quarta-feira, 8 de julho de 2009
ONGAs boicotam concurso 2009 para o Fundo EDP Biodiversidade.
ONGAs boicotam concurso 2009 para o Fundo EDP Biodiversidade
Oito Organizações Não Governamentais de Ambiente (ONGAs) boicotam o concurso de 2009 para o Fundo EDP Biodiversidade – “como protesto contra a campanha falaciosa” da empresa, segundo se lê num comunicado a que teve acesso o «CiênciaHoje» («CH»).
As principais ONGAs dizem: “Não Obrigado! Abdicamos do Fundo EDP Biodiversidade enquanto persistirem na mentira de que as grandes barragens constituem um benefício para a protecção da natureza”.
A EDP lançou recentemente a campanha em conjunto com o Ministério do Ambiente; no entanto, as associações alegam “omissão de custos ambientais e sociais”. Acrescentando que repudiaram a iniciativa e pediram à empresa “honestidade nas suas posições públicas”.
A empresa eléctrica explica no site que o programa em causa prevê “financiar projectos associados à promoção e recuperação da biodiversidade”. O fundo é constituído por um montante 2,5 milhões de euros, a ser utilizado até ao ano de 2011. Podem candidatar-se entidades públicas ou privadas, sem fins lucrativos, que demonstrem ter competências técnicas no domínio da conservação da natureza e até agora já foram recebidas 105 inscrições.
Um júri formado por personalidades independentes reconhecidas nas áreas de Ambiente e Biodiversidade elementos da EDP avaliará as propostas seleccionadas. As candidaturas estão abertas até final do mês corrente (dia 31 inclusivamente).
Domingos Leitão, coordenador do Programa Rural da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), sublinhou ao «CiênciaHoje»: “Não temos nada contra a existência do fundo, mas sim contra a campanha mediática, que embora muito bem montada, está errada quando diz que as barragens trazem benefícios para a conservação da biodiversidade”.
O coordenador da SPEA refere ainda que estas construções “afectam gravemente a natureza e o funcionamento das redes hidrográficas”, para além de serem nocivas para aldeias e campos de cultivo, “fazendo mesmo com que desapareçam”, defendendo nomeadamente que tanto as Nações Unidas como a Agência Europeia do Ambiente atestam “a mentira”.
Prós e contras
Um relatório da Comissão Mundial das Barragens, criado pelas Nações Unidas para avaliar os prós e contras destas construções, conclui: “As grandes barragens construídas para oferecer serviços de irrigação, gerar electricidade e controlar inundações, no geral, não alcançaram as suas metas físicas, não recuperaram os seus custos e são menos lucrativas em termos económicos do que o esperado; provocaram a destruição de florestas e habitats selvagens, o desaparecimento de espécies, a degradação das áreas de captação a montante, a redução da biodiversidade aquática e o declínio dos serviços ambientais prestados pelas planícies aluviais a jusante (ecossistemas de rios e estuários e ecossistemas marinhos adjacentes)”. O comunicado assinala ainda que “não é possível mitigar muitos dos impactos sobre os ecossistemas e a biodiversidade e entre 40 e 80 milhões de pessoas foram fisicamente deslocadas em todo o mundo”, devido a estas barreiras artificiais.
Apesar de tudo, as associações reconhecem os benefícios “na produção de energia eléctrica em alternativa à utilização de combustíveis fósseis”, mas sempre enfatizando que “nunca se traduzem nas vantagens anunciadas e as medidas de compensação não ultrapassam os danos causados”, dando o exemplo dos casos do Alqueva, Odelouca e Baixo Sabor. O Programa Nacional de Barragens, com Elevado Potencial hidroeléctrico, já aprovado prevê a construção de dez novas grandes barragens.
EDP não reage
Contactada pelo «CH», fonte oficial da EDP escusou-se de fazer qualquer comentário, referindo que “a empresa não está a reagir às acusações formalizadas”.
Neste sentido, as principais ONGA de Portugal decidiram prescindir de candidatar-se ao Fundo EDP Biodiversidade 2009, (no valor de 500 mil euros), como forma de protesto e em nome da transparência e da verdade sobre os impactos negativos derivados destas construções.
No total, oito ONGAs são aderentes ao boicote: a Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza, SPEA, GEOTA – Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente, Liga para a Protecção da Natureza, Aldeia, Fapas (Fundo para a Protecção dos Animais Selvagens), CEAI (Centro de Estudos da Avifauna Ibérica) e a COAGRET – Confederação Ibérica de Movimentos que Defendem os Rios e os Afectados pelos Rios Destruídos. Estas organizações entendem que deverão continuar o protesto até que haja uma alteração das posições relativamente à campanha.
Marlene Moura, in CiênciaHoje – 07 de Julho de 2009
terça-feira, 7 de julho de 2009
Barragem do Sabor: Alteração à lei das expropriações "dá demasiado poder à EDP" - deputado do PSD
Bragança, 06 Jun (Lusa) – O deputado do PSD por Bragança Adão Silva considerou hoje que a alteração à lei das expropriações "dá à EDP um poder discricionário que pode prejudicar milhares de proprietários de terrenos" na barragem do Baixo Sabor.
A Assembleia da República aprovou sexta-feira uma proposta do Governo de alteração à lei das expropriações para agilizar o processo da barragem do Baixo Sabor em construção no concelho de Torre de Moncorvo, no sul do Distrito de Bragança.
"A proposta pode dar à EDP demasiado poder e deixar numa posição frágil os milhares de proprietários de terrenos", considerou o deputado social-democrata.
Adão Silva, que é também presidente da distrital de Bragança do PSD, realçou ter defendido sempre a construção da barragem e que a lei em causa é "devidamente importante", porém entende que "o Governo pode ter dado excessivo poder discricionário à EDP".
"Devia haver um mecanismo de ponderação que defendesse os proprietários para evitar que a EDP venha a prejudicar os cidadãos", afirmou.
O parlamentar referiu que muitos deste proprietários são "gente em geral rústica, idosa, com pouco discernimento para burocracias".
O PSD absteve-se na votação à proposta de lei do Governo aprovada, sexta-feira, na Assembleia da República, pela maioria socialista.
HFI. /Lusa, in Expresso - 7 de Julho de 2009
No valor de 500 mil euros - Ambientalistas boicotam fundo da EDP para a biodiversidade
Ambientalistas boicotam fundo da EDP para a biodiversidade
Oito associações de defesa do Ambiente vão boicotar a edição de 2009 do Fundo EDP Biodiversidade, no valor de 500 mil euros, em protesto contra uma campanha publicitária que a empresa lançou este ano, associando as barragens à protecção da natureza. Para as próximas semanas estão previstas outras acções de protesto.
“Esta publicidade junta a calúnia à injúria”, comentou João Joanaz de Melo, representando o Geota. “Passar a mensagem de que as barragens são boas para o Ambiente quando, na verdade, são extremamente destrutivas é algo indigno para a EDP”, disse ao PÚBLICO.
Este ano, oito associações – Quercus-Associação Nacional de Conservação da Natureza, LPN (Liga para a Protecção da Natureza), Geota (Grupo de Estudos do Ordenamento do Território e Ambiente), CEAI (Centro de Estudos da Avifauna Ibérica), Aldeia, Fapas (Fundo para a Protecção dos Animais Selvagens), Coagret (confederação ibérica de movimentos que defendem os rios e os afectados pelos rios destruídos) e Spea (Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves) – decidiram não se candidatar aos 500 mil euros do Fundo da EDP, cujo prazo para apresentação de candidaturas termina a 12 de Julho.
“A nossa acção é um sinal de alarme, uma posição de princípio e uma denúncia contra a política errada do Governo de promover as barragens” e também “contra a hipocrisia e o branqueamento de acções pela EDP”, explicou Joanaz de Melo, engenheiro do Ambiente e docente na Universidade Nova de Lisboa.
Em comunicado divulgado ontem, as associações argumentam que a campanha se destina a “convencer os cidadãos de que as grandes barragens trazem benefícios consideráveis para a natureza, omitindo os custos ambientais e sociais por demais evidentes”.
As grandes barragens, acrescentam, “nunca se traduzem nos benefícios múltiplos previamente anunciados”. Além disso, “as medidas de compensação obrigatórias no quadro do licenciamento não ultrapassam os danos causados”.
Este é o mais recente capítulo de um enredo que dura há vários anos entre ambientalistas e o Governo e EDP. Em 2007, o Governo apresentou o Plano Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico (até 2020), reforçando a sua aposta. Se o Governo vê nas barragens uma fonte de energia limpa, com capacidade para reduzir as emissões poluentes das centrais térmicas, e uma fonte de postos de trabalho, os ambientalistas denunciam as barragens como destruidoras de ecossistemas e obras com poucos benefícios sociais.
“Em Portugal existe o mito de que as barragens são uma energia limpa”, considerou Joanaz de Melo. “Seria dez vezes mais barato o Governo apostar na eficiência energética”. Além disso, estas criam postos de trabalho temporário. “Poderiam ser criados mais empregos com outro tipo de projectos de investimento público, como a requalificação urbana”, exemplificou.
O ambientalista avançou que “para as próximas semanas já estão previstas outras acções relacionadas com este dossier” e garantiu que as organizações estão “dispostas a negociar com quem quiser negociar”.
Contactada pelo PÚBLICO, a EDP escusou-se a comentar o assunto. A campanha publicitária em causa terminou no final de Maio.
O Fundo EDP Biodiversidade – que tem 2,5 milhões de euros para aplicar até 2011 – foi lançado em 2008, ano em que recebeu 105 candidaturas. Os projectos vencedores foram o BrioAtlas Portugal, Movimentos locais e regionais do Sisão e Plano Nacional de Conservação da lampreia-de-rio e da lampreia-de-riacho.
Helena Geraldes, in Público - 7 de Julho de 2009
Comunicado - AS ORGANIZAÇÕES NÃO GOVERNAMENTAIS DE AMBIENTE DIZEM “NÃO OBRIGADO!” AO FUNDO EDP BIODIVERSIDADE PARA 2009
7 de Julho de 2009 (embargo às 5h da manhã)
AS ORGANIZAÇÕES NÃO GOVERNAMENTAIS DE AMBIENTE DIZEM “NÃO OBRIGADO!” AO FUNDO EDP BIODIVERSIDADE PARA 2009
As Organizações Não Governamentais de Ambiente boicotam o concurso de2009 para o Fundo EDP Biodiversidade como protesto contra a campanha falaciosa da EDP. As principais ONGA dizem: “Não Obrigado! Abdicamos do Fundo EDP Biodiversidade enquanto persistirem na mentira de que as grandes barragens constituem um benefício para a Protecção da Natureza.”
Apesar de alguns benefícios nomeadamente na produção de energia eléctrica em alternativa à utilização de combustíveis fósseis, as grandes barragens têm um forte impacte sobre ecossistemas muito importantes, nunca se traduzem nos benefícios múltiplos previamente anunciados, e as medidas de compensação obrigatórias no quadro do licenciamento não ultrapassam os danos causados. As barragens de Alqueva, Odelouca e Baixo Sabor são exemplos disso e está neste momento aprovado o Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico, que prevê a construção de 10 novas grandes barragens. Com medidas de uso eficiente da energia seria possível poupar a mesma electricidade que todo o programa de barragens pretende produzir, com um décimo do investimento e com consequências sociais e ecológicas positivas em vez de negativas.
A EDP lançou recentemente uma campanha enganosa, com o beneplácito do Ministério do Ambiente, para convencer os cidadãos de que as grandes barragens trazem benefícios consideráveis para a natureza, omitindo os custos ambientais e sociais por demais evidentes. As Organizações Não Governamentais de Ambiente (ONGA) repudiaram esta campanha e pediram à EDP honestidade nas suas posições públicas.
Uma vez que a referida campanha continua em curso, as ONGA entenderam que devem continuar o protesto para que os Portugueses conheçam a verdade sobre os impactes negativos das grandes barragens nas pessoas e no ambiente. Segundo a Organização da Nações Unidas e a Agência Europeia do Ambiente, as grandes barragens não alcançaram as metas físicas, sociais e económicas previstas, provocam a destruição dos habitats naturais e o desaparecimento de espécies, não sendo possível mitigar a maior parte dos impactes causados sobre os ecossistemas e a biodiversidade, resultando num balanço líquido total negativo. A EDP nunca apresentou os resultados da implementação de medidas de compensação em empreendimentos semelhantes demonstrando que o estado de conservação de espécies e habitats supera o anterior à sua construção.
Neste sentido, as principais ONGA de Portugal decidiram prescindir de candidatar-se ao Fundo EDP Biodiversidade 2009 (este ano no valor de 500 milhares de euros), como forma de protesto e em nome da transparência e da verdade sobre os impactes negativos das grandes barragens. As ONGA não se opõem à existência de fundos de Conservação da Natureza promovidos pelas empresas - o conceito é certamente louvável. As ONGA censuram, sim, a postura hipócrita da EDP que compromete a coerência e honestidade da sua política de responsabilidade ambiental e social através de publicidade enganosa sobre os impactes negativos da sua actividade.
Por tudo isto, as ONGA abaixo indicadas dizem “Não Obrigado! Abdicamos do Fundo EDP Biodiversidade enquanto persistirem na mentira de que as grandes barragens constituem um benefício para a Protecção da Natureza.”
ONGA aderentes ao boicote:
Para mais informações:
LPN: Carlos Teixeira (96 9123210)
COAGRET: Pedro Couteiro (96 9761301)
FAPAS: Paulo Santos (96 7064913)
GEOTA: João Joanaz de Melo (96 2853066)
Quercus: Nuno Sequeira (93 7788474)
SPEA: Domingos Leitão (96 9562381)
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Barragem [de Fridão] sempre na baila

Barragem [de Fridão] sempre na baila
Rui Feio, in O Jornal de Amarante, N.º 1518 (p. 2) - 25 de Junho de 2009
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Movimento vai ser ouvido na Presidência da República - A luta continua
Movimento cívico contra o transvase do Olo e Barragem de Fridão vai ser ouvido na Presidência da República
O Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega viu confirmado o seu pedido de audiência na Presidência da República.
No dia 21 do corrente mês de Julho, pelas 14.30 h, uma delegação representante do Movimento irá apresentar em Belém os seus argumentos, documentados no Manifesto – Salvar o Tâmega e a Vida no Olo, configurando-se esta iniciativa como uma importante conquista na luta que mais de dois milhares de signatários corporizam na petição on line que ainda se encontra disponível na Internet.
De baixo para cima, através da união de milhares de cidadãos que se insurgem contra a destruição do Tâmega e Olo, passo a passo, a luta continua!...
Alfredo Pinto Coelho, in O Chato - 2 de Julho de 2009
Presidência da República vai receber Movimento Cidadania para o Desenvolvimento do Tâmega
Uma delegação do «Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega», vai ser recebida pela Assessoria para a Ciência e Ambiente da Presidência da República.
Esta reunião, está marcada para as 14,30 horas do dia 21 de Julho, e nela, aquele Movimento Cívico, irá fazer a defesa dos princípios documentados no Manifesto «Salvar o Tâmega e a Vida no Olo», a que já fizemos referência neste blogue e que podem ser consultados em:
http://cidadaniaparaodesenvolvimentonotamega.blogspot.com/
in Por Amarante Sem Barragens - 2 de Julho de 2009
quinta-feira, 2 de julho de 2009
MOÇÃO “PELO TÂMEGA LIVRE DA PRESSÃO DAS BARRAGENS” INVIABILIZADA POR MEMBROS DE AMARANTE
Teve lugar no dia 29 de Junho de 2009, em Penafiel, no Auditório do Pavilhão de Feiras e Exposições (Agrival) a terceira sessão ordinária da Assembleia Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa (CIM-TS) onde, entre outros assuntos, fez parte da sessão de trabalhos a discussão da moção “Pelo direito à vida no vale do Tâmega! Pelo Tâmega livre da pressão das barragens”.Com início pelas 21 horas e uma agenda de trabalhos curta, em que o Presidente do Conselho Executivo do Comunidade circunstanciou as actividades desenvolvidas no curto período de existência da CIM-TS, a reunião ficaria marcada pelo debate ocorrido em torno da moção “Pelo direito à vida no vale do Tâmega! Pelo Tâmega livre da pressão das barragens”, subscrita pelos deputados amarantinos José Emanuel Queirós e Luís van Zeller de Macedo.
Apresentada no período “antes da ordem do dia”, e defendida pelo primeiro dos seus subscritores, seguindo as deliberações tomadas pela Assembleia Municipal e pela Câmara de Amarante contra a construção da barragem de Fridão, a moção exortava os órgãos de soberania do Estado Português a «pôr fim à exploração insustentável dos recursos hídricos, ao cumprimento do quadro legal que estabelece o quadro institucional para a gestão sustentável das águas», incidindo especialmente na «retirada do escalão de Fridão do Programa Nacional de Barragens» e na «anulação da concessão para construção da barragem atribuída à EDP».
Quando colocado o documento à votação dos 51 membros da Assembleia Intermunicipal presentes, o resultado registaria 27 abstenções, 14 votos contra e 10 votos a favor. É de salientar o facto de a moção ter sido inviabilizada contando com os votos determinantes de Celso Freitas, Jorge Pinto e Ercília Costa, eleitos no PS para a CIM-TS em representação da Assembleia Municipal de Amarante.
A.J., in amarantejornal - 01 de Julho de 2009
terça-feira, 30 de junho de 2009
Os Vendedores de Promessas

© zwigmar
Por razões de compromisso e logística, não assisti ao debate da passada quinta-feira, que não terá sido outra coisa que não mais uma sessão de deformação sobre o complexo de Barragens do Alto Tâmega, desta vez a cargo da Iberdrola. De outro modo, a "esperteza saloia" da organização ainda não quis perceber que não há informação se não houver contraditório em cima do palanque.
Pois assim não admira, como soube de fonte segura, somado da experiência que tive com os vendedores de banha de cobra da EDP, que nem com os grunhidos de Paulo Gonzo enganam um consumidor atento, o peixe também ele bem vendido pelo mercador anafado do Pina Moura, o derradeiro peixe graúdo do coorporatburo português, das camas que a carreira política faz e grão-embaixador dos seus próprios interesses. O odre genial, provavelmente em desgraça tão mau ou pior ministro que Pinho, lá se desbragou em largar umas barbaridades como a da "água, a energia renovável por excelência". Não falou de hidrogénio, certamente. Para tycoon articulado de uma empresa de Energia, e com meio mundo de olho no Sol e na auto-suficiência, Pina Moura demonstra que tem o raciocínio de quem lhe vira demasiado moleirinha.
Pior é que no meio de toda a lata, o público mais distraído e fiel abnegado esquece-se, por momentos, de todo o rol de falsas promessas, do problema do Torrão, da falsa ideia de desenvolvimento local trazido pelas grandes represas, da tragédia da poluição do Tâmega, dos km2 solos aráveis em risco de serem irremediavelmente alagados, das bombas de metano (20 vezes com mais efeitos de estufa que o CO2) que são as barragens, das alterações microclimáticas que vão afectar desgraçadamente o cultivo do vinho verde, quase todo ele virado aquele Rio. Isto, além da bestialidade que é tornar todo um leito de rio num enorme lago, sacrificando para sempre valores patrimoniais, culturais e ambientais - em tudo igual ao crime que se quer cometer no Tua. A esta gente, não há documentário, não há livro, não há evidência, não há História que lhes mude simplesmente a grosseria. O dinheiro e o imediatismo eleitoral fala mais alto que o bom-senso.
Como habitante da Região de Basto, Cabeceiras e Arco de Baúlhe, irrita-me o entorpecimento generalizado perante este abuso arrogante, intelectualmente desonesto e humilhante muitas vezes. A filosofia da EDP e Iberdrola cruzou agora na mestria retórica de Joaquim Barreto, autarca cabeceirense e líder da distrital socialista de Braga. Sua inteligência-mor aliás, não evitou, no seu estilo fanfarão e altaneiro, de ridicularizar os movimentos do “Contra” e outras pessoas que assim se dizem só porque, segundo o querido líder (João Gonçalves que me perdoe o plágio), ”leram uns panfletos”. O exímio de defensor dos “interesses da maioria” – fraco democrata só pela infeliz declaração – que nunca quis ouvir as outras partes na questão, limita-se, aparentemente, a sorver sem filtro tudo o que Pina Moura, Sócrates, socratistas e Mexias lhe introduzem na entrada USB. E razão para quê duvidar, se daquelas mentes vem toda a sabedoria e verdade do mundo?
Vítor Pimenta, in Avenida Central - 30 de Junho de 2009
RIOS DA NOSSA VIDA: TÂMEGA VERSUS BARRAGENS
Ao que se julga tudo começou no mar. No início tudo era água e do seu seio emergiu vida. E de tal modo que em cada 100kgs de massa humana pelo menos 60 são peso de água. A partir de então tudo se foi processando a um ritmo para lá do humano paulatina e sabiamente ao longo de milhões e milhões de anos até que chegámos à Mesopotâmia estávamos no VI milénio a.c.
Numa faixa de terra entre os rios Tigre e o Eufrates (é também este o significado da palavra “Mesopotâmia” Entre-os-Rios), lembraram-se um belo dia de armazenar para anos de menos fartura agrícola o excedente da produção. Assim quando as colheitas fossem menos boas haveria para trocar ou melhor “vender”.
Estava dado o primeiro passo para o surgimento da moderna economia tal como a conhecemos hoje. Certamente menos sofisticada infinitamente mais transparente e justa que a dos nossos dias mas nos princípios fundamentais era a mesma.Com o decorrer dos tempos a troca directa de produtos deu lugar à moeda. Estava inventado o dinheiro…
Nasceram e morreram civilizações e os rios lá continuaram na sua tarefa paciente de moldar…. Terras pedras e gentes.
Há estudos a provarem que muitos homens e mulheres que em alguma altura das suas vidas tiveram um rio por perto são mais propensos a grandes coisas ou coisas grandes. Amarante por exemplo uma pequenina aldeia-cidade: Teixeira de Pascoaes Amadeo de Souza-Cardoso António Carneiro Acácio Lino António Cândido o próprio S. Gonçalo Agostina Bessa-Luís Alexandre Pinheiro Torres Eduardo Pinto Ricardo Carvalho Nuno Gomes António Pinto vários campeões mundiais na área da canoagem Ana Moura e perdoem-me os de quem não me consegui recordar. Todas estas personalidades… será ao Tâmega e aos seus nevoeiros que ficaram a dever parte do seu sucesso? Talvez sim talvez não…
Viver junto aos rios nem sempre foi seguro já que por lá abundavam os animais ferozes e outros perigos que espreitavam por detrás dos densos arvoredos. Por isso muitos foram os povos que em tempos recuados preferiram habitar os pontos mais altos das regiões numa clara atitude de auto-defesa.
Mas os rios cujas águas corriam lá em baixo ao longe não paravam de acicatar a curiosidade dos nossos antepassados: fosse porque engrossassem repentinamente os seus caudais umas vezes tornando-se ruidosos e agressivos arrastando consigo tudo o que se lhes opusesse: fosse porque outras vezes deslizassem pachorrentos transformados em imensos espelhos de água reflectindo o Sol e a Lua divindades por todos adoradas e temidas emprestando-lhes também a eles rios vida e misticismo próprios.
Quando os materiais utilizados no fabrico de armas se tornaram mais resistentes maneáveis e eficazes aqueles homens movidos pelo espírito de descoberta não levaram muito tempo a descer dos seus abrigos das alturas os “crastos” acabando por se fixar perto das margens num dia-a-dia bem mais generoso: havia caça materiais para a construção de abrigos conheceram os frutos descobriram a agricultura aprenderam a pesca construíram jangadas e depois barcos. Não mais pararam de subir e descer os vários cursos de água descobrindo trocando e misturando-se.
Não foi diferente com o rio Tâmega. Também ele foi idolatrado como um deus em determinadas épocas da sua existência. É sobre ele que quero escrever… para memória futura… agora que o vão amordaçar com a construção de quatro barragens.
Nasce na Serra de S. Mamede em Espanha correndo desde aí até ao Douro onde desagua em Entre-os-Rios numa extensão de cerca de cento e cinquenta quilómetros cento e trinta dos quais em território luso.
Não é um rio qualquer o Tâmega. De águas bravas rebelde e caprichoso corre por entre gargantas apertadas e encostas abruptas inacessível em muitos pontos do seu percurso. Mas quando se espraia como que a recuperar o fôlego faz a delícia de naturalistas pescadores amantes de desportos aquáticos campistas namorados e outros românticos pensadores.
Quem por aí se deixou envolver por ele não mais o esqueceu não mais o esquecerá.
Os reencontros sempre estarão carregados de emoções e recordações: o primeiro beijo os banhos retemperantes os momentos de meditação os silêncios os pássaros aquele barbo enorme os mabecos os javalis as rãs as noites mágicas da enguia a lua e as fogueiras que crepitavam até ao amanhecer.
Um dia tudo isto não será mais.
Restará apenas a memória de um passado submerso mas vivo. É a força dos Atlantes…
Jacinto Magalhães, in Amarante Jornal - 02 de Junho de 2009
quinta-feira, 18 de junho de 2009
PNBEPH - EDP: Debate na TSF sobre a Barragem de Fridão
PNBEPH - EDP
Debate na TSF sobre a Barragem de Fridão
in O Jornal de Amarante, N.º 1517, Ano 29 (p. 3) - 18 de Junho de 2009
Ambiente: Estudo científico revela que a água do Alqueva é tóxica
Estudo científico revela que a água do Alqueva é tóxica
Aveiro, 17 Jun (Lusa) -- A água do Alqueva está contaminada por insecticidas e pesticidas, cuja concentração pode perigar a saúde humana e ultrapassa os limites europeus, revela um estudo de um grupo de investigadores da Universidade de Aveiro.
De acordo com o estudo científico a que a Lusa teve acesso, foi detectada "a presença de níveis perigosos de insecticidas no Rio Guadiana e que podem representar perigo para a saúde humana".
O estudo foi levado a cabo por investigadores do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM) e do Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro, em colaboração com outros colegas portugueses, e destinava-se a determinar os efeitos sobre organismos aquáticos de pesticidas presentes na água do Rio Guadiana.
in Notícias Sapo - Lusa -17 de Junho de 2009
A campanha da EDP sobre barragens: «a mais hipócrita das ofensivas de propaganda do tempo recente»
(...)
2) A campanha de «informação» da EDP sobre barragens e sobre a conservação da natureza é um primor de profissionalismo e eficácia. Revela também que sobejam para aqueles lados os recursos financeiros que a crise nega ao comum das empresas. E apresenta aquela que deve ser já a mais hipócrita das ofensivas de propaganda do tempo recente.Antecipando-se à contestação certa, a EDP quase nos convence que as barragens que construirá — por exemplo o Baixo Sabor, entre outras — são indispensáveis à fauna e flora daqueles locais. Mas a Natureza, ali, não sabe nadar. As espécies que se podem contemplar nos anúncios da EDP, voando felizes, serão aquelas mais afectadas pela construção das barragens. As paisagens que constam nos painéis e anúncios de página… desaparecerão para todo o sempre. A campanha de informação… desinforma, vende ilusões, pura realidade virtual. Para defender a construção de barragens, usem-se outros argumentos, que os haverá talvez. Mas não nos encham os olhos com miragens, nem usem milhões para vender uma bem urdida ilusão, uma milionária mentira!
Bernardino Guimarães
(Publicado no JN hoje, 9/5/09)
terça-feira, 16 de junho de 2009
AMBIENTE - Rio Tâmega preocupa ambientalistas
Rio Tâmega preocupa ambientalistas
(...)
Na perspectiva de João Branco, o Tâmega poderá ser o rio com pior qualidade da região. O facto de atravessar um vasto percurso, cruzando várias povoações, sustenta a afirmação do ecologista. “O rio já vem de Espanha, percorre várias localidades, como Chaves e arredores, depois Vidago e Mondim. Nesse trajecto, apanha com muita matéria orgânica, essencialmente esgotos domésticos e também alguns efluentes de baterias e explorações animais.” Esta grande travessia feita pelas águas do Tâmega faz com que “por exemplo, na barragem do Torrão, aquilo fique completamente impraticável, morrem os peixes todos e a água é tóxica”, desabafou. Segundo João Branco, basta colocar no site do “Youtube” a expressão “rio Tâmega” e “os primeiros vídeos que aparecem são imagens da poluição existente nesse curso de água”.
(...)
Daniel Faiões, in Mensageiro Notícias - 8 de Outubro de 2008
Manifestação da Quercus na barragem de Belver (Abrantes)
Manifestação da Quercus na barragem de Belver
RTP
SIC
TVI
http://www.tvi24.iol.pt/artmedia.html?id=1069647&pagina_actual=1&tipo=2
in QuercusTv - 15 de Junho de 2009
Quercus contra o Programa Nacional de Barragens e a campanha publicitária da EDP
«A Quercus manifestou-se ontem contra o Plano Nacional de Barragens e a campanha publicitária da EDP. O protesto pacífico levou os ambientalistas a fechar o paredão da barragem de Belver, em Mação."Pretende-se chamar a atenção para os enormes impactes ambientais negativos que decorrerão do avanço do Programa Nacional de Barragens, aprovado pelo Governo", explicou a Quercus em comunicado. A organização assegura que o mesmo "colocará em perigo diversos valores naturais".» [Correio da Manhã]
Vítor Pimenta, in O Mal Maior - 14 de Junho de 2009
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Não à Barragem de Fridão!
Já tive a oportunidade de chamar a atenção para o escândalo que é a construção da Barragem do Tua, que vai destruir um vale único e uma das mais belas linhas férreas do mundo.
No dia em que a TSF, no seu «Terra a Terra», dedica mais uma emissão a branquear a acção e a hipocrisia da EDP na destruição do património ambiental português, é hora de dar voz a mais uma luta, neste caso a da população de Amarante contra a Barragem de Fridão. Por toda a cidade, pude confirmá-lo pessoalmente, abundam as referências à Barragem e aos apelos à continuidade da luta.
Com a construção da Barragem de Fridão, projectada para o limite das freguesias de Fridão e Codeçoso, a 6 km de Amarante, é a existência da própria cidade que está em causa. Planeada para atingir 110 metros de altura, irá interceptar o leito do Tâmega, desviar o leito do rio Olo e pôr em causa, de forma irreversível, o caudal ecológico do Tâmega em período de estiagem. Irá pôr em causa, ainda, a integridade e eficiência do sistema de abastecimento público de águas, em consequência da libertação das águas quimicamente alteradas depois de acumuladas na albufeira. Recursos endógenos únicos serão transformados num somatório de albufeiras articuladas entre si em cascata de águas mortas. O vale do rio Tâmega será definitivamente perdido para as albufeiras.
Amarante é o resultado único do percurso do rio Tâmega. Actualmente, já tem a jusante a Barragem do Torrão – Rio de Moinhos (Marco – Penafiel), e agora passará a ter a montante a Barragem de Fridão. Ou seja, ficará completamente à mercê da imprevisibilidade geodinâmica – «uma guilhotina colectiva suspensa sobre Amarante, exposta à imprevisibilidade comportamental da geodinâmica interna geradora de algum fenómeno ocasional de causas naturais, considerado à priori de ocorrência impossível ou de considerada escassa probabilidade estatística.»
Enquanto isso, a EDP evita a discussão pública e monta gigantescas campanhas publicitárias. Como se a cidade de Amarante não existisse e como se tudo fosse apenas radicalismos ambientalistas. Deve ser essa a imagem a transmitir pelo «Terra a Terra» de hoje: só maravilhas!
r, in Aventar - 14 de Junho de 2009
domingo, 14 de junho de 2009
sábado, 13 de junho de 2009
Chaves - Populações contra barragem à cota máxima
Populações contra barragem à cota máxima
A primeira das quatro barragens que irão ser construídas no rio Tâmega já está a dar que falar. A população de Anelhe, Arcossó e Vilarinho das Paranheiras garante que a empresa que ganhou o concurso, a espanhola Iberdrola, está a estudar a hipótese de construir a albufeira à cota máxima ao contrário do que ficou definido no concurso de concessão.
Entre muitos outros “prejuízos”, a alteração deixaria submersos os melhores terrenos agrícolas das localidades. Solidária com a população, a Câmara de Chaves já decidiu enviar um documento à empresa e ao Governo onde se insurge contra a hipótese. Contactada pelo Semanário TRANSMONTANO, a Iberdrola garante que a cota definitiva só será definida pelo Estudo de Impacte Ambiental em curso.
Na passada terça-feira à noite, o presidente da Câmara Municipal de Chaves, João Batista, reuniu, em Vidago, com cerca de uma centena de pessoas das aldeias de Anelhe, Arcossó e Vilarinho. A população das três aldeias está seriamente preocupada com a construção do denominado empreendimento hidroeléctrico do Alto Tâmega, que abrange também áreas dos concelhos de Vila Pouca de Aguiar e de Boticas. Na sequência de contactos estabelecidos pela empresa que está a fazer o levantamento dos terrenos que será necessário expropriar para a construção da barragem, a população apercebeu-se que a espanhola Iberdrola, que venceu o concurso lançado pelo Governo para a construção e exploração de quatro barragens no Tâmega, está a pensar construir a albufeira à cota máxima (322). No concurso lançado, a cota base era a de 312. A alteração traz, segundo a população, muitos “prejuízos”. Segundo o presidente da Câmara de Chaves, a alteração vai abranger “quase mais 200 hectares do que o previsto. À cota que estava prevista, o concelho de Chaves praticamente não era atingido”, afirma o autarca, revelando que irá ser elaborado um documento para lembrar à empresa que “o direito que adquiriram por concurso foi à cota 312 e não à cota mais alta que agora querem construir. No texto que vai ser elaborado por um grupo de trabalho, vamos, aliás, propor uma cota inferior à que foi a concurso, sendo certo que a empresa tem o direito de não acatar”, informou ainda João Batista.
Em sintonia com a população, o autarca acredita que a construção da barragem à cota máxima trará “problemas”. “O maior problema é que a Reserva Agrícola desaparece”, argumenta Amílcar Salgado, um economista natural de Arcossó, que deverá integrar o grupo de trabalho que irá elaborar o documento a entregar à Empresa e ao Governo. Além disso, irá ficar submersa uma Estação de Águas Residuais recentemente construída. Custou cerca de um milhão de euros. Segundo Amílcar Salgado, que já foi administrador do Hospital de Chaves, à cota 322, em Vilarinho das Paranheiras, a água irá bater numa plataforma da A24. E, além disso, irá implicar com a zona de protecção das águas de Vidago, concessionadas à Unicer. E, para mais, “do ponto de vista do desenvolvimento regional, as barragens não vão ter impacto. O nosso turismo é de natureza, ora não acredito que alguém venha cá ver uma albufeira”, defende ainda Amílcar Salgado.
Confrontada pelo Semanário TRANSMONTANO com as preocupações da população e da autarquia, a Iberdrola referiu apenas que a cota definitiva será definida pela Declaração de Impacto Ambiental. “As cotas definitivas das barragens do Complexo Hidroeléctrico do Alto Tâmega serão as fixadas pela Declaração de Impacto Ambiental (DIA) que resultará do Estudo de Impacto Ambiental (EIA). O EIA está em elaboração e irá avaliar todos e quaisquer impactos”, explicou apenas Cândida Bernardo, da direcção de comunicação da Iberdrola em Portugal.
O Complexo Hidroeléctrico do Alto Tâmega, que inclui a construção de quatro barragens no rio Tâmega na área dos concelhos de Chaves, Boticas, Vila Pouca e Ribeira de Pena, foi apresentado no passado mês de Janeiro, numa cerimónia que contou com a presença de José Sócrates. De acordo com informações avançadas na altura, os empreendimentos deverão ficar concluídos até 2018 e deverão produzir energia para o consumo anual de um milhão de pessoas. A criação de cerca de 3.500 postos de empregos directos foi uma das mais valias apontadas para a defesa do investimento.
quarta-feira, 10 de junho de 2009
"Chegou o momento de travar a criminosa sanha barragista"
"(...) primeiro ministro cerrou os dentes e tocou a reunir o governo. Duvido que surta grande efeito. Espero até que o dito des-governo comece a ruir em breve. Para já, há que travar a fundo a sua alarve subserviência diante dos agarrados à mama dos grandes investimentos (Mota-Engil, Teixeira Duarte, Grupo BES, Soares da Costa, Grupo Lena e quejandos). Chegou o momento de despachar o inenarrável fumador de cachimbo Mário Lino para qualquer lugarejo perdido do Atlas. Chegou o momento de travar o bacoco líder da EDP, António Mexia, da sua criminosa sanha barragista." (...)
António Cerveira Pinto, in O António Maria - 8 de Junho de 2009
Presidente da Câmara de Montalegre: Como da Noite para o Dia

© BMarques
O temporal, que arrasou a Feira de Fumeiro, deixou-lhe os enchidos dependurados às escuras mas abriu-lhe os olhos para o facto de que a EDP, com 5 Barragens naquele concelho do Barroso, presta maus serviços e limitou-se, todos estes anos, a sugar-lhe a energia pelas turbinas. Pior, porque foi graças ao sacrifício de hectares de terreno cultivável de onde Montalegre arranca os sabores da carne que vende. «BASTA!» diz o agora alumiado Eng.º Fernando Rodrigues, "A EDP vive à custa dos municípios pobres como o de Montalegre. Aqui, nas cinco barragens do concelho pode produzir cerca de 100 milhões de euros de energia por ano, mas a justa participação do município na riqueza produzida, como elementar princípio de solidariedade, mas de justiça, resume-se a uns miseráveis 65 mil euros por ano, com culpas para o governo que não faz justiça, e permite assim aquilo que se pode classificar de enriquecimento ilícito por parte da EDP". E pronto, fica isto à atenção de outros doutores e engenheiros...
Vítor Pimenta, in O Mal Maior e avenidacentral - 8 de Junho de 2009
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Presidente da Câmara de Montalegre denuncia: Montalegre "Serviço da EDP é uma desgraça"
"Serviço da EDP é uma desgraça"
O Presidente da Câmara de Montalegre volta à carga com duras críticas ao serviço prestado pela EDP no concelho o qual o classifica como «desgraça». O desalento do autarca é tal que afirma: «A EDP vive à custa dos municípios pobres como o de Montalegre. Aqui, nas cinco barragens do concelho, pode produzir cerca de 100 milhões de euros de energia por ano, mas a justa participação do município na riqueza produzida, como elementar princípio de solidariedade, mas de justiça, resume-se a uns miseráveis 65 mil euros por ano, com culpas para o governo que não faz justiça, e permite assim aquilo que se pode classificar de enriquecimento ilícito por parte da EDP».A paciência de Fernando Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Montalegre, para com a EDP está esgotada. O fraco serviço prestado no concelho de Montalegre tem provocado as maiores dores de cabeça quer a particulares quer a instituições públicas, onde os cortes de luz têm sido frequentes. O edil lembra que «há muito que a Câmara vem solicitando intervenções à EDP para melhorar o serviço de fornecimento de energia no concelho. Apesar de há anos ter havido uma fase de muitas intervenções, o certo é que continuamos a ser mal servidos, muito mal servidos! O serviço da EDP é mesmo classificado pelos barrosões como uma desgraça!».
FEIRA DO FUMEIRO PREJUDICADA
Os exemplos são mais que muitos. Fernando Rodrigues refere: «No domingo da Feira do Fumeiro, com milhares de pessoas dentro do pavilhão multiusos e o comércio da vila cheio de gente, ficamos sem luz durante mais de duas horas. Nessa ocasião, apesar dos graves prejuízos causados ao negócio da feira, pois o certame praticamente acabou porque a falha de luz mandou toda a gente embora, mesmo assim a minha consciência não permitiu fazer críticas à EDP porque foi violento o temporal desses dias, e muitas as avarias, e não havia meios técnicos nem humanos para acudir a tudo ao mesmo tempo. Mas a EDP não respondeu nessa altura, e responde tarde e mal noutras, quando responde».
AVARIAS FREQUENTES
Sem se deter, o presidente da Câmara Municipal de Montalegre declara: «continuam avarias por reparar, postes por levantar e linhas por arranjar. E as avarias sucedem-se. Ainda na última 4.ª feira uma zona do concelho esteve sem luz durante quatro horas! Mas anteriormente houve aldeias sem energia quatro dias. Quatro dias! Na sede do concelho, que se diz estar mais bem servida, a Câmara já teve dias em que registou doze cortes de energia. E isso acontece muitas vezes. Basta um sinal de trovoada ou mau tempo lá longe e já no concelho acontecem avarias. E há zonas do concelho que quando tem uma avaria na linha, passam vários dias à candeia, com todos os prejuízos que isso acarreta».
«BASTA!»
Inconformado, Fernando Rodrigues diz que chegou o momento de dizer «basta!», até porque, sublinha, «uma região que tem 65km2 dos melhores vales agrícolas inundados pelas barragens da EDP que produzem tanta energia eléctrica para o país, é tratada desta maneira! A EDP vive à custa dos municípios pobres como o de Montalegre. Aqui, nas cinco barragens do concelho pode produzir cerca de 100 milhões de euros de energia por ano, mas a justa participação do município na riqueza produzida, como elementar princípio de solidariedade, mas de justiça, resume-se a uns miseráveis 65 mil euros por ano, com culpas para o governo que não faz justiça, e permite assim aquilo que se pode classificar de enriquecimento ilícito por parte da EDP». Sempre no mesmo tom crítico, o edil garante: «nos serviços directos à autarquia quando, por exemplo, queremos fazer uma extensão de iluminação pública, a desgraça continua. A Câmara tem de pagar o serviço à cabeça, para aparecer feito seis, oito meses e até um ano depois. Que lei é esta? Quem permite à EDP fazer isto? Mas o mais grave é que às vezes a Câmara paga e o serviço não é feito, como já aconteceu com a Câmara de Montalegre. E outras vezes vamos ver e o poste ou o candeeiro está no sítio errado».
«NÃO PODE TRATAR MAL OS MAIS FRACOS!»
A revolta do autarca, face ao serviço prestado pela EDP no concelho de Montalegre, é justificada, para além do que já foi mencionado, por variados factos: «falta de alternativas de abastecimento, equipamentos gastos e ultrapassado, rede velha, com fios que batem uns nos outros com o vento e provocam avarias, candeeiros obsoletos, sem luz, virados ao contrário, postes a estorvar, avarias, avarias, avarias! É o que a EDP, obrigada a um serviço público, nos dá como único fornecedor deste produto... A EDP é uma grande empresa nacional, merece o orgulho dos portugueses, mas não nos pode tratar mal como trata. Não pode tratar mal os mais fracos!».
LUCROS COLOSSAIS
Refira-se que o lucro da EDP - Energias de Portugal, aumentou 20,3% para 1092 milhões de euros, em 2008, o maior resultado líquido alguma vez atingido por uma empresa cotada em Bolsa. Perante os resultados, António Mexia, presidente-executivo da energética, disse que irá propor um divindendo de 14 cêntimos por acção, acima dos 12,2 cêntimos relativos a 2007. A contribuir para aqueles lucros de 2008 estiveram os ganhos financeiros, no total de 481,7 milhões de euros, mais 83,5% do que em 2007. Desse ganho, a maior fatia (405 milhões de euros) resultou da diluição da participação da EDP na EDP Renováveis, no seguimento do IPO, a que acrescem ganhos nas vendas de participações na Turbogás, Portugen, REN e Edinfor. Sem os efeitos extraordinários, o lucro ajustado subiu 7% para 925 milhões de euros, o mais elevado de sempre na empresa. As vendas de electricidade subiram 25%. Já a dívida, aumentou 18,8% para 13,9 mil milhões de euros, reflexo, nomeadamente, do aumento de desvios e défices tarifários.
in Alto-Tâmega Tv - 11 de Março de 2009
Plano Nacional de Barragens é um grande erro
A construção de mais 10 barragens em Portugal é um grande erro, pois os aumentos dos consumos de electricidade têm vindo constantemente a crescer, e o Governo português, ao construir estas 10 barragens parte do princípio que assim tem de continuar a ser.
Deste modo, não se está a apostar na melhor estratégia, que é mais eficiente, mais económica e que aposta na redução do consumo de electricidade com base no aumento da poupança e da eficiência energética.
Torna-se preocupante a falta de rigor na avaliação que é feita dos impactes ambientais, sociais, patrimoniais, e ambientais de cada empreendimento por si, assim como o efeito cumulativo das 10 barragens.
Barragem de Fridão:

A cota da barragem de Fridão, situada a cerca de 6km de Amarante é de 145, sendo a cota actual da Cidade no Mosteiro de S. Gonçalo de 62. Logo o desnível é de 83m.
Como é possível fazer propostas destas que, para além de destruir a beleza e a harmonia existente entre o património natural e o construído da cidade, são uma verdadeira ameaça à sua qualidade de vida, pelos perigos que representam para a saúde pública (má qualidade das águas) e uma ameaça permanente em termos de segurança pública.
P.S.- Façam "ouvir" a vossa opinião, deixando um comentário neste artigo
Enzo, in The Awesome Stuff - 20 de Dezembro de 2007
sexta-feira, 5 de junho de 2009
terça-feira, 2 de junho de 2009
Ainda a Barragem de Fridão
Hoje volto à carga para reforçar a ideia de perda irreparável que se verificará em Amarante se tudo o que está previsto pela construção desta malfadada barragem se vier a concretizar. Perda irreparável para Amarante e perda irreparável para cada um de nós, amarantinos que amam a terra que os viu nascer.
Anabela Magalhães, in Anabela Magalhães - 8 de Maio de 2008
Votação sobre a barragem de Fridão
Barragem de Fridão | |
Vantagens | Desvantagens |
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No dia 9 de Abril de 2008, organizámos uma votação acerca da Barragem de Fridão.
A mesma questão foi colocada a 111 membros da comunidade escolar (professores, funcionários e alunos) da Escola Secundária/3 de Amarante:
«Como sabe a construção da barragem de Fridão irá trazer benefícios para a nossa cidade, mas ao invés, traz inúmeros prejuízos a nível paisagístico, patrimonial e levantará inúmeras questões de segurança.
A pergunta que colocamos é a seguinte:
“Amarante deveria aceitar a construção da barragem de Fridão?”»
31 pessoas votaram "SIM" e 80 votaram "NÃO", o que permite concluir que a comunidade amarantina, na sua grande maioria é contra a construção da barragem de Fridão.
Enzo, in The Awesome Stuff - 6 de Maio de 2008
A EDP e os milagres do Dr. Mexia
A EDP acaba de apresentar resultados fantásticos, com aumento da facturação em plena crise. O Dr. Mexia, que revela saber mexer-se como ninguém no meio deste caos, dissertou sobre o seu milagre à imprensa. De facto, uma empresa que não vende alimentos, mas energia, que move a economia, deveria estar em linha com a evolução do mercado que se encolheu mais de 10%.
Mas não, nem a época de maior crise económica desde a 2ª Guerra, faz decrescer os lucros desta empresa. Quem é que está a pagar o pato? São os portugueses e as empresas portuguesas que têm os meios de produção mais caros do mundo, para gáudio destes gestores gananciosos que fazem o que querem como marajás das arábias. Não contentes pavoneiam-se sem que a entidade reguladora tome qualquer medida. Pergunto o que fazem aquelas lesmas pardacentas que comem no orçamento do país?
Outro sinal de pouca seriedade é a campanha publicitária que a presidência desta companhia autorizou passar acerca das barragens que aí vêm. Começa por sugerir que fazem as barragens a pensar nas populações de morcegos, de pássaros, de peixes, nos sobreiros, etc.
Quem pretendem enganar? Porque não dizem a verdade, que é técnico-científica acerca das vantagens da hidroelectricidade, as reservas estratégicas de água, a complementaridade com a eólica, etc.
Eu tenho argumentos técnicos e científicos a favor destas infra-estruturas, mas nenhum é a favor de morcegos, nem de sobreiros. Esta falsidade mina a confiança que os pilares da nossa sociedade deveriam manifestar.
Portanto, duas questões que deveriam envergonhar o dr. Mexia: os lucros de uma exploração monopolista à custa da ruína dos portugueses e a mentira desbragada numa campanha mediática falsa de muitos milhões de euros.
Mário Russo, in Clube dos Pensadores - 8 de Maio de 2009
MAIS UMA...
Desta vez foi no Brasil.
A desgraça abateu-se sobre a cidade que lhe ficava a jusante, levando a dor a algumas famílias e obrigando milhares a ser evacuados da zona inundada.
Certamente também os tinham convencido da improvabilidade de algum dia vir a acontecer um acidente como aquele!
Os técnicos estão quase sempre convencidos de que são infalíveis e que as novas tecnologias e materiais estão acima da possibilidade de qualquer surpresa!
E se nós tivermos as duas Barragens prometidas? E se um dia uma, por qualquer razão, decide pregar-nos uma partida?
ZAS (aqui não significa Zona de Auto Salvamento!), já foste...!
É que uma onda de inundação não demoraria mais de 20 minutos a chegar ao Centro da Cidade, com todo o seu poder destrutivo!
É tempo de acordar e fazer ver aos nossos governantes o grave erro que estão a cometer ao projectar a construção de 2 (DUAS !) barragens imediatamente a montante de Amarante.
Construir uma barragem de Tipo 1 a 6 Km da cidade, é uma ameaça que Amarante não merece!
A Beleza da região, a sua História e a sua riqueza patrimonial, merecem muito mais do que essa falta de respeito!
António Aires, in ForçaFridão - 29 de Maio de 2009
Tudo isto para dizer não à barragem de Fridão
Lutar vale a pena…
Decorria o ano de 2003, quando na tentativa de devolver o respeito e credibilidade a uma instituição local.
Fui chacota de falsos ditos e contraditos.
Depois daquela luta vencida, a credibilidade e o respeito restabelecidos,
Descobri em mim energia e força para novas lutas, e até experiência para enfrentar outras batalhas, descobri também que o caminho trilhado em lutas e batalhas já mais será esquecido, que nem sempre a verdade sobe, que a justiça é cega, mas vê o que mais lhe agrada, que os recrutas correctos nunca chegam a generais, que os piratas nem sempre usam uma pala preta a tapar um olho, descobrimos que afinal os homens não são o que aparentam, que os zig… zag… de uns, são autênticas linhas rectas para outros, enfim descobrimos verdades e mentiras enterradas na mais superficial camada argilosa que até o vento a destapa, mas que pela camada de verniz superficial que a embeleza passa despercebida aos olhos do mais atento dos imortais…
Disse uma vez Napoleão:
Não acordem a China…
Dizia uma sabia aldeã:
-Quanto mais nos baixamos mais nos vem o traseiro
Como disse António Ribeiro:
- Estou arrependido de não ter chegado mais cedo.
Um progressista que morreu 7 meses depois de entrar em greve de fome no Brasil.
E porque não? Pegar em frases, tão históricas quanto reais bem portuguesas bem populares.
Eles falam, falam…
Quem tem…tem medo…
Os cães ladrão e a caravana passa…
Cão que ladra não morde…
Tretas tuas, trinta e duas…
Enfim, enfim tanto e tanto que podia ser dito.
Mas …
Tudo isto para dizer não à barragem de Fridão, já nos levaram tanta coisa que um dia destes comem-nos o caldo na cabeça e nos à semelhança de outras ocasiões, baseados do princípio da educação damos-lhes umas palmadinhas nas costas e agradecemos-lhes. Com um bem-haja e muito, muito obrigado.
Merda, está na hora de nos juntarmos e não acreditarmos mais nas pessoas que nos representam e dizer chega… ou vamos esperar como fizemos ate aqui?
E depois ouvimos o Senhor lá do alto da sua poltrona a dizer a culpa é nossa porque não usamos, os serviços…
Contra tudo e todos vamos mostrar a essa cambada que também mandamos e todos juntos vamos impedir a construção da barragem em Fridão.
Lutar vale a pena!
Rodrigo Oliveira, in Corrente Natural - 14 de Novembro de 2008

















