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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Mondim de Basto - Presidente da Junta: Autarca alerta para poluição no rio Tâmega






Mondim de Basto - Presidente da Junta
Autarca alerta para poluição no rio Tâmega


O presidente da Junta de Freguesia de Mondim de Basto alertou hoje para a poluição no rio Tâmega, descrevendo a água como esverdeada e cheia de microalgas e pedindo à população para não ir a banhos.
Fernando Gomes disse à Agência Lusa que está preocupado com a poluição que diz ser visível no rio Tâmega, junto à vila de Mondim de Basto.

«A água está eutrofizada, uma situação que é mais visível devido ao calor intenso, o verão está prolongado, não há chuvas e a água está parada», referiu.

O autarca alertou a população para não ir a banhos no rio, não deixar os animais beber da água do rio e pediu aos pescadores para se afastaram também desta área.

O delegado de saúde de Mondim de Basto, José Faria, disse que foi alertado para a situação e que encontrou a água do rio com uma cor esverdeada e com microalgas em suspensão.

Salientou ainda que é a primeira vez que vê este tipo de poluição naquela zona do rio Tâmega.

«Em princípio poderá tratar-se de uma poluição por cianobactérias. É uma poluição normalmente provocada por micro-organismos que são algas que se desenvolvem na presença de luz solar em grande e por nitritos e nitratos lançados para o rio», referiu.

José Faria pressupõe que a origem da poluição se encontre a montante do concelho de Mondim de Basto.

Nesta zona não existem praias fluviais mas, mesmo assim, o responsável sublinhou que as pessoas não devem tomar banho nas água do Tâmega, apesar do intenso calor que se tem feito sentir nos últimos tempos.

À GNR, entidade responsável pela fiscalização, não chegou até ao momento qualquer queixa ou alerta sobre esta situação.

Fernando Gomes teme que este efeito de eutrofização do rio Tâmega se intensifique com a construção da barragem de Fridão, a jusante da vila de Mondim de Basto.

«Eu já estou preocupado porque, para além de ficarmos com as águas inquinadas, não vamos poder procurar investidores na área do turismo para uma albufeira que vai ficar com péssima qualidade de água. Não vai ser bom para desenvolver do concelho», frisou.

A barragem de Fridão é uma das 10 que constam do Plano Nacional de Barragens com Elevado Potencial hidroeléctrico, afectando território dos concelhos de Amarante, Cabeceiras de Basto, Celorico de Basto e Mondim de Basto.

Em Abril de 2010, o Ministério do Ambiente emitiu a declaração de impacto ambiental (DIA) condicionada à cota mais baixa da barragem de Fridão.

O empreendimento encontra-se em processo de licenciamento, prevendo-se que as obras arranquem em 2012.

in Lusa/SOL - 5 de Outubro de 2012

Mondim de Basto: Autarca alerta para poluição no rio Tâmega






Mondim de Basto
Autarca alerta para poluição no rio Tâmega


O presidente da Junta de Freguesia de Mondim de Basto alertou hoje para a poluição no rio Tâmega, descrevendo a água como esverdeada e cheia de microalgas e pedindo à população para não ir a banhos.

Fernando Gomes disse à Agência Lusa que está preocupado com a poluição que diz ser visível no rio Tâmega, junto à vila de Mondim de Basto.

«A água está eutrofizada, uma situação que é mais visível devido ao calor intenso, o verão está prolongado, não há chuvas e a água está parada», referiu.


in Diário Digital / Lusa - 5 de Outubro de 2011

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Mondim de Basto - Presidente da Junta: Rio Tâmega está eutrofizado!




Mondim de Basto - Presidente da Junta
Rio Tâmega está eutrofizado!




Tenho manifestado publicamente a minha oposição sobre a construção da Barragem de Fridão. Como todos sabem, sou inteiramente contra este projecto. Não tenho a menor dúvida que serão maiores os danos que os benefícios. Essa minha posição está baseada em consultas de pareceres de especialistas na matéria e entidades dignamente credíveis.

Na sexta-feira passada, dia 30 de Setembro, o rio Tâmega amanhece com as suas águas esverdeadas, mantendo-se até a data de hoje. Ocorrência essa, conhecida como EUTROFIZAÇÃO. Consequência de um Verão prolongado com elevadas temperaturas e sem chuvas que propicia a eutrofização.

A eutrofização é o processo de poluição de corpos de água proveniente do acúmulo de nutrientes dissolvidos na água, ficando com níveis baixíssimos de oxigénio. Isso provoca a morte de diversas espécies animais e vegetais e, tem um altíssimo impacto para o ecossistema aquático. São raras as espécies que conseguem sobreviver.

Os lagos, Charcos e Albufeiras são ainda mais vulneráveis à poluição do que os rios. Portanto, se o rio Tâmega está neste momento está eutrofizado, não podemos ter a menor dúvida de que, quando as suas águas forem represadas com a Barragem do Fridão, irá acelerar e agravar o processo da eutrofização. Para que não hajam dúvidas é de salientar o Parecer da Comissão de Avaliação sobre o RECAPE “A qualidade da água que se observa nesta Albufeira (Torrão), onde estão identificados problemas de eutrofização associados a elevadas concentrações de fósforos, implica, à partida, um risco elevado de eutrofização da albufeira do AH Fridão”. Situação essa, que inviabilizará todas as actividades de carácter lúdico e de lazer nas massas de água (DL nº 135/2009 de 3 de Junho). Está condição irá penalizar seriamente na elaboração do Plano de Ordenamento das Albufeiras de águas Públicas (DL nº 107/2009, de 15 de Maio), que irá definir os regimes de salvaguarda, protecção e gestão, estabelecendo usos preferenciais, condicionados e interditos.

Associado a este problema da eutrofização, está também a variação da cota mínima que poderá atingir os 10 metros abaixo da cota máxima. Como refere o Professor Rui Cortes da Universidade da UTAD “irá impedir o aproveitamento turístico da albufeira, dado haver uma grande flutuação do nível de água, enchendo durante a noite e baixando durante o dia, período de maior consumo de energia.” Afirma ainda que “A ideia Idílica de ter uma grande massa de água não se vai verificar”. Estas variações vão provocar um grande efeito de erosão e será uma situação muito desagradável. Alertou ainda que, ”Com a sucessão de barragens previstas no rio Tâmega vai por em causa a qualidade da água”.
Para finalizar e dado as revelações negativas que tem vindo a ser aludidas no RECAPE e no Parecer da Comissão de Avaliação do AH de Fridão, manifesto a minha total preocupação e o meu desagrado pela concordância e inconsciência com que esta autarquia, Câmara Municipal de Mondim de Basto, tem vindo a liderar este projecto da Albufeira de Fridão com a EDP, colocando demasiado em causa o futuro deste concelho.
Repito, “Uma autarquia tem que ser o braço que apoia o cidadão, o pulso que faz este concelho funcionar e ter a mentalidade em despertar um espírito de conformidade de opiniões para que sejamos como uma única família mondinense. E pluribus unum. Dos muitos se faz um.”

Fernando Gomes (Presidente da Junta de Freguesia de Mondim de Basto) - 4 de Outubro de 2011

Tâmega - Barragens: Quercus apresenta queixa contra o Estado português





Tâmega - Barragens
Quercus apresenta queixa contra o Estado português



Em causa está o projecto de construção de três barragens na região do Alto Tâmega.

A Quercus vai apresentar uma queixa formal à União Europeia contra o Estado português, por violação flagrante de várias directivas europeias no projecto da cascata do Alto Tâmega, que prevê a construção de três barragens.

De acordo com João Branco, dirigente da Quercus, em causa está o incumprimento da legislação comunitária, nomeadamente a directiva da Água e a directiva Habitats.

“A construção destas barragens vai fazer diminuir a qualidade da água de um modo geral, não só na bacia do Tâmega, como na bacia do Douro”, alerta João Branco.

A associação de defesa do ambiente denuncia também a destruição de habitats da Rede Natura 2000, nomeadamente na Serra do Alvão, e do habitat do lobo, que é protegido pela lei portuguesa.

Apesar de ter avançado com a queixa, a associação ambientalista não se mostra optimista em relação à sua eficácia.

“Pelo que temos visto ultimamente, a Comissão Europeia tem dado mais relevância a pseudo-aspectos económicos”, acusa João Branco.

in Rádio Renascença - 4 de Outubro de 2011

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Barragens - Alto Tâmega: Quercus apresenta queixa à União Europeia contra Estado português








Barragens - Alto Tâmega
Quercus apresenta queixa à União Europeia contra Estado português

A Quercus anunciou hoje (3 de Outubro) que apresentou uma queixa formal à União Europeia (UE), acusando o Estado português de "violação flagrante" de várias diretivas europeias no projeto da "cascata" do Alto Tâmega, que prevê a construção de três barragens.

Esta queixa vem reforçar uma providência cautelar apresentada nos tribunais portugueses sobre o empreendimento concessionado à Iberdrola e que inclui a construção das barragens do Alto Tâmega, em Vidago, e Daivões (ambas no rio Tâmega) e Gouvães (afluente).

João Branco, dirigente da Quercus, disse hoje à Agência Lusa que a queixa à UE foi enviada no final de setembro, acusando o Estado português de "incumprimento da legislação comunitária", nomeadamente a Diretiva Quadro da Água e a Diretiva Habitats.


Lusa, in Sapo Notícias - 3 de Outubro de 2011

Plano Nacional de Barragens - TÂMEGA: Quercus apresenta queixa à União Europeia relativamente a quatro









Plano Nacional de Barragens - TÂMEGAQuercus apresenta queixa à União Europeia relativamente a quatro barragens propostas para o Tâmega

A Quercus enviou no final de Setembro uma queixa formal à União Europeia relativa ao Projecto Hidroeléctrico do Sistema Electroprodutor do Tâmega (SET), por incumprimento da legislação comunitária – nomeadamente a Directiva Quadro da Água e a Directiva Habitats. A queixa vem reforçar uma providência cautelar já em curso sobre o mesmo empreendimento.

O Projecto Hidroeléctrico do Sistema Electroprodutor do Tâmega (SET) compreende as infra-estruturas hidráulicas dos Aproveitamentos Hidroeléctricos de Gouvães, Padroselos, Alto Tâmega e Daivões, cuja construção está prevista no Plano Nacional de Barragens, que contempla um total de 10 barragens (8 das quais encontram-se já adjudicadas).

Este projecto apresenta impactes ambientais muito significativos, entre os quais a transformação, fragmentação e degradação dos ecossistemas na bacia do rio Tâmega, incluindo a criação de barreiras incontornáveis para espécies migradoras como a enguia (já dizimada nas bacias do Douro e do Tâmega) e a degradação dos habitats de algumas das últimas alcateias do lobo – espécie classificada em Portugal como “Em Perigo”.

A Quercus considera pois que o Projecto Hidroeléctrico do SET apresenta um balanço negativo de interesse público em termos ambientais e sociais – devido em parte aos impactes negativos, como as perdas irreversíveis de habitats de espécies ameaçadas ou a retenção dos sedimentos, com graves consequências na erosão costeira, para os quais não foi ainda realizado um verdadeiro estudo do balanço custo/benefício. A base de argumentação para o benefício de interesse público (geração de renováveis e redução da dependência energética externa) não está devidamente comprovada e carece de um estudo de alternativas para estes efeitos, que não foi efectuado. Será colocado em causa, de forma permanente e irreversível, o cumprimento dos objectivos de bom estado ecológico noutras sub-bacias das bacias do Tâmega e do Douro devido aos impactes cumulativos sobre a qualidade ecológica das águas.

Directiva Quadro da Água e Directivas Habitats e Aves em causa
O projecto do SET provocará um aumento significativo da poluição nas águas superficiais, conduzindo à deterioração da qualidade da água em todo o curso do rio Tâmega e colocando em causa a possibilidade de melhorar a qualidade das águas de toda a extensão dos rios Tâmega e Douro, a jusante dos empreendimentos. É de relembrar que a Directiva Quadro da Água obriga a atingir o bom estado ecológico das águas em 2015, objectivo esse que o Projecto do SET objectivamente coloca em causa.

Em causa estão também impactes irreversíveis e dificilmente compensáveis sobre várias espécies migratórias – como a truta-marisca e a enguia-europeia, espécies ameaçadas que estão classificadas no “Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal”, como “Criticamente em perigo” e “Em perigo”, respectivamente.

A zona afectada pelo empreendimento abrange um elevado número de habitats aquáticos e terrestres da bacia do Tâmega, incluindo habitats dos quais dependem espécies como o lobo, a toupeira-de-água, a lontra e várias espécies de morcegos e libélulas, muitas das quais espécies prioritárias e cuja conservação é primordial em toda a Europa.

A construção do empreendimento afecta também de forma muito negativa o Sítio de Importância Comunitária (SIC) Alvão-Marão, conforme reconhecido no próprio Estudo de Impacte Ambiental que refere que “as áreas a submergir implicam a afectação de extensas áreas de habitat com importante valor conservacionista”.

Comissão de Avaliação emitiu parecer desfavorável a todas as alternativas

Com efeito, o ICNB emtiu parecer desfavorável a todo o projecto dos Aproveitamentos Hidroeléctricos do SET, dados os impactes negativos identificados sobre os valores naturais da bacia do rio Tâmega e também sobre o SIC Alvão-Marão, nomeadamente sobre a integridade dos habitats prioritários e sobre o lobo, espécie prioritária para a conservação.

Este parecer do ICNB levou mesmo a Comissão de Avaliação de Impacte Ambiental (CAIA) a concluir que: “não é possível à CA propor a emissão de parecer favorável para qualquer das alternativas analisadas no EIA, atendendo ao acima exposto, e em particular no que se refere à afectação do sítio de importância comunitária da Rede Natura Alvão-Marão.”

Impactes cumulativos do Projecto não foram avaliados
De referir ainda que não foram tidos em conta os efeitos cumulativos destes empreendimentos no seu conjunto, nem foram associados a outros factores de vulnerabilidade já existentes, como por exemplo a retenção de sedimentos com os decorrentes impactes negativos em toda a bacia do Douro e na zona costeira, e os impactes do projecto em conjunção com outras infraestruturas, como os vários parques eólicos existentes ou projectados. Estes aspectos colocam as infra-estruturas do projecto do SET em incumprimento de várias disposições das Directivas comunitárias sobre Habitats e Água.

Por estes factos, a Quercus considera que o Estado Português se encontra em violação flagrante de várias directivas europeias, nomeadamente a Directiva Quadro da Água, a Directiva Aves e a Directiva Habitats, tendo consequentemente apresentado uma queixa formal à União Europeia relativamente ao Projecto Hidroeléctrico do SET.

Lisboa, 3 de Outubro de 2011

A Direcção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

sábado, 10 de setembro de 2011

Barragem de Fridão - Fundação da EDP: Evocando Pascoaes







Barragem de Fridão - Fundação da EDP
Evocando Pascoaes


Que diferença nos separa, que sentimentos diferem dos de Pascoaes, que à semelhança de outros grandes poetas que elegeram nas suas poesias os seus rios (Eduardo Lourenço: Teixeira de Pascoaes e a saudade), também cantou o seu Rio Tâmega, agora que por todo o lado anunciam a sua morte? Transcrevo apenas duas quadras da poesia “sombras” do livro com o mesmo nome com o desejo que os meus conterrâneos dissipem as sombras e até as trevas, e combatam os que só pretendem realizar os seus projectos e os seus grandes interesses, destruindo os nossos mais legítimos direitos patrimoniais, ambientais e até de segurança.
Há comportamentos que neutralizam e até limitam a participação do cidadão, agora que já se distribuem por aí umas migalhitas, e a experiência da caritativa Fundação da EDP, intervindo na vida da comunidade através dos vários grupos beneficiados, e muito caladinhos, mas o resto da população fica á margem, discriminados, já não interessa reclamar, está tudo encaminhado e organizado para um só objectivo: Barragem de Fridão a qualquer preço.
Há alguns princípios que poderiam apontar para o sentido crítico dos Amarantinos e das suas responsabilidades na discussão de um problema que diz respeito a todos, mas porque delegam essa responsabilidade nos políticos, com os piores resultados, ou porque participar na coisa pública é uma espiga, remete-nos mais tarde para o fatalismo, ou aquele se eu sabia….

A progressiva intervenção da Fundação da EDP nas instituições de Amarante, ou o rebuçado da EDP barragens solidária (belo título), obedece a acções consertadas, muito bem planeadas, para adormecer o cidadão, naquele ritual de acordo com os seus interesses, que só limitam a consciencialização e a participação dos cidadãos entorpecidos, sem qualquer rumo e interesse.
E lembrem-se também que as migalhitas não duram sempre.
Não me resigno ao peso de futuras desgraças ou de um futuro sem remédio. A ignorância não duvida porque desconhece o que ignora. Oxalá que a próxima geração não nos rotule de ignorantes porque transigimos e a razão não nos serviu de guia, nem uniu vontades e forças contra a Barragem de Fridão.

Ó Sena, Eurotas, Tibre! Grandes águas!

Que a voz de Homero, de Hugo e de Virgílio
Juntaste o clamor de vossas mágoas…

Pegos de drama e de dor, margens de idílio!
Ó meu Tâmega obscuro, água dormente…
Ó rio, à noite, a arder, todo estrelado!
Água meditativa, ao luar nascente,
Água coberta de asas ao sol nado!


(Sombras - Teixeira de Pascoaes).

Hernâni Carneiro, in O Jornal de Amarante, N.º 1631, Ano 32 (p. 9) - 25 de Agosto de 2011


quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Bacia do Douro - Rio Tâmega: Plano de Gestão das Regiões Hidrográficas em consulta pública







Bacia do Douro - Rio TâmegaPlano de Gestão das Regiões Hidrográficas em consulta pública

A proposta de Plano de Gestão das Regiões Hidrográficas do Norte (PGRH-Norte), que integra o Plano de Gestão da Região Hidrográfica do Minho e Lima, o Plano de Gestão da Região Hidrográfica do Cávado, Ave e Leça e o Plano de Gestão da Região Hidrográfica do Douro, está em discussão pública desde o dia 3 de Outubro de 2011 até ao dia 3 de Abril de 2012.

Todos os interessados em participar podem consultar, em formato digital, os documentos relativos à versão provisória do plano em: Administração da Região Hidrográfica do Norte, I.P. e, em formato papel na sede da ARH do Norte, I.P., bem como nos gabinetes de Viana do Castelo e Mirandela, durante o horário de expediente.

Para participar basta preencher o formulário on-line, aceder ao geoportal de participação pública e georeferenciar o seu contributo, ou enviar para partipub@arhnorte.pt a sua opinião.

Este instrumento de planeamento em termos de águas superficiais - rios, lagos, estuários e águas costeiras – assim como de águas subterrâneas, tem como objectivo a protecção e valorização ambiental, social e económica dos recursos hídricos nas três regiões hidrográficas sob jurisdição da ARH do Norte, I.P. identifica prioridades, objectivos e acções para os recursos hídricos atingirem o bom estado entre 2015 e 2027.


Pretende-se que o PGRH-Norte constitua um verdadeiro “pacto regional pela água”, consensual e mobilizador, permitindo recuperar a qualidade dos recursos hídricos da região Norte e transformar a água num motor do desenvolvimento regional. Ao longo dos próximos meses, deverá promover-se um intenso debate e envolvimento da comunidade na discussão dos objectivos traçados na proposta de Plano, o qual deverá, na sua versão final, incorporar os resultados desse processo de discussão pública.
in Administração da Região Hidrográfica do Norte (APRH Norte) - 2011

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Mondim de Basto - Provocação ou distracção?

Mondim de Basto
Provocação ou distracção?

Mais uma vez a Volta a Portugal passou na nossa região e, como habitualmente, com a já tradicional etapa que tem como meta o cume do altivo Monte Farinha, mais conhecido pelo alto da Senhora da Graça, no concelho de Mondim de Basto.
Convém não esquecer que também temos em Amarante uma capelinha com a mesma invocação, em Vila Caiz, num monte menos imponente mas também com belas vistas.
Puxando um pouco a brasa à minha sardinha, atrevo-me a propor aos amarantinos que ainda não conhecem esse nosso santuário de aí fazerem uma rápida visita, embora e infelizmente se tenham deixado construir na zona autênticas agressões urbanísticas… mas isso é outra história.
Mas o que quereria abordar hoje é o facto de a tal chegada da etapa ter dado azo a uma bem conseguida reportagem da televisão, até porque o S. Pedro ajudou, e que se estendeu por umas horas e que, claro, devidamente patrocinada, serviu para potenciar as ofertas turísticas da região de Mondim.
Entre actuações de vários artistas do agrado dos presentes e, evidentemente, do público-alvo dessa transmissão em directo, foi dada a palavra a várias pessoas representativas das actividades locais, que são variadas, valha a verdade, e que pessoalmente muito admiro.
Sem ser um fiel espectador das reportagens em directo da Volta, devo confessar que costumo assistir a esta, pois é a ocasião de ter imagens fantásticas da região, tomadas a partir dum helicóptero que acompanha esta manifestação desportiva.
Entre os entrevistados, e com toda a naturalidade e justiça, figurou o Sr. Presidente da Câmara de Mondim de Basto, que aproveitou e bem o ensejo para por em valor tudo o que de positivo o concelho a que preside tem, e que, repito, é muito.
Não esqueceu, nem podia fazê-lo, o Parque Natural do Alvão, mesmo se parte importante dele não se situa no seu concelho. Tudo bem, e tudo louvável.
Onde a meu ver não foi feliz, foi quando abordou o problema das vantagens que trará para o concelho, lá para 2015, a nova albufeira com que Mondim será contemplada.
Em primeiro lugar, pecou por ser extemporâneo, já que a data avançada, se se confirmar e nada é menos certo, é tão longínqua que falar disso agora não me parece muito acertado.
Mas o mais grave é que o Sr. Presidente sabe melhor que ninguém como esse assunto foi e é fracturante na sociedade local e remexer no assunto nesta altura se não é provocação até parece…
Ainda se tivesse suavizado a situação dizendo, por exemplo, que esperava que os aspectos negativos da barragem de Fridão, que os há, não vale a pena escamoteá-los, seriam, pelo menos em parte, compensados por outros e que compreendia que houvesse quem se poderia sentir prejudicado com essa obra, mas que o bem público deve sobrepor-se ao privado, etc…
Aos mondinenses mais atentos, a despropositada evocação não deve ter passado despercebida… Mesmo se involuntária foi, no mínimo, infeliz.


Luís Magalhães, in ERA-FM TV - Agosto de 2011

domingo, 31 de julho de 2011

Barragens - Linhas de Muito Alta Tensão: Palestra sobre impactes da Barragem do Fridão em Mondim de Basto







Barragens - Linhas de Muito Alta Tensão
Palestra sobre impactes da Barragem de Fridão em Mondim de Basto

Vai realizar-se a 15 de Julho, às 21h30, na Freguesia de Mondim de Basto, uma palestra sobre a Barragem de Fridão, no âmbito do acompanhamento público do Aproveitamento Hidroeléctrico de Fridão, subordinada ao tema “Linhas de Muito Alta Tensão - Os Impactes Negativos no Território”.

A palestra terá lugar no auditório da Escola EB 2,3/S de Mondim de Basto. O orador convidado é João Joanaz de Melo, professor na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e presidente da Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente (GEOTA).

in Notícias de Vila Real - 14 de Julho de 2011

Barragem de Fridão - Tâmega: Câmara contesta algumas medidas propostas no RECAPE






Barragem de Fridão - Tâmega
Câmara contesta algumas medidas propostas no RECAPE

A Câmara Municipal de Mondim de Basto apresentou uma exposição escrita à Agência Portuguesa do Ambiente, no âmbito do Acompanhamento Público do Relatório de Conformidade Ambiental do Projecto de Execução (RECAPE) do “Aproveitamento Hidroeléctrico de Fridão”, na qual contesta algumas das medidas propostas no referido Relatório. No documento apresentado, foram levantadas questões que se considera não terem sido devidamente salvaguardadas, nomeadamente o que diz respeito à recuperação dos moinhos existentes, aos restabelecimentos das ligações pedonais entre Bromela e Agunchos (Ponte dos Cabrestos) e entre Montão e Vilar de Viando (Ponte Medieval do Cabril) e ainda do acesso que liga as freguesias de Paradança a Rebordelo (Amarante).

Além disso, foram também manifestadas preocupações relativamente ao Nível Mínimo de Exploração referido no RECAPE (NmE 150), que difere do anteriormente colocado em Consulta Pública (NmE 155).
A autarquia mostra-se assim atenta ao desenvolvimento de todo este processo, intervindo, sempre, no sentido de salvaguardar o interesse dos munícipes.


in Notícias de Vila Real - 27 de Julho de 2011

sábado, 30 de julho de 2011

PNBEPH - Tâmega: “OS VERDES” DERAM MAIS UM NÃO À BARRAGEM DE FRIDÃO













PNBEPH - Tâmega
“OS VERDES” DERAM MAIS UM NÃO À BARRAGEM DE FRIDÃO

O Partido Ecologista “Os Verdes” reiterou na passada sexta-feira, o seu NÃO categórico à construção da Barragem de Fridão (Rio Tâmega). Este não do PEV foi reafirmado no quadro da participação de “Os Verdes” no acompanhamento público, em fase de RECAPE, do Aproveitamento Hidroeléctrico do Fridão, enviado à Associação Portuguesa do Ambiente, entidade responsável pelo acompanhamento da Avaliação de Impacto Ambiental.

Desta participação pública, destaca-se a acusação de “Os Verdes” de falta de transparência na documentação disponível, citando nomeadamente, a não disponibilização ao público das informações sobre as medidas e mecanismos exigidos no ponto 5 da Declaração de Impacte Ambiental (DIA), relativas à compensação das construções afectadas por este empreendimento. Uma questão que “Os Verdes” consideram da maior importância, visto que este empreendimento, caso venha a ser concretizado, vai afectar cerca de 70 construções entre as quais, 48 com uso habitacional, sendo que 31 são residências permanentes e que a grande maioria se situa na Freguesia de Mondim de Basto que será gravemente afectada.

“Os Verdes” sublinham ainda que as medidas apresentadas nos documentos disponíveis, pouco ou nada vêm atenuar os gravíssimos impactos sociais e ambientais, e os riscos que este empreendimento vai gerar, dando como exemplo, a solução apontada para remediar a retenção sedimentar, solução que consideram ser “uma fuga para a frente”, que nada resolve e que tudo deixa em aberto.

“Os Verdes” relembram ainda neste Parecer, que o seu não a este empreendimento, por razões de ordem económica, social, energética e ambiental, já foi diversas vezes expresso, nomeadamente em sede parlamentar, onde o PEV apresentou várias iniciativas, entre as quais se destaca uma proposta para suspender e travar o Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico. “Os Verdes” apresentam agora o endividamento nacional como mais uma razão para parar com a construção deste empreendimento.

“Os Verdes” consideram que as barragens deste Programa, caso venham a ser concretizadas, darão mais um forte contributo para o endividamento do país que se reflectirá, mais uma vez, no bolso dos cidadãos, através do aumento dos impostos ou da tarifa da electricidade. Para “Os Verdes”, os “lucros e benefícios” das barragens deste Programa só servem os interesses das grandes empresas hidroeléctricas, nomeadamente a EDP, e dos seus accionistas, e não os das regiões envolvidas ou do país.

O Partido Ecologista “Os Verdes” (Gabinete de Imprensa) - 25 de Julho de 2011

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Grande Reportagem SIC: As novas barragens






Grande Reportagem SIC
As novas barragens





Está em marcha a maior iniciativa de construção de barragens desde a década de 60. Nove grandes empreendimentos hidroeléctricos deverão entrar em funcionamento nos próximos anos. Nos governos de José Sócrates, foram anunciados como forma de reduzir a dependência energética externa, criar emprego e promover o desenvolvimento local.
Com o plano de resgate financeiro em curso, há quem questione a racionalidade destes investimentos. Os críticos do programa nacional de barragens garantem que o país tem mais a perder do que a ganhar.




Em Outubro de 2007, foi lançado o Programa Nacional de Barragens de Elevado Potencial Hidroeléctrico. José Sócrates tinha chegado ao Governo há 2 anos. No programa eleitoral, fixara o objectivo de criar de 150 mil empregos e prometera apostar na produção de electricidade a partir de fontes renováveis. A grande hídrica não constava do programa eleitoral, mas a energia eólica sim.

A iniciativa pública para a construção de 10 barragens foi apresentada com objectivos de interesse nacional, desde logo, o de reduzir a dependência energética externa do país.

O Presidente do Instituto da Água defende o programa que o INAG desenhou: "Nós não temos petróleo nem gás, o nosso petróleo e o nosso gás é a água", assegura Orlando Borges.

Das 10 barragens que foram a concurso internacional, em 2008, 8 foram concessionadas. Fridão, Foz-Tua e Alvito à EDP; Padroselos, Alto Tâmega, Daivões e Gouvães à Iberdrola; e Girabolhos à Endesa. Padroselos acabou por ser chumbada na avaliação de impacto ambiental, devido ao aparecimento de uma espécie rara de bivalve. Além das 7 incluídas no Programa Nacional, outras 2, Ribeiradio e Sabor estão a ser construídas pela EDP.

Nos vários locais onde está prevista a construção de novas barragens esgrimem-se argumentos a favor e contra. Mas, com o plano de resgate financeiro em curso, é preciso olhar para a situação do país.

Os críticos da aposta nas barragens avisam que o investimento inicial de 3 mil e 600 milhões de euros há-de reflectir-se na factura dos consumidores, multiplicado várias vezes. Pelas contas de Joanaz de Melo, professor do curso de Engenharia do Ambiente da Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade Nova de Lisboa (FCT UNL), o encargo total será "mais de 15 mil milhões de euros sobre os bolsos dos consumidores contribuintes."

Quanto à redução da factura energética externa, o docente da FCT UNL garante que quase não se fará sentir. As novas barragens terão uma produção média estimada por ano de cerca de 2000 GWh, 3,8% do consumo de electricidade em Portugal. Em 2010 o país consumiu 52 200 GWh de electricidade, mais 4,7% do que no ano anterior. Ou seja, a produção das novas barragens nem sequer chega para cobrir o aumento do consumo.


AS NOVAS BARRAGENS

Jornalista - Carla Castelo; Repórter de Imagem - Jorge Pelicano; Edição de Imagem - Ricardo Piano; Grafismo - Cláudia Ganhão; Produção - Isabel Mendonça; Coordenação - Cândida Pinto; Direcção - Alcides Vieira.


in SIC notícias - 29 de Junho de 2011

domingo, 7 de novembro de 2010

Porto - Barragens no Tâmega: «Solidários com o Tâmega» preparam angariação de fundos

Porto - Barragens no Tâmega
«Solidários com o Tâmega» preparam angariação de fundos


Numa organização interassociativa, a Campo Aberto, a Fapas e a Quercus vão realizar no Porto (20 de Novembro) um jantar de solidariedade com as populações da bacia do rio Tâmega afectadas pelo Programa de Barragens (dito Nacional), que castiga a região do Tâmega de modo drástico.

Está em curso uma acção judicial que contesta as decisões do Governo nessa matéria, já que os impactos ambientais não foram até agora corretamente considerados.

O jantar, além de exprimir a nossa solidariedade, visa também contribuir, em modesta escala, para os custos da acção judicial referida. Por essa razão, o pagamento que acompanha necessariamente a inscrição de cada pessoa é 5 euros superior ao custo do jantar. Esse excedente, multiplicado pelo número de inscritos, será entregue às associações e movimentos que coordenam a acção judicial.

No jantar serão também dadas algumas informações relativas à situação no Tâmega e projectadas imagens dos valores naturais e paisagísticos ameaçados.

Por motivos de organização, e embora o jantar se realize no sábado 20 de Novembro de 2010 (20:00 horas), as inscrições devem ser feitas desde já e o mais tardar até 15 de Novembro, para que seja possível confirmar em definitivo e com antecedência suficiente a encomenda junto do restaurante onde decorrerá (restaurante Nuno Álvares, rua Guedes de Azevedo, 195 – 4000 – 273 Porto, tel. 222 055 137, quase em frente ao Silo-Auto, entre o Bolhão e o Jornal de Notícias).

COMO PROCEDER PARA SE INSCREVER

1- Enviar nome e telefone de contacto, de preferência por email, e número de pessoas a inscrever para: fapas@fapas.pt

2 – Simultaneamente, enviar o pagamento de 17 euros por pessoa inscrita (12 euros custo do jantar + 5 euros para apoio financeiro à ação judicial) por multibanco (indicar referências do talão para poder ser identificada a inscrição) ou por transferência incluindo online (nesse caso pedir ao banco que envie comprovativo para fapas@fapas.pt). A transferência deve ser feita para o NIB 0033 0000 45333196672 05 (que pertence ao Fapas, nome que deverá aparecer no écrã).

3 – Se for caso disso, indicar na inscrição que deseja ementa sem quaisquer produtos de origem animal (opção compatível com qualquer das correntes vegetarianas).

Não poderão ser consideradas inscrições não acompanhadas de pagamento.

Para qualquer dúvida ou informação complementar:
Fapas a/c Fernando Silva: 222-002-472

Comissão Organizadora

Campo Aberto (José Carlos Marques), Fapas (Paulo Santos), Quercus-Porto (Ricardo Marques) - Novembro de 2010

terça-feira, 19 de outubro de 2010

EDP promove ciclo de concertos com Orquestra do Norte: Iniciativa cultural leva música clássica às regiões das novas barragens






EDP promove ciclo de concertos com Orquestra do Norte
Iniciativa cultural leva música clássica às regiões das novas barragens
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A Orquestra do Norte, com o apoio da EDP, vai dar início a um ciclo de concertos que levará alguns dos melhores intérpretes nacionais a Mogadouro, Vila Velha de Ródão, Amarante e Vila Real.

O primeiro espectáculo dos “Concertos EDP / ON – A Música da Energia” tem lugar a 23 de Outubro, em Mogadouro, terminando a 12 de Dezembro, na Igreja de São Gonçalo, em Amarante. Serão apresentadas obras dos compositores Miguel Faria, Mozart, Dvorák, Rimsky-Korsakov, Joseph Haydn, Jean Sibelius, Camille Saint-Saens. Os concertos são gratuitos e abertos a toda a população.

Esta é mais uma das iniciativas culturais, educativas e sociais que a EDP, através da Fundação EDP, tem vindo a apoiar e promover nas regiões de implantação de novas barragens. Projectos conjuntos com instituições regionais que promovam o desenvolvimento e a redução das assimetrias.

O Grupo tem em curso um plano de investimentos em energia hídrica, prevendo a construção de cinco novas barragens (Baixo Sabor, Ribeiradio, Foz Tua, Fridão e Alvito) e reforço de seis já existentes (Picote, Bemposta, Alqueva, Venda Nova, Salamonde, Paradela).


in EDP - 19 de Outubro de 2010

terça-feira, 5 de outubro de 2010

5 de Outubro de 2010: No Tâmega está patente o estado do regime

5 de Outubro de 2010
No Tâmega está patente o estado do regime


República, que nas mãos dos seus lídimos agentes decepa o Tâmega (rio-vale-ambiente-património-segurança), o retalha e o vende no açougue de Lisboa aos últimos corsários do regime, não serve a Res publica.
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José Emanuel Queirós

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Mondim de Basto - Rio Tâmega: Quem acredita queo Ministério do Ambiente vendeu isto à EDP para destruir?

Mondim de Basto - Rio Tâmega
Quem acredita que o Ministério do Ambiente vendeu isto à EDP para destruir?

Se não houver quem trave a barbaridade que no XVII.º Governo andou associada ao Ministério do Ambiente de Francisco Nunes Correia - e permanece, com Dulce Pássaro na pasta, exibindo vaidades impenitentes, comprando opiniões e impondo interesses ao XVIII.º Governo constitucional - com o betão armado que querem erguer sobre o leito barrando o rio Tâmega em Fridão (Amarante), as águas que correm por debaixo dos arcos da vetusta ponte de Mondim de Basto morrerão apodrecidas no manto artificial da albufeira 10 metros acima da plataforma da Ponte.

É urgente SALVAR O TÂMEGA!, tanto quanto salvar o País da vilania mercenária e proxeneta que projectou em Lisboa um cenário de miséria para a região, destruindo tudo quanto de melhor a Natureza e o homem construíram, satisfazendo apetites de uma desusada rapina civilizacional.

Quem acreditará, em Portugal ou no mundo - mesmo perante a agressividade do markting usando o compadecimento de deficientes e velhinhos, vergando o aparelho da Administração em protocolos e subsídios, comprando a informação em concertos ou dando música com barragens em cenário de fundo e defunto - que vender todo este património à EDP a troco da sua literal destruição, possa ser bom para alguém?

José Emanuel Queirós - 21 de Setembro de 2010
Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega (Amarante)



Carlos Leite (fotografia), Mondim de Basto (praia da Ponte - rio Tâmega) - 27 de Agosto de 2010

domingo, 19 de setembro de 2010

Mondim de Basto - Rio Tâmega: Memorável jantar «Ajuda a Salvar o Tâmega»







Mondim de Basto - Rio Tâmega
Memorável jantar «Ajuda a Salvar o Tâmega!»

Aos pés da Senhora da Graça vigilante, lá das alturas do pico cónico do Monte Farinha, emprestando a leveza e a suavidade ao vale com que as gentes fertilizam as terras e dão sentido à vida do lugar, o Tâmega vivo no seu leito de estio recebeu na praia da ponte amigos de sempre que lhe renderam nova homenagem na vila de Mondim de Basto.

Numa organização da Associação Cívica Pró-Tâmega, o evento designado «Ajuda a Salvar o Tâmega!» foi levado a efeito no final do dia 27 de Agosto de 2010 (sexta-feira) e esteve a cargo de Fernando Gomes (Presidente da Junta de Freguesia de Mondim de Basto).

O 'jantar' contou com a participação sempre muito saudada do Prof. Doutor Antonio Luis Crespí (UTAD), e com uma inesperada visita luminosa vinda do céu, tornando-se um marco memorável da vontade de termos na região o Tâmega de sempre.

Diversos oradores deram seus testemunhos do percurso que tem sido feito para salvar o Tâmega da vilania mercantil e proxeneta que o famigerado PNBEPH esconde, e já para o final foi de novo abrilhantado agora com a actuação do Grupo de Fados de Mondim, na interpretação prodigiosa de Manuel Faustino, e pelos contributos do autor mondinense Luís Jales de Oliveira, de sua filha Margarida Oliveira e de Jorge Rabiço Costa, que nas suas vozes fizeram com que o Tâmega falasse, risse e cantasse dos textos de Teixeira de Pascoaes, Luís Jales de Oliveira e António Patrício.

Salvar o Tâmega para que este seja o rio de sempre! Viva o Tâmega!

José Emanuel Queirós - 19 de Setembro de 2010
Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega (Amarante)



Fernando Gomes (fotografia), Mondim de Basto (Praia da Ponte) - 27 de Agosto de 2010