segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

PNBEPH - Rio Tâmega: Mensagem de protesto enviada à EDP

Programa Nacional de Barragens - Rio Tâmega
Mensagem de protesto enviada à EDP

No passado dia 10 de Janeiro, irritado com as notícias que dão conta das intenções do Governo em prosseguir com o PNBEPH, compilei algumas imagens que me têm sido enviadas e dirigi uma mensagem de protesto à EDP.

A mensagem é a que se segue, a resposta da EDP foi-me enviada hoje, 17 de Janeiro (Domingo), e nada de novo. É a lábia do costume.

Em Novembro de 2009, uma empresa mandatada pela EDP já me havia contactado identificando-me como um “líder estudantil de oposição à construção da barragem de Fridão” (estatuto que muito me divertiu!!!) convidando-me a comparecer num encontro onde me iriam esclarecer sobre as vantagens da construção da barragem. Declinei o convite lembrando-lhes que, neste país, contrariamente ao que os burocratas de Lisboa pensam, ainda há gente que não se vende, que é honrada por amor à honra e que, acima de tudo, ama os rios e gosta de os ver correr livremente.
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>> PROTESTO <<
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É a paisagem, é o património das gentes do Tâmega que VOCÊS (EDP) vão destruir… por DINHEIRO!

Com 10% do investimento previsto para a barragem de Fridão, despoluía-se o rio e criava-se infra-estruturas fluviais de recreio e lazer que promoveriam a qualidade de vida e a criação de muitos postos de trabalho, ainda que sazonais.
A natureza é o que nos resta.

A EDP que devia negociar com cada um de nós que aqui vive, fá-lo com os burocratas de Lisboa.

Aqui, no vale do Tâmega, há uma espécie que se sente ameaçada, devido ao projecto económico chamado PNBEPH. Essa espécie chama-se homo sapiens. É uma espécie esquisita, uma vez que prefere investir no rio, investir nas gentes que amam o rio sem exigir nada em troca. Mas esta espécie não é suficientemente importante para que se pondere um projecto que vai fazer desaparecer dois rios (Tâmega e Ôlo). Já se fosse um mexilhão raro…

A EDP pode investir rios de dinheiro em estratagemas que visam semear a cegueira: enganará alguns, mas não todos.
Fiquem a saber que muitas vozes incómodas continuarão a perguntar e a denunciar políticas que não nos respeitam, que não respeitam o ambiente.


António Costa - 17 de Janeiro de 2010

domingo, 17 de janeiro de 2010

PNBEPH - Garimpeiros à solta no Tâmega: Testemunho do assalto aos terrenos ribeirinhos pressionando os proprietários

PNBEPH - Garimpeiros à solta no Tâmega
Testemunho do assalto aos terrenos ribeirinhos pressionando os proprietários: «Uma grande vergonha»


Por decisões contranaturais tomadas em Lisboa o Tâmega está a viver o fim dos seus dias com rio e natureza mansa, de paisagens harmoniosas, de monumentalidade natural do seu vale, de estabilidade e segurança das suas populações.

Tudo quanto há sido propalado nos OCS não basta para escamotear o MONSTRO que estende seus apetites devoradores e sua voracidade sanguinária aos bens, aos povos, ao património e ao ambiente do Tâmega.
Via email, o «
Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega» registou o primeiro testemunho com que assinalamos o início do assalto a este «vale sagrado» e aos bens patrimoniais-naturais das populações indefesas e desprevenidas.
Não podíamos deixar de assinalar o facto no seu tempo, como prova eloquente do tipo de «desenvolvimento» induzido nas freguesias ribeirinhas - proxeneta, agiota e insustentável! - que o Governo tem andado a prometer pelo país embrulhado com o "rebuçado" das barragens (PNBEPH) e das «energias verdes», com que têm embalado as nossas autarquias e prostrado a penúria dos seus autarcas, perante o declínio da Vida no vale e a morte anunciada do rio Tâmega.

Quem mais no país se alevanta contra tamanha indignidade que está a recair sobre o Tâmega?


José Emanuel Queirós - 17 de Janeiro de 2010
Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega (Amarante)


Primeiro testemunho do assalto no Tâmega


«Ontem vieram ter comigo 2 mandantes da Iberdrola e queriam com urgência comprar um terreno junto ao rio Tâmega no lugar de Paçô do qual já fui proprietário e neste momento sou procurador dos novos proprietários.
Em palavras mansas, como precisam de instalar a central de britagem e estaleiro, diseram
: «ou vende por 1.35€ ou será expropriado».
São 55.000m2 que vão até ao rio. A floresta ali existente são carvalhas, castanheiros, sobreiros e outras árvores. Uma floresta de alta qualidade onde não existem pinheiros ou eucaliptos. Querem uma reunião rápida na próxima semana.
Não estou disposto, por ordem dos novos proprietários, a vender por qualquer preço e acho isto uma grande vergonha.

Uma vergonha, não procurarem a produção energética investindo mais em energias alternativas. Com o mesmo valor investido conseguia-se produzir muito mais.»

Álvaro Azevedo (alvasaze@gmail.com), via email - 16 de Janeiro de 2010

sábado, 16 de janeiro de 2010

PNBEPH - EDP: Debate na TSF sobre a Barragem de Fridão

in O Jornal de Amarante, N.º 1517, Ano 29 (p. 3) - 18 de Junho de 2009

Directora da Agência Europeia do Ambiente - Entrevista a Jacqueline McGlade: «Adaptarmo-nos não é construir mais barragens, é viver com o que temos»

Directora da Agência Europeia do Ambiente
Entrevista a Jacqueline McGlade: «Adaptarmo-nos não é construir mais barragens, é viver com o que temos»


McGlade reconhece que os políticos têm vindo a mudar muito e as pessoas estão mais vigilantes

O seu papel é vigiar o ambiente e os governos. À frente da Agência Europeia do Ambiente desde 2003, Jacqueline McGlade lidera dezenas de especialistas que regularmente produzem relatórios sobre o que se passa em 32 países, mas também sobre o resultado das políticas governamentais perante temas como as alterações climáticas, a poluição do ar, a gestão da água ou a biodiversidade.

McGlade vigia-se também a si própria. Em 2004, fez, juntamente com vários ministros europeus, um teste ao seu sangue, que revelou a presença de inúmeros químicos industriais. "Pesticidas, retardantes do fogo, tudo", diz a directora executiva da agência criada pela UE em 1990. Esteve em Lisboa na semana passada, para uma conferência sobre media e ambiente, co-organizada com a Fundação Calouste Gulbenkian e o Instituto de Ciências Sociais.

A Agência Europeia do Ambiente monitoriza, nos seus relatórios, praticamente tudo sobre o ambiente. É ouvida pelos decisores políticos?

Os políticos têm vindo a mudar muito. Têm de prestar mais contas. As pessoas estão mais vigilantes, mais cépticas em relação aos políticos. A voz da agência é ouvida cada vez mais, porque desempenhamos um papel neutro. Não fazemos diagnósticos antes de ter dados. Mas, uma vez que temos a informação, temos uma postura firme e dizemos: "Isto foi o que vocês disseram que iriam fazer e, de acordo com isso, não estão a sair-se muito bem".

Há temas em que a agência é muito crítica sobre o que tem sido feito. Por exemplo, nos transportes.

A nossa função é reportar sobre o ambiente. E um dos maiores impactos sobre o ambiente vem dos transportes. Temos capacidade, temos competência na área e, por isso, é importante que os ministros do Ambiente, por exemplo, compreendam que podem estar a fazer um trabalho brilhante no combate à poluição do ar, mas se a política de transportes não estiver a funcionar nunca vão atingir as suas metas.

Os transportes são uma das maiores preocupações da agência?

A agricultura também, porque representa um fardo muito grande no consumo de água. É uma das maiores forças para as alterações do uso do solo e da biodiversidade.

Num dos vossos relatórios, é mencionado que a Política Agrícola Comum consome 40 por cento do orçamento da UE, mas gera apenas 1,2 por cento do PIB. O que deveria ser feito?

Há dois aspectos na PAC que necessitam de uma atenção particular. Com as alterações climáticas, a agricultura que conhecemos hoje vai ter de ser fundamentalmente modificada. Esta parte do mundo, porém, continuará a ser uma das mais produtivas. E não podemos escapar ao facto de que produzir os nossos próprios alimentos é um elemento extremamente importante na forma como usamos o solo. É por isso que estamos a fazer um esforço para ir além do PIB como medida da riqueza das nações. Poderia haver outros indicadores - segurança alimentar, água, solos, tudo isso importa.

A discussão sobre o que fazemos na Europa vai mudar quando começarmos a ver quanta água é necessária para produzir um carro, quanta água estamos a utilizar na agricultura, quanta área de solo estamos a pôr sob cimento, por causa das estradas. Queremos introduzir, o mais rápido possível, números que mostrem o outro lado da moeda, o custo escondido do PIB.

Uma vez disse que, quando sairmos da recessão económica, ainda estaremos numa recessão ambiental. Porquê?

Já sentimos na Europa uma dívida ecológica, que não está quantificada. O facto de se poder trazer água em navios para Barcelona ou transferir água entre rios; o facto de estarmos a perder polinizadores; o facto de estarmos a perder biodiversidade - e nem sabemos que funções estamos a perder -, de estarmos a perder solos. Estamos a acumular dívida.

Dei um livro ao presidente da Fundação Gulbenkian, chamado Borboletas em Risco. É um atlas de todas as borboletas da Europa hoje e em 2050-2080. O cenário é deprimente. As borboletas são uma pequena e quieta fracção do mundo, mas mantêm muitas das nossas flores, plantas e animais.

Noutro relatório vosso, sobre a água na Europa, uma das mensagens centrais é a de que o preço é muito importante. A situação está a caminhar na direcção certa?

Há países que não fazem contagem do consumo da água e que estão a acordar para o facto de que deveriam fazê-lo. O preço também é muito importante. Mas há mais um elemento: num país como a Turquia, onde uma série de licenças [para uso da água] foi dada para os próximos dez anos para as autoridades que gerem barragens para produção eléctrica, a água provavelmente não estará lá do mesmo modo [como hoje]. É muito difícil para mim compreender como continuamos a gerir infra-estruturas privadas desse modo.

Portugal vai construir dez novas barragens. É boa ideia, se pensarmos que talvez o país tenha menos água no futuro em algumas regiões?

Um bom programa de participação pública no uso da água, de contagem, uma melhor compreensão de como a água é subtraída para a agricultura [tudo isso] deveria ser levado em conta antes de se construírem novas barragens. Vimos barragens a ser construídas por toda a Europa. Também vimos muitas delas a falhar muito rapidamente, porque se encheram com sedimentos, ou ficaram secas, ou porque não funcionam da forma como se esperava. Nestes dias de incerteza sobre a pluviosidade, é muito difícil prever se um grande projecto vai receber a quantidade de água que recebia no passado. Adaptarmo-nos não é tanto construir mais barragens, é mais viver com o que temos.

A vossa agência diz que a biomassa, se utilizada da forma mais eficiente, contribuiria com - no máximo - 5,4 por cento do consumo de combustíveis dos transportes até 2030. Mas a meta europeia é de 10 por cento até 2020. O que falhou na comunicação entre o que vocês acham e o que a UE decidiu?

A decisão foi tomada antes. O número não foi "completamente" tirado do ar, mas foi-o [de alguma forma]. Este é o problema quando temos os políticos sob uma grande pressão para resolver algo muito rapidamente. O que aconteceu, aconteceu. Acho que a reflexão em torno dos biocombustíveis e do seu uso tem sido muito útil, porque está a forçar a Comissão Europeia, os governos e o Parlamento Europeu a definir critérios de sustentabilidade.

Mas estão a aparecer tarde...

Não importa. Se chegarem a esses critérios e decidirem manter aquela meta, então teremos de ser muito mais inteligentes na forma como utilizamos a biomassa. Não estou alarmada. Estarei se vir que não há nenhuma provisão sobre as alterações climáticas nesses cálculos. O que não podemos é ter toda a Hungria, a Polónia e outros países do Leste cobertos com culturas para a produção de biocombustíveis. Isto não vai funcionar.

As emissões de gases com efeito de estufa na UE a 15 caíram, mas basicamente por duas razões: a substituição do carvão no Reino Unido e a modernização da indústria na Alemanha de Leste. O que espera agora?

Espero uma alteração profunda. Vejo uma grande mudança no pensamento de muitos governos. Onde vejo mais mudanças é na indústria. São fascinantes as discussões que tenho com grandes sectores industriais, que estão a promover esta alteração profunda de uma forma muito mais agressiva do que os governos.

Mostra-se preocupada com os organismos geneticamente modificados. Por quê?

Temos um dilema na Europa. De um lado, a posição da Agência Europeia de Segurança Alimentar é a de que os OGM não são prejudiciais à saúde - e eu estou convencida de que isto é verdade. A minha preocupação está mais nos aspectos ambientais. E aí eu vejo uma falta de competência, de capacidade de reunir toda a informação. Estou satisfeita por discutir agora um maior papel da minha agência no debate sobre os OGM.

Quais são os novos alertas ambientais que deviam merecer mais atenção neste momento?

Há um número de produtos químicos que estão a ser autorizados no âmbito do REACH [o registo europeu de químicos]. Alguns são muito perigosos e têm absolutamente de ser registados. Mas outros estão naquele limite do "talvez sejam perigosos". O problema é que, quando são libertados para o ambiente, aí são realmente danosos, porque se acumulam.

Eu diria que a minha preocupação número um está num grupo de químicos que ninguém se importaria de ter num armário debaixo da pia da cozinha, mas que, quando começam a ser utilizados em quantidade e a acumularem-se na água, aí temos um problema em mãos. Vamos também olhar cuidadosamente para os telemóveis e as linhas de alta tensão. Há alguns químicos agregados aos plásticos que nos preocupam. Poluição do ar interior também é um grande tema para nós.

Entrevista de Ricardo Garcia, in Público - 7 de Abril de 2009

RTP - País: Descargas da Barragem de Alqueva matam gado em Beja

RTP - País
Descargas da Barragem de Alqueva matam gado em Beja

A subida das águas no Guadiana matou dezenas de cabeças de gado no concelho de Beja. Os animais foram surpreendidos pela forte corrente provocada pelas descargas da Barragem de Alqueva.

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Sérgio Vicente, in RTP - 15 de Janeiro de 2010

EDP - Centro de Telecomando de Bagaúste: Barragens do país são comandadas a partir da Régua

EDP - Centro de Telecomando de Bagaúste
Barragens do país são com comandadas a partir da Régua

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Rui Sá, in RTP - 6 de Janeiro de 2010

PNBEPH - EDP não abandona planos para novas barragens







Eléctrica lembra ter aprovação de Bruxelas
EDP não abandona planos para novas barragens


Os projectos de construção de novas barragens em Portugal vão ser concretizados, mesmo que os protestos dos ambientalistas se venham a intensificar.

A EDP garante que tem cumprido todas as normas ambientais e que não tem dúvidas de que o plano hidroeléctrico é para levar até ao fim. António Mexia, presidente da EDP, lembra que os projectos resultam de uma aprovação feita não só a nível nacional, mas também pela Comissão Europeia.

Ontem, a EDP lançou um novo projecto na área da produção de energia hidroeléctrica com o reforço de potência de Venda Nova III (Vieira do Minho). A construção da nova infra-estrutura foi ontem lançada e será concretizada pelo consórcio MSF, Somague, Mota-Engil e Sple Batignolle.

Venda Nova vai tornar-se a barragem com maior potência instalada em Portugal, com mais de mil megawatts. O reforço de potência vai ser feito através de uma central subterrânea, escavada na rocha, que vai tirar partido das albufeiras já existentes em Salamonde.

A nova infra-estrutura entra em funcionamento em Maio de 2015 e vai criar 2000 postos de trabalho, dos quais 500 directos. O investimento feito pela EDP ascende a 350 milhões de euros.

Samuel Silva, in Público - 14 de Janeiro de 2010

Assembleia da República - Bloco de Esquerda (Grupo Parlamentar) - Recomendação ao Governo para revisão do PNBEPH e a exclusão da Barragem de Fridão













Assembleia da República - Bloco de Esquerda (Grupo Parlamentar)
RECOMENDAÇÃO AO GOVERNO PARA REVISÃO DO PROGRAMA NACIONAL DE BARRAGENS DE ELEVADO POTENCIAL HIDROELÉCTRICO (PNBEPH) E A EXCLUSÃO DAS BARRAGENS DE FOZ-TUA E DE FRIDÃO

O Bloco de Esquerda considera que o PNBEPH deve ser reavaliado, dado existirem erros graves na sua concepção. Estes erros compreendem não só uma incorrecta avaliação dos impactes negativos sobre os recursos hídricos e a biodiversidade, como a ausência do estudo de alternativas energéticas para concretizar os objectivos propostos de redução da dependência aos combustíveis fósseis e das emissões de GEE.

Grupo Parlamentar


PROJECTO DE RESOLUÇÃO N.º …/XI


RECOMENDA AO GOVERNO A REVISÃO DO PLANO NACIONAL
DE BARRAGENS DE ELEVADO POTENCIAL HIDROELÉCTRICO
(PNBEPH) E A EXCLUSÃO DAS BARRAGENS DE FOZ TUA E DE
FRIDÃO


Em 2007, o Governo português estabeleceu como objectivo estratégico para a energia hídrica a obtenção de 7.000 MW de potência instalada em 2020.
Este objectivo foi justificado com os propósitos gerais de aumentar a energia primária consumida com origem em fontes renováveis (45% até 2010), de forma a reduzir a dependência energética do exterior e dos combustíveis fósseis, bem como de mitigar as emissões de gases de efeito de estufa (GEE).
Para alcançar parte importante desse objectivo foram seleccionadas 10 novas grandes barragens a serem construídas (1.150 MW), dentre 25 alternativas possíveis analisadas no Plano Nacional de Barragens de Elevado Potencial Hidroeléctrico, doravante designado por PNBEPH, sujeito a uma Avaliação Ambiental Estratégica (AAE).
O PNBEPH tem sido alvo de forte contestação pública, nomeadamente por parte de várias organizações ecologistas e movimentos cívicos que apresentaram muitos contributos na fase de discussão pública da AAE. As razões prendem-se com as debilidades dos estudos apresentados neste âmbito, uma vez que não utilizam informação actualizada, como seja a relacionada com a previsão de caudais; não realizam uma avaliação dos impactes ambientais e socioeconómicos cumulativos; sobrevalorizam os benefícios energéticos em relação aos custos ambientais; e não procedem ao estudo de alternativas para atingir os mesmos objectivos de política energética, considerando a aplicação de medidas mais custo-eficientes em termos económicos, sociais e ambientais.

Estudo da Comissão Europeia aponta debilidades do PNBEPH
Um relatório encomendado pela Comissão Europeia, e enviado às autoridades portuguesas em Julho de 2009, confirma estas críticas, ao fazer uma avaliação muito negativa do PNBEPH. As suas conclusões são claras quando afirmam que o mesmo tem “lacunas graves” e não faz a “comparação adequada” entre os benefícios da construção das barragens e os seus custos ambientais, sobrevalorizando os primeiros.
Uma das consequências mais graves apontadas pelo relatório é o risco de incumprimento da Directiva Quadro da Água (DQA), no que diz respeito à garantia da qualidade dos recursos hídricos, um compromisso assumido por Portugal e que deve ser atingido, o mais tardar, até 2015.
Igualmente, são referidos vários impactes negativos importantes em ecossistemas sensíveis, inclusive com a afectação de espécies ameaçadas e habitats prioritários pertencentes à Rede Natura 2000, sendo a avaliação dos impactes do PNBEPH sobre o meio aquático considerada de “muito pobre”.
São também referidas como debilidades sérias a ausência do estudo dos impactes cumulativos ao nível de cada bacia hidrográfica ou o efeito das alterações climáticas sobre a disponibilidade hídrica, o que afectará a qualidade das águas e a capacidade de produção eléctrica dos
empreendimentos.
Seis das novas barragens vão situar-se na bacia hidrográfica do Douro, cinco das quais na sub-bacia do Tâmega, onde a presença de barragens é já significativa e a poluição das massas de água é muito grave. Desta forma, torna-se fundamental estudar se os efeitos cumulativos originados pela construção de novas barragens poderão potenciar de forma alarmante os impactes negativos nos ecossistemas e biodiversidade, na qualidade da água e em relação aos riscos induzidos, como é o caso da erosão costeira.
O fenómeno das alterações climáticas também não é de desvalorizar, como indica o relatório, já que as previsões estimam uma redução da disponibilidade dos recursos hídricos de tal ordem que implicaria uma redução da produção eléctrica até 55% para garantir a manutenção de
caudais mínimos e a boa qualidade das águas. Esta é uma das razões pelas quais o relatório considera que o contributo energético do PNBEPH está claramente sobreavaliado, o que poderá colocar mesmo em causa a viabilidade económica de algumas das novas barragens previstas.

A necessidade de reavaliar o PNBEPH
O PNBEPH incorre em erros graves desde a sua origem, claramente identificados no relatório europeu. A Avaliação Ambiental Estratégica que lhe deu origem não executa uma avaliação custo-benefício completa, não realiza uma avaliação abrangente dos impactes sobre os ecossistemas e recursos, nem faz uma comparação socioeconómica de estratégias energéticas alternativas.
Estas são exigências presentes na própria DQA, quando nos seus pontos 4.5 e 4.7 estabelece que novas infra-estruturas, como sejam os empreendimentos hidroeléctricos, só poderão ser construídas após a avaliação de alternativas e se os seus benefícios foram superiores aos objectivos ambientais a atingir nas massas de água. Conclui-se, pois, que o modo como o PNBEPH foi elaborado constitui uma violação da própria DQA, o que é inaceitável.
Relativamente ao contributo do PNBEPH para se atingirem as metas energéticas e de redução das emissões de GEE, note-se que a sua concretização irá representar apenas 3% do consumo de energia e 1% da redução das emissões. Quando Portugal desperdiça cerca de 60% da energia que consome, parte importante da qual poderia ser facilmente poupada com taxas de retorno muito elevadas no curto prazo, e continua a apresentar taxas de crescimento do consumo energético muito elevadas, torna-se claro que esse contributo será ainda mais residual (no período de 2000 a 2005, a taxa de crescimento anual para o consumo de energia primária situou-se nos 6,8% e para o consumo final de energia nos 12%).
Os custos ambientais da construção destas grandes barragens tornam fundamental o estudo de alternativas energéticas capazes de atingir os mesmos objectivos com menores impactes, o que se pode vir a verificar como perfeitamente plausível no campo da poupança energética, onde o potencial é enorme, e pela prioridade ao investimento nas fontes renováveis com maior sustentabilidade ambiental e social.
O Bloco de Esquerda considera que o PNBEPH deve ser reavaliado, dado existirem erros graves na sua concepção. Estes erros compreendem não só uma incorrecta avaliação dos impactes negativos sobre os recursos hídricos e a biodiversidade, como a ausência do estudo de alternativas energéticas para concretizar os objectivos propostos de redução da dependência aos combustíveis fósseis e das emissões de GEE.
A energia hídrica faz parte das fontes renováveis que devem ser activamente consideradas no âmbito de uma política energética favorável a reduzir o uso de combustíveis fósseis e as emissões de GEE. No entanto, a decisão de construção de empreendimentos hidroeléctricos, especialmente os de grande potência, deve fundamentar-se em estudos aprofundados que avaliem correctamente os custos ambientais e socioeconómicos, como devem também ponderar as alternativas energéticas, nomeadamente em termos de custo-eficiência.
Nada disto foi executado correctamente pelo PNBEPH, como aponta o relatório encomendado pela Comissão Europeia.

O erro da opção pela barragem de Foz Tua e do Fridão
O PNBEPH incorre num erro grave que precisa de ser corrigido o quanto antes, considerando o avanço dos projectos em causa. Duas das barragens que são seleccionadas, a do Foz Tua e do Fridão, apresentam consequências muito negativas para as populações afectadas e sobre os ecossistemas em que incidem. Estas consequências, parcialmente apontadas no próprio PNBEPH, deveriam ser motivo suficiente de exclusão destas barragens.
A barragem do Foz Tua irá afectar uma zona de tem condições paisagísticas singulares. Como refere o PNBEPH “a barragem do Foz Tua situa-se na unidade paisagística do Douro Vinhateiro”, tratando-se “de uma paisagem única e singular que, pelo seu valor, foi incluída na lista de Património da Humanidade da UNESCO. A albufeira irá desenvolver-se na unidade paisagística correspondente ao Baixo Tua e Ansiães e Terra Quente Transmontana”, contendo esta última “paisagens com um forte carácter, com uma identidade bem marcada, muito característica de uma faceta especial de Trás-os-Montes, reflectindo uma enorme potencialidade em termos culturais e turísticos”. Além disso, serão afectados diversos elementos do património construído de relevante valor cultural.
São estas condições paisagísticas de excelência e a linha de caminho de ferro do Tua, já considerada uma das mais belas da Europa, que todos os anos atraem inúmeros turistas e visitantes a esta região deprimida. A submersão de parte relevante da linha do Tua pela barragem significará a perda de uma obra de engenharia relevante com cerca de 120 anos, um importante património cultural que deve ser preservado, de um elemento potenciador do desenvolvimento económico e do emprego, mas também de um importante meio de transporte das populações, uma vez que é um dos principais eixos de ligação da região transmontana e desta ao litoral.
A barragem vai também inundar áreas agrícolas importantes, nomeadamente de vinhas inseridas na Região Demarcada do Douro e de olivais. A afectação de áreas protegidas, zonas de Reserva Agrícola e Reserva Ecológica, de Habitats protegidos, alguns dos quais sensíveis, é
também substancial, como aliás é apontado no próprio Estudo de Impacte Ambiental.
O aproveitamento hidroeléctrico de Fridão irá situar-se a 6 km a montante da cidade de Amarante, cujo núcleo urbano está implantado desde a cota 62,5 e situa-se no limiar da albufeira da barragem do Torrão (cota 62), a jusante da cidade. Ou seja, a cidade de Amarante ficará entre duas albufeiras, a jusante (Torrão) e a montante (Fridão), situando-se a uma cota bastante inferior à albufeira da Barragem de Fridão (160) e a uma pequena distância (6 km), o que coloca questões sobre a segurança de pessoas e bens. Refira-se que o PNBEPH indica que o “aproveitamento de Fridão induzirá um risco de rotura médio”.
As condições ambientais, paisagísticas e patrimoniais que constituem a imagem de referência da cidade iriam perder o seu equilíbrio e harmonia naturais, uma vez que vão estar sujeitas às necessidades de aprovisionamento e gestão regular das albufeiras e à intensa artificialização em «cascata» do rio Tâmega. Além disso, a albufeira de Fridão irá contribuir para o agravamento da degradação já evidente da qualidade da água do rio Tâmega, tal como aconteceu na albufeira do Torrão, devido à intensificação dos inevitáveis fenómenos de eutrofização, conduzindo a uma degradação acentuada da qualidade de vida dos amarantinos.

Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda propõe à Assembleia da República que recomende ao Governo que:
  1. Suspenda o PNBEPH e proceda à sua reavaliação por uma entidade independente, constituída por técnicos reconhecidos na área da energia, ambiente e território e representantes de organizações da sociedade civil ligadas a estas áreas;
  2. Exclua os aproveitamentos hidroeléctricos de Foz Tua e de Fridão do âmbito do PNBEPH;

  3. No processo de reavaliação seja realizado, obrigatoriamente, a comparação dos impactes e custos-benefícios ambientais, sociais e económicos da opção de construir barragens e de soluções energéticas alternativas, incluindo o estudo combinado entre opções, tendo em conta as metas de incorporação de renováveis, diminuição de dependência aos combustíveis fósseis e redução das emissões de GEE;

  4. No estudo sobre a opção da construção das barragens seja realizada, obrigatoriamente, a análise dos impactes cumulativos ao nível de cada bacia hidrográfica, das previsões das alterações climáticas sobre os recursos hídricos, dos efeitos na qualidade das massas de água e cumprimento da DQA, das consequências sobre os ecossistemas aquáticos e a biodiversidade, sobretudo em zonas da Rede Natura 2000;

  5. Suspenda todas as decisões relativas ao lançamento de procedimentos concursais de concessão das barragens previstas no PNBEPH, bem como os relativos aos procedimentos em instrução ou concluídos, até estar concluída a reavaliação do PNBEPH e a Avaliação de Impacte Ambiental de cada um dos empreendimentos hidroeléctricos que sejam seleccionados por esta reavaliação, elementos decisivos para a tomada de decisão sobre a construção ou não de cada uma das barragens;

  6. Revogue com carácter de urgência as decisões de adjudicação provisória, realizadas a través de procedimentos públicos de atribuição de concessões para concepção, construção e exploração dos aproveitamentos seleccionados pelo PNBEPH, relativas aos aproveitamentos hidroeléctricos de Foz Tua e de Fridão.

  7. Proceda à revogação imediata da Declaração de Impacte Ambiental relativa ao Aproveitamento Hidroeléctrico de Foz Tua (AHFT) e cesse o procedimento de Avaliação de Impacte Ambiental em curso do projecto do Aproveitamento Hidroeléctrico de Fridão.
Palácio de São Bento, 19 de Novembro de 2009.


Os Deputados e as Deputadas do Bloco de Esquerda,


sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

EDP - Rio Lima - Impactos e prejuízos de Alto Lindoso e de Touvedo: Ponte da Barca queixa-se de descargas das barragens







EDP - Rio Lima: Impactos e prejuízos de Alto Lindoso e Touvedo
Ponte da Barca queixa-se de descargas das barragens

O presidente da Câmara de Ponte da Barca, Vassalo Abreu, acusou ontem a EDP de fazer descargas das barragens do Alto Lindoso e de Touvedo "conforme lhe apetece e em função apenas das suas necessidades".

Segundo o município, as descargas dos últimos dias, motivadas pela forte precipitação, provocaram prejuízos superiores a 100 mil euros. A subida repentina do rio Lima danificou a praia pluvial, onde foram investidos cerca de 60 mil euros, a ecopista e o centro hípico, localizado junto às margens.

Vassalo Abreu reconheceu que as condições meteorológicas não têm sido favoráveis, mas insistiu que é preciso que a EDP mantenha "um caudal constante do rio". "Não pode estar ho-ras sem turbinar e, de repente, porque chove mais um pouco, abrir as comportas. Se o rio está em baixo, de um momento para o outro, sobe dois a três metros", acrescentou, garantindo que o relatório dos prejuízos irá seguir para a eléctrica nacional. Abreu reclama compensações pelo facto de o concelho ter o maior centro produtor de energia hídrica do país. "A EDP não paga renda, não paga derrama e só dá prejuízo", protesta.

Fonte da EDP garantiu ao PÚBLICO que a gestão dos caudais foi efectuada "criteriosamente e tendo sempre como primeira preocupação a protecção de pessoas e bens a jusante" das barragens.

in Público e Ecosfera - 15 de Janeiro de 2010

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

PNBEPH - EDP - Rio Tâmega: Estudo de Impacte Ambiental (EIA) da Barragem de Fridão em fase de «consulta pública»

PNBEPH - EDP - Rio Tâmega
Estudo de Impacte Ambiental (EIA) da Barragem de Fridão em fase de «consulta pública»

Sem informação publicada nem publicação de Aviso, contra o que é procedimento legal da Administração Pública, o processo vil e mercenário da venda dos nossos rios e do recurso estratégico vital da Água, despoletado com o falacioso «Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico», segue o seu curso garimpeiro pela mão do Ministério do (mau) Ambiente.
O Estudo de Impacte Ambiental (EIA) relativo à construção da Barragem de Fridão - transformada em duas grandes barragens no leito do rio Tâmega aviltando o «PNBEPH» aprovado e contra os termos do respectivo concurso de concessão - desde o passado dia 18 de Dezembro de 2009 e até 15 de Fevereiro de 2010 está em período de «consulta pública».

Esclarecimento público?... Qual informação?... «Debate público» aonde???...
Com metade do tempo disponível para consulta já decorrido, o esclarecimento devido às nossas populações não acontece, por tudo quanto esta barbaridade patrocinada pelo XVII Governo vai arrastar para o Tâmega em perdas e insegurança.
Queimar formalidades, apenas, para gaudio e sustento de alarves interesses de poderosos lobbies, que é para o que serve esta república submetida por uma cultura partidária feudal, onde inicia a falência deste Estado dual.
«Agilizar o processo» de retirar à região e ao Tâmega a sua seiva vital, esmagando as populações pelo peso bruto e brutal de decisões contranaturais, proxenetas, tomadas em Lisboa ignorando a vida e seus contextos, para puro deleite da
farta mesa das eléctricas e das orbitais crescentes das construtoras subsidiárias.

Enquanto a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) apenas disponibiliza o «Resumo Não-Técnico» do Estudo de Impacte Ambiental (EIA) do empreendimento hidroeléctrico de Fridão - em mais uma peça deplorável, não credível e que mais faz lembrar qualquer trabalho escolar feito até ao 3.º Ciclo da escolaridade básica, no endereço online da EDP, S.A. encontramos os relatórios técnicos do estudo (EIA) que passamos a divulgar para consulta de todos quantos no Tâmega ou solidariamente fora de região se queiram associar a esta causa regional.


Estudo de Impacte Ambiental

Relatório Técnico

...............- Volume I
....................................- Índice - Volume I
....................................- Capítulo I
....................................- Capítulo II
....................................- Capítulo III
....................................- Capítulo IV

...............- Volume II
....................................- Índice - Volume II
....................................- Capítulo V
....................................- Capítulo VI
....................................- Capítulo VII
....................................- Capítulo VIII
....................................- Capítulo IX
....................................- Bibliografia


Relatório Não Técnico

....................................- Resumo Não Técnico


Aditamento
....................................- Aditamento ao Estudo de Impacte Ambiental


Nota: Os documentos seguem sem imagens pela excessiva dimensão das mesmas. Poderão ser obtidas através do endereço de e-mail disponibilizado em baixo.

Informações

Qualquer esclarecimento adicional sobre a documentação que constitui o EIA do Aproveitamento Hidroeléctrico de Fridão, pode ainda ser obtido através do endereço de e-mail: barragem.fridao@edp.pt

O EIA está disponível na sua totalidade, para Consulta Pública, no período acima referido, nos seguintes locais:

> APA - Agência Portuguesa do Ambiente
> Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte
> Câmara Municipal de Amarante
> Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto
> Câmara Municipal de Celorico de Basto
> Câmara Municipal de Mondim de Basto
> Câmara Municipal de Ribeira de Pena

Nota: O resumo não-técnico também está disponível nas Juntas de Freguesia da área de localização do projecto.

No âmbito do processo da Consulta Pública serão consideradas e apreciadas todas as exposições que especificamente se relacionem com o projecto em avaliação.
Estas exposições devem ser apresentadas até à data final da Consulta Pública, por escrito, e enviadas para:
.
Director-Geral da Agência Portuguesa do Ambiente
Rua da Murgueira, 9/9A - Zambujal
Apartado 7585
2611-865 Amadora
.
in EDP - Janeiro de 2010

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

RTP2 - Biosfera 240: Calamidade ambiental no rio Tâmega

RTP2 - Biosfera 240
Calamidade ambiental no rio Tâmega

Sílvia Camarinha, in Biosfera (RTP2 - RTPN - RTP Internacional - RTP África) - 11 de Novembro de 2009

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

PNBEPH - Barragem de Fridão: Junta de Freguesia de Mondim de Basto agenda sessão Extraordinária sobre Estudo de Impacte Ambiental





PNBEPH - Barragem de Fridão
Junta de Freguesia de Mondim de Basto agenda sessão Extraordinária sobre EIA
A Junta de Freguesia de Mondim de Basto vai promover no próximo dia 15 de Janeiro, pelas 21h00, no Auditório da sede da Junta de Freguesia uma sessão extraordinária da Assembleia de Freguesia com a seguinte Ordem de Trabalhos:
  • Ponto único: Discussão, sugestões e opiniões relativo ao Estudo de Impacte Ambiental (EIA) do «empreendimento hidroeléctrico de Fridão», que se encontra no período de «Discussão Pública».

O EIA tem como objectivo a caracterização e apresentação técnica de todos os impactes significativos do projecto, negativos ou positivos, e de todas as medidas propostas para evitar, minimizar ou compensar os impactes negativos identificados, para as várias alternativas em estudo e descritos considerados – Clima, Geologia e Geomorfologia, Recursos Hídricos e Qualidade do Ar, Ruído, Diversidade Biológica, Solos, Planeamento e Gestão do Território, Património Cultural, Paisagem e Componente Social.

Os objectivos que norteiam esta sessão extraordinária da Assembleia de Freguesia de Mondim de Basto visam, acima de tudo, dar a conhecer e discutir a importância que este documento tem como instrumento aferidor dos impactes ambientais do «empreendimento hidroeléctrico de Fridão», quer positivos ou negativos, que possam implicar na fauna, flora ou desenvolvimento local, aferindo os benefícios ou malefícios que daí possam advir.
Numa perspectiva mais direccionada, aspira também a munir os interessados de variáveis e dados que lhes permitam saber a quem recorrer em situações que sejam objecto de reclamações, ou a quem de direito se devem dirigir em reivindicações derivadas de factores pouco consistentes deste estudo encomendado pela EDP.

O Executivo da Junta de Freguesia de Mondim de Basto convida todos os interessados a tomarem parte, no próximo dia 15, na Assembleia de Freguesia e, assim, contribuirem na discussão do referido documento.

Junta de Freguesia de Mondim de Basto - 12 de Janeiro de 2010

domingo, 10 de janeiro de 2010

PNBEPH - A EDP e a Barragem de Fridão: «E se Prometermos uma Barragem ao Santo?»

PNBEPH - A EDP e a Barragem de Fridão
E se Prometermos uma Barragem ao Santo?

E se Prometermos uma Barragem ao Santo?
Será que ele nos livra dela?
Valerá a pena tentar?
Só que... irra... as barragens não estão contempladas no preçário...
Quanto ao Santo... o Brejeiro presta-se a cada oferenda!
E sempre passíveis de converter em notitas, pois então!
As promessas, pois então!
Assim sendo... quanto valerá uma Barragem?
E, seguindo uma sugestão da Em@, acrescento a pergunta:
Qual será o sexo de uma Barragem?

Anabela Magalhães, in Anabela Magalhães - 4 de Janeiro de 2010

Ainda o Tâmega - O Drama de um rio

Ainda o Tâmega
O Drama de Um Rio

Pintura de Em@ (aguarela com textura) ©

Os gritos do rio são verdes
com ecos de odores tristes

- Quem me salva... alva... alva?
grita o rio.
- Eu... euu... euuuuuu...
respondem
vozes líquidas de esperança
-num outro tom de verde-
que se avolumam e condensam
numa pedra que rebola
até cair no charco.

Será tarde?

Começo a contar o tempo
e vejo o tempo passar
no olhar distraído
de quem deixa lavrar o podre
que mata este rio.

Quem te fez assim distraído?
Quem te soprou ao ouvido o recado
para não veres e calares?
É a vida, não vês?
que deixas morrer
e que nunca se fará mar?
Emiliana Silva, in Em@ - 6 de Janeiro de 2010

sábado, 9 de janeiro de 2010

PNBEPH - Rio Tâmega: Património a desaparecer - Ponte de Arame (Lourido - Rebordelo)

PNBEPH - Rio Tâmega: Património a desaparecer com a Barragem de Fridão
Ponte de Arame (Lourido - Rebordelo)

A ponte de arame no lugar de Lourido, sobre o rio Tâmega, liga as freguesias de Rebordelo (concelho de Amarante) e Arnóia (concelho de Celorico de Basto).
Para chegar até esta pitoresca ponte, constituída por cabos de arame entrelaçados, com estrado de madeira, ao seguir a estrada N210 no sentido Celorico de Basto – Amarante, encontrará um desvio à esquerda que dá acesso à pequena povoação de Lourido, situada na margem direita do rio Tâmega, que pertence à freguesia de Arnóia.
Ao passar junto à estação dos caminhos de ferro da extinta Linha do Tâmega, e já em direcção ao rio vamos deparar com a ponte de arame. A sua travessia constitui uma autêntica aventura, atendendo ao seu aspecto frágil e ao balouçar de forma pronunciada, mas apesar disto não há registo de nenhum acidente ao longo destes anos.
A ponte aparenta uma tipologia simples, constituída por um piso de madeira apoiado em barrotes, também de madeira, pendurados por arames em cabos metálicos amarrados nas encostas das margens do rio.
A actual ponte, construída por volta de 1926/27, não é a primitiva. Tem um comprimento de 55 metros e 2,5 metros de largura. A anterior era mais estreita e terá sido construída nos finais do séc. XIX e foi cortada numa das margens pelos “Galinhas” de Codessoso a mando da tropa de Amarante… por receio que os de Vila Real por ali passassem.
Em Portugal estão identificadas seis pontes de arame situadas no norte do País, incluindo uma no concelho vizinho de Ribeira de Pena, que se tornou num ex-libris, depois de uma profunda intervenção de reabilitação e reforço.
Naturalmente e devido às características dos materiais que a constituem, é uma estrutura particularmente sensível à acção dos agentes atmosféricos, pelo que na ausência de uma manutenção adequada a sua degradação evolui rapidamente, pondo em causa a segurança de pessoas e bens.
Sabemos que o Município de Celorico de Basto está preocupado com o estado de conservação da Ponte de Arame de Lourido, pelo que a sua recuperação é uma obra mencionada no Orçamento e no Plano Plurianual de Investimentos de 2007, no sentido de continuar firme e permitir o intercâmbio entre as duas margens do rio Tâmega.

Orlando Silva, in Celorico de Basto - Digital - 1 de Janeiro de 2008

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

CIAHP 2010: FEUP organiza conferência internacional sobre «grandes barragens»

CIAHP 2010
FEUP organiza conferência internacional sobre «grandes barragens»

O Departamento de Engenharia Civil da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, com o patrocínio da EDP, S.A., vai organizar, a 4 e 5 de Fevereiro de 2010, uma conferência internacional subordinada ao tema “APROVEITAMENTOS HIDROELÉCTRICOS EM PORTUGAL – UM NOVO CICLO”, em que as matérias em debate reportam-se em exclusivo aos temas relacionados com a política energética, a hidroelectricidade e a construção de grandes barragens.
Nessa Conferência em que as sessões serão organizadas por painéis seguidas de debate, vão ser abordados os quatro seguintes grandes temas:
  • Política Energética e Hidroelectricidade;

  • Os Novos Aproveitamentos Hidroeléctricos em Portugal;

  • Novos Desenvolvimentos em Grandes Aproveitamentos Hidroeléctricos;

  • Grandes Aproveitamentos Hidroeléctricos em Curso.
De fora do programa ficam as matérias relacionadas com o ambiente e os impactes que provocam, assim como quem não obtiver o ingresso no valor de 350 €.

in FEUP - Janeiro de 2010

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

PNBEPH - Rio Tâmega: Património a desaparecer - Ponte de Arame em Ribeira de Pena

PNBEPH - Rio Tâmega: Património a desaparecer
PONTE DE ARAME [RIBEIRA DE PENA]

Esta ponte pedonal, sobre o Rio Tâmega, liga as freguesias de
Stº Aleixo de Além Tâmega
e
Salvador em Ribeira de Pena

Vista do meio da ponte

Andar nesta ponte dá uma grande sensação de vertigem,
bem compesada pela beleza da paisagem que dela se disfruta.

Marie Paulino, in MINHAS IMAGENS - 11 de Março de 2009

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

PNBEPH - A EDP e a Barragem de Fridão no "Ecos de Basto"

PNBEPH - A EDP e a Barragem de Fridão
Reflexos de uma entrevista no cabeceirense "Ecos de Basto"


No jornal Ecos de Basto, uma entrevista com o administrador da EDP.
Continuamos assim, com a campanha de charme!
Obrigado ao Mal Maior, por divulgar esta entrevista!

Rui Miguel Borges, in Casa do Eiró - 30 de Dezembro de 2009


2 comentários:

Anónimo disse...

Com 10% do investimento previsto para a barragem, despoluía-se o rio e criavam-se infra-estruturas fluviais de recreio e lazer que promoveriam a qualidade de vida e a criação de muitos postos de trabalho ainda que sazonais.
A natureza é o que nos resta.
Mas, isto é o país que temos.
30 Dezembro, 2009 15:37


Vítor Pimenta disse...

Pois, caro anónimo. Somos apenas indígenas numa terra que deixou de ser nossa.
A EDP que devia negociar com cada um de nós que aqui vive, fá-lo com os burocratas de Lisboa. Nós também somos aquilo que merecemos ser.
02 Janeiro, 2010 15:19

PNBEPH - A EDP e a Barragem de Fridão: Uma tremenda entrevista apontada ao coração do Tâmega







PNBEPH - A Barragem de Fridão no conceito da EDP
Uma tremenda entrevista apontada ao coração do Tâmega

António Pacheco Castro (EDP)

«Barragem de Fridão apresenta-se como oportunidade de Desenvolvimento»

Dr. António Castro à conversa com o Ecos de Basto fala da importância deste projecto

O Plano Nacional de Aproveitamento Hidroeléctrico prevê a construção de várias barragens entre as quais a de Fridão, cuja construção terá um impacto directo ou indirecto nos Municípios das Terras de Basto e do Baixo Tâmega.
Trata-se de um investimento desejado por uns, contestado por outros e sobre o qual o Dr. António Castro Administrador da EDP – empresa concessionária deste projecto - aceitou falar ao jornal Ecos de Basto com o intuito de melhor esclarecer as pessoas sobre os objectivos desta importante obra e o seu impacto nas regiões ribeirinhas do Tâmega.


Porquê fazer mais barragens em Portugal?

Um aspecto muito importante na construção de novas barragens em Portugal está associado ao facto do nosso país ter um potencial hídrico por explorar que é dos maiores da União Europeia. Temos ainda uma grande dependência energética do exterior e um compromisso de aumentar a percentagem de energia eléctrica produzida por fontes renováveis de forma a cumprir os objectivos da Directiva Europeia associada às energias renováveis (2001/77/CE). Neste contexto verifica-se também uma grande expansão da produção de energia eólica que continuará nos próximos anos, produção esta que está muito dependente da variabilidade do vento, razão pela qual são necessárias fontes alternativas de produção de energia que entrem na rede de forma muito rápida e, assim, compensem a variação de produção ou a paragem dos aerogeradores. Esta flexibilidade é uma das características positivas das centrais hídricas, que introduz melhorias na fiabilidade e segurança de funcionamento do sistema eléctrico português com implicações na garantia do abastecimento. É cada vez mais importante a necessidade de utilizar mais fontes de produção energética que permitam uma melhoria na qualidade de vida actual, sem comprometer a dos nossos filhos no futuro, isto é garantir um desenvolvimento sustentável, pelo que a utilização de fontes de energia renováveis e internas ao país, constitui uma mais-valia que tem que ser explorada. Neste sentido o Governo português identificou e pôs a concurso a construção de barragens a nível nacional, entre as quais estava a barragem do Fridão. A EDP ganhou a concessão desta última e é, por isso, responsável pela sua promoção e exploração.

A qualidade da água no rio vai piorar à semelhança do que aconteceu no Torrão?

Este é um dos aspectos que a EDP teve em conta de uma forma particular na concepção do Projecto porque considera que a execução de um empreendimento deste tipo não pode comprometer a qualidade da água do rio e reconhece que esta é uma das principais preocupações das populações que convivem de uma forma próxima com o rio Tâmega. Assim, está prevista a desmatação, a desarborização e a limpeza prévia da área a inundar, por serem medidas preventivas importantes como uma forma de evitar a criação de factores de degradação da qualidade de água do rio, que podem ter como consequência o eventual desenvolvimento excessivo de algas no rio. No entanto, é importante referir que a albufeira do Torrão não pode ser comparada com a albufeira do Fridão por várias razões, das quais se destacam, para além da diferença de cotas, a ocupação da zona envolvente que, no caso do Torrão, é mais densa quer ao nível da povoação ribeirinha quer ao nível da actividade agrícola, pelo que haverá menor rejeição de águas residuais não tratadas para o rio e menor contaminação devida a produtos usados na agricultura. O tratamento das águas residuais é um aspecto determinante na qualidade da água do rio, quer haja barragem quer não haja. Neste momento, estão previstas 12 ETAR´s para a zona de influência da albufeira, cuja execução é da responsabilidade da empresa Águas do Ave, com a qual a EDP tem mantido contactos, e que eliminarão descargas não tratadas no rio, prevendo-se assim que as situações de menor qualidade da água estarão mais controladas. Lembre-se que não é só o facto de ter sido criada uma albufeira que piorou a qualidade da água do rio na zona do Torrão, mas essencialmente o facto de nele serem feitas rejeições sem tratamento. Como medida complementar muito importante no decurso da exploração da albufeira do Fridão, a qualidade da água será controlada com base num programa de monitorização adequado, que servirá para determinar a necessidade de aplicação de medidas minimizadoras no caso de se detectarem situações que exijam intervenção. No contexto da legislação recente, surge a Directiva-Quadro da Água que estabelece directrizes muito rigorosas relativamente à qualidade da água, que obrigam os países a concretizarem medidas em muitos casos mais exigentes do que as da legislação em vigor. Desta forma, as populações ribeirinhas têm a garantia de que este projecto, por via da aplicação da directiva, garante acções efectivas que promovem a qualidade da água no rio.

Qual vai ser a cota máxima da albufeira do Fridão?

Tudo aponta para que a albufeira tenha um nível de pleno armazenamento à cota 160, de acordo com as principais conclusões do Estudo de Impacte Ambiental. Esta cota corresponde a ter um plano de água que não chega a afectar a ponte e pista de pesca de Cavez, situada cerca de 800m a montante da praia fluvial de Cavez. Para dar uma referência do que significa esta cota, pode-se afirmar que a água subirá cerca de 8,7 metros acima da ponte do rio Tâmega que liga as freguesias de Arco de Baúlhe no concelho de Cabeceiras de Basto à de Atei no concelho de Mondim de Basto.
A alternativa à cota 165 que também foi estudada, porque estava prevista no Programa Nacional de Barragens de Elevado Potencial Hidroeléctrico, apresenta do ponto de vista ambiental e sócio-económico impactes significativamente maiores, de acordo com o Estudo de Impacte Ambiental já desenvolvido, pelo que não parece ter condições de viabilidade, conclusão que só será definitiva com a emissão da Declaração de Impacte Ambiental.


Portanto essa ponte vai ser afectada. Há outras pontes que serão afectadas no concelho de Cabeceiras de Basto?

Além desta ponte sobre o rio Tâmega será ainda afectada a ponte sobre o rio Ouro na proximidade da sua foz, junto ao lugar de Barca. Está prevista a substituição não só destas duas pontes por outras com melhores condições de circulação como também o restabelecimento das vias de comunicação afectadas pela albufeira, que nas proximidades das duas pontes totalizam uma extensão de cerca de 450 metros, melhorando as funcionalidades actuais.

Vai haver criação de emprego localmente?

Está prevista a criação de 1 000 novos postos de trabalho directos no pico máximo da construção e estima-se que serão criados até 3 000 postos de trabalho indirecto. Admite-se, à semelhança do que se tem verificado noutros projectos semelhantes, que uma parte destes novos postos de trabalho seja ocupada com recurso à contratação de mão-de-obra local. A construção do empreendimento, que se prolongará por cerca de 5 anos, envolve um volume de investimento elevado, que em parte será um estímulo para a economia local, designadamente através da aquisição de bens e serviços por parte da obra e desenvolvimento de actividades ligadas à hotelaria, qualquer delas potenciadora da criação indirecta de emprego. Na fase de exploração, a criação do plano de água permitirá o desenvolvimento local e regional essencialmente pela atractividade da zona da albufeira que terá condições para o desenvolvimento de actividades turísticas e de lazer, também elas potenciadores da criação de emprego.

Além da criação de emprego, que outros benefícios traz esta barragem para as povoações?

A exploração da albufeira será efectuada com variações de nível da água que no máximo atingirão os 3m, criando assim um plano de água estável propício à promoção de actividades turísticas baseada na valorização dos recursos naturais e patrimoniais da região. Constituirá, ainda, uma reserva de água estratégica, podendo servir vários fins, nomeadamente o combate a incêndios, abastecimento de povoações e rega.

Que quantidade de energia vai produzir este aproveitamento hidroeléctrico do Fridão?

Está previsto que o aproveitamento associado à barragem do Fridão tenha uma produção em termos médios anuais de cerca de 300 GWh. Para dar uma ideia da ordem de grandeza deste valor, ele é equivalente ao consumo anual previsto para daqui a dez anos na totalidade dos concelhos da
sua área de influência. Esta produção será conseguida por meio de um grupo gerador com 238 MW, que utiliza para esta potência um caudal do rio de 350 m3/s. Estima-se que a produção média anual referida, conseguida a partir de uma fonte de energia renovável, evite a emissão de cerca de 100 mil toneladas de CO2 anuais, contribuindo assim para a redução da emissão de gases com efeito de estufa, e que permita evitar uma importação de combustíveis fósseis, avaliada em cerca de 46 milhões de m3N/ano se considerarmos como combustível substituído o gás natural.

Vai haver ou não afectação do clima, por exemplo aumento de nevoeiros?

A EDP encomendou um estudo à Universidade Técnica de Lisboa, incluído no Estudo de Impacte Ambiental, com o objectivo de identificar as afectações climáticas na região devidas à criação da albufeira e sua influência na produção de vinho verde. Este estudo mostrou que o acréscimo de nevoeiro que poderá ocorrer não será muito significativo, pelo que, não é previsível que haja influência na vida das populações ou afectação da produção de vinho na região.

Em que ano está previsto o início da obra?

No planeamento deste aproveitamento, e atendendo a que há várias actividades que têm que ser efectuadas de forma articulada e sequencial, nomeadamente a emissão da DIA (Declaração de Impacte Ambiental) e posterior elaboração do Projecto de Execução e adjudicação da obra, prevê-se o seu início em meados de 2011.

Quando vão começar a expropriar terrenos e casas afectadas?

As expropriações serão efectuadas em duas fases com prioridades distintas. A primeira incidirá sobre os terrenos directamente afectados pelas frentes de obra, nomeadamente zonas onde serão implantadas as barragens, central e acessos de obra, que terão que estar concluídas previamente ao início dos trabalhos. Seguir-se-ão as expropriações dos terrenos e outro património afectado pelos planos de água, que será uma actividade que ocorrerá ao longo da construção, tendo que estar concluída previamente ao enchimento da albufeira.

Em que ano está previsto o enchimento da albufeira?

Está prevista a entrada em exploração durante o ano de 2016, pelo que previamente terá que se proceder ao enchimento da albufeira.

Se um habitante da região considerar que vai ser afectado pela obra o que poderá fazer?

Qualquer pessoa ou entidade que considere que pode ser afectada ou que tenha qualquer questão a colocar, pode, para o efeito, contactar a EDP por meio de carta ou correio electrónico (barragem.fridao@edp.pt) havendo o compromisso de que as questões que cheguem serão devidamente consideradas e sempre respondidas. Outra forma de ter um papel activo no desenvolvimento deste processo é a participação no período de consulta pública, que decorrerá entre 18 de Dezembro e 15 de Fevereiro, sendo a APA (Agência Portuguesa do Ambiente) a entidade responsável por esta actividade. Com o objectivo da população da região conhecer melhor o projecto, suas afectações previsíveis e medidas de compensação ou minimização previstas no EIA (Estudo de Impacte Ambiental), as autarquias e juntas de freguesia terão documentos associados a este estudo, que estarão disponíveis para serem consultados pela população em geral.

António Pacheco Castro (EDP), in Ecos de Basto - Dezembro de 2009

domingo, 3 de janeiro de 2010

PNBEPH - Barragem de Fridão: Mensagem de Rebordelo em apoio à «Causa» do Tâmega

PNBEPH - Barragem de Fridão
Mensagem de Rebordelo em apoio à «Causa» do Tâmega

Ponte de Arame (rio Tâmega) - Rebordelo - Amarante

Sou natural da freguesia de Rebordelo, Amarante. Já fui jogador profissional de rugby em França, e estou desgostoso por essa barragem [de Fridão] que querem construir.
Será que e para fazer desaparecer a ponte de arame que, coitada, está toda estragada e não há um político que mexa o cu da cadeira. Se fosse para meter dinheiro no bolso deles aí já eram o os primeiros a fazer algo, mas como é uma velha ponte só fazem coisas para a destruir.
Por isso vos peço um plano da albufeira para eu próprio confirmar se a ponte terá riscos de ficar destruída ou não. É que alguém tem que agir, e o 25 de Abril existiu, por isso o povo é quem mais ordena.
Então, se não tiver mais ajudas e companhias a ponte não será destruída, para a destruir terão que me destruir também com a ponte.
Sem mais assuntos de momento, ficarei à vossa inteira disposição para discussões e outras coisas. Se não somos nós, filhos da terra, a defender o que é o nosso património ninguém mais o faz por nós.

Daniel Davide Ribeiro Riga - 3 de Janeiro de 2010

sábado, 2 de janeiro de 2010

Em 2010: Campanha pelo Tâmega

Em 2010
Campanha pelo Tâmega

Porque a editora deste blogue não é pressionável, hoje volto ao Tâmega e faço dele a minha primeira página.
Porque a editora deste blogue não é pressionável, hoje volto ao Tâmega que corre agora cheio, revolto, furibundo, prenhe de Inverno, aparentando uma normalidade perdida há muito.
Aproveito para pedir a todos os bloggers, que por aqui passarem, o favor de levarem este selo e o publicarem nos respectivos blogues.
Porque juntos formaremos uma corrente forte e imparável, na defesa de um bem precioso e comum, na defesa de um rio chamado Tâmega.


Anabela Magalhães, in Anabela Magalhães - 2 de Janeiro de 2010

Movimento proTEJO anuncia queixa na UE por "incumprimento sistemático" da Lei Comunitária da Água (Lusa)






Directiva Comunitária da Água:
Movimento proTEJO anuncia queixa na UE por "incumprimento sistemático" da Lei Comunitária da Água

Abrantes, Santarém, 02 Jan (Lusa) - O porta-voz do movimento proTEJO disse à agência Lusa que vai apresentar uma queixa à Comissão Europeia pelo "incumprimento sistemático e abusivo" da Lei Comunitária da Água, por parte do Estado espanhol.
Paulo Constantino, porta-voz português da associação, que conta com a adesão de meio milhar de cidadãos e de 21 organizações portuguesas e espanholas, afirmou que a proposta espanhola de reposição das águas do rio Tejo é "uma afronta ao ambiente e à política europeia da água" e que recusa "liminarmente" a política de transvases espanhola, considerando que "podem e devem ser implementadas alternativas aos transvases"".
Segundo o representante, as "tensões recentes" entre Portugal e Espanha motivaram uma "falsa esperança" na determinação do Estado português em exigir que a política de transvases espanhola permitisse a ambos os Estados membros alcançar o bom estado das águas em 2015, cumprindo a Directiva Quadro da Água.

Lusa, in sapo.pt - 02 de Janeiro de 2010

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Mistic River versus Programa Nacional de Barragens - O rio Tâmega, Amarante e a EDP sobre Fridão

Mistic River versus Programa Nacional de Barragens
O rio Tâmega, Amarante e a EDP sobre Fridão

Tâmega Mistic River versus EDP

...EDP propõe-se aprisionar o Tâmega

A barragem de Fridão ameaça segurança da cidade de Amarante

...liquida o rio Tâmega e coloca em risco a zona ribeirinha de Amarante

Artur Freitas (cor.), in YouTube - 31 de Dezembro e 1 de Janeiro de 2010

Amarante pré-EDP/Barragem de Fridão

Amarante pré-EDP/Barragem de Fridão


A EDP garante que construirá aqui uma pista de Águas Bravas para substituir a que a Barragem de Fridão vai submergir...

Artur Freitas (cor.), in YouTube - 1 de Janeiro de 2010

Construção de barragens e erosão costeira: Não pode ser!

in Notícias Sábado' 203 (p. 8) - de 28 de Novembro a 4 de Dezembro de 2009

PNBEPH: Amarante e o Tâmega versus Barragem de Fridão - Mais um contributo para o debate

PNBEPH - Amarante e o Tâmega versus Barragem de Fridão
Mais um contributo para a realização do debate

M. Jorge Carneiro, in YouTube - 29 de Dezembro de 2009

Amarante: EIA da barragem de Fridão - Consulta pública até 15 de Fevereiro




Jorge Sousa, in repórter do marão n.º 1228 - Ano 25 (p. 16) - de 28 Dez a 11 Jan '10

MCDT - Em 2010 o nosso coração está com o Tâmega

PNBEPH - Barragem de Fridão
.
Em 2010
o nosso
está com
o Tâmega
.