos e estou convencido de que não haverá entraves ao avanço do plano", disse Orlando Borges ao DN.

Em causa estão dúvidas sobre a real necessidade de tantas barragens e preocupações sobre os impactos negativos na qualidade da água, que poderiam pôr em risco a directiva-quadro da água.
O presidente do Inag explica que a preocupação da Comissão Europeia com o plano português deriva do facto de este ser um projecto pioneiro na Europa, pois nenhum outro país está a fazer em pouco tempo tantas infra-estruturas deste género "Fizemos, pela primeira vez, uma avaliação ambiental estratégica, em que estudámos 25 localizações com elevado potencial hidroeléctrico e seleccionámos dez, não necessaria- mente por serem as de maior potencial, mas porque tivemos a preocupação de minimizar os impactes ambientais", sublinhou.

O responsável diz ainda que o relatório revelava algumas incorrecções, por exemplo, ao questionar a rentabilidade do projecto. "Se não tivesse perspectivas de rentabilidade, não surgiriam empresas privadas a querer investir cerca de 3 mil milhões de euros", contrapõe o Governo português.
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in DN Economia - 8 de Fevereiro de 2010

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

A Propósito das Barragens

A Propósito das Barragens

A propósito do impacto (negativo) da barragens no vale do Tâmega e da luta de (poucos) cidadãos informados mas indignados, aqui vai.
Nos anos longínquos de 1969 vivi eu, sem muita consciência da importância do que vivia, momentos indescritíveis sobrevoando, em pequenas avionetas, as montanhas de Cabora Bassa, hoje Cahora Bassa, tal como se pronuncia na língua local desta região, o nhúngue, a língua que também eu utilizava.
Localizadas na província de Tete, a cerca de uma dezena de quilómetros da localidade Songo, estas montanhas dão abrigo à Hidroeléctrica de Cahora Bassa. O meu pai, administrador da zona geográfica onde estava inserida, acompanhava os técnicos que iniciavam a sua construção e eu, a reboque, ia atrás. Lembro-me essencialmente da grandeza daquele rio, da imensidão da garganta que máquinas e homens iam modificando, da força das águas que corriam e ainda da dimensão selvagem das montanhas que circundavam todo aquele cenário.
O que eu também sabia era que todo o vale onde nós morávamos, mais cedo ou mais tarde, com a finalização do projecto iria desaparecer, ficar totalmente submerso pela albufeira que se iria formar: a quarta maior de África, com uma extensão de 250 km de comprimento e 38km de afastamento entre as margens. E sentia uma infinita tristeza por saber que todo o meu mundo iria desaparecer. E assim foi.
Portugal apenas pretendia ganhar o apoio da África do Sul na sua luta colonial e uma das suas prioridades era fornecer energia a baixos custos à África do Sul, devido a mais um acordo, de vistas curtas, efectuado entre estes dois países em 1969.
Ainda hoje me assalta a nostalgia ao pensar em tudo o que se perdeu... ainda hoje me questiono sobre os ganhos que se adquiriram e sobre o impacto que eles tiveram, ou não, na vida de milhares de pessoas que foram deslocadas e viram a sua vida completamente transformada.
Para além de tudo e depois de assinado o acordo de reversão da Hidroeléctrica de Cahora Bassa para Moçambique, pelo primeiro-ministro português, José Sócrates, em 2007, tendo Portugal ficado apenas com uma pequena parcela de participação (de 82% passou a 15%) lanço a questão: E agora meus senhores, o que ganhamos nós, desta vez, com o nosso Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico?

Beatriz Madureira, in Olhares - 8 de Fevereiro de 2010

"Todos pela Liberdade": blogues mobilizam-se e lançam petição







"Todos pela Liberdade": blogues mobilizam-se e lançam petição

Autores de blogues de direita e esquerda criticam primeiro-ministro pela "alegada estratégia de condicionamento da liberdade de imprensa em Portugal". Marcaram uma manifestação para quinta-feira, frente ao parlamento e lançaram hoje uma petição.

Depois de o i ter anunciado hoje a realização de uma concentração em frente à Assembleia da República na quinta-feira, convocada por um grupo alargado de autores de blogues de esquerda e de direita, surge agora uma petição pública na internet (www.peticaopublica.com/?pi=P2010N1213) em que se escreve que "o primeiro-ministro não pode continuar a recusar-se a explicar a sua concreta intervenção em cada um dos sucessivos casos que o envolvem."

Assinada pela porta-voz do movimento, Ana Margarida Craveiro, a petição conta, entre outros subscritores, com Vasco M. Barreto, Manuel Falcão, Henrique Raposo, Luís Rainha e Gabriel Silva. "Todos pela Liberdade" é o lema dos peticionários que apelam "aos órgãos de soberania para que cumpram os deveres constitucionais que lhes foram confiados e para que não hesitem, em nome de uma aparente estabilidade, na defesa intransigente da Liberdade."

A manifestação está convocada para as 13h30 de quinta-feira em frente da Assembleia da República. O grupo já tem página no Facebook e um blogue.

Como o i adianta na sua edição de hoje, “Todos pela liberdade, concentração à frente da Assembleia” é o lema que um grupo de autores de blogues políticos lança hoje na internet. Convocam deste modo uma concentração pela liberdade de imprensa em frente ao Parlamento na próxima quinta-feira. Num dos textos que está a ser publicado em diversos blogues e também enviado por email, escreve-se que “o primeiro-ministro de Portugal tem sérias dificuldades em lidar com a diferença de opinião.” Mais: “É para nós claro que o primeiro-ministro não pode continuar a recusar-se a explicar a sua concreta intervenção em cada um dos sucessivos casos que o envolvem.”

Afirmando-se independentes, “da esquerda à direita”, os bloggers dizem que “um Estado de Direito democrático não pode conviver com um primeiro-ministro que insiste em esconder-se e com órgãos de soberania que não assumem as suas competências”. Em conclusão, adiantavam que “é a liberdade de expressão, acima de qualquer conflito partidário, que está em causa” e os "órgãos de soberania" devem cumprir "os deveres constitucionais que lhes foram confiados (...) na defesa intransigente da Liberdade."

Paulo Pinto Mascarenhas, in ionline - 8 de Fevereiro de 2010

PNBEPH - Rio Tâmega: Câmara de Amarante aprovou nova moção contra Barragem de Fridão




PNBEPH - Rio Tâmega
Câmara de Amarante aprovou nova moção contra a Barragem de Fridão

O órgão executivo do Município de Amarante reunido hoje, 8 de Fevereiro de 2010, aprovou por unanimidade uma moção em que manifesta frontal e «firme oposição à construção da Barragem de Fridão».
A proposta contra a construção da Barragem de Fridão, que a facção maioritária do PS na Câmara Municipal de Amarante não enjeitou, foi apresentada pelos quatro vereadores do PSD com assento no executivo.
Desde que em 2007 houve conhecimento das intenções barragistas do Governo para a bacia do Tâmega, no âmbito do Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico (PNBEPH), é a segunda vez que a instância executiva do Município rejeita em bloco a construção desse absurdo projecto hidroeléctrico, agora, seguindo-se a uma visível e crescente contestação pública nos municípios ribeirinhos do Tâmega ao empreendimento da EDP para o escalão de Fridão (Amarante) gerada com a «consulta pública» do respectivo Estudo de Impacte Ambiental (EIA).



«Barragem de Fridão

1 – A apresentação do "Programa Nacional de Barragens" deixou os amarantinos mais uma vez preocupados, porque permanece no horizonte a construção da Barragem de Fridão;

2 – Os órgãos autárquicos e a opinião pública pronunciaram-se em várias ocasiões contra a construção desta barragem;

3 – Compreendemos a intenção do Governo de reforçar a capacidade produtiva nacional de electricidade optando também pela energia hídrica, mas a verdade é que a construção da Barragem de Fridão significa um sacrifício demasiado elevado dos amarantinos, particularmente para os que vivem nas freguesias da Chapa, Fridão, Gatão e Rebordelo bem como os que vivem na Cidade;

4 – Na verdade e sem considerarmos os impactes ambientais negativos que a construção deste empreendimento necessariamente causaria e que no momento não estamos em condições de avaliar convenientemente (não é do conhecimento público o relatório de uma Comissão independente incumbida pela Comissão Europeia), é para nós impensável a construção de uma barragem a montante da cidade de Amarante a uma cota de máxima de retenção de água do designado nível pleno de armazenamento (NPA) entre 160 e 165 m, a aproximadamente uma distância de 10 km;

5- Não existe um estudo integrado envolvendo todas as barragens, a construir, ao longo da bacia do Tâmega, que permita garantir a qualidade da água em todas as estações do ano em Amarante, nem ao nível químico nem ao nível bacteriológico;

6- Na extensão da albufeira entre o escalão principal e a barragem de jusante, a 4,2 km, não será possível a utilização das margens da albufeira e do rio Tâmega, com variações diárias de 9 metros no nível médio das águas, privando-se as populações desse bem;

7- A inundação da área da albufeira terá também impactes consideráveis sobre os ecossistemas. Os impactes mais significativos irão ocorrer sobre espécies vegetais típicas das margens de rio, como salgueiros, freixos e amieiros e algumas manchas dispersas de carvalhos;

8- Quanto à fauna terrestre, os impactes decorrem da afectação da vegetação com perda dos seus habitats sobretudo dos que se relacionam com as áreas húmidas e áreas agrícolas;

9- Embora o rio Tâmega (com as suas características hidromorfológicas) represente já parcialmente uma barreira natural à dispersão das espécies (nas estações de chuva), a existência da albufeira significa um acentuar dessa situação com maiores repercussões para as espécies de maior porte;

10- A alteração da qualidade da água, em particular se ocorrerem situações de eutrofização e de estratificação térmica e a possível introdução de espécies exóticas, poderão alterar, significativamente, o equilíbrio do ecossistema aquático;

11- As qualidades físicas da água serão igualmente alteradas pela transformação de um rio de águas correntes (ambiente lótico) num grande lago extenso e profundo, em muitas zonas, acentuando-se a estratificação de condições de oxigenação, e temperatura, devido à profundidade (ambiente lêntico);

12- Quanto à paisagem os impactes mais importantes serão originados pela submersão de alguns elementos e/ou pequenos troços do rio com interesse paisagístico e/ou lúdico recreativo. Revelando-se de grande impacte paisagístico a faixa morta, afectada pela variação do nível da albufeira;

13- Estão por provar as vantagens que, objectivamente, o concelho de Amarante obterá com a construção da barragem de Fridão;

Em conclusão podemos afirmar que:

1 – Se este conjunto de factos se vier cumulativamente a verificar, correremos o risco de transformar o rio Tâmega, no centro de Amarante, numa espécie de lago de águas pestilentas no Verão. Para além, dos graves riscos para a saúde pública, perder-se-á, de forma irreparável, todo o seu bucolismo, devido à artificialização da Ínsua e das suas margens. Será, igualmente, comprometido o equilíbrio e harmonia do rio com o Convento e a velha Ponte, que constituem a imagem de marca de Amarante, que tanto nos distingue positivamente;

2- Por questão de segurança das suas pessoas e bens, os amarantinos não poderiam viver numa cidade que ficaria a uma cota inferior à albufeira da Barragem de Fridão, e a uma distância de apenas 10 Km;
Mesmo que se considere apenas o sentimento de insegurança (com consequências de nível psicológico não quantificáveis), justificada está a não construção desta barragem. Porém, é conveniente lembrar que a Ciência e a Tecnologia não podem garantir a segurança absoluta deste tipo de obras contra quaisquer condições climatéricas, geológicas, ou outras;

3 – Quer isto dizer que, com a construção da Barragem de Fridão, agravar-se-á o fenómeno da eutrofização, que já ocorre em alguns períodos do ano, com impactes insuportáveis, do ponto de vista da saúde pública e ambiental, no centro da cidade de Amarante;

4– Numa palavra e até prova em contrário, a construção da Barragem de Fridão, em vez nos trazer desenvolvimento sustentável, trar-nos-ia degradação da nossa qualidade de vida e regressão económica.

Nestes termos, pomos à consideração do executivo municipal a seguinte


MOÇÃO

A Câmara Municipal de Amarante, convicta de estar a interpretar os mais legítimos interesses dos cidadãos que representa, decide manifestar a sua firme oposição à construção da Barragem de Fridão.
Da aprovação da presente moção deve ser dado conhecimento a Sua Ex.ª a Senhora Ministra do Ambiente.»


Os Vereadores do PSD,

Dr. José Luís Gaspar Jorge

Prof. Doutor Jorge José de Magalhães Mendes

Doutora Maria José Quintela Ferreira Castelo Branco

Dr. António Ferreira Soares Araújo
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Câmara Municipal de Amarante, in Reunião ordinária - 8 de Fevereiro de 2010

domingo, 7 de fevereiro de 2010

PNBEPH - Rio Tâmega (Amarante): Pressionando o ponto "G" das barragens para o Tâmega

PNBEPH - Rio Tâmega (Amarante)
Pressionando o ponto "G" das barragens para o Tâmega

Não haja dúvida de que estaremos a pressionar o ponto "G" de muitas virgens.

  1. Em 27.11.2009 solicito ao Ministério do Ambiente, o relatório da Comissão Independente que, alegadamente, arrasa o PNBEPH.
  2. Em 3.12.2009 a Ministra dá ordem ao INAG para me facultar o documento.
  3. Em 18. 12. 2009, as Autoridades Portuguesas acham por bem recuar e perguntar à Secretária-Geral da Comissão se se opunha ao fornecimento do relatório.
  4. A dita Comissão opina que as autoridades portuguesas deveriam rejeitar o pedido de acesso. E que tal seria a decisão que adoptaria no caso de o pedido lhe ser dirigido directamente.
  5. Entretanto os fundamentos avançados são que nesta fase da investigação, a divulgação do estudo, cujos elementos constituem a base das discussões entre as autoridades portuguesas e os seus serviços, a sua divulgação poderia prejudicar a protecção dos objectivos de inspecção, inquérito e auditoria.
  6. Enquanto isto, a discussão pública do EIA de Fridão continua a todo o vapor, sem que o público seja senhor de conhecer e levar em conta as reservas suscitadas e a dirimir em discussão bilateral que, prosseguindo ainda, pode até concluir por que todo o PNBEPH deverá ser rejeitado, ou carecer de uma cosmética que absolva os vícios detectados no confronto com a Directiva-Quadro da Água.
  7. Em 4 de Fevereiro (anteontem) enveredo por remeter ao INAG (ver data do Fax) uma petição com vista ao fornecimento dos elementos de segurança que o Presidente da Câmara de Amarante se furtou a obter e divulgar, dando uma justificação evasiva, uns meses decorridos, e mediante pressão de uma queixa formalizada para a Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos.
  8. Ontem (5/02) em plena crise político-financeira, com a questão das alterações à lei das finanças regionais, ao rubro, e no rescaldo de o comissário dos Assuntos Económicos e Monetários a comparar a situação económica da Grécia com a de Portugal e Espanha, o sr. Director do INAG (confrontar a proximidade das datas) vem em socorro das suas hostes, sacando da algibeira que espera que os monos das barragens de "Almourol e Pinhosão ajudem a baixar o défice público". E, assim, com uma mão lava a outra, ao mesmo tempo que prepara a opinião pública para aceitar que o cortejo prossiga a todo o custo e sem espaço para madrigais dos autóctones.
Pensando comer os amarantinos por parvos?!...
Estão agora a captar a relação dos patamares anteriores com o timming do contorcionista do INAG que agora vem a público com uma salada mista de orçamento e barragens?
Até quando esta gente continuará a pensar que pode comer os amarantinos por parvos a ponto de fazerem o frete de debicar num EIA ainda em levedura?!
Ora confirmem com olhos de ler:
"Esta intenção surge num momento em que o Estado Português continua em discussão com Bruxelas sobre o Plano nacional de Barragens, depois de um estudo ter criticado uma série de pontos do programa, a ponto de colocar a possibilidade de o mesmo ser chumbado...
No entanto não há uma decisão formada (?!)...
EDP, Endesa e Iberdrola, que ficaram com as outras oito centrais, encontram-se actualmente em fase de apresentação de documentos relativos aos estudos de impacte ambiental."

Entre comissários locais e uma previsível abalada
Neste frenesim, aparecem os comissários locais, a bombardear a opinião pública com uma série de balelas (ou descaradas petas) como aquela que consta da réplica do Presidente da Câmara no seu jornal "de Amarante (?)" desta semana, referindo-se, com o maior desplante, a um debate sobre "A Segurança das Barragens", ocorrido em Março de 2009, sob sua proposta e organização da CMA, no qual também intervim, e no qual, o único técnico de segurança (de desprotecção Civil) da pirâmide era precisamente o Dr. Armindo, avultando no meio de profissionais do betão e Estruturas, como bem sabe e tantas vezes lhe repeti .
Só que a sua memória já não será o que era, e as suas inverdades que a fiel Comunicação Social multiplica, não resistem ao menor abanão em campo aberto, como quando, no passado mês, na Casa das Artes, abriu o debate com um sério aviso de que naquele ensejo já não seria abordado qualquer aspecto relativo à segurança, (não faltava mesmo mais nada) que, segundo assegurava, já teria sido exaustivamente tratado naquela sessão que terminou com os profissionais do betão e Estruturas a saírem do Salão Nobre, muito desconsoladas, e com o Dr. Armindo a verberar os contestatários .
E assim continua o Dr. Armindo Abreu obstinado em manter, fora do alcance da população, qualquer relance sobre os efeitos catastróficos de uma remota implosão da barragem, exponenciados pela sua dimensão, inédita proximidade e intolerável número de pessoas a colher na área a inundar por uma vertiginosa e avassaladora onda de cheia, elementos que a vasta regulamentação nacional ou Europeia manda determinar com exactidão e transparência, desde a fase de projecto.
Talvez só daqui a algum tempo venhamos a saber o que move o Dr. Armindo, quando se sai recentemente com uma teoria inteiramente disparatada sobre o medo da barragem enquanto uma reacção positiva e natural defesa. Pena que more tão lá no alto e esteja de abalada. Deus lhe perdoe!

Artur Freitas (Amarante) - 6 de Fevereiro de 2010
Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega / Por Amarante, Sem Barragens

P.S. serão estas e mais algumas, as minhas questões a suscitar junto da Agência Portuguesa do Ambiente, em tempo devido, independentemente de uma eventual acção.

PNBEPH - Rio Tâmega (Amarante): Nem o mexilhão escapa à polémica da barragem




António Orlando, in Jornal de Notícias, N.º 243, ANO 122 (p.25) - 30 de Janeiro de 2010

PNBEPH - Notícia na Universidade FM (Vila Real): Câmara de Mondim de Basto espera por contrapartidas das barragens no Tâmega









PNBEPH - Notícia na Universidade FM (Vila Real)
Presidente da Câmara de Mondim de Basto espera por contrapartidas das barragens no Tâmega

O Plano Nacional de Barragens prevê para o rio Tâmega uma barragem com quase uma centena de metros de altura e ainda um contra-embalse com 30 metros, uma infra-estrutura que será destinada ao aproveitamento hidroeléctrico e que terá a albufeira no concelho de Mondim de Basto e ainda parte no concelho de Ribeira de Pena.

Segundo a EDP, esta barragem terá uma produção média anual superior à soma dos valores de consumo por ano dos municípios de Amarante, Cabeceiras de Basto, Mondim de Basto, Celorico de Basto e Ribeira de Pena.

O projecto de construção da Barragem de Fridão está neste momento em «consulta pública». E são várias as vozes discordantes sobre este projecto. Por exemplo o Partido Ecologista "Os Verdes", e o Bloco de Esquerda na Assembleia da República pediram a suspensão do Programa Nacional de Barragens e a exclusão das infra-estruturas previstas para Fridão e para o Tua.

Estes dois partidos consideram que o Estudo de Impacte Ambiental (EIA) foi manipulado e baseado em dados desactualizados.

Entretanto, a discussão continua acesa nos concelhos que vão ser atingidos directa ou indirectamente com a Barragem e Albufeira de Fridão.

O Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega continua a exigir maior debate, mostrando a sua oposição ao que considera ser uma posição mercenária do Governo.

Hoje (29/01) a Junta de Freguesia de Mondim de Basto vai promover às 21 horas uma sessão de esclarecimento sobre a Lei das Expropriações dando também destaque para o Decreto-Lei sobre o regime jurídico de protecção das albufeiras.

De referir que no programa «Pontos nos Jotas» da UFM, o presidente da Câmara de Mondim de Basto Humberto Cerqueira disse esperar por "contrapartidas" para o seu concelho.




O presidente de câmara avançou ainda que apesar das reservas do ponto de vista ambiental não se opõe à construção do empreendimento.



O edil considera que para além do retorno hidroeléctrico a Barragem vai proporcionar também o desenvolvimento turístico para a região.

O Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega, considera que a vida na região do Baixo Tâmega tem de ser preservada e que os ecossistemas no rio deverão ser resguardados e não destruídos com barragens. Emanuel Queirós, geógrafo, e um dos membros do Movimento, frisa que não são fundamentalistas contra as barragens mas terá de haver bom senso e cautela na construção destes empreendimentos.

MCDT- entrevista - Universidade FM (29/01/2010)

Para este Movimento os interesses políticos e económicos não têm permitido um cabal esclarecimento à população, acusando mesmo o Governo de ser "mercenário" nesta questão.


MCDT - entrevista - Universidade FM (29/01/2010)

O Movimento refere que o mais preocupante é o facto do estudo de impacto ambiental "omitir o risco de sismos induzidos".


MCDT - entrevista - Universidade FM (29/01/2010)

As opiniões do Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega, numa altura em que o processo da Barragem do Fridão está em «consulta pública».

Hoje (29/01) a Junta de Freguesia de Mondim de Basto promove uma sessão de esclarecimento e no próximo dia 5 Fevereiro, está agendada na Câmara de Mondim de Basto, uma sessão pública de esclarecimento sobre o Estudo de Impacte Ambiental (EIA) da Barragem de Fridão.


in Universidade FM (Vila Real) - 29 de Janeiro de 2010

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

PNBEPH - Rio Tâmega: Diligências ao INAG e À CMA contra abarragem à informação

PNBEPH - RIO TÂMEGA
Diligências ao INAG e à CMA contra a barragem à informação

Ex.º Sr. Presidente do INAG:
solicito a V. Ex.ª que se digne facultar-nos os elementos constantes da petição em anexo, respeitantes ao empreendimento hidroeléctrico de Fridão cujo EIA se encontra em fase de consulta pública.
Com os nossos melhores cumprimentos

Pelos Grupos Cívicos,

"Por Amarante Sem Barragens"

"Movimento Cidadania Para o Desenvolvimento no Tâmega"


Amarante, 4 de Fevereiro de 2010

segue confirmação por FAX e correio registado com A/R



___________________________________________________________________



Ex.º Sr. Presidente do Instituto da Água

Av. Almirante Gago Coutinho, n.º 30, 1049-006 Lisboa
Fax 218473571

Assunto: Estudo de Impacte Ambiental do Empreendimento de Fridão
(envio por Fax, correio electrónico e correio registado com A/R)

Na sequência do pedido, infrutífero, endereçado a S.ª Excelência o Presidente da Câmara Municipal de Amarante, como autoridade concelhia de Protecção Civil, no sentido de que diligenciasse obter e divulgar à população a sujeitar às implicações de Segurança da Barragem de Fridão, os dados constantes da carta-aberta em anexo;

Na sequência das últimas três reuniões havidas, na Casa da Artes, no auditório do GAT, ambas em Amarante, e na Comisso de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, em que nos não foram prestadas quaisquer informações objectivas sobre os danos que nos termos do n. 2 Do anexo ao Decreto-Lei nº 344/2007, de 15 de Outubro, devem ser avaliados na região do Vale a jusante, no que toca à população, em termos de número de pessoas que ocupam a região que pode ser afectada, designado por número de residentes, considerando ainda, um terço dos ocupantes temporários dos equipamentos sociais ou instalações aí referenciados.

Como tal região, deve ser delimitada com base em resultados obtidos por aplicação de modelos hidrodinâmicos ao estudo da onda de cheia, estudo, entre outros, que se insere, desde a fase de projecto, no domínio da Autoridade Nacional de Segurança de Barragens,

E com vista a inteirarmo-nos, ainda em tempo útil, na fase de consulta pública do EIA de Fridão, (que é perfeitamente vago neste tocante), a excepcional incidência das implicações de segurança para a ar a população que, como nós reside na zona ribeirinha da cidade de Amarante, vimos solicitar a V. Ex.ª que se digne facultar-nos os elementos que S. Ex.ª o Presidente da Câmara entendeu não justificar uma sua mediação, e concretamente:

1. Caracterização e identificação das zonas em perigo, nº de vidas em risco.
2. Nível máximo de água atingido, área submersa máxima, taxa de subida do nível de água e as velocidades extremas do escoamento.
3. Tempo de chegada da onda de inundação, tendo presente que neste estudo se aponta para que 90 minutos são o intervalo de tempo mínimo para ser possível uma protecção eficaz.

Amarante, 4 de Fevereiro de 2010


Pelos Grupos Cívicos,

“Por Amarante Sem Barragens”
“ Movimento Cidadania Para o Desenvolvimento no Tâmega”




Artur Teófilo da Fonseca Freitas
R.5 de Outubro 63-2º
4600 044 Amarante

Em anexo: carta aberta ao Ex.º Presidente da CMA
Resposta da CMA em 14.01.10

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CARTA ABERTA AO PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE AMARANTE

Exº Sr. Presidente da Câmara Municipal de Amarante:

Porque V. Ex.ª mais parece apostado em manter no limbo, como questão arrumada, a problemática das implicações de segurança da projectada barragem de Fridão, apoiado numa apreensão subjectiva e empírica, dos depoimentos dos técnicos de Águas e Estruturas de betão, que participaram na sessão que decorreu no Salão Nobre do município, em de 20 de Março de 2009, e onde foi notada a falta de um perito de Protecção Civil, recomendamos-vos o estudo disponível na Internet, sobre Segurança e Risco nos Vales a Jusante de Barragens, da autoria do Prof. Catedrático do IST, UTL – A. Betâmio de ALMEIDA, Consultor Director do Projecto NATO PO-FLOODRISK, por forma a refreardes o vosso optimismo e a minimização do risco, que excede o daqueles técnicos mais ou menos vinculados ao Programa de Barragens que lhes compete defender, enquanto ao Presidente da Câmara de Amarante pertencerá enfileirar do lado das preocupações legítimas dos seus munícipes, perante a ameaça de duas grandes barragens de tamanhas proporções, a uma distância que torna irrisório o mais elaborado plano de emergência.
Concedendo a este professor catedrático, que pontifica na área das ameaças a jusante, o crédito devido àqueles insignes colegas noutras vertentes da problemática das barragens, estamos convictos de que V Ex.ª terá que admitir que alguém está a obstruir, no "drama" da Avaliação de Risco Partilhado, a entrada em cena de um dos actores obrigatórios, e logo na fase de projecto: a população a colocar em risco.
Daí a inevitabilidade de o vosso discurso optimista estar a caucionar - ainda que de forma não deliberada - um dos lugares comuns que ali se reputam de nefastos e envolvendo responsabilidades morais e materiais arrasadoras para os que conscientemente amparem a ocultação dos riscos que as populações devem, por direito, conhecer, ponderar, aceitar ou repudiar, como directamente afectados.
É perante essa virtualidade que nos sentimos legitimados a contrapor alguns conceitos erigidos naquele estudo, perfeitamente rebatíveis para o caso concreto do empreendimento de Fridão e do risco efectivo que acarreta para a população de Amarante, o que nem os técnicos que reunistes, se atrevem a iludir:

- As barragens e as albufeiras têm um papel positivo no âmbito da gestão dos recursos hídricos mas são igualmente um factor de risco acrescido nos vales onde estejam construídas.

- Nível de risco partilhado – inclui a partilha de responsabilidades entre os actores envolvidos (público, autoridades e dono da obra), bem como a informação e participação do público.

- Fase de projecto do empreendimento: na apresentação às populações do mesmo, incluindo a quantificação do risco acrescido face aos benefícios, tendo por objectivo conseguir um risco aceite e partilhado.

- O risco pode vir a ser considerado insustentável por uma população simplesmente porque uma decisão foi tomada sem uma consulta adequada às autoridades locais ou porque as pretensões da população foram pura e simplesmente ignoradas durante o processo de decisão.

- Com efeito, uma probabilidade de rotura de 10-6 ou 10-8 pode corresponder, para um engenheiro, a um grau de segurança perfeitamente aceitável para uma barragem. No entanto, o mapa de inundação da cheia associada à referida probabilidade pode constituir uma aterrorizadora visão para os habitantes vivendo numa localidade a jusante da barragem.


A não disponibilização ou o carácter reservado da informação conduz aos seguintes efeitos:

  • Uma total e acrescida responsabilidade sobre o dono da obra e as autoridades, caso ocorra um acidente.

  • A gestão do risco no vale durante a exploração da barragem será muito menos efectiva (inexistência de uma política de restrição à ocupação de zonas perigosas e resposta inadequada a situações de emergência ou de crise).
Assim e perante a forma como estes aspectos têm passado ao largo do discurso oficial, e a vertigem com que o projecto prossegue, fazendo das questões da segurança dos vossos concidadãos, um tabu, quando não uma afronta à vossa boa fé, vimos sugerir-vos, que ponhais termo ao discurso tendente a "...minimizar a ameaça, em particular através de optimismo irrealista, controlo pessoal ou enfoque nos benefícios e negação de perigo ou seja através de ilusões positivas" – [citando o autor].
E que no âmbito das vossas competências/obrigações, não regateeis esforços no sentido de obter toda a informação que aos amarantinos é devida, com vista a assimilarem uma inequívoca quantificação do risco acrescido face aos benefícios.
Certos de que V. Ex.ª não enjeitará as vossas obrigações para com a comunidade, nem se acomodará a carregar uma omissão de repercussões futuras imprevisíveis, e dentro do velho princípio de que quem não deve não teme, só poderemos aguardar que vos ireis empenhar em obter e fazer chegar aos amarantinos, os seguintes estudos respeitantes às reais implicações de segurança da barragem de Fridão:
1. Caracterização e identificação das zonas em perigo, nº de vidas em risco.
2. Nível máximo de água atingido, área submersa máxima, taxa de subida do nível de água e as velocidades extremas do escoamento.
3. Tempo de chegada da onda de inundação, tendo presente que neste estudo se aponta para que 90 minutos são o intervalo de tempo mínimo para ser possível uma protecção eficaz.

Amarante, 9 de Agosto de 2009

Artur Teófilo da Fonseca Freitas
Hugo Manuel Mota Cardoso da Silva
António da Silva Gonçalves
Nuno Manuel da Rocha e Freitas
António Adelino de Jesus
António Duarte
Álvaro Manuel da Cunha Cardoso

Programa Nacional de Barragens - Relatório de Avaliação CE: Entidades protegem informação disponível online

PROGRAMA NACIONAL DE BARRAGENS - Relatório de Avaliação CE
Entidades protegem informação que temos disponível online (aqui)



CIAHP - FEUP/EDP: Conferência Internacional de Barragens - Ex-regulador acusa Governo anterior de ter hipotecado recursos hidroeléctricos do país






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CIAHP - FEUP/EDP: Conferência Internacional de Barragens em Portugal
Ex-regulador acusa Governo anterior de ter hipotecado recursos hidroeléctricos do país



EDP ficou com a concessão de barragens até 2054 - paulo RICCA


Conferência internacional sobre novo ciclo de barragens promete discussão sobre o tema, durante dois dias, no Porto

O ex-presidente da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) Jorge Vasconcelos acusa os dois anteriores ministros da Economia e do Ambiente de terem hipotecado os recursos hidroeléctricos do país, "permitindo que os accionistas de uma empresa privada, a EDP, se apropriem da renda de um bem público por uma geração e meia".

A crítica está incluída na intervenção de Vasconcelos que consta do extenso volume de textos que preenchem a conferência internacional sobre o novo ciclo de barragens em Portugal, que se realiza hoje e amanha no Porto, e refere-se ao contrato assinado entre o Estado português e a EDP, em 2007. Este acordo permitiu ao grupo de electricidade prolongar por várias décadas as concessões que terminavam entre 2014 e 2024, empurrando algumas até 2054.

As barragens objecto do acordo correspondem a mais de 4000 megawatts de potência. As previstas no novo plano nacional de barragens representam cerca de 1000 MW. Os ministros signatários do contrato foram Manuel Pinho, pela Economia, e Nunes Correia, pelo Ambiente.

Para Jorge Vasconcelos, o acordo insere-se na "linha da tradição intervencionista e discricionária que caracterizou o início da electrificação" e que passou "incólume" pela I República e Estado Novo. No caso em apreço, foi firmado "sem concurso, e por simples despacho de dois ministros". "Assim se hipotecaram os recursos hidroeléctricos do país", acrescenta o ex-regulador.

Foi este negócio que o ministro Manuel Pinho apresentou, à data, como solução para resolver o défice tarifário provocado por ter decidido um tecto de aumento de seis por cento das tarifas eléctricas para 2007, em vez dos 15,7 por cento avançados por Jorge Vasconcelos. Na sequência dessa decisão, este veio a sair da ERSE.

O ex-regulador, que se pronuncia sobre o acordo pela primeira vez, sustenta que o preço pago pelo alargamento das concessões foi "definido vagamente" e que o ex-ministro Manuel Pinho, que se assumiu publicamente como o promotor do negócio, não cumpriu o que prometeu. "O montante recebido pelo Estado não chegou para pagar o défice tarifário criado pela intervenção demagógica do Governo ao impor um valor artificialmente baixo às tarifas de 2007."

Depois deste negócio, pelo qual a EDP pagou 759 milhões de euros, Vasconcelos olha para o "novo ciclo" de barragens com cepticismo: "[Há] poucos recursos hídricos para conceder, recursos financeiros delapidados, uma caricatura de mercado eléctrico nacional atrelado a uma ainda mais grotesca caricatura de mercado ibérico."

O texto culmina com o alerta de que as regras de exploração das barragens em rios internacionais no âmbito do mercado ibérico são "insuficientes" e que são necessárias "condições para uma gestão eficiente" destes recursos num mercado eléctrico que já é "supranacional".

Contra o que considera ser um dos "erros do passado praticamente irreversíveis", Jorge Vasconcelos assinala o resultado positivo da construção das míni-hídricas na segunda metade da década de 1980, através do programa Valoren.

Conferência para discutir

O novo ciclo que se abre com o plano nacional de barragens e o reforço de potência instalada reúne hoje e amanhã gestores, decisores políticos, reguladores e investigadores.

Organizada pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, a conferência tem 22 oradores, que colocarão à discussão temas como a política energética, o futuro dos empreendimentos hidroeléctricos, os novos projectos e as energias renováveis, entre outros.

Lurdes Ferreira, in Público - 4 de Fevereiro de 2010

PNBEPH - Debate Pública na Freguesia de Mondim de Basto - Barragem de Fridão: Que Desenvolvimento irá trazer para Mondim de Basto?

PNBEPH - Debate Público na Freguesia de Mondim de Basto
Barragem de Fridão: Que Desenvolvimento irá trazer para Mondim de Basto?


Junta de Freguesia de Mondim de Basto - 4 de Fevereiro de 2010

PNBEPH - Assembleia da República: "Os Verdes" denunciam «Interesses e decisões» sobre as barragens






PNBEPH - Assembleia da República
"Os Verdes" denunciam «Interesses e decisões» sobre as barragens
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Interesses e decisões

PS, PSD e CDS-PP uniram-se para chumbar no Parlamento o diploma apresentado por “Os Verdes” que requeria a suspensão do Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico. O PEV comprometeu-se já com novas iniciativas.

“Suspender o Programa para quê? Suspender para estudar seriamente o que não está estudado, sem decisões previamente tomadas e sem interesses a tapar a decisão tomada”. Assim resumiu a deputada Heloísa Apolónia o objectivo do projecto de resolução de “Os Verdes” que requeria a suspensão do Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico (PNBEPH) e que esteve em debate na Assembleia da República no passado dia 27 de Janeiro.

O projecto foi no entanto chumbado, juntamente com o do BE que recomendava ao Governo a revisão do PNBEPH e a exclusão das barragens de Foz Tua e de Fridão. Foi rejeitado com os votos contra do PS, do PSD e do CDS-PP e votos a favor do PCP, do BE e de “Os Verdes”.

“Requerer a suspensão imediata”

O projecto de resolução de “Os Verdes” vinha requerer a suspensão imediata da concretização do Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico. E, na sua sequência, que não fosse adjudicado qualquer dos empreendimentos previstos no PNBEPH sem que se realizasse um estudo, com carácter independente, para avaliar os objectivos traçados no Programa, a sua articulação com os diferentes planos já existentes, assim como a relação entre os custos, impactes e benefícios dos empreendimentos previstos. Considerava essencial ter em conta, nesse estudo, os aspectos ainda não avaliados, como os impactes cumulativos dos diferentes projectos previstos no PNBEPH, entre si, e em acumulação com as barragens já existentes nas diferentes bacias hidrográficas. E, ainda, que fossem determinados rigorosamente os efeitos das barragens previstas sobre a qualidade da água, bem como sobre o litoral, questão da maior relevância para a preparação do país no que concerne ao fenómeno das alterações climáticas.

“Os Verdes” voltaram assim a questionar a avaliação estratégica já realizada. “Este Programa sustenta-se num levantamento feito sobre o potencial hidroeléctrico no país que existe há décadas e que, portanto, está completamente desactualizado”, afirmou a deputada Heloísa Apolónia no debate, salientando que “o mais recente estudo encomendado pela Comissão Europeia vem, justamente, referir essa fragilidade”. Por outro lado, considerou a deputada, não se “estudou o impacte cumulativo das barragens propostas com as barragens já existentes” e não se “teve em consideração um conjunto de parâmetros fundamentais a uma tomada de decisão desta natureza, como, por exemplo, os efeitos deste Programa sobre o litoral, designadamente ao nível do transporte de inertes e ao nível da qualidade da água”. Heloísa Apolónia assinalou que, aliás, “os estudos de impacte ambiental que se estão agora a fazer em relação a cada uma das barragens estão a revelar impactes sociais, económicos e ambientais muitíssimo superiores aos que o próprio estudo de avaliação estratégica previa”.

“Escandaloso negócio”

“Com o Programa Nacional de Barragens, fizeram de um objectivo justo, o aproveitamento do potencial hidroeléctrico do país, a justificação para um escandaloso negócio de privatização do sistema electroprodutor português, assim obtendo também receitas extraordinárias — o tal partido que não recorria a receitas extraordinárias! — para a sua espantosa consolidação orçamental, que ficámos agora a conhecer com o Orçamento do Estado”, avaliou o deputado do PCP, Agostinho Lopes, no debate. O deputado criticou ainda a recusa de se acatar as recomendações do Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável neste processo.

“Sabemos que tem sido a lógica do negócio a imperar nas decisões tomadas no âmbito do Programa Nacional de Barragens”, assinalou também a deputada do BE, Rita Calvário. “Por isso, o Governo já concessionou 8 das 10 barragens deste programa, mesmo antes de as decisões estarem fundamentadas em avaliações de impacte ambiental, com prazos bastante longos, que vão de 65 a 75 anos”, avançou a deputada, que destacou também o estudo da Comissão Europeia que aponta “erros graves de concepção” do PNBEPH.

Já PSD, CDS-PP e PS aproximaram-se na perspectiva de que o Programa Nacional de Barragens é para avançar. As críticas, avançadas pelo PSD e pelo CDS-PP, centraram-se na forma como tem sido gerido o processo.

Acácio Pinto, deputado do PS, ignorando as referências ao estudo da Comissão Europeia, afirmou que “o Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico é para prosseguir, não por ser bom para o PS, mas por ser bom para a economia, para o ambiente e, afinal, para Portugal e para os portugueses”.

António Leitão Amaro, pelo PSD, criticou o “cinzentismo do imobilismo” dos diplomas apresentados “perante um projecto com tanto potencial energético e económico” assim como o cinzentismo do PS na “opacidade, na falta de clareza, na falta de rigor nos estudos” e destacou a necessidade de esclarecimentos e medidas de mitigação. Pelo CDS-PP, João Pinho de Almeida, considerou que “o Programa Nacional de Barragens é importante do ponto de vista desse aproveitamento, do ponto de vista de outra aposta que Portugal está a fazer, e bem, nas energias renováveis, designadamente na energia eólica”, avançando também que “não podemos deixar de dizer que é lamentável a forma como o Partido Socialista tem conduzido este processo”.

“Existem outros caminhos”

“PS, PSD E CDS unidos em defesa dos grandes interesses económicos chumbam iniciativa de “Os Verdes””, avaliou o PEV em comunicado, após a votação realizada no Parlamento.

Os votos contra do PS, PSD e CDS que levaram ao chumbo do projecto de resolução do PEV que visava a suspensão do Programa Nacional de Barragens são, para “Os Verdes”, “a prova e demonstração clara de que a união entre estes três defensores dos grandes interesses económicos não se faz só no Orçamento de Estado mas também em todas as matérias que possam ameaçar os interesses económicos de certos sectores, neste caso concreto, os interesses das grandes empresas hidroeléctricas”.

Para o PEV, “esta foi também uma perda de oportunidade para repensar uma proposta que foi alvo de inúmeras críticas, não só em Portugal, como também da própria Comissão Europeia”.

“Os Verdes” consideram ainda “da maior hipocrisia as críticas e «preocupações» expressas pelo PS, PSD e CDS ao Programa Nacional de Barragens durante o debate na Assembleia da República, quando posteriormente, no momento da votação, onde poderiam passar do discurso à acção, anulam essa oposição com o seu voto contra, inviabilizando a suspensão do Programa”. “As críticas expressas têm um único objectivo: conter o descontentamento de alguns dos seus eleitores e autarcas que, nas zonas de implementação dos projectos”, analisaram “Os Verdes”.

“Os Verdes” aguardam, agora, pela resposta ao requerimento que apresentaram logo após a vinda da Ministra do Ambiente, a 28 de Dezembro do ano passado, a solicitar a resposta dada pelo governo português à Comissão Europeia, relativa às críticas feitas por esta ao PNBEPH. Esperam, também, a vinda do Ministro das Obras Públicas à comissão parlamentar para responder sobre a questão da linha do Tua e da Ministra do Ambiente à respectiva comissão para responder sobre o Programa de Barragens.

Entretanto, “Os Verdes” estão também a avançar com nova iniciativa: um outdoor, que conta com uma fantástica fotografia de linha do Tua (amavelmente fornecida pelo autor do site http://www.alinhadotua.com/) e que assinala que “Existem outros caminhos sem destruir o nosso património!”

S.V., in contacto Verde (n.º 79) - 1 de Fevereiro de 2010

PNBEPH - Rio Tâmega (Fridão, Amarante): EDP esclarece barragem no rio Tâmega





PNBEPH - Rio Tâmega (Fridão, Amarante)
EDP esclarece barragem no rio Tâmega


A EDP vai abrir, na Câmara Municipal de Amarante, no dia 10, um posto de atendimento à população para esclarecimentos sobre a anunciada construção da Barragem de Fridão, no rio Tâmega. Neste serviço, a empresa promotora do Projecto de Aproveitamento Hidroeléctrico de Fridão disponibilizará técnicos que contarão com meios documentais para o esclarecimento das dúvidas.

A discussão pública do Estudo de Impacte Ambiental da Barragem de Fridão, contestada por alguns sectores, decorre até ao próximo dia 15 de Fevereiro.

Os interessados em colocar questões devem enviar um email para barragem.fridao@edp.pt ou consultar o site da EDP na internet.

Lusa, in Correio da Manhã - 1 de Fevereiro de 2010

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

PNBEPH - Rio Tâmega: BARRAGEM DE FRIDÃO EM DISCUSSÃO NA SEDE DA VILA DE CABECEIRAS DE BASTO.

PNBEPH - Rio Tâmega
BARRAGEM DE FRIDÃO EM DISCUSSÃO NA SEDE DA VILA DE CABECEIRAS DE BASTO


Na próxima sexta-feira, dia 5 de Fevereiro, vai-se realizar pelas 21.30 horas, uma sessão de esclarecimento sobre o impacto do Plano Nacional de Barragens, organizado pela Adbasto, na Quinta da Mata junto à sede da vila.

Este evento realizado pela Adbasto, pretende alertar a população para os impactos que a construção da barragem no Rio Tâmega vai originar afectando o ambiente, a qualidade da água e os ecossistemas. Esta palestra é aberta a toda a população, e vai contar com António Luís Crespí, professor Universitário na UTAD e doutorado em Biologia Vegetal, especializado em análise fitoestrutural da vegetação e em morfo-ecologia, tem também várias publicações científicas em revistas nacionais e internacionais. Este professor Universitário chefia algumas teses de doutoramento e mestrado juntamente com a Universidade da Salamanca; e com José Emanuel Queirós, que é técnico superior de Planeamento Regional, especialista na Geomorfologia e fundador do Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega.

João Rodrigues (Estagiário do Colégio de S. Gonçalo), in Amarante Jornal - 03 de Fevereiro de 2010

PNBEPH - Adbasto debate em Cabeceiras de Basto - Verdade e Consequência: as Barragens no rio Tâmega

PNBEPH - Adbasto debate em Cabeceiras de Basto
Verdade e Consequência: as Barragens no Rio Tâmega

A Adbasto (Associação de Desenvolvimento Técnico-profissional das Terras de Basto) com o apoio do Jornal “O Basto” promove na próxima Sexta-Feira, dia 5 de Fevereiro, pelas 21.30 horas, uma Sessão de esclarecimento sobre o impacto do Plano Nacional de Barragens no Tâmega e nas Terras de Basto.
A iniciativa é aberta a toda a população e decorre na sede social da Adbasto, situada no lugar da Quinta da Mata, junto à sede da vila de Cabeceiras de Basto. Participam nesta acção como oradores, António Luís Crespí, doutorado em Biologia Vegetal pela Universidade de Salamanca e professor Universitário das disciplinas de Botânica e Ecologia vegetal na UTAD (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro) e José Emanuel Queirós, técnico superior de Planeamento Regional, especialista em Geomorfologia e fundador do Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega.

De referir ainda que António Luís Crespí é especializado em morfo-ecologia e análise fitoestrutural da vegetação, sendo autor de mais de oitenta publicações científicas em revistas especializadas nacionais e internacionais, sendo autor e co-autor de diversos livros sobre flora portuguesa. Orienta diversas teses de mestrado e doutoramento em colaboração com a Universidade de Salamanca (Espanha) e a Faculdade de Ciências do Porto, é investigador integrado em Centros de Investigação portugueses e espanhóis e forma parte de equipas de investigação europeia na área da filo-biogeografia neogênica. Desde 1998 é conservador do Herbário do Jardim Botânico da UTAD, sendo director deste último desde o passado mês de Fevereiro de 2008.

Com esta iniciativa, a direcção da Adbasto pretende de uma forma responsável esclarecer e alertar a população das Terras de Basto para os previsíveis impactos que a construção de barragens no Rio Tâmega poderão originar num futuro próximo, afectando o ambiente, os ecossistemas e a qualidade da água.

Pela Direcção

Miguel Teixeira (Cabeceiras de Basto), in Remisso - 29 de Janeiro de 2010

PNBEPH - EDP versus Barragem de Fridão: Nova barragem motiva críticas À Câmara de Amarante

PNBEPH - EDP versus Barragem de Fridão
Nova barragem motiva críticas à Câmara de Amarante

António Orlando, in Jornal de Notícias, N.º 240, ANO 122 (p. 19) - 27 de Janeiro de 2010
PNBEPH - EDP versus Barragem de Fridão
Uma entrevista preparada para convencer os mais incautos








terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

PNBEPH - Ambiente: Verdes querem suspender barragens

PNBEPH - AMBIENTE
Verdes querem suspender barragens

in Jornal de Notícias, N.º 241 - ANO 122 (p. 14) - 28 de Janeiro de 2010

Assembleia da Republica - Programa Nacional de Barragens: "Os Verdes" continuarão pelo «nosso património natural e ambiental»






Assembleia da República - Programa Nacional de Barragens
"Os Verdes" remetem mensagem ao Movimento «MCDT»

O chumbo do projecto de resolução relativo à suspensão do Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico não impedirá “Os Verdes” de continuarem, por todos os meios legítimos que estiverem ao seu alcance, a lutar em defesa dos direitos das populações, do nosso património natural e ambiental e por uma política energética que não se incompatibilize com o ambiente.

“Os Verdes” aguardam pela resposta ao requerimento que apresentaram logo após a vinda da Ministra do Ambiente, a 28 de Dezembro do ano passado, a solicitar a resposta dada pelo governo português à Comissão Europeia, relativa às críticas feitas por esta ao PNBEPH.

“Os Verdes” aguardam também a vinda do Ministro das Obras Públicas à comissão parlamentar para responder sobre a questão da Linha do Tua e também da Ministra do Ambiente à respectiva comissão para responder sobre o PNBEPH.

Natividade Moutinho (Chefe de Gabinete do Grupo Parlamentar "Os Verdes") - 2 de Fevereiro de 2010

Assembleia da República - Progama Nacional de Barragens: Diário da Reunião Plenária de 27 de Janeiro de 2010

Assembleia da República - Programa Nacional de Barragens
Diário da Reunião Plenária de 27 de Janeiro de 2010

Acta da Sessão de 27 de Janeiro de 2010, in Diário da Assembleia da República, I Série - N.º 26 (pp. 18 a 26) - 28 de Janeiro de 2010

Efeito de estufa: Barragens piores do que centrais a carvão






Efeito de Estufa
Barragens piores do que centrais a carvão
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Investigadores acabam de descobrir que as barragens libertam quantidades muito elevadas de gases com efeito de estufa e, portanto, a energia hidroeléctrica não é assim tão limpa.


Jim Giles, in Courrier Internacional, N.º 90 (p. 28) - de 22 a 28 de Dezembro de 2006

PNBEPH - Assembleia da República: António Leitão Amaro (PSD) no Parlamento com falta de esclarecimento






PNBEPH - Assembleia da República
António Leitão Amaro (PSD) no Parlamento com falta de esclarecimento


Ora agora o parlamentar "dá uma no cravo", ora agora "dá outra na ferradura".
Na metáfora, cinzenta e sem brilho, das cores que o jovem deputado quis criar, fica a ideia de que para o PSD, relançado o olhar sobre os rios deste País e sobre a Bacia do Tâmega a partir do seu assento na Assembleia da República, o PNBEPH até pode ser «um projecto verde», um bom projecto (??!!).
E, entretanto, tanto quanto os dotes da oratória e da retórica permitiram, o deputado António Leitão Amaro, eleito pelo círculo eleitoral de Lisboa, denuncia o "cinzentismo" dos críticos ao famigerado «Programa» - a oposição à esquerda por querem parar «um projecto com tanto potencial energético, económico» - fazendo a mancha completa com o "cinzentismo" do governo devido a todos os «atropelos, irresponsabilidades, incompetências» e demais defeitos que identificou existir no PNBEPH.
Mais pincelada para aqui, mais pincelada para ali, ainda lhe faltava o esclarecimento da senhora Ministra... Sinceramente!...
Para quem não ouviu o debate sobre as iniciativas parlamentares do Partido Ecologista "Os Verdes" e do Bloco de Esquerda, aqui temos a fita do PSD digna de registo.


António Leitão Amaro (deputado Assembleia da República), in PSD - 27 de Janeiro de 2010

Barragens, betão e emissão de Dióxido de Carbono (CO2) - Sobre a emissão de gases com efeito de estufa (GEE) devido à construção de barragens

Barragens, betão e emissão de Dióxido de Carbono (CO2)
sobre a emissão de gases com efeito de estufa (GEE) devido à construção de barragens

É muito simples. Esquecendo todo o gasto de energia e combustíveis durante a obra, calcule-se o volume de betão utilizado e saiba-se que por cada 2 ton de betão (menos de 1m3) há uma emissão na fábrica de uma tonelada de CO2.

Não é preciso dizer mais nada. Se imaginarmos uma barragem de 100.000 m3, e logo 250.000 ton de betão, são logo aí emitidas para atmosfera, no fabrico, 125.000 ton de Co2.

Ou seja, por cada 3 toneladas de margas escavadas na pedreira, são produzidas 2 toneladas de betão e emitida 1 tonelada de CO2 para a atmosfera.

Não contando com a energia utilizada nos fornos (carvão ou Pet-coke mais recentemente) .

Frederico Brotas de Carvalho - 1 de Fevereiro de 2010

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

PNBEPH - Assembleia da República: O Tâmega na intervenção do deputado Agostinho Lopes (PCP)





PNBEPH - Assembleia da República
O Tâmega na intervenção do deputado Agostinho Lopes (PCP)


Agostinho Lopes (deputado Assembleia da República), in PCP - 27 de Janeiro de 2010

La cuenca del Duero: ¿feudo fluvial? - A Bacia do Douro: feudo fluvial?

La cuenca del Duero: ¿feudo fluvial?
A Bacia do Douro: feudo fluvial?
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Pedro Brufao Curriel (Universidad de Extremadura), in El Norte de Castilla (p.23) - 14 de Outubro de 2009

Mudança e Permanências: Campanha com o Tâmega no coração

Campanha com o Tâmega no coração
Mudança e Permanências

Pois é. Muda o ano, e só!
A desdita educativa está aí para durar. O jardim à beira-mar plantado continua à deriva. Os dias mantém-se cinzentos e tristes.

Se ao menos a copiosa água que cai do céu lavasse esta "Porca Miséria" como lava este rio, ainda que temporariamente...

Que outra atitude se pode tomar perante a desgraceira? Ignorar? Calar? Fazer de conta que está tudo "porreiro pá"?

Por isso adopto esta campanha pelo Tâmega, no sentido em que onde se lê Tâmega se leia o nome dos rios deste país, dos rios desta Terra, que urge salvar.
Perdoa-me, Anabela, pelo desvirtuar da intenção, se é que o há.

Vou pô-la aqui também à esquerda, para ficar bem do lado do coração.

Elsa Duarte, in Olhai os lírios da Campos - 3 de Janeiro de 2010

PNBEPH - Assembleia da República: Verdades e mentiras do Parlamento na venda do vale e do rio Tâmega

PNBEPH - Assembleia da República
Verdades e mentiras do Parlamento na venda do vale e do rio Tâmega

O cheque que as empresas de electricidade passaram ao Estado Português, endossado ao governo PS, como adiantamento pela compra do rio Tâmega (entre outros) acabou, por ser "visado" pela maioria de merda!
Uns com argumentos falaciosos (os deputados do PS e do PSD que falaram); outros vestindo a pele de cordeiro em corpo de lobo (CDS); outros, fugindo ao debate para que o outrora verdade não fosse hoje mentira, unidos na decisão, acabaram de vender o "corpo e alma" de uma região.
Eu, continuando estúpido apesar do quase meio século de idade, ainda tinha uma pequenina esperança: 'triste sina' (como bem dizes!).
Resta-me a consolação de poder dizer: eu não vendi o rio e o vale (a minha quota parte) da minha terra; eu não me identifico com quem trata a "coisa pública" como quem vende mercadoria; eu serei, mais céptico ainda, se possível for, em relação a todos estes gajos que representam, pelos vistos, a maioria dos eleitores do meu País;
estou desolado!, mas já devia ter "juízo" para não ter mais decepções.

Alfredo Pinto Coelho (eng.º Agrícola / lic. Gestão Agrária), in Remisso - 1 de Fevereiro de 2010
Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega (Mondim de Basto)

PNBEPH - Não à Barragem de Fridão!: Por Mondim, rio Tâmega e seus afluentes!

PNBEPH - Não à Barragem de Fridão!
Por Mondim, rio Tâmega e seus afluentes!


Este foi o grupo que em Maio de 2009 deu sentido e objectividade a mais um "Cantar, Contar e Pintar Mondim", o 2º desse título, levado a efeito por iniciativa da Junta de Freguesia de Mondim e desta vez consagrado aos três rios principais que banham terras de Mondim de Basto: Cabril, Olo e Tâmega.

Da importância desses decantados cursos de água que ao longo dos séculos têm sido fonte de economia e riqueza das populações daquele concelho, se ocuparam: Costa Pereira, que dissertou sobre o Cabril; o Dr. José Faria, realçou o Ôlo, e Luis Jalles de Oliveira, destacou o Tâmega. Deste evento os interessados podem ver mais em post de 5 de Maio passado no blog http://aquimentem2.blogs.sapo.pt/ = Ao Sabor do tempo. Isto porque em época de manigâncias políticas quem tenha que lhes fazer frente não pode ficar pasmado.

E é isso mesmo que tem feito e faz o Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega que agora mesmo acaba de acusar o executivo do 1º Ministro de mais uma das suas habituais manigâncias politiqueiras aqui ao "ter recebido cerca de mil milhões de euros em 2008, quando ainda não estava decidido segundo os tramites normais a viabilidade de parte do plano. Este expediente permitiu ao executivo, de forma habilidosa, cumprir os limites estabelecidos pela União Europeia para o défice orçamental". Como exemplo deu a "construção da barragem de Fridão no rio Tâmega, acusando o executivo de já ter recebido cerca de noventa milhões de euros, quando o "Estudo de Impacto Ambiental" (EIA) ainda está em discussão até ao próximo dia 15 de Fevereiro.

Alerta também o deputado Altino Bessa, natural da região de Basto, "para os prejuízos que a construção da Barragem de Fridão, sem os devidos estudos, possam trazer para as populações locais e para o desenvolvimento dos concelhos ribeirinhos". Não vão em manigâncias politiqueiras, conservem a riqueza natural com que foram favorecidos pelo Criador, sabendo aproveitar com engenho e arte as sua potencialidades.

Não à barragem de Fridão, não à manigância dos inimigos do Tâmega e seus afluentes!

José Augusto da Costa Pereira, in Portugal, minha terra - 1 de Fevereiro de 2010.