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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Mondim de Basto - Rio Olo: Um rio no precipício



Mondim de Basto - Rio Olo
Um rio no precipício

Aí está - reportado com absoluta independência informativa - o retrato jornalístico de uma parte de quanto em valor natural irreprodutível - património da Terra, da região, de todos e de sempre - o Ministério do Ambiente, liderado por Francisco Nunes Correia, concessionou no Tâmega à eléctrica espanhola Iberdrola, presidida em Portugal pelo ex-ministro da economia e finanças Joaquim Pina Moura - rendido aos MegaWatts da energia - no âmbito do nacional e socialista programa-patranha das barragens inventado na transportadora REN (Redes Energéticas Nacionais) de José Penedos.

Eduardo Pinto, in Jornal de Notícias (Viva +), N.º 91, Ano 123 (p. 27) - 31 de Agosto de 2010

domingo, 4 de abril de 2010

Rio Olo: Tamecanos Rocks

Rio Olo
TAMECANOS ROCKS

Decorreu com sucesso o encontro dos Tamecanos 2010.

in Aquavertical - 3 de Abril de 2010

sábado, 31 de janeiro de 2009

PNBEPH - Rio Olo: Fisgas do Ermelo "vão continuar", garante ministro Nunes Correia

PNBEPH - Rio Olo
Ambiente: Fisgas do Ermelo "vão continuar", garante ministro Nunes Correia

Vila Real, 23 Jan (Lusa) - O ministro do Ambiente, Nunes Correia, garantiu hoje em Vila Real que a cascata Fisgas do Ermelo vai continuar, apesar da construção das barragens do Alto Tâmega.

"As Fisgas do Ermelo, neste momento, posso dar por adquirido que vão continuar", assegurou o ministro, acrescentando que "houve um grande empenho nesse sentido".

"O nosso esforço é sempre conciliar o desenvolvimento das regiões e das populações com a conservação da natureza", afirmou Nunes Correia, após a cerimónia de posse do novo director do Departamento de Áreas Protegidas do Norte, Lagido Domingos, que ocorreu hoje na sede do Parque Natural do Alvão, em Vila Real.

A cascata Fisgas do Ermelo, uma queda de água no rio Olo, afluente do Tâmega, é dos locais mais visitados no Parque do Alvão, numa zona onde o caudal do rio separa as zonas graníticas das zonas xistosas.

O desnível da cascata, uma das maiores quedas de água da Europa, situada em Ermelo, no concelho de Mondim de Basto, estende-se por 200 metros de extensão.

Temia-se a extinção das Fisgas do Ermelo porque o projecto das quatro barragens da "cascata do Tâmega" - Alto Tâmega, Daivões, Padroselos e Gouvães - hoje apresentado em Chaves, na presença do primeiro-ministro José Sócrates, previa o desvio do caudal do rio Olo para a barragem de Gouvães através de um canal de derivação de quase oito quilómetros.

A ideia surgiu no estudo prévio do Plano Nacional de Barragens, mas gerou de imediato forte contestação na região de Vila Real e de Amarante, uma vez que a redução do caudal do Olo destruiria a queda de água.

JDS

Lusa/fim

in Orelhas (portal da Região de Leiria)

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Fisgas de Ermelo escapam a novas barragens




Mondim de Basto. Maior queda de água do País deverá manter-se
Fisgas de Ermelo escapam a novas barragens

Iberdrola diminui produção de energia para poupar cascata.

O ministro do Ambiente, Nunes Correia, garantiu ontem, em Vila Real, que a cascata das Fisgas de Ermelo não vai ser afectada com a construção das barragens do Alto Tâmega. As Fisgas do Ermelo são a maior queda de água de Portugal, localizada no Parque Natural do Alvão, que se temeu vir a ser afectada com a construção da barragem de Gouvães.

"As Fisgas do Ermelo, neste momento, posso dar por adquirido que vão continuar", assegurou o ministro, acrescentando que "houve um grande empenho nesse sentido. O nosso esforço é sempre conciliar o desenvolvimento das regiões e das populações com a conservação da natureza", afirmou Nunes Correia, após a cerimónia de posse do novo director do Departamento de Áreas Protegidas do Norte, Lagido Domingos, que ocorreu na sede do Parque Natural do Alvão, em Vila Real.

Há cerca de três meses, Rui Cortes, professor da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e especialista da área do ambiente, afirmou que a construção de quatro barragens na bacia hidrográfica do Tâmega e de três derivações de cursos de água iriam «alterar completamente» a zona envolvente a este rio e até mesmo o Parque Natural do Alvão.

Rio Cortes referia-se exactamente à derivação do rio Olo, o que alimenta as Fisgas de Ermelo, aquelas que são consideradas como as maiores quedas de água de Portugal e uma das maiores da Europa, anualmente visitadas por milhares de pessoas.

O projecto inicial das quatro barragens da "cascata do Tâmega" (Alto Tâmega, Daivões, Padroselos e Gouvães), que foi adjudicado ao grupo espanhol Iberdrola, previa que a barragem de Gouvães, a construir no rio Torno, iria ser abastecida pela água de dois afluentes, o Olo - na zona a montante das Fisgas - e Alvadia, e assim o caudal que actualmente alimenta as Fisgas seria reduzido ao mínimo, afectando seriamente aquela queda de água, que poderia vir a desaparecer.

Após as declarações do ministro, o DN contactou o investigador da UTAD, Rui Cortes, que adiantou já ter conhecimento do facto, pois no início de Dezembro o presidente da Iberdrola esteve na UTAD, e, perante os factos expostos pelos investigadores da Academia, comprometeu- -se a estudar o problema.

Segundo Rui Cortes, posteriormente a UTAD foi informada pela Iberdrola "de que, apesar de significar uma diminuição na produção de energia eléctrica, a empresa prescindia do transvase das águas do rio Olo, permitindo assim a continuidade das cascatas das Fisgas de Ermelo.

Para Rui Cortes, ainda bem que o Instituto da Conservação da Natureza e a empresa concessionária se aperceberam dos danos que seriam causados, a tempo foi encontrada uma solução, "é um exemplo para outras situações", adianta o investigador.

José António Cardoso (Vila Real), in Diário de Notícias - 24 de Janeiro de 2009

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

PNBEPH - CASCATA DO TÂMEGA: Barragens poderão afectar Fisgas de Ermelo






PNBEPH - CASCATA DO TÂMEGA
Barragens poderão afectar fisgas de Ermelo

A maior queda de água de Portugal - as fisgas de Ermelo - localizada no Parque Natural do Alvão, poderá "ser seriamente" afectada com a construção da barragem de Gouvães, alertou um especialista da Universidade de Vila Real.

Rui Cortes, professor da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) e especialista da área do ambiente, afirmou à Agência Lusa que a construção de quatro barragens na bacia hidrográfica do Tâmega e de três derivações de cursos de água vão "alterar completamente" a zona envolvente a este rio e até mesmo o Parque Natural do Alvão (PNA).

Uma dessas derivações, refere, é o rio Olo, que alimenta as Fisgas de Ermelo, aquelas que são consideradas como as maiores quedas de água de Portugal e uma das maiores da Europa, anualmente visitadas por milhares de pessoas.

O projecto das quatro barragens da "cascata do Tâmega" - Alto Tâmega, Daivões, Padroselos e Gouvães - foi adjudicado ao grupo espanhol Iberdrola, que abriu concurso público para escolher a empresa que vai efectuar o Estudo de Impacte Ambiental (EIA). Estes empreendimentos fazem parte do Plano Nacional de Barragens anunciado pelo Governo de José Sócrates.

Segundo explicou o especialista, a barragem de Gouvães, a construir no rio Torno, vai derivar água de dois afluentes, o Olo - na zona a montante das Fisgas - e Alvadia. "Ou seja, o caudal que actualmente alimenta as fisgas será reduzido ao mínimo, afectando seriamente esta queda de água, que desaparecerá nos moldes em que a conhecemos actualmente, e o próprio PNA", sublinhou o responsável.

Rui Cortes diz que não está a por em causa a construção da barragem, mas sim a derivação de água do Olo. Por isso mesmo, o especialista espera que esta situação seja resolvida em sede do EIA.

As Fisgas de Ermelo estão localizadas na freguesia de Ermelo, Mondim de Basto, e possuem um desnível que se estende ao longo de 200 metros de extensão, separando as zonas graníticas das xistosas das terras envolventes.

Contactado pela Agência Lusa, o Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB), responsável pelo PNA, referiu que se vai pronunciar sobre o assunto em sede do EIA.
Mas, Rui Cortes vai mais longe e diz que a construção das quatro barragens vai transformar o rio Tâmega "praticamente num grande albufeira" com cerca de 150 quilómetros, desde a fronteira, em Espanha, até Amarante. A tudo isto vai ser acrescentada, mais tarde, a construção de uma outra barragem - a de Fridão - próxima de Amarante. Cortes salientou ainda que a construção destas barragens vai afectar "parte das vilas de Mondim de Basto e Ribeira de Pena e mais de 10 aldeias ribeirinhas" deste território.

Ao contrário da barragem do Fridão, contestada pela população de Amarante, as restantes quatro, foram apoiadas pelos autarcas do Alto Tâmega (Chaves, Boticas, VP Aguiar, Valpaços, R. Pena e Montalegre), que, conjuntamente com a EDP, concorreram à construção das mesmas.

in
Jornal de Notícias

sábado, 29 de novembro de 2008

PNBEPH - "Com o rio Olo na mira dos inimigos do património Natural»

PNBEPH - "Com o rio Olo na mira dos inimigos do património Natural"
as "quedas do cabril...."






























Fisgas de Ermelo - Alvão


O rio Olo é um afluente do Tâmega que nasce na serra de Ordens, um braço do Marão, a nascente de Lamas de Olo (Vila Real), e desagua junto a Fridão (Amarante). 

Ao longo do seu percurso ele é a veia arterial responsável pela irrigação de toda essa zona agrícola que tem o vale do Olo por espaço seu: Lamas de Olo, Ermelo, Pardelhas, Campanhó, Paradança e Fridão. Mas o rio Olo alem ser a veia arterial desse zona agrícola que se distende desde Lamas de Olo até Fridão é também um rio muito conhecido e frequentado pelos adeptos da pesca desportiva, pois são famosas as trutas que nele se criam, sobretudo as que, nas Fisgas de Ermelo, são criadas e pescadas nas "Piocas do Olo". 

Depois o desporto náutico é também, hoje em dia, uma forte mais valia no campo socioeconómico, aqui com realce para a canoagem que como vamos demonstrar tem neste rio, e na sua foz, excelentes condições para o aproveitamento dessa actividade. 

A juntar a tudo isto acresce destacar a importância que no cenário paisagístico da região de Basto representa como atractivo turístico o seu decantado e dantesco fraguedo que como sabemos dá pelo nome de Fisgas de Ermelo ou "Quedas do Cabril". 

No entanto apesar de toda essa importância, o rio Olo, segundo se consta, está na mira dos inimigos de tudo quanto seja património Natural, se não vejamos o que em artigo, publicado em A Voz de Trás-os-Montes de 13 do corrente, nos relata o jornalista José Manuel Cardoso: "As populações do vale do rio Olo estão preocupadas com o possível transvase parcial deste curso de água para uma pequena barragem prevista no Programa Nacional de Barragens, referente ao Aproveitamento Hidroeléctrico de Gouvães da Serra. 

Se isto se concretizar, as Fisgas de Ermelo podem correr o risco de ficarem secas, em alturas de pouca precipitação". 

Nesse mesmo jornal, é Barroso da Fonte quem também, em artigo à volta do assunto, vem alertar: "Seja como for há que ter em atenção o interesse paisagístico e a preservação do meio ambiente. 

Não podem a ganância e a gula de certos políticos hipotecar o pouco de bom que as zonas periféricas herdaram da própria Natureza. Há que ter respeito pelas leis naturais e tratar a todos rurais ou urbanos, pobres ou ricos, empresários e obreiros com os mesmos critérios. Que as águias que sobrevoam as Fisgas de Ermelo tenham, pelo menos, os mesmos direitos dos lobos da Samardã".

Em blog que alimentei até 4 de Maio do ano em curso, recordo que encerrei a sua laboração com um post à volta deste rio que mereceu de Jofre de Lima Monteiro Alves o seguinte comentário, em 7 de Setembro pp : "Venho lastimar o encerramento deste espaço bairrista e de dedicação ao torrão natal. Ficam os demais, felizmente". 

Também a 22 do mês seguinte uma minha conterrânea, Mgraça, se manifestava, assim: "Eu também quero protestar pelo encerramento de “Mestas”. É uma pena! - Valia só pelos fotos que tem, nem eram necessários comentários, o resto do País nem sequer faz ideia dos recantos do Olo, do Mestas, do Tâmega e do Cabril etc. 

Seria melhor repensar???..." – Agradeço as referências, mas o meu blog Mestas passou à história..., entretanto vou transcrever o post com que encerrei o dito blog: "Não muito afastado das Mestas (Vilar de Ferreiros) passa o Olo, rio que descendo da serra de Ordens (Lamas de Ôlo) tem nas "Fisgas de Ermelo" o seu mais espectacular cenário. 

Serra a baixo, num percurso relativamente curto, mas tormentoso, o Olo desagua em rápido no Tâmega, mais precisamente junto a Fridão, freguesia do concelho de Amarante e que tem São Faustino por patrono. 

Vem este post na sequência duma notícia que li no Correio do Marão, onde o Professor Doutor Rui Cortes, da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, garante que "se se avançar com a construção da barragem de Fridão, Amarante pode sofrer um desastre ambiental irreparável". 

Mais acrescenta que a concretizar-se a construção da barragem, "a água a jusante resultaria apenas do caudal ecológico mínimo obrigatório, incapaz de sustentar a fauna e aflora existentes, pelo que Amarante, conforme a conhecemos desapareceria".

Deixem Fridão em paz, digo eu! Já lhe basta a sua museológica Central Hidroeléctrica que, sonhada em 1912, veio a fazer de Amarante uma das primeiras localidades iluminadas por energia eléctrica, em 1917. Que em vez duma barragem que só vem profanar as margens do sagrado Tameobrigus (Tâmega) e produzir mosquitos em águas estagnadas, antes se aproveitem todas as suas potencialidades turísticas à semelhança do Centro de Estágio de Canoagem de Fridão, cuja CM de Amarante apoia, e além disso ainda não há muito abriu um concurso para requalificação da Quinta das Fontainhas, também em Fridão, onde será construído um Centro para Slalon. 

É tempo dos medíocres de São Bento deixarem que nas vilas e aldeias de Portugal seja o povo ali residente a decidir sem influência de forças estranhas ao ambiente...". 

O que então não sabia é que na mente destes políticos que temos estava também em agenda matar o Olo na sua origem. 

Um conselho, aos habitantes do vale do Olo: convidem todos os responsáveis por estes dois projectos que visam matar o rio na foz e na origem, a deslocarem-se em visita às Fisgas, não pelo lado do Fojo, mas antes por Varzigueto, e mandem-nos de olhos tapados ver as quedas do cabril...








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José Augusto da Costa Pereira, in Portugal, minha terra - 29 de Novembro de 2008

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

PNBEPH - Rio Olo: Fisgas de Ermelo

PNBEPH - Rio Olo
Fisgas de Ermelo

PNBEPH - Rio Olo: Fisgas de Ermelo podem perder a beleza natural

PNBEPH - Rio Olo
Fisgas de Ermelo podem perder a beleza natural


O alerta foi dado pela Lusa, a partir do testemunho científico do docente da UTAD, Rui Cortes. Especialista da área do ambiente afirmou que a «construção de quatro barragens na bacia hidrográfica do Tâmega e de mais três derivações de cursos de água vão alterar completamente a zona envolvente a este rio e até mesmo o Parque Natural do Alvão».
O rio Olo é uma dessas derivações e é ele que alimenta as Fisgas de Ermelo, consideradas como as maiores da Europa. Anualmente são visitadas por milhares de pessoas, nomeadamente por escolas, o que incute nas crianças imagens inapagáveis para toda a vida. De acordo com o depoimento daquele especialista, com a construção da Barragem de Gouvães, as Fisgas de Ermelo, situadas no Parque Natural do Alvão, sofrem significativamente na sua beleza multi-secular. Ainda não vimos a Quercus, sempre atenta a estas alterações ambientais, erguer a voz autorizada para que os responsáveis tenham em atenção estas leis naturais.Está ainda na retina dos portugueses, designadamente dos Transmontanos, a decisão política de alterar o trajecto da A24, gastando por causa disso mais sete milhões de euros. Tudo para salvaguardar uma alcateia de (sete lobos). O palco das operações é o mesmo: o Alvão. Nessa altura os ambientalistas fizeram-se ouvir e o poder político não teve pejo em poupar os lobos, prejudicando o traçado da via e lesando o orçamento geral do Estado. Houve mais respeito por esses animais selvagens do que pelas pessoas que passam fome. Esse dinheirão abrigava muita gente maronesa e saciava muito estômago vazio. Mas optou-se pela bizarra opção de privilegiar o lobo em detrimento do ser humano.Confrontamo-nos, agora, com um erro maior e mais gritante, correndo o risco de extinguir uma das maiores atracções paisagísticas do Alvão, a mesma montanha que, há meia dúzia de anos, foi palco daquela patética opção política.O JN deu guarida às preocupações ambientalistas de Rui Cortes e nessa notícia esclarece que o projecto das quatro barragens da «cascata do Tâmega»: Alto Tâmega, Daivões, Padroselos e Gouvães foi adjudicado ao grupo espanhol Iberdola. E abriu concurso público para escolher a empresa que vai efectuar o Estudo de Impacte Ambiental. Informa ainda o técnico da UTAD que a barragem de Gouvães que vai ser construída no Rio Torno, derivará da água de dois afluentes: o Olo e a Alvadia. Por esse motivo o caudal que actualmente corre nas figas de Ermelo será reduzido ao mínimo, facto que irá afectar a queda de água que poderá, até, em certas alturas, desaparecer. Ou seja: não está em causa a construção da barragem, mas sim a derivação de água do rio Olo. É por esse motivo que Rui Cortes alerta a EIA (Estudo de Impacte Ambiental).Refira-se que as Fisgas de Ermelo têm um desnível que se estende ao longo de 200 metros de extensão, separando as zonas graníticas das xistosas das terras envolventes. Esclarece ainda o técnico da UTAD que a construção das quatro barragens vai transformar o Rio Tâmega numa grande albufeira, com cerca de 150 quilómetros, desde a fronteira com a Espanha até Amarante. Numa fase posterior será acrescentada uma outra barragem chamada de «Fridão». Perto de Amarante. Mondim de Basto, Ribeira de Pena e uma dezena de aldeias vão ser afectadas com estas alterações ambientais. Os Amarantinos contestam a albufeira a situar às portas da cidade. Já as restantes quatro têm o apoio das Câmaras de Chaves, Boticas, Valpaços e Vila Pouca de Aguiar.Um ilustre filho de Ermelo teve a gentileza de remeter-nos um recorte do JN, adicionando considerações que julgamos oportunas. Afirma que «as quedas de água do Rio Olo, também chamadas «Quedas do Cabril», ou «As Fisgas de Ermelo» estão sob a mira gulosa de uma empresa espanhola. E essa gula vai arruinar uma das maiores maravilhas telúricas e paisagísticas de Portugal e de toda a Europa, porque o simples facto de diminuir o caudal do rio, extingue a beleza que desde sempre aquele sumptuoso santuário geográfico propiciou a quem o visita. No inverno, em muitos anos, a água, não é muita. E, no verão, o caudal é, por via de regra, diminuto. Em vez de se criarem condições para reforçar esse caudal, enriquecendo a paisagem e promovendo o turismo regional, mata-se essa raridade, em proveito da ganância de certos decisores que só não vendem a Lua porque ainda não têm jurisdição sobre ela.Até as águias que por ali ainda cumprem o seu destino, como espécie rara que seria óbvio acautelar e propagar, correm o risco de desaparecer, irremediavelmente. Temos visto por esse país fora, postos da luz, árvores velhinhas, cumes rurais transformados em «sítios de interesse público». As cegonhas, por exemplo, têm estatuto diferenciado das águias. Porque será? Seja como for há que ter em atenção o interesse paisagístico e a preservação do meio ambiente. Não podem a ganância e a gula de certos políticos hipotecar o pouco de bom que as zonas periféricas herdaram da própria Natureza. Há que ter respeito pelas leis naturais e tratar a todos, rurais ou urbanos, pobres e ricos, empresários e obreiros com os mesmos critérios. Que as águias que sobrevoam as Fisgas de Ermelo tenham, pelo menos, os mesmos direitos dos Lobos da Samardã.

Por Barroso da Fonte, Dr. in [Notícias do Douro]

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

PNBEPH - Rio Olo: Ermelo [Mondim de Basto] não quer ficar sem rio

PNBEPH - Rio Olo: transvase preocupa população
Ermelo[Mondim de Basto] não quer ficar sem rio


As populações do vale do rio Olo estão preocupadas com o possível transvase parcial deste curso de água para uma pequena barragem prevista no Programa Nacional de Barragens, referente ao Aproveitamento Hidroeléctrico de Gouvães da Serra. Se isto se concretizar, as Fisgas de Ermelo podem correr o risco de ficarem secas, em alturas de pouca precipitação. 

Apesar do Instituto de Conservação Natureza, ICN, ter dado já um parecer negativo sobre o projecto, será o Estudo de Impacto Ambiental, EIA, que em breve deverá ser adjudicado, a tirar as dúvidas sobre este assunto. 


Ainda sem certezas, os povos ribeirinhos do rio Olo começam já a fazer sentir as suas vozes de protesto contra o cenário do eventual transvase. 


Na última sexta-feira, uma reunião realizada na Casa do Povo de Ermelo, freguesia de Mondim de Basto, constituiu o primeiro sinal de contestação, à eventual construção e o consequente estrangulamento da parte final do rio Olo. 


Neste plenário que teve a participação de elementos da Junta de Freguesia, povo local e activistas contra a construção da Barragem de Fridão no rio Tâmega, foi decido elaborar uma petição de defesa para a preservação do rio Olo e contra qualquer tentativa de desvio ou transvase. 


Rui Cortes, professor universitário na UTAD, tem vindo a acompanhar este processo. Ao Nosso Jornal referiu que “inicialmente o Plano Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico apontava, de facto, para uma diminuição drástica de caudal da parte final do rio Olo, derivado ao seu desvio para o rio Torno”


Porém e segundo o mesmo, “tal intenção aparentemente seria alterada posteriormente” contudo, agora, “já não tem tanta certeza que assim seja”


Recentemente, ouviu dizer que o transvase de três rios (Olo, Vidoedo e Poio) pode, novamente, ser equacionado. “Estou agora na expectativa sobre o que irá contemplar o Estudo de Impacte Ambiental que vamos conhecer brevemente”


O cenário da derivação do caudal deixou a população de Ermelo muito ansiosa. São pessoas que vivem quase exclusivamente da agricultura, da pecuária e do turismo que tem evoluído devido à beleza paisagística do rio. 


“Nestas terras de regadio colhe-se todo o ano, milho, batata, feijão, dependemos do rio Olo para a nossa subsistência”
, refere um residente em Ermelo. 


A população não aceita que seja feito qualquer transvase, uma vez que isso colocaria em causa a sobrevivência do povo, dadas as centenas de pessoas que dependem dele. 


“É o rio que permite a agricultura de subsistência. Sem essa água não é possível as regas e todo o vale do Olo pode “morrer”. Pode estar em perigo a actividade principal da aldeia e pode estar a cometer-se um crime ecológico sem precedentes”
 disse ao Nosso Jornal, Armindo Henrique, habitante e empresário do ramo hoteleiro em Ermelo. 

“Tenho um café restaurante e estou a acabar a hospedaria. Vou ser muito prejudicado. Se isto for em frente será o maior atentado à natureza e às pessoas que sempre aqui viveram e aqui investiram tudo o que tinham”
, acrescentou. 

Carlos Henrique, Tesoureiro da Junta de Freguesia e habitante de Ermelo, também está apreensivo: “Estamos muito preocupados. Os membros desta Junta já foram à Câmara Municipal de Mondim para saber o que se passa. Ao que sentimos, o próprio Município de Mondim de Basto não tem a informação necessária sobre este Programa. Vivemos no coração do Parque Natural do Alvão e junto deste organismo, também, não conseguimos nenhum esclarecimento. Da reunião com a população saiu uma petição para que sejamos informados sobre o que está previsto fazer para esta região”


António Gonçalves, pescador, conhece bem o rio Olo. Também ele está preocupado, com todo este cenário. “Tudo pode desaparecer, as Fisgas de Ermelo e as Pias podem ficar secas. O parque de merendas, a ponte romana, e todos aqueles recantos de rara beleza que caracterizam um rio selvagem, poderão também ser afectados. Esta água ainda é verdadeiramente pura. Neste rio existem lontras, trutas selvagens, enguias, escalos, bogas e barbos e toda uma fauna envolvente que vive nas margens”


Caso seja feita a derivação do caudal do rio Olo que desagua no rio Tâmega na aldeia de Chapa (Amarante) serão afectadas as aldeias de Varzigoto, Barreiro, Assoreiras, Ermelo, Fervença, Ponte de Olo, Mouquim, Tejão, e Candedo. 


Está a ser feita uma recolha de assinaturas para levar à Assembleia da República a questão da derivação do caudal do rio Olo. 


Armindo Henrique deixou no ar um aviso: “Esperamos que os nossos Governantes reflictam nas nossas reivindicações e saibam que está em causa todo um Património Natural de valor ambiental incalculável. Mas, se tal não acontecer, encetaremos todas as formas de luta. Ermelo só tem 300 residentes, mas somos mais de 3.000, espalhados por toda a Europa, a defender esta causa”


A Barragem de Gouvães ficará situada no rio Torno (troço de montante do rio Louredo), afluente da margem esquerda do rio Tâmega (bacia hidrográfica do rio Douro), a cerca de 1,8 km da localidade de Gouvães da Serra. A albufeira terá uma pequena capacidade de armazenamento face aos caudais afluentes.


O aproveitamento integrará ainda um sistema de derivação para reforço dos caudais afluentes com origem nas ribeiras de Poio, Olo e Viduedo, constituído por três pequenas barragens e respectivos túneis de derivação, com um comprimento total de 15.5 Km. 


A contribuição destas derivações para o escoamento afluente é de cerca de 69 por cento do escoamento total. Fazendo parte deste circuito as derivações do rio Olo com cerca de 7.8 Km.

José Manuel Cardoso, in A Voz de Trás-os-Montes - 13 de Novembro de 2008

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Junta de Ermelo (Mondim de Basto) e Movimento promoveram sessão de esclarecimento: ATROCIDADES DO «PROGRAMA NACIONAL DE BARRAGENS» PARA O ALVÃO

Junta de Ermelo (Mondim de Basto) e Movimento promoveram sessão de esclarecimento
ATROCIDADES DO «PROGRAMA NACIONAL DE BARRAGENS» PARA O ALVÃO



A convite da Junta de Freguesia de Ermelo (Mondim de Basto), no passado dia 8 de Novembro de 2008 (sábado) o Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega levou a efeito na Casa do Povo daquela freguesia mondinense uma sessão de esclarecimento sobre as medidas contidas no Programa Nacional de Barragens, que se repercutirão directamente na vida e nas actividades daquelas populações da serra do Alvão. 

Apesar do tempo frio e chuvoso que se fazia sentir na encosta poente da serra, a sessão esteve muito participada, registando grande afluência de residentes, e de outros deslocados de Mondim e de Amarante, interessados no esclarecimento desta problemática.

Com início pelas 21h00, durante cerca de duas horas e meia a população de Ermelo participou na apresentação e contribuiu para o debate por fim estabelecido em volta das medidas aprovadas no âmbito do «Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico» (PNBEPH), nomeadamente as respeitantes ao projectado transvase das águas do rio Olo para alimentar os caudais na albufeira de Gouvães (Gouvães da Serra - Vila Pouca de Aguiar).

Um ano após o “debate público” ocorrido sobre essa famigerada falácia nacional inventada nas eléctricas, apadrinhada pelo Instituto da Água, I.P. (INAG)/Autoridade Nacional da Água, e avalizada pelo Ministro do Ambiente e pelo Governo, entre a informação prestada a partir dos documentos oficiais e as preocupações manifestadas pelos presentes no decurso da sessão, ficou muito claro que a população de Ermelo, até então, nunca havia recebido informação do que o «Programa Nacional de Barragens» para ela reserva. 


Aliás, o referido «Programa» não só não considera a existência da cidade de Amarante, por relação com o escalão hidroeléctrico de Fridão (Amarante), como omite a existência das comunidades serranas do Alvão, as que mais directamente serão afectadas com o projectado transvase do rio Olo, e pelo que receberão no seu modesto quadro de vida rural em privações de recursos imprescindíveis à vida e em desregulação das suas actividades agro-pastoris.

De acordo com o testemunho da Presidente da Junta de Freguesia (D. Maria da Glória Leite Nunes), até àquela data, apesar das diligências encetadas junto de várias entidades, as respostas obtidas foram sempre evasivas e semelhantes: "nenhuma entidades sabia de nada" (sic), conforme teve oportunidade de participar no decurso da sessão.

Aquilo que para todos nós – residentes no Tâmega, e conscientes dos efeitos esperados desse atentatório e ofensivo «Programa Nacional de Barragens» – é absurdo, destrocam os patrões das eléctricas (EDP, S.A. e IBERDROLA, S.A.) em discursos de milhões. Sem respeito pela vida de quantos na bacia do Tâmega já começaram a sentir dos efeitos do seu poder sedente e cego, e da farsante actuação, ordeira e submissa, do ministro do Ambiente, do Ordenamento do Território, e do Desenvolvimento Regional (Francisco Nunes Correia) e do seu inútil Instituto da Água, I.P./Autoridade Nacional da Água, rendidos à adjudicação bilionária do licenciamento, indiscriminado e mercenário, à captação e transvase das águas do Tâmega e do Olo.


José Emanuel Queirós, in PlenaCidadania - 11 de Novembro de 2008
Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega (Amarante)

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

PNBEPH - Rio Olo: Barragem de Gouvães é "incompatível" com Parque Natural do Alvão






PNBEPH - Rio Olo: Maior queda de água de Portugal em perigo
Futura barragem de Gouvães "é incompatível" com Parque Natural do Alvão



O desvio do rio Olo para alimentar a barragem de Gouvães é “incompatível” com a existência do Parque Natural do Alvão, no concelho de Mondim de Basto e Vila Real. Na opinião de Rui Cortes, professor catedrático, o rio é a “coluna vertebral” do Parque. O Alvão tem as maiores quedas de água de Portugal, as Fisgas do Ermelo, que são o ex-líbris da paisagem e correm o risco de perderem grande parte do caudal se o projecto for para a frente.

As quatro barragens da "cascata do Tâmega" - Alto Tâmega, Daivões, Padroselos e Gouvães - foram adjudicadas ao grupo espanhol Iberdrola, que abriu concurso público para escolher a empresa que vai efectuar o Estudo de Impacte Ambiental (EIA).

No caso de Gouvães, os rios Torno e Olo vão servir para alimentar a barragem que se estimou vir a dar 153 giga watts de energia por ano. Mas se o Olo for desviado para este fim, o percurso natural do rio vai ficar comprometido.

“O rio Olo é a própria coluna vertebral do Parque Natural do Alvão que se desenvolveu aproveitando a bacia do rio”, explicou ao PÚBLICO Rui Cortes, professor da Universidade do Minho e Trás dos Montes.

As Fisgas de Ermelo estão no concelho de Mondim de Basto e possuem um desnível que se estende ao longo de 200 metros de extensão, separando zonas graníticas de xistosas situadas nas terras envolventes. Estas quedas de água são das maiores da Europa, e são visitadas por milhares de pessoas anualmente.

Para o professor, o EIA é uma das últimas esperanças para travar o projecto. “Estes estudos devem ser minuciosos e mitigar os efeitos perniciosos das barragens”, alega Cortes. O catedrático propõe que a barragem passe só a ser alimentada pelo outro curso de água. "A barragem não está em causa se não for concretizada esta derivação a partir do Olo", sublinhou à Lusa.

Destruição do Património

O projecto faz parte do Plano Nacional de Barragens anunciado pelo Governo de José Sócrates. As alterações na bacia hidrográfica do Tâmega não acabam aqui, quer-se construir a barragem de Fridão, que fica próxima de Amarante.

As barragens vão “tornar o Tâmega praticamente numa sucessão de albufeiras”, denuncia Rui Cortes. Para além de uma alteração na paisagem que, partes de algumas aldeias vão ficar submersas, o professor teme que as barragens aumentem a poluição de um rio já com problemas a este nível.

“O rio Tâmega já é fortemente poluído por causa da indústria que existe em Espanha e Portugal. É de tal maneira problemático que a barragem do Torrão já apresenta cianobactérias [microrganismos patogénicos]”, explica o professor. Adiantando que já se sabe que as barragens têm tendência de aumentar a poluição dos rios por armazenar a água.

Para Rui Cortes a política vigente do aumento do número de barragens é contraproducente. “Estamos a assentar num esquema de desenvolvimento de há 40 ou 50 anos. Construímos grandes barragens, mas estamos a ficar mais dependentes [energeticamente] do exterior”, acusa o especialista, que está envolvido na Directiva Quadro de Água.

“Em Portugal o aumento do gasto de energia é superior em termos relativos ao aumento do PIB”, diz o professor, que defende que se deveria apostar na eficiência energética.
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Nicolau Ferreira, in Público - 10 de Setembro de 2008

PNBEPH - Barragem de Gouvães: Barragens do Alto Tâmega vão afectar Fisgas de Ermelo







As maiores quedas de água portuguesas podem estar em risco
Barragens do Alto Tâmega vão afectar Fisgas de Ermelo

As fisgas de Ermelo, localizadas no Parque Natural do Alvão (PNA), poderão «ser seriamente» afectadas com a construção de quatro barragens na bacia hidrográfica do Tâmega, alertou um especialista.

Rui Cortes, professor da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) e especialista da área do ambiente, garantiu que a construção de quatro barragens na bacia hidrográfica do Tâmega e de três derivações de cursos de água vão «alterar completamente» a zona envolvente a este rio e até mesmo o PNA.


Uma dessas derivações, refere, é precisamente o rio Olo, que alimenta as Fisgas de Ermelo, aquelas que são consideradas como as maiores quedas de água de Portugal e uma das maiores da Europa, anualmente visitadas por milhares de pessoas.


O projecto das quatro barragens da «cascata do Tâmega» – Alto Tâmega, Daivões, Padroselos e Gouvães – foi adjudicado ao grupo espanhol Iberdrola, que abriu concurso público para escolher a empresa que vai efectuar o Estudo de Impacte Ambiental (EIA). Estes empreendimentos fazem parte do Plano Nacional de Barragens anunciado pelo Governo de José Sócrates.


Segundo explicou o especialista, a barragem de Gouvães, a construir no rio Torno, vai derivar água de dois afluentes, o Olo – na zona a montante das Fisgas – e Alvadia. 
«Ou seja, o caudal que actualmente alimenta as fisgas será reduzido ao mínimo, afectando seriamente esta queda de água, que desaparecerá nos moldes em que a conhecemos actualmente, e o próprio PNA», sublinhou.


Barragem não está em causa, o seu impacto sim

Além da derivação do Olo, um canal com 7,8 quilómetros, a albufeira de Gouvães será ainda alimentada pela derivação de mais dois rios, o Alvadia (canal de 4,4 quilómetros) e o Viduedo (3 quilómetros).

Com estas afluências à albufeira de Gouvães, a energia produzida naquela barragem em ano médio é estimada em 153 gigawatts-hora (GWh) por ano.


Rui Cortes diz que não está a por em causa a construção da barragem, mas sim a derivação de água do Olo. Por isso mesmo, o especialista espera que esta situação seja resolvida em sede do EIA, o qual, na sua opinião, «serve precisamente para evitar situações mais perniciosas e arranjar alternativas».


O Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB), responsável pelo PNA, referiu que se vai pronunciar sobre o assunto em sede do EIA.



Rio Tâmega «vai ser completamente modificado»


A tudo isto vai ser acrescentada, mais tarde, a construção de uma outra barragem – a de Fridão – próxima de Amarante. «O rio Tâmega, tal como o conhecemos, vai ser completamente modificado», frisou.

Para além dos factores ambientais, Rui Cortes salientou ainda que a construção destas barragens vai afectar «parte das vilas de Mondim de Basto e Ribeira de Pena e mais de 10 aldeias ribeirinhas» deste território. Ao contrário da barragem de Fridão, que está a ser contestada pela população de Amarante, as restantes quatro foram apoiadas pelos autarcas do Alto Tâmega (Chaves, Boticas, Vila Pouca de Aguiar, Valpaços, Ribeira de Pena e Montalegre), que, inclusive, conjuntamente com a EDP, concorreram à construção das mesmas.

in Iol Diário - 10 de Setembro de 2008