domingo, 21 de dezembro de 2008

Humor anti-barragista

Humor anti-barragista


























 
 

«Querida, podes ligar a água?»




























«Diz "Cuidado: a água que sai desta torneira poderá estar sobre alta pressão".»


 
 

sábado, 20 de dezembro de 2008

PNBEPH - Barragem de Fridão: Mensagem de apoio à «Causa» do Tâmega na "blogosfera"

PNBEPH - Barragem de Fridão
Mensagem de apoio à «Causa» do Tâmega na "blogosfera"

Carlos Leite disse...

Boas Caros, fiquei contente por ver aqui, um fragmento de um post meu... mas quero reforçar aqui, o meu entusiasmo e a esperança que deposito neste movimento, que espero que seja útil para a nossa terra. 

E como digo espero mesmo que se estendam muito além das barragens, principalmente na apresentação de estratégias viáveis e sérias para o desenvolvimento do Vale do Tâmega (região mais pobre da Europa)... é preciso a união e a presença de todos. 

Temos que ouvir e apresentar opinião publica, é preciso pensar o Tâmega, é preciso Pensar Basto... e indiferente à região é preciso pensar, é preciso Pensar em ideias para engravidar esta terra de alegria e caçar os sorrisos da sua população.

Um bem-haja meus caros... espero por iniciativas... e contem com os meus humildes pensamentos...


Carlos Leite, comentário in Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega - 20 de Dezembro de 2008

Contra a construção da Barragem de Fridão...- Movimento cívico quer salvar o Tâmega e a vida no Olo




Contra a construção da Barragem de Fridão...
Movimento cívico quer salvar o Tâmega e a vida no Olo



Movimento de Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega conta com cidadãos de Amarante, Cabeceiras, Celorico e Mondim de Basto. No passado dia 28 de Novembro, na cidade de Amarante, efectuou-se uma conferência de imprensa de apresentação do Manifesto do Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega. Este movimento composto por cidadãos de Amarante, Cabeceiras, Celorico e Mondim de Basto, asseverou, pela voz de José Emanuel Queirós, as razões da contestação ao que o «Programa Nacional de Barragens (PNBEPH)» reserva para Amarante e para a Região de Basto. Em causa está a transformação do rio Tâmega numa albufeira (com quase 150 km de extensão) desde a fronteira com Espanha até ao concelho de Amarante, para aproveitamento hídrico pelas grandes empresas de produção eléctrica.

Este movimento denuncia, também, a possibilidade das cinco barragens, a construir na sub-bacia do rio Tâmega, "artificializarem" o rio, acelerar o processo de eutrofização, destruir o equilíbrio dos ecossistemas e interromper a vida natural, tal como a conhecemos, em torno do rio. Nomeadamente, na Região de Bastom a contestação do "Programa Nacional de Barragens" é reforçada com a possibilidade das famosas cascatas das "Fisgas de Ermelo", uma das maiores cascatas naturais da Europa, e os campos agrícolas mais férteis da Região de Basto desaparecerem com a subida das águas.

A qualidade de vida e de vivência nesta Região de Basto está inequivocamente ameaçada com este projecto, segundo o manifesto deste «Movimento» de cidadãos.

O «Movimento» reforçou que este empreendimento [construção das barragens] que suporta este programa não trará desenvolvimento para a bacia do Tâmega.

«É, simplesmente, um "retrocesso" ambiental e que visa apenas satisfazer as "apetências" das grandes multinacionais em nome de um desenvolvimento sustentável». Referindo como exemplo o "não-desenvolvimento" ligado à barragem de Torrão (Amarante) no curso do rio Tâmega.

Petição na Internet contra a Barragem já tem mais de 1300 assinaturas.

José Emanuel Queirós sustenta que «O "programa" em curso - totalmente feito em gabinete a partir de Lisboa - do ponto de vista técnico e científico é um logro (...)» e que o «Programa Nacional de Barragens» constitui, do ponto de vista ambiental e do desenvolvimento sustentável - por via da exploração exaustiva e massificada da água dos rios (do Tâmega, em particular) - uma verdadeira «patranha».

Este «Movimento» define-se como um «Movimento» de cidadãos sem qualquer conotação política, de todas idades e estratos sociais unidos na causa «Salvar o Tâmega e a vida no Olo». Causa esta, que surgiu como resposta ao "irresponsável" e "incompreensível" "silêncio" dos órgãos governativos do vale do Tâmega.


Defendem que a solidariedade local e regional em torno da causa «Salvar o Tâmega e a vida no Olo» é decisiva para a defesa do rio e da vida que dele brota. Contra o "silêncio" institucional regional, o «Movimento» propõe-se a alertar os órgãos de soberania portugueses e as populações afectadas para esta problemática. De facto existe uma petição na Internet (http://www.petitiononline.com/PABA/petition.html), com mais de 1300 assinaturas recolhidas (até ao momento), para atingir este objectivo.

Para José Emanuel Queirós, porta-voz do movimento anti-barragem, é importante transmitir às populações da bacia do Tâmega «que nada está decidido e que o processo de construção da barragem pode ser revertido».

No dia 3 de Dezembro uma delegação do «Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega» dirigiu-se a Marco de Canaveses onde entregou um exemplar do Manifesto Anti-Barragem ao presidente da República Cavaco Silva. Um acontecimento que serviu para sensibilizar o presidente para esta causa.

in Jornal O Basto - 20 de Dezembro de 2008

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Rádio Clube Português (Braga): Entrevista com o «Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega»







Rádio Clube Português (Braga)
Entrevista com o «Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega»

..................................................................................MCDT - entrevista
José Emanuel Queirós, in Rádio Clube Português (Braga) - 18 de Dezembro de 2008
Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega (Amarante)

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Mensagem de apoio à «Causa» do Tâmega na "blogosfera"

Mensagens de apoio à nossa «Causa» na "blogosfera"

Carlos Leite disse...


«(...) Caros Leitores onde estão nas Terras de Basto este envolvimento da população, nas matérias de desenvolvimento?
Quero dar um Bem-haja ao aparecimento do MOVIMENTO CIDADANIA PARA O DESENVOLVIMENTO NO TÂMEGA , e que a sua força se estenda alem da questão das barragens, por isso faço um apelo aos leitores para também se envolverem neste tipo de iniciativa ou criar novas alternativas concertadas para propor e participar em debates que visem o desenvolvimento desta terra.»

Carlos Leite, in Pensar Basto - 16 de Dezembro de 2008

PNBEPH - Programa Nacional de Barragens: Mensagem de apoio à «Causa» do Tâmega na "blogosfera"

PNBEPH - Programa Nacional de Barragens
Mensagem de apoio à «Causa» do Tâmega na "blogosfera"

Abraço esta causa e espero com esta minha postagem dê mais ampla expressão nacional. Segue-se o texto e a petição. (...)

Em face da brutal acção política do Governo contra o Tâmega/Olo e as suas populações, contida no Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico, e da manifesta incapacidade reconhecida nos órgãos do poder local (câmaras e assembleias municipais) se oporem a tal investida, um grupo alargado de cidadãos dos concelhos de Amarante, Cabeceiras de Basto, Celorico de Basto e Mondim de Basto, tomaram em mãos a iniciativa de agir contra a acção vil e mercenária de alienar os caudais dos rios Tâmega e Olo às eléctricas ibéricas EDP, S.A. e IBERDROLA, S.A., visando obstar que as populações do Baixo Tâmega se vejam espoliadas de um dos bens naturais mais preciosos da nossa região.

Deste modo, foi criado o Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega, o qual tem as suas bases programáticas para esta acção expostas em Manifesto próprio, o qual pode ser consultado na nossa página,de onde é possível aceder à Petição Anti-Barragem - Salvar o Tâmega e a vida no Olo.

Quando a Justiça bate mais forte:
Tribunal Administrativo dá razão à Plataforma Sabor Livre (in Público, 11/12/08)


Recomendo ainda a leitura do
Relatório da Comissão Mundial de Barragens (2000, pdf, traduzido em PT para a Dams.Org)

João Soares, in Bioterra -


quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Barragem do Baixo Sabor: Tribunal Administrativo dá razão à Plataforma Sabor Livre

Um exemplo a seguir no Tâmega







Barragem do Baixo Sabor
Tribunal Administrativo dá razão à Plataforma Sabor Livre

A Plataforma Sabor Livre (PSL) ganhou um novo "round" na luta contra a construção da barragem do Baixo Sabor e acusa a EDP de desrespeitar ordens judiciais.

No passado dia 3 de Dezembro, o Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa emitiu um despacho que dá razão ao pedido de providência cautelar interposto pelo grupo de organizações ambientalistas reunidas na plataforma. Segundo a Plataforma, a decisão determina a suspensão imediata das obras e a suspensão da prorrogação da validade da declaração de impacte ambiental da obra.

Neste processo polémico que se arrasta há vários anos, junta-se agora esta decisão do Tribunal Administrativo suscitada pelo facto de o contrato de construção da barragem ter sido assinado a 30 de Junho de 2008, quinze dias depois de a declaração de impacte ambiental ter caducado.

in Público - 11 de Dezembro de 2008

sábado, 6 de dezembro de 2008

Movimento em Conferência de Imprensa - Cidadãos contestam a barragem de Fridão







Movimento em Conferência de Imprensa (28.Novembro.2008)
Cidadãos contestam a barragem de Fridão



O Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega, que luta contra a construção da barragem de Fridão, em Amarante, divulgou, a semana passada, em conferência de imprensa, o Manifesto Anti-barragem "Salvar o Tâmega e a Vida no Olo".

O líder do movimento, Emanuel Queirós, disse à Lusa que o lançamento do manifesto anti-barragem serve "para mobilizar a população para a fase de discussão pública" sobre o projecto da barragem, que deverá ocorrer no segundo semestre de 2009, quando for apreciado o estudo de impacte ambiental, em elaboração.

Além do manifesto, o movimento anti-barragem lançou uma petição na internet, que recolheu mais de 1.100 assinaturas em menos de duas semanas.

o manifesto é subscrito por cidadãos dos quatro concelhos afectados pela construção do empreendimento - Cabeceiras de Basto, Celorico de Basto, Mondim de Basto e Amarante.

"As barragens no Tâmega vêm fazer a artificialização do rio, provocam a implosão do vale, a destruição dos ecossistemas, ou seja, a interrupção da vida natural tal como nós a conhecemos", considera o movimento de cidadãos.

Insurgindo-se contra "a falta de voz de determinação e reivindicação" dos órgãos da região, o movimento quer fazer ouvir a sua voz junto dos órgãos do Estado.

 "Não queremos a barragem de Fridão nem aceitamos o transvase das águas do rio Olo para a barragem de Gouvães e exortamos os órgãos de soberania do Estado português a respeitar a cidadania e a vida tal como nós a conhecemos", salienta Emanuel Queirós. 

in Tâmega Jornal, N.º 25 (p. 24) - 06 de Dezembro de 2008 

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Barragens no Tâmega em carta ao Presidente da República

BARRAGENS NO TÂMEGA
Missiva endereçada ao Presidente da República pela comissão mandatada pelos movimentos cívicos «Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega» e «Por Amarante, Sem Barragens»






Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega
Vale do Tâmega, 5 de Dezembro de 2008

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Rádio Clube Português - «Não à Barragem de Fridão!» Entrevista a Artur Freitas (cor.)



Excerto de noticiário do Rádio Clube Português (3.Dezembro.2008)
Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega

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................................................................MCDT - entrevista


...

Artur Freitas (cor.), in Rádio Clube Português - 3 de Dezembro de 2008
Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega (Amarante)

CARTA ABERTA
AO SENHOR ALEXANDRE PANDA,
DIRECTOR-ADJUNTO DO JORNAL REPÓRTER DO MARÃO

Exmo. Sr. Alexandre Panda,

Estive a ler atentamente o artigo que o senhor assina no destaque do jornal Repórter do Marão de 20 de Novembro, e a indignação é tanta que rasgar o jornal não chega, tenho que lhe dizer que o seu jornalismo habilidoso não encontra uma via verde na inteligência de todos os que o lêem.

Não estou propriamente preocupado se aquilo que o senhor Panda escreve é resultado apenas da sua ignorância, ou se, como me parece mais óbvio, é fruto de uma manhosa encomenda de quem se serve dos fracos de personalidade para promover os seus elevados interesses.

Todo o artigo é habilidoso, a começar pelo título em destaque na primeira página, onde se afirma que a construção da barragem irá gerar negócios em Fridão, acrescentando-se ainda o pormenor de que essa obra trará “Oportunidades na venda de terrenos em Amarante e Celorico de Basto”. Esta suposta notícia aparece depois, obviamente, nas páginas centrais do jornal, a cores, tal é a importância e seriedade da informação veiculada. Só que o senhor Panda não teve o cuidado de sublinhar que tudo se situa no plano da possibilidade. Não utilizou nenhuma oração condicional, não se serviu de nenhuma combinação verbal que desse a entender aos incautos leitores que a peça jornalística irá apenas testemunhar as crenças das populações, cujo digno representante parece ser o senhor Abílio Moura, um humilde e ilustre proprietário de terrenos, convencido (não importa quem o convenceu, se um abutre disfarçado de pomba, se a inocência grávida de ambição) que aquela barragem será o seu euromilhões. O senhor Abílio diz saber, embora não diga quem lho garantiu, que o Estado o irá contactar “para tratar da questão da indemnização”, que isso ainda não aconteceu, «mas não deve demorar», e que, entretanto, como sublinha o atento repórter, sem qualquer maldade nas entrelinhas, ““esfrega as mãos” a pensar na indemnização.”.

No terceiro parágrafo do seu extra ordinário artigo, o senhor Panda escreve que em Fridão há opiniões divididas, que há quem esteja preocupado com as consequências ambientais (humidade excessiva, descontrole do ecossistema natural) e até mesmo com a ameaça de uma catástrofe possível que destruiria Amarante. No entanto, o senhor Panda compõe o seu brilhante artigo com um contra-argumento (seleccionado ao acaso entre os muitos que o senhor Artur Moreira, uma autoridade na localidade de Fridão) que me fez corar de vergonha: poderão ocorrer vários fenómenos ambientais graves, Amarante até poderá ser destruída, “Mas, por outro lado, também vai trazer empregos, novas acessibilidades e oportunidades de negócio com o desenvolvimento do turismo fluvial.”.

Que bonito, senhor Panda! Já estamos todos a imaginar o reflorescer da actividade turística na Amarante futura, com resmas de curiosos a fotografar as ruínas de São Gonçalo. Que interessante será o mundo poder assistir a excelentes documentários da National Geographic sobre as pragas de insectos no Vale do Tâmega, ou as belas reportagens sobre os safaris nas margens da Cascata do Tâmega, uma multidão de caçadores que ocorrerá à região para participar nas batidas às ratazanas. É claro que até a indústria naval reflorescerá com a necessidade de construir quilhas capazes de lavrar no espesso tapete de micro-algas.

Aliás, o senhor Abílio Moura, o senhor Artur Moreira, o senhor Rodrigo da Silva, o senhor Bruno Machado, o senhor Pedro Moura, e, naturalmente, o senhor Panda estão todos certos que as populações a montante de Amarante irão ser tão beneficiadas, lucrarão tanto com a construção de mais quatro (não é uma; são mais quatro, senhor Panda) barragens no Tâmega e seus afluentes, como o foram as populações que ladeiam o pântano chamado Barragem do Torrão: vendas milionárias de terrenos, novas moradias, passeios no rio, competições em motas de água (?!!), imensos restaurantes com uma gastronomia feita à base de roedores, insectos e peixes estranhos – tudo, tudo mais valias proporcionadas pela construção da barragem do Torrão; tudo fruto da excepcional qualidade das águas do Tâmega.

Perdoe-me o sarcasmo senhor Panda, mas só quem nunca foi ao Torrão, só quem é completamente ignorante em relação a tantos outros casos de desrespeito pelos mais elementares direitos das populações (como aconteceu recentemente no Alqueva), só quem nunca reparou que as barragens construídas em Portugal foram sempre implantadas em regiões pobres, e que, passadas décadas, continuam pobres, porque ninguém lhes pagou o que lhes foi prometido, e porque agora têm ainda menos do que no tempo em que lhes compraram as vontades com um saco de rebuçados envenenados.

Se o senhor Panda fosse um jornalista a sério, se o seu artigo não fosse um punhado de areia atirado aos olhos do povo, o senhor faria aquilo que se espera de uma pessoa credível: investigaria. Nessa altura, no seu artigo, consideraria a hipótese da gente da sua terra poder estar (a ser) enganada. Sabe porquê? Porque a população não sabe que as grandes barragens são construídas em regime de condomínio fechado, pelo que o senhor Pedro Moura ou o senhor Rodrigo da Silva não venderão uma única alface, uma cerveja ou uma galinha à construtora da barragem. Porque os terrenos desapropriados, se algum dia forem pagos (investigue outros casos ocorridos no nosso país), serão comprados de acordo com o valor matricial declarado nas finanças – uma ninharia, portanto. Porque os empregados das grandes construtoras são emigrantes de leste, africanos ou brasileiros, mão-de-obra mais barata do que os necessitados operários da região. Porque ninguém quer tomar banho em águas podres. Porque ninguém quer construir uma casa de férias junto a um pântano. Por tantos e tantos motivos que o senhor não conhece ou não considera dignos de serem referenciados no seu vaidoso artigo, senhor Panda.

O senhor Alexandre Panda também nunca se terá questionado se cinco barragens numa mesma região não será demais. O senhor também não parece estar muito interessado em publicitar o transvase do rio Olo, de forma a alimentar a barragem de Gouvães. Não o incomoda o facto dessa acção ter consequências irreversíveis do ponto de vista ambiental, social e cultural, destruindo o mesmo rio e uma das paisagens naturais mais belas do nosso país: as fisgas de Ermelo.

O senhor Panda começa o seu artigo informando-nos que existe uma oposição à construção da barragem de Fridão, “essencialmente em Amarante”, mas não se digna a identificar nem a caracterizar esse movimento cívico de oposição, não pensou que seria pertinente escutar essa opinião e citá-la no seu artigo. Aliás, o senhor Panda não sabe, mas o Movimento de Cidadania de oposição à construção da barragem tem núcleos dinâmicos em toda a região, incluindo Celorico de Basto, Mondim e Ermelo. O senhor não sabe que a recente petição colocada on-line conta já com mais de 1300 assinaturas, onde constam muitos nomes de cidadãos das zonas que o senhor diz estarem identificadas com o projecto da barragem. Neste momento, há muitos amarantinos espalhados pelo mundo que vivem com grande angústia a possibilidade dessa construção e que estão disponíveis para lutar contra quem quer roubar o “seu rio” transformando-o numa imensa cascata de betão. Neste momento, há jovens estudantes que escolheram o impacto ambiental com a construção da barragem como tema dos seus trabalhos na disciplina da Área de Projecto. Também não sabe que esses jovens escrevem canções de protesto, escrevem textos de revolta que editam em diversos blogues solidários com a causa do Movimento de Cidadania. O senhor não sabe, mas continua a escrever.

O senhor Panda não sabe de muita coisa, porque provavelmente só sabe o que lhe convém. Enquanto director adjunto de um jornal local, cuja principal função deve ser informar e não desinformar, estar atento às ameaças que coloquem em perigo a qualidade de vida dos seus potenciais leitores, a sua posição deixa muito a desejar. Um dia, não se admire se alguém lhe atribuir uma co-responsabilidade moral pelo assassinato de toda uma região.

Talvez não seja por acaso que o senhor se chama Panda. O senhor Alexandre move-se muito devagar, só se alimenta de folhas seleccionadas e vive em cativeiro. O panda é um animal em vias de extinção. Mas, infelizmente, jornalistas da sua espécie há muitos.

António Costa
MOVIMENTO CIDADANIA PARA O DESENVOLVIMENTO NO TÂMEGA
(subscritor da Petição Anti-Barragem - Salvar o Tâmega e a Vida no Olo)
(Amarante – Novembro de 2008)

Rio Tâmega - Amarante: Até parece que conhecem o meu rio…

Rio Tâmega - Amarante
Até parece que conhecem o meu rio…

Até parece que entendem muito de rios, afluentes, algas, microrganismos nefastos sem grande importância. Até se crê que estudaram bem a lição e pesaram as consequências da construção de uma barragem, ao enaltecer os lucros e ao afastar a dimensão da catástrofe ambiental.
Até se concorda com os argumentos de que a agricultura nesta (e noutras) zonas já não dá nada e se compreende que, mediante a perspectiva de ganhar alguns trocados com as supostas indemnizações, se encham de esperança as almas vazias daqueles para quem o rio nunca deve ter servido senão para lhes fornecer água. Quem não consegue compreender que a palavra benefícios nunca poderá caracterizar o que está a ser projectado para o rio Tâmega é porque nunca o sentiu como seu.
Este rio faz parte da vida e está na alma de muitas gentes ribeirinhas que com ele partilharam momentos únicos de cumplicidade. Os beneficiados nunca serão os nossos filhos, porque se a barragem vier a ser construída jamais poderão experimentar a sensação de plenitude que se vive quando, na calma do seu leito, se mergulha e se encontra uma paz total de comunhão com a Natureza. Qual reencontro entre mãe e filho!
Toda a minha infância e toda a minha adolescência foram passadas ao lado do rio. No Inverno, o leito enchia-se com as chuvas e as águas que corriam dos caminhos. Espreitava à janela para ver se já tinha crescido mais um pouco, se o barco preso aos ramos dos amieiros ainda lá estava. À noite adormecia com o ressoar das águas agitadas que me embalava e garantia a normalidade da existência humana. 

Chegada a Primavera, olhava-O da mesma janela para ver o quanto tinha já descido, e contava os dias que faltavam para a chegada do tempo quente de Verão, para de novo nele alegrar os meus dias de menina. Nadei horas perdidas neste rio. Ri, joguei, brinquei. Faz parte de mim e de muitos outros para quem o anunciado desaparecimento do Rio Tâmega e todo o seu habitat será a morte de um ente muito querido. Guardo ternamente, com saudade, imagens do “meu” rio de quem aos poucos me fui afastando.
Após a construção da Barragem do Torrão suas águas começaram a sofrer com a estagnação das correntes e a poluição que nelas se foi acumulando. Aos poucos as praias fluviais foram-se tornando cada vez mais desertas. Sempre tive esperança que os senhores com poder neste país, nesta cidade, neste rio investissem dinheiros para despoluir e recuperar o rio Tâmega. Só esta é a atitude aceitável de quem ama – recuperar e proteger. Nunca destruir, como parece quererem fazer.
Enquanto amarantina, desgostam-me profundamente os falseados argumentos a favor da construção da barragem, pretendendo fazer-nos acreditar na suposta criação de empregos, miragens de negócios e receitas daí adjacentes que nos trarão o bem-estar e o progresso. O que eles ainda não descobriram é que essa felicidade é podre e não se renova com a passagem das estações, como a daqueles que amam verdadeiramente o rio.

Até parece que conhecem o meu rio…


Ana Catarina Costa (Amarante) - Dezembro de 2008

Se o óbvio não interessa - Ana Paula Sardoeira

Se o óbvio não interessa

«Se o óbvio não interessa aos seus olhos
Porque parece o óbvio variar segundo os olhos
Que venham hostes de quem menos cego
Tenta provar o que não precisa de adeptos
Para ser verdade.
Mas as multidões não se medem em números
Medem-se em conveniência
E se já afogados estamos em mentiras
Porque não afogar-nos também em águas pútridas?

Talvez a inundação turva melhor reflicta
O que nas mentes de outras multidões revira.

Eu não sei, não vejo com olhos de contas
Nem sequer com olhos políticos,
Talvez por ignorância não se me infiltrem
As verdadeiras razões pela razão dentro.
Não é talvez a verdade o centro de qualquer disputa
E as mentiras têm valor relativo
Assim como a vida tem valor relativo
E rios e beleza têm valores relativos.

Relativamente à inutilidade de protesto pela verdade
Não tenho muitas dúvidas
Nem a considero relativa.
Destruam, inundem e matem
Mas que é óbvio que o fazem
Não tentem contestar.
Não precisam de o fazer de qualquer forma.
Quem contesta e fala e protesta
Não tem que o fazer mas fá-lo
Porque acredita,
Até que finalmente lhes mostram
Que há outras evidências mais relevantes
Que as evidências óbvias claras manifestas.»

Ana Paula Sardoeira - Dezembro de 2008

PNBEPH - TÂMEGA: População diz “não” a barragem





PNBEPH - TÂMEGA
População diz “não” a barragem


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O Movimento [Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega] contra a Barragem de Fridão, em Amarante, aproveita a deslocação do Presidente da República, esta manhã, ao Marco de Canavezes, para dar visibilidade ao seu protesto.


A questão da segurança da albufeira, em construção prevista a montante da sede de Concelho, é a principal preocupação dos manifestantes.
“Não é agradável sabermos que a 10km da cidade temos um muro em betão com cerca de 90 metros de altura e com uma albufeira enorme. Portanto, a minha primeira preocupação e a de todos os amarantinos é a questão da segurança. Em caso de catástrofe, evidentemente, a cidade seria destruída”, afirma Armindo Abreu, Presidente da Câmara de Amarante.

A Câmara já aprovou por unanimidade uma moção contra a construção da barragem e o socialista e autarca, Armindo Abreu, diz que agora é necessário esperar pelo estudo de impacto ambiental.

BM, in Rádio Renascença - 03 de Dezembro de 2008

Durante a visita de Cavaco Silva ao Marco de Canaveses (3.12.2008) - Iniciativa do Movimento junto do Presidente da República: Iniciativa do Movimento junto do Presidente da República


Durante a visita de Cavaco Silva ao Marco de Canaveses no dia 3 de Dezembro de 2008
Iniciativa do Movimento junto do Presidente da República
Em conformidade com o anúncio divulgado na conferência de imprensa do dia 28 de Novembro, e posteriormente difundido em vários OCS regionais e nacionais, no passado dia 3 de Dezembro de 2008 uma comissão do Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega, contactou o Presidente da República (PR), na sua visita ao município do Marco de Canaveses, transmitindo-lhe a sua inconformação perante as dramáticas consequências para a cidade de Amarante e para a segurança das populações ribeirinhas do vale do Tâmega e Olo, que resultarão da construção da barragem em Fridão (Amarante) e do transvase das águas do Olo (Lamas de Olo - Vila Real). 

Tendo as contingência de espaço e tempo inviabilizado uma abordagem mais exaustiva, e a comissão sido remetida pelo PR para o Chefe da sua Casa Civil, Dr. Nunes Liberato, vai agora o Movimento enviar ao Palácio de Belém uma informação mais detalhada, com vista a um mais estreito acompanhamento do processo, por parte do PR, no âmbito do seu magistério.


..............................> Registo vídeo


Artur Freitas (texto) e Vítor Pimenta (vídeo) - 3 de Dezembro de 2008
Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

TÂMEGA - BARRAGENS: «Manifesto» e «Petição Anti-Barragem - Salvar o Tâmega e a vida no Olo»













TÂMEGA - BARRAGENS
«Manifesto» e «Petição Anti-Barragem - Salvar o Tâmega e a vida no Olo»

Em face da brutal acção política do Governo contra o Tâmega/Olo e as suas populações, contida no «Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico», e da manifesta incapacidade reconhecida nos órgãos do poder local (câmaras e assembleias municipais) se oporem a tal investida, um grupo alargado de cidadãos dos concelhos de Amarante, Cabeceiras de Basto, Celorico de Basto e Mondim de Basto, tomaram em mãos a iniciativa de agir contra a acção vil e mercenária de alienar os caudais dos rios Tâmega e Olo às eléctricas ibéricas EDP, S.A. e IBERDROLA, S.A., visando obstar que as populações do Baixo Tâmega se vejam espoliadas de um dos bens naturais mais preciosos da nossa região.
Deste modo, foi criado o «Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega», o qual tem as suas bases programáticas para esta acção expostas em «Manifesto» próprio, o qual pode ser consultado em 

http://cidadaniaparaodesenvolvimentonotamega.blogspot.com/,

de onde é possível aceder à «Petição Anti-Barragem - Salvar o Tâmega e a vida no Olo» colocada em 

http://www.petitiononline.com/PABA/petition.html.

Agradecemos a divulgação desta tomada de posição pública pelos contactos possíveis, de modo a dar ampla expressão e conhecimento desta justa reivindicação local e regional, que não deixa de ser também nacional.


MCDT, in GEOTA - 2 de Dezembro de 2008

domingo, 30 de novembro de 2008

PNBEPH - RIO TÂMEGA: Cidadãos contra barragem no Tâmega vão ser recebidos por Cavaco Silva






PNBEPH - RIO TÂMEGA
Cidadãos contra barragem no Tâmega vão ser recebidos por Cavaco Silva



Telmo Bértolo, in Partilha do Saber - 30 de Novembro de 2008

sábado, 29 de novembro de 2008

PNBEPH - TÂMEGA: Cidadãos contestam barragem de Fridão









PNBEPH - TÂMEGA
Cidadãos contestam barragem de Fridão

O Movimento Cidadania para o Desenvolvimento do Tâmega, que luta contra a construção da barragem de Fridão, em Amarante, vai ser recebido quarta-feira pelo Presidente da República, anunciou este sábado a organização, noticia a agência Lusa. 

Cavaco Silva visita a 3 de Dezembro o Município do Marco de Canaveses, onde vai inaugurar um parque fluvial no rio Tâmega e as piscinas municipais de Alpendorada e Matos. 

Será após a sessão de boas-vindas, na qual o Presidente da República receberá a Medalha de Honra e o título de cidadão honorário do Município, que uma delegação do movimento contestatário das barragens no rio Tâmega entregará a Cavaco Silva um exemplar do Manifesto Anti-barragem «Salvar o Tâmega e a vida no Olo». 

Amarante em risco de desastre ambiental 

O líder do movimento, Emanuel Queirós, disse que o lançamento do manifesto anti-barragem serve «para mobilizar a população para a fase da discussão pública» sobre o projecto da barragem, que deverá ocorrer no segundo semestre de 2009, quando for apreciado o estudo de impacte ambiental, em elaboração. 

Além do manifesto, o movimento anti-barragem lançou uma petição na internet, que recolheu mais de 1.100 assinaturas em menos de duas semanas. 

O manifesto é subscrito por cidadãos dos quatro concelhos afectados pela construção do empreendimento - Cabeceiras de Basto, Celorico de Basto, Mondim de Basto e Amarante. 

«As Barragens do Tâmega vêm fazer a artificialização do rio, provocam a implosão do vale, a destruição dos ecossistemas, ou seja, a interrupção da vida natural tal como nós a conhecemos», considera o movimento de cidadãos. 

Insurgindo-se contra «a falta de voz de determinação e reivindicação» dos órgãos da região, o movimento quer fazer ouvir a sua voz junto dos órgãos de estado. 

«Não queremos a barragem de Fridão nem aceitamos o transvase das águas do Olo para a ribeira da barragem de Gouvães e exortamos os órgãos de soberania do Estado português a respeitar a cidadania e a vida tal como nós a conhecemos», salienta Emanuel Queirós. 

Barragens do Alto Tâmega vão afectar Fisgas de Ermelo 

Para o líder do movimento anti-barragem, é importante dizer às populações da bacia do Tâmega «que nada está decidido e que o processo de construção da barragem pode ser revertido». 

O contrato da concessão da barragem de Fridão, no rio Tâmega, a celebrar entre o Estado e a EDP vai ser assinado em Dezembro, assegurou no início de Novembro, o presidente do Instituto da Água (INAG).

Redação com AF, in Lux - 29 de Novembro de 2008
Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

PNBEPH - RIO TÂMEGA: Movimento de cidadãos que contesta barragem de Fridão vai ser recebido por Cavaco Silva






PNBEPH - RIO TÂMEGA
TÂMEGA: Movimento de cidadãos que contesta barragem de Fridão vai ser recebido por Cavaco Silva 

O Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega, que luta contra a construção da barragem de Fridão, em Amarante, vai ser recebido quarta-feira pelo Presidente da República, anunciou hoje a organização. 

Cavaco Silva visita a 3 de Dezembro o Município do Marco de Canaveses, onde vai inaugurar um parque fluvial no rio Tâmega e as piscinas municipais de Alpendorada e Matos.

Será após a sessão de boas-vindas, na qual o Presidente da República receberá a Medalha de Honra e o título de cidadão honorário do Município, que uma delegação do movimento contestatário das barragens no rio Tâmega entregará a Cavaco Silva um exemplar do Manifesto Anti-barragem "Salvar o Tâmega e a vida no Olo".

O líder do movimento, Emanuel Queirós, disse à Lusa que o lançamento do manifesto anti-barragem serve "para mobilizar a população para a fase da discussão pública" sobre o projecto da barragem, que deverá ocorrer no segundo semestre de 2009, quando for apreciado o estudo de impacte ambiental, em elaboração. 

Além do manifesto, o movimento anti-barragem lançou uma petição na internet, que recolheu mais de 1.100 assinaturas em menos de duas semanas.

O manifesto é subscrito por cidadãos dos quatro concelhos afectados pela construção do empreendimento – Cabeceiras de Basto, Celorico de Basto, Mondim de Basto e Amarante.

"As barragens no Tâmega vêm fazer a artificialização do rio, provocam a implosão do vale, a destruição dos ecossistemas, ou seja, a interrupção da vida natural tal como nós a conhecemos", considera o movimento de cidadãos. 

Insurgindo-se contra "a falta de voz de determinação e reivindicação" dos órgãos da região, o movimento quer fazer ouvir a sua voz junto dos órgãos de Estado.

"Não queremos a barragem de Fridão nem aceitamos o transvase das águas do Olo para a ribeira da barragem de Gouvães e exortamos os órgãos de soberania do Estado português a respeitar a cidadania e a vida tal como nós a conhecemos", salienta Emanuel Queirós. 

Para o líder do movimento anti-barragem, é importante dizer às populações da bacia do Tâmega "que nada está decidido e que o processo de construção da barragem pode ser revertido".

Contrato de concessão avança em Dezembro
O contrato da concessão da barragem de Fridão, no rio Tâmega, a celebrar entre o Estado e a EDP vai ser assinado em Dezembro, assegurou à Lusa, no início de Novembro, o presidente do Instituto da Água (INAG).

A atribuição dos contratos de concessão com a EDP – que ganhou o concurso para Fridão, Alvito e Foz Tua – com a Endesa – que ganhou Girabolhos – e com a Iberdrola – que ganhou Gouvães, Padroselos, Alto Tâmega e Daivões – será feita por decreto-lei, precisou Orlando Borges.

O Estado vai encaixar 624 milhões de euros com a adjudicação da concessão de oito barragens do Programa Nacional de Barragens à EDP, Iberdrola e Endesa, afirmou à Lusa o presidente do Instituto da Água (INAG).

O investimento total nas oito barragens será de cerca de 3.000 milhões de euros e o aumento da produção hídrica, que estava previsto ser de 1.100 megawatts (MW) para as 10 barragens programadas, será “ultrapassado”, afirmou Orlando Borges.

O presidente do Instituto da Água confirmou que as barragens de Almourol e Pinhosão não receberam qualquer proposta no concurso lançado pelo Governo, ficando por construir.

Orlando Borges afirmou, no entanto, que dadas as “fortíssimas restrições” colocadas à construção das barragens de Almourol e Pinhosão, vê como “positiva” a sua não construção. “Os objectivos que tínhamos com dez barragens [em termos de encaixe financeiro e de produção hídrica], vamos conseguir atingi-los com oito”, afirmou.

in Marão online - 29 de Novembro de 2008

PNBEPH - BARRAGEM DE FRIDÃO: Cavaco vai receber Movimento contra barragem de Fridão






PNBEPH - BARRAGEM DE FRIDÃO
Cavaco vai receber Movimento contra barragem de Fridão

O Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega, que luta contra a construção da barragem de Fridão, em Amarante, vai ser recebido quarta-feira pelo Presidente da República, anunciou hoje a organização.

Cavaco Silva visita a 3 de Dezembro o Município do Marco de Canaveses, onde vai inaugurar um parque fluvial no rio Tâmega e as piscinas municipais de Alpendorada e Matos.

Será após a sessão de boas-vindas, na qual o Presidente da República receberá a Medalha de Honra e o título de cidadão honorário do Município, que uma delegação do movimento contestatário das barragens no rio Tâmega entregará a Cavaco Silva um exemplar do Manifesto Anti-barragem «Salvar o Tâmega e a vida no Olo».

O líder do movimento, Emanuel Queirós, disse à Lusa que o lançamento do manifesto anti-barragem serve «para mobilizar a população para a fase da discussão pública» sobre o projecto da barragem, que deverá ocorrer no segundo semestre de 2009, quando for apreciado o estudo de impacte ambiental, em elaboração.

Além do manifesto, o movimento anti-barragem lançou uma petição na internet, que recolheu mais de 1.100 assinaturas em menos de duas semanas.

Cavaco vai receber Movimento contra barragem de Fridão
O manifesto é subscrito por cidadãos dos quatro concelhos afectados pela construção do empreendimento – Cabeceiras de Basto, Celorico de Basto, Mondim de Basto e Amarante.

«As Barragens do Tâmega vêm fazer a artificialização do rio, provocam a implosão do vale, a destruição dos ecossistemas, ou seja, a interrupção da vida natural tal como nós a conhecemos», considera o movimento de cidadãos.

Insurgindo-se contra «a falta de voz de determinação e reivindicação» dos órgãos da região, o movimento quer fazer ouvir a sua voz junto dos órgãos de Estado.

in Diário Digital/Lusa e Milleniumbcp.pt - 29 de Novembro de 2008